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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

EL LADO OSCURO Y DESTRUCTOR DE LAS ONG

31 agosto 2015 ADITAL Agencia de Información Fray Tito para América Latina (Brasil)


Mala gente que camina
y va apestando la tierra…
Antonio Machado, 1875-1939,
el poema "He andado muchos caminos"

Desde los años 1980 las Organizaciones No Gubernamentales (ONG) se expandieron por todo el mundo abriendo un importante espacio político, cultural y socio económico, prácticamente en cada rincón del planeta. Se calcula que actualmente hay más de 10 millones de ONG en el planeta. En la India, por ejemplo, hay una ONG para cada 600 personas.

Para lograr esto, los medios de comunicación globalizados destacan día a día su rol en la educación, la lucha contra la pobreza y el analfabetismo, la protección del medio ambiente, la promoción de libertades civiles, protección de los derechos humanos etc., pero ocultan su lado oscuro.

Hay aproximadamente unas 40.000 ONG subvencionadas por los gobiernos norteamericanos y europeos y que fueron creadas con el fin específico de ser instrumentos de los globalizadores de Washington y Bruselas.
La idea de crear organizaciones no gubernamentales que podrían ser utilizadas por los servicios de inteligencia para la creación de las redes sociales en África, Asia y América Latina con el propósito de promover los intereses norteamericanos, surgió inicialmente al final de los años cuarenta. Sin embargo, este proyecto demoró casi una década y recién fue puesto en marcha en 1961 impulsado por el triunfo de la revolución cubana en 1959, cuando por una orden ejecutiva fue creada la Agencia de EEUU para el Desarrollo (USAID). Su propósito oficial fue reforzar la política exterior norteamericana cooperando con los países receptores de la ayuda en áreas económica, agrícola, sanitaria, política y humanitaria.

En 1972 el profesor norteamericano William A. Douglas elaboró una idea más compleja del prototipo de una futura ONG en

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

ÁLVARO GARCÍA LINERA RESPONDE SOBRE ONGS NA BOLÍVIA

18 agosto 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


'4 ONGs (Milenio, CEDIB, Fundacion Tierra e CEDLA) mentem e camuflam seu ativismo político e reacionário sob o manto de atividade não governamental'


Por Emir Sader

Tendo recebido uma carta com denuncias sobre suposta repressão a ONGs que atuam na Bolivia, o vice presidente Álvaro García Linera lhe respondeu com longa carta, em que esclarece o tipo de ação desse tipo de organização na Bolívia e a realidade sobre a atuação do governo desse pais.

Esclarece, antes de tudo, o vice presidente, que é falsa a acusação de que haveria risco de repressão sobre essas ONGs da Bolivia: “... nem agora, nem em nenhum momento anterior, se colocou seu fechamento, expulsão ou restrição de algum tipo de suas atividades”.  “Vocês sabem perfeitamente que a liberdade de expressão e de associação não apenas constituem direitos civis, mas representam componentes indissolúveis da vida, da história e do desenvolvimento das sociedades democráticas, das organizações e dos movimentos sociais.”

Nesse marco, adverte Álvaro: “4 ONGs (Milenio, CEDIB, Fundacion Tierra e CEDLA) mentem e camuflam seu ativismo político e reacionário sob o manto de atividade ‘não governamental’”, em que  “...estão desempenhando o papel de substitutos dos partidos políticos da direita”. Mas não há nenhuma ação contra elas. “Nesse sentido, aos que eu preveni e adverti com a expulsão, são organismos internacionais, ONGs e governos estrangeiros que financiam e se envolvem em atividades políticas contrárias aos interesses do Estado Plurinacional da Bolívia e o processo revolucionário que se vem desenvolvendo nos últimos dez anos.”

“Esta é a razão principal pela qual decidimos – como governo soberano – expulsar: o FMI dos escritórios privados que tinham no Banco Central da Bolívia; a CIA, que tinha escritórios no Palácio de Governo; o corpo militar norteamericano, que tinha sua base extra territorial em um aeroporto da Amazônia boliviana; à USAID e o embaixador dos EUA, que conspirava

terça-feira, 23 de junho de 2015

LAS ONG SON INSTRUMENTOS PARA LA SEDICIÓN DESDE LA “SOCIEDAD CIVIL”

23 junio 2015, Rebelión http://www.rebelion.org (México)


A PROPÓSITO DEL ANUNCIO DEL PRESIDENTE EVO MORALES

El presidente del Estado Plurinacional de Bolivia ha decidió expulsar del territorio boliviano a las ONG que conspiren contra el proceso revolucionario que vive su pueblo. (http://www.contrainjerencia.com)

La historia de la acción retardataria, contrarevolucionaria y sediciosa de las ONG, es parte de su misma razón de ser y de su sentido y significado. Si el pueblo supera su nivel de conciencia intuitiva y aprende a pensar su realidad desde una aproximación científica y racional, se convierte en sujeto político y en protagonista de la reversión de sus problemas y de los de la comunidad y sociedad a la que pertenece. Esto condena a las ONG a su desaparición. Que el pueblo se eduque, culturice e informe políticamente hace peligrar la vida de las ONG y el lucro de sus promotores.

Surgidas en Europa y EE.UU. para alimentar financieramente y armar políticamente a sus subsidiarias de América latina y El Caribe, de África, Asia y Oriente, las ONG matrices y sus subsidiarias han sido instrumentos muy eficaces para mantener el capitalismo jugando a la “ayuda”, pero defendiendo dictaduras y gobiernos autoritarios

sábado, 6 de junho de 2015

BRICS, БРИКС/RÚSSIA: SOBERANIA, SEDIÇÃO E AS VELHAS E DETESTÁVEIS ONGS


4 junho 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

31/5/2015, F. William Engdahl*, New Eastern Outlook – NEO
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Dia 23 de maio de 2015, o presidente Vladimir Putin da Rússia sancionou nova lei, proposta pelo Parlamento, que dá aos Procuradores de Justiça o direito de declarar “indesejáveis” na Rússia, e mandar fechá-las, organizações estrangeiras e internacionais que se intrometam na política russa. Como se podia prever, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Marie Harf, disse que os EUA estariam “profundamente perturbados” ante a nova lei, a qual, na opinião dela, seria “mais um exemplo dos ataques crescentes do governo russo contra vozes independentes, para isolar o povo russo, do resto do mundo”.
 
A nova lei dá poderes às autoridades russas para banir do país ONGs declaradas indesejáveis e para processar os empregados e responsáveis, que correm risco de serem condenados a seis anos de cadeia ou a serem expulsos do país, para não mais voltar. A União Europeia fez coro ao Departamento de Estado dos EUA, e disse que a lei seria “preocupante passo numa série de restrições contra a sociedade civil, a imprensa independente (sic) e a oposição política”.

A ONG mantida por George Soros, Human Rights Watch (HRW), condenou a lei. E a Amnesty International, idem.

Com tanta coisa no mundo em que vivemos, em que impera o duplo-falar, é conveniente compreender o contexto da nova lei. Longe de ser salto na direção de converter a Rússia em estado fascista, a nova lei pode ajudar a proteger a democracia e a soberania da nação russa, num momento em que está em estado de guerra de facto contra,

quinta-feira, 4 de junho de 2015

FAO/Lula e José Graziano: POR UM MUNDO SEM FOME E COM PAZ

2 de junho de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Luiz Inácio Lula da Silva* e José Graziano da Silva*, publicado no Corriere della Sera
Reprodução
                           
Um mundo sem fome não é um sonho abstrato. Um mundo sem fome, onde todos tenham oportunidade de se alimentar e estudar é algo possível, ao nosso alcance. A pobreza e a miséria, dentro dos nossos países ou em outros países, não é um fato inevitável da vida. Podemos, sim, construir um mundo sem fome. E só um mundo sem fome pode nos permitir construir um mundo sem guerras, um mundo de paz.

Embora não seja a única razão dos conflitos, há uma relação circular entre a segurança alimentar e a paz: do mesmo modo que a fome leva a conflitos, os conflitos agravam a fome.

Nossa convicção de que esse mundo é possível não se baseia apenas na esperança de um planeta mais justo. Ela se baseia nos avanços que diversos países têm feito no combate à fome e na experiência de nossas vidas lutando para melhorar as condições sociais no Brasil.

Dentro de poucos dias, vamos

terça-feira, 12 de maio de 2015

LA USAID ES UNA FACHADA PARA FINANCIAR LA GUERRA DE CUARTA GENERACIÓN

6 mayo 2015, Barometro Internacional http://barometrointernacional.bligoo.com.ve  (Venezuela)

Por Diego Olivera Evia

EEUU usa diferentes agencias internacionales con objetivos desestabilizadores
Hoy la sociedad humana está expuesta a un mundo denominado o llamado unipolar, que  significa la imposición de EEUU, al resto  de naciones, de su modelo militar y el poder de las trasnacionales, sistema de dominación que articula, con sus  aliados de la OTAN, apoyando sus acciones punitivas,  como países satélites como Israel, Arabia Saudita, Corea del Sur y Japón, que le permiten a EEUU, crecer en su política injerencista en el Mundo. Para sostener su influencia y guerras, las distintas administraciones y presidentes, han fortalecido el poder militar. Pero para lograr crear acciones de guerra de Cuarta Generación, para lo cual ha creado diversos mecanismos y organizaciones de inteligencia, como son la Central de Inteligencia de Americana (CIA), las acciones del Pentágono, con sus marines, las operaciones del Servicio Secreto y el FBI, para imponer la Ley Patriota, pero a nivel de acciones civiles han creado la USAID.

Que papel desarrolla? La Agencia de

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Angola/Rádios comunitárias reforçam unidade e coesão nacional - Lourdes de Lima



26 agosto 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

As rádios comunitárias representam um veículo fundamental para reforçar a unidade, a reconciliação, coesão nacional e de educação da população para a cidadania, reconheceu hoje, segunda-feira, em Luanda, a directora do Gabinete de Intercâmbio Internacional do Ministério da Comunicação Social, Lourdes de Lima Mouzinho.

A responsável reconheceu o facto durante a sessão de abertura do Seminário sobre Rádios Comunitárias, que decorre no auditório do Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor) sob o lema "Os Benefícios das Rádios Comunitárias para o Desenvolvimento Social”,

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Brasil/Manaus terá primeira ONG indígena para atendimento da saúde



6 maio 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A organização não governamental (ONG) Yura-ná - que significa algo pertencente aos povos indígenas, na língua marubo - será criada nesta segunda-feira (6) em Manaus. O objetivo principal é discutir as políticas públicas de saúde, com foco nas hepatites virais.

O representante dos povos indígenas do Vale do Javari Eliésio Marubo, que vai liderar a ONG, explica que a criação da Yura-ná não vai substituir a atuação de outras organizações indígenas, mas contribuir para a melhoria da qualidade no atendimento de saúde no país.

Índios estão entre os grupos de maior vulnerabilidade às hepatites virais e podem ser vacinados gratuitamente contra a hepatite B (Antonio Cruz/ABr)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasil/LULA NA RAPOSA SERRA DO SOL: UM DIA DO ÍNDIO ALÉM DO SIMBOLISMO

20 abril 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Um ano depois da homologação da Raposa Serra do Sol como “Terra Indígena” — numa polêmica que chegou até ao Supremo Tribunal Federal (STF) —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a região, em Roraima, nesta segunda-feira (19), Dia do Índio. Sem meias palavras, Lula saiu em defesa dos povos primitivos do país e exigiu que o Estado respeite as comunidades remanescentes.

Por André Cintra

Segundo o presidente, é possível conciliar os interesses desenvolvimentistas com a legítima preservação da cultura secular indígena. A frase exata de Lula foi esta: “Passamos 6 milhões de hectares do governo federal para o estado de Roraima para que a gente pudesse dar terra para quem quisesse trabalhar, sobretudo para pequenos e médios proprietários — porque a nos interessa que Roraima seja desenvolvido, cresça economicamente sem tirar o direito dos índios viverem tal como eles queiram viver”.

A reserva, demarcada em 1998 e homologada em 2005, viu sua soberania ameaçada pelo governo de Roraima, que levou a disputa ao STF. Questionava-se, acima de tudo, a demarcação contínua da área, que forçaria grandes produtores de arroz a deixarem a reserva, junto a outros produtores rurais não índios. O Supremo, no entanto, saiu em defesa dos indígenas, corroborando uma posição defendida por setores progressistas da sociedade — entre os quais o PCdoB.

Apesar de ter sido o presidente responsável pela homologação da reserva, Lula deixou subtendido que estava em dívida com os indígenas e os roraimenses. Desde o acirramento da polêmica em torno da Raposa Serra do Sol, Lula evitou ir ao estado para não criar fissuras com o governo estadual.

A ausência parece não ter reduzido o prestígio de um presidente que soube ser sensível ao tratar das questões indígenas. Tanto que, ao comentar a recepção dos moradores da reserva à comitiva presidencial, Lula brincou que recebeu uma carta de agradecimento e outras 20 com reivindicações.

À parte o tom anedótico da declaração — que arrancou risos dos mais de 8 mil presentes à festa —, o presidente respaldou o espírito de luta da comunidade. Em sua opinião, os indígenas têm o direito de protestar e cobrar. “O que acontece normalmente são os outros invadirem as terras indígenas tentando se apossar de uma terra que não é deles”, admitiu o presidente.

Darcy Ribeiro e a nova visão indígena
Lula não poderia ter escolhido data melhor para entregar, oficialmente, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol a quem lhe pertence de fato. A decisão do Supremo em favor dos indígenas completava um ano, mas já fazia quase oito décadas que autoridades tratavam a celebração do Dia do Índio com certo desdém, pela inevitabilidade da efeméride.

Instituído no governo do ex-presidente Getúlio Vargas pelo decreto-lei 5540, de 1943, o Dia do Índio (19 de abril) parecia servir como pretexto para o Estado não ir além — como se o simbolismo da data bastasse. A cada celebração, faziam-se pronunciamentos protocolares, e eram programadas atividades especiais. Nas escolas, invariavelmente, alunos aprendiam a história e as tradições indígenas de forma superficial e estereotipada.

Quase nada se falava, por exemplo, sobre as excepcionais contribuições de um antropólogo da estatura de Darcy Ribeiro (1922-1997), que valorizou o componente indígena na própria formação da sociedade brasileira. O processo de miscigenação entre brancos, negros e indígenas (aos quais se somaram, posteriormente, os imigrantes) redundou num tipo humano singular — o brasileiro —, portador de uma cultura das mais ricas e diversificadas.

“Apesar de tudo, somos uma província da civilização ocidental. Uma nova Roma, uma matriz ativa de civilização neolatina. Melhor que as outras, porque lavada em sangue negro e sangue índio, cujo papel, doravante, menos que absorver europeidades, será ensinar o mundo a viver mais alegre e mais feliz”, escreve Darcy em O Povo Brasileiro (1995). “Mais do que uma simples etnia, o Brasil é um povo nação, assentado num território próprio para nele viver seu destino.”

O Estado errou, o Estado precisa reparar
Moradores primitivos da América — aonde chegaram de 11 a 12,5 mil anos atrás —, os indígenas foram massacrados inicialmente por colonizadores europeus que lhes usurparam a terra, vilipendiaram sua cultura e, não raro, escravizaram ou dizimaram suas tribos. Séculos após séculos, da descoberta à exploração de recursos naturais valiosos, o genocídio continuou vigente. Nos dias de hoje, apenas um a cada 400 brasileiros é indígena, vive em comunidade e segue suas tradições.

Lula não está errado ao dizer que, com a demarcação e a homologação de reservas, o Estado brasileiro apenas começa a reparar séculos de injustiça. “Por mais que a gente faça, sempre teremos muito mais a fazer, para recuperar o atraso a que vocês foram submetidos, de esquecimento. Nós haveremos de recuperar isso.”

O governo, de todo modo, não luta apenas contra o relógio da história. Em recente palestra, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) voltou a denunciar as ONGs que se espalham no seio de comunidades indígenas para disseminar valores afinados com os interesses estrangeiros, à margem da soberania nacional. Fazem questão até dar aulas de idiomas de outros países, sem nenhum vínculo histórico com os indígenas.

“Em algumas aldeias, o ensino da língua portuguesa foi proibido — mas, à noitinha, estavam esses estrangeiros ensinando outros idiomas. É uma manobra para dissociar o índio da realidade brasileira e abrir caminho para a expropriação de seus bens”, afirmou Aldo. Por tudo isso, foi igualmente promissora a visita de Lula à Raposa Serra do Sol. O indígena é um patrimônio genuinamente nacional, que precisa ser respeitado e protegido por todo o povo brasileiro e pelo Estado.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Latinoamérica/¿NAPALM SOBRE LOS INDIOS?

Martín Cúneo

12 septiembre 2009/Diagonal/Rebelión http://www.rebelion.org

Más de un positivista iluminado por la fe en el progreso continuo podría llegar a pensar que afirmaciones como las de Mariano Baptista, presidente boliviano de fines del siglo XIX, pertenecían al pasado. “La clase letrada y la cristiana siente por los aymaras un gran horror, los he contemplado desde mi niñez con espanto por la humanidad”, dijo entonces aquel estadista, a todas luces blanco.

Más de cien años después, el racismo de las élites no parece haber cambiado demasiado. El 26 de agosto, la ONG Survival, dedicada a la defensa de los pueblos originarios, ha otorgado el premio al artículo de prensa más racista del año a una pieza de opinión publicado en el diario Correo, el tercero de más tirada en Perú. El artículo aparecía poco después de los enfrentamientos entre indígenas y policías en la Amazonía provocados por los decretos que “privatizaban la selva” en palabras de los nativos amazónicos. Entre las lindezas del texto, el autor, Andrés Bedoya Ugarteche, se refiere a los indígenas como personas “salvajes”, “paleolíticas” y “primitivas”, cuyas “lenguas nativas no pasan de 80 vocablos”. “Para aquellos que aún consideran a estas ‘etnias’ como grupos humanos de gentes ‘buenas’, ‘ingenuas’ y ‘candorosas’, les recuerdo que fueron estas mismas las que perfeccionaron el arte de reducir las cabezas de sus enemigos y llevarlas en los cinturones de piel que sujetaban sus taparrabos (…) En todo caso, si los ‘nativos’ no lo hicieron con los 25 policías que asesinaron y se comieron sus restos, fue solamente por falta de tiempo”, remarca el columnista.

Para terminar el artículo, Bedoya concluye: “No sé qué espera Alan [García, presidente de Perú] que no prepara a su FAP [Fuerza Aérea Peruana] con todo el napalm necesario”. Cualquier europeo biempensante podría razonar que este tipo de extremismos son propios de Estados atrasados donde las desigualdades son mayores y los estándares culturales menores que la media europea. Sin embargo, en marzo de 2008, a la pregunta del portal peruano Adonde.com de “¿cuál es el país más racista y xenófobo del mundo? ¿En qué país te daría miedo vivir?”, el Estado español resultó ser el ganador con el 31% de los votos. Algo que no parecía echar por tierra el último informe Raxen del Movimiento contra la Intolerancia con datos como que el 14% de los jóvenes españoles estaría dispuesto a votar a un partido racista, o que el 54% de la población prefiere vivir con personas de la misma cultura y la misma religión. Sin duda los medios de comunicación españoles parecen aportar lo suyo, como demostró la ya clásica ‘broma’ de la radio de la Conferencia Episcopal a Evo Morales en la que un cómico se hizo pasar por Rodríguez Zapatero. El Ministerio de Justicia español confirmaba entonces lo que todo el mundo pensaba: “La COPE seguramente no se habría comportado así con un gobernante europeo”.

Pero el racismo no es algo exclusivo de la derecha conservadora y paleolítica. “¿Es que no tienen ustedes ya límites en la manipulación?”, escribía un lector al diario El País. No se trataba de un lector cualquiera sino de Bartolomé Clavero, miembro del Foro Permanente de la ONU para las Cuestiones Indígenas. “Los comités cívicos [de las provincias ricas de Bolivia] encabezan un movimiento de restauración colonialista que El País está abiertamente alentando. (...) Tienen intereses económicos por supuesto y no sólo en el sector mediático. Permítanme que les haga una recomendación. Abandonen el doble baremo, lo más vergonzoso de todo por ser lo más caracterizadamente colonialista”.

Enlace original: http://www.diagonalperiodico.net/Napalm-sobre-los-indios.html

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Trabajadores colombianos convocan marcha contra acuerdo militar con EE.UU.

La marcha que convocó el movimiento sindical colombiano en rechazo al acuerdo militar colombo estadounidense se suma a una serie de protestas populares en contra de políticas económicas y sociales del Ejecutivo. En tanto, gobiernos de América Latina sostienen que ese convenio puede afectar la paz regional.

El restablecimiento y la continuidad de bases militares nos colocan de espaldas a nuestra situación geopolítica en América Latina y el Caribe.


20 agosto 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Los sindicatos colombianos, en repudio al acuerdo militar que Bogotá cerró con Estados Unidos (EE.UU.) y que permitirá el uso de bases colombianas por parte de tropas del país norteamericano, convocaron para el próximo 7 de septiembre a una movilización para condenar este pacto.

Durante la apertura de la llamada Cumbre Social y Política 2009, que se realiza en una universidad religiosa de Bogotá, se dio a conocer la convocatoria. En el evento participan unos mil 500 representantes de organizaciones no gubernamentales (ONG) colombianas.

"El restablecimiento y la continuidad de bases militares nos colocan de espaldas a nuestra situación geopolítica en América Latina y el Caribe", consideró el secretario general de la Confederación General de Trabajadores (CGT), Julio Roberto Gómez.

Gómez informó que la iniciativa de realizar la movilización partió de la Central Unitaria de Trabajadores de Colombia (CUT, la más grande el país) y fue acogida de inmediato por la CGT.

"Nos parece que es una buena propuesta hacer una movilización en contra del establecimiento de bases militares en Colombia de Estados Unidos o de cualquier otro país", agregó Gómez.

Precisó que la jornada también está respaldada por la otra gran central obrera del país, la Confederación de Trabajadores de Colombia (CTC).

Los grupos sindicales tienen como objetivo lograr "una movilización del conjunto de la población", y así, llevar a cabo "marchas en las principales ciudades del país" que le permitan a los colombianos manifestarse en contra del convenio.

La conferencia, que terminará el próximo sábado, fue convocada para elaborar una agenda de país sobre los principales problemas de Colombia, entre ellos el conflicto armado y su solución.

El pasado 14 de agosto, el gobierno de Colombia informó la culminación de las negociaciones para el uso de siete de sus bases por parte de militares estadounidenses, como parte de un Acuerdo de cooperación destinado supuestamente a luchar "contra el narcotráfico y el terrorismo" y que ha generado gran preocupación en los países de la región.

Rechazo regional
Uno de los países que ha mostrado su preocupación ante el citado Acuerdo de seguridad es Venezuela, que ha alertado sobre "los vientos de guerra que comienzan a soplar en la región" tras la instalación de las bases.
Entre las razones que ha presentado Venezuela para oponerse a la instalación de tropas y equipos militares estadounidenses en bases colombianas, es la violación del espacio aéreo de su nación y las tareas de espionaje que podrían realizarse y que colocarían al país en un estado de vulnerabilidad.

El presidente venezolano, Hugo Chávez, ha enfatizado que Estados Unidos (EE.UU.) será el que tome el mando de las acciones militares en Colombia, y que ni el mismo Uribe podría controlarlas, incluso aquellas que se ejecuten con el mismo Ejército colombiano.

"Se está formando un cuadro severo de amenazas contra Venezuela desde Colombia con la participación del alto gobierno y de los militares", denunció Chávez.

Por su parte, el presidente boliviano, Evo Morales, afirmó que EE.UU. quiere usar bases militares en Colombia contra los "procesos revolucionarios que se gestan en América" y no para combatir a las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) o al narcotráfico, como se ha pretendido hacer entender.

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, calificó como un peligro y una preocupación para la región la presencia de militares estadounidenses en las bases de Colombia por lo que sugirió tratar este tema en la reunión de ministros de Relaciones Exteriores de la Unasur que se realizó en Quito.

Al respecto, el primer mandatario de Ecuador indicó que su país es uno de los que más sufre las consecuencias de un problema que no es de ellos, compartir frontera con una nación "que se desangra en una guerra civil de hace 50 años , siete años de fumigaciones, bombardeos y 300 mil desplazados".

Según el nuevo convenio militar entre Colombia y EE.UU. dos bases del Ejército Nacional y dos de la Armada, se sumaron a las tres de la Fuerza Aérea en las que ya se sabía que iba a haber operación de militares de Estados Unidos, de esta manera las bases de Cartagena, Larandia (Caquetá), Tolemaida (Cundinarca), Málaga, en el Pacífico son las nuevas que se suman a Apiay (Meta), Palanquero (Cundinamarca) y Malambo (Atlántico).

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Colombia/Gobierno de Uribe presentó el mayor número de protestas de los últimos 50 años

[ADITAL] Agencia de Información Fray Tito para América Latina http://www.adital.com.br

29 julio 2009

Adital - Los seis años y medio del gobierno de Álvaro Uribe ya presentaron el mayor número de protestas sociales en Colombia desde 1975. De 2002 a 2008, el país alcanzó un promedio de 643 protestas por año. Los datos son del informe divulgado este mes por el Centro de Investigación y Educación Popular (Cinep).
La Base de Datos de Luchas Sociales de la organización muestra que el año 2007 presentó el mayor número de protestas desde 1975, cuando el Cinep pasó a compilar las informaciones. De acuerdo con el centro, el período de gobierno de Uribe presentó el mayor número de protestas de los últimos 50 años, "lo que significa que se han realizado dos luchas sociales por día en el país", concluye la entidad.
Según investigaciones del historiador Mauricio Archila, de 1958 a 1974 el promedio anual de luchas sociales fue de 173. De acuerdo con el Centro, entre 1975 y 1990 este total saltó a 476; y de 1991 a 2001, a 429.
De los 1.120 municipios del país, 554 sirvieron de escenario para las protestas durante el mandato de Uribe. Las capitales de los departamentos se señalan como mayores concentradoras de las manifestaciones, debido a la visibilidad que poseen.
"La capital Bogotá concentra un número significativo de manifestaciones, a pesar de que parte de los conflictos no se desarrollan en la capital", se dice en el informe. Según el CINEP, las acciones suceden, principalmente, en los departamentos de Antioquia, Valle, Santander, Cauca y en los departamentos de la Costa Atlántica.
El Centro constató que el perfil de los manifestantes ha cambiado, pero que estos cambios no están ligados sólo con dinámicas relacionadas con políticas neoliberales y con la violación de derechos sociales, políticos y económicos.
"Sino también por el desplazamiento parcial del escenario político nacional de las organizaciones sindicales (históricamente se habían caracterizado por ser el actor principal en las protestas sociales) y por la emergencia de nuevos actores: indígenas, afrocolombianos, mujeres, población LGTB (lésbicas, gays, transgéneros y bisexuales), estudiantes, ONGs (Organizaciones No Gubernamentales) de derechos humanos", explica el informe.
La entidad pidió que el gobierno nacional vea a las manifestaciones públicas y colectivas como parte del conjunto de los derechos establecidos por la Constitución Nacional de 1991 (Artículo 37). "El disenso y la protesta son aspectos constitutivos de toda democracia. Por lo tanto, es preciso dejar de estigmatizar la protesta social por parte de altos funcionarios del gobierno", recomendó.
La organización también pidió al gobierno que evite una política represiva de las manifestaciones. El estudio del Cinep sugirió que el Ejecutivo desactive el Escuadrón Antimotines de la Policía Nacional, exigencia ya solicitada por estudiantes, indígenas, campesinos, mujeres, poblaciones urbanas. Las reacciones contrarias se deben "a la violencia que ejercen en las manifestaciones, que inclusive ha dejado un significativo número de muertos", criticó.

Acceda aquí al informe completo: http://www.dhcolombia.info/IMG/pdf_Informe_Especial_Cinep_-_Protesta_Social_2002-_2008.pdf

Traducción: Daniel Barrantes - barrantes.daniel@gmail.com

Al publicar en medio impreso, haga el favor de citar la fuente y enviar copia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará – Brasil

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Chile ratifica estatuto de Roma y reconoce competencia de CPI

Chile se unió a los 108 Estados que han aceptado hasta el presente la competencia de la Corte para investigar y juzgar genocidio, crímenes de lesa humanidad y crímenes de guerra cometidos después de la entrada en vigor del Estatuto para cada Estado parte.

18 junio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

La ONG Amnistía Internacional (AI) saludó este jueves la ratificación por parte de Chile del Estatuto de Roma, tras la aprobación de la ley que autoriza el reconocimiento de la competencia de la Corte Penal Internacional (CPI), al tiempo que resaltó que con esta acción, este país "da un gran paso al futuro, pero no salda su deuda con el pasado".

A través de un comunicado, la ONG expresó que aunque la CPI no tiene jurisdicción para investigar o juzgar los crímenes cometidos en Chile durante el periodo de gobierno militar (entre 1973 y 1990), el reconocimiento de su competencia para casos de genocidio, crímenes de lesa humanidad o crímenes de guerra que pudieran ser cometidos en el futuro "es, sin duda, un paso positivo que envía una señal clara de rechazo a la impunidad".

La Cámara de Diputados de Chile aprobó el pasado miércoles el Acta de Ratificación del Estatuto de Roma con 79 votos a favor, 9 en contra y una abstención.

Tras esta ratificación, la presidenta chilena, Michelle Bachelet, deberá promulgar la ley y depositar el instrumento de ratificación ante la secretaría general de las Naciones Unidas.

Al respecto, Susan Lee, Directora de las Américas de Amnistía Internacional, expresó que "el reconocimiento de la competencia de la Corte no debe hacer olvidar que en Chile aún perdura una ley de amnistía para crímenes atroces que el derecho internacional obliga a investigar y a sancionar".

Amnistía subraya que con la aprobación de la ley que autoriza el reconocimiento de la competencia de esta Corte se "envía una señal clara de rechazo a la impunidad", pero pide que no se olviden de la necesidad de investigar y juzgar las atrocidades del pasado.

Amnistía señala que "se ha interpretado con frecuencia que la vigencia de la 'ley de amnistía' (Decreto Ley 2191/78) no constituye un obstáculo para la investigación y sanción" de los crímenes cometidos durante la época de la dictadura de Augusto Pinochet.

No obstante, argumenta esta organización, "la jurisprudencia de los tribunales chilenos ha consagrado en ciertas ocasiones la prescripción de crímenes de lesa humanidad y crímenes de guerra cometidos en el marco de un conflicto armado de carácter no internacional".

"Los tribunales también han impuesto en algunas ocasiones sanciones que no concuerdan con la gravedad de los crímenes perpetrados", señala AI.

Lee recalca que "la prescripción de los crímenes de derecho internacional como la tortura, la desaparición forzada de personas y las ejecuciones extrajudiciales y también de las acciones civiles de reparación viola las obligaciones que el derecho internacional impone a Chile".

Amnistía termina pidiendo al Gobierno de Michelle Bachelet que investigue imparcialmente y castigue las violaciones de los derechos humanos cometidas en el pasado, que derogue la "ley de amnistía" y que consagre en su legislación la imprescriptibilidad de los crímenes de derecho internacional y de las acciones de reparación.

El Estatuto de Roma de la Corte Penal Internacional fue adoptado en Roma el 17 de Julio de 1998.

Ciento ocho Estados han aceptado hasta el presente la competencia de la Corte para investigar y juzgar genocidio, crímenes de lesa humanidad y crímenes de guerra cometidos después de la entrada en vigor del Estatuto para cada Estado parte y, en todo caso, no antes del 1 de julio de 2002.

Según el Estatuto, la Corte Penal Internacional tendrá competencia cuando un Estado parte no pueda adecuadamente o no quiera ejercer su propia jurisdicción penal con relación a los crímenes citados, sea que fueran cometidos en su territorio o por sus nacionales en el territorio de otros estados, incluyendo el territorio de estados no parte en el Estatuto de Roma.

También, el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas puede referir al conocimiento de la Corte Penal Internacional una situación sobre un Estado Parte o no parte en la que considere que podrían estarse cometiendo o haberse cometido crímenes de competencia de la Corte.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Brasil/Unicef vai ajudar comunidade a cobrar prefeitos

6 abril 2009/Agência Estado

O projeto do Unicef - o Fundo das Nações Unidas para a Infância - Plataforma de Centros Urbanos vai beneficiar comunidades do Rio, São Paulo e Itaquaquecetuba (SP). O Unicef não vai dar dinheiro para ONGs em favelas como Barro Vermelho, uma das 84 inscritas no programa que selecionará dez. Vai estimular a organização dos moradores para que elaborem uma pauta de reivindicações a ser discutida com o poder público. O foco é melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o do Rio, Eduardo Paes (PMDB), assinaram carta se comprometendo a "priorizar políticas públicas que reduzam as iniquidades e garantam os direitos de cada criança e adolescente das diversas regiões do município, com o firme propósito de alcançar as metas". Não são metas fáceis. Entre as 20 listadas pelo Unicef estão reduzir homicídios entre adolescentes negros, aumentar vagas em creches e reduzir número de adolescentes em conflito com a lei.
Como não há dados oficiais nas comunidades, o Unicef e o Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Ibope, vão ajudar moradores a fazerem neste ano pesquisa para levantar indicadores sociais. Em 2011, o levantamento se repete para ver se melhoraram. O resultado será divulgado no último ano dos mandatos de Kassab e Paes. E se nada melhorar? "Nós chegamos até aí. Ajudamos a mobilizar os moradores, fazemos a articulação política com os gestores, mas a execução das políticas não é da nossa competência", diz Luciana. "Os prefeitos assinaram o compromisso. Isso é um fato político que abre portas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Iniciativas brasileiras são elogiadas na Conferência do Clima na Polônia

Por Juliana Radler, especial para a Envolverde/Rebia

12 dezembro 2008/Envolverde http://envolverde.ig.com.br

No penúltimo dia de negociação sobre as mudanças climáticas, que ocorre durante conferência da ONU em Poznan, na Polônia, o Brasil foi elogiado por governos, pesquisadores e organizações não-governamentais por ter assumido, finalmente, metas concretas e ambiciosas de combate ao desmatamento na Amazônia. O anúncio das metas, que já havia sido feito em Brasília, foi acompanhado também pelo lançamento do Fundo Amazônia e do Plano Nacional de Mudanças Climáticas para a comunidade internacional.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que apresentou as iniciativas brasileiras ressaltou que pela primeira vez o Brasil tem metas de redução de desmatamento e isso dá ao país mais força para cobrar dos países desenvolvidos "uma atuação mais imediata" no cumprimento de suas metas de redução das emissões dos gases do efeito estufa. "Nosso plano de mudanças do clima prevê redução de 72% do desmatamento na Amazônia em 10 anos. Isso equivale a deixar de emitir 4,8 bilhões de toneladas de CO2 e corresponde a mais do que todo o esforço prometido pelos países ricos no Protocolo de Quioto. Esforço esse que não vai ser cumprido", ressaltou Minc.

Para Paulo Adário, responsável pela campanha da Amazônia do Greenpeace, a iniciativa brasileira deve ser comemorada. "Enfim, o Brasil apresenta metas concretas de redução do desmatamento. A criação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas brasileiro também deve servir como um exemplo a ser seguido por outros países", disse Adário. Para representantes da sociedade civil, a divulgação dessas metas de redução e sua respectiva apresentação na Conferência do Clima faz com que o Brasil assuma compromissos concretos e possa ser cobrado pela sociedade pelos seus resultados.

Nicholas Stern, economista Inglês autor do famoso relatório Stern de Mudanças Climáticas, também elogiou a iniciativa brasileira e acredita que o Brasil possa influenciar outros países a criarem seus planos nacionais de combate às mudanças climáticas. "Vejo o crescimento econômico baseado em baixas emissões de carbono é a única forma de crescimento que temos como opção. Por isso, vejo com o otimismo a criação dos planos nacionais de mudanças climáticas de países como o Brasil, China e Índia", sublinhou Stern.

Segundo Minc, para cumprir a meta de redução de emissões, o Brasil já dobrou as operações de fiscalização e criou barreiras nas fronteiras rodoviárias. Porém, colocou o ministro, apenas ações policiais e de fiscalização são insuficientes. "Fechamos uma serraria ilegal em uma hora, mas não criamos 50 empregos sustentáveis em uma hora. Por isso, precisamos de recursos contínuos para mudar o modelo econômico na Amazônia".

Fundo Amazônia

O BNDES irá gerir o primeiro fundo brasileiro voltado especialmente para investir em projetos que colaborem com o combate ao desmatamento na Amazônia. Chamado de "Fundo Amazônia", a iniciativa atende ao conceito de redução de emissões através de desmatamento evitado, que é chamado de REDD (Reduction Emissions from Deforastation and Forest Degradation) na Convenção do Clima. Estima-se que 75% das emissões de gases do efeito estufa brasileiras sejam oriundas de queimadas nas florestas. O primeiro compromisso de aporte de recursos já foi recebido durante a conferência e foi feito pelo governo da Noruega, que destinará 1 bilhão de dólares até 2015, o equivalente a cerca de US$ 150 milhões anualmente.

O ministro do Meio Ambiente da Noruega, Erik Solheim, ressaltou que a iniciativa brasileira de lançar o Fundo Amazônia deve ser apoiada por outros países e que o governo da Noruega está motivado a apoiar iniciativas que protejam as florestas tropicais e combatam o desmatamento. Eduardo Bandeira de Mello, chefe do departamento de Meio Ambiente e Responsabilidade Social do BNDES, disse que a Noruega já havia demonstrado interesse em investir em projetos como esse desde a Conferência do Clima de 2007, ocorrida em Bali. Mello afirmou que novos aportes de recursos poderão ser feitos ainda durante a conferência. "Governos de outros países e empresas nacionais e multinacionais demonstraram interesse em destinar recursos", informou Mello.

Em janeiro de 2009, o fundo estará em operação e apto a receber propostas de projetos que tenham como meta contribuir com o desmatamento na Amazônia, sejam projetos de empresas, órgãos públicos e organizações não governamentais. "O acompanhamento da execução dos projetos e a prestação de contas será feita de forma transparente e aberta a todos, seguindo o modelo adotado pelo BNDES em sua operação", concluiu Mello.

Para Steve Schwartzman, diretor de políticas para florestas tropicais da EDF (Environmental Defense Fund), a iniciativa brasileira de criar o fundo é extremamente positiva, assim como a criação da política nacional e do compromisso de metas de redução. No caso do Fundo Amazônia, Steve ressaltou que os recursos destinados ao fundo não serão convertidos em créditos de carbono para que os países ricos e industrializados possam usar para evitar cortes em suas próprias emissões, o que seria negativo para o combate às mudanças climáticas. Os recursos irão gerar créditos extras, que serão contabilizados como esforços adicionais. Neste sentido, o ministro Minc também sublinhou que o fundo não quer "transformar as florestas em um supermercado". "A iniciativa não é para garantir créditos e, sim, para garantir a manutenção da biodiversidade e o respeito aos direitos dos povos indígenas".

* Juliana Radler é jornalista e documentarista da Sumaúma Documentários Socioculturais e Ambientais (http://www.sumauma.org">http://www.sumauma.org) e está em Poznan, Polônia, acompanhando a Conferência do Clima.

(Envolverde/O autor) © Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Transparência Brasil apóia PEC que torna inelegíveis políticos com condenações na Justiça

Cilene Figueredo/Agência Brasil

Brasília, 18 janeiro 2008 - A impugnação da candidatura de políticos com condenações ou pendências na Justiça é importante para moralizar o sistema político brasileiro. A avaliação é do diretor-executivo da organização não-governamental Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo.

Em entrevista hoje (18) ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional, Abramo defendeu a proposta de emenda à Constituição (PEC) e os dois projetos de lei apresentados no final de novembro pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) que torna inelegíveis políticos condenados em alguma instância ou que não consigam comprovar idoneidade moral. As matérias tramitam na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Segundo Abramo, a iniciativa de Simon pode acarretar uma mudança na classe política do país. Isso porque, de acordo com a Transparência Brasil, 40% dos parlamentares têm problemas com a Justiça ou cometeram irregularidades graves. “Isso é um problema político e não jurídico, a gente tem que tentar evitar que pessoas que têm esse gênero de comportamento, cheguem a ser eleitos, porque isso destrói a política”, disse.

A Lei Complementar 64, de 1990, estabelece que alguns crimes são suficientes para impedir a candidatura de um político. No entanto, a lei só vale para processos transitados em julgado – ao qual não cabem mais recursos.

Para o diretor, o acompanhamento da mídia e da opinião pública em torno do projeto é imprescindível para a aprovação da PEC. “A imprensa tem o papel fundamental para levar a informação à população e exercer pressão sobre os parlamentares”, afirmou o diretor.

Na justificativa do projeto, Simon argumenta que a proposta pretende evitar que os políticos eleitos aproveitem as condições que o cargo garante (como foro privilegiado) para adiar indefinidamente o julgamento de algumas condenações criminais e, com isso, continuar na disputa eleitoral.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/01/18/materia.2008-01-18.6650751239/view

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Bolivia/Crece el consenso para que el Estado fiscalice todos los recursos de ayuda que llegan al país

El ex canciller, Armando Loayza señala que Bolivia tiene la potestad soberana de definir las maneras y los objetivos de la cooperación internacional mediante leyes.

La Paz, 30 agosto (ABI) - Legisladores, autoridades de Gobierno, prefectos, investigadores económicos y un ex canciller expresaron hoy su pleno respaldo a la decisión de aprobar una ley para que el Estado boliviano fiscalice todos los recursos de cooperación extranjera que llega al país.

El pasado miércoles, el ministro de la Presidencia, Juan Ramón Quintana, confirmó que el Poder Ejecutivo está trabajando en la elaboración de un decreto supremo o una norma legal que permita transparentar la administración de la cooperación internacional.

El diputado por el Movimiento Al Socialismo (MAS), Iván Canelas, aseguró que la aplicación de esa medida legal por el Poder Ejecutivo o el Legislativo evitará que recursos provenientes de la cooperación internacional sean utilizados para desprestigiar al partido en función de Gobierno y se continúe cometiendo una intromisión política como lo denunció el Poder Ejecutivo.

El congresista por la alianza política de oposición Poder Democrático Social (Podemos), Rodrigo Paz Pereira, dijo que es urgente que haya un mecanismo legal que permita fiscalizar los recursos de cooperación económica que llega al país a través de las Organizaciones No Gubernamentales (ONG).

"Ya que se ha dado el primer paso, creo que debe haber una efectiva fiscalización no solo con la cooperación que llega a Bolivia de buena voluntad de Estados Unidos, de Venezuela y de Cuba, sino de todos los países de donde llega la cooperación", manifestó el opositor.

Para el director del Instituto de Investigaciones de la Universidad Mayor de San Andrés (UMSA), Abraham Pérez, varios estudios han concluido en que existen un grado en entidades no gubernamentales que intervienen en mecanismos de desestabilización o conspiración a través de diferentes mecanismos.

Explicó que distintos analistas económicos y políticos que opinan en contra del Gobierno, a través de los medios de comunicación, son funcionarios de ONG que reciben recursos económicos de la cooperación estadounidense mediante Usaid.

En tanto que el viceministro del Tesoro, Óscar Navarro, señaló que existe dos tipos de cooperación extranjera, la primera, a través del Estado y que es registrada para su inscripción en la inversión pública, y una segunda que no tiene ninguna forma de control por ser directa.

"Existen recursos directos de cooperación para las ONG, algunas embajadas transfieren recursos a las ONG y no hay ningún control sobre esos recursos", precisó.

El prefecto del departamento de Oruro, Alberto Aguilar, expresó su complacencia por la decisión del Poder Ejecutivo, porque esa normativa le permitirá conocer la utilización de recursos captados de la comunidad internacional mostrando la pobreza de los sectores más necesitados del país.

"En Oruro hemos pedido que se integren en los planes de desarrollo departamental que estén articulados al plan nacional de desarrollo. Las ONG reciben montos de dinero que no sabemos si se hacen efectivos, esperemos que haya más control de esos recursos", precisó el Prefecto orureño.

Su colega del departamento de La Paz, José Luís Paredes, dijo que ya era hora de que el Gobierno defina la forma de fiscalizar en un 100 por ciento todos los recursos de cooperación provenientes de la comunidad internacional.

"Se tiene que fiscalizar la cooperación de Estados Unidos, de Cuba, de Venezuela y las ONG. Es muy oportuno llevar adelante el control de las ONG y yo celebro que haya una ley", precisó.

A su vez, el ex canciller, Armando Loayza, fue enfático al manifestar que Bolivia tiene la potestad soberana de definir las maneras y los objetivos de la cooperación internacional mediante leyes.

"En todas partes del mundo los estados controlan y definen qué tipo de cooperación requieren, a qué áreas se refiere y qué procedimientos tiene que cumplir para hacer debida y plenamente controlada", manifestó.

http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto&j=20070830191711