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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Abya Yala*, Bolivia/Evo Morales: elite boliviana foi “do racismo ao fascismo e do fascismo ao golpismo”


 

Conversa Afiada

Manifestante segura a “wiphala”, a tradicional bandeira dos indígenas dos Andes, em protesto de imigrantes bolivianos contra o Golpe e a favor de Evo Morales. Avenida Paulista, São Paulo, 17/XI (Créditos: Elineudo Meira/Fotos Públicas)




Presidente legítimo abre mão de candidatura para pacificar o país
O presidente legítimo da Bolívia Evo Morales, atualmente em exílio no México, afirmou em entrevista ao jornal Página 12 de Buenos Aires neste domingo 24/XI que ele e seu partido, o MAS (Movimento Ao Socialismo), apoiam o plano para a realização de novas eleições no país.

Evo Morales disputou e venceu as eleições de 20/X, garantindo assim seu quarto mandato presidencial. A oposição de direita não aceitou a derrota: sem qualquer prova, alegou indícios de fraude eleitoral e convocou protestos contra o governo legítimo.

Após um “empurrãozinho” do governo de Donald Trump, os militares aderiram ao Golpe e

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Brasil/AS CONVICÇÕES E O FASCISMO

13 outubro 2016, Mauro Santayana http://www.maurosantayana.com (Brasil)

Revista do Brasil  

Mauro Santayana

Os países, como as pessoas, precisam tomar cuidado com as suas convicções.

Convicções arraigadas, quando não nascem da informação, da razão, do conhecimento, costumam ser fruto do ódio, do preconceito e da ignorância.

Não é por acaso que entre as características do fascismo, a mais marcante está em colocar, furiosamente, a convicção acima da razão.

Foi por ter a forte convicção de que os judeus, os comunistas, os ciganos, os homossexuais, eram espécimes de diferentes raças sub-humanas, que os nazistas fizeram coisas extremamente "razoáveis", como guardar centenas, milhares de pênis e cérebros arrancados dos corpos de prisoneiros em vidros de formol, esquartejar pessoas para fazer sabão, adubar repolhos com cinzas de crematório, ou recortar e curtir pedaços de pele humana para colecionar tatuagens e fazer móveis e abajours, em um processo que começou justamente nos tribunais, com a gestação da jurisprudência racista e assassina das Leis de Nuremberg.

De tanta mentira, distorção,  hipocrisia, servidas -- ou melhor, impostas, cotidianamente  -- à população, nos últimos quatro anos, o Brasil tem se transformado, paulatinamente, em um país em que a realidade está sendo substituída por

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Brasil/Em primeiro discurso como ministro da Defesa, Aldo Rebelo defende valorização de projetos estratégicos

8 outubro 2015, Ministério da Defesa http://www.defesa.gov.br (Brasil)

No dia 8 de outubro de 2015, o ministro Aldo Rebelo assumiu a pasta da Defesa, substituindo o seu antecessor, Jaques Wagner.

Brasília – Na cerimônia de passagem de cargo do Ministério da Defesa, Aldo Rebelo prometeu apoiar “cada uma das agendas estratégicas das Forças”. A solenidade ocorrida nesta quinta-feira (8), pela manhã, no Clube Naval de Brasília (DF), foi marcada pela assinatura do Livro de Transmissão de Posse pelo ministro que deixou o posto, Jaques Wagner, recém-empossado como chefe da Casa Civil da Presidência da República, e pelo novo titular.

Rebelo citou nominalmente projetos como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), da Marinha; o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), do Exército; e o FX-2 para aquisição dos caças Gripen da Aeronáutica, ressaltando a importância deles para o fortalecimento da soberania brasileira. E completou: “Desejo assumir, também, alguns compromissos, como a valorização institucional da agenda da Defesa, no sentido de buscar, na sua dimensão civil e militar, a legitimação e a legitimidade junto ao Poder Executivo, Legislativo e à sociedade”.

Em solenidade concorrida, Aldo Rebelo enalteceu

terça-feira, 26 de maio de 2015

Colômbia/As FARC suspendem o cessar-fogo unilateral

25 maio 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)





COMUNICADO

Não estava na nossa perspectiva a suspender a determinação anterior de cessar-fogo unilateral e indefinido proclamado em 20 de Dezembro de 2014, como gesto humanitário e de diminuição da escala do conflito, mas a incoerência do governo de Juan Manuel Santos conseguiu-o, depois de 5 meses de ofensivas terrestres e aéreas contra as nossas estruturas em todo o país.

Deploramos o ataque conjunto da Força Aérea, do exército e da polícia executado

sábado, 14 de março de 2015

Brasil/MST emite nota ao povo brasileiro sobre ameaças contra Stédile

12 março 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O MST emitiu nesta quarta-feira (12) uma nota ao povo brasileiro sobre as ameaças que circulam na internet contra o dirigente nacional do movimento, João Pedro Stédile. Nesta terça-feira (11) o guarda municipal de Macaé, Paulo Mendonça, publicou em sua conta pessoal no Facebook um anúncio onde pede “Stédile vivo ou morto” e oferece recompensa de R$10 mil. A incitação ao crime foi encaminhada às autoridades pertinentes. 


Leia na íntegra a carta do MST: 

NOTA AO POVO BRASILEIRO 

Circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede “Stedile vivo ou morto”. Apresentando-o como líder do MST e “inimigo da Pátria”, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido. Em outras palavras, está incentivado e prometendo pagar para matar uma pessoa, no caso João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST. 

Há indícios que a ação criminosa partiu da conta pessoal no facebook de Paulo Mendonça, guarda municipal de Macaé (RJ). E foi, imediatamente, reproduzida pela maioria das redes sociais que

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE HONDURAS

25 setembro 2009/Blog do Miro (Brasil)

Numa entrevista à jornalista Lúcia Rodrigues, da revista Caros Amigos, Ramon Navarro, ativista da Via Campesina em Honduras, denuncia que seu país se transformou num autêntico campo de concentração. Seu depoimento é chocante e mostra a urgência da solidariedade internacionalista. O clima de repressão, imperante desde o golpe de junho, ficou ainda mais tenso após o retorno ao país do presidente Manuel Zelaya, que se refugiou na embaixada brasileira em Tegucigalpa. O governo golpista está acuado, interna e externamente, mas não dá sinais de recuo.

“Há uma grande tensão. Reprimem as passeatas contra o golpe de Estado. O Exército e a polícia estão matando nossos companheiros. A polícia reprime, inclusive, nos bairros. Buscam pessoas que estão reunidas. Estamos debaixo de um estado de sítio. As pessoas são levadas para campos de concentração… Em Tegucigalpa há três campos de concentração, além de centros de repressão oficial”. Navarro garante que as pessoas são torturadas, “psicológica e fisicamente… Apagam cigarros no corpo das pessoas, golpeiam com garrotes. Há muitas pessoas com ossos fraturados”.

Censura e mídia golpista
O líder da Via Campesina relata que ocorrem protestos diários pelo retorno do presidente eleito democraticamente. “Em Tegucigalpa realizamos manifestações com mais de 300 mil pessoas. Mas há muito temor. Ninguém está armado, as pessoas temem ser reprimidas”. O país está sob toque de recolher das 18 às seis horas de manhã e toda a noite os golpistas usam cadeia nacional de televisão para divulgar suas mentiras e fazer terrorismo. As transmissões oficiais são feitas em inglês. “Não respeitam os hondurenhos. Falam para os norte-americanos”.

Navarro também confirma que a maior parte da mídia está com os “gorilas” e incentivou o golpe. “A televisão, de maneira geral, é de ultradireita. Só temos dois canais que passam as informações como realmente ocorrem. E uma rádio, a Rádio Globo de Honduras”. Mas os golpistas sabotam as transmissões. “Cortam os meios de comunicação que nos informam. Enviam fortes correntes elétricas para queimar os transformadores. Isso tira esses canais do ar. As transmissões ocorrem com interrupções, com dificuldades. A polícia também reprime os jornalistas”.

“Jornalistas presos e demitidos”
O dramático relato de Ramon Navarro coincide com inúmeros outros que chegam daquele país e que são ofuscados pela mídia nativa. A agência de notícias Minga, ligada ao setor progressista da Igreja Católica, tem produzido boletins eletrônicos diários sobre o terror reinante. “As ruas da capital, Tegucigalpa, estão desoladas… Só circulam a polícia e o exército. Desalojaram milhares de pessoas que se concentraram diante da embaixada brasileira, o que resultou em vários feridos. A situação está muito difícil, igual ou pior do que quando deram o golpe em 28 de junho”.

A exemplo de outros golpes, a mídia adquiriu papel estratégico neste confronto. “A comunicação está bloqueada. Rádio Globo e Canal 36 ficam fora do ar e o povo está desinformado. As mídias fascistas fazem chamadas para que o povo fique em casa”, denuncia. O repórter Celso Martins também relata em seu blog (honduraselogoali.blogspot) a dura situação dos jornalistas contrários ao golpe. “Muitos tem sido presos, perseguidos, demitidos ou constrangidos a realizar coberturas sob o ponto de vista dos golpistas. Tentam tirar do ar os canais de televisão 11 e 36 e a rádio Globo Honduras… A tensão aumenta a cada dia. Existem ameaças de morte contra jornalistas”.

Começo do fim dos golpistas?
Estes relatos reforçam a indignação diante da porca cobertura da mídia nativa, que é cúmplice dos golpistas e nada fala sobre a rigorosa censura e a perseguição de jornalistas – o que evidencia como é falso o seu discurso sobre a “liberdade de imprensa”. Ainda não dá para saber o desfecho do golpe. Mas, qualquer que seja ele, a mídia hegemônica estará novamente no banco de réus. O ideal é que o sociólogo argentino Atílio Boron esteja com a razão. Num texto recente, ele afirmou que o retorno do presidente Zelaya pode indicar o “princípio do fim” dos golpistas.

“São várias as razões em fundamentam essa esperança. Primeiro, porque os gorilas hondurenhos e seus incentivadores e protetores nos EUA (principalmente o Comando Sul e o Departamento de Estado) subestimaram a massividade, a intensidade e a perseverança da resistência popular… Em segundo, porque o regime golpista mostrou ser incapaz de romper seu duplo isolamento [interno e externo]… Em terceiro, devido às ambíguas políticas dos EUA… Em quarto e último, o regime instaurado em 28 de junho constitui uma séria dor de cabeça para Obama porque desmente a sua promessa de fundar uma nova relação entre os EUA e os países do hemisfério”.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Brasil/Tarso: reconciliação política só vai acontecer quando torturadores forem levados aos tribunais

Flávia Villela, repórter

22 agosto 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Rio de Janeiro - Julgar os torturadores que agiram durante o regime militar não é revanchismo, mas um ato de justiça e respeito aos direitos humanos, disse hoje (22) o ministro da Justiça, Tarso Genro, durante a comemoração dos 30 anos da Lei de Anistia no Brasil.

“Tortura é crime imprescritível e inanistiável. Julgar esses casos representa a continuidade do processo de democratização do país”, disse o ministro em evento realizado no Arquivo Nacional, no Centro do Rio.

Segundo o ministro, levar os torturadores aos tribunais é fundamental para que, aos poucos, os direitos fundamentais e a dignidade humana sejam internalizados pelas instituições e pela sociedade brasileira. “Para que nunca mais haja tortura no país, seja contra presos políticos, seja contra presos comuns que ainda são torturados no Brasil”.

Para Tarso Genro, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve considerar procedente a ação [Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF 153] que foi apresentada pelo Ministério Público para responsabilizar civil e penalmente as pessoas que cometeram tortura durante a ditadura.

“Aqueles que alegam que o governo exige o julgamento dos responsáveis por crimes de tortura na época da ditadura no Brasil para desmoralizar o Exército são os mesmos que estiveram a serviço da tortura nesse período”, declarou o ministro sob aplausos de pé de centenas de pessoas que participaram do evento.

A ação contesta a validade do Artigo 1º da Lei da Anistia (6.683/79), que considera como conexos e igualmente perdoados os crimes "de qualquer natureza" relacionados aos crimes comuns praticados por motivação política no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979.

Para o advogado Modesto da Silveira, um dos homenageados por Tarso Genro no evento, crimes de tortura não se enquandram no artigo primeiro da Lei de Anistia. "Tortura não é crime político. Estupro não é crime político nem crime conexo. O que há é uma má interpretação da lei", acredita.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

MAIS SETE DA COLÔMBIA? AS 865 BASES MILITARES DOS EUA EM 40 PAÍSES

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
11 agosto 2009/Adital http://www.adital.com.br

La Jornada *
Tradução: ADITAL

Por Alfredo Jalife-Rahme

No contexto do neopinochetismo hipocritamente tolerado por Washington em Honduras, agora resulta que a projetada instalação de sete bases militares dos Estados Unidos na Colômbia, que provocou massivo repúdio na América Latina, constitui a atualização de um novo acordo de segurança mediante o arrendamento das bases existentes com a finalidade filantrópica de combater a narcoguerrilha fronteiriça, segundo uma engenhosa interpretação de Obama exposta para um grupo de jornalistas hispanos (Reuters, 07/08/09), em vésperas da desarticulada cúpula do ASPAN em Guadalajara, onde o México não tem nada que fazer nem devia ter participado desde sua calamitosa gênese.

Ninguém aprende com a cabeça alheia e EUA repete os mesmos erros da URSS, com uma tríade de consequências devastadoras: sobreextensão imperial, guerra perpétua e insolvência, que levam a um provável colapso similar ao da anterior União Soviética, na opinião de Chalmers Johnson (Dez medidas para liquidar as bases militares dos EUA; Asia Times, 04/08/09).

Chalmers Johnson, professor emérito da Universidade da Califórnia (San Diego) e profícuo autor de livros notáveis, evidencia o império global potencialmente ruinoso de bases militares, que cadencia a longa dependência no imperialismo e no militarismo dos EUA em suas relações com outros países, além de "seu inchado establishment militar".

Paralelamente, Floyd Norris, analista financeiro e econômico do The New York Times (01/08/09), revela que o embarque de bens duradouros civis dos EUA caiu mais de 20% durante a recessão, o qual teria sido pior se não fosse a crescente produção de armas, que disparou 123% acima da média do ano 2000 (início do militarismo bushiano, que Obama incrementou com sua máscara de cordeiro sequestrado pelos lobos do Pentágono).

Norris comenta que EUA é primariamente uma economia civil, quando o "item militar representa ao redor de 8% de todos os bens duradouros (no ano 2000 foi 3%)"; porém, em nossa humilde opinião, é a uma economia preponderantemente militar, já que muitos segmentos de sua atividade civil se entrelaçam com seu substancial belicismo, como tem demonstrado SIPRI, o excelso instituto pacifista sueco.

Segundo o inventário do Pentágono, em 2008, citado por Johnson, o império dos EUA consiste em 865 instalações em mais de 40 países, com um deslocamento de mais de 190 mil soldados em mais de 46 países e territórios.

Johnson expõe o caso singular do Japão e a base de Okinawa (por certo, infestada por escândalos sexuais dos dissolutos militares estadunidenses que levam 64 anos ininterruptos de ocupação).

As sete bases militares adicionais dos EUA na Colômbia elevarão seu total planetário para 872, o qual não tem equivalente com nenhuma potência passada e presente. Literalmente, os Estados Unidos invadiram o mundo!

O mais relevante radica, na opinião de Johnson, em que tal ocupação é desnecessária para a genuína defesa dos EUA, além de provocar fricções com outros países e sua dispendiosa manutenção global (250 bilhões de dólares por ano, segundo Anita Dancs Foreign Policy in Focus): seu único propósito é oferecer aos EUA hegemonia, isto é, controle ou domínio sobre o maior número possível de países no planeta.

Na opinião de Johnson, Obama não percebeu que os EUA não têm mais a capacidade de exercer sua hegemonia global, enquanto exibe seu lastimoso poder econômico mutilado, quando os EUA se encontram em uma decadência sem precedentes.

Expressa três razões básicas para liquidar o império estadunidense: 1. Carece dos meios para um expansionismo de pós-guerra; 2. "Vai perder a guerra no Afeganistão, o qual aumentará ainda mais sua quebra"; 3. Acabar o vergonhoso segredo do império de nossas bases militares.

Propõe dez medidas:

1. Por fim ao severo dano ambiental causado pelas bases e pelo cesse do Acordo sobre o Estatuto dos Exércitos (SOFA, por suas siglas em inglês) que de antemão impede aos países anfitriões exercer sua jurisdição sobre os crimes perpetrados pelos soldados estadunidenses, isentos de toda culpabilidade (particularmente, a epidemia de violações sexuais nos paraísos militares).

2. Liquidação do império e aproveitar o custo de oportunidade para investir em campos mais criativos.

3. O anterior, indiretamente, frearia o abuso aos direitos humanos, já que o imperialismo engendra o uso da tortura, tão abundante no Iraque, no Afeganistão e na base de Guantanamo.

4. Recortar a inacabável lista de empregados civis e dependentes do Departamento de Defesa, dotado de seu luxuoso prédio (piscina, cursos de golfe, clubes, etc.).

5. Desmontar o mito, promovido pelo complexo militar-industrial, de sua valia na criação de empregos e na investigação científica, o qual tem sido desacreditado por uma investigação econômica séria.

6. "Como país democrático que respeita a si mesmo, EUA deve deixar de ser o maior exportador de armas e munições do mundo e deixar de educar aos militares do Terceiro Mundo (v.gr. militares da América Latina na Escola das Américas, em Fort Benning, Geórgia) nas técnicas de tortura, golpes militares e serviço como instrumentos de nosso imperialismo".

7. Devido às limitações crescentes do orçamento federal, devem ser abolidos os programas que promovem o militarismo nas escolas, como o treinamento do Corpo de Oficiais da Reserva.

8. Restabelecer a disciplina e a prestação de contas nas forças armadas dos Estados Unidos, diminuindo radicalmente a dependência dos contratistas civis, das empresas militares privadas e dos agentes que trabalham para o exército fora da cadeia de comando e do Código de Uniforme da Justiça Militar. O livro de Jeremy Scahill Blackwater cita: A ascensão do exército mercenário mais poderoso (sic!) do mundo (Nation Books, 2007). A propósito, o holandês-estadunidense Eric Prince, fundador retirado de Blackwater e neocruzado da extrema direita cristã do Partido Republicano (muito próximo ao bushismo), acaba de ser implicado em um assassinato (The Nation; 04/08/09.

9. Reduzir o tamanho do exército dos EUA.

10. Cessar a dependência não apropriada na força militar como principal meio para tentar alcançar metas de política exterior.

Sua conclusão é realista: infelizmente, poucos impérios no passado abandonaram voluntariamente seus domínios para permanecer como entidades políticas independentes e autogovernadas. Os dois importantes e recentes exemplos são os impérios britânico e o soviético. Se não aprendemos com eles, nossa decadência e queda estarão predeterminadas.

Terá cura a fixação dos Estados Unidos ao militarismo por mais um século?

[www.jornada.unam.mx/- Domingo 9 de agosto de 2009]

* Diário mexicano

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Brasil não aceita versão dos EUA sobre bases militares

5 agosto 2009/Agência Estado

O governo brasileiro não aceitou a versão dos Estados Unidos sobre as bases militares que o país quer usar na Colômbia. O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Jim Jones, ouviu ontem no Palácio do Planalto que o acordo sobre as bases "parece resquício da Guerra Fria". A declaração engrossa a lista de divergências entre Brasília e Washington e pode pôr em risco a expectativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de construir uma relação bilateral mais profunda com o governo de Barack Obama.

"Afirmei que o presidente Lula manteve muito boas relações com o ex-presidente (George W.) Bush e alimenta uma expectativa ainda maior com Obama. Portanto, esperávamos que essa expectativa não viesse a ser frustrada", afirmou o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. O general leva para os EUA um recado: "Não desperdicem essa opinião favorável que existe no continente sobre Obama", contou Garcia. O governo brasileiro espera que a reação dos países da América do Sul leve a Colômbia a desistir do acordo.

O assessor relatou que, na conversa com Jones, enfatizou que a posição brasileira não era "idiossincrática" nem "ideológica", mas o ponto de vista de um governo que se relaciona muito bem com Colômbia e EUA. Para ele, a presença norte-americana nas bases próximas à fronteira com a Amazônia brasileira também pode significar risco à soberania nacional. Isso porque ainda não há detalhes sobre os objetivos dessas bases.

O general americano não dirimiu as dúvidas de Garcia. Apenas repetiu que o efetivo dos EUA na Colômbia não deve aumentar e afirmou que as bases estariam voltadas a ações humanitárias e no combate ao tráfico. "Cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça", resumiu Garcia, ao explicitar o temor de que as bases venham a abarcar objetivos que possam ferir a soberania nacional. "O fato de as bases existirem na região não nos parece um fator que contribua para a distensão."

Bases
Ontem, o comandante das Forças Armadas colombianas e ministro interino da Defesa, general Freddy Padilla, afirmou que o acordo discutido entre Washington e Bogotá deverá permitir que as forças norte-americanas utilizem sete e não apenas três bases militares no país sul-americano. O anúncio foi feito em meio ao início de um giro do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pelos países da região para explicar os objetivos do acordo militar.

Até então, a Colômbia havia confirmado a intenção de ceder apenas três bases aos EUA: Malambo, Palanquero e Apiay. As novidades estão no anúncio das bases do Exército de Tolemaida e Larandia e das bases navais de Cartagena e Bahía Málaga. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

OS GORILAS DE TEGUCIGALPA NÃO PODEM PASSAR

EDITORIAL/29 junho 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.b

Honduras sofreu um golpe militar típico do século passado latino-americano. Mas os gorilas e oligarcas de Tegucigalpa estão constatando que a história não se repete.
A quartelada tem traços bem conhecidos dos latino-americanos. Seu estopim foi a decisão do presidente Manuel Zelaya e dos movimentos sociais de consultar o povo sobre a convocação de uma Assembléia Constituinte. É um confronto entre urnas e tanques.
Em reação, o exército tomou as ruas, invadiu a residência presidencial, sequestrou Zelaya e tirou-o do país, silenciou a mídia pró-legalidade, cortou a luz. Um parlamento agachado perante os gorilas escolheu um presidente fantoche, Roberto Micheletti.
Não faltou sequer um cadáver, o de Rosel Ulises Peña, 30 anos. Teme-se que os golpistas não pararão nele.
Zelaya tem estado à altura do desafio que a história lhe impôs. Fez ''um chamado à desobediência civil'' contra ''uma elite voraz que faz Honduras retroceder''. Aos 57 anos, vindo de uma família abastada e de um partido tradicional, nem por isso vacila: fica do lado do povo.
Este sai às ruas numa resistência que se agiganta. Escolheu como ponto de concentração a Casa Presidencial no centro de Tegucigalpa. Ergue barricadas. Desafia os fuzis e interpela sem medo os soldados. Desconhece o toque de recolher. Denuncia as mentiras da mídia mercantil. Promete para terça-feira uma greve geral contra o golpe.
Outro sinal dos tempos é o isolamento externo dos gorilas. Nenhum país reconheceu a deposição de Zelaya. Todas as nações latino-americanas, a Alba, a OEA, agora também a ONU, a condenam.
Aqui merece destaque a reação do presidente brasileiro. ''Nós achamos que não tem contemporização, não tem meio termo, nós temos que condenar este golpe. Zelaya ganhou as eleições. Portanto, ele deve retornar à presidência. É a única condição para que a gente possa estabelecer relações com Honduras. Se Honduras não rever a posição, vai ficar totalmente ilhada'', disse Lula.
Em outros termos e noutro ritmo, o governo americano também condenou o golpe. De início, Barack Obama apenas declarou-se ''consternado'' e pediu ''diálogo pacífico'' entre as partes. Mas agora a secretária Hillary Clinton especifica que houve ''um golpe de Estado'' e Zelaya é o único presidente de Honduras, embora insista no ''diálogo'' e negue-se a sustar a ajuda ao regime imposto.
Pelo menos já não é como em 2002, quando o governo Bush reconheceu imediatamente a ditadura de 11 de abril na Venezuela, de triste e fugaz memória. A nova atitude terminou de isolar a gorilada de Tegucigalpa e facilita sua derrota.
O golpe hondurenho tem implicações em toda a América Latina. Atesta que a marcha libertadora da região enfrenta inimigos obstinados e brutais, dispostos a tudo para manter a velha ordem oligárquico-dependente, cujo fim é para eles o fim do mundo.
É hora de solidariedade ao povo hondurenho e seu presidente. Nesta terça-feira, as entidades da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais) brasileira levam ao Consulado de Honduras em São Paulo uma nota conjunta de protesto. O exemplo precisa ser seguido. No fundo, é a causa de todo o Continente Rebelde que está em jogo.Os gorilas de Tegucigalpa não podem passar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Brasil/REPRESENTAÇÃO CONTRA O TORTURADOR MARCELO PAIXÃO

Fonte: Grupo Tortura Nunca Mais http://www.torturanuncamais-rj.org.br

Foi protocolada no dia 03 de dezembro de 2008, na Procuradoria-Geral da República, uma representação assinada por nove deputados federais contra Marcelo Paixão de Araújo, ex-tenente do Exército de Minas Gerais e torturador confesso

Leia o texto completo em:
http://www.torturanuncamais-rj.org.br/Noticias.asp?Codnoticia=202

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Brasil/Procuradoria abre ações contra sete ex-autoridades da ditadura

27 junho 2008 2008/Pravda.Ru http://port.pravda.ru

O Ministério Público Federal ajuizou representações em São Paulo, no Rio e em Uruguaiana (RS), pedindo a abertura de inquérito contra ex-autoridades do regime militar acusadas de assassinato e seqüestro. As informações são da Folha de São Paulo. Duas ações envolvem a Operação Condor -o esquema de repressão política entre ditaduras da América do Sul.

As ações foram movidas pelos procuradores Eugênia Augusta Fávero e Marlon Alberto Weichert. Em Uruguaiana, o pedido se refere ao desaparecimento de Lorenzo Ismael Viñas, seqüestrado em 1980. No Rio, ao seqüestro do também ítalo-argentino Horácio Domingo Campiglia e da argentina Monica Susana Pinus de Binstock. Ambos foram presos por agentes da PF em 1980, entregues às autoridades argentinas e desapareceram.

São acusados o coronel Carlos Alberto Ponzi, então chefe da segunda seção do Estado-Maior; o secretário de Segurança do RS, João Leivas Job, e o ex-diretor da Divisão Central de Informações, Átila Rohrsetzer.

Também estão arrolados o ex-delegado Marco Aurélio da Silva Reis; o ex-superintendente da PF do Rio Agnello de Araújo Britto; o então secretário de Segurança do Rio, Edmundo Murgel, e o chefe do Estado-Maior do 3º Exército, general Luiz Henrique Domingues.

Os pedidos de investigação contra militares e civis brasileiros são baseados nas notícias sobre a ordem de prisão decretada pela juíza italiana Luisanna Figliola, em 2007.

Em São Paulo, o pedido se refere à apuração do assassinato de Luiz José Cunha, o comandante Crioulo, militante da ALN (Ação Libertadora Nacional).