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sexta-feira, 3 de abril de 2015

'APOSTAMOS NUMA REASCENSÃO DOS MOVIMENTOS DE MASSA NO BRASIL' -- João Pedro Stédile

30 março 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Paulo Donizetti de Souza -- Revista Samuel – R

A Reforma Agrária deve ser para fornecer alimentação sadia, salvar o solo e as águas e combater a lógica especulativa do agronegócio.

Nos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, um de seus coordenadores nacionais, o economista João Pedro Stédile, não vê mais como prosperar, no Brasil, a luta pela reforma agrária tal como conhecida nos primórdios do MST. Ele observa que no senso comum das pessoas trata-se de repartir o latifúndio e entregar para os sem-terra. “E é isso mesmo, na essência, romper com a grande propriedade. Porém, os projetos de reforma agrária, feitos pelo governo com os instrumentos do Estado, só se viabilizaram, no passado, porque eram política combinada com um projeto de desenvolvimento nacional que objetivava desenvolver a indústria para o mercado interno”, diz.

O movimento, no entanto, avalia que a questão agrária não pode se resumir ao objetivo de proporcionar trabalho para segurar as pessoas no campo. “A reforma agrária não é apenas resolver um problema de trabalho. Tem de ser para resolver o problema do veneno, da alimentação sadia. De garantir um futuro, de fazer uma agricultura que respeite o meio ambiente, que respeite a biodiversidade”,

sábado, 14 de março de 2015

Brasil/MST emite nota ao povo brasileiro sobre ameaças contra Stédile

12 março 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O MST emitiu nesta quarta-feira (12) uma nota ao povo brasileiro sobre as ameaças que circulam na internet contra o dirigente nacional do movimento, João Pedro Stédile. Nesta terça-feira (11) o guarda municipal de Macaé, Paulo Mendonça, publicou em sua conta pessoal no Facebook um anúncio onde pede “Stédile vivo ou morto” e oferece recompensa de R$10 mil. A incitação ao crime foi encaminhada às autoridades pertinentes. 


Leia na íntegra a carta do MST: 

NOTA AO POVO BRASILEIRO 

Circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede “Stedile vivo ou morto”. Apresentando-o como líder do MST e “inimigo da Pátria”, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido. Em outras palavras, está incentivado e prometendo pagar para matar uma pessoa, no caso João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST. 

Há indícios que a ação criminosa partiu da conta pessoal no facebook de Paulo Mendonça, guarda municipal de Macaé (RJ). E foi, imediatamente, reproduzida pela maioria das redes sociais que

sábado, 29 de novembro de 2014

Brasil/Em defesa do programa vitorioso nas urnas: mesmo derrotados, conservadores querem impor sua política

28 novembro 2014, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)

Marcela Belchior
Adital



Movimentos sociais cobram manutenção do programa de esquerda que ajudaram a eleger em outubro. Foto: Reprodução.

A base de apoio que ajudou a reeleger a presidente da República Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores - PT) no último dia 26 de outubro agora intensifica a pressão para evitar que a mandatária recue do projeto de governo na formação da equipe ministerial. Para isso, movimentos sociais, militantes e intelectuais lançam o manifesto "Em defesa do programa vitorioso nas urnas”, que circula na Internet e alerta para a subordinação da gestão às forças conservadoras do país.

Segundo o documento, os rumores de

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Brasil/“O POVO QUER MUDANÇAS, MAS MUDANÇAS PARA MELHORAR DE VIDA”

20 outubro 2014, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br (Brasil)

Coordenador do MST* João Pedro Stédile explica apoio à Dilma

Joana Tavares, de Belo Horizonte (MG)

Dezenas de movimentos sociais urbanos e rurais do país discutem desde o ano passado o posicionamento frente às eleições presidenciais. Neste segundo turno, apesar de apontarem os limites do projeto neodesenvolvimentista dos governos do PT, decidiram de forma conjunta o apoio à candidata à reeleição, Dilma Roussef (PT). Nesta entrevista, João Pedro Stédile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina, explica os motivos para o apoio, analisa o que pode significar para o país o retorno ao neoliberalismo e aponta como um segundo governo Dilma poderia avançar em mudanças.

Brasil de Fato - Este segundo turno se dá entre dois projetos: o neoliberalismo, representando na candidatura de Aécio Neves, e o neodesenvolvimentismo, na candidatura Dilma. O que significaria para o país o retorno ao neoliberalismo?

João Pedro Stédile - Se o Aécio ganhasse seria uma tragédia para a imensa maioria do povo. Na economia seria a hegemonia do capital financeiro, das empresas transnacionais e do agronegócio. Nas políticas sociais seria a volta da prática de que o mercado é que resolve, a volta do Estado mínimo, como foi nos governos de FHC e no governo Aécio em Minas. Viria assim uma desvalorização dos salários e das conquistas, além de um controle direto da direita no poder judiciário e na mídia, aumentando a repressão sobre os movimentos sociais. Na política externa, seria o realinhamento subordinado aos Estados Unidos e o desmantelamento do Mercosul, da Unasul e