30 agosto 2015, Blog do Emir Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
O Equador e a Bolívia -- os países que mais avançaram na região no processo de superação do neoliberalismo -- são vitimas desse tipo de pronunciamento.
Por Emir Sader
Intelectuais de esquerda que não pertencem a partidos
políticos de esquerda, têm muita dificuldade para se localizar na luta
política. Desde onde falam? Que horizonte representam? O da teoria pura? O da
ortodoxia abstrata?
No entanto, por várias razões, eles existem em grande quantidade e muitas vezes produzem análises muito úteis para os processos políticos reais. Só que falham quando suas análises têm que se medir politicamente com a realidade, porque a política supõe partido, inserção nos processos concretos.
Analisando os chamados “marxistas ocidentais”, Perry Anderson constatava que sua sobrevivência com intelectuais desvinculados de partidos de esquerda, supunha se encerrar temas específicos, relativamente autônomos em relação à realidade concreta – entre os quais questões estéticas, metodológicas.
No entanto, por várias razões, eles existem em grande quantidade e muitas vezes produzem análises muito úteis para os processos políticos reais. Só que falham quando suas análises têm que se medir politicamente com a realidade, porque a política supõe partido, inserção nos processos concretos.
Analisando os chamados “marxistas ocidentais”, Perry Anderson constatava que sua sobrevivência com intelectuais desvinculados de partidos de esquerda, supunha se encerrar temas específicos, relativamente autônomos em relação à realidade concreta – entre os quais questões estéticas, metodológicas.
Abandonavam as
análises econômicas, políticas, sociais das correlações de força, das linhas
concretas dos partidos.
Este é o dilema dos intelectuais não engajados na prática política concreta. Terminam desenvolvendo