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terça-feira, 9 de julho de 2019

União Europeia/Novos hierarcas não eleitos da UE darão continuidade à desordem actual


04/Julho/2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/europa/escolhas_ue_03jun19.html

por John Laughland*

Apesar de tudo o que aconteceu na UE nos últimos cinco anos, os seus estados membros resolveram seleccionar quatro políticos que encarnam a continuidade total com todas as políticas que levaram a UE à desordem actual.

Nenhuma das recentes calamidades persuadiu o bloco a alterar, ainda que ligeiramente, a sua rota. Nem a ascensão de partidos anti-sistema na Itália, Alemanha, França, Finlândia e alhures. Nem a ascensão de forças [ditas] patrióticas na Polónia e na Hungria. E nem o Brexit, o qual em termos económicos é o equivalente à perda não de um estado membro mas sim de 20 – e que destruirá as actuais disposições orçamentais da UE.

Os quatro homens e mulheres cujas nomeações foram marteladas na terça-feira estão todos determinados a criar uns "Estados Unidos da Europa" (para citar a futura nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von de Leyen) e portanto a prosseguir exactamente com a mesma integração europeia que está a provocar tanta tensão interna em estados membros da UE e suas instituições. Além disso, três dos quatro vêm dos estados nucleares da UE, os membros fundadores originais em 1951, sem nenhum da "nova Europa" no Leste ou no Centro da mesma. É como se, neste tempo de crise profunda, a UE quisesse retornar às suas fontes de cerca de 70 anos atrás, ao invés de

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Follow the money trail for source of 'Russian threat' paranoia/Sigam a pista do dinheiro para perceber a origem da “ameaça russa”

22 Aug, 2016, TV-Novosti https://www.rt.com (Russia)

You’d have to have been locked in a wardrobe if you live in the West not to have heard ominous phrases like ‘The Russian threat’, ‘Russian aggression in Europe’ and ‘Russia set to invade Poland/Estonia/ Ukraine/Finland’.

Certain people are trying to scare us witless about Russia and the ‘threat’ the country apparently poses. The hysteria reminds one to the build up to the Iraq war, when we were warned every day about the ‘threat’ of Saddam’s deadly WMDs, which - surprise, surprise - turned out not to exist.

Now, we can talk for hours about grand, highfalutin theories in the field of geopolitics and international relations in attempts to explain why this is happening.

But ‘follow the money’ trail is all we really have to do. Ask yourself who benefits financially from all this scaremongering and then

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS 2016: FERRAMENTA DA NOVA GUERRA FRIA



25 julho 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

O 6º Princípio Fundamental do Olimpismo (nenhuma discriminação de qualquer tipo, incluídas por nacionalidade ou opinião política) parece já ter sido esquecido há muito tempo. Na Grécia Antiga a competição entre os melhores atletas fazia parar guerras e servia como ponte de compreensão até entre inimigos recentes. Mas no século 20, os Jogos Olímpicos foram convertidos em arma política.

Nos anos 1980, os EUA e aliados boicotaram os jogos de Moscou como protesto contra tropas soviéticas que entraram no Afeganistão a pedido do governo legítimo daquele país (bem diferente disso, os Jogos Olímpicos de 1936 na Alemanha Nazista, com Hitler no palanque, foram realizados sem qualquer percalço, sob os aplausos do mundo 'civilizado').

Dia 8/5/2016 o programa 60 Minutes da rede CBS levou ao ar uma matéria sobre dopagem na Rússia. As entrevistas eram conversações gravadas entre um ex-funcionário da Russian Anti-Doping Agency (RUSADA) [Agência Russa Antidopagem], Vitaly Stepanov, e o ex-diretor do laboratório antidopagem da

sábado, 19 de março de 2016

Brasil/Pedido de intervenção é "lamentável", diz comandante do Exército



18 março 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, classificou como "lamentável" o clamor por intervenção militar de manifestantes que pedem a saída da presidenta Dilma Rousseff. A declaração foi durante participação em um simpósio jurídico realizado no Comando Militar da Amazônia (CMA), em Manaus, nesta sexta-feira (18).

"Eu acho lamentável que, num país democrático como o Brasil, as pessoas só encontrem nas Forças Armadas uma possibilidade de solução da crise, mas isto não é extensivo nem generalizado e, felizmente, está diminuindo bastante a demanda por intervenção militar", declarou o general, segundo o jornal A Crítica.

Diferentemente do que os colunistas de O Globo,

domingo, 11 de outubro de 2015

A ESTRATÉGIA DOS ESTADOS UNIDOS PARA A AMÉRICA LATINA

4 outubro 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Russia Times

 

Documentos do Wikileaks revelam um plano detalhado para derrubar os governos eleitos dos países latino-americanos e até mesmo o assassinato de Evo Morales.


No recém terminado verão europeu, o mundo viu como a Grécia tentou se opor às chantagens das instituições internacionais que obrigaram o país a aceitar um pacote de novas medidas de austeridade. O endividado Estado grego não pode se negar a cumprir as ordens da Troica conformada pelos credores. Depois do referendo convocado pelo governo de Alexis Tsipras, o Banco Central Europeu privou a economia grega de liquidez, o que intensificou a recessão e transformou o resultado do voto popular numa farsa.

Uma batalha similar pela independência das nações vem sendo travada na América do Sul, durante os últimos 15 anos. Apesar das tentativas de Washington de destruir a “dissidência estatal” em vários países utilizando as mesmas técnicas empregadas contra Atenas, a fortaleza da América Latina vem suportando a pressão. Essa batalha épica vem promovida longe dos olhos dos cidadãos e foi confirmada por documentos do arquivo do Departamento de Estado norte-americano, filtrados pelo WikiLeaks. Alexander Main e Dan Beeton ofereceram uma interessante reconstrução desses acontecimentos em seu livro “WikiLeaks: o mundo segundo o Império Estadunidense”.

Os autores argumentam que o neoliberalismo se impôs na América Latina antes de Berlim e Bruxelas humilharem a democracia na Grécia. Através da coação exercida pelos Chicago Boys – jovens economistas latino-americanos que regressam aos seus países depois de estudar nos Estados Unidos –, Washington conseguiu difundir a

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС, Rússia/EUA não temem uma 'intervenção': temem é o plano de paz da Rússia

15 setembro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Os russos estão chegando! Os russos estão chegando! Ora essa! Os russos estão sempre chegando. Os russos nunca pararam de estar chegando, desde aqueles enlouquecedores dias da Guerra Fria. Os russos estão "invadindo" a Ucrânia. Invadiram todos os dias. Já faz mais de um ano. E agora os russos estão "invadindo" a Síria.

É só um prelúdio. Logo-logo os russos estarão invadindo todo o Oriente Médio, toda a Europa Oriental, toda Europa Ocidental e também todo o Ártico. Até que um dia, sub-repticiamente, lá estarão os russos, de volta a Cuba, prontos a invadir a Florida e toda a mãe-pátria.

9/9/2015, Make bombs, not refugees Pepe Escobar, RT (e Rússia Insider)

Dessa vez a história se repete como farsa recorrente. A melhor ilustração do modus operandi de propaganda que subjaz à atual histeria excepcionalista em torno da dita "incursão militar" dos russos na Síria foi escrita antes, em 2011, em Counterpunch, pelo falecido grande Alex Cockburn. Curtam:

"Suponha que a CIA vaze documento de segurança nacional que conclua que a lua é realmente feita de queijo, e que os chineses têm planos para enviar um casal de ratos biônicos gigantes para lá se reproduzirem em números suficientes para comer todo o queijo e, assim, sabotar os planos norte-americanos para instalar um radar de defesa antimísseis no

quinta-feira, 30 de julho de 2015

POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA -- NOSSO NORTE É O SUL

26 julho 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

por Suhayla Khalil*, Le Monde Diplomatique

A consolidação da América do Sul como espaço estável e de integração é prioritária para a política externa brasileira. Na sequência, enfatiza-se a necessidade de fortalecimento da relação com os Brics, a África, os Estados Unidos e a União Europeia, nessa ordem

Partidos, eleições e política externa
O segundo mandato de Dilma Rousseff se iniciou depois de uma eleição em que os temas internacionais apareceram de forma subsidiária no debate – em geral, dentro de um discurso anacrônico de alguns candidatos, calcado na recuperação do imaginário de Cuba como o inimigo comunista da Guerra Fria. Questionou-se principalmente a vinda de médicos cubanos pelo programa nacional de saúde Mais Médicos e o investimento brasileiro no porto de Cuba. O que se verificou, mais uma vez, foi a percepção entre os partidos políticos de que política externa não dá voto no país e de que não é preciso ir além de uma discussão rasa e, em alguns casos, mesmo fantasiosa durante as eleições.

No entanto, apesar da superficialidade do tratamento do tema nos debates eleitorais, assistimos a um fenômeno novo: o da partidarização da política externa brasileira. Ao olharmos para a nossa história republicana, partidos políticos não foram determinantes de política externa. Em alguns momentos, como no Estado Novo, nem sequer havia partido político no Brasil. Em outros casos, como no regime militar pós-1964, o bipartidarismo representado por MDB e Arena configurava-se artificial. As burocracias diplomática e militar, além do papel do líder, com sua diplomacia presidencial, eram os fatores que importavam no processo de formulação da política externa. Nos anos 1960, chegamos a ver um Jânio Quadros, do partido conservador udenista, levar a cabo uma política externa mais esquerdizante e universalizante do que a de seu próprio sucessor de esquerda, representante do PTB, João Goulart, o que conferia pouca clareza à identificação de partidos e agendas internacionais.

Ao observarmos a disputa entre o PT e o PSDB, vemos agora, de fato, um embate de distintas perspectivas partidárias sobre o lugar do Brasil no mundo. De um lado, a proposta de pertencimento ao Sul Global e de reforço dos arranjos Sul-Sul advogada e colocada em prática pelo PT. Do outro, a defesa do PSDB da ênfase nas relações com os Estados Unidos e a União Europeia. No que diz respeito à esfera regional, os dois partidos discordam

quinta-feira, 14 de maio de 2015

TANTOS ANOS QUE POUCO MUDARAM

12 de Maio 2015, Jornal de Angola (Angola)

Benjamim Formigo

Na sexta-feira decorreram 70 anos desde que no quartel-general de Eisenhower, em Reims, o general Alfred Jold, comandante do Exército alemão, assinou a rendição incondicional das tropas alemãs aos Aliados.

Na Europa, África e Ásia 48 milhões de pessoas perderam a vida no pior dos conflitos que o Mundo conheceu. Mais de metade foram civis.

Passadas sete décadas os Aliados dividiram-se em dois blocos, novas potências surgiram na cena internacional e as armas foram substituídas pelo dinheiro como forma de subjugar outros povos e regiões.

Os Estados da União Europeia fizeram-se notar

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A VITÓRIA DOS POVOS SOBRE O NAZIFASCISMO COMPLETA 70 ANOS

30 abril 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


No dia 30 de abril de 1945, diante da evidência da retumbante derrota, o líder nazista Adolf Hitler cometia suicídio. A 2 de maio, um soldado soviético içava a bandeira vermelha com a foice e o martelo na cúpula do Reichstag, marcando a rendição de Berlim ao Exército da União Soviética.


Na semana seguinte, a 9 de maio, selava-se o resultado da guerra, com a definitiva derrota do nazi-fascismo. São datas para a celebração eterna na trajetória da Humanidade na sua busca constante pela democracia, a paz, a civilização e a justiça.

Embora quase não se fale sobre isto no Brasil, transcorrem nos próximos dias em diversos países do mundo eventos comemorativos do 70º aniversário de um dos acontecimentos mais gloriosos da história da Humanidade - a vitória dos povos sobre o nazifascismo. O principal deles será sem dúvida o desfile militar na Praça Vermelha de Moscou, de que participará a presidenta Dilma Rousseff.

Lideranças de movimentos sociais também

sábado, 11 de abril de 2015

LA VII CUMBRE DE LAS AMERICAS Y SU CONTEXTO

10 abril 2015, ADITAL Agencia de Información Fray Tito para América Latina (Brasil)

Telesur

Por Raúl Romero

Los tambores de una gran guerra suenan nuevamente. Preocupado por las amenazas a sus intereses, el complejo militar-empresarial-industrial-mediático y criminal que opera desde los Estados Unidos de América (EUA) se prepara para enfrentar a las otras dos grandes potencias mundiales: China y Rusia. 

En el camino para imponer un sistema mundial unipolar, el gobierno de los EUA necesita tener control total sobre su territorio más próximo, es decir, América Latina y el Caribe. Esa fue la táctica durante la "guerra fría”. De ese tamaño es hoy la amenaza.

Muchos no lo recuerdan, otros aún no habíamos nacido; pero hace apenas medio siglo, el terror y la muerte eran el pan de cada día en Nuestra América. Por medio de golpes de Estado y dictaduras

sexta-feira, 3 de abril de 2015

BRICS, Rússia/OTAN IMITA A OPERAÇÃO "BARBAROSSA"

2 abril 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Francisco Rosa

As forças da OTAN realizaram perto das fronteiras da Rússia a operação militar “Determinação Atlântica”. Esta operação é muito semelhante ao plano “Barbarossa” executado por Hitler, em 1941. Os preparativos para a guerra  foram realizados ao longo da década de 30 com a participação do capital financeiro dos EUA e das elites britânicas.

Agora, ameaçam a Rússia com nova operação, que começou com o envio de forças militares norte-americanas a­dicionais  para a região do Mar Báltico. Sob o pretexto de proteger a Europa do Leste contra a “agressão russa”, mais de uma centena de tanques “A­brams” e veículos de transporte blindados “Bradley” passaram através da Letónia e de outros países europeus. No mês passado, uma unidade militar motorizada semelhante foi desdobrada na cidade de Narva, na Estónia, com bandeiras americanas, içadas por este regimento apenas a 300 metros da fronteira russa. Narva é uma cidade que fica a cerca de 100 quilómetros de São Petersburgo.
 
Durante o cerco de São Petersburgo pelas tropas nazis morreram mais de um milhão de habitantes. Sobre o recente desdobramento das forças na Letónia, o general norte-americano John O'Konnor disse que as tropas dos EUA vão deter a “agressão russa”. Washington aumentou significativamente a sua presença militar na região estrategicamente sensível, violando as obrigações assumidas perante Moscovo. No ano passado, o número dos voos da OTAN na região do Báltico e as visitas dos navios de guerra no Mar Negro, quadruplicaram.
 
Washington e os Governos da Lituânia, Letónia e Estónia, dirigidos pelos americanos, arrogaram-se o direito de desenvolver actividades proibidas pelos acordos obrigatórios como o Acto Básico Rússia-OTAN, assinado em 1990.
 
A operação “Determinação Atlântica” baseia-se nas alegações infundadas dos EUA

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

BRICS, БРИКС/CONJUNTURA INTERNACIONAL, GRÉCIA, EUROPA, BRICS

4 fevereiro 2015, http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

29/1/2015, Entrevista concedida por José Luis Fiori*, Livraria Cultura, SP
Mensagem distribuída por e-mail pelo“Boletim Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes”, do MST em 3/2/2015.

Enviado pelo pessoal da Vila Vudu.

A vitória do Syriza é um grito de protesto dos desempregados da Grécia e de toda a Europa e dos deserdados do estado de bem-estar social, mas também de todos os europeus que resistem a uma dominação alemã vazia de qualquer conteúdo utópico ou societário.

1. Os países latino-americanos – ou a maioria deles – optaram por um modelo mais intervencionista e considerado desenvolvimentista, com foco maior no social. Exemplos como Venezuela, Bolívia e até recentemente o Brasil, podem servir de paradigma para um novo rumo, entre capitalismo e o dito socialismo?

Depende do que você chame de “socialismo”. De fato, os governos boliviano, equatoriano e venezuelano têm utilizado esta palavra para se referir ou definir a nova estratégia de desenvolvimento que adotaram na primeira década do século XXI.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Brasil/PETROBRAS: UM FILME A SER REVISTO

2 janeiro 2014, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Flávio Aguiar

“A única maneira de impedir que tudo seja revirado é considerar o terceiro mundo como [um mundo] de seres humanos, não de seres inferiores”. Enrico Mattei.

Quanto a Petrobras, há um filme para ser visto. Chama-se 'O caso Mattei', de 1972. É dirigido por Francesco Rosi, e tem Gian Maria Volonté no papel título.

O Financial Times publicou recentemente um artigo onde se afirma que, dentre as companhias petrolíferas do mundo, a Petrobrás arrisca tornar-se uma “pária”, diante das acusações de corrupção interna e externa. Processada por um fundo abutre nos Estados Unidos, a Petrobrás passa por um momento em que, além das investigações (adequadas), enfrenta ataques demolidores no plano nacional e internacional.

O artigo do FT, além de noticiar as investigações, ressoa também o desejo (“wishful thinking”) de que a estatal brasileira venha a ser isolada, quebrando-lhe a espinha, e de quebra a espinha do governo brasileiro e do próprio Brasil, incômodo besouro que não deveria voar segundo as leis da ortodoxia econômica, mas que no entanto avoa, passando, apesar das dificuldades, por uma fase melhor do que a maioria dos países europeus, envoltos em crises de identidade, de empobrecimento galopante, de ascensão da extrema-direita e de perda de prestígio.  Os ataques vão continuar e recrudescer, sobretudo desde que a ortodoxia europeia entrou em indisfarçável pânico diante da possibilidade de que

sábado, 20 de dezembro de 2014

LAS VICTORIAS DE CUBA

18 diciembre 2014, ALAI Amlatina http://alainet.org

Emir Sader*

ALAI Amlatina -- Cuba y Berlín eran las dos esquinas más tensas de la guerra fría. La caída del muro sacó a Berlín de esa condición. La normalización de las relaciones entre La Habana y Washington hace lo mismo con Cuba.

Cuba siempre consideró que un gobierno demócrata en su segundo mandato – cuando ya no dependía tanto de la colonia cubana en la Florida - era la chance más grande de que esa normalización se diera. Jimmy Carter no tuvo segundo mandato. Al final del segundo mandato de Bill Clinton, hubo una intensificación de las acciones terroristas contra Cuba –incluso con una avioneta repartiendo panfletos sobre La Habana -, lo cual llevó a que Cuba abatiera una de esa avionetas, con la muerte de sus dos tripulantes y la aprobación de parte de Estados Unidos de América (EUA) de leyes todavía más duras del bloqueo.

Ahora, intermediado por otros factores – la prisión de un empresario norteamericano que llevaba materiales de comunicación a sectores de la oposición clandestina al gobierno y la campaña por la liberación de 3 de los 5 cubanos que todavía permanecían en las cárceles de EUA – se confirmó la previsión: un presidente demócrata es quien protagoniza el restablecimiento de relaciones diplomáticas con Cuba.

La ruptura de relaciones y el bloqueo, desde hace ya más de medio siglo, eran instrumentos con los cuales los EUA consideraban que asfixiarían al nuevo gobierno cubano. Había un dogma hasta aquel momento según el cual “Sin cuota, no hay país”, esto es, si EUA dejaban de comprar la cota de azúcar cubano, el país se hundiría.

Cuando EUA suspendió la compra del azúcar cubano,

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

BRICS, БРИКС/AGORA, É GUERRA TOTAL CONTRA OS BRICS

5 novembro 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Pepe Escobar, Rússia Today

Apertem os cintos, a guerra de informação já desencadeada contra a Rússia deve expandir-se para Brasil, Índia e China.

Brasil, Rússia, Índia e China, como o mundo inteiro sabe, são os quatro principais países do grupo BRICS de potências emergentes, que também inclui a África do Sul e em futuro próximo incorporará também outras nações do Sul Global. Os BRICS perturbam imensamente Washington – e sua Think-Tank-elândia – porque são a corporificação do impulso concertado do Sul Global rumo a um mundo multipolar.

Podem-se apostar garrafas de champanhe crimeano que a resposta dos EUA a esse processo deve ser alguma espécie de guerra total de informação – não muito diferente, em espírito, do “Conhecimento Total de Informação” [orig. Total Information Awareness (TIA)], elemento central da Doutrina da Dominação de Pleno Espectro, do Pentágono. Os BRICS são vistos como importante ameaça –, e conseguir contratorpedeá-los implica dominar toda a grade informacional.

Vladimir Davydov, diretor do Instituto de América Latina da Academia de Ciências da Rússia, acertou o olho do alvo quando observou que “a situação atual mostra que há tentativas para

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

BRICS, БРИКС/DISCURSO DE SERGUEI LAVROV, MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA NA 66ª SESSÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS

28 outubro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal) eОфициальный сайт МИД России http://www.mid.ru (Россия)

Nova Iorque, 27 de Setembro de 2014-10-23

Senhor Presidente
Minhas senhoras e meus senhores.

Hoje vê-se cada vez com mais clareza a contradição entre, por um lado, a necessidade de acções colectivas de parceria no interesse da elaboração de respostas apropriadas aos desafios comuns e, por outro, o desejo de um certo número de países de dominar, de restaurar a mentalidade arcaica da confrontação dos blocos que se apoiam numa disciplina de caserna e numa lógica de preconceitos — «nós / os outros». A aliança ocidental, tendo à cabeça os Estados Unidos que se colocam como defensores da democracia, do primado da lei e dos direitos do homem nos países terceiros, age directamente ao inverso, no cenário internacional, rejeitando o principio democrático da igualdade soberana dos Estados, tal como fixado pela carta das Nações Unidas, e ensaiando decidir por todos o que está bem e o que está mal.

Washington proclamou abertamente o seu direito de utilizar a força militar de forma unilateral e não importa onde para a defesa dos seus próprios interesses. A intervenção militar tornou-se a norma, mesmo apesar do facto de todas as operações de força executadas pelos Estados Unidos no decurso dos últimos anos terem acabado mal.

Rudes golpes foram dados na estabilidade internacional: bombardeamento da Jugoslávia pela OTAN, intervenção no Iraque, ataque da Líbia, derrota no Afeganistão. Só graças a esforços diplomáticos intensos não se realizou a agressão contra a Síria em 2013. Não podemos deixar de pensar que as várias “revoluções coloridas” e

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

BRICS, БРИКС/A SEMANA QUE INTRODUZIU A NOVA GUERRA FRIA

7 agosto 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


O anúncio de Obama de que conseguiu um acordo com os parceiros europeus sobre “medidas coordenadas de sanções sobre a Rússia” sugere sem dúvida que a era pós-guerra fria está a findar. O presidente cuja incompetência o tem levado de desastre em desastre meteu-se em novo e ainda maior beco. Assustado com o crescente desafio à supremacia do dólar americano, Obama envereda por uma guerra de guerrilha. A questão é que, sem a liberdade tão simples de imprimir notas de dólar, a economia americana está condenada.

Se os futuros historiadores tiverem que marcar a transição do pós-guerra fria para a nova Guerra Fria, serão levados a considerar de perto a semana que passou. O governo de Barack Obama encontra-se num estado de espírito triunfalista depois de ter conseguido, finalmente, juntar os mais importantes aliados europeus dos EUA (Reino Unido, França, Alemanha e Itália) na sua estratégia concertada para isolar a Rússia da Europa e impor sanções provocativas contra ela.

Obama podia ter feito esta semana um discurso de agitação tipo Cortina de Ferro, não tivesse acontecido a confusão na Líbia, no Iraque, na Síria, no Afeganistão, etc., e o horrível massacre em Gaza que manchou a sua própria reputação, não esquecendo além disso que um Nobel não é suposto dar gritos de guerra.

De qualquer modo, o vídeo da teleconferência de Obama com os parceiros europeus significando o acordo sobre “medidas coordenadas de sanções sobre a Rússia” sugere sem dúvida que a era pós-guerra fria está a findar.

terça-feira, 24 de junho de 2014

LE LIVRE BLANC SUR LES VIOLATIONS DES DROITS DE L’HOMME EN UKRAINE/БЕЛАЯ КНИГА НАРУШЕНИЙ ПРАВ ЧЕЛОВЕКА И ПРИНЦИПА ВЕРХОВЕНСТВА ПРАВА НА УКРАИНЕ

Сеть Вольтер, 5 мая 2014, 5 mai 2014, Réseau Voltaire http://www.voltairenet.org (France)


Le ministère russe des Affaires étrangères a publié un Livre blanc sur les atteintes au Droits de l’homme et à l’état de Droit en Ukraine depuis novembre 2013.

L’ouvrage est divisé en six chapitres:
1- Les atteintes aux Droits de l’homme; 
2- Les ingérences de l’Union européenne et des États-Unis; 
3- L’armement et la violence des manifestants; 
4- La persécution des légalistes; 
5- Les discriminations fondées sur l’ethnie; 
6-Les persécutions religieuses.

Chacun des chapitres est composé d’une chronologie détaillée des événements.

Ce document indispensable est disponible en versions anglaise et russe.



VIOLACIONES DE LOS DERECHOS HUMANOS EN UCRANIA, EL LIBRO BLANCO
6 de mayo de 2014, Red Voltairehttp://www.voltairenet.org (Francia) 

El ministerio ruso de Relaciones Exteriores publicó un Libro Blanco sobre las violaciones de los derechoshumanos y del estado de derecho registradas en Ucrania desde noviembre de 2013.

El documento se divide en 6 capítulos:
 
1- Violaciones de los derechos humanos; 
2- Injerencia de la Unión Europea y de Estados Unidos; 
3- Armamento y actos de violencia de los manifestantes; 
4- Persecución contra los defensores del orden institucional; 
5- Discriminación basada en el origen étnico; 
6- Persecución de naturaleza confesional.

Cada capítulo contiene una cronología detallada de los acontecimientos.
Este documento indispensable está disponible en ruso y en inglés.

The White Book on Violations of Human Rights and the Rule of Law in Ukraine, Ministerio de Relaciones Exteriores de la Federación Rusa, 5 de mayo de 2014, 81 pp.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

BRICS, БРИКС/STALIN Y EL COLAPSO DE LA OPERACIÓN DROPSHOT

17 mayo 2014, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)
http://www.telesurtv.net/articulos/2014/05/17/stalin-y-el-colapso-de-la-operacion-dropshot-8944.html

Por Miguel Ángel Ferrer

El Plan Dropshot contemplaba el lanzamiento de 300 bombas nucleares sobre las más importantes ciudades de la Unión Soviética, acompañado de la descarga de 250 mil toneladas de bombas convencionales.

Desde el ya lejano año 1978, en que el gobierno de Estados Unidos desclasificó el documento hasta entonces secreto, se sabe que en 1949, el presidente Harry S. Truman había ordenado la elaboración de un plan de ataque atómico contra la Unión Soviética. Ese plan recibió un nombre muy sugestivo y altamente revelador: Dropshot, literalmente lanzar el disparo, y que en el español de México podría traducirse como un descontón, un golpe a traición, decisivo y demoledor, que pone de inmediato fuera de combate al adversario.

El Plan Dropshot contemplaba el lanzamiento de 300 bombas nucleares sobre las más importantes ciudades de la Unión Soviética, acompañado de la descarga de 250 mil toneladas de bombas convencionales sobre

segunda-feira, 10 de março de 2014

A 'FUGA PARA ADIANTE': E EUA SE AUTODERROTAM NA UCRÂNIA

3 março 2014, Pravda http://port.pravda.ru (Rússia)
TheSaker, The Vineyard of the Saker
http://vineyardsaker.blogspot.com.br/2014/03/the-self-defeating-fuite-en-avant-of-us.html 

Os últimos dias viram impressionante aceleração nos desenvolvimentos, que criou situação totalmente nova. Em termos simples e claros, ocorreram os três seguintes importantes eventos:

1) Em Kiev, uma insurreição armada derrubou presidente eleito e substituiu-o por um regime revolucionário.

2) A Crimeia rompeu completamente com o resto da Ucrânia.

3) Uma insurreição contrarrevolucionária começou no leste da Ucrânia.

A situação no leste da Ucrânia é complexa, e não quero tratar disso nesse momento. Aqui, me proponho a re-fixar alguns fatos bem sabidos, organizá-los e fazer um exercício básico de "contrastar e comparar" os dois regimes/entidades bem claramente definidos que passaram a formar a Ucrânia: o regime revolucionário em Kiev (daqui em diante, a fórmula abreviada RRKiev); e o regime secessionista na Crimeia (daqui em diante, a fórmula abreviada RSCrimeia). 

Acho que esse exercício nos permitirá apreciar as decisões tomadas pelos diferentes governos, de apoiar um lado ou o outro, e nos fornecerá, espero, itens para discussão útil. Por fim, repito que só considerarei fatos bem sabidos e tentarei não fazer nenhuma afirmação excessivamente carregada de minhas opiniões pessoais, o que deixarei para a conclusão.

Comparemos, então o RRKiev e o RSCrimeia, por um conjunto básico de critérios.

1) Bases legais do regime:

RRKiev: chegou ao poder mediante derrubada violenta do último presidente legalmente eleito. Em seguida, um autodesignado grupo de ativistas políticos distribuiu entre eles os principais cargos do governo e foi à praça Maidan para obter a aprovação da multidão ali reunida. Alguns nomes parecem ter sido aprovados, outros foram vaiados, mas todos foram declarados aprovados. Não se sabe quantas pessoas havia naquele momento na praça Maidan, nem se alguém tem qualquer informação sobre quem estava ali.

RSCrimeia: chegou ao poder depois de declarar pacificamente que as autoridades locais assumiriam temporariamente todas as funções locais da autoridade federal que, naquele momento, já havia sido derrubada pelo RRKiev. Em algumas cidades, os ex-prefeitos nomeados pelo regime de Yanukovich foram substituídos por locais, também eleitos por aclamação de massas nas praças.

2) Legalidade das respectivas decisões: