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quarta-feira, 6 de abril de 2016

BRICS, БРИКС/Muito de BRICS, nada de EUA: Por que você deve desconfiar dos 'Panama Papers'



4 abril 2016, Sputnik Brasil http://br.sputniknews.com (Rússia)

Apesar de não figurar na lista da Mossack Fonseca, o nome do presidente russo Vladimir Putin estampa as manchetes de grande parte da mídia corporativa ocidental nesta segunda-feira (4). Apesar dos 11,5 milhões de registros vazados, não há uma referência sequer a empresas dos EUA. O que está de fato em jogo no suposto “maior vazamento” da História?

​Vamos aos fatos:

O jornal que recebeu o vazamento, o Sueddeutsche Zeitung, foi o primeiro a receber da administração militar norte-americana na Bavária uma licença de circulação na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial.

A publicação relata detalhadamente a metodologia que a mídia corporativa usou ​​para pesquisar os arquivos vazados pelo escritório panamenho de advocacia, e revela que a principal categoria de busca foi orientada para nomes associados a regimes submetidos a sanções da ONU.

O jornal The Guardian relata a mesma informação e menciona, especificamente, o Zimbábue, a Coreia do Norte, a Rússia e a Síria.

Um rápido relance evidencia bem rapidamente que a filtragem midiática das informações vazadas segue uma agenda governamental direta do Ocidente. Não há menção alguma à contratação dos serviços da Mossack Fonseca por parte de grandes corporações ou bilionários ocidentais.

A aparição do primeiro-ministro britânico David Cameron nos Panama Papers, longe de ser exceção, acontece no momento em que ele

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

COMO BANCOS TORNARAM-SE AMEAÇA GLOBAL

13 agosto 2015, Página Global http://www.paginaglobal.blogspot.com (Portugal)

Joseph Stiglitz, Outras Palavras. Tradução: Inês Castilho

Nobel de Economia alerta: sob hegemonia do Ocidente, sistema financeiro bloqueia metas da ONU, sabota inovações dos BRICS e quer, agora, punir países que promovam mudanças sociais.

A III Conferência Internacional de Financiamento para o Desenvolvimento reuniu-se recentemente na capital da Etiópia, Adis Abeba. A conferência aconteceu num momento em que os países em desenvolvimento e mercados emergentes demonstraram capacidade para absorver produtivamente enormes volumes de recursos. As tarefas que esses países estão assumindo – investindo em infra-estrutura (estradas, geração de energia, portos e muito mais), construindo cidades onde um dia viverão bilhões de pessoas e movendo-se em direção a uma economia verde – são verdadeiramente enormes.

Ao mesmo tempo, falta no mundo dinheiro que possa ser utilizado produtivamente. Poucos anos atrás Ben Bernanke, então presidente do Federal Reserve (Banco Central) dos EUA, falou sobre o excesso de poupança global. Apesar disso, projetos de investimento com elevado retorno social estavam parados por falta de fundos.Isso continua sendo verdade hoje. O problema, à época e agora agora, é que os mercados financeiros