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terça-feira, 9 de julho de 2019

BRICS, Russia/Vladimir Putin Slams ‘Obsolete Liberalism.’ What Prevents Western Leaders From Doing the Same?


July 4, 2019, Strategic Culture Foundation http://www.strategic-culture.org (Russia) https://www.strategic-culture.org/news/2019/07/04/vladimir-putin-slams-obsolete-liberalism-what-prevents-western-leaders-from-doing-same/


The Russian leader had some very candid comments about the state of Western democracies, bound as they are by the liberal idea, which Putin says has “outlived its purpose.”

Last week, on the eve of the G20 summit in Japan, Vladimir Putin sat down for a lengthy interview in the Kremlin with the Financial Times. Of the many issues touched upon, it was the frank discussion on liberalism that struck the loudest chord in the Western capitals.

In the course of making his case that the purpose of government is to build a “stable, normal, safe and predictable life for the people and to work towards a better future,” Putin compared that goal with liberalism in the West, which he argued “has outlived its purpose.”

Putin pointed to the disastrous

terça-feira, 12 de abril de 2016

LA VERDADERA HISTORIA DE LOS AUTODENOMINADOS 'PAPELES DE PANAMÁ'



10 abril 2016, ТВ-Новости TV-Novosti http://actualidad.rt.com (Россия, Rusia)

Carlos Santa María

Cuando por fin, dada la abundante documentación que confirma la participación de EE.UU. en el patrocinio al "sincero emprendimiento de periodistas" autodenominado 'Papeles de Panamá', el portavoz del Departamento de Estado, Mark Toner, se ha visto obligado a admitir que habían financiado los 'Panama Papers' aunque "sin perseguir objetivos" (¡!) y, precisando, que estos investigadores eran "independientes".

Su explicación es bastante especial pues el Gobierno de EE.UU. entregó los recursos por medio de la USAID (Agencia de los Estados Unidos para el Desarrollo Internacional), sin comentar las vinculaciones de ella con acciones armadas desestabilizadoras en diversos países. Acorde con su parecer, la transparencia fue tal que los dineros fueron invertidos para realizar investigaciones independientes y sin ningún ánimo de perseguir a nadie en particular ni ningún objetivo propuesto, razón por la que se encargó a una entidad profesional como el Proyecto de Información sobre Crimen Organizado y Corrupción (OCCRP) manifestando que nunca supo el contenido ya que fue un trabajo libre.

Pese a la débil justificación, se vio obligado a confirmar lo que WikiLeaks también anunció: que la filtración masiva de documentos extraídos del bufete panameño Mossack Fonseca sobre empresas en paraísos fiscales fue encomendado al OCCRP, financiada por la USAID y fondo Soros, vinculado asimismo al grupo

segunda-feira, 11 de abril de 2016

BRICS, БРИКС/EUA CONTRA OS BRICS: CORRUPÇÃO COMO ARMA DE PROPAGANDA



8 abril 2016, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Robert Parry, Consortium News

“Ano passado, a USAID distribuiu um documento (fact sheet) no qual resume os próprios serviços de pagar jornalistas amigáveis em todo o mundo, inclusive para“formação e treinamento de jornalistas, desenvolvimento de negócios de mídia-empresa, construção de capacidade para instituições de apoio e reforço de ambientes legal-regulatórios para a livre empresa de comunicações em geral.”
____________________________________

Infelizmente, alguns dos importantes deveres do jornalismo, como aplicar padrões equilibrados aos abusos de direitos humanos e de corrupção financeira, já foram tão pervertidos e corrompidos, pelas demandas da propaganda, de governos e de empresas – e pelo carreirismo de tantos, incontáveis jornalistas –, que já desconfio muito, sempre que a mídia-empresa comercial dominante põe-se a trombetear alguma história suposta ‘sensacional’, cujo protagonista sempre é algum “vilão da hora”, selecionado para a ocasião.”

Incontáveis vezes esse tipo de ‘jornalismo’ não passa de abre-alas para o ataque de “mudança de regime” que logo aparece, para cobrir de lama ou deslegitimar algum governante estrangeiro, antes do inevitável advento de uma “revolução colorida” sempre organizada por ONGs de ‘promoção da democracia’, praticamente sempre com dinheiro de organizações do governo dos EUA, como National Endowment for Democracy [Dotação Nacional para a Democracia] ou de algum financista neoliberal feito George Soros [ou todas as anteriores].

O que vemos agora tem todas as características de mais uma fase preparatória para a próxima rodada de “mudança de regime”, cujo abre-alas é uma enxurrada de acusações de corrupção, sem provas, contra o ex-presidente do Brasil, Luiz Ignacio Lula da Silva e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. As mais recentes

quarta-feira, 6 de abril de 2016

BRICS, БРИКС/Muito de BRICS, nada de EUA: Por que você deve desconfiar dos 'Panama Papers'



4 abril 2016, Sputnik Brasil http://br.sputniknews.com (Rússia)

Apesar de não figurar na lista da Mossack Fonseca, o nome do presidente russo Vladimir Putin estampa as manchetes de grande parte da mídia corporativa ocidental nesta segunda-feira (4). Apesar dos 11,5 milhões de registros vazados, não há uma referência sequer a empresas dos EUA. O que está de fato em jogo no suposto “maior vazamento” da História?

​Vamos aos fatos:

O jornal que recebeu o vazamento, o Sueddeutsche Zeitung, foi o primeiro a receber da administração militar norte-americana na Bavária uma licença de circulação na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial.

A publicação relata detalhadamente a metodologia que a mídia corporativa usou ​​para pesquisar os arquivos vazados pelo escritório panamenho de advocacia, e revela que a principal categoria de busca foi orientada para nomes associados a regimes submetidos a sanções da ONU.

O jornal The Guardian relata a mesma informação e menciona, especificamente, o Zimbábue, a Coreia do Norte, a Rússia e a Síria.

Um rápido relance evidencia bem rapidamente que a filtragem midiática das informações vazadas segue uma agenda governamental direta do Ocidente. Não há menção alguma à contratação dos serviços da Mossack Fonseca por parte de grandes corporações ou bilionários ocidentais.

A aparição do primeiro-ministro britânico David Cameron nos Panama Papers, longe de ser exceção, acontece no momento em que ele

sábado, 6 de junho de 2015

BRICS, БРИКС/RÚSSIA: SOBERANIA, SEDIÇÃO E AS VELHAS E DETESTÁVEIS ONGS


4 junho 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

31/5/2015, F. William Engdahl*, New Eastern Outlook – NEO
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Dia 23 de maio de 2015, o presidente Vladimir Putin da Rússia sancionou nova lei, proposta pelo Parlamento, que dá aos Procuradores de Justiça o direito de declarar “indesejáveis” na Rússia, e mandar fechá-las, organizações estrangeiras e internacionais que se intrometam na política russa. Como se podia prever, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Marie Harf, disse que os EUA estariam “profundamente perturbados” ante a nova lei, a qual, na opinião dela, seria “mais um exemplo dos ataques crescentes do governo russo contra vozes independentes, para isolar o povo russo, do resto do mundo”.
 
A nova lei dá poderes às autoridades russas para banir do país ONGs declaradas indesejáveis e para processar os empregados e responsáveis, que correm risco de serem condenados a seis anos de cadeia ou a serem expulsos do país, para não mais voltar. A União Europeia fez coro ao Departamento de Estado dos EUA, e disse que a lei seria “preocupante passo numa série de restrições contra a sociedade civil, a imprensa independente (sic) e a oposição política”.

A ONG mantida por George Soros, Human Rights Watch (HRW), condenou a lei. E a Amnesty International, idem.

Com tanta coisa no mundo em que vivemos, em que impera o duplo-falar, é conveniente compreender o contexto da nova lei. Longe de ser salto na direção de converter a Rússia em estado fascista, a nova lei pode ajudar a proteger a democracia e a soberania da nação russa, num momento em que está em estado de guerra de facto contra,

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Venezuela instaló un Comando Nacional Antigolpe

21 febrero 2014, 06:32 am, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)
http://www.telesurtv.net/articulos/2014/02/21/venezuela-instalo-un-comando-nacional-antigolpe-5092.html

El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, convocó a una reunión del Comando Nacional Antigolpe, esta decisión se tomó frente a las acciones violentas que se han venido registrando en algunos sectores del país en los últimos días. teleSUR

El jefe de Estado venezolano, Nicolás Maduro, instaló oficialmente este jueves el Comando Nacional Antigolpe, una instancia que estará presidida por el titular de la Asamblea Nacional, diputado Diosdado Cabello, y cuya función será revisar y contrarrestar los planes golpistas y fascistas que gestan aquellos sectores de la derecha financiados por Estados Unidos.

Desde el Palacio de Miraflores (sede del Gobierno) en Caracas, Maduro llamó a toda la población venezolana a asumir el reto de contrarrestar la violencia fascista y conformar Comandos Populares Antigolpe en todo el país, por ser “la fórmula mágica del Comandante Hugo Chávez”.

Asimismo, destacó que para derrotar a la derecha se necesita de “toda la fuerza del Poder Popular que respalda a la Revolución Bolivariana y Socialista” en Venezuela.

“Alerta, los Comandos Populares Antigolpe en cada fábrica, en cada centro de trabajo, en cada barrio, en cada universidad. Vamos a derrotar el golpe fascista con el pueblo movilizado y organizado”, sentenció.
De igual manera, el Presidente aseguró que las acciones violentas forman parte de “un plan para atacar el transporte público, la electricidad, las telecomunicaciones, las calles y la alimentación (del pueblo venezolano)”, hoy día con énfasis en los estados Táchira y Zulia (oeste), donde “están impidiendo que lleguen los abastecimientos necesarios”.

“Basta de la agresión del fascismo contra los trabajadores de la Patria, contra los que quieren trabajar y los servicios públicos claves", enfatizó el mandatario.

El Mandatario reiteró que la violencia propiciada por la derecha se trata de "un plan de golpe de Estado contra la democracia y el Gobierno". Sin embargo, afirmó que “la Revolución Bolivariana va a triunfar por el camino de la Constitución, de las leyes y habrá paz en Venezuela".

Además, Maduro aseveró que sólo en Revolución es posible un Gobierno popular y de diálogo. "El Gobierno Bolivariano es un Gobierno en la calle, de diálogo permanente, popular. Un Gobierno que dialoga con los trabajadores, la clase obrera", expresó.


Por ello, instó a acabar con la intolerancia y el odio promovido por el sector antichavistas en el país e invitó a los venezolanos a convivir pacíficamente a pesar de las diferencias políticas.

"Yo creo en la convivencia entre los venezolanos más allá de las diferencias políticas que podamos tener, convoco a la convivencia de todos, cada quien en su posición", expresó.

Por último, Maduro ratificó su llamado a los organismos judiciales para garantizar que cada uno de los responsables de hechos violentos protagonizados por la derecha fascista sea presentado ante los tribunales nacionales.


Venezuela/Ministra da Defensa: "A Força Armada Nacional Bolivariana não aceitará um governo que não surja pela via constitucional"

20 fevereiro 2014, Pravda http://port.pravda.ru (Rússia)
Por: TeleSUR/Aporrea.org, 18/02/2014 13h43

A ministra da Defesa da Venezuela, Carmen Meléndez, enfatizou nesta terça-feira, 18, que a Força Armada Nacional Bolivariana não aceitará um governo que não surja pela via constitucional.

"Jamais aceitaremos um governo que não surja pela via constitucional", declarou Meléndez durante uma reunião com o Alto Comando Militar venezuelano.

Outrossi, destacou que o presidente Nicolás Maduro, o povo e a FANB "estamos trabalhando unidos mais que nunca e não permitiremos um cenário similar ao de 11 de abril" (de 2002), quando a direita deu um golpe de Estado ao comandante Hugo Chávez.

O Alto Comando Militar manifesta à patria de Simón Bolívar e de Hugo Chávez "nosso total apego à Constituição e às leis da República Bolivariana",

GOLPE SUAVE: COMO A CIA DERRUBA GOVERNOS DEMOCRÁTICOS

20 fevereiro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os venezuelanos estão denunciando, há meses, a existência de um plano de desestabilização do país. Nos últimos dias, diante do acirramento das ações da oposição, tanto o governo, quanto apoiadores da Revolução Bolivariana em toda a América Latina, apontam a deflagração de um Golpe de Estado Suave, que consiste em deslegitimar o governo para forçar a sua renúncia.

Por Vanessa Martina Silva, para o Portal Vermelho


Violência tomou conta das ruas de Caracas nos últimos dias| Foto: Efe

A técnica para derrubar governos de forma “suave” foi idealizada pelo cientista político e fundador da Instituição Albert Einstein, Gene Sharp. Baseados na não violência como ação política, a prática é utilizada há cerca de quinze anos pela CIA para derrubar governos considerados indesejáveis pelos Estados Unidos sem provocar indignação internacional. A práxis já foi empregada na Venezuela, em Honduras, no Paraguai e pode ser também observada nas “revoluções coloridas” no Oriente Médio.


O jornalista e ativista político francês, Thierry Meyssan, em artigo publicado pela Rede Voltaire, aponta que “quando o golpe fomentado pela CIA na Venezuela falhou em abril de 2002, o Departamento de Estado também recorreu à Instituição Albert Einstein. Esta aconselhou os empresários durante a organização do referendo revogatório contra o presidente Hugo Chávez. Gene Sharp e sua equipe guiaram os líderes da Súmate durante manifestações de agosto de 2004. Seguindo a técnica que já se tornou clássica, estes últimos lançaram acusações de fraude eleitoral e exigiram a saída do presidente. Eles conseguiram levar para as ruas a burguesia de Caracas, mas o apoio popular ao governo Chávez foi demasiado forte para permitir que ele fosse derrubado. Assim, os observadores internacionais não puderam deixar de reconhecer a legalidade da vitória de Hugo Chávez” [1].

A ideia central de Sharp se baseia no princípio de que todo governo se deve à obediência das pessoas e se estas não acatarem as ordens, os líderes não terão poder. A não violência que defende é de uma “guerra investida em outros meios” já que para ele, “a natureza da guerra mudou no século 21. (…) Nós combatemos com armas psicológicas, sociais, econômicas e políticas”. Em seus livros Da ditadura à democracia e A política da ação não violenta estão descritos 198 métodos para derrubar governos por meio de golpes suaves. Para ele a guerra “corpo a corpo” não é eficaz porque implica enormes gastos econômicos.


Na Venezuela o processo se dá de acordo com as seguintes etapas:

1ª etapa: abrandamento:
·         Desenvolvimento de matrizes de opinião centradas em déficits reais ou potenciais; promoção de fatores de mal-estar, como desabastecimento, criminalidade, manipulação do dólar, etc.; Denúncias de corrupção, promoção de intrigas e fratura da unidade.
Apesar dos esforços do governo para conter a criminalidade, combater a corrupção e ajustar a economia – temas em que os governos chavistas não tiveram tanto êxito – e apesar de Maduro ter convocado a oposição para o diálogo, a imprensa nacional e internacional veicula somente informações negativas sobre a gestão Maduro. Empresários e especuladores nacionais e internacionais seguem manipulando o dólar e denúncias – não comprovadas – envolvendo a alta cúpula chavista foram disseminadas, o sistema elétrico do país apresentou graves falhas que levou a diversos apagões – o governo não descarta a ação de sabotadores. Além disso, há uma campanha patrocinada diretamente pelo governo dos Estados Unidos que tem ajudado os opositores violentos com dinheiro e apoio político desde o começo, como denunciou a jornalista e advogada venezuelano-estadunidense Eva Golinger. Ela também denunciou o chamado “Plano Estratégico Venezuelano”, formulado pelos EUA em conjunto com o ex-presidente colombiano, Álvaro Uribe, com o objetivo de debilitar o governo nas eleições de 8 de dezembro. 

2ª etapa: deslegitimação:
·         Manipulação do anticomunismo; Campanhas publicitárias em defesa da liberdade de imprensa, direitos humanos e liberdades públicas; Acusações de totalitarismo e pensamento único.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) – entidade de donos de meios de comunicação – lançou diversos comunicados dizendo que na Venezuela há censura da imprensa e que falta segurança para o livre exercício do jornalismo, conteúdo amplamente veiculado na imprensa internacional. Apesar de ter incorporado os programas do chavismo a seu “plano de governo”, Henrique Capriles em seus discursos eleitorais enfatizava o fim da ajuda da Venezuela a Cuba, à Bolívia. Em seu discurso durante a campanha de 2012, foi enfático: “o que o socialismo do século 21 fez por Caracas? A única coisa que o governo fez pela população foi a construção de casas”.

3ª etapa: esquentamento da rua:
·         Montagem dos conflitos e fomento da mobilização nas ruas. Elaboração de uma plataforma de luta que globalize as demandas políticas e sociais. Geração de todo tipo de protestos, expondo falhas e erros governamentais. Organização de manifestações, fechamento e tomada de instituições públicas que radicalizam a confrontação.
Este é o atual momento em que vive a Venezuela. A manipulação das informações do que ocorre no país chegou ao Twitter. Imagens manipuladas, descontextualizadas e falsas estão circulando por todo o mundo com supostos atos violentos da polícia bolivariana. O líder opositor Leopoldo Lópezconvocou as pessoas a irem às ruas com a campanha “A Saída” pedindo textualmente a derrubada de Maduro por meio de um golpe. Apesar de estar nas ruas, a oposição não tem uma plataforma clara de reivindicações que não a queda do regime constitucionalmente eleito. Desde o dia 12 de fevereiro, quatro pessoas já morreram vítimas de violência durante as manifestações. O governo pediu que os casos sejam investigados e não descarta a ação de franco-atiradores, também cogita a possibilidade de que a vida dos opositores corre risco e que algum deles pode sofrer algum atentado para comover a opinião pública internacional. 

4ª etapa: combinação de diversas formas de luta: 
·         Organização de marchas e tomada de instituições emblemáticas, com o objeto de cooptá-las e convertê-las em plataforma publicitária. Desenvolvimento de operações de guerra psicológica e ações armadas para justificar medidas repressivas e criar um clima de ingovernabilidade. Impulsionamento de campanha de rumores entre forças militares e tratar de desmoralizar os organismos de segurança.
5ª etapa: fratura institucional:

·         Sobre a base das ações de rua, tomada de instituições e pronunciamentos militares, obrigando a renúncia do presidente.[2]
Este é o mesmo processo pelo qual passaram a Geórgia, Sérvia, Líbia, Paraguai e Honduras e pelo qual estão passando Tailândia e Síria. 

Longe do que podem imaginar alguns setores da sociedade brasileira, incentivados por analistas da imprensa tradicional, o interesse dos Estados Unidos pela América Latina é crescente e não descendente. A Venezuela possui uma das maiores reservas de ouro negro do mundo e tem nos Estados Unidos, ainda, seu principal comprador. Além disso, o auxílio que o país bolivariano dá a outras nações do Caribe e da América Andina por meio da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), tem um caráter emancipatório que não interessa aos interesses imperialistas do gigante do norte. 

A guerra midiática continua. Como armas, os chavistas têm os dados econômicos dos últimos quinze anos, os benefícios sociais e o empoderamento da população que está organizada e informada em defesa da Revolução Bolivariana. Como cantavam os ativistas brasileiros que nesta quarta-feira (19) se reuniram diante do consulado venezuelano em São Paulo, “Recua, golpista, recua. O poder popular tá na rua”.

Notas:
[1] La Albert Einstein Institution: no violencia según la CIA em http://www.voltairenet.org/article123805.html 
[2] Manual de autoajuda para golpes de Estado “brandos” em http://desacato.info/2012/07/manual-de-autoajuda-para-golpes-de-estado-brandos/

MODELÃO DOS GOLPES DA CIA, DA GUERRA FRIA, DE VOLTA À CENA

19 fevereiro 2014, Pravda http://port.pravda.ru (Rússia)

Wayne Madsen

Strategic Culture

A maior quantidade de entusiastas do status quo pode ser encontrada na sede da Agência Central de Inteligência dos EUA [tão secreta que o nome jamais é traduzido], a conhecida CIA, em Langley, Virginia. Com muitas nações em todo o mundo tentando livrar-se das garras políticas, militares e financeiras de Washington, aCIA está voltando a recorrer ao velho manual, para lidar com governo recalcitrantes.

Depois de ter ajudado a fomentar uma rebelião na Ucrânia, contra o governo democraticamente eleito do presidente Viktor Yanukovych, o aparelho de propaganda de Washington - centralizado na organização National Endowment for Democracy (NED), naAgency for International Development (USAID) e no Instituto Sociedade Aberta [Open Society, OSI] de George Soros - está focado na Venezuela.

A Venezuela identificou três funcionários da embaixada dos EUA em Caracas, que estavam em contato com manifestantes da oposição e ajudando a planejar tumultos antigoverno por todo o país. Os três "funcionários consulares" dos EUA - Breann Marie McCusker, Jeffrey Gordon Elsen e Kristopher Lee Clark - foram expulsos do país, pelo governo da Venezuela. Em outubro passado, o país expulsou outros três diplomatas dos EUA - chargés d'affaires Kelly Keiderling, David Moo e Elizabeth Hoffman - também por estarem ajudando a promover agitação interna no país. Os seis supostos diplomatas trabalhavam em atividades frequentemente associadas aos agentes da CIA, como "serviço clandestino oficial".

Exatamente como no caso do embaixador dos EUA em Kiev, Geoffrey Pyatt, e da secretária de Estado assistente para Assuntos Europeus e notória visitante boca-suja Victoria Nuland, que se encontraram com líderes da oposição ucraniana para ajudar a planejar os protestos antigoverno, os diplomatas norte-americanos em Caracas foram acusados de estar trabalhando ao lado do grupo de oposição reunido em torno de Leopoldo Lopez, o agente de interesses de empresas norte-americanas treinado em Harvard. O governo venezuelano descobriu que Lopez, como outro líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles Radonski, recebem apoio financeiro clandestino da CIA, que lhes chega através de NED e USAID, para planejar protestos e ações de sabotagem contra o governo eleito da Venezuela.

Já se conhecem os laços que unem o partido Voluntad Popular de López e organizações associadas ao ex-presidente da Colômbia Alvaro Uribe, da direita pró-Israel, com pegadas óbvias da CIA e de narcoterroristas; nesse caso, o dinheiro chega ao partido de Lopez por ONGs colombianas mantidas por George Soros e Uribe, como a Fundación Centro de Pensamiento Primero Colombia [Fundação Centro de Pensamento Primeiro Colômbia] e Fundación Internacionalismo Democratico [Fundação Internacionalismo Democrático].

A embaixada dos EUA em Caracas, como no caso de Kiev e Moscou, sempre serviu como espaço virtual para planejamento de protestos pela oposição financiada pelos EUA na Venezuela. A única coisa que os cabeças da oposição ucraniana Arseniy Yatsenyuk, Vitali Klitschko e Oleh Tyahnybok; da oposição russa Alexei Navalny e Garry Kasparov; e da oposição venezuelana Lopez, Capriles e Maria Corina Machado têm em comum é passe livre para entrar nas embaixadas dos EUA em suas respectivas capitais quando bem entendam, e sair, levando a maior quantidade de dinheiro que consigam transportar.

Traço que une as campanhas de desestabilização organizadas e promovidas pela CIA na Ucrânia e na Venezuela é, nos dois casos, a arregimentação de fascistas locais, para as forças antigoverno. Na Venezuela, apoiadores reacionários de antigos regimes oligárquicos fascistas são aliados espontâneos dos EUA; e na Ucrânia, os fascistas reunidos em torno de Tyahnybok garantem a conexão continuada entre a oposição ucraniana e EUA-Israel.

Um relatório da CIA recentemente tornado público, datado de 4/4/1973, anotava que já durante o tempo da República Socialista Soviética Ucraniana o Partido Comunista recomendava "vigilância estrita sobre o nacionalismo e o sionismo na Ucrânia" - apresentados como ameaças gêmeas já então, na Ucrânia. Como se vê hoje, pouca coisa mudou na natureza e na orientação da oposição ucraniana.

Além de abastecer os cabeças da oposição venezuelana com dólares, os EUA e seus banqueiros nunca cessaram de atacar a economia e a moeda venezuelanas, usando a imprensa-empresa privada para espalhar notícias falsas sobre 'desabastecimento' e carência de produtos básicos (itens sempre citados são papel higiênico, sal e açúcar) na Venezuela. Esse é um velho truque da CIA, que sempre o usou contra o governo de Cuba e de outras nações cujos governos opõem-se ao imperialismo norte-americano.

A mesma tática de usar a imprensa-empresa privada para disseminar 'notícias' sobre carência de produtos está sendo usada pela CIA contra o governo da primeira-ministra Yingluck Shinawatra apoiada pelos Camisas Vermelhas na Tailândia; lá o que estaria faltando nas prateleiras seria arroz; e a carência estaria acontecendo por que a primeira-ministra insiste em vender arroz à China.

A campanha conduzida pela CIA contra Yingluck resultou em denúncias já formalizadas contra o primeiro-ministro por uma das ONGs da "sociedade civil" típicas do modelo que Soros promove, a Comissão Nacional Contra a Corrupção - criação dileta dos monarquistas Camisas Amarelas e falsos "reformadores" constitucionais, como o octogenário Amorn Chantarasomboon.

Exatamente como a CIA já fizera antes, quando tentou golpe fracassado contra o presidente Hugo Chávez em abril de 2002, a Agência e seus prepostos locais lançaram ataques de propaganda contra a PDVSA - a empresa estatal venezuelana de petróleo - proprietária da CITGO nos EUA. Os veículos de propaganda da CIA estão divulgando o meme de que a PDVSA seria tão corrompida e moribunda, que a Venezuela já estaria sendo forçada a importar gasolina dos EUA. É história absolutamente falsa, mas a imprensa-empresa privada, inclusive os veículos e 'fontes' que constituem a rede global de propagandistas mantida por Soros, dedicam-se a repetir incansavelmente sempre a mesma mentira, como se fosse fato.

A imprensa-empresa privada, principalmente The Miami Herald, porta-voz das perversões e fantasias dos oligarcas venezuelanos exilados no sul da Florida, exatamente como faz também com os cubanos de direita e com os sionistas nacionalistas que vivem em comunidades fechadas de leitores, também não se cansa de repetir que a Venezuela está sofrendo massiva onda de crimes, porque o presidente Nicolas Maduro é incapaz de prover segurança aos cidadãos. Esse é outro dos velhos truques da CIA, sempre usado para minar governos estáveis em todo o mundo, Iraque, Paquistão e Afeganistão, por exemplo: oferecer ajuda e meios a terroristas e ao crime organizado locais, para que ataquem a população civil.

A CIA já usou esse mesmo jogo para fazer sabotagem econômica contra o governo socialista do presidente Salvador Allende no Chile. Na Venezuela, a CIAataca a indústria do petróleo. No Chile, a CIA usou ataques contra a indústria do cobre, para sabotar a base da economia chilena, antes de lançar o sangrento ataque do dia 11/9/1973, quando o presidente Allende foi assassinado, e começou o massacre de seus apoiadores, por esquadrões da morte treinados pelos EUA.

Outros países latino-americanos estão atentos aos ataques clandestinos dos EUA contra a Venezuela. Os EUA suspenderam formalmente a ajuda econômica que davam à Bolívia, depois que o governo de Evo Morales expulsou do país os representantes da USAID, acusados de fomentar a rebelião no país. O presidente do Equador Rafael Correa anunciou formalmente que seu país está-se retirando do Tratado Interamericano de Mútua Assistência - fachada inventada pelo Pentágono para 'legalizar' a implantação de bases militares dos EUA em países latino-americanos.

Mas, para a CIA, a difícil situação que os EUA enfrentam na América Latina ainda pode ser revertida. Derrubar o governo da Venezuela, por golpe da direita, é ação que, segundo a Agência, pode conter e fazer reverter as tendências de esquerda em outros países.

Memorando de Inteligência da CIA, datado de 29/12/1975, intitulado "Relações Externas em mutação na América Latina" [orig. Latin America's Changing Foreign Relations], registra a esperança de que o sangrento golpe contra Allende em 1973 tenha tido resultados benéficos para os EUAI. Para a CIA, o fim do governo de Allende e de seu "Terceiro Mundismo" ajudaria a pôr fim à "demagogia" do presidente Luis Echeverria do México, e às políticas para o petróleo de líderes do Equador e Venezuela na OPEC. A CIA errou, como sempre, em sua avaliação da América Latina.

Não só o México, Equador e Venezuela resistiram à pressão norte-americana (os dois últimos foram punidos com a exclusão do Tratado de 1974 de redução de tarifas, sob a lei de Reforma do Comércio dos EUA), mas o Chile votou na Assembleia Geral da ONU contra os EUA e a favor de uma resolução que definiu o sionismo como racismo.

Dado que pressões sutis pela CIA em meados dos anos 1970s não levaram ao resultado esperado na América Latina, a CIA está agora recorrendo a velhos métodos bem testados, para calar seus opositores na América Latina. Os assassinatos do panamenho Omar Torrijos e de Jaime Roldos presidente do Equador - ambos conhecidos por suas políticas anti-EUA, mostraram ao mundo que os EUA não pensam duas vezes ante nenhum tipo de crime.

Hoje, o presidente Obama já mostrou que nada mudou: Obama autoriza semanalmente os "assassinatos premeditados" - operações clandestinas para eliminar pessoas (também civis) que se oponham à dominação norte-americana.