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sábado, 3 de setembro de 2016

Brasil/QUEDA DE DILMA FOI ORDENADA POR WALL STREET – Chossudovsky*

1º. setembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em artigo publicado pela primeira vez em junho, mas reeditado neste 1º de setembro, um dia após a consumação do impeachment no Brasil, o renomado professor e economista canadense Michel Chossudovsky explica por que a queda de Dilma foi ordenada por Wall Street e tenta desmascarar "os atores por trás do golpe".

Fotos/Resistir.info*

"O controle sobre a política monetária e a reforma macroeconômica eram os objetivos últimos do golpe de Estado. As nomeações principais do ponto de vista de Wall Street são o Banco Central, que domina a política monetária e as operações de câmbio, o Ministério da Fazenda e o Banco do Brasil", diz o artigo, ressaltando que, desde o governo FHC, passando por Lula e Temer, Wall Street tem exercido controle sobre os nomes apontados para liderar essas três instâncias estratégicas para a economia brasileira. 

"Em nome de Wall Street e do 'consenso de Washington', o 'governo' interino pós-golpe de Michel Temer nomeou um ex-CEO de Wall Street (com cidadania dos EUA) para dirigir o Ministério da Fazenda", diz o artigo, referindo-se a Henrique Meirelles, nomeado em 12 de maio.
 

Como observa o artigo, Meirelles, que tem dupla cidadania Brasil-EUA, serviu como

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Venezuela/El expediente del banquero que pide una "invasión militar a Venezuela"



22 agosto 2016, Misión Verdad http://misionverdad.com (Venezuela)


Oscar García Mendoza, presidente del Banco Venezolano de Crédito (BVC) y máximo accionista de esa institución financiera, comentó recientemente por su cuenta personal Twitter: "Sólo la intervención de una fuerza militar extranjera será capaz de comenzar a poner orden en Venezuela".

Adornó más todavía su comentario agregando: "Para los 'políticamente correctos': Por enésima vez. Hasta q (sic) no tengamos una intervención militar extranjera Venezuela no comenzará a cambiar".

Intentando contener lo que sería la trivialización, o pasar "por debajo de la mesa", que un banquero se exprese a favor de una intervención extranjera, el diputado Diosdado Cabello hizo pública la denuncia de estos tweets ante las instancias reguladoras de la actividad bancaria en Venezuela (Sudeban) y ante el país. Ya que, tales comentarios, a simple vista, distan mucho de ser una inocente reflexión, podrán enmarcarse de hecho en delitos de instigación, traición a la patria y delitos contra los poderes nacionales y el Estado, tipificados todos en el Código Penal venezolano.

Oscar García Mendoza es mucho más que un rico del pequeño montón. Es

domingo, 15 de maio de 2016

Brasil/A CONEXÃO INTERNACIONAL DO GOLPE NO BRASIL



12 maio 2016, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Por Pedro Marin, no site Outras Palavras

Auditórios cheios, carros de som, escritórios. Organizações como Instituto Millenium, Movimento Brasil Livre (MBL), Instituto Liberal, Instituto Ludwig Von Mises e Estudantes Pela Liberdade, como num passe de mágica, emergiram no cenário político brasileiro, publicando livros e realizando manifestações com enormes estruturas, treinamentos e palestras – um processo que encontrou terreno fértil no país, devido à crise mundial e à Operação Lava Jato.

Apesar das tentativas de seus fundadores e por parte da imprensa em pintar os projetos que defendem como algo “para o bem do Brasil”, oriundo “do povo brasileiro” e “espontâneo”, todas estas organizações contam com financiamento e articulação estrangeira, conforme detalhou a reportagem de Marina Amaral na Agência Pública, mostrando como uma rede de ONGs promove treinamento de lideranças, patrocina “intelectuais” para aglutinar consensos nas redes e movimentos para incendiar as ruas. Entre as organizações presentes na América Latina e leste europeu chama atenção, em especial, a Atlas Network.

Fundada em 1981 com objetivo de “promover políticas econômicas do livre mercado pelo mundo”, a Atlas é um think-tank que financia declaradamente as atividades da direita em mais de 90 países. Com um orçamento anual de US$ 11,5 milhões, ela atua patrocinando a formação de

quarta-feira, 6 de abril de 2016

BRICS, БРИКС/Muito de BRICS, nada de EUA: Por que você deve desconfiar dos 'Panama Papers'



4 abril 2016, Sputnik Brasil http://br.sputniknews.com (Rússia)

Apesar de não figurar na lista da Mossack Fonseca, o nome do presidente russo Vladimir Putin estampa as manchetes de grande parte da mídia corporativa ocidental nesta segunda-feira (4). Apesar dos 11,5 milhões de registros vazados, não há uma referência sequer a empresas dos EUA. O que está de fato em jogo no suposto “maior vazamento” da História?

​Vamos aos fatos:

O jornal que recebeu o vazamento, o Sueddeutsche Zeitung, foi o primeiro a receber da administração militar norte-americana na Bavária uma licença de circulação na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial.

A publicação relata detalhadamente a metodologia que a mídia corporativa usou ​​para pesquisar os arquivos vazados pelo escritório panamenho de advocacia, e revela que a principal categoria de busca foi orientada para nomes associados a regimes submetidos a sanções da ONU.

O jornal The Guardian relata a mesma informação e menciona, especificamente, o Zimbábue, a Coreia do Norte, a Rússia e a Síria.

Um rápido relance evidencia bem rapidamente que a filtragem midiática das informações vazadas segue uma agenda governamental direta do Ocidente. Não há menção alguma à contratação dos serviços da Mossack Fonseca por parte de grandes corporações ou bilionários ocidentais.

A aparição do primeiro-ministro britânico David Cameron nos Panama Papers, longe de ser exceção, acontece no momento em que ele

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A OTAN JÁ ESTÁ EM GUERRA NA UCRÂNIA... E ESTÁ PERDENDO

5 fevereiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)
5/2/2015,  Finian Cunningham*  Strategic Culture
Tradução: mberublue.


A Junta de Kiev-OTAN promovem a NAZIFICAÇÃO da Ucrânia

Em mais um espetáculo de malabarismo, a mídia ocidental está, nesta semana, apresentando de maneira distorcida a noção de que os Estados Unidos e a OTAN estariam “considerando enviar ajuda militar letal” para “defender” o regime de Kiev de uma “agressão russa”.

Não passa de uma piada sem graça. A explicação real reside no fato de que a OTAN está perdendo a guerra que trava na Ucrânia e necessita de mais suprimento militar para tentar recuperar pelo menos um pouco do prejuízo.

Em primeiro lugar, a imprensa-empresa ocidental reconhece maliciosamente que a OTAN, liderada pelos Estados Unidos supostamente até este momento “só enviou para o teatro de guerra equipamento militar não letal”. Essa desonestidade retórica tem a intenção de demonstrar que esse “material não letal” de alguma forma não se trata de equipamento militar. Ocorre que, letal ou não letal, equipamento militar é equipamento militar. Então, vamos deixar a semântica de lado. Os Estados Unidos e seu alter ego de relações públicas conhecido como OTAN, já estão profundamente envolvidos na guerra da Ucrânia através de forte apoio ao regime de Kiev, já há mais de dez meses em combates na ofensiva do leste ucraniano que apenas até este momento, já causou mais de 5.300 mortes.

Em segundo lugar, não passa de uma ilusão patética a noção de que Washington estaria “reconsiderando” a possibilidade de enviar para a Ucrânia “ajuda letal” conforme o que foi relatado na segunda feira pelo jornal New York Times.Equipamento militar letal já está sendo enviado para a Ucrânia pelos Estados Unidos e seus aliados da OTAN. Apesar disso,

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

UCRÂNIA: POR QUE KIEV ESTÁ PERDENDO A GUERRA

30 janeiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)
29/1/2015,  Eric Zuesse*4th media

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Dia 27/1/2015, o ministro de Defesa da Ucrânia divulgou que “militantes continuam a sofrer perdas” e noticiou que quatro helicópteros e outras armas dos “militantes” teriam sido destruídos em combate, mas não ofereceu qualquer prova de que dizia.

Apenas dois dias antes, o jornal Kiev Post (que também milita a favor de Kiev) publicara notícia diferente:

Ucrânia está escondendo pesadas perdas, enquanto avançam os combatentes apoiados pela Rússia  e que o segredo mais mal guardado da Ucrânia: o exército ucraniano está divulgando números artificialmente reduzidos de baixas.

Depois de detalhar

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Brasil/“O POVO QUER MUDANÇAS, MAS MUDANÇAS PARA MELHORAR DE VIDA”

20 outubro 2014, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br (Brasil)

Coordenador do MST* João Pedro Stédile explica apoio à Dilma

Joana Tavares, de Belo Horizonte (MG)

Dezenas de movimentos sociais urbanos e rurais do país discutem desde o ano passado o posicionamento frente às eleições presidenciais. Neste segundo turno, apesar de apontarem os limites do projeto neodesenvolvimentista dos governos do PT, decidiram de forma conjunta o apoio à candidata à reeleição, Dilma Roussef (PT). Nesta entrevista, João Pedro Stédile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina, explica os motivos para o apoio, analisa o que pode significar para o país o retorno ao neoliberalismo e aponta como um segundo governo Dilma poderia avançar em mudanças.

Brasil de Fato - Este segundo turno se dá entre dois projetos: o neoliberalismo, representando na candidatura de Aécio Neves, e o neodesenvolvimentismo, na candidatura Dilma. O que significaria para o país o retorno ao neoliberalismo?

João Pedro Stédile - Se o Aécio ganhasse seria uma tragédia para a imensa maioria do povo. Na economia seria a hegemonia do capital financeiro, das empresas transnacionais e do agronegócio. Nas políticas sociais seria a volta da prática de que o mercado é que resolve, a volta do Estado mínimo, como foi nos governos de FHC e no governo Aécio em Minas. Viria assim uma desvalorização dos salários e das conquistas, além de um controle direto da direita no poder judiciário e na mídia, aumentando a repressão sobre os movimentos sociais. Na política externa, seria o realinhamento subordinado aos Estados Unidos e o desmantelamento do Mercosul, da Unasul e

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Brasil/MARINA SILVA: AQUELA QUE MUDOU DE LADO

6 setembro 2014, Leonardo Boff  http://leonardoboff.wordpress.com (Brasil)

Já vai acalorada a campanha presidencial com uma disputa aberta entre Dilma Rousseff, atual Presdenta e a pretendente Marina Silva. Trata-se, na verdade, do confronto de dois projetos: a manutenção por parte do PT de um projeto progressista, marcado por fortes políticas públicas que permitiram integrar uma Argentina inteira na sociedade organizada. A prática política, imposta pelas elites, era de os governos fazerem políticas ricas para os ricos e pobres para os pobres. Mas aconteceu uma viragem em nossa história. Alguém do povo chegou ao centro do poder e conferiu outra direção ao Estado. Não se pode negar que o Brasil numa perspectiva geral, especialmente na ótica dos pobres, melhorou muito. Negá-lo é mentir à realidade.

A este projeto progressista se opõe o que a candidata Marina chama de “nova política”. Quando observada de perto, porém, não passa de um projeto conservador e velho que beneficia os já beneficiados e que alinha o país à macroeconomia voraz que faz com que 1% dos americanos possua o equivalente ao que juntos 99% da população ganha. Esse projeto visa a conter o processo progressista, evidentemente, sem anulá-lo, porque haveria, sem dúvidas, uma rebelião popular.