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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

“O PROGRAMA DE DRONES CRIA MAIS TERRORISTAS DO QUE OS QUE MATA” -- Edward Snowden

4 dezembro 2016, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Reflexões de um homem que conhece por dentro o sistema de espionagem e de devassa da vida privada não apenas dos cidadãos dos EUA mas dos de qualquer parte do mundo que utilize um sistema de comunicação digital ou analógico. E que teve acesso a documentação não apenas de um infindável rol de crimes de terrorismo de Estado, e da hipócrita linguagem com que tais crimes são descritos.

No quarto de um hotel em Moscovo, sob medidas de segurança, Snowden, de 32 anos, passa os seus dias e as suas noites ligado à Internet, proferindo conferencias para estudantes universitários dos EUA ou, na realidade, de qualquer parte do mundo.

Ao contrário da ideia de que o exiliado político costuma ser um individuo privado de algumas liberdades, sem ligações possíveis com o seu país de origem, Snowden está a demonstrar que essa estratégia contra

domingo, 25 de setembro de 2016

Vaticano/Papa Francisco: "Jornalismo não pode virar uma arma de destruição"

23 setembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O papa Francisco reuniu-se com jornalistas e disse como um bom jornalista tem que fazer seu ofício. Com alguns conselhos, o Pontífice quase criou um pequeno documento de ética para a profissão na reunião com o Conselho Italiano da Ordem dos Jornalistas, que aconteceu na sala Clementina com o presidente do órgão, Enzo Iacopino, e com o responsável pela Secretaria Vaticana de Comunicação, o monsenhor Dario Edoardo Viganò.

Entre as recomendações fundamentais de Mario Bergoglio para quem "faz a informação" estão as de "amar a verdade", "viver com profissionalismo", e "respeitar a dignidade humana". Assim, o jornalismo não será transformado em uma "arma de destruição" de pessoas e de povos e

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O GLOBO FAZ FICÇÃO CONTRA A PETROBRAS

22 fevereiro 2015, Blog do Miro http://altamiroborges.blogspot.com (Brasil)

Por Conceição Oliveira, no blog Maria Frô:

Michelle D. Vieira é funcionária da Petrobras. Em seu Facebook, escreveu um dos documentos mais representativos sobre o jornalismo ficcional praticado pela Globo. É um primor, vale cada linha.

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Carta aberta à Leticia Fernandes e ao jornal O Globo

Por Michelle Daher Vieira em seu Facebook

Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos [1], a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho [2], sempre na intenção de desinformar a população e

terça-feira, 23 de abril de 2013

Angola/CPLP:Delegação nacional no I Congresso de Jornalistas de Língua Portuguesa



23 abril 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Luanda - Uma delegação nacional, integrada por vários profissionais da comunicação social de Angola, representará o país no I Congresso dos Jornalistas de Língua Portuguesa, a decorrer a 24 de Abril (quarta-feira), em Maputo, República de Moçambique, anunciou hoje à Angop, em Luanda, uma fonte oficial.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CPLP/Federação de jornalistas de língua portuguesa criada em Lisboa

5 dezembro 2009/Timor Lorosae Nação http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com

A concentração da propriedade dos meios de informação, a crescente precariedade das relações de trabalho, e os obstáculos à livre circulação dos jornalistas foram alguns dos temas abordados pelo Presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJ), Alfredo Maia, na sessão pública de anúncio da criação da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa (FJLP), realizada hoje, com a presença do Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

A assembleia, em que participam organizações de jornalistas de Angola,Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe, começou por aprovar o relatório da Comissão Ah Hoc da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa, a que se seguiu um período de informação sobre a situação profissional dos jornalistas e as condições para o exercício da profissão nos vários países.

Os trabalhos prosseguiram da parte da tarde com a sessão pública de anúncio da criação da FJLP. Na cerimónia participaram, entre outros, o Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Simões Pereira; o Director do Cenjor, Fernando Cascais; o Presidente do Conselho Deontológico, Orlando César; e o Presidente do Conselho Geral, José Carlos Vasconcelos.

Coube ao Presidente do SJ, Alfredo Maia, lembrar o longo caminho percorrido para se chegar à criação da FJLP e os problemas que os jornalistas enfrentam num mundo cada vez mais globalizado, onde a “concentração da propriedade dos meios de informação, que está na origem de um clube restrito de grupos económicos que controla todas as grandes publicações, as televisões e as principais rádios não representa apenas o domínio da capacidade de recolher, tratar e difundir informação e um enorme poder de intervenção no espaço público”, mas também o “controlo do mercado do trabalho dos jornalistas e outros trabalhadores, estabelecendo e impondo as regras sobre quem entra, quem permanece e quem sai das empresas, que é como quem diz da profissão”.

Na sua intervenção – que se publica em anexo -, Alfredo Maia sublinhou a necessidade urgente de “organizar e globalizar a resistência” a esta situação, nomeadamente através da “criação, manutenção e expansão de organizações internacionais fortes, coesas, activas e influentes, que dêem força às organizações filiadas, projectem os seus problemas e as suas lutas para fora das suas fronteiras e lhes emprestem a voz junto dos poderes e organismos internacionais”.

É neste contexto que surge a FJLP, disse, que é de “jornalistas de língua portuguesa e reflecte as realidades e os projectos de uma comunidade concreta, perspectivando uma efectiva cooperação, desinteressada e fraterna, assente na complexa história comum das pátrias onde nos foi dado nascer e no património linguístico partilhado por 225 milhões de falantes do Português”.

O Secretário Executivo da CPLP, por seu turno, agradeceu o facto de a CPLP se poder "sentir parte" desta iniciativa e sublinhou a importância de serem os próprios jornalistas a "fazer o diagnóstico" do que deve ser feito, no âmbito da Comunidade, para ultrapassar problemas que se colocam à cooperação dos profissionais da comunicação social lusófona.

Na sua intervenção - publicada em anexo –, e respondendo a uma questão colocada pelo Presidente do SJ sobre os obstáculos que se colocam à livre circulação dos jornalistas, Simões Pereira reconheceu que, embora a "livre circulação seja uma questão que interessa a todos" e que "todos estão empenhados em resolver", subsistem "implicações ao nível interno dos estados que é preciso resolver".

Um primeiro passo foi dado com a criação da Assembleia Parlamentar, em Abril de 2009, disse, um novo passo está a ser dado com a criação da FJLP, importando agora conjugar esforços para "sensibilizar os decisores políticos".

Na sessão interveio ainda Messias Constantino, Presidente da AJECO, dizendo que o "dia 5 de Dezembro de 2009 marca um ponto de viragem na relação dos jornalistas de língua portuguesa", pois com a formação da FJLP abre-se um "espaço de diálogo, intercâmbio e cooperação" entre os profissionais dos média dos países lusófonos.

Afirmando que a Federação quer ser "um parceiro privilegiado da CPLP", Messias Constantino manifestou a esperança de que, juntas, as duas organizações possam influenciar os estados para a implementação de órgãos de comunicação para a lusofonia.

terça-feira, 17 de março de 2009

Brasil é escolhido como sede da Federação de Jornalistas lusófonos

Fonte: Portal Imprensa/13 março 2009

Está marcada para o dia 29 de maio deste ano, na cidade de Sumbe, em Angola, a criação da Federação de Jornalistas lusófonos. Dela, farão parte os países que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre eles, o Brasil.
A sede da Federação será na cidade de São Paulo (SP) e conta com a participação das diversas organizações dos países da CPLP, que são Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Nesta sexta-feira (13), o secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, incentivou que fosse criada a associação, para que ela contribua com a melhor comunicação dos Estados que fazem parte da entidade.
De acordo com Simões, a Federação de Jornalistas lusófonos, a ser formalizada no final do mês de maio, terá papel importante e decisivo na divulgação da CPLP, seus trabalhos e seus objetivos, informa a Agência Lusa.
O secretário se reuniu na sede da entidade, em Lisboa, com uma delegação composta por dois jornalistas angolanos, além da brasileira Mônica Delicato, escolhidos durante reunião realizada na semana passada, em Cabo Verde.
A Federação visa agilizar a circulação de informação de país para país. Em longo prazo, a entidade poderá efetivar planos mais ambiciosos como uma agência de notícias e um canal de televisão. Ela pretende, ainda, auxiliar países em que os profissionais não possuem apoio jurídico para exercer a profissão.

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Cabo Verde recebe encontro de jornalistas de países de Língua Portuguesa

quarta-feira, 4 de março de 2009

Jornalistas lusófonos pedem entidade representativa na CPLP

Cidade da Praia, 3 mar (Lusa) - A Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, acolhe, entre quarta e sexta-feira, o terceiro encontro de jornalistas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que vai analisar a possibilidade de criação de uma entidade que represente a categoria no espaço lusófono.

Em declarações à Agência Lusa, Hulda Moreira, presidente da Associação de Jornalistas de Cabo Verde (Ajoc), entidade que organiza a iniciativa, disse que a reunião pretende dar continuidade aos trabalhos já lançados em encontros realizados no ano passado em Malange (Angola), em abril, e São Paulo, em agosto.

Dos oito Estados-membros da CPLP, apenas não estarão representados no encontro da Cidade da Praia as associações representativas do Timor Leste, por razões financeiras, e de Portugal, que, porém, se manterá em "permanente contato" com os trabalhos, acrescentou Hulda, que é também jornalista da delegação da RTP África em Cabo Verde.

Angola estará representada no encontro pela Associação de Jornalistas Econômicos (Ajeco) e pelo Sindicato dos Jornalistas (SJ) e o Brasil pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), enquanto Moçambique e São Tomé e Príncipe estarão presentes com os respectivos sindicatos da categoria.

Hulda Moreira disse que ainda espera que o Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau possa estar presente, apesar dos assassinatos do presidente da República, João Bernardo Nino Vieira, e do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié.

O encontro deverá contar com as presenças do ministro das Relações Exteriores de Cabo Verde, José Brito, atualmente na Guiné-Bissau, na sessão de abertura, e do presidente do Parlamento cabo-verdiano, Aristides Lima, no encerramento.

Além de lembrar as atas das reuniões de Malanje e de São Paulo, os participantes vão analisar o panorama da imprensa nos respectivos países e discutirão as propostas de estatutos para os órgãos sociais, designação e insígnia da entidade que vier a ser criada.