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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Na rota das contra-revoluções "coloridas"

04 setembro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/v_carvalho/c_revolucoes_coloridas.html


por Daniel Vaz de Carvalho*
 
As ações contra-revolucionarias do imperialismo que diretamente não usam meios militares, ditas por perverso eufemismo necessário à manipulação, "revoluções coloridas" levam-nos a colocar as clássicas questões do: "quem, como, quando, onde e porquê". É este o tema que nos propomos abordar. 
 

1 - QUEM
Não esqueço uma frase de um filme francês de 1958, que vi ainda adolescente, num cinema de bairro, intitulado "As grandes famílias" (segundo o romance homólogo de Maurice Druon). Num diálogo entre dois donos de uma fábrica, dizia um deles (Jean Gabin) para o irmão (Pierre Brasseur): "Eu sou de direita para defender os meus interesses, tu és de direita porque odeias os operários."

Esta frase, define muito de "quem" lidera e apoia, sobretudo financeiramente, movimentos contra-revolucionários. Para além destes juntam-se as massas do lumpen proletariado, os contaminados pelo anticomunismo, os que seduzidos pela propaganda da direita se revoltam contra o que

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Tratado Mercosul – UE/ Para quem é a entrega?


31 julho 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/europa/mercosul_ue.html

por Henrique Júdice Magalhães

Em 1703, Portugal, à época uma potência decadente, assinou com a Inglaterra (potência ascendente) o Tratado de Methuen. A troco da isenção de tarifas no ingresso de vinhos portugueses em território britânico, a coroa lusitana cedeu perpetuamente à indústria inglesa seu mercado consumidor de tecidos – que incluía o Brasil. Em 1785, Lisboa ordenou a destruição de quase todos os bens de produção manufatureira existentes aqui [1] .

Em 1933, a Argentina firmou com a Inglaterra o Pacto Roca-Runciman. A troco do compromisso britânico de continuar comprando sua carne bovina desde que ela fosse mais barata que a de outros países, o governo argentino assegurou a frigoríficos ingleses 85% do setor frigorífico e ainda eliminou ou reduziu as tarifas de importação de 235 produtos britânicos, entre outras

terça-feira, 23 de julho de 2019

PIRATARIA OU GUERRA?


23 julho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/irao/pirataria_guerra_18jul19.html

por Christopher Black*

O artigo 22 da Convenção sobre o Alto Mar de 1958, afirma:

'1. Excepto quando os actos de ingerência derivam dos poderes conferidos pelo tratado, quando um navio de guerra a encontra um navio mercante estrangeiro em alto mar não se justifica abordá-lo a menos que haja motivo razoável para suspeitar:
    (a) Que o navio esteja envolvido em pirataria; ou
    (b) Que o navio está envolvido no tráfico de escravos; ou
    c) Que, embora arvorando uma bandeira estrangeira ou recusando-se a mostrar a sua bandeira, o navio é, na realidade, da mesma nacionalidade do navio de guerra.

Prossegue afirmando que as embarcações navais de uma nação podem deter o navio de uma nação estrangeira se esse navio violou quaisquer leis ou regulamentos da nação à qual pertença a embarcação naval, caso seja encontrada nas águas territoriais daquela nação.

É claro que, no caso da abordagem e apresamento do petroleiro iraniano Grace 1, registado no Panamá, tal como muitos outros navios, ao largo da costa espanhola, próximo de Gibraltar, que a Grã-Bretanha não tinha o direito legal de ordenar aos seus fuzileiros navais que

Direitos Humanos/“Assassinos do Mediterrâneo” abundam na União Europeia


23 de julho de 2019, Página Global https://paginaglobal.blogspot.com (Portugal) https://paginaglobal.blogspot.com/2019/07/assassinos-do-mediterraneo-abundam-na.html#more

Os responsáveis da União Europeia, eleitos e não eleitos, assim como os responsáveis dos respetivos países integrantes da dita união, demonstrariam ser homens e mulheres com alguma vergonha se borrassem as suas caras com o negro mais negro existente em fossas e esgotos de modo a demonstrar a sua auto-condenação e auto-critica pelas responsabilidades acrescidas que lhes cabe na mortandade que há anos se regista nas águas do Mediterrâneo. 

Pelo menos 14 mil pessoas morreram no Mediterrâneo por morte provocada pela UE. Afinal estamos a referir-nos a engravatados de colarinhos brancos (ou não) mais conhecidos por “Assassinos do Mediterrâneo”, como

terça-feira, 19 de julho de 2016

COMISSÃO EUROPEIA CHANTAGEIA PORTUGAL



18 julho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Eugénio Rosa*

– Clima de medo provocado pelos media
– Agravamento das desigualdades no país

Antes de tudo, comportamentos para reflexão dos leitores, já que atingiram níveis de despudor chocantes para todos aqueles para quem a dignidade nacional não é só uma palavra.

Nas últimas semanas tem-se acentuado o clima de chantagem e ameaças por parte de Comissão Europeia sobre o governo português, revelando uma atitude de despotismo e de clara ingerência nos assuntos internos do país, pretendendo e achando-se com o direito de se sobrepor às instituições nacionais eleitas pelos portugueses dando ordens ao governo. Os burocratas não eleitos de Bruxelas tratam Portugal como fosse uma quinta deles, e dão a imagem de "senhores" (eles) a tratar com súbditos (Portugal).

E a situação torna-se ainda mais confrangedora, quando a maior parte dos media em Portugal (muitos comentadores e jornalistas, felizmente não todos) assumem, objetivamente (talvez sem terem consciência disso) o papel de simples instrumentos amplificando essa campanha de chantagem e medo. Quase todos os órgãos de informação repetem passivamente até à exaustão, como isso fosse natural e admissível, as ameaças, as chantagens e as ingerências em assuntos nacionais de qualquer funcionário da

terça-feira, 28 de junho de 2016

Portugal/Many Thanks to the English Working Class



26 junho 2016, Jornal de Negócios http://www.jornaldenegocios.pt (Portugal)

João Rodrigues

Peço desculpa ao leitor pelo título em inglês. Sei bem que o inglês e os anglicismos são uma praga evitável. Trata-se apenas de uma singela homenagem à maioria do povo britânico, que teve a coragem de votar pela mudança no referendo à União Europeia (UE).

Uma homenagem aos mais velhos, aos mais pobres, às classes trabalhadoras, aos de baixo. É que não é preciso ser instruído para dar uma lição. E que lição esta, a que foi dada às elites políticas, económico-financeiras, aos de cima, numa sociedade causticada pela polarização social e regional, feita de vencedores e de vencidos da globalização neoliberal, o outro nome da UE realmente existente neste

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A ERA DAS GUERRAS IMPERIAIS

22 agosto 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por James Petras

– Das guerras regionais, às "mudança de regime" e à guerra global


O ano de 2015 está a ser vivido em meio a grandes perigos. 

As guerras estão a propagar-se por todo o globo. 

As guerras estão a escalar quando novos países são bombardeados e os velhos são devastados com intensidade cada vez maior. 

Países onde se haviam verificado mudanças relativamente pacíficas através de eleições recentes estão agora à beira de guerras civis. 

Trata-se de guerras sem vitoriosos, mas plenas de perdedores; guerras que não acabam; guerras onde ocupações imperiais são confrontadas com resistência prolongada. 

Há infindáveis torrentes de refugiados de guerra a atravessarem fronteiras. Pessoas desesperadas são detidas, degradadas e criminalizadas por serem os sobreviventes e as vítimas de invasões imperiais. 

Agora grandes potências nucleares confrontam-se directamente na Europa e na Ásia: NATO versus Rússia, EUA-Japão versus China. Será que estes fluxos de sangue e de guerras convergirão numa irradiação selvagem esvaziada do seu precioso sangue vital? 

A viver perigosamente: A ascensão da maré de conflitos violentos 
Não há dúvida de que guerras e ameaças militares substituíram a diplomacia, negociações e eleições democráticas como os meios principais de resolução de conflitos políticos. Ao longo deste ano (2015) as guerras propagaram-se ultrapassando fronteiras e escalaram em intensidade. 

Os aliados da NATO, EUA, Turquia e UE atacaram abertamente a Síria com incursões aéreas e tropas terrestres. Há planos para ocupar o sector Norte daquele país devastado, criando o que o regime Erdogan chama uma "zona amortecedora" ("buffer zone") com limpeza do seu povo e das suas aldeias. 

Sob o pretexto de "combater o ISIS", o governo turco está a bombardear os curdos (civis e combatentes da resistência) e seus aliados sírios. Na fronteira Sul da Síria, Forças Especiais dos EUA aceleraram e expandiram operações a partir das suas bases na Jordânia no interesse dos terroristas mercenários – financiados pelos Estados monárquicos do Golfo. 

Mais de 4 milhões de sírios tiveram de fugir dos seus lares e tornaram-se refugiados, mais de 200 mil foram mortos desde que a guerra patrocinada pelos EUA-UE-Turquia-Arábia Saudita contra o governo laico sírio foi lançada há quatro anos atrás. 

Dúzias de terroristas, mercenários e grupos sectários dilaceraram a

quinta-feira, 30 de julho de 2015

LIÇÕES GREGAS

30 julho 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

– A austeridade (Brasilː arrôcho) não é apenas um modelo de política económica, nem sequer conjuntural: ela é um novo regime político e social, uma nova ordem.

Por Manuel Loff*

Um governo legítimo de um Estado-membro da UE que usa do euro como moeda, pergunta aos cidadãos se estão de acordo com as medidas que os seus parceiros lhes queriam impor. Uma maioria muito ampla de cidadãos, superando amplamente a base política que elegeu o governo, disse não. Dias depois, o mesmo governo disse-se ter visto obrigado a assinar um acordo que o obrigava a contradizer o essencial do seu compromisso eleitoral. Que lições podemos tirar? 

1. A austeridade (
arrôcho) eurocrática adotou-se, mantém-se e impõe-se contra a democracia. Concebida como uma nova ordem económica anti-social, pensada desde o horror a todas as políticas promotoras da igualdade ou da simples distribuição da riqueza por via fiscal para garantir um mínimo de coesão social (a ilusão de que o Estado de Bem Estar poderia, um dia, humanizaro capitalismo ), a austeridade (arrôcho) não é simplesmente a opção de governos nacionais, no âmbito de uma soberania económica que já não lhes resta. É, na prática, uma imposição europeia (Comissão, BCE, a Alemanha e os seus aliados), adotada num plano supranacional sem qualquer controlo democrático minimamente

sábado, 11 de julho de 2015

A OPERAÇÃO EM CURSO – NOME DE CÓDIGO: GRÉCIA

9 julho 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Daniel Vaz de Carvalho

"Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores",
Mateus 6.12, da mais importante oração cristã, de que a Europa se reivindica.
 O Pai Nosso na Igreja Primitiva.

1 – No passado domingo a agressão sofreu uma derrota 
O domínio da alta finança através da hegemonia alemã, depara com crescente resistência dos povos que não se conformam com a subserviência de governos colaboracionistas e falsos tratados que põem em causa a soberania e a democracia. A expressiva vitória do NÃO no referendo grego, só pode servir para prosseguir e reforçar a luta, contudo não vai fazer parar a agressão. Passada a primeira a surpresa e ao contrário do que a propaganda e a chantagem fariam prever, a ditadura financeira mascarada de "europeísmo" recompõe-se e prossegue a ofensiva.

A direita perdeu por momentos a sua farronca, insistindo na "intransigência" grega", nas culpas dos "gregos", quando afinal a situação do país se deve precisamente ao fracasso das políticas que a direita defende e quer que continuem. Seria fastidioso desmontar a sua argumentação de tal forma se se refugia na mentira, no obscurantismo, no intelectualmente indigente perante as evidências. Os partidos "socialistas" que antes se remetiam a uma ambiguidade cúmplice, colocando no mesmo nível agressores e agredidos, apelam agora à benevolência das "instituições". Como se o capitalista – nesta condição - não colocasse o capital no lugar do coração (Marx).

A comparação do que se passa na UE com o fascismo, o neofascismo, não é despicienda. Já foi referido que a troika estava a fazer na Grécia o que a ditadura dos coronéis não tinha conseguido. Em Portugal e em Espanha o totalitarismo da UE

sexta-feira, 26 de junho de 2015

BRICS, БРИКС/LAS SANCIONES ANTIRRUSAS HAN FRACASADO

25 junio 2015, Sputnik http://mundo.sputniknews.com (Rusia)

Estados Unidos y la Unión Europea fracasarán en los objetivos que buscan con la extensión del régimen sancionador contra Rusia, según denunció a Sputnik Nóvosti John Metcalfe, director del Grupo RFIP, asesoría independiente establecida en la City de Londres en 1980.

"No se conseguirá nada con las sanciones porque el Gobierno de Vladímir Putin no va a intimidarse por las acciones de las naciones occidentales ni van a contribuir a un acuerdo político sobre Crimea", resalta el encargado de la división seguros en este grupo especialista en la protección del comercio e inversiones internacionales.

En una entrevista con esta agencia, Metcalfe sostiene que "el conflicto era y es innecesario" y responsabiliza a Occidente del

segunda-feira, 8 de junho de 2015

NUEVO MAPA MUNDIAL: MIGRANTES EUROPEOS LLEGAN MASIVAMENTE A LATINOAMÉRICA

6 junio 2015, TV-Novosti http://actualidad.rt.com (Rusia)

De acuerdo con un nuevo estudio de la Organización Internacional para las Migraciones (OIM), en los últimos años se ha registrado un mayor flujo de migrantes desde la Unión Europea a América Latina y el Caribe que en la dirección contraria.

Desde 2010, y por primera vez en los últimos 14 años, un mayor número de personas ha emigrado desde la UE hacia América Latina y el Caribe que viceversa, según ha revelado un nuevo estudio de la Organización Internacional para las Migraciones (OIM) titulado "Rutas y dinámicas migratorias entre los países de América Latina, el Caribe y la Unión Europea".

En 2012, el número de emigrantes europeos alcanzó las 181.166 personas, frente a 119.000 que emigraron desde Latinamérica. En el caso de estos últimos, las cifras se han desplomado un 68 por ciento desde 2007, cuando se registraron niveles sin precedentes.

La mayor parte de la migración hacia América Latina proviene desde España. Así, mientras que en 2003 el número de personas que salieron de España apenas superó los 7.000, en 2012 pasaron a ser 154.000. Al mismo tiempo, la cantidad de personas

quarta-feira, 29 de abril de 2015

CRIMEN DE LESA HUMANIDAD: LA UE QUIERE LAS RIQUEZAS DE ÁFRICA, PERO A LAS PERSONAS NO

29 abril 2015, El Muro Invisible http://elmuroinvisible.blogspot.com

Por Cecilia Zamudio


Miles de personas fallecen todos los años en su intento de llegar a Europa. Personas huyendo de la miseria a la que el saqueo perpetrado por el gran capital transnacional somete a África. No van hacia el “sueño europeo”, huyen de la Pesadilla en que las transnacionales han convertido a África; siguen la ruta que previamente han seguido las inmensas riquezas extraídas de sus países. Pero la UE quiere las riquezas de África, pero a las personas no. La Dictadura del Capital obliga a las personas a emprender éxodos terribles, en condiciones de peligro extremas. 

En la madrugada del 19 de abril 2015, un barco en proveniencia de Libia, con más de 900 personas migrantes, se hundió en el estrecho de Sicilia, a unos 110 Km de la costa. La Fiscalía de Catania señaló que se estima que podrían haber fallecido unas 950 personas; los procuradores expresan que "aún es imposible determinar con precisión el número de muertes" (1). Se han encontrado 24 cadáveres, y solamente 28 supervivientes. Los Guardacostas italianos habían recibido una llamada de socorro en la noche, avisándoles de que el barco se encontraba en peligro. Pero, según informaron los guardacostas, cuando se inició la operación de rescate, el barco naufragó porque todos los que iban a bordo se colocaron del mismo lado en la desesperación por sobrevivir (2).

Las fauces de un mar sorprendido se tragaron la vida de otras 900 personas. En el mismo mes de abril de 2015, más de 400 personas migrantes desaparecieron y unas 150

sexta-feira, 14 de março de 2014

A PROMOVER O IMPÉRIO DA AMÉRICA: GOLPE, PILHAGEM E DUPLICIDADE

12 março 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por James Petras

O regime Obama, em coordenação com seus aliados serviçais, relançou uma virulenta campanha de âmbito mundial para destruir governos independentes, cercar e finalmente subverter competidores globais, e estabelecer uma nova ordem mundial centrada nos EUA-UE.

Prosseguiremos com a identificação dos "ciclos" recentes da construção do império estado-unidense; os avanços e recuos; os métodos e estratégias; os resultados e perspectivas. Nosso foco principal é na dinâmica imperial que conduz os EUA rumo a maiores confrontações militares, até e incluindo condições que podem levar a uma guerra mundial.

Ciclos imperiais recentes 

A construção do império estado-unidense não tem sido um processo linear. As décadas recentes apresentaram amplas evidências de experiências contraditórias. Sumariamente podemos identificar várias fases nas quais a construção do império experimentou avanços amplos e recuos drásticos – com as devidas cautelas. Estamos a examinar processos globais, nos quais também há contra-tendências limitadas. Em meio a avanços imperiais em grande escala, regiões particulares, países ou movimentos resistiram com êxito ou mesmo reverteram a investida imperial. Em segundo lugar, a natureza cíclica da construção do império de modo algum põe em dúvida o carácter imperial do estado e da economia e seu implacável impulso para dominar, explorar e acumular. Em terceiro lugar, os métodos e estratégicas que dirigem cada avanço imperial diferem de acordo com mudanças nos países alvo.

Ao longo dos últimos trinta anos podemos identificar três fases na construção do império.

O avanço imperial da década de 1980 a 2000

No período aproximadamente de meados da década de 1980 ao ano 2000, a construção do império expandiu-se a uma escala global.

(A) Expansão imperial nas antigas regiões comunistas. Os EUA e a UE penetraram e hegemonizaram a Europa do Leste; desintegraram e pilharam a Rússia e a URSS; privatizaram e desnacionalizaram centenas de milhares de milhões de dólares do valor de empresas públicas, meios de comunicação social e bancos, incorporaram bases milhares por todas a Europa do Leste na NATO e estabeleceram regimes satélites como cúmplices voluntários em conquistas imperiais na África, Médio Oriente e Ásia.

(B) Expansão imperial na América Latina. A partir do princípio da década de 1980 até o fim do século, a construção do império avançou por toda a América Latina sob a fórmula de "mercados livre e eleições livres".

Desde o México até a Argentina, regime neoliberais, centrados no império, privatizaram desnacionalizaram mais de 5000 empresas públicas e bancos, beneficiando multinacionais dos EUA e da UE. Líderes políticos alinharam-se com os EUA em fóruns internacionais. Generais latino-americanos responderam favoravelmente a operações militares centradas nos EUA. Banqueiros extraíram milhares de milhões em pagamentos de dívida e lavaram muitos milhares de milhões mais de dinheiro ilícito.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Abya Yala, Patria Grande, Honduras/EUA QUEREM TOMAR RECURSOS NATURAIS DO BRASIL E DA REGIÃO, DIZ LÍDER DA RESISTÊNCIA HONDURENHA



26 novembro 2013, Opera Mundi http://operamundi.uol.com.br (Brasil)

Carlos H. Reyes vê fraudes na eleição de Honduras e analisa consequências desse movimento na América Latina

Um dia depois de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) hondurenho considerar “irreversível” a liderança do candidato governista, Juan Orlando Hernández, sobre Xiomara Castro, do partido Libre (Liberdade e Refundação), as principais missões de observação eleitoral começaram a divulgar seus relatórios.

Nos documentos, representantes da UE (União Europeia) e da OEA (Organização dos Estados Americanos) reconheceram a presença de diversas irregularidades, tais como os repetidos casos de compra de votos e de uma campanha eleitoral muito desigual e nada transparente.

sábado, 23 de novembro de 2013

2014 – INTERNACIONALIZAÇÃO DO YUAN, ABERTURA DA ARÁBIA SAUDITA, EXPLOSÃO DA UE: OS TRÊS ÚLTIMOS SUSTENTÁCULOS DO DÓLAR ENTRAM EM COLAPSO



18 novembro 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)
 
por GEAB*

"Era noite e a chuva caía. Enquanto caía era chuva, mas depois de caída era sangue". Estas palavras de Edgar Allan Poe [1] aplicam-se às mil maravilhas ao lento processo de deslocação mundial agora em curso, em que todos os acontecimentos aparentemente anódinos ("a chuva") combinam-se para minar os fundamentos do sistema internacional que está moribundo ("o sangue"). Se este processo é lento, se estes acontecimentos podem parecer anódinos, é paradoxalmente porque a crise actual é a primeira crise sistémica verdadeiramente mundial: bem mais profunda que a de 1929, ela afecta todos os países e aflige o núcleo do sistema. Quando a de 1929 foi uma crise de adolescência da nova potência mundial, os Estados Unidos, a que vivemos actualmente corresponde aos últimos dias de um condenado – e este condenado é a super-potência que se conhece desde 1945. Mas toda a organização do mundo está construída em torno dos Estados Unidos e ninguém tem interesse em que ela se afunde antes de estar completamente desligado. Trata-se portanto, para todos, de se afastar suavemente salvaguardando as apar ências habituais a fim de assegurar um transição sem sobressaltos, o que explica a lentidão do krach em curso.

É de certa forma como os pais que tentam sair do quarto do seu bebé na ponta dos pés para evitar que ele acorde e se ponha a berrar: o bebé é o dólar e os pais são indignos uma vez que saem para abandoná-lo.

A China é mestra nesta arte, mas vêem-se por toda parte outros países que abandonam progressivamente os Estados Unidos de maneira mais ou menos subtil, como por exemplo a Arábia Saudita [2] . Para a União Europeia, quase o último bastião americanista fora dos EUA, a tarefa é mais árdua. Nossa equipe antecipa que

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A NOVA ORDEM MUNDIAL



5 novembro 2013, ODiário.infohttp://www.odiario.info (Portugal)


Com a publicação deste estudo, acrescentamos um muito importante documento ao acervo de análises sobre um tema central: a evolução e alteração da correlação de forças económicas e financeiras no plano global. Alteração que terá necessariamente repercussões em todos os aspectos das relações internacionais e nas organizações internacionais, as que integram o “Sistema das Nações Unidas” e outras. E que porá à prova a sua capacidade de acolher contradições que se agudizam.

O velho Mundo Ocidental é o retrato do capitalismo decrépito que oprime e agride os povos em todo o mundo. Mas esses povos não se resignam, levantam a sua voz e as suas forças e, da Ásia à América, resistem para se libertarem e unirem em novas solidariedades, senhores dos seus destinos. Este rearranjo, em consonância com projetos de desenvolvimento e progresso social em cada um deles, é um passo de um demorado caminho para uma nova ordem mundial.

O diplomata brasileiro Roberto Azevedo assumiu o mandato de Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio em 1 de Setembro passado. Ao contrário do Diretor-Geral cessante, antigo Comissário Europeu do Comércio Pascal Lamy de má memória e oponente convicto ao ingresso da Rússia e da China na OMC, o novo Diretor-Geral não enjeita alinhar-se com os colegas dos BRICS. A diplomacia brasileira logrou angariar apoios bastantes entre os estados membros, comprometendo-se em particular a dar à China e ao continente africano voz e posições relevantes no seio da OMC, e logrou neutralizar a oposição dos EUA e da UE. Este facto singular é sintomático das profundas transformações que abalam a economia e a finança no mundo, mais um sinal da desagregação da velha ordem mundial.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS: DE ONDE E PARA ONDE
A Organização das Nações Unidas (ONU) foi estabelecida em 26 de Junho de 1945, tendo como estatutos a Carta das Nações Unidas, inicialmente subscrita por 51 países, compreende atualmente 193 estados membros, a quase totalidade dos existentes. Ficou sedeada em Nova Iorque.

Sob a sua alçada foi sendo constituído um agora vasto “Sistema das Nações Unidas” - conjunto de programas, agencias, institutos, convenções, etc. - coordenado por um Conselho Económico e Social. Aí se integram as de vocação mais diretamente económica e financeira: o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial (FMI/BM), criados em 1945 e com suas sedes em Washington; a Organização Mundial do Comércio (OMC), estabelecida em 1947 (ainda enquanto GATT) com sede em Genebra; umas e outra no cumprimento e sequência das conferências de Bretton Woods (1944).

O poder económico e militar dos EUA, associado ao privilégio internacional do dólar, preservado como moeda de referência quase universal para fins de reserva e pagamento, têm conferido a esta potência a capacidade de influenciar os acontecimentos e as políticas internacionais muito para além do que legitimamente caberia a um só país no concerto das nações.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O MODELO PRÓ-EXPORTAÇÃO DA ALEMANHA NÃO SERVE A NINGUÉM



26 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Vicenç Navarro*

O ministro das Finanças do governo alemão, Wolfgang Schäuble, escreveu um artigo no El Pais (20/07/13, p.31) significativamente intitulado "Nós não queremos uma Europa alemã", no qual enfatizou que a última coisa que a Alemanha quer é que a Europa seja uma réplica de seu país, negando qualquer tentativa de alemanizar a Europa. Na verdade, o ministro observou que não é a intenção do governo alemão liderar o desenvolvimento da União Europeia, um processo que, sublinha , deve ser construído por todos e com todos os países, em uma decisão coletiva. Esta posição de Schäuble é, segundo ele, a dos sucessivos governos alemães, de Schroeder para Merkel.

Esta posição, no entanto, está claramente em conflito com a própria narrativa e argumentação utilizada pelo ministro alemão para explicar por que a UE não consegue sair da crise. Para a maioria dos países da UE (e não apenas na periferia da zona do euro, mas também no centro, com França e Itália), a situação atual é intolerável. E nenhum deles parece fora dessa situação de crescimento econômico mais lento, quando não de retração.

Bem, de acordo com Wolfgang Schäuble, o que esses países precisam fazer são "reformas no mercado de trabalho e no sistema de proteção social" (uma frase que aparece repetidamente em seu artigo), “como fez a Alemanha" (uma frase que aparece duas vezes no artigo). E, para afastar as críticas de que ele está recomendando seguir o modelo alemão, refere-se que esse é o “modelo proposto por BCE, a Comissão Europeia, a OCDE e o FMI, chefiada por um italiano, um português, um mexicano e um francês, nenhum alemão" (não há nada melhor que sejam outros os que propõem e/ou apoiem suas propostas).

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Portugal/PCP, BE e Verdes acusam presidente de Portugal de defender os interesses da troika e dos mercados financeiros



22 julho 2013, África21 http://www.africa21digital.com (Portugal)

Os líderes do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes acusaram o presidente de Portugal, Cavaco Silva, de promover os interesses dos credores internacionais ao invés do interesse do país, ao decidir manter em funções o governo de coligação PSD-CDS.

Lisboa --- Os líderes do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes acusaram o presidente de Portugal, Cavaco Silva, de promover os interesses dos credores internacionais ao invés do interesse do país, ao decidir manter em funções o governo de coligação PSD-CDS, do primeiro-ministro Passos Coelho (PSD).

Em declarações na noite de domingo, após o discurso ao país, de Cavaco Silva,

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Bolivia/Chefe do Parlamento europeu repudia restrição a Morales



5 julho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O presidente do Parlamento Europeu (PE), Martin Schulz, afirmou nesta sexta-feira (5) que o tratamento dado ao chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, cujo avião esteve retido em Viena por mais de 13 horas, "foi ridículo e inaceitável".

Schulz, que discursou nesta sexta em Madri no Fórum Nova Economia, afirmou que seria preciso "comprovar, quem deu as ordens" para uma ação desse tipo e advertiu que os europeus "não podem deixar de respeitar as regras do direito internacional".

Portugal/DEMISSÃO DO GOVERNO, ELEIÇÕES ANTECIPADAS JÁ!



5 julho 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)


O Conselho Nacional da CGTP-IN reclama que o Presidente da República ponha fim ao pesadelo que o Governo PSD/CDS constitui para os portugueses e convoque eleições imediatamente para devolver ao povo o poder soberano de decidir sobre o seu futuro. Ver RESOLUÇÃO aprovada pelo Conselho Nacional.

RESOLUÇÃO

DEMISSÃO DO GOVERNO, ELEIÇÕES ANTECIPADAS JÀ!
6 DE JULHO, TODOS A BELÉM


A Greve Geral constituiu uma jornada de luta vitoriosa e de excepcional importância. Convocada pela CGTP-IN com o objectivo expressamente declarado de exigir a demissão do Governo do PSD/CDS-PP, a Greve Geral já teve consequências no plano do desgaste e aprofundamento das contradições internas no seio dos partidos que suportam o Governo,