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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Abya Yala*/Golpe na Bolívia atesta que capitalismo neoliberal não aceita e não tolera a democracia



Jeferson Miola*


"O golpe que derrubou Evo se inscreve na trajetória de golpes de novo tipo, não militares, que foram tentados, sem êxito, na Venezuela em 2002, porém concretizados em 2009 em Honduras, em 2012 no Paraguai, em 2016 no Brasil e agora na Bolívia", diz o colunista Jeferson Miola.

O golpe na Bolívia atesta que o capitalismo neoliberal não aceita e não tolera a soberania popular. O golpe confirma que o neoliberalismo é incompatível com a democracia e com a manifestação da vontade majoritária do povo.

Evo Morales foi eleito no primeiro turno na eleição de 20 de outubro com uma vantagem de mais de 640 mil votos em relação ao 2º colocado, Carlos Mesa.

Evo fez 47,06% dos votos contra 36,52% do opositor – ou seja, 10,54% a mais. De acordo com a legislação do país, com esse desempenho Evo deveria ser sagrado vitorioso já no 1º turno da eleição.

Esse não foi, contudo, o entendimento do uruguaio Luis Almagro, o secretário-geral da OEA [Organização dos Estados Americanos] e principal executor das ordens provindas da Casa Branca

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Abya Yala*/Fórmula da guerra híbrida deu certo, mas novos ventos sopram sobre América Latina


Por Denise Assis*, para o Jornalistas pela Democracia 

Jornalista Denise Assis as desestabilizações políticas na América Latina desde 2009 com a retirada o presidente de Honduras Manuel Zelaya e a ação dos Estados Unidos nos diversos episódios. "Como a roda da história gira, esse quadro começa a mudar. Nos próximos dias a Argentina se livra de Macri. Evo Morales deve conseguir retornar ao poder, nas próximas eleições", diz ela, mencionando também o Equador

O presidente do Equador, Lenín Moreno, que desde a semana passada colocou o próprio país em convulsão, quando reduziu direitos trabalhistas, retirou os subsídios do petróleo e aumentou o preço dos combustíveis em estratosféricos 123%, acusou o ex-aliado e ex-presidente, Rafael Correa, a quem traiu ao assumir o poder, de estar por trás das manifestações que colocam em risco o seu cargo. Ao mesmo tempo, diz que Nicolás Maduro

terça-feira, 16 de julho de 2019

Abya Yala*/Venezuela prepara-se para receber 800 lideranças internacionais no Foro de São Paulo


14/07/2019 12:31, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil) http://www.patrialatina.com.br/venezuela-prepara-se-para-receber-800-liderancas-internacionais-no-foro-de-sao-paulo/

Fania Rodrigues/Brasil de Fato


Venezuela, comandada por Nicolás Maduro, tornou-se o epicentro de disputas internacionais / PSUV

Evento é considerado maior encontro de partidos e organizações de esquerda da América Latina e começa no dia 25 de julho

Caracas (Venezuela)

Nos últimos seis meses, a Venezuela sobreviveu a quatro processos de desestabilização do governo Nicolás Maduro e se transformou no epicentro de disputas internacionais que envolvem as maiores potências econômicas e militares do mundo. Por isso, foi escolhida como sede do Foro de São Paulo, maior encontro de partidos políticos e organizações de esquerda da América Latina. Entre os 25 e 28 de julho, o evento receberá 150 delegações com mais de 800 convidados internacionais já confirmados. Os movimentos e partidos

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Brasil/Guerrilheiras da AL:“Mulheres devem mostrar que estão com Dilma”



5 junho 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 

Loyola, hoje com 74, participou da guerrilha de
Ñacahuazú quando tinha 24 anos. O comandante 
era Ernesto Che Guevara (Foto/Reprodução)

Fonte do video: Rede Brasil Atual http://www.redebrasilatual.com.br (Brasil)

As convidadas do seminário “A justa rebeldia das mulheres da América Latina e Caribe” repudiaram a tentativa de golpe para afastar definitivamente a presidenta Dilma Rousseff do cargo de presidenta da república do Brasil. 13 guerrrilheiras estiveram em Santo André (SP) para compartilhar a experiência da participação de cada uma delas na luta pela democracia em 16 países.


“As mulheres brasileiras devem demonstrar que estão com Dilma e devem continuar lutando até o último momento”, afirmou a panamenha Aida Alemán Recuero, a Jossy. Ela lutou na Frente Sandinista pela Libertação da Nicarágua e foi

sexta-feira, 15 de abril de 2016

AMÉRICA LATINA: GELADO VENTO DE GOLPE SOPRA DO NORTE



14 abril 2016, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity


Com os fundos para programas de bem-estar secando, em plena recessão global, a velha elite, com ajuda dos EUA, está outra vez usando a linguagem da anticorrupção para repor os pés na região e desestabilizar governos de esquerda eleitos na América Latina.

Velhos perigos, todos bem conhecidos rondam pelas esquinas da América Latina. Mais de uma década de esperança – corporificada nos experimentos sociais na Venezuela – parecem agonizar. A 'maré rosada' de vitórias eleitorais, da Venezuela à Bolívia e para cima, até a Nicarágua, parecem estar em período de maré vazante. A Velha Direita rejeitou os estertores e a gritaria dos militares, trocados pela fala melosa do que chamam de "anticorrupção". Os bolivarianos da Venezuela – a face atual da esquerda naquele país – perdeu as eleições parlamentares; a Bolívia de Evo Morales decidiu não alterar a Constituição para dar ao presidente um quarto mandato presidencial. O eleitorado Argentina rejeitou a Esquerda Peronista, para eleger a direita dos banqueiros. E no Brasil o governo de Dilma Rousseff padece sobre a violenta hostilidade das mídia-empresas monopolistas e

terça-feira, 5 de abril de 2016

GUERRA CONTRA A DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA -- Entrevista a John Pilger



28 março 2016, Diário Liberdade http://www.diarioliberdade.org (Galiza)

Diário Liberdade - [Edu Montesanti] Após duas décadas de governos progressistas se espalhando pela região com ganhos econômicos, políticos e sociais sem precedentes, especialmente em direitos humanos ano a ano reconhecidos pela ONU e por várias organizações internacionais, a América Latina enfrenta hoje o avanço dos agressivos setores neoliberais, secretamente apoiados e financiados pelo regime de Washington.
Nesta entrevista exclusiva, o jornalista, escritor e cineasta John Pilger fala sobre a guerra dos EUA contra a democracia na América Latina. "O imperialismo da era moderna é uma guerra contra a democracia. A verdadeira democracia é uma ameaça ao poder ilimitado, e não pode ser tolerada", diz ele.

Pilger produziu War on Democracy na América Latina e nos EUA em 2006, quando ele viajou por toda a Venezuela com o então presidente Hugo Chávez. Ele conta o que o motivou para produzir esse documentário, ganhador do prêmio One World Media Awards, em 2008. O filme mostra como a escalada intervencionista dos EUA, aberta e encoberta, derrubou uma série de governos legítimos na América Latina desde a década de 1950.

Evidenciando o caráter democrático com profundas transformações sociais na Venezuela, John Pilger conta sobre suas experiências no berço da Revolução Bolivariana. "As crianças estavam aprendendo sobre a história e

sábado, 12 de dezembro de 2015

Abya Yala, Pátria Grande/Evo Morales denuncia tentativa de golpe parlamentar no Brasil

12 dezembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil) 


O presidente da Bolívia, Evo Morales, denunciou, em entrevista ao jornal argentino Página/12, que está em curso no Brasil uma tentativa de golpe parlamentar contra a presidenta Dilma Rousseff. 

"É um golpe parlamentar sendo amadurecido. Já houve um golpe no Congresso do Paraguai e, agora está acontecendo no Brasil", declarou, referindo-se ao ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, destituído em 2012.

"Na Unsaul temos uma cláusula em temas democráticos, por isto respeitamos o presidente que vence e trabalhamos em conjunto, podem existir divergências ideológicas ou programáticas, mas

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Abya Yala, Pátria Grande/Mercosul diminui em 75% o preço do tratamento do HIV

17 novembro 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Um teste de HIV no sangue. Os países membros do Mercosul e alguns de seus aliados concordaram com as empresas farmacêuticas para reduzir em 75% o custo de uma molécula que é usada para tratar doenças como o HIV/AIDS.

O acordo também beneficiar Argentina, Brasil, Paraguai e Venezuela, também apoia países como Chile, Bolívia, Peru e Suriname.  De acordo com o que foi explicado pelo

domingo, 11 de outubro de 2015

A ESTRATÉGIA DOS ESTADOS UNIDOS PARA A AMÉRICA LATINA

4 outubro 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Russia Times

 

Documentos do Wikileaks revelam um plano detalhado para derrubar os governos eleitos dos países latino-americanos e até mesmo o assassinato de Evo Morales.


No recém terminado verão europeu, o mundo viu como a Grécia tentou se opor às chantagens das instituições internacionais que obrigaram o país a aceitar um pacote de novas medidas de austeridade. O endividado Estado grego não pode se negar a cumprir as ordens da Troica conformada pelos credores. Depois do referendo convocado pelo governo de Alexis Tsipras, o Banco Central Europeu privou a economia grega de liquidez, o que intensificou a recessão e transformou o resultado do voto popular numa farsa.

Uma batalha similar pela independência das nações vem sendo travada na América do Sul, durante os últimos 15 anos. Apesar das tentativas de Washington de destruir a “dissidência estatal” em vários países utilizando as mesmas técnicas empregadas contra Atenas, a fortaleza da América Latina vem suportando a pressão. Essa batalha épica vem promovida longe dos olhos dos cidadãos e foi confirmada por documentos do arquivo do Departamento de Estado norte-americano, filtrados pelo WikiLeaks. Alexander Main e Dan Beeton ofereceram uma interessante reconstrução desses acontecimentos em seu livro “WikiLeaks: o mundo segundo o Império Estadunidense”.

Os autores argumentam que o neoliberalismo se impôs na América Latina antes de Berlim e Bruxelas humilharem a democracia na Grécia. Através da coação exercida pelos Chicago Boys – jovens economistas latino-americanos que regressam aos seus países depois de estudar nos Estados Unidos –, Washington conseguiu difundir a

terça-feira, 6 de outubro de 2015

40 ANOS DA OPERAÇÃO CONDOR: DEBATE FORTALECE COOPERAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

6 outubro 2015, ODiario.infohttp://www.odiario.info (Portugal)


Há 40 anos acontecia a chamada Operação Condor. Foi esta uma aliança político-militar entre os países do Cone Sul, região composta pelas zonas austrais da América do Sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai), com o objectivo maior de reprimir os opositores aos regimes militares instalados desde os anos 1960. Acção liderada por militares da América Latina, com a ajuda da CIA, orquestrou perseguições, sequestros, atentados e assassínios.

Cerca de 150 representantes de entidades e organizações de direitos humanos e vítimas das ditaduras latino-americanas, instaladas nos anos de 1960-1980 se reuniram em Brasília, para debater os avanços e retrocessos após 40 anos da Operação Condor. O encontro gerou um debate sobre políticas públicas em torno da defesa da verdade, da memória e da justiça na região.

Cerca de 45 organizações de movimentos sociais em torno da luta pela verdade, memória, justiça e reparação nos países que fazem parte do Mercosul participaram do debate.

Isto porque há 40 anos acontecia a chamada Operação Condor. Esta foi uma aliança político-militar entre os países do Cone Sul, região composta pelas zonas austrais da América do Sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai), com o objetivo maior de reprimir os opositores aos regimes militares instalados desde

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

OS MISSIVISTAS MESSIÂNICOS

30 agosto 2015, Blog do Emir Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

O Equador e a Bolívia -- os países que mais avançaram na região no processo de superação do neoliberalismo -- são vitimas desse tipo de pronunciamento.

Por Emir Sader

Intelectuais de esquerda que não pertencem a partidos políticos de esquerda, têm muita dificuldade para se localizar na luta política. Desde onde falam? Que horizonte representam? O da teoria pura? O da ortodoxia abstrata?

No entanto, por várias razões, eles existem em grande quantidade e muitas vezes produzem análises muito úteis para os processos políticos reais. Só que falham quando suas análises têm que se medir politicamente com a realidade, porque a política supõe partido, inserção nos processos concretos.

Analisando os chamados “marxistas ocidentais”, Perry Anderson constatava que sua sobrevivência com intelectuais desvinculados de partidos de esquerda, supunha se encerrar temas específicos, relativamente autônomos em relação à realidade concreta – entre os quais questões estéticas, metodológicas.
Abandonavam as análises econômicas, políticas, sociais das correlações de força, das linhas concretas dos partidos.

Este é o dilema dos intelectuais não engajados na prática política concreta. Terminam desenvolvendo

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Abya Yala, Patria Grande, Bolívia/Foro de São Paulo, luta e unidade da esquerda latino-americana

25 agosto 2014, Vermelho EDITORIAL http://vermelho.org.br (Brasil)


A Bolívia de Evo Morales sedia nesta semana o 20º Encontro do Foro de São Paulo. O evento desenvolve-se a partir desta segunda-feira (25) até a sexta (29). Mobiliza as atenções do conjunto das forças progressistas não só latino-americanas, mas de todo o mundo.

O tema central do encontro este ano é “Derrotar a pobreza e a contraofensiva imperialista, conquistar o bem-viver, o desenvolvimento e a integração na Nossa América”. 

A existência ininterrupta do Foro de São Paulo por quase um quarto de século é um fato político auspicioso, uma vitória das forças progressistas. Trata-se de uma original articulação de partidos políticos de esquerda, de distintos espectros ideológicos, que consegue forjar a sua unidade na diversidade, em torno da luta anti-imperialista, pelas transformações políticas e sociais, em oposição às políticas conservadoras, neoliberais e militaristas das classes dominantes retrógradas. 

Criado em 1990, quando partidos da América Latina e Caribe se reuniram com o objetivo de debater a nova conjuntura internacional no quadro da contrarrevolução no Leste europeu, foi capaz, nestas duas décadas e meia transcorridas, de propor alternativas democráticas,

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Venezuela/Maduro: EEUU debe empezar a respetar naciones del Sur

16 junio 2014, TeleSUR http://hispantv.net (Venezuela)


El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, advirtió el domingo que ya es el momento de que Estados Unidos tome lecciones del pasado y comience a respetar la voluntad de las naciones latinoamericanas que defienden su libertad e independencia. 

"La solución de los problemas del Sur están en el Sur y en este mundo donde el Sur ya puede caminar con pies propios, pensar con cabeza propia, es el momento en que el Norte aprenda a respetar a los hombres y mujeres del Sur", señaló el mandatario venezolano.

Según Maduro, sólo de esta manera estos pueblos podrán superar “siglos de explotación, de colonialismo, de esclavitud y construir una humanidad verdaderamente humana, en todos los aspectos”.

Maduro realizó estas afirmaciones tras concluir la Cumbre del Grupo de los 77 más China (G77+China), que se celebró

Cúpula G77+China, na Bolívia, discute 'nova ordem mundial'

14 junho 2014, Globo http://g1.globo.com (Brasil)

Reunião começou neste sábado em Santa Cruz, leste da Bolívia.
No domingo, grupo deve assinar documento com novos compromissos

Da esquerda para a direita, presidentes Raul Castro (Cuba), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Nicolas Maduro (Venezuela), Salvador Sanchez Ceren (El Salvador) e a ganhadora do Nobel da Paz Rigoberta Menchu participam de cerimônia que antecedeu abertura da Cúpula G77+China neste sábado (Foto: AFP Photo/Aizar Raldes)

A cúpula do G77, que reúne países em desenvolvimento e a China, começou neste sábado (14) em Santa Cruz, leste da Bolívia. As discussões devem priorizar a criação de uma "nova ordem mundial", mais equilibrada e pela busca de uma maior cooperação.

A cúpula seria inaugurada na tarde deste sábado (14) pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, quando o bloco de 133 nações em desenvolvimento, criado em 1964, com 77 países, completa 50 anos.

Quase dois terços das nações do mundo comparecem ao encontro, que

terça-feira, 11 de março de 2014

Pátria Grande, Bolivia/POR QUE EVO MORALES CONTINUA GANHANDO?

10 março 2014, Carta Maiorhttp://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Morales transformou exitosamente cada uma de suas medidas em atos de refundação. Seu projeto de reeleição dará continuidade a várias medidas de impacto.

Uma pesquisa publicada recentemente deu a Evo Morales mais de 45% das intenções de voto e 32 pontos de diferença com seu concorrente mais próximo para as eleições do final deste ano, o político e empresário Samuel Doria Medina. Como as populações rurais não estão inclusas neste tipo de pesquisa, estima-se que poderia ampliar essa porcentagem e superar os 50%. Inclusive, mesmo se isso não acontecesse, já ganharia, segundo a lei boliviana, no primeiro turno. Mas a que se deve, em seu oitavo ano de governo, o fato de o “primeiro presidente indígena”  colher tais resultados em um país conhecido pela instabilidade política e onde, em 17 de outubro de 2003, o então presidente –Gonzalo Sánchez de Lozada– precisou abandonar apressadamente o poder e fugir de helicóptero, primeiro a Santa Cruz e, mais tarde, para os EUA? Sem dúvidas, a resposta reside em dois planos: o econômico e o político simbólico. 

Morales conta com recursos públicos com os que nenhum de seus antecessores se atreveu sequer a sonhar graças ao “vento da cola”, mas também a uma política econômica que combinou nacionalização de hidrocarbonetos, aumento dos impostos para as petroleiras e uma gestão macroeconômica cuidadosa dos equilíbrios fiscais que lhe permitiu acumular reservas recorde: quase 15 bilhões de dólares, equivalente a mais de 50% do PIB (porcentualmente uma das mais altas do mundo). Isto lhe dá, sem dúvidas, uma grande blindagem,

terça-feira, 22 de outubro de 2013

COLÔMBIA: ESTAGNAÇÃO NAS CONVERSAÇÕES DE HAVANA



21 outubro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


A Delegação de Paz das FARC divulgou em Havana, sede dos Diálogos, um primeiro balanço sobre «o estado das conversações». De 200 propostas mínimas para resolver problemas do campo e da participação politica que apresentaram, somente foi possível chegar a 25 acordos parciais com o governo de Juan Manuel Santos.

Não é de admirar: o governo colombiano participa nos Diálogos porque não teve condições políticas para o recusar. Mas a sua aposta permanece na guerra, não na paz: o orçamento de estado da Colômbia para 2014 inclui para as Forças Armadas (isto é, para o financiamento da guerra contra as Farc) a verba astronómica de 274 biliões de pesos, o equivalente a 14 717 mil milhões de dólares.

Os diálogos para a Paz entre o Governo de Bogotá e as Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia-Exercito do Povo, iniciados em 2012 em Havana, dificilmente conduzirão ao desfecho positivo desejado pela esmagadora maioria do povo colombiano.

Foi possível, por mérito exclusivo da Delegação das FARC, chegar-se a um acordo sobre a necessidade de uma a Reforma Agraria profunda, o primeiro ponto da agenda. Mas, tal como se esperava, o Governo de Juan Manuel Santos manobra para sabotar o processo negocial.

O BALANÇO DAS FARC-EP
No dia 3 de Outubro, a Delegação de Paz das FARC divulgou em Havana, sede dos Diálogos, um primeiro balanço sobre «o estado das conversações».

Apos «catorze ciclos de reuniões»,

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Brasil e Bolivia/FUGA DE SENADOR FOI AÇÃO ORQUESTRADA, DIZ DEPUTADO DO PT



27 agosto 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Para o deputado Cláudio Puty (PT-PA), que participou de uma missão oficial à Bolívia, em março, onde conheceu os principais personagens envolvidos na trama, fuga do senador boliviano Roger Pinto (foto) não foi obra individual de um destemido diplomada brasileiro, mas ação organizada pela direita com apoio de setores conservadores do Itamaraty, que atuam contra governos progressistas latino-americanos e a favor do agronegócio. Por Najla Passos, de Brasília


Brasília – A fuga do senador boliviano que custou o cargo ao ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, não foi obra individual de um destemido diplomada brasileiro, mas uma ação organizada pela direita com apoio de setores conservadores do Itamaraty, que mantêm estreitos laços em questões políticas e econômicas, como o boicote aos governos socialistas e a defesa intransigente do agronegócio.

A avaliação é do deputado Cláudio Puty (PT-PA), que participou de uma missão oficial à Bolívia, em março, onde conheceu os três principais personagens envolvidos na trama: o então embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato, que patrocinou a aceitação brasileira ao pedido de asilo político do senador, o diplomata brasileiro Eduardo Sabóia, que afirma ter organizado sozinho a fuga do político, e o próprio senador oposicionista Roger Pinto, que viveu 545 dias na embaixada brasileira na Bolívia.

“Esta foi uma ação sem precedente na história da diplomacia brasileira. Como pode um diplomata patrocinar a fuga de um criminoso comum, à revelia do governo brasileiro, escondido do governo boliviano e com o apoio explícito da direita brasileira, que já o aguardava na fronteira do país?”,

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Bolivia/Morales recomenda que países da África nacionalizem recursos



19 julho 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

O presidente boliviano, Evo Morales, declarou nesta quarta-feira (18) estar disposto a compartilhar com movimentos sociais da África sua política de nacionalização de empresas, como fórmula para alcançar a independência econômica.

“Quando propusemos desde a Bolívia que devemos nacionalizar, devemos recuperar os hidrocarbonetos, o petróleo, o gás e os minerais, isso atinge com força especialmente a África”,

terça-feira, 9 de julho de 2013

Brasil/"Espionagem viola soberania e direitos humanos", afirma Dilma



9 julho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


“A posição do Brasil nessa questão é muito clara e muito firme: não concordamos com interferências dessa ordem no Brasil e em qualquer outro país”, declarou a presidenta Dilma Rousseff, no início da noite desta segunda-feira (8), à imprensa, ao se pronunciar denúncia de monitoramento de informações de cidadãos brasileiros pelo governo norte-americano. 

Dilma ainda declarou que esse episódio de espionagem no país "é violação de soberania e de direitos humanos". Segundo a mandatária, "se houver participação de outros países e outras empresas que não aquelas brasileiras, seguramente é violação de soberania, sem dúvida. Como é violação de direitos humanos", disse a presidente.

Em nota divulgada nesta segunda, o Ministério da Justiça informou que a Polícia Federal vai investigar as denúncias sobre o monitoramento internacional de comunicações eletrônicas e telefônicas no Brasil.

Ainda segundo a nota, o ministro José Eduardo Cardozo determinou a abertura de inquérito para atender a pedido do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Em ofício encaminhado à pasta, Bernardo registra preocupação com as notícias sobre uma rede de vigilância global que atingiria o Brasil.

De acordo com o ministro das Comunicações se as ações de inteligência forem confirmadas isso pode representar uma ofensa ao sistema jurídico brasileiro, especialmente ao princípio da inviolabilidade do sigilo das comunicações.

A presidenta Dilma deixou claro que o governo brasileiro não concorda com nenhuma interferência nas comunicações feita por qualquer país. “Vamos apresentar uma proposta à Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), uma vez que um dos preceitos fundamentais é a garantia da liberdade de expressão, mas é também a garantia de direitos individuais, principalmente o direito à privacidade, que aliás, é garantido na nossa Constituição”, acrescentou.

O Senado também se pronunciou sobre o assunto. Em nota, divulgada também nesta segunda-feira

AS REDES DE ESPIONAGEM SECRETA DAS DEMOCRACIAS OCIDENTAIS



7 julho 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

O episódio infame que fez com que o avião do presidente Evo Morales fosse bloqueado em Viena com base em um rumor infundado lançado pela Espanha, segundo o qual o ex-agente da NSA norteamericana, Edward Snowden, se encontrava a bordo é a consequência de uma caçada humana lançada pelo Ocidente em nome de um novo delito: a informação. Os “aliados” se espionam entre si e espionam o mundo. Quando alguém resolve denunciar a ditadura tecnológica universal torna-se um delinquente. Por Eduardo Febbro, de Paris. 

Eduardo Febbro

Paris - Um momento tão marcante de hipocrisia, cinismo, submissão, violação do direito internacional, abuso do poder tecnológico e paternalismo ocidental merece um lugar destacado na história humana. O episódio infame que fez com que o avião do presidente Evo Morales fosse bloqueado em Viena com base em um rumor infundado lançado pela Espanha, segundo o qual o ex-agente da NSA norteamericana, Edward Snowden, se encontrava a bordo é a consequência de uma caçada humana lançada pelo Ocidente em nome de um novo delito: a informação.

Contra todas as regras internacionais, França, Itália, Espanha e Portugal negaram o acesso a seus espaços aéreos ao avião presidencial boliviano. Queriam capturar o homem que revelou como Washington, por meio de seu dispositivo Prism, espiona as comunicações telefônicas, os correios eletrônicos, as páginas do Facebook, os fax e o Twitter de todo o planeta, incluídos os de seus próprios aliados europeus.

Segundo assegura o presidente austríaco Heinz Fischer em uma entrevista publicada neste domingo pelo jornal Kurier, o avião do presidente boliviano “não foi controlado”. Fischer afirma que “não houve controle científico”. “Não havia nenhuma razão para fazê-lo com base no direito internacional. Um avião presidencial é um território estrangeiro e não pode ser controlado”.

Os dirigentes europeus só levantaram a voz quando se revelou