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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Brasil/AS CONVICÇÕES E O FASCISMO

13 outubro 2016, Mauro Santayana http://www.maurosantayana.com (Brasil)

Revista do Brasil  

Mauro Santayana

Os países, como as pessoas, precisam tomar cuidado com as suas convicções.

Convicções arraigadas, quando não nascem da informação, da razão, do conhecimento, costumam ser fruto do ódio, do preconceito e da ignorância.

Não é por acaso que entre as características do fascismo, a mais marcante está em colocar, furiosamente, a convicção acima da razão.

Foi por ter a forte convicção de que os judeus, os comunistas, os ciganos, os homossexuais, eram espécimes de diferentes raças sub-humanas, que os nazistas fizeram coisas extremamente "razoáveis", como guardar centenas, milhares de pênis e cérebros arrancados dos corpos de prisoneiros em vidros de formol, esquartejar pessoas para fazer sabão, adubar repolhos com cinzas de crematório, ou recortar e curtir pedaços de pele humana para colecionar tatuagens e fazer móveis e abajours, em um processo que começou justamente nos tribunais, com a gestação da jurisprudência racista e assassina das Leis de Nuremberg.

De tanta mentira, distorção,  hipocrisia, servidas -- ou melhor, impostas, cotidianamente  -- à população, nos últimos quatro anos, o Brasil tem se transformado, paulatinamente, em um país em que a realidade está sendo substituída por

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Brasil/A LAVA JATO SÓ ACABA QUANDO ACABAR COM O PT

29 setembro 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

 

Jeferson Miola

A Lava Jato só acaba quando acabar com o PT. Nesta guerra, não há alternativas: ou vence o fascismo, ou vence a democracia.

Consumado o golpe para derrubar a Presidente Dilma e interromper o ciclo dos governos do PT que o PSDB não conseguiu licitamente nas últimas quatro eleições presidenciais, a Lava Jato seria encerrada. Uma vez concretizado o plano inicial, a Operação perderia sua razão de ser. Esta era a aposta prevalente na crônica política.

A evolução da Lava Jato, entretanto, indica que os controladores da Operação preferiram evitar o alto custo político de encerrá-la logo após a farsa do impeachment. Optaram por continuá-la, porém ajustando seu caráter, que passou a ser abertamente eleitoral e partidário.

Confortáveis no regime de exceção e de arbítrio que dá guarida à sua atuação político-ideológica, os juízes, delegados e procuradores da Lava Jato removeram a máscara da imparcialidade e

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Brasil/Pesquisa desenterra o cadáver que o Grupo Folha escondeu


26 julho 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)
 
Jeferson Miola


As pesquisas dos institutos Ipsos e Datafolha sobre a situação do país são tão disparatadas que parece que analisaram realidades totalmente diferentes.


 
Os resultados das pesquisas dos institutos Ipsos e Datafolha sobre a situação do país são tão disparatados que se fica com a sensação de terem pesquisado realidades totalmente diferentes.

Quando, contudo, se analisa os dados, fica evidente que a discrepância entre as pesquisas não decorre da observação de realidades ou períodos diferentes, mas sim

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Brasil/PLEBISCITO PARA “BOTAR A CARA” NA DEMOCRACIA



18/07/2016, Conversa Afiada http://www.conversaafiada.com.br (Brasil)

Carina: a juventude quer ouvir a voz do Brasil


 
O Conversa Afiada publica o artigo de Carina Vitral, presidente da UNE:

O momento político do Brasil desperta paixões. Obviamente, não haveria como ser diferente em uma conjuntura de rompimento do pacto democrático, firmado após a ditadura militar, e da ofensiva golpista de um grupo que não aceitou o resultado das urnas. Vivemos um dos momentos mais complexos e mais graves da história nacional, com a peculiaridade de um golpe de Estado sem tanques, mas com a violência autoritária de setores do parlamento, a mão de ferro do judiciário, a ação ilegítima de uma mídia nativa monopolizada, o controle das opiniões e da verdade.

Frente a esse cenário, os movimentos sociais, os setores progressistas da sociedade precisam respirar fundo, entender o que está em jogo, planejar o contra-ataque para recuperar o que foi tomado do país: a democracia. A União Nacional dos Estudantes realizou esse exercício de reflexão e

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Brasil-2016: República das Bananas dos escroques provisórios/The Provisional Banana Scoundrel Republic



27 maio 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

Pepe EscobarSputnikNews

Parece que todos os pervertidos políticos do planeta estão conectados na atual House of Cards à brasileira, para oferecer festim sem interrupção de emoções baratas.

A mais recente reviravolta do script foi o vazamento de conversa entre um dos operadores chaves envolvidos no escândalo de corrupção na gigante Petrobras e um senador que acabou por ter vida curta como Ministro do Planejamento do governo provisório usurpador que atualmente substitui a presidenta Dilma Rousseff, enquanto ela enfrenta processo de impeachment pelo Senado.

O vazamento pode ser descrito como rápida autópsia do que, desde o início nunca passou de golpeachment; mistura de "golpe" e "impeachment" que aconteceu em votação em duas etapas no Congresso (Câmara de Deputado e Senado) do Brasil, e quando uma conhecida congregação de escroques investigados por incontáveis crimes e infrações tomaram o poder em Brasília, numa espantosa ópera bufa. Para mim, são a República das Bananas dos Escroques Provisórios (ReBEP).

Conheçam o Morto Vivo interino
O vazamento/autópsia revelou como avançou o câncer ReBEP. Um dos conspiradores-chefe delineou o golpe; explica que é indispensável proteger a cleptocracia/plutocracia brasileira contra consequências não desejadas da investigação da corrupção que já dura dois anos, chamada "Operação Lava-jato"; e como a esquerda -- da presidenta Rousseff até Lula e o Partido dos Trabalhadores, PT -- têm de ser criminalizados

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Brasil/Conversa de Romero Jucá revela: golpe foi pacto para barrar Lava Jato



23 maio 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O jornal Folha de São Paulo publica nesta segunda-feira (23) trechos de uma conversa telefônica entre Romero Jucá, ocupante do Ministério do Planejamento, e Sérgio Machado, ex-presidente da Petrobras, em que os dois, citados na operação Lava Jato, discutem sobre a necessidade de afastar a presidenta Dilma para por fim as investigações. Jucá chega a afirmar: “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”.

Nas informações publicadas pela Folha, a conversa ao telefone entre o senador licenciado, Romero Jucá, ocupando atualmente o ministério do Planejamento, e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, revela o interesse entre os interlocutores em acelerar o afastamento da presidenta Dilma Rousseff para barrar as investigações da operação Lava Jato. Ambos são citados na operação, sendo que Machado foi alvo de uma das fases e teve sua residência visitada por policiais federais. Romero, citado por delatores, chega a afirmar literalmente: “Com Dilma não dá”. E ambos são categóricos: “Tem que ter impeachment”. “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, afirma Jucá.

Mais adiante, o diálogo entre os dois é mais revelador. Machado afirma: "Rapaz, a solução mais fácil era

NOVO ABALO POLÍTICO NO BRASIL: É HORA DA MÍDIA COMEÇAR A DIZER “GOLPE”?



23 maio 2016, The Intercept https://theintercept.com (Brasil)

(To read the English version of this article, click here.)

O país acordou hoje com a notícia das secretas e chocantes conversas envolvendo um importante ministro do recém-instalado governo brasileiro, que acendem uma luz a respeito dos reais motivos e agentes do impeachment da presidente democraticamente eleita, Dilma Rousseff. As transcrições foram publicadas pelo maior jornal do país, a Folha de São Paulo, e revelam conversas privadas que aconteceram em março, apenas semanas antes da votação do impeachment na Câmara. Elas mostram explícita conspiração entre o novo Ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o antigo executivo de petróleo Sergio Machado – ambos investigados pela Lava Jato – a medida em que concordam que remover Dilma é o único meio para acabar com a investigação sobre a corrupção. As conversas também tratam do importante papel desempenhado pelas mais poderosas instituições nacionais no impeachment de Dilma, incluindo líderes militares do país.

As transcrições estão cheias de declarações fortemente incriminatórias sobre os reais objetivos do impeachment e quem está por trás dele. O ponto chave da conspiração é

domingo, 22 de maio de 2016

Brasil/É MINHA ABSOLUTA OBRIGAÇÃO RESISTIR CONTRA O IMPEACHMENT -- Dilma

21 de maio de 2016, Vermelho http://vermelho.org.br (Brasil)


A presidenta Dilma Rousseff participou nesta sexta-feira (20) da abertura do 5º Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais em Belo Horizonte (MG). Ao chegar, ela foi recebida por cerca de 40 mil manifestantes que a aguardavam do lado de fora do Hotel em que acontecia o evento. Após saudar os manifestantes e ouvir as falas no Encontro fez uso da palavra e se sentindo à vontade, não conteve a emoção. "Iremos resistir. Eu agradeço a vocês a imensa energia dessa recepção", disse.

A 5ª edição do Encontro Nacional dos Blogueiros e Ativistas Digitais foi organizada pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, pelo Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e pela Comissão Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais. A presidenta Dilma encerrou a abertura do encontro que foi aberta pelo coordenador-geral do Barão, Miro Borges. Falaram ainda no encontro, o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do governo Lula, o mineiro Patrus Ananias, e pela presidenta do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Renata Mielli.

O tão aguardado pronunciamento da presidenta Dilma ocorreu já por volta das 21 horas, mas enquanto ela falava o público aplaudia e cantavam palavras de ordem de apoio e solidariedade à presidenta afastada. Dilma ressaltou que irá lutar até o fim contra o impeachment no Senado, no Supremo e nas ruas. Ela afirmou ainda que aqueles que ocuparam seu espaço provisoriamente no Executivo querem vê-la isolada dentro do Palácio da Alvorada, onde o deputado federal Jorge Viana (PT-AC) denunciou, na última quinta-feira (19), que a presidenta estava sitiada, cercada por policiais e com dificuldades de receber visitas.

Dilma destacou que

O GOLPE DE ESTADO DE 2016 NO BRASIL




Por Michael Löwy*, no Blog da Boitempo

"Vamos dar nome aos bois. O que aconteceu no Brasil, com a destituição da presidente eleita Dilma Rousseff, foi um golpe de Estado. Golpe de Estado pseudolegal, ‘constitucional’, ‘institucional’, parlamentar ou o que se preferir. Mas golpe de Estado”, diz o sociólogo em artigo publicado nesta terça-feira (17). Confira:

Vamos dar nome aos bois. O que aconteceu no Brasil, com a destituição da presidente eleita Dilma Rousseff, foi um golpe de Estado. Golpe de Estado pseudolegal, "constitucional”, "institucional”, parlamentar ou o que se preferir. Mas golpe de Estado. Parlamentares – deputados e senadores – profundamente envolvidos em casos de corrupção (fala-se em 60%) instituíram um processo de destituição contra a presidente pretextando irregularidades contábeis, "pedaladas fiscais”, para cobrir déficits nas contas públicas – uma prática corriqueira em todos os governos

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O golpeachment no Brasil, a nova revolução colorida



18/05/2016, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

por Pepe Escobar*
– Depois dos golpes em Honduras e no Paraguai chega agora a vez do Brasil 
Nunca na moderna história política foi tão fácil “abolir o povo” e simplesmente apagar 54 milhões de votos obtidos numa eleição presidencial livre e justa.
Esqueça recontagens de votos (hanging chads), como na Florida em 2000. Este é um dia que viverá na infâmia em todo o Sul Global – aquela que era uma das mais dinâmicas democracias tornou-se um regime plutocrático, sob um delgado verniz parlamentar/judicial, com garantias legais e constitucionais agora à mercê de desprezíveis elites compradoras.

Após a maratona proverbial, o Senado brasileiro votou por 55 a 22 colocar a presidente Dilma Rousseff em julgamento por “crimes de responsabilidade” – relativos a alegadas cosméticas do orçamento do governo.

Isto é o culminar de um processo contínuo que começou ainda antes de Rousseff vencer a reeleição no fim de 2014, com mais de 54 milhões de votos. Descrevi o bando de perpetradores que a criatividade brasileira alcunhou “golpeachment” (golpe + impeachement) como Guerra Híbrida das hienas.

O golpeachment refinado – apoiado pelo equivalente a um Conselho de Inquisição Eleitoral – impeliu a Guerra Híbrida a níveis inteiramente novos.

A Guerra Híbrida aplicada no Brasil exibiu elementos clássicos de uma revolução colorida. Naturalmente

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Brasil/Dilma diz que injustiça contra ela continuará visível e que não vai renunciar

3 maio 2016, Sul21 http://www.sul21.com.br (Brasil)

Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil


Dilma Rousseff recebe cesta da Presidente da Associação de 
Mulheres Cantinho da Amazônia – AMCA, Leonilda Grassi 
| Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (3) que recebeu pedidos para que renunciasse mas que a “injustiça” que sofre com o processo de impeachment vai continuar visível. Ela voltou a dizer que está em curso um “golpe” no país, que é vítima de uma fraude e que não vai renunciar a seu mandato. Mais uma vez, a presidenta declarou estar “do lado certo da história”, que é a democracia.

“Muitas vezes, não foi uma nem duas, pediram que eu renunciasse, porque assim se esconde para debaixo do tapete esse impeachment sem base legal, portanto esse golpe. É extremamente confortável para os golpistas que a vítima desapareça, que a injustiça não seja visível. Eu quero dizer uma coisa para vocês: a injustiça vai continuar visível. Bem visível”, disse.

Dilma voltou a dizer que não há causa para o impeachment e que a “democracia brasileira sofre um assalto porque querem encurtar

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Brasil/Carta aberta à presidenta Dilma Rousseff do Brasil/Brazil: Dilma – Don’t Let Go! Open Letter to President Dilma Rousseff. “A New Sort of ‘Coups’ is being Invented – Less blood, More fraud”



29 abril 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia) 

Peter Koenig*Global Research 28/4/2016

"Ponha os tanques na rua, cerque com eles o Palácio do Planalto - de modo algum para provocar qualquer violência, mas para mostrar que a presidenta do Brasil tem poder, meios e coragem para proteger o povo que a elegeu e o país, contra o assalto de neofascistas e - sobretudo - contra os interesses de Washington."

Prezada presidenta Rousseff,

Por favor, não ceda! Não deixe que a corrupta direita neoliberal com a ajuda de - não, por instigação de Washington - roube o seu país, que roube o Brasil dos brasileiros, para rasgar e destruir tudo que você e Lula conseguiram nos últimos 14 anos, educação pública e serviços públicos de saúde de boa qualidade, transporte público moderno e eficiente, uma rede básica de segurança social - uma sociedade mais igual.

Durante a última década e meia, vocês conseguiram distribuir os benefícios da riqueza do Brasil para a maioria dos brasileiros, começando a reverter a maré, que antes sempre correu na direção dos oligarcas, dos latifundiários -- para o povo, para os que trabalham a terra, que construíram e

quarta-feira, 27 de abril de 2016

'QUE O PARLAMENTO DO MERCOSUL REALIZE UMA SESSÃO NO BRASIL'



25 abril 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Martín Granovsky, Página 12 (Argentina)


Agora que a presidenta Dilma Rousseff depende de uma decisão do Senado, Tarso Genro atribuiu grande importância a uma possível reação dos sul-americano

Daniel Filmus perguntou o que o Parlasul, como é conhecido o Parlamento do Mercosul, poderia fazer pelo Brasil. E Tarso Genro não duvidou em responder: “que o Parlasul realize uma sessão aqui. Ou ao menos que os parlamentares viajem a São Paulo ou a Brasília”. O diálogo transcorreu durante uma videoconferência aberta organizada pela Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho (UMET), de Buenos Aires.

Genro, que apareceu por Skype com uma cuia de chimarrão gigantesca, típica do sul do Brasil, é um dos principais dirigentes do Partido dos Trabalhadores. Ele foi prefeito de Porto Alegre duas vezes, e governador do Rio Grande do Sul uma vez, e colaborou com Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Justiça num primeiro

terça-feira, 26 de abril de 2016

Brasil/Impeachment domina discursos das Conferências de Direitos Humanos



24 abril 2016, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Carolina Gonçalves, Repórter da Agência Brasil

A presença exclusiva de integrantes do governo e de representantes da sociedade civil contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff fez com que o processo contra a petista, em tramitação no Congresso Nacional, ditasse o rumo dos discursos de abertura das Conferências Conjuntas de Direitos Humanos, que ocorreu na noite de hoje (24), em Brasília. A ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), uma das últimas a discursar, alertou que os quase 7 mil participantes do evento precisam ter um olho no futuro e outro no risco do retrocesso em garantias conquistadas até hoje.

“Imagino a perplexidade de muitos que participaram das últimas conferências. Cada vez que a gente participa de uma conferência imagina que vai chegar na próxima querendo mais. Chegar hoje, discutindo como não ter retrocesso é um absurdo para o país. Não vamos aceitar, vamos discutir como avançar. Temos obrigação de

terça-feira, 19 de abril de 2016

Brasil/Europa destaca votação na câmara como rebelião de hipócritas



18 abril 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A imprensa da Europa destacou nesta segunda-feira (18) o que chamou de "rebelião de hipócritas" dos deputados que votaram pela derrubada da presidenta Dilma Rousseff no processo de impeachment conduzido por Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados.

O site da revista conservadora alemã Der Spiegel afirma que o Congresso brasileiro mostrou seu "rosto verdadeiro" e fez uso de meios constitucionalmente questionáveis para realizar o processo.

O artigo assinado pelo correspondente Jens Glüsing afirma que a Câmara dos Deputados mostrou sua "verdadeira cara" e colocou o Brasil numa "rota de direita".

"A maior parte dos deputados evocou Deus e a família na hora de dar o seu voto. Jair Bolsonaro até mesmo defendeu, com palavras ardentes, um dos piores torturadores da ditadura militar", escreve o jornalista, que lembra que tanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como o vice-presidente Michel Temer são alvos de investigações por corrupção.

Segundo a revista, os deputados

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Brasil/CUNHA CONDUZIR O IMPEACHMENT É MAIS QUE METÁFORA; É SINAL DO BRASIL NA PODRIDÃO



13 abril 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Jeferson Miola

A Lava-Jato acaba no dia seguinte ao impeachment. Esta é a moeda de troca: criminosos se livram de processos se depuserem uma Presidente inocente

impeachment da Presidente Dilma, sobre quem não existe nenhuma acusação por crime de responsabilidade, é um golpe contra a democracia igual àquele dado pela Globo e os fascistas em 64. É um golpe contra o Estado Democrático de Direito, contra a Constituição. E, se consumado, vai abrir uma chaga na história do Brasil que jamais vai cicatrizar.

A estratégia do impeachment foi assentada já em 27 de outubro de 2014, dia seguinte ao sufrágio de 54.501.118 brasileiros/as que entregaram a Dilma o mandato para ser cumprido até 31 de dezembro de 2018.

Inconformados com o resultado das urnas, os golpistas

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Brasil/Dilma: Não discutiremos pacto sem o respeito às urnas e a democracia



7 abril 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Dayane Santos


Defender Dilma é defender a democracia. Esse foi o tom do Encontro com Mulheres Pela Democracia, no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (7), em apoio à presidenta Dilma Rousseff. Ela reafirmou o seu compromisso com o diálogo, mas advertiu: “Nenhum pacto pode ser discutido se não respeitar os 54 milhões de brasileiros e brasileiras que votaram em mim. Devem ser respeitados os que não votaram em mim, mas participaram das eleições e acreditam nas regras da democracia”.

“Nenhum pacto sobreviverá se não tiver respeito pela democracia”, completou a presidenta, acompanhada pelos gritos de “Não vai ter golpe, vai ter luta” e “No meu país eu boto fé porque ele é governado por mulher”. O plenário contou com a participação de lideranças sindicais, negras, rurais, estudantis, GLBTs, políticas, intelectuais, entre outras.

“Minhas primeiras palavras só podem ser de agradecimento pelo apoio, pela energia que vocês estão