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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Brasil/Pesquisa desenterra o cadáver que o Grupo Folha escondeu


26 julho 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)
 
Jeferson Miola


As pesquisas dos institutos Ipsos e Datafolha sobre a situação do país são tão disparatadas que parece que analisaram realidades totalmente diferentes.


 
Os resultados das pesquisas dos institutos Ipsos e Datafolha sobre a situação do país são tão disparatados que se fica com a sensação de terem pesquisado realidades totalmente diferentes.

Quando, contudo, se analisa os dados, fica evidente que a discrepância entre as pesquisas não decorre da observação de realidades ou períodos diferentes, mas sim

sexta-feira, 22 de abril de 2016

AMÉRICA LATINA BAJO FUEGO: BRASIL



Abril 2016, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

Por Stella Calloni*

Buenos Aires (PL) -- Imágenes de la guerra contrainsurgente que aplica Estados Unidos en forma simultánea se ven cada día en varios países de la región, para recordarnos que la ofensiva está activada y que no hay ningún tipo de ocultamientos sobre el objetivo central que no es -como se dice- lograr una restauración conservadora, sino como estamos viendo en Argentina, una restauración colonial.

¿Es por "errores" que caen los gobiernos populares y progresistas? En realidad el mayor error que se ha cometido es no haber advertido que la "nueva" derecha brutal a la que se enfrentan, es hoy como nunca fue antes la más decadente pero organizada, dirigida y financiada por Washington.

Gobiernos sin poder, como lo son y lo fueron, se enfrentan nada menos que al poder imperial, que los castiga no por sus errores sino por sus mejores aciertos. El error es no haber percibido al enemigo real en período de expansión global y descarnada. No iba a dejar Estados Unidos avanzar el mayor proyecto emancipatorio de estos tiempos, cuando su plan

quarta-feira, 12 de março de 2014

Defensora del Pueblo denunció campaña mediática contra Venezuela en la ONU

12 marzo 2014, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

Gabriela Ramírez, Defensora del Pueblo de Venezuela, denunció principalmente el caso de un diario de extrema derecha de ese país, que la sometió a calumnias e injurias por la publicación de un titular basado en la tergiversación y que la acusa de avalar la tortura hacia ciudadanos que protestan.


Ramírez no ejercerá acciones legales contra sus difamadores, pero desaprueba la campaña mediática contra las instituciones públicas. (Foto: Archivo)

La titular de la Defensoría del Pueblo de Venezuela, Gabriela Ramírez, introdujo ante la sede de la Comisión de Derechos Humanos de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) en Ginebra (Suiza) un informe en el que detalla los ataques perpetrados por los medios de comunicación de derecha hacia las instituciones públicas de esa nación.

El Gobierno venezolano ha denunciado en reiteradas oportunidades una campaña mediática internacional para difamar a las instituciones públicas venezolanas, y así

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Portugal/DE PRIVATIZAÇÃO EM PUNHO

5 julho 2011/Odiário.info http://www.odiario.info

Correia da Fonseca

Quando Passos Coelho fala em privatizar a RTP só pode estar a pensar na RTP1. Acontece que o momento não é bom não apenas por força da famigerada crise mas também e sobretudo porque os conteúdos habituais e praticamente obrigatórios dos canais privados, o famoso «telelixo», já chegam e sobejam para satisfação dos apetites do público que os consome.

1. É geralmente atribuída a Goebbels a conhecida frase que de qualquer modo caracteriza admiravelmente a atitude da direita mais truculenta perante a multissecular aspiração das gentes ao entendimento da vida e do mundo. «Quando ouço falar de cultura, puxo logo do meu revólver!», terá desabafado a criatura. Um pouco semelhantemente, e guardadas as devidas distâncias, bem se poderá dizer que ao longo de muitos anos, quando a direita portuguesa ouvia falar da RTP, logo empunhava o projecto de privatizá-la. Já era assim antes de 1992 quando o sector privado, coitado, se chorava por não possuir uma estação de TV, brinquedo que tanto lhe apetecia. Continuou a ser assim depois de 92, em cujo mês de Outubro surgiu a SIC, e de Fevereiro de 93, mês em que a TVI nasceu numa espécie de palhinhas sacras que o vento depois rapidamente dispersou. A partir de então, a pressão para a privatização da RTP assentou sobretudo em dois argumentos: o de que a sua existência custa muito dinheiro ao Estado, isto é, ao «bolso dos contribuintes», para usar aqui o chavão demagógico do costume, e o de que a sua existência gera uma situação de concorrência desleal, pois nem SIC nem TVI recebem apoios financeiros estatais. Quanto ao primeiro argumento, os que o usam dispensam-se cuidadosamente de comparar os custos da TV estatal portuguesa com os de qualquer outra estação homóloga por essa Europa fora, e, quanto ao segundo, omite-se que a RTP tem custos decorrentes de óbvio serviço público (RTP Internacional, RTP África, RTP Açores, RTP Madeira) que as privadas não suportam nem poderiam suportar.

2. Surgiu agora Pedro Passos Coelho, príncipe encantado que vem libertar a Iniciativa Privada, sua princesa e senhora, de um longo cativeiro, pois foi posta a ferros pelo Estado há já uns tempos largos, e um dos passos para essa libertação será a já anunciada privatização da RTP. Consta, com verdade ou sem ela, que o projecto não conta com a concordância do dr. Paulo Portas, aparentemente fiel escudeiro do senhor primeiro-ministro, e entende-se o bom fundamento dessa discordância: Portas achará, aliás cheio de razão, que em matéria de concorrência já está o mercado da publicidade na TV bem aviado, e que a vinda de uma terceira operadora será uma contribuição decisiva para a insustentabilidade financeira de todas e de cada uma. Porém, admitamos que Passos Coelho privatiza mesmo um dos canais da RTP, seguramente a RTP1, pois os outros não parecem poder suscitar a cobiça de ninguém. O momento não é bom e promete continuar a ser desfavorável nos tempos próximos, não apenas por força da famigerada crise que não dá sinais de querer emigrar para longes terras, mas também e sobretudo porque os conteúdos habituais e praticamente obrigatórios dos canais privados, o famoso «telelixo», já chegam e sobejam para satisfação dos apetites do público que os consome, não parecendo fácil que se descubram segmentos acrescidos de audiências para viabilização de um outro canal.

3. Curiosamente, este projecto de Passos Coelho chega no momento em que a TF1 francesa, perto de completar os vinte e cinco anos da sua condição de canal retirado da esfera pública e entregue às maravilhas do sector privado, esbarra com «flops» de audiência e de um modo geral com um inêxito por todos reconhecido. Mas deixemos essa área de problemas aos que se decidam a tomar conta do canal então privatizado da RTP e abordemos o que mais interessa aos milhões que não fazem negócios de compra e venda de canais de televisão ou, dizendo-o de um modo mais amplo, talvez mais enfático, o que mais interessa ao País. É que, usando uma fórmula agora usada com alguma frequência, dir-se-á que esta específica crise consubstanciada na amputação de um canal à RTP também pode ser uma oportunidade. Ao passar a «1» para mãos privadas, e com a «1» passar também a já velha vocação da RTP para nos fornecer, também ela, o telelixo em que a televisão privada se especializou não apenas em Portugal, é porventura o momento certo para a que a televisão pública portuguesa cumpra finalmente os deveres de promoção cultural da população, assim tentando diminuir o secular défice cultural que nos distingue do resto da Europa. Não é fácil, mas não é impossível e é imperioso. De resto, ao contrário do que por vezes parece supor-se, um povo ignorante não trabalha mais e melhor. Trabalhará talvez mais barato. Fica a gente a perguntar, quase sem ironia, se essa via de embaratecimento da mão-de-obra explicará em parte a televisão que temos tido.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Brasil/OMC: Amorim eleva o tom e diz que ricos mentem como nazista


20 julho 2008 /Vermelho http://www.vermelho.org.br

O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, acusa os países ricos de estarem usando técnicas de desinformação dos nazistas nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). O objetivo seria o de tentar jogar a culpa do impasse na Rodada Doha sobre os países emergentes no processo que entra em em sua fase final.

Amorim ainda alertou: o preço que o Brasil está disposto a pagar pela Rodada já não é o mesmo diante da alta dos preços das commodities. "Não vou comprar um carro velho pelo preço de um novo", disse. "Estou disposto a comprar o velho, mas pelo preço de um carro velho. Não quero justiça absoluta. Isso não é teologia. Mas queremos benefícios para os emergentes também."

No sábado, o ministro iniciou os debates para tentar fechar um acordo na Rodada Doha sobre a liberalização comercial — mas rejeitou que a responsabilidade de um acordo seja dos países emergentes. Nos últimos dias, Europa e Estados Unidos têm pressionado os países emergentes a fazer concessões para que, em troca, possam abrir seus mercados agrícolas. Bruxelas e Washington acusam Brasil, Índia e China de estarem travando o processo ao não aceitarem cortes expressivos em suas tarifas de importação.

Amorim esteve com o diretor da OMC, Pascal Lamy, por mais de uma hora para o alertá-lo da posição dos emergentes. Ele rejeita a acusação dos países ricos.

"Goebbels sempre dizia que, quando se repete uma mentira muitas vezes, ela se torna verdade", afirmou o chanceler. Joseph Goebbels foi artífice da propaganda nazista na 2ª Guerra Mundial e ficou conhecido por introduzir técnicas de desinformação.

Amorim abandonou as sutilizas da diplomacia e causou espanto nos demais negociadores ao citar, na Europa, um ministro de Adolf Hitler. "Quando eu vejo o que é dito sobre a liberalização no setor agrícola e no setor industrial, não tenho como não me lembrar de Goebbels. Isso precisa ser desmascarado e não podemos ter um acordo baseado na desinformação."

A principal crítica do Brasil se refere ao fato de que os países ricos estão oferecendo pouco em termos de liberalização agrícola e cobrando muito em concessões no setor industrial. "Os países ricos não podem mais operar como no passado, tirando o máximo dos pequenos e dando o máximo aos ricos. Isso não vai mais acontencer", alertou o chanceler, que se reúne neste domingo com Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Européia (UE).

Amorim se reúne também com os países emergentes para tentar unir todos contra as posições das economias industrializadas. Ele admite que há diferenças nas posições. Uma delas seria da Argentina, reticente em aceitar um acordo no setor industrial. Bolívia e Venezuela ainda dão sinais de que vão tentar aguar o processo. Mas o ministro garante que o G-20 (grupo de países emergentes) não será dissolvido neste momento.

Da Redação, com informações de O Estado de S. Paulo


http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=40648