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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Abya Yala*/Argentina: eleições freiam o neoliberalismo e abrem alas ao “Grupo de Puebla”

Postado em 07/11/2019 6:20, Pátria Latina (Brasil)  

 Helena Iono, correspondente em Buenos Aires

O primeiro ponto que merece atenção é qualificar esta vitória eleitoral de Alberto Fernández e Cristina Kirchner da Frente de Todos (FdT) na Argentina.

Muito além da quantidade expressa nos números, 48% (Alberto) contra 40% (Macri) no escrutínio provisório do dia 27 de outubro, que dão uma contundente vitória com 8% a favor de FdT (tendente a aumentar  a 10% na contagem definitiva) já no primeiro turno, vale observar que isso tem um peso de qualidade; significa uma concentração de uma expressiva vontade popular, que numa só cartada, no primeiro turno, disse “Basta!” ao massacrante projeto neoliberal dos últimos 4 anos do governo Macri.

Foi uma eleição polarizada, onde os setores financeiros e oligárquicos, e da direita se concentraram nos 40% ao Macri (tendendo aos 39% no escrutínio definitivo), atraindo parte da pequeno burguesia descontente com o governo, mas reticente com a política de FdT demonizada pela mídia hegemônica. Por outro lado, os 48% que podem chegar a 50% (no escrutínio definitivo), são votos de qualidade que optam por um claro projeto econômico popular e de nação, apoiando a carta-programática de FdT, mas, sobretudo, confiando na comprovada liderança e experiência da ex-presidenta Cristina Kirchner e nos vínculos de Alberto Fernández com a gestão de Néstor Kirchner. A magnífica votação de 55% a Axel Kicillof  (ex-ministro da economia) a governador da província de Buenos Aires, que abarca 30% da população Argentina, é o melhor exemplo do voto a favor do

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Abya Yala*/América Latina luta e volta à esquerda

28 de outubro de 2019, 09:50 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/blog/america-latina-luta-e-volta-a-esquerda


Emir Sader
*

Para o sociólogo Emir Sader, "a América Latina não apenas volta à esquerda", mas "luta à esquerda, desmontando o modelo neoliberal no seu eixo fundamental, o Chile". Neste cenário, diz ele, "a evolução da situação brasileira será determinante" para a terceira década do continente no século XXI


Nosso continente continua a ser o cenário das mais importantes lutas do mundo contemporâneo – contra o neoliberalismo e pela construção de alternativas ao modelo adotado pelo capitalismo no período histórico atual. O fôlego da retomada neoliberal se confirma como curto. Derrota espetacular de Mauricio Macri na Argentina, do tamanho da euforia que sua vitória havia despertado. Evo Morales, na Bolívia, aguenta firme, apesar da ofensiva da direita e da perda de apoios. No Uruguai, a Frente Ampla continua como a maior força política, mas vai ter parada dura no segundo turno, pela soma das direitas e também pela perda de apoios. Na Colômbia, as eleições municipais representam dura derrota para o atual presidente, Iván Duque,  representante do uribismo, se fortalecem candidatos do campo popular e vinculados ao novo líder da esquerda, Gustavo Petro.

A Argentina confirma as fragilidades do neoliberalismo, que a direita não tem outra alternativa, que não aprendeu do esgotamento do seu modelo, que se enganou quanto ao sucesso dos governos antineoliberais, volta com sua política de ajustes fiscais e revela sua incapacidade não apenas de retomar o crescimento econômico e atacar o desemprego,  como, em decorrência disso, de

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Abya Yala*/Ecuador se para contra el FMI y el neoliberalismo


8 octubre 2019, Resumen Latinoamericano (Argentina, País Vasco) http://www.resumenlatinoamericano.org/2019/10/08/ecuador-declaracion-alba-movimientos/ 

DECLARACIÓN ALBA MOVIMIENTOS

Un torbellino popular recorre Nuestra América. Cuando querían mostrarnos derrotados/as y dormidos/as volvemos a levantarnos contra los gobiernos antipopulares y FMI-adictos.

Vivimos momentos dinámicos, y como a fines de los ´90 y principios del siglo XXI las políticas dictadas por la Casa Blanca y su herramienta neocolonial financiera, el Fondo Monetario Internacional, vuelven a chocar contra la voluntad de los pueblos: Argentina, Haití, Perú, y ahora Ecuador son epicentros de la lucha popular contra las políticas de ajuste, saqueo y hambre que quieren imponer desde los gobiernos lacayos y subordinados.

El traidor Lenin Moreno, prefiere dinamitar lo poco que quedaba de su legitimidad con tal de favorecer a sus jefes del norte. Su giro conservador ya se había hecho evidente desde los inicios de su mandato con persecución política a la oposición (otrora compañeros de la misma alianza que honestamente lo convirtió en presidente), nuevas alianzas con los grandes banqueros ecuatorianos, acuerdo con el FMI, entrega de asilados políticos como Julian Assange y campañas mediáticas constantes de criminalización a los movimientos populares y

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Abya Yala*, Ecuador/Miles de ecuatorianos protestan contra el ‘paquetazo’ neoliberal de Lenín Moreno

08 10 2019, Rebelión (México) https://www.rebelion.org/noticia.php?id=261154

Ctxt

La población pide la apertura de un proceso político democrático que cuestione el ‘neoliberalismo por sorpresa’ del presidente, que hace lo contrario de lo que prometió en campaña.

El martes 2 de octubre, a las ocho de la tarde, Ecuador se paralizó delante del televisor para escuchar al presidente Lenín Moreno desgranar las principales medidas del ya anticipado “paquetazo”. Como si se tratara de un viaje en el tiempo, concretamente una vuelta a los años noventa, asistimos a un revival de aquel ajuste antisocial, encabezado por el Fondo Monetario Internacional y aplicado en el marco del Consenso de Washington, que sumió a América Latina en la conocida como “década perdida”. El nuevo embate neoliberal que arrasa la región (véanse las reformas en Brasil y Argentina), y que ahora se plasma en el paquetazo de Moreno, combina las antiguas medidas con las líneas de las reformas estructurales que se implantaron en los países de la Unión Europea (como España o Grecia), impulsadas por la famosa Troika (de nuevo el FMI) en el “Consenso de Bruselas”.

La contestación no se ha hecho esperar; desde la tarde

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Abya Yala, Argentina/El periodista Alfredo Zaiat presentó su libro “Macrisis”, Crónica del nuevo fiasco neoliberal


29 de agosto de 2019, Página 12 (Argentina) https://www.pagina12.com.ar/215114-cronica-del-nuevo-fiasco-neoliberal

El editor de Economía de PáginaI12 presentó su trabajo en el que explica las razones del fracaso económico y dio recetas para evitar tropezar de nuevo.


Todo comenzó con una aclaración. Es que hay cosas que se definen por lo que no son. “No es un libro de economía”, dijo Alfredo Zaiat al presentar Macrisis. Otro fracaso del neoliberalismo en la Argentina. “Esta es una crisis que abarca diferentes facetas y nos atravesó de diferentes maneras; eso es lo que quise transmitir”, completó el periodista. Su último libro (Ediciones Futurock) pinta entonces un “cuadro multicolor”, ya que abreva en la política, los medios de comunicación, los derechos humanos y todas aquellas áreas que implican pensar a la economía como ciencia social, uno de los sellos de la mirada del conductor del programa radial Cheque en blanco.

Estas páginas llegan en un momento en el que “todas las fases de la crisis” (la financiera, la socio-laboral y la política) se han retroalimentado y la han llevado a “un punto máximo”.

La presentación sucedió

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Abya Yala/América Latina desmonta la teoría del fin de ciclo progresista


23 08 2019, Prensa Latina (Cuba) https://www.prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=300209&SEO=america-latina-desmonta-la-teoria-del-fin-de-ciclo-progresista

Por Carmen Esquivel*

La Habana, (Prensa Latina) En un escenario caracterizado por el auge de gobiernos de derecha, la victoria del Frente de Todos en las primarias argentinas renovó las esperanzas para la izquierda y puso en duda la teoría del fin del ciclo progresista en Latinoamérica.

El 11 de agosto la dupla de Alberto y Cristina Fernández obtuvo un triunfo abrumador en las elecciones con 47 por ciento de los votos, muy por encima del neoliberal Mauricio Macri, quien apenas alcanzó 32 puntos.

Aunque los resultados de las Primarias Abiertas Simultáneas y Obligatorias (PASO) no son vinculantes, sí funcionaron como un plebiscito y colocaron a la oposición peronista como

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Mercosul, Brasil/Nassif: Bolsonaro abre economia para organizações clandestinas


24 de julho de 2019, 10:30 h, Brasil 247 https://www.brasil247.com/midia/nassif-bolsonaro-abre-economia-para-organizacoes-clandestinas

"Sua última decisão, de proibir que as Juntas Comerciais comuniquem suspeitas de crimes na constituição de empresas, somado ao apoio às restrições do COAF, visam justamente abrir espaço para a ocupação da economia pelas organizações clandestinas, algumas nitidamente criminosas", escreve Luis Nassif no Jornal GGN em referência a Jair Bolsonaro

247 - "Uma das peças centrais do governo Bolsonaro é o desmonte de qualquer forma de proteção social e de regulação capitalista da economia", escreve o jornalista Luis Nassif no Jornal GGN. "Sua última decisão, de proibir que as Juntas Comerciais comuniquem suspeitas de crimes na constituição de empresas, somado ao apoio às restrições do COAF, visam justamente abrir espaço para a ocupação da economia pelas organizações clandestinas, algumas nitidamente criminosas", continua.

De acordo com o jornalista, "assim como em outros movimentos fascistas, Bolsonaro não admite o contraditório ou qualquer forma de organização, seja social seja de corporações públicas". "É o que explica o fim dos conselhos, os ataques às organizações sociais, o fato de

domingo, 25 de setembro de 2016

Ecuador/NOVA OPERAÇÃO CONDOR TEM LULA E CRISTINA KIRCHNER COMO ALVOS

23 septiembre 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Editorial do jornal El Telégrafo, do Equador

Querem ocultar as corrupções do presente, prendendo líderes populares da esquerda como banquete para a opinião pública, entorpecida pelo ódio à política.

É evidente que não se trata de uma simples coincidência. Se antes foram os grupos de conspiradores formados dentro das instituições militares latino-americanas os que protagonizaram os casos de tomada de poder derrubando governos legitimamente constituídos, agora são os aparatos judiciais e midiáticos os que lideram esta nova retomada do poder por parte dos setores empresariais, defensores do neoliberalismo, que desta vez atacam os governos progressistas que se constituíram no subcontinente.
 
Claro que, por trás dessa nova onda, impulsadas pelos mesmos de sempre, estão os mesmos objetivos de outrora, ainda que com novos métodos: desta ve, usam como arma a difamação, buscam o desprestígio, a constante condenação moral de tudo aquilo que fazem os líderes de governos progressistas, tentando sempre vinculá-los a atos de corrupção.
 
São as mesmas narrativas, criadas e difundidas pelos grandes meios de comunicação, que deformam

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Brasil/Senadora mostra golpe da elite brasileira para assumir o poder



23 agosto 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 Agência Senado

A senadora lembra que a elite econômica do Brasil sempre tentou interromper, pela violência, o mandato de todos os presidentes que procuraram executar projetos de interesse popular.  

O que é a luta política se não a busca do poder e a disputa de projetos que servem a determinadas classes sociais? Esse é o questionamento que a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) responde em sua coluna semanal da Folha de São Paulo, nesta terça-feira (23) intitulada “Disputa de projetos”.  

E nessa disputa de poder, a parlamentar aponta – sem surpresa - que os registros históricos indicam que a elite econômica do Brasil sempre tentou interromper, pela violência, o mandato de todos os presidentes que procuraram executar projetos de interesse popular. Assim foi com Vargas, Jango e Lula.

Os métodos são sempre abomináveis, destaca a senadora, enfatizando que

sexta-feira, 17 de junho de 2016

QUARTEIS EM POLVOROSA COM O GOVERNO TEMER REPUDIADO NAS RUAS COMO GOLPISTA



15 junho 2016, Conversa Afiada http://www.conversaafiada.com.br (Brasil)

O Conversa Afiada reproduz importante artigo de Cesar Fonseca, editor do Independência Sul Americana:

QUARTEIS EM POLVOROSA COM O GOVERNO TEMER REPUDIADO NAS RUAS COMO GOLPISTA

Aumenta extraordinariamente as preocupações dos comandantes militares brasileiros, do Exército(general Eduardo Villas Boas), da Marinha(Eduardo Leal Ferreira) e Aeronáutica(Nivaldo Rossalto) com a estratégia econômica neoliberal comandada pelos banqueiros, na Fazenda(Meirelles) e no Banco Central(homem do Itaú), que aumenta a instabilidade política e social, indo na linha oposta que o projeto militar desenvolve como defesa nacional, compreendendo fortalecimento da educação, da saúde, do meio ambiente, do emprego, como reais fatores capazes de produzir a segurança nacional e a consciência cívico militar em favor de desenvolvimento nacionalista. O projeto neoliberal de Temer, apoiado por forças antinacionais golpistas, é o oposto de tudo isso e coloca a segurança nacional em risco.

A austeridade fiscal que destrói políticas sociais representa aumento da insegurança social e política nacional

O grande gargalo do governo Temer, se ele continuar, o que é uma incógnita, é sua relação com as Forças Armadas.

O motivo é simples.

A taxa de insegurança social aumenta com o neoliberalismo econômico temerista e lança dúvidas sobre a estabilidade política.

Os militares desenvolveram, ao longo dos últimos treze anos de Era Petista, nacionalista, outro conceito de segurança social, que não se compatibiliza com a política neoliberal.

Trata-se de perceber a segurança como

domingo, 15 de maio de 2016

Brasil/SERENAMENTE DIZEMOS AO LADO DO POVO: 'VAI TER LUTA' -- Fórum21



11 maio 2016,Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

#Fórum21

O #Fórum21 conclama seus integrantes, o mundo acadêmico e todos os intelectuais a cerrarem fileira ao lado da democracia nessa empreitada.

Há anos as elites conservadoras acalentam isso que agora estão  prestes a impor à nação brasileira: um golpe de Estado para  implantar  a plena vigência do projeto conservador excludente que as urnas rejeitam desde 2002 e a Constituinte de 1988 rechaçou, então, a contrapelo da ascensão neoliberal no mundo.

O que se planeja, à revelia do escrutínio popular, encerra danos duradouros e representa o almejado repto dos mercados à Constituição Cidadã, nunca digerida pelas elites econômicas locais e internacionais.

Inclui-se no repertório dos usurpadores do cargo de uma Presidenta mandatada por  54 milhões de votos, a determinação de restringir ou eliminar direitos sociais, previdenciários e trabalhistas assegurados na Carta magna; desvincular despesas obrigatórias com saúde e educação; dissolver pilares da

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A ARGENTINA DEPOIS DO GOLPE BRANDO – A MARCHA APRESSADA DO CAPITALISMO MAFIOSO



7 abril 2016, Resistir.Info http://resistir.info (Argentina)

por Jorge Beinstein*

Na Argentina começa formar-se um regime autoritário com aparência constitucional, uma convergência mafiosa de camarilhas empresariais, judiciais e mediáticas monitorada pelo aparelho de inteligência dos Estados Unidos. Mas o que demonstram os primeiros meses deste processo é que a tentativa tropeça com numerosas dificuldades que ameaçam convertê-la numa gigantesca crise de governabilidade. O contexto do seu desenvolvimento é uma recessão económica que se vai aprofundando rumo à depressão, ou seja, um funcionamento económico de baixa intensidade, com altas taxas de desemprego, salários reais muito reduzidos e baratos em dólares.

Não se trata do retorno do velho neoliberalismo dos anos 1990 nem muito menos de uma imitação do regime oligárquico dos fins do século XIX e sim da tentativa de instauração de um sistema mafioso a parasitar sobre uma população

sábado, 7 de novembro de 2015

Abya Yala, Patria Grande/CINCO PASOS PARA CONTRARRESTAR LA VULNERABILIDAD DE LOS PROCESOS PROGRESISTAS

3 noviembre 2015, Rebelión http://www.rebelion.org (México)


Opina Alvaro García Linera, vicepresidente del Estado plurinacional de Bolivia

El vicepresidente del Estado, Álvaro García Linera, recomendó, esta semana, seguir cinco pasos para contrarrestar la vulnerabilidad de los procesos progresistas, esto en la clausura del ciclo en conmemoración de los cien años del nacimiento de José Luis Massera, desarrollada en el Paraninfo de la Universidad de la República Oriental de Uruguay.

La autoridad boliviana explicó que existen « estrategias de contrainsurgencias definidas por gobiernos, empresas y bolsas de valor » que ponen en marcha ciertas vulnerabilidades gestadas internamente con acciones agresivas desde el exterior y señaló que América Latina tiene problemas, dentro del desarrollo de los procesos progresistas, porque ha generado internamente condiciones de vulnerabilidad, « por decisiones propias y esta es gatillada por los mercados externos, pero deben reforzarse para volverse invulnerables mediante reflexiones profundas y sinceras », aseveró.

García Linera señaló que el primer paso «es reconocer y analizar en qué decisiones nos equivocamos», como gobernantes, esto es

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Brasil/Golpe: O DESASTRE SOCIAL COMO PROGRAMA DE GOVERNO*

21 setembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Cada pronunciamento da direita (em especial os tucanos) sobre o seu programa de governo ressalta aspectos da história política e econômica brasileira que resultaram em estrondosos desastres sociais. Essa prática tem sido sistemática nesse momento em que os oportunistas de plantão, de todas asmatizes, se apresentam como alternativa de governo caso eles consigam, pela via golpista, interromper o ciclo iniciado no Brasil com a eleição presidencial de Lula em 2002.

Por
Osvaldo Bertolino*


Até a década de 1980, era comum no Brasil o portador de algum capital aplicá-lo de modo geral em um negócio. Um bar, restaurante ou armazém de esquina, uma oficina, um salão de beleza ou algo do mesmo porte. Durante a “era neoliberal”, que se estendeu até 2002, o desmonte nacional podou o ânimo empreendedor dos brasileiros. Valia mais a pena aplicar o capital acumulado, por pouco que fosse, na ciranda financeira.

Os ganhos eram no mínimo compatíveis, e os riscos muito menores. Há, no entanto, os que, mesmo desempregados, insistiram em empreender em vez de especular: abriram videolocadoras, lojas de roupa em shopping centers, confecções, academias de ginástica. Mas poucos

sábado, 12 de setembro de 2015

LOS MOVIMIENTOS SOCIALES Y SUS NUEVOS ROLES FRENTE A LOS GOBIERNOS PROGRESISTAS

7 septiembre 2015, Rebelión http://www.rebelion.org http://www.rebelion.org (México)


1. Hoy está en centro de la discusión en muchos países el tema del nuevo rol que tienen que tener los movimientos sociales frente a los gobiernos progresistas que han teñido de esperanza a la mayoría de los países de América Latina.

2. Antes de abordar directamente el tema, quisiera desarrollar algunas ideas.

3. Creo que la situación en la década de los 80 y 90 en América Latina puede compararse en ciertos aspectos a la vivida por la Rusia prerrevolucionaria de comienzos del siglo XX. Lo que fue para ella la guerra imperialista y sus horrores ha sido para nuestra región el neoliberalismo y sus horrores: la extensión del hambre y la miseria, un reparto cada vez más desigual de la riqueza, el desempleo, la destrucción de la naturaleza, la pérdida creciente de nuestra soberanía.

4. En estas circunstancias, varios de nuestros pueblos dicen “basta” y “echan a andar”, resistiendo primero y, luego, pasando a la ofensiva, fruto de lo cual empiezan a triunfar candidatos presidenciales de izquierda o centro izquierda en la región que se enfrentan a la siguiente disyuntiva: o refundan el modelo capitalista neoliberal —evidentemente que con cambios, entre ellos una mayor preocupación por lo social, pero movido por la misma lógica capitalista—, o avanzan en la construcción de un proyecto alternativo movido por una lógica humanista y solidaria, que pone a la persona humana en el centro.

Los movimientos sociales: a la vanguardia de la lucha contra el neoliberalismo

5. Con la caída del muro de Berlín y la derrota del socialismo soviético, los partidos y organizaciones sociales de izquierda que se inspiraban en dicho modelo salen muy golpeados. A ello se añade el golpe a las organizaciones sindicales debido al debilitamiento de la clase obrera producto de la fragmentación social provocada por el neoliberalismo. Esto explica que hayan sido nuevos movimientos sociales –y no los partidos y

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

OS MISSIVISTAS MESSIÂNICOS

30 agosto 2015, Blog do Emir Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

O Equador e a Bolívia -- os países que mais avançaram na região no processo de superação do neoliberalismo -- são vitimas desse tipo de pronunciamento.

Por Emir Sader

Intelectuais de esquerda que não pertencem a partidos políticos de esquerda, têm muita dificuldade para se localizar na luta política. Desde onde falam? Que horizonte representam? O da teoria pura? O da ortodoxia abstrata?

No entanto, por várias razões, eles existem em grande quantidade e muitas vezes produzem análises muito úteis para os processos políticos reais. Só que falham quando suas análises têm que se medir politicamente com a realidade, porque a política supõe partido, inserção nos processos concretos.

Analisando os chamados “marxistas ocidentais”, Perry Anderson constatava que sua sobrevivência com intelectuais desvinculados de partidos de esquerda, supunha se encerrar temas específicos, relativamente autônomos em relação à realidade concreta – entre os quais questões estéticas, metodológicas.
Abandonavam as análises econômicas, políticas, sociais das correlações de força, das linhas concretas dos partidos.

Este é o dilema dos intelectuais não engajados na prática política concreta. Terminam desenvolvendo

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Brasil/POR QUE A DIREITA SAIU DO ARMÁRIO?

23 agosto 2015, Blog do Emir http://cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir (Brasil)

por Emir Sader

Essas manifestações são a prova mais eloquente que os governos do PT não amaciaram a luta de classes, mas a acirraram.

Quando se usa essa expressão, não se está querendo dizer que ela estivesse escondida até recentemente. A direita, na era neoliberal, no Brasil, é representada pelos tucanos e seus aliados e sempre esteve ocupando o campo político como alternativa aos governos do PT.

O que há de novo é a consolidação de um setor de extrema direita na classe média, que teria colocado recentemente as manguinhas pra fora, constituindo-se no fator novo no cenário politico nacional. E que parece que veio para ficar.

Sem discutir a tese da Marilena Chauí – que esse setor insiste em confirmar – de que a classe média seria fascista, é inegável que pelo menos um setor dela assume teses fascistas e o faz da maneira mais escancarada, quase como

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

ÁLVARO GARCÍA LINERA RESPONDE SOBRE ONGS NA BOLÍVIA

18 agosto 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


'4 ONGs (Milenio, CEDIB, Fundacion Tierra e CEDLA) mentem e camuflam seu ativismo político e reacionário sob o manto de atividade não governamental'


Por Emir Sader

Tendo recebido uma carta com denuncias sobre suposta repressão a ONGs que atuam na Bolivia, o vice presidente Álvaro García Linera lhe respondeu com longa carta, em que esclarece o tipo de ação desse tipo de organização na Bolívia e a realidade sobre a atuação do governo desse pais.

Esclarece, antes de tudo, o vice presidente, que é falsa a acusação de que haveria risco de repressão sobre essas ONGs da Bolivia: “... nem agora, nem em nenhum momento anterior, se colocou seu fechamento, expulsão ou restrição de algum tipo de suas atividades”.  “Vocês sabem perfeitamente que a liberdade de expressão e de associação não apenas constituem direitos civis, mas representam componentes indissolúveis da vida, da história e do desenvolvimento das sociedades democráticas, das organizações e dos movimentos sociais.”

Nesse marco, adverte Álvaro: “4 ONGs (Milenio, CEDIB, Fundacion Tierra e CEDLA) mentem e camuflam seu ativismo político e reacionário sob o manto de atividade ‘não governamental’”, em que  “...estão desempenhando o papel de substitutos dos partidos políticos da direita”. Mas não há nenhuma ação contra elas. “Nesse sentido, aos que eu preveni e adverti com a expulsão, são organismos internacionais, ONGs e governos estrangeiros que financiam e se envolvem em atividades políticas contrárias aos interesses do Estado Plurinacional da Bolívia e o processo revolucionário que se vem desenvolvendo nos últimos dez anos.”

“Esta é a razão principal pela qual decidimos – como governo soberano – expulsar: o FMI dos escritórios privados que tinham no Banco Central da Bolívia; a CIA, que tinha escritórios no Palácio de Governo; o corpo militar norteamericano, que tinha sua base extra territorial em um aeroporto da Amazônia boliviana; à USAID e o embaixador dos EUA, que conspirava

quinta-feira, 11 de junho de 2015

MOVIMIENTOS LATINOAMERICANOS Y EUROPEOS DISCUTEN ALTERNATIVAS AL NEOLIBERALISMO

10 junio 2015, ADITAL Agencia de Información Fray Tito para América Latina (Brasil)

Marcela Belchior*

La Cumbre de los Pueblos reúne a 800 representantes 
latinoamericanos y europeos en Bruselas. Foto: Reproducción.

Más de 800 representantes de los movimientos sociales de América Latina y de Europa se reúnen esta semana en Bruselas, capital de Bélgica, para debatir cuestiones de los pueblos históricamente oprimidos y fomentar lazos de solidaridad entre los dos continentes. Se encuentran en la Cumbre de los Pueblos, que tiene como tema "Una alternativa al neoliberalismo en América Latina y Europa”. El evento ocurre en paralelo a la 2ª Cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) y la Unión Europea (UE), también realizada en la capital belga.

El evento cuenta con la participación de reconocidos intelectuales e investigadores de

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Brasil∕VENCER A BATALHA DAS IDEIAS

5 maio 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Emir Sader

 

Os governos de esquerda têm que enfrentar o elemento de maior força do neoliberalismo: sua força ideológica do 'modo de vida norte-americano.'

 

“E quando, finalmente, a esquerda chegou ao governo, tinha perdido a batalha das ideias.”A afirmação de Perry Anderson sintetiza o maior desafio para os que queremos superar e substituir o neoliberalismo em todas suas dimensões.

Significa que o neoliberalismo fracassou como proposta econômica, o que abre a possibilidade para que a esquerda apareça como alternativa de governo. Quando chega ao governo, tem que enfrentar toda a herança maldita do neoliberalismo: recesso, enfraquecimento do Estado, desindustrialização, fragmentação social, entre outras coisas.

Mas, além disso, tem que enfrentar o elemento de maior força do neoliberalismo, a nível de cada pais, mas também a nível internacional: sua força ideológica, a força do