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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Mercosul, Brasil/Ataque à educação vai tirar o país da sociedade do conhecimento, diz Marilena Chaui



Por Helder Lima e Cláudia Motta

Para professora de Filosofia da USP, Bolsonaro está devastando a educação no país, o que terá graves consequências e levará um bom tempo para ser recuperado


São Paulo – O mundo vive uma época em que conhecimento se traduz em poder. Ciência, pesquisa e tecnologia tornaram-se forças produtivas, capazes de reinserir o homem no cenário econômico, social e político. Com base nessa visão, a professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Marilena Chaui, uma das principais referências do pensamento progressista no país, lança suas críticas ao governo Bolsonaro, pelo recorte de seus ataques à educação.

“Mas o que está sendo feito pelo Weintraub?”, pergunta indignada a professora, referindo-se ao ministro da Educação, Abraham Weintraub. “Ele está devastando a educação brasileira, devastando a pesquisa e, portanto, ele está nos tirando da sociedade do conhecimento. Ele nos fará, portanto, apenas servidores daquilo que os criadores de conhecimento farão na metrópole. E nós somos a periferia da periferia.”

Referência também nas discussões sobre estratégias de mobilização da luta em defesa da democracia, a professora afirma que precisamos abandonar a posição de vítimas dos ataques do governo de inspiração totalitária e

domingo, 25 de setembro de 2016

Vaticano/Papa Francisco: "Jornalismo não pode virar uma arma de destruição"

23 setembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O papa Francisco reuniu-se com jornalistas e disse como um bom jornalista tem que fazer seu ofício. Com alguns conselhos, o Pontífice quase criou um pequeno documento de ética para a profissão na reunião com o Conselho Italiano da Ordem dos Jornalistas, que aconteceu na sala Clementina com o presidente do órgão, Enzo Iacopino, e com o responsável pela Secretaria Vaticana de Comunicação, o monsenhor Dario Edoardo Viganò.

Entre as recomendações fundamentais de Mario Bergoglio para quem "faz a informação" estão as de "amar a verdade", "viver com profissionalismo", e "respeitar a dignidade humana". Assim, o jornalismo não será transformado em uma "arma de destruição" de pessoas e de povos e

sábado, 6 de agosto de 2016

Brasil/Odebrecht implode Temer com entrega de R$ 10 milhões em dinheiro vivo



6 agosto 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

O governo provisório de Michel Temer está chegando ao fim; além da pesquisa Vox Populi que revelou que apenas 17% dos brasileiros querem que ele fique até 2018 e da vaia de 105 decibéis registrada na abertura da Rio 2016, ele foi um dos principais nomes delatados por Marcelo Odebrecht em sua colaboração premiada; Marcelo revelou que, após uma reunião no Palácio do Jaburu, Temer, como vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, pediu uma ajuda extra ao partido, que foi entregue em dinheiro vivo: nada menos que R$ 10 milhões, dos quais R$ 4 milhões teriam sido entregues a Eliseu Padilha, braço direito do interino; o restante foi doado ao caixa dois de outros candidatos.

247 – O governo provisório de Michel Temer está chegando ao fim. Motivo 1: uma pesquisa Vox Populi, divulgada no sábado pela revista Carta Capital, revelou que 79% dos brasileiros defendem sua saída (leia aqui). Motivo dois: Temer recebeu ontem, na abertura da Rio 2016, uma das maiores vaias da história, que atingiu 105 decibéis, mesmo tendo pedido para não ser citado na nominata das autoridades presentes

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Brasil/Pesquisa desenterra o cadáver que o Grupo Folha escondeu


26 julho 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)
 
Jeferson Miola


As pesquisas dos institutos Ipsos e Datafolha sobre a situação do país são tão disparatadas que parece que analisaram realidades totalmente diferentes.


 
Os resultados das pesquisas dos institutos Ipsos e Datafolha sobre a situação do país são tão disparatados que se fica com a sensação de terem pesquisado realidades totalmente diferentes.

Quando, contudo, se analisa os dados, fica evidente que a discrepância entre as pesquisas não decorre da observação de realidades ou períodos diferentes, mas sim

terça-feira, 8 de março de 2016

Brasil/Pesquisa Vox Populi: maioria desaprova ação contra Lula



5 março 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O Instituto Vox Populi foi o primeiro a medir o impacto da operação deflagrada pelo juiz Sergio Moro contra o ex-presidente Lula nesta sexta-feira. Com mais de 15 mil questionários válidos, a pesquisa comprova que o efeito foi contrário ao desejado pela Globo e pelos demais meios de comunicação engajados na destruição de Lula.


Maioria está com Lula
Nada menos que 56% desaprovaram a inclusão de Lula na Lava Jato e 43% desaprovaram a conduta de Moro (mais do que os 34% que aprovam).
Além disso, 65% viram exagero na condução coercitiva e 57% disseram acreditar na palavra de Lula.
Para completar no dia de ontem, nada menos que 63% dos entrevistados disseram ter visto a entrevista de Lula na sede do PT. Os dados mostram que

terça-feira, 26 de maio de 2015

Brasil/Cientista de Brasília cria sensor que acha câncer antes de sintoma surgir

A Universidade Aberta da UNA-SUS
Membro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 milhões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.
A pesquisadora explica que o sensor é como um "trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Brasil/Lideranças divulgam manifesto em defesa da legalidade e da Petrobras

20 fevereiro 2015,  Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


Foi divulgado nesta sexta-feira (20) um manifesto assinado por lideranças intelectuais e socias como Aldo Arantes, Celso Amorim, Emir Sader, Fabio Konder Comparato, Franklin Martins, João Pedro Stédile, José Paulo Sepúlveda Pertence, Marilena Chauí, entre outros, que denuncia a tentativa de enfraquecer a Petrobras, com a Operação Lava Jato, para atender os interesses internacionais.

 

Sob o título "O que está em jogo agora", o documento afirma que as investigações da Lava Jato desencadearam "um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia".

Para assinar o manifesto, clique aqui. http://www.fup.org.br/2012/assinatura-de-manifesto


"Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. Essa situação

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Brasil/Dilma abre vantagem de seis pontos no Datafolha e oito no Ibope

23 outubro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os institutos Datafolha e Ibope divulgaram nesta quinta-feira (23) pesquisas que mostram que a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, aumentou a vantagem sobre o adversário tucano Aécio Neves, ficando isoladamente na frente em ambos os levantamentos.


Na pesquisa Datafolha, Dilma tem 53% das intenções de votos válidos, enquanto Aécio Neves ficou com 47%. Com a margem de erro dois pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma está na dianteira fora do empate técnico, com seis pontos de vantagem.

Nas quatro pesquisas anteriores do Datafolha, a situação sempre foi de empate técnico, sendo

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Brasil/Cientista Carlos Nobre é o primeiro brasileiro em conselho consultivo da ONU



21 novembro 2013, Brasilidade http://palaciodoplanalto.tumblr.com (Brasil)


Carlos Nobre é Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação e tornou-se o primeiro brasileiro convidado a integrar o Conselho Consultivo Científico da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem o papel de formular estudos e análises para tentar aconselhar o secretário-geral da entidade sobre sustentabilidade, abarcando

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Brasil/Vacina brasileira contra a Aids será testada em macacos



8 novembro 2013, Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco http://genoma.ib.usp.br (Brasil)

Uma vacina brasileira contra o vírus HIV, causador da Aids, começará a ser testada em macacos no segundo semestre deste ano. Com duração prevista de 24 meses, os experimentos têm o objetivo de encontrar o método de imunização mais eficaz para ser usado em humanos. Concluída essa fase, e se houver financiamento suficiente, poderão ter início os primeiros ensaios clínicos.

Denominado HIVBr18, o imunizante foi desenvolvido e patenteado pelos pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca. Atualmente, o projeto é conduzido no âmbito do Instituto de Investigação em Imunologia, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apoiado pela FAPESP no Estado de São Paulo.

O trabalho teve início em 2001, com apoio de um Auxílio Regular sob a coordenação de Cunha Neto. Em parceria com Kalil, o pesquisador analisou o sistema imunológico de um grupo especial de portadores do vírus que mantinham o HIV sob controle por mais tempo e demoravam para adoecer. No sangue dessas pessoas, a quantidade de linfócitos T do tipo CD4 – o principal alvo do HIV – permanecia mais elevada que o normal.

“Já se sabia que as células TCD4 são responsáveis por acionar os linfócitos T do tipo CD8, produtores de toxinas que matam as células infectadas. As TCD4 acionam também os linfócitos B, produtores de anticorpos. Mas estudos posteriores mostraram que um tipo específico de linfócito TCD4 poderia também ter ação citotóxica sobre as células infectadas. Os portadores de HIV que tinham as TCD4 citotóxicas conseguiam manter a quantidade de vírus sob controle na fase crônica da doença”,

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Brasil/Protestos contra o leilão de Libra se intensificam e governo reforça segurança



18 outubro 2013, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

 
Reunião interministerial determinou que mais de 1.100 agentes de segurança atuarão no leilão, marcado para segunda-feira (21) no Rio de Janeiro


O efetivo de segurança que atuará no leilão do Campo de Libra, segunda-feira próxima (21), no Rio de Janeiro, será formado por 1.100 homens. A decisão sobre o reforço da segurança foi tomada depois que se intensificaram os protestos contra o leilão do primeiro bloco de exploração do pré-sal. Além das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, o Exército e a Força Nacional de Segurança atuarão no evento.

A decisão sobre a presença de agentes do Exército e da Força Nacional foi tomada nessa quinta-feira (17), após reunião entre os ministros Celso Amorim, da Defesa, José Eduardo Cardozo, da Justiça, e José Elito Carvalho, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. A presença das Forças Armadas foi pedida no último dia 11 pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

O local do leilão, Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, será isolado. A previsão é que

Brasil/VARGAS, PETROBRAS E O CAMPO DE LIBRA



17 utubro 2013, Correio da Cidadania http://www.correiocidadania.com.br (Brasil)

Escrito por Léo de Almeida Neves*

Nas exageradas comemorações na mídia pelos 60 anos da Petrobras, quase nada foi divulgado que a mensagem presidencial ao Congresso Nacional, criando a estatal e a sanção da Lei 2004, de 3 de outubro de 1953, é de autoria do presidente Getulio Vargas, no seu último período governamental.

Aliás, coube a Getulio Vargas, após a Revolução de 30, decretar o Código de Minas, nacionalizando o subsolo, que até então pertencia ao dono do terreno.

Ele fundou o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), que descobriu o ouro negro no território brasileiro, no estado da Bahia.

Na sua Carta-Testamento, deixada ao povo brasileiro na manhã fatídica de 24 de agosto de 1954, quando dilacerou com um tiro seu próprio coração, Getulio Vargas disse: “tentei criar a potencialização de nossas riquezas através da Petrobrás e, mal esta começa a funcionar, a onda de agitação se avoluma”.

Resultante da campanha popular do Petróleo é Nosso, a Petrobras hoje é a maior empresa brasileira, premiada internacionalmente como a dotada de moderna e incomparável tecnologia na perfuração em águas profundas, e seu Centro de Pesquisas (Cenpes) é considerado o melhor do mundo.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Brasil/Sondagem aponta que 74,8% dos entrevistados voltarão às ruas caso as coisas não melhorem



13agosto 2013, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)

Benedito Teixeira

O Congresso Nacional parece estar preocupado e buscando respostas para a onda de manifestações realizadas em todo o Brasil no último mês de junho. Tanto que uma sondagem inédita feita pelo Senado Federal tenta verificar a opinião dos brasileiros sobre os protestos e se há possibilidade de voltarem a ocorrer. Os resultados apontam que as manifestações têm a aprovação de 93,4% dos internautas consultados. Quase todos os que responderam a pesquisa (99,8%) têm conhecimento dos protestos e 61,3% afirmaram acreditar que, por causa das manifestações, o Brasil mudará para melhor. Vale destacar também que 74,8% afirmaram que vão participar de novos protestos caso as coisas não mudem para melhor.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Brasil/Desigualdade cai em 80% dos municípios do Brasil em uma década



5 de Agosto de 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Uma das mais importantes mudanças pelas quais o Brasil vem passando nos últimos anos é o processo de queda contínua e significativa da concentração de renda. Os resultados dos estudos do Índice de Gini mostram que transferências públicas de rendas às famílias foram aliadas nessa redução.

“De fato, as medidas de desigualdade de renda familiar per capita confirmam que a trajetória de queda, iniciada em meados da década de 1990, assume intensidade inequivocamente mais acentuada a partir de 2001, assim permanecendo durante os anos subsequentes, até 2005”, informa estudo do Ipea sobre a evolução recente da desigualdade de renda no Brasil.

"Um dos resultados desse processo é que, nesse ano, a desigualdade alcançou seu menor nível nas últimas três décadas. Entre 2001 e 2005 o grau de desigualdade de renda no Brasil declinou de forma acentuada e contínua, independentemente da medida de desigualdade utilizada, e atingiu, em 2005, o nível mais baixo dos últimos 30 anos", apontam pesquisadores.

O coeficiente de Gini, uma das medidas de desigualdade mais utilizadas, declinou de 4,6%, passando de 0,594, em 2001, para 0,566 em 2005. Essa queda de 4,6% pode ser considerada elevada, uma vez que, dos 74 países para os quais existem informações sobre a evolução desse coeficiente na década de 1990, menos de 1/4 deles foi capaz de reduzir a desigualdade a uma velocidade superior à brasileira no quadriênio 2001-2005. Portanto, o ritmo em que a desigualdade vem declinando no país pode ser considerado um dos mais acelerados do mundo.

Dos 74 países para os quais existem informações sobre a evolução do coeficiente de Gini ao longo da década de 1990, menos de ¼ foi capaz de reduzir a desigualdade a uma velocidade superior à alcançada pelo Brasil no quadriênio 2001-2005. Portanto, o ritmo em que a desigualdade vem declinando no país é um dos mais acelerados do mundo.

A necessidade de continuidade
Apesar dessa acentuada queda, a desigualdade de renda brasileira permanece extremamente elevada. A fatia da renda total apropriada pela parcela 1% mais rica da população é da mesma magnitude que a apropriada pelos 50% mais pobres.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A criação de quatro mega-universidades abre a porta para alterar os modos de produção no Equador



3 junho 2013, Agencia de Noticias del Ecuador y Sudamérica (ANDES) http://www.andes.info.ec (Ecuador)

Enviado por Luis Padilla

Quito (Andes) -- Com a criação de quatro mega-universidades, o governo do presidente Rafael Correa, pretende virar a matriz produtiva do país, gerando conhecimento proprio, e melhorar a formação acadêmica do talento humano equatoriano.

A Cidade do Conhecimento Yachay , a Universidade das Artes, a Universidade do Docente e a Universidade Amazónica  Ikiam , com especialização em Ciências da Vida, são quatro projetos ambiciosos do actual Governo na área do ensino superior.

A Cidade do Conhecimento Yachay
O presidente do Equador, Rafael Correa, considero este como o projeto mais importante da Revolução Cidadã

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Moçambique/Centro de Estudos Africanos: Situação mundial impõe novos desafios de pesquisa

A globalização e o surgimento de novos poderes económicos impõem outros desafios de pesquisa ao Centro de Estudos Africanos (CEA) da Universidade Eduardo Mondlane, com vista ao maior conhecimento e redefinição do papel de Moçambique no contexto da África Austral e, em particular, no que concerne à busca de uma total independência.

24 setembro 2009/Notícias

Isabel Maria Casimiro, do CEA, falando à nossa Reportagem à margem do colóquio que decorre desde ontem em Maputo, em homenagem a Aquino de Bragança, disse que Moçambique precisa de redefinir o seu papel no contexto regional, sobretudo em relação à África do Sul, que se constitui actualmente na maior potência da África Austral.

Explicou que Qor A quando da criação do CEA em 1976, o objectivo era compreender Moçambique num contexto regional em que se impunha a libertação da África do Sul e da Rodésia (actual Zimbabwe). Porém, alcançadas as independências desses países vizinhos, um novo desafio se coloca hoje, nomeadamente, a situação de Moçambique em relação à África do Sul face ao seu poderio económico.

“Como vai ficar a situação de Moçambique que é praticamente dependente da África do Sul do ponto de vista económico? O que é que se nos coloca em termos de desafios para que de facto sejamos um país independente do ponto de vista económico, político e de soberania? São desafios permanentes que nós temos como pesquisadores e como Centro de Estudos Africanos”, observou Isabel Casimiro, salientando entretanto, a necessidade do relançamento dos debates científicos que caracterizaram o CEA desde a sua criação.

Disse ser necessário que o CEA aposte uma vez mais numa pesquisa comprometida com o conhecimento de Moçambique, sobretudo numa pesquisa despartidarizada que contribua para o conhecimento da nova realidade.

Apontou que o CEA foi o primeiro centro de pesquisa criado depois da independência no contexto de uma universidade em transformação do ponto de vista de pesquisa e de fazer a investigação, comprometida com o conhecimento de Moçambique, pois em 1976 havia tudo para conhecer, uma vez que os estudos que havia eram profundamente marcados pelo colonialismo.

Segundo Isabel Casimiro é na perspectiva do conhecimento da nova realidade que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), através do Centro de Estudos Africanos (CEA), promove o colóquio em homenagem a Aquino de Bragança, director do centro entre 1976 e 1986. O colóquio que hoje termina e que junta proeminentes académicos, incluindo estudantes representando diversas instituições de Ensino Superior nacionais e estrangeiras, subordina-se ao tema “Como fazer Ciências Sociais e Humanas em África: Questões Epistemológicas, Metodológicas, Teóricas e Políticas”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

EUA: COM OS PÉS NA COLÔMBIA E OS OLHOS NO BRASIL

Os EUA querem manter um papel protagonista no mundo e, para tanto, tentam expulsar a China da África e impedir uma aliança entre Rússia e Europa Ocidental. Essas duas grandes estratégias estão fracassando, daí a necessidade de garantir que a América Latina seja sua zona de influência exclusiva. A presença militar na Colômbia é um passo nesta direção, mas o verdadeiro alvo de Washington na região é o Brasil, país com maior poder relativo da região. A análise é dos cientistas políticos argentinos Marcelo Gullo e Carlos Alberto Pereyra Mele.


Agencia Periodística del Mercosur

31 agosto 2009/Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

Nos centros de planejamento do traçado estratégico dos Estados Unidos sabe-se que passou o tempo da potência única e global. Para enfrentar a União Européia, China e Rússia, Washington quer assegurar o controle da América Latina. Para isso precisa “acabar” com o Brasil. As possibilidades de resistência na região, o papel da Unasul e outras iniciativas de integração – esses pontos foram de uma entrevista exclusiva à Agencia Periodística del Mercosul, concedida pelos cientistas políticos especialistas e geopolítica, Marcelo Gullo (autor dos livros “Argentina-Brasil: a grande oportunidade” e “A insubordinação fundadora. Breve história da construção do poder das nações”) e Carlos Alberto Pereyra Mele, do Centro de Estudos Estratégicos Sulamericanos.

Para Gullo, o interesse geopolítico dos Estados Unidos consiste em atrasar o processo de passagem da condição de potência global para a de uma potência regional. A crise que atingiu o país, acrescenta, não é conjuntural, mas sim estrutural, porque, pela primeira vez desde 1970, ocorreu uma dissociação entre os interesses da alta burguesia norte-americana e os do Estado. A partir da década de 80, as indústrias estadunidenses, buscando pagar salários mais baixos, foram para a Ásia para produzir para o mercado interno norte-americano, alimentando assim um processo de desindustrialização dentro do próprio território. “Isso gerou um enorme processo de desemprego. Esse seria o eixo conceitual da crise financeira global, deixando os EUA desindustrializado, sem empregos suficientes e com 40 milhões de pobres”, diz Gullo.

E acrescenta: “Os EUA querem manter um papel protagonista e, para tanto, tentam expulsar a China da África e impedir a aliança entre Rússia e Europa Ocidental. Essas duas grandes estratégias estão fracassando, daí a necessidade de colocar um pé na Colômbia, um passo para que a América Latina seja sua zona de influência exclusiva”.

Os EUA, lembra, só produzem 15% da energia que consome e a América Latina provê 25% de suas necessidades em matéria de recursos. Pereyra Mele assinala que “a Colômbia é um país bioceânico, é vizinho do país (Venezuela) que vende 15% do petróleo consumido pelos EUA e também do Equador, outro país petroleiro. Desde as bases navais de Málaga e Cartagena de Índias, Washington tem rápido acesso ao maior ponto de comunicação comercial do mundo, o canal do Panamá”. Na mesma direção, Gullo observa que a importância geopolítica da Colômbia para os EUA se expressa tanto no plano tático como no estratégico.

Do ponto de vista tático, ele assinala: “o complexo militar necessita criar focos bélicos para justificar a produção e renovação de material bélico. Sem tal esquema, esse aparato não tem como justificar sua existência”. E do ponto de vista estratégico, “o objetivo é conseguir a capitulação do poder nacional brasileiro; para isso, procura traçar um cerco em volta do Brasil, começando na Colômbia e com a idéia de continuar pela Bolívia e pelo Paraguai”.

Nesse marco, a América Latina é obrigar a reforçar seus acordos regionais, como Unasul, Comunidade Andina de Nações e Mercosul, para evitar fraturas e controlar as turbulências domésticas (como o golpe de Estado em Honduras), que possibilitem a expansão das forças armadas dos EUA na região. Para Pereyra Mele, “a solução ao problema colocado pela ofensiva estadunidense sobre a América do Sul passa pela defesa irrestrita das áreas por onde fluem e se conectam os três sistemas hidrográficos mais importantes: o Orinoco, a Amazônia e o Prata”.

“Para isso devem ser desenvolvidas políticas internacionais coerentes, levando em conta as limitações colocadas pela potência hegemônica. É muito importante aprofundar o Mercosul, aumentar a presença da Unasul e dos organismos de defesa regionais. É necessária a criação de um complexo industrial militar argentino-brasileiro para melhorar nossa capacidade de defesa, sem dependência externa, incorporando outros países”, conclui Pereyra Mele.

Para Marcelo Gullo, a América a conforma uma comunidade cultural única. “Lamentavelmente, do ponto de vista político, a região está dividida em duas. De um lado México, América Central e o Caribe, zona de influência exclusiva dos EUA, e de outro a América do Sul”.

A respeito dessa última reflexão, talvez pudesse se acrescentar que o ódio sistemático dos poderes estadunidenses à Revolução Cubana pode ser explicado pelo fato de esta ter sido a única experiência concreta de freio à hegemonia de Washington sobre as regiões Norte, Central e Caribenha da América Latina. Diante disso, conclui Gullo, “a responsabilidade principal é do Brasil, por ser o país com maior poder relativo da região. O problema é que a classe dirigente brasileira não compreende adequadamente que, para resistir à agressão dos EUA, precisa de sócios fortes e não fracos. Devem compreender que o importante não é sua industrialização isolada, mas sim a industrialização de toda a América do Sul”.

As mudanças de política militares que Barack Obama prometeu em sua campanha presidencial até agora não apareceram. A menos que alguém queira que o caráter identitário passa exclusivamente pela pigmentação da pele, nem que sequer podemos dizer que um afroamericano chegou à presidência. Para além do discurso, Obama solicitou ao Congresso dos EUA a aprovação de 83,4 bilhões de dólares em fundos extras para financiar as aventuras bélicas no Iraque e no Afeganistão, avança com a instalação de novas bases militares na Colômbia e manteve uma posição mais do que ambígua em relação ao golpe de Estado em Honduras.

O orçamento do Pentágono é 50 vezes superior ao total de gastos militares do conjunto de países do sistema internacional. Além disso, realiza os maiores investimentos, em nível mundial, em pesquisas militares e espaciais. Essa disponibilidade de recursos permite aos EUA agir de forma simultânea com ingerências bélicas em diferentes áreas do planeta.

Tradução: Katarina Peixoto

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Brasil/Livro conta história de advogados que atuaram contra ditadura

19 agosto 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Uma pesquisa sobre os advogados que atuaram de forma voluntária e gratuita durante a ditadura militar, defendendo os presos políticos no Brasil, está sendo transformada em livro por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O trabalho foi coordenado pelo historiador Oswaldo Munteal e pelos professores Paulo Emílio Martins e Fernando Sá. Os originais foram enviados nesta semana à editora da PUC-RJ. A publicação tem o título provisório de Advogados: A Defesa dos Presos Políticos na Ditadura de 1964.

Segundo Munteal informou à Agência Brasil a obra contém relatos de 15 advogados, inclusive Sobral Pinto e Heleno Fragoso, que já morreram. Profissionais como Técio Lins e Silva, Hélio Bicudo, Marcelo Cerqueira, Modesto da Silveira e Marcelo Alencar também deram seus depoimentos sobre a época conhecida como os anos de chumbo.

“Homens que falaram sobre suas trajetórias nos anos de chumbo. Foi muito importante esse trabalho de investigação sobre as razões que levaram esses advogados a defender os preços políticos gratuitamente. Na verdade, uma bandeira sem mastro, porque eles sabiam que esses homens seriam condenados. Mesmo assim, defenderam-nos”, explicou Munteal.

A pesquisa foi iniciada há um ano e meio e o lançamento do livro está previsto para novembro. (Agência Brasil)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ONU usa investimento chinês para incentivar avanço da CPLP

Lisboa, 30 julho 2009 (Lusa) - O subsecretário-geral das Nações Unidas Carlos Lopes considerou nesta quinta-feira em Lisboa que os membros da CPLP devem aproveitar melhor o potencial do espaço lusófono, dando como exemplo o sucesso do investimento da China nesses países.

“Se a China consegue ter em termos de investimento (no conjunto dos países da CPLP) a presença que tem, é simbolicamente a demonstração de que, por razões puramente pragmáticas, é possível fazer bom negócio com a CPLP”, disse o responsável da ONU.

Carlos Lopes defendeu que países como o Brasil e Portugal “têm de olhar com mais atenção pragmaticamente para esse potencial”, considerando que a China tem a vantagem de ser “um Estado que quando determina uma política ela é implementada a todo o vapor”.

“Por exemplo, no Brasil existe um interesse renovado pelo investimento em África, mas esse interesse ainda é mais governamental do que propriamente do setor privado (…) e embora tenha crescido substancialmente, cerca de 300% nos últimos cinco anos, como parte de uma base muito baixa, não é grande coisa para um país como o Brasil”, disse.

O comércio da China com os países lusófonos cresceu 66% em 2008 comparado ao ano anterior e o país asiático é já o primeiro parceiro comercial do Brasil, enquanto Angola é o maior parceiro da China em todo o continente africano e seu maior fornecedor de petróleo em todo o mundo.

Carlos Lopes, também diretor-geral do Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (UNITAR), assinou hoje um memorando de entendimento com a CPLP que prevê a formação “executiva” de quadros da organização lusófona "em áreas estratégicas" como direitos humanos, direito ambiental, mudanças climáticas, administração pública e formas de governo.

Ele anunciou que o Brasil “está muito interessado na abertura de um escritório do UNITAR em Brasília”, o que permitirá realizar mais projetos “em língua portuguesa”.

O secretário-executivo da CPLP, o também guineense Domingos Simões Pereira, congratulou-se com este acordo por ele ter sido feito com um organismo da ONU “em língua portuguesa”.

Questionado sobre o desafio de Carlos Lopes para que os países da CPLP aproveitem melhor o potencial de investimento no espaço lusófono, Simões Pereira considerou que “a iniciativa tem de continuar a pertencer aos operadores econômicos”.

À CPLP, defendeu Lopes, deve caber a missão de “compreender quais os obstáculos, as dificuldades dessa promoção, levar essas preocupações às instâncias de decisão para que daí saia um quadro legal que favoreça esses negócios e investimentos”. (Noticias Lusófonas)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Brasil e Portugal unem-se contra o tráfico de pessoas

Maputo, Moçambique, 1 abril 2009 - O governo de Moçambique aprovou terça-feira um diploma para estimular o sector privado nacional e promover o investimento estrangeiro na área da pesquisa e produção de petróleo.

A Estratégia para a Concessão de Área para Operações Petrolíferas define as áreas sujeitas a concurso público, a periodicidade dos concursos e as áreas sujeitas a contratos de pesquisa e produção, disse o porta-voz do governo, Luís Covane, vice-ministro da Educação e Cultura.

Moçambique, disse, tem 600 mil quilómetros quadrados de bacias sedimentares, excelentes para prospecção, tendo as primeiras investigações sido feitas na década de 50, das quais resultou a descoberta de duas jazidas.

“De 1975 até agora foram feitos 124 furos de pesquisa, de que resultaram a descoberta de mais dois campos”, disse o responsável, acrescentando que existem actualmente 13 contratos para pesquisa e produção de petróleo. (macauhub)