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domingo, 25 de setembro de 2016
Vaticano/Papa Francisco: "Jornalismo não pode virar uma arma de destruição"
terça-feira, 29 de setembro de 2015
“O Brasil vai continuar no caminho da democracia”, diz Dilma
28 setembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
Dilma deixou claro que governo e a sociedade não toleram a corrupção
e o Brasil vai continuar no caminho da democracia (Cia Pak/ ONU)
Em discurso de abertura da 70ª sessão da Assembleia Geral da ONU, nesta segunda-feira (28), a presidenta Dilma falou sobre a crise migratória e a questão dos refugiados; as metas para a Agenda 2030 e o atual processo político do Brasil. Neste ponto, deixou claro que o país “vai continuar trilhando o caminho democrático”.
Sobre o atual processo de instabilidade política que o país passa, a presidenta destacou ainda a importância da investigação e da punição de todo e qualquer político envolvido em processos de corrupção. Não titubeou ao afirmar que “o governo e a sociedade não toleram a corrupção”. Afirmou ainda que em um ambiente soberano e democrático, como é o do Brasil, os juízes devem julgar com liberdade, sem pressões ou paixões políticas; e os governantes devem
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Inglaterra/O RACISMO À FLOR DA PELE
“Praga” foi a palavra escolhida pelo chefe do governo de Sua Majestade para citar o movimento de refugiados desejando entrar no Reino Unido, onde muitos têm familiares, a partir do porto francês de Calais. Autorizado pela franqueza do discurso do seu chefe, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Philip Hammond, assumiu essa preocupação de maneira mais abrangente, em nome de toda a Europa, durante uma entrevista à BBC. “A Europa não conseguirá proteger-se e preservar o seu estilo de vida e a sua estrutura social se absorver os milhões de imigrantes vindos de África”, disse. E logo a comunicação social tablóide e não só se sentiu encorajada a soltar os impropérios racistas, até agora tão dificilmente recalcados, para associar os refugiados e imigrantes a “pilhagens”, “marés de desordeiros”, “correntes de malfeitores” – enfim, a escalada verbal corresponde
sábado, 23 de maio de 2015
Imigrantes/EUROPA ATRASOU-SE 500 ANOS
sábado, 14 de março de 2015
Brasil/MST emite nota ao povo brasileiro sobre ameaças contra Stédile
NOTA AO POVO BRASILEIRO
Circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede “Stedile vivo ou morto”. Apresentando-o como líder do MST e “inimigo da Pátria”, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido. Em outras palavras, está incentivado e prometendo pagar para matar uma pessoa, no caso João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Portugal/A SITUAÇÃO SOCIOECONÓMICA NACIONAL E A PROPOSTA DE ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2015
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
EUROPA NA VANGUARDA… DA DECADÊNCIA
quarta-feira, 4 de março de 2009
Espanha/PARA UM ESTADO DE SÍTIO PERMANENTE COM OS IMIGRANTES
Jubenal Quispe *
2 março 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br
“Senhor(a), boa noite, me apresenta seus documentos, por favor”, é a saudação sacramental que aterroriza aos imigrantes indocumentados nos espaços públicos de Madrid.
“Quando escutei dita saudação, fiquei gelada por um momento. Agachada, tentei convencer-me por um instante que não se dirigiam a mim. Mas não havia ninguém mais ao meu redor. Então, fui custodiada a passar a noite na prisão de Carabanchel e ganhei uma carta de expulsão”, comenta uma boliviana indocumentada, que trabalha em uma casa, de doméstica, cuidando de anciãos. “Fico com os idosos por cerca de 17 horas diárias, seis dias por semana e doze meses por ano, sem contrato, nem segurança social. Em troca, me pagam 650 euros mensais”, comenta a entrevistada. Ela faz parte dos 70% de bolivianos/as em situação de indocumentados na Espanha.
Enquanto isso ocorre, há dias saiu à luz pública a obrigatoriedade imposta aos policiais de cumprir com cotas de detenção de imigrantes. Um policial denunciava: “Estão nos obrigando deter uma determinada quantidade de imigrantes indocumentados nos diferentes municípios. Se cumprimos com as cotas, nos dão, como prêmio, dias livres”.
Na Espanha existem cerca de um milhão e meio de imigrantes indocumentados. Muitos deles ingressaram no país quando a demanda de trabalhadores se multiplicou de 12 a 20 milhões em questão de 13 anos (1994-2007, especialmente nos últimos anos). Então, se necessitavam de braços e pernas para mover a indústria nacional e o setor da construção. O controle policial nos aeroportos e nas fronteiras do sul, nesse momento, era só uma simulação.
Segundo o informe oficial do Escritório Econômico do Presidente, de 2006, “30% do crescimento do PIB da última década pode ser atribuído ao processo de imigração, e essa porcentagem se eleva até 50% se a análise se limita aos últimos cinco anos”. Aqui, a referência é só a economia formal. A exploração do imigrante na economia informal e nos serviços domésticos não entra nos dados contábeis do Estado. E são as trabalhadoras domésticas que mantêm o envelhecido Estado de Bem-Estar, agora em situação de mal estar, não só porque este não lhes paga seguro algum, senão porque cuidam, quase gratuitamente, de sua população envelhecida. Além disso, liberam a muitas mulheres espanholas das tarefas domésticas para que estas colaborem com o Estado. Será que expulsarão todas as trabalhadoras domésticas e todos os imigrantes indocumentados, com cujos trabalhos não pagos algumas empresas compensam suas perdas econômicas nestes tempos de crise?
Agora que a bolha do milagre da economia espanhola, baseada na fé no tijolo, se desinflou, a caça dos imigrantes indocumentados se constitui praticamente em uma política pública, sem a existência de uma justificativa ética ou coerência argumentativa.
Aqui não existe um mínimo de respeito aos direitos fundamentais reconhecidos na Constituição Política. Onde está o direito à livre locomoção que o Estado espanhol exige a seus similares do sul? Onde está o direito ao devido processo para os detidos nos Centros de Internamento para Estrangeiros? Por que os deixaram entrar no país se o Estado espanhol sabia que os do sul não vinham fazer turismo no norte? “Chamaram os imigrantes, com ou sem documentos, e os espremeram por igual, até convertê-los em dejetos sócio-trabalhistas. E, agora, a polícia persegue esses remanescentes do deficitário mercado trabalhista espanhol, buscando um prêmio ao melhor caçador. Você não acha que estamos diante de uma versão pós-moderna do circo romano? Onde está o Estado de Direito?
Essa política pública anti-imigrante, inspirada na filosofia do Estado de Sítio, terminará deteriorando as debilitadas bases da convivência pacífica. Se está atiçando o fogo da xenofobia contra o outro diferente e alimentando guetos étnicos na Espanha multicultural. Debaixo dessa lógica política, mais cedo ou mais tarde, a Europa desandará pelas históricas rotas da aniquilação.
Essa situação deveria preocupar a todos/as. Estamos assistindo à emergência de um Estado de exceção permanente. Um contexto no qual as garantias constitucionais são suprimidas e se concedem os direitos segundo as condições ideológicas, de origem, de gênero etc. Agora são os imigrantes, amanhã serão as mulheres, os bascos ou os catalãos. Aqui, não se reconhecem mais os direitos e as garantias das pessoas justamente por serem pessoas, mas sim com base em suas condições!
* Jubenal Quispe é advogado e ativista boliviano
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/espanha-2013-para-um-estado-de-sitio-permanente-com-os-imigrantes
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Moçambique/«Há condições para nova onda de xenofobia na África do Sul»
13 agosto 2008
A Liga dos Direitos Humanos (LDH) de Moçambique e a The Citizenship Rights in África Initiative, associação de defesa dos direitos humanos na África do Sul, alertaram hoje para o risco de "novos ataques contra estrangeiros"neste último país.
Mais de 50 pessoas morreram e mais de 100 mil foram obrigadas a fugir das suas casas, durante a onda de xenofobia que assolou a África do Sul, entre Maio e Junho deste ano, e que atingiu maioritariamente imigrantes moçambicanos e do Zimbabué.
Numa conferência de imprensa na capital moçambicana, em que deram a conhecer os resultados preliminares de um estudo conjunto sobre as causas da violência na África do Sul, a LDH e a The Citizenship Rights in Africa Initiative avisaram que "há condições e potencialidades para mais ataques contra os estrangeiros".
O Governo sul-africano anunciou esta semana que vai iniciar na sexta-feira o encerramento dos campos de alojamento de milhares de estrangeiros que fugiram da violência e proceder à sua reintegração nas comunidades de onde foram expulsos.
"Reintegrar os estrangeiros nas comunidades de onde fugiram será perigoso, pois não foram resolvidas as questões que provocaram a onda de xenofobia de Maio passado, como a elaboração de uma política de migração coerente", sublinhou Custódio Duma, jurista da LDH, na apresentação das conclusões preliminares do estudo.
Segundo os autores do estudo, as autoridades sul-africanas não garantem segurança aos imigrantes que retornarem às comunidades de onde foram expulsas nem identificaram áreas habitacionais alternativas para acolher estrangeiros rejeitados pelos nacionais sul-africanos.
"A África do Sul não tem uma política de emprego que indique claramente que oportunidades de emprego podem ser destinados aos estrangeiros, por forma a que não se gerem situações de rivalidade pela busca de trabalho", enfatizou Duma, lembrando que "a escassez de emprego foi apontada como uma das causas da violência contra os estrangeiros".
A falta de preparação das comunidades pobres sul-africanas para aceitar o modo de vida dos imigrantes também contribuiu para as escaramuças de Maio e Junho, observam as duas organizações de defesa dos direitos humanos.
"Os sul-africanos reagem com estranheza ao facto de os imigrantes desenvolverem sem problemas o comércio informal. Dizem até que os moçambicanos e zimbabueanos andam com supermercados às costas", afirmou Custódio Duma.
As duas organizações entendem ainda que " é real" o risco de violência contra estrangeiros noutros países da África Austral que acolhem comunidades imigrantes significativas, como Moçambique, "porque há também um olhar de desconfiança da população local em relação aos de fora, principalmente em relação a algum desafogo financeiro que alguns estrangeiros ostentam". (Noticias Lusófonas)
terça-feira, 29 de julho de 2008
UM DELITO DE IMIGRAÇÃO
A "Diretiva do Retorno", que também pode ser chamada de Diretiva da Deportação ou da Vergonha, revela-se uma verdadeira lei de expulsão dos imigrantes, violando direitos fundamentais consagrados e fazendo retroceder conquistas da humanidade estabelecidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.
Gisele Ricobom e Carol Proner*
Data: 20 junho 2008
No momento em que o Brasil comemora os cem anos da imigração japonesa, reconhecendo a colaboração desses imigrantes na construção do nosso país, o Parlamento Europeu aprova a chamada “Diretiva do Retorno”, política de endurecimento à imigração e que provoca reações indignadas de todos os governos latino-americanos.
A diretiva, que entrará em vigor em dois anos, tem como objetivo adaptar a Europa aos novos tempos de liberalismo e globalização. Após o Tratado de Maastricht, as legislações nacionais de imigração foram reformadas. Os processos para obtenção de vistos para estudantes e trabalhadores passaram a observar rigorosos procedimentos e houve redução progressiva no direito de asilo. Nos últimos tempos, tornaram-se comuns as deportações injustificadas de latino-americanos em aeroportos da Europa e as cruéis deportações de africanos sobreviventes de Gibraltar.
Segundo o texto da diretiva, aqueles imigrantes que não regressarem aos seus países de origem voluntariamente em até 30 dias, poderão ser detidos por até 18 meses. A formulação é ambígua e traduz verdadeira obrigação acompanhada de ameaça, um “delito de imigração”.
Ademais, o estrangeiro que tenha sido deportado terá interdição de entrada de até cinco anos, não podendo retornar aquele país durante esse período, em ação similar ao instituto da expulsão. Esse período poderá ser ainda maior em caso de a detenção ter como causa ameaças à segurança. De acordo com a diretiva, até mesmo crianças poderão sofrer a detenção, ainda que gozem de tratamento diferenciado.
A situação que causou maior polêmica foi o custeamento da assistência jurídica aos detentos, visto que alguns países estavam reticentes em arcar com esses custos. Na dúvida, será prerrogativa do Estado oferecer ou não a assistência jurídica gratuita. Portanto, dependendo do país, se o estrangeiro não tiver condições de custear a defesa dos seus direitos básicos, poderá ficar sem qualquer auxílio.
A Diretiva da Deportação ou da Vergonha revela-se uma verdadeira lei de expulsão dos imigrantes, violando direitos fundamentais consagrados e fazendo retroceder conquistas da humanidade, como os artigos 2, 3, 5, 6, 7, 8 e 9 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, em particular o artigo 13 que reza:
I) Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
II) Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.
Inspirados em ideologias de natureza xenófobas, que ignoram a motivação, os laços familiares, laborais, as intenções e a importância dessas pessoas para o desenvolvimento da economia européia, o Parlamento Europeu provoca a comunidade internacional para a pior reação possível, a legítima e soberana aplicação do princípio da reciprocidade.
A América Latina acolheu a miséria e o desespero dos emigrantes europeus em diferentes levas, sempre com respeito e humanidade. Chegaram cansados, com medo e desesperançados, sem documentos ou visas, e foram simplesmente bem vindos. O fenômeno migratório faz parte da história da humanidade e a Europa de hoje esquece o seu passado. Não pretende compartir os benefícios da globalização que aufere vendendo produtos e ampliando o comércio dentro dos mesmos países que agora pretende desrespeitar.
* Professoras de Direito Internacional da UniBrasil. (giselericobom@hotmail.com e carolproner@uol.com.br).
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15063
sexta-feira, 25 de julho de 2008
MANIFESTO CONTRA A LEI DE MIGRAÇÃO EUROPÉIA*
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br
21 julho 2008
Nas últimas semanas nos articulamos vários intelectuais e ativistas sociais que vivemos nas Américas e que somos descendentes de europeus.
Estamos indignados contra a Lei de Diretrizes do Retorno, que criminaliza os migrantes que agora chegam à Europa desde as Américas, África e Ásia.
Enviamos o Manifesto já assinado por alguns. Pedimos que nos ajudem a difundi-lo a partir da próxima semana, dias 24 e 25 de julho.
a) Enviem para parlamentares e governantes europeus.
b) Enviem para a imprensa local.
c) Os que vivem nas Américas, vejam como fazer para chegar à imprensa e às Embaixadas dos governos europeus.
d) Os que atuam em parlamentos, vejam como difundi-lo na tribuna etc.
Saudações a todos e todas
Pelos que assinam,
João Pedro Stedile
Leia o Manifesto em português. (Abaixo em vários idiomas, divulgue)
Senhores governantes
e parlamentares Europeus
Alguns de nossos antepassados, poucos, muitos ou todos, vieram da Europa.
O Mundo inteiro recebeu com generosidade aos trabalhadores que de lá vieram.
Agora, uma nova lei européia, ditada pela crescente crise econômica, castiga como crime o livre movimento das pessoas, que é um direito consagrado pela legislação internacional, há muitos anos.
Isto nada tem de espanto, porque sempre os trabalhadores estrangeiros são os bodes-expiatórios, os culpados das crises de um sistema que os usa enquanto necessita e logo os despeja na lata do lixo!
Nada tem de espantoso, mas muito de infame!
O esquecimento, nada inocente, impede que a Europa recorde que não seria Europa sem a mão-de-obra barata vinda de fora e sem as riquezas que o mundo inteiro lhes deu. A Europa não seria Europa sem o genocídio praticado contra os povos indígenas nas Américas e sem a escravidão imposta aos filhos da África, para colocar apenas dois exemplos a esses esquecimentos.
Europa deveria pedir perdão ao mundo, ou pelo menos agradecer-lhe, em vez de impor por lei, a perseguição e o castigo aos trabalhadores migrantes, que ali chegam expulsos pela fome e pelas guerras que os donos do mundo lhes impõem, em seus países de origem.
Cordialmente,
* Assinam:
ARGENTINA
Adolfo Pérez Esquivel - Prêmio Nobel da Paz
Atilio Boron, escritor
Hebe Bonafini, Mães da Plaza de Mayo
Osvaldo Bayer, Escritor
Hermana Martha Pelloni, Direitos Humanos
Diana Mafia, Filósofa feminista
Rally Barrionuevo, Cantor compositor
Claudia Korol, periodista, Clacso
BOLIVIA
Eduardo Paz, professor universitário
Humberto Claure Quezada. Ingeniero, editor revista Pátria Grande
BRASIL
Augusto Boal, teatrólogo
Afrânio Mendes Catani, professor USP
Candido Grzyboswki, sociólogo, IBASE e Fórum Social Mundial (FSM)
Chico Withaker, sociólogo, FSM
Emilia Vioti da Costa, historiadora
Elias de Sá Lima, engenheiro
Gaudêncio Frigotto, educador
Heloisa Fernandes, socióloga, ENFF
Jean Pierre Leroy, ambientalista, FASE
Jean Marc Von der Weid, economista agrícola, ASPTA
João Pedro Stedile, ativista social, MST
Mario Maestri, historiador,
Pedro Casaldáliga, bispo, poeta
Renée France de Carvalho, militante internacionalista
Rita Laura Segato, antropóloga, UNB
Vânia Bambirra, economista
Vito Gianotti, jornalista
CANADÁ
Naomi Kleim, jornalista, escritora, autora de "No Logo"
Pat Mooney, pesquisadora de tecnologias
Michael A. Lebowitz, professor, Simon Fraser University
CHILE
Cosme Caracciolo, Conf. Nac. de Pescadores Artesanales de Chile
Luis Conejeros, presidente do Colegio de Periodistas de Chile
Marco Enríquez-Ominami, deputado
Manuel Cabieses, diretor de la revista Punto Final
Marta Harnecker, socióloga, escritora
Manuel Holzapfel, jornalista
Ernesto Carmona, Conselheiro Nacional do Colegio de Periodistas de Chile
Paul Walder, professor universitário e jornalista
Pedro Lemebel, escritor
Flora Martínez, enfermeira
Alberto Espinoza, advogado
Tomas Hirsch, Porta-voz do Humanismo para Latinoamérica
CUBA
Aleida Guevarra, médica pediatra.
Joel Suárez Rodes, Centro Memorial Dr. Martin Luther King
ECUADOR
Alberto Acosta, economista, asambleísta constituinte
Carolina Portaluppi, escritora
Juan Meriguet Martínez, comunicador
Pavel Égüez, artista plástico
Hanne Holst, feminista
Luigi Stornaiolo, artista plástico
Osvaldo León, jornalista ALAI
Verónica León-Burch, videasta
ESTADOS UNIDOS
Saul Landau, cineasta
Norman Solomon, jornalista
Susanna Hecht, professora de UCLA
Richard Levins, professor de Harvard
Noam Chomsky, professor de MIT
Peter Rosset, investigador
Fernando Coronil, Historiador e antropólogo, Universidad Nueva York
Mario Montalbetti, lingüista e Poeta
John Vandermeer, professor da Universidad de Michigan
HAITI
Jean Casimir, antropólogo, escritor.
Camille Chammers, economista.
MEXICO
Subcomandante Insurgente Marcos, cidadão do mundo no México
Ana Esther Ceceña, economista, investigadora Unam
Felipe Iñiguez Pérez
Maria. De Jesús González Galaviz
Pablo González Casanova, sociólogo
Luis Hernández Navarro, jornalista de La Jornada
Beatriz Aurora, artista mexicana-chilena
Víctor Quintana, deputado estatal e dirigente camponês
Raquel Sosa, escritora, professora da UNAM
Rodolfo Stavenhagen, relator da ONU para direitos indígenas
Silvia Ribeira, investigadora
NICARAGUA
Carlos Mejía Godoy, compositor y cantor
Ernesto Cardenal, Poeta, escritor e sacerdote
Gioconda Belli, poetisa e escritora
Luis Enrique Mejía Godoy, cantor e compositor
Mónica Baltodano, deputada, ex-comandante sandinista
Dora Maria Téllez, ex- comandante sandinista
Sergio Ramírez Mercado, escritor.
PARAGUAY
Fernando Lugo, bispo licenciado, Presidente eleito do Paraguai
Marcial Gilberto Congon, pedagogo popular
Ricardo Canesse, engenheiro, parlamentar Parlasur.
PERU
Aníbal Quijano, sociólogo, escritor
Carmen Pimentel, Psicóloga, escritora
Carmen Lora, Universidad Católica de Perú
Mirko Lauer, poeta, ensaísta
Rolando Ames, cientista social, escritor.
URUGUAI
Eduardo Galeano, escritor
Antonio Elias, economista, SEPLA
VENEZUELA
Maximilien Arvelaiz, diplomata
************
Lea y divulgue en otros idiomas:
Algunos de nuestros antepasados, pocos, muchos o todos, vinieron de Europa.
El mundo entero recibió con generosidad a los trabajadores de la Europa migrante.
Ahora, una nueva ley europea, dictada por la naciente crisis económica, castiga como crimen la libre circulación de las personas, que es un derecho consagrado por la legislación internacional desde hace ya unos cuantos años.
Esto nada tiene de raro, porque desde siempre los trabajadores extranjeros son los chivos emisarios de las crisis de un sistema que los usa mientras los necesita y luego los arroja al tarro de la basura.
Nada tiene de raro, pero mucho tiene de infame.
La amnesia, nada inocente, impide que Europa recuerde que no sería Europa sin la mano de obra barata venida de afuera y sin los servicios que el mundo entero le ha prestado: Europa no sería Europa sin la matanza de los indígenas de las Américas y sin la esclavitud de los hijos del África, por poner sólo un par de ejemplos de esos olvidos.
Europa debería pedir perdón al mundo, o por lo menos darle las gracias, en lugar de consagrar por ley la cacería y el castigo de los trabajadores que a su suelo llegan corridos por el hambre y las guerras que los amos del mundo les regalan.
Desde el continente americano, julio de 2008,
Atentamente
********
Alcuni dei nostri antenati, pochi, molti o tutti, sono venuti dall’Europa.
Il mondo intero ha ricevuto con generosità i lavoratori dell’Europa migrante.
Ora, una nuova legge europea, dettata dalla nascente crisi economica, punisce come crimine la libera circolazione delle persone, che è un diritto consacrato dalla legislazione internazionale già da molti anni.
In questo non c’è niente di originale perché da sempre gli stranieri sono i capri espiatori, messaggeri delle crisi di un sistema che li utilizza quando ne ha bisogno e poi li getta nel secchio della spazzatura.
Non c’è niente di originale ma c’è molto di infame.
L’ amnesia, niente affatto innocente, impedisce che l’Europa ricordi che non sarebbe Europa senza la manodopera a buon mercato venuta da fuori e senza i servizi che il mondo intero le ha prestato: l’Europa non sarebbe Europa senza la strage degli indigeni delle Americhe e senza la schiavitù dei figli dell’Africa, per fare soltanto un paio di esempi tra ciò che ha dimenticato.
L’Europa dovrebbe chiedere perdono al mondo, o per lo meno ringraziarlo, invece di consacrare con una legge la cacciata e la punizione dei lavoratori che toccano il suo suolo spinti dalla fame e dalle guerre che i padroni del mondo regalano loro.
************
Messieurs les Gouvernants et parlementaires Européens
Certains de nos ancêtres, quelques-uns, beaucoup, voire tous, sont venus d'Europe.
Le monde entier a reçu avec générosité les travailleurs de l'Europe migrante.
Aujourd'hui, une nouvelle loi européenne, dictée par la crise économique naissante, punit comme un crime la libre circulation des personnes, qui est un droit consacré par la législation internationale depuis déjà plusieurs années.
Cela n'a rien d'étrange, car depuis toujours les travailleurs étrangers sont les boucs émissaires des crises d'un système qui les utilise tant qu'il en a besoin puis les jette comme des moins que rien.
Cela n'a rien d'étrange, mais c'est très infâme.
L'amnésie, en rien innocente, empêche à l'Europe de se rappeler qu'elle ne serait pas l'Europe sans la main-d'œuvre bon marché venue de l'extérieur et sans les services que le monde entier lui rend : l'Europe ne serait pas l'Europe sans le massacre des indigènes des Amériques, et sans l'esclavage des enfants de l'Afrique, pour ne donner ici que deux exemples de ces oublis.
L'Europe devrait demander pardon au monde, ou tout au moins lui dire merci, plutôt que de consacrer par une loi la chasse et le châtiment aux travailleurs qui arrivent à sa solde, chassés par la faim et les guerres que les maîtres du monde leur offrent en cadeau.
Depuis les Amériques,
Cordialement
***********
Honorable European Governments and Parliamentarians
Some of our ancestors, a few, or many, or all of them, came from
The world received these immigrant workers from
Now, with the new European Directive on Forced Return of Migrants, dictated by the looming economic crisis,
There is nothing strange about this, because foreign workers have always been used as scapegoats for the periodic crises of a system that uses them when necessary, and then discards them in the in the dustbin when no longer needed.
It is not strange, but it is shameful.
It seems that a convenient amnesia prevents Europe from remembering what
Europe should apologize to the world, or at the very least give thanks for what the world has given her, instead of legalizing the hunting down and punishment of hard working people who have come to
From the
cordially,
***********
An die Regierungen und Parlamentarier Europas
Einige unserer Vorfahren - wenige, viele oder alle - kamen aus Europa.
Überall auf der Welt wurden die Arbeiter, die von dort kamen, großzügig aufgenommen.
Ein neues europäisches Gesetz, diktiert von der wachsenden Wirtschaftskrise, macht jetzt den freien Personenverkehr, der seit langem in der internationalen Gesetzgebung ein unantastbares Recht ist, zu einer strafbaren Handlung.
Das ist nicht überraschend, weil ausländische Arbeitskräfte immer als Sündenböcke für die Krisen eines Systems verantwortlich gemacht werden, das sie gebraucht solange sie nützlich sind, um sie dann in den „Müllkübel" zu werfen!
Daran ist nichts überraschendes, aber sehr viel Schändliches!
Das - keineswegs unschuldige - Vergessen hindert Europa daran, sich zu erinnern, das es nicht dieses Europa wäre ohne die billige Arbeitskraft von außen und die Reichtümer, die aus allen Teilen der Welt geholt wurden. Europa wäre nicht Europa ohne den Genozid an den indigenen Völkern Amerikas und ohne die Versklavung der Kinder Afrikas, um nur zwei vergessene Beispiele zu nennen!
Europa sollte die Länder des Südens um Vergebung bitten, oder ihnen zumindest danken, anstatt mittels Gesetz ausländische ArbeiterInnen zu verfolgen und zu bestrafen, die aus ihren Heimatländern durch Hunger und Kriege vertrieben werden, die ihnen die Herren der Welt aufzwingen.
(Übersetzung: Johann Kandler- Áustria)
Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
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quarta-feira, 23 de julho de 2008
MANIFESTO CONTRA A LEI DE MIGRAÇÃO EUROPÉIA*
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br
21 julho 2008
Adital - Estimados amigos/as na Europa e no continente americano,
Nas últimas semanas nos articulamos vários intelectuais e ativistas sociais que vivemos nas Américas e que somos descendentes de europeus.
Estamos indignados contra a Lei de Diretrizes do Retorno, que criminaliza os migrantes que agora chegam à Europa desde as Américas, África e Ásia.
Enviamos o Manifesto já assinado por alguns. Pedimos que nos ajudem a difundi-lo a partir da próxima semana, dias 24 e 25 de julho.
a) Enviem para parlamentares e governantes europeus.
b) Enviem para a imprensa local.
c) Os que vivem nas Américas, vejam como fazer para chegar à imprensa e às Embaixadas dos governos europeus.
d) Os que atuam em parlamentos, vejam como difundi-lo na tribuna etc.
Saudações a todos e todas
Pelos que assinam,
João Pedro Stedile
Leia o Manifesto em português. (Abaixo em vários idiomas, divulgue)
Senhores governantes
e parlamentares Europeus
Alguns de nossos antepassados, poucos, muitos ou todos, vieram da Europa.
O Mundo inteiro recebeu com generosidade aos trabalhadores que de lá vieram.
Agora, uma nova lei européia, ditada pela crescente crise econômica, castiga como crime o livre movimento das pessoas, que é um direito consagrado pela legislação internacional, há muitos anos.
Isto nada tem de espanto, porque sempre os trabalhadores estrangeiros são os bodes-expiatórios, os culpados das crises de um sistema que os usa enquanto necessita e logo os despeja na lata do lixo!
Nada tem de espantoso, mas muito de infame!
O esquecimento, nada inocente, impede que a Europa recorde que não seria Europa sem a mão-de-obra barata vinda de fora e sem as riquezas que o mundo inteiro lhes deu. A Europa não seria Europa sem o genocídio praticado contra os povos indígenas nas Américas e sem a escravidão imposta aos filhos da África, para colocar apenas dois exemplos a esses esquecimentos.
Europa deveria pedir perdão ao mundo, ou pelo menos agradecer-lhe, em vez de impor por lei, a perseguição e o castigo aos trabalhadores migrantes, que ali chegam expulsos pela fome e pelas guerras que os donos do mundo lhes impõem, em seus países de origem.
Cordialmente,
* Assinam:
ARGENTINA
Adolfo Pérez Esquivel - Prêmio Nobel da Paz
Atilio Boron, escritor
Hebe Bonafini, Mães da Plaza de Mayo
Osvaldo Bayer, Escritor
Hermana Martha Pelloni, Direitos Humanos
Diana Mafia, Filósofa feminista
Rally Barrionuevo, Cantor compositor
Claudia Korol, periodista, Clacso
BOLIVIA
Eduardo Paz, professor universitário
Humberto Claure Quezada. Ingeniero, editor revista Pátria Grande
BRASIL
Augusto Boal, teatrólogo
Afrânio Mendes Catani, professor USP
Candido Grzyboswki, sociólogo, IBASE e Fórum Social Mundial (FSM)
Chico Withaker, sociólogo, FSM
Emilia Vioti da Costa, historiadora
Elias de Sá Lima, engenheiro
Gaudêncio Frigotto, educador
Heloisa Fernandes, socióloga, ENFF
Jean Pierre Leroy, ambientalista, FASE
Jean Marc Von der Weid, economista agrícola, ASPTA
João Pedro Stedile, ativista social, MST
Mario Maestri, historiador,
Pedro Casaldáliga, bispo, poeta
Renée France de Carvalho, militante internacionalista
Rita Laura Segato, antropóloga, UNB
Vânia Bambirra, economista
Vito Gianotti, jornalista
CANADÁ
Naomi Kleim, jornalista, escritora, autora de "No Logo"
Pat Mooney, pesquisadora de tecnologias
Michael A. Lebowitz, professor, Simon Fraser University
CHILE
Cosme Caracciolo, Conf. Nac. de Pescadores Artesanales de Chile
Luis Conejeros, presidente do Colegio de Periodistas de Chile
Marco Enríquez-Ominami, deputado
Manuel Cabieses, diretor de la revista Punto Final
Marta Harnecker, socióloga, escritora
Manuel Holzapfel, jornalista
Ernesto Carmona, Conselheiro Nacional do Colegio de Periodistas de Chile
Paul Walder, professor universitário e jornalista
Pedro Lemebel, escritor
Flora Martínez, enfermeira
Alberto Espinoza, advogado
Tomas Hirsch, Porta-voz do Humanismo para Latinoamérica
CUBA
Aleida Guevarra, médica pediatra.
Joel Suárez Rodes, Centro Memorial Dr. Martin Luther King
ECUADOR
Alberto Acosta, economista, asambleísta constituinte
Carolina Portaluppi, escritora
Juan Meriguet Martínez, comunicador
Pavel Égüez, artista plástico
Hanne Holst, feminista
Luigi Stornaiolo, artista plástico
Osvaldo León, jornalista ALAI
Verónica León-Burch, videasta
ESTADOS UNIDOS
Saul Landau, cineasta
Norman Solomon, jornalista
Susanna Hecht, professora de UCLA
Richard Levins, professor de Harvard
Noam Chomsky, professor de MIT
Peter Rosset, investigador
Fernando Coronil, Historiador e antropólogo, Universidad Nueva York
Mario Montalbetti, lingüista e Poeta
John Vandermeer, professor da Universidad de Michigan
HAITI
Jean Casimir, antropólogo, escritor.
Camille Chammers, economista.
MEXICO
Subcomandante Insurgente Marcos, cidadão do mundo no México
Ana Esther Ceceña, economista, investigadora Unam
Felipe Iñiguez Pérez
Maria. De Jesús González Galaviz
Pablo González Casanova, sociólogo
Luis Hernández Navarro, jornalista de La Jornada
Beatriz Aurora, artista mexicana-chilena
Víctor Quintana, deputado estatal e dirigente camponês
Raquel Sosa, escritora, professora da UNAM
Rodolfo Stavenhagen, relator da ONU para direitos indígenas
Silvia Ribeira, investigadora
NICARAGUA
Carlos Mejía Godoy, compositor y cantor
Ernesto Cardenal, Poeta, escritor e sacerdote
Gioconda Belli, poetisa e escritora
Luis Enrique Mejía Godoy, cantor e compositor
Mónica Baltodano, deputada, ex-comandante sandinista
Dora Maria Téllez, ex- comandante sandinista
Sergio Ramírez Mercado, escritor.
PARAGUAY
Fernando Lugo, bispo licenciado, Presidente eleito do Paraguai
Marcial Gilberto Congon, pedagogo popular
Ricardo Canesse, engenheiro, parlamentar Parlasur.
PERU
Aníbal Quijano, sociólogo, escritor
Carmen Pimentel, Psicóloga, escritora
Carmen Lora, Universidad Católica de Perú
Mirko Lauer, poeta, ensaísta
Rolando Ames, cientista social, escritor.
URUGUAI
Eduardo Galeano, escritor
Antonio Elias, economista, SEPLA
VENEZUELA
Maximilien Arvelaiz, diplomata
************
Lea y divulgue en otros idiomas:
Algunos de nuestros antepasados, pocos, muchos o todos, vinieron de Europa.
El mundo entero recibió con generosidad a los trabajadores de la Europa migrante.
Ahora, una nueva ley europea, dictada por la naciente crisis económica, castiga como crimen la libre circulación de las personas, que es un derecho consagrado por la legislación internacional desde hace ya unos cuantos años.
Esto nada tiene de raro, porque desde siempre los trabajadores extranjeros son los chivos emisarios de las crisis de un sistema que los usa mientras los necesita y luego los arroja al tarro de la basura.
Nada tiene de raro, pero mucho tiene de infame.
La amnesia, nada inocente, impide que Europa recuerde que no sería Europa sin la mano de obra barata venida de afuera y sin los servicios que el mundo entero le ha prestado: Europa no sería Europa sin la matanza de los indígenas de las Américas y sin la esclavitud de los hijos del África, por poner sólo un par de ejemplos de esos olvidos.
Europa debería pedir perdón al mundo, o por lo menos darle las gracias, en lugar de consagrar por ley la cacería y el castigo de los trabajadores que a su suelo llegan corridos por el hambre y las guerras que los amos del mundo les regalan.
Desde el continente americano, julio de 2008,
Atentamente
********
Alcuni dei nostri antenati, pochi, molti o tutti, sono venuti dall’Europa.
Il mondo intero ha ricevuto con generosità i lavoratori dell’Europa migrante.
Ora, una nuova legge europea, dettata dalla nascente crisi economica, punisce come crimine la libera circolazione delle persone, che è un diritto consacrato dalla legislazione internazionale già da molti anni.
In questo non c’è niente di originale perché da sempre gli stranieri sono i capri espiatori, messaggeri delle crisi di un sistema che li utilizza quando ne ha bisogno e poi li getta nel secchio della spazzatura.
Non c’è niente di originale ma c’è molto di infame.
L’ amnesia, niente affatto innocente, impedisce che l’Europa ricordi che non sarebbe Europa senza la manodopera a buon mercato venuta da fuori e senza i servizi che il mondo intero le ha prestato: l’Europa non sarebbe Europa senza la strage degli indigeni delle Americhe e senza la schiavitù dei figli dell’Africa, per fare soltanto un paio di esempi tra ciò che ha dimenticato.
L’Europa dovrebbe chiedere perdono al mondo, o per lo meno ringraziarlo, invece di consacrare con una legge la cacciata e la punizione dei lavoratori che toccano il suo suolo spinti dalla fame e dalle guerre che i padroni del mondo regalano loro.
************
Messieurs les Gouvernants et parlementaires Européens
Certains de nos ancêtres, quelques-uns, beaucoup, voire tous, sont venus d'Europe.
Le monde entier a reçu avec générosité les travailleurs de l'Europe migrante.
Aujourd'hui, une nouvelle loi européenne, dictée par la crise économique naissante, punit comme un crime la libre circulation des personnes, qui est un droit consacré par la législation internationale depuis déjà plusieurs années.
Cela n'a rien d'étrange, car depuis toujours les travailleurs étrangers sont les boucs émissaires des crises d'un système qui les utilise tant qu'il en a besoin puis les jette comme des moins que rien.
Cela n'a rien d'étrange, mais c'est très infâme.
L'amnésie, en rien innocente, empêche à l'Europe de se rappeler qu'elle ne serait pas l'Europe sans la main-d'œuvre bon marché venue de l'extérieur et sans les services que le monde entier lui rend : l'Europe ne serait pas l'Europe sans le massacre des indigènes des Amériques, et sans l'esclavage des enfants de l'Afrique, pour ne donner ici que deux exemples de ces oublis.
L'Europe devrait demander pardon au monde, ou tout au moins lui dire merci, plutôt que de consacrer par une loi la chasse et le châtiment aux travailleurs qui arrivent à sa solde, chassés par la faim et les guerres que les maîtres du monde leur offrent en cadeau.
Depuis les Amériques,
Cordialement
***********
Honorable European Governments and Parliamentarians
Some of our ancestors, a few, or many, or all of them, came from
The world received these immigrant workers from
Now, with the new European Directive on Forced Return of Migrants, dictated by the looming economic crisis,
There is nothing strange about this, because foreign workers have always been used as scapegoats for the periodic crises of a system that uses them when necessary, and then discards them in the in the dustbin when no longer needed.
It is not strange, but it is shameful.
It seems that a convenient amnesia prevents Europe from remembering what
Europe should apologize to the world, or at the very least give thanks for what the world has given her, instead of legalizing the hunting down and punishment of hard working people who have come to
From the
cordially,
***********
An die Regierungen und Parlamentarier Europas
Einige unserer Vorfahren - wenige, viele oder alle - kamen aus Europa.
Überall auf der Welt wurden die Arbeiter, die von dort kamen, großzügig aufgenommen.
Ein neues europäisches Gesetz, diktiert von der wachsenden Wirtschaftskrise, macht jetzt den freien Personenverkehr, der seit langem in der internationalen Gesetzgebung ein unantastbares Recht ist, zu einer strafbaren Handlung.
Das ist nicht überraschend, weil ausländische Arbeitskräfte immer als Sündenböcke für die Krisen eines Systems verantwortlich gemacht werden, das sie gebraucht solange sie nützlich sind, um sie dann in den „Müllkübel" zu werfen!
Daran ist nichts überraschendes, aber sehr viel Schändliches!
Das - keineswegs unschuldige - Vergessen hindert Europa daran, sich zu erinnern, das es nicht dieses Europa wäre ohne die billige Arbeitskraft von außen und die Reichtümer, die aus allen Teilen der Welt geholt wurden. Europa wäre nicht Europa ohne den Genozid an den indigenen Völkern Amerikas und ohne die Versklavung der Kinder Afrikas, um nur zwei vergessene Beispiele zu nennen!
Europa sollte die Länder des Südens um Vergebung bitten, oder ihnen zumindest danken, anstatt mittels Gesetz ausländische ArbeiterInnen zu verfolgen und zu bestrafen, die aus ihren Heimatländern durch Hunger und Kriege vertrieben werden, die ihnen die Herren der Welt aufzwingen.
(Übersetzung: Johann Kandler- Áustria)
Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
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terça-feira, 22 de julho de 2008
MANIFESTO CONTRA A LEI DE MIGRAÇÃO EUROPÉIA*
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br
21 julho 2008
Adital - Estimados amigos/as na Europa e no continente americano,
Nas últimas semanas nos articulamos vários intelectuais e ativistas sociais que vivemos nas Américas e que somos descendentes de europeus.
Estamos indignados contra a Lei de Diretrizes do Retorno, que criminaliza os migrantes que agora chegam à Europa desde as Américas, África e Ásia.
Enviamos o Manifesto já assinado por alguns. Pedimos que nos ajudem a difundi-lo a partir da próxima semana, dias 24 e 25 de julho.
a) Enviem para parlamentares e governantes europeus.
b) Enviem para a imprensa local.
c) Os que vivem nas Américas, vejam como fazer para chegar à imprensa e às Embaixadas dos governos europeus.
d) Os que atuam em parlamentos, vejam como difundi-lo na tribuna etc.
Saudações a todos e todas
Pelos que assinam,
João Pedro Stedile
Leia o Manifesto em português. (Abaixo em vários idiomas, divulgue)
Senhores governantes
e parlamentares Europeus
Alguns de nossos antepassados, poucos, muitos ou todos, vieram da Europa.
O Mundo inteiro recebeu com generosidade aos trabalhadores que de lá vieram.
Agora, uma nova lei européia, ditada pela crescente crise econômica, castiga como crime o livre movimento das pessoas, que é um direito consagrado pela legislação internacional, há muitos anos.
Isto nada tem de espanto, porque sempre os trabalhadores estrangeiros são os bodes-expiatórios, os culpados das crises de um sistema que os usa enquanto necessita e logo os despeja na lata do lixo!
Nada tem de espantoso, mas muito de infame!
O esquecimento, nada inocente, impede que a Europa recorde que não seria Europa sem a mão-de-obra barata vinda de fora e sem as riquezas que o mundo inteiro lhes deu. A Europa não seria Europa sem o genocídio praticado contra os povos indígenas nas Américas e sem a escravidão imposta aos filhos da África, para colocar apenas dois exemplos a esses esquecimentos.
Europa deveria pedir perdão ao mundo, ou pelo menos agradecer-lhe, em vez de impor por lei, a perseguição e o castigo aos trabalhadores migrantes, que ali chegam expulsos pela fome e pelas guerras que os donos do mundo lhes impõem, em seus países de origem.
Cordialmente,
* Assinam:
ARGENTINA
Adolfo Pérez Esquivel - Prêmio Nobel da Paz
Atilio Boron, escritor
Hebe Bonafini, Mães da Plaza de Mayo
Osvaldo Bayer, Escritor
Hermana Martha Pelloni, Direitos Humanos
Diana Mafia, Filósofa feminista
Rally Barrionuevo, Cantor compositor
Claudia Korol, periodista, Clacso
BOLIVIA
Eduardo Paz, professor universitário
Humberto Claure Quezada. Ingeniero, editor revista Pátria Grande
BRASIL
Augusto Boal, teatrólogo
Afrânio Mendes Catani, professor USP
Candido Grzyboswki, sociólogo, IBASE e Fórum Social Mundial (FSM)
Chico Withaker, sociólogo, FSM
Emilia Vioti da Costa, historiadora
Elias de Sá Lima, engenheiro
Gaudêncio Frigotto, educador
Heloisa Fernandes, socióloga, ENFF
Jean Pierre Leroy, ambientalista, FASE
Jean Marc Von der Weid, economista agrícola, ASPTA
João Pedro Stedile, ativista social, MST
Mario Maestri, historiador,
Pedro Casaldáliga, bispo, poeta
Renée France de Carvalho, militante internacionalista
Rita Laura Segato, antropóloga, UNB
Vânia Bambirra, economista
Vito Gianotti, jornalista
CANADÁ
Naomi Kleim, jornalista, escritora, autora de "No Logo"
Pat Mooney, pesquisadora de tecnologias
Michael A. Lebowitz, professor, Simon Fraser University
CHILE
Cosme Caracciolo, Conf. Nac. de Pescadores Artesanales de Chile
Luis Conejeros, presidente do Colegio de Periodistas de Chile
Marco Enríquez-Ominami, deputado
Manuel Cabieses, diretor de la revista Punto Final
Marta Harnecker, socióloga, escritora
Manuel Holzapfel, jornalista
Ernesto Carmona, Conselheiro Nacional do Colegio de Periodistas de Chile
Paul Walder, professor universitário e jornalista
Pedro Lemebel, escritor
Flora Martínez, enfermeira
Alberto Espinoza, advogado
Tomas Hirsch, Porta-voz do Humanismo para Latinoamérica
CUBA
Aleida Guevarra, médica pediatra.
Joel Suárez Rodes, Centro Memorial Dr. Martin Luther King
ECUADOR
Alberto Acosta, economista, asambleísta constituinte
Carolina Portaluppi, escritora
Juan Meriguet Martínez, comunicador
Pavel Égüez, artista plástico
Hanne Holst, feminista
Luigi Stornaiolo, artista plástico
Osvaldo León, jornalista ALAI
Verónica León-Burch, videasta
ESTADOS UNIDOS
Saul Landau, cineasta
Norman Solomon, jornalista
Susanna Hecht, professora de UCLA
Richard Levins, professor de Harvard
Noam Chomsky, professor de MIT
Peter Rosset, investigador
Fernando Coronil, Historiador e antropólogo, Universidad Nueva York
Mario Montalbetti, lingüista e Poeta
John Vandermeer, professor da Universidad de Michigan
HAITI
Jean Casimir, antropólogo, escritor.
Camille Chammers, economista.
MEXICO
Subcomandante Insurgente Marcos, cidadão do mundo no México
Ana Esther Ceceña, economista, investigadora Unam
Felipe Iñiguez Pérez
Maria. De Jesús González Galaviz
Pablo González Casanova, sociólogo
Luis Hernández Navarro, jornalista de La Jornada
Beatriz Aurora, artista mexicana-chilena
Víctor Quintana, deputado estatal e dirigente camponês
Raquel Sosa, escritora, professora da UNAM
Rodolfo Stavenhagen, relator da ONU para direitos indígenas
Silvia Ribeira, investigadora
NICARAGUA
Carlos Mejía Godoy, compositor y cantor
Ernesto Cardenal, Poeta, escritor e sacerdote
Gioconda Belli, poetisa e escritora
Luis Enrique Mejía Godoy, cantor e compositor
Mónica Baltodano, deputada, ex-comandante sandinista
Dora Maria Téllez, ex- comandante sandinista
Sergio Ramírez Mercado, escritor.
PARAGUAY
Fernando Lugo, bispo licenciado, Presidente eleito do Paraguai
Marcial Gilberto Congon, pedagogo popular
Ricardo Canesse, engenheiro, parlamentar Parlasur.
PERU
Aníbal Quijano, sociólogo, escritor
Carmen Pimentel, Psicóloga, escritora
Carmen Lora, Universidad Católica de Perú
Mirko Lauer, poeta, ensaísta
Rolando Ames, cientista social, escritor.
URUGUAI
Eduardo Galeano, escritor
Antonio Elias, economista, SEPLA
VENEZUELA
Maximilien Arvelaiz, diplomata
************
Lea y divulgue en otros idiomas:
Algunos de nuestros antepasados, pocos, muchos o todos, vinieron de Europa.
El mundo entero recibió con generosidad a los trabajadores de la Europa migrante.
Ahora, una nueva ley europea, dictada por la naciente crisis económica, castiga como crimen la libre circulación de las personas, que es un derecho consagrado por la legislación internacional desde hace ya unos cuantos años.
Esto nada tiene de raro, porque desde siempre los trabajadores extranjeros son los chivos emisarios de las crisis de un sistema que los usa mientras los necesita y luego los arroja al tarro de la basura.
Nada tiene de raro, pero mucho tiene de infame.
La amnesia, nada inocente, impide que Europa recuerde que no sería Europa sin la mano de obra barata venida de afuera y sin los servicios que el mundo entero le ha prestado: Europa no sería Europa sin la matanza de los indígenas de las Américas y sin la esclavitud de los hijos del África, por poner sólo un par de ejemplos de esos olvidos.
Europa debería pedir perdón al mundo, o por lo menos darle las gracias, en lugar de consagrar por ley la cacería y el castigo de los trabajadores que a su suelo llegan corridos por el hambre y las guerras que los amos del mundo les regalan.
Desde el continente americano, julio de 2008,
Atentamente
********
Alcuni dei nostri antenati, pochi, molti o tutti, sono venuti dall’Europa.
Il mondo intero ha ricevuto con generosità i lavoratori dell’Europa migrante.
Ora, una nuova legge europea, dettata dalla nascente crisi economica, punisce come crimine la libera circolazione delle persone, che è un diritto consacrato dalla legislazione internazionale già da molti anni.
In questo non c’è niente di originale perché da sempre gli stranieri sono i capri espiatori, messaggeri delle crisi di un sistema che li utilizza quando ne ha bisogno e poi li getta nel secchio della spazzatura.
Non c’è niente di originale ma c’è molto di infame.
L’ amnesia, niente affatto innocente, impedisce che l’Europa ricordi che non sarebbe Europa senza la manodopera a buon mercato venuta da fuori e senza i servizi che il mondo intero le ha prestato: l’Europa non sarebbe Europa senza la strage degli indigeni delle Americhe e senza la schiavitù dei figli dell’Africa, per fare soltanto un paio di esempi tra ciò che ha dimenticato.
L’Europa dovrebbe chiedere perdono al mondo, o per lo meno ringraziarlo, invece di consacrare con una legge la cacciata e la punizione dei lavoratori che toccano il suo suolo spinti dalla fame e dalle guerre che i padroni del mondo regalano loro.
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Messieurs les Gouvernants et parlementaires Européens
Certains de nos ancêtres, quelques-uns, beaucoup, voire tous, sont venus d'Europe.
Le monde entier a reçu avec générosité les travailleurs de l'Europe migrante.
Aujourd'hui, une nouvelle loi européenne, dictée par la crise économique naissante, punit comme un crime la libre circulation des personnes, qui est un droit consacré par la législation internationale depuis déjà plusieurs années.
Cela n'a rien d'étrange, car depuis toujours les travailleurs étrangers sont les boucs émissaires des crises d'un système qui les utilise tant qu'il en a besoin puis les jette comme des moins que rien.
Cela n'a rien d'étrange, mais c'est très infâme.
L'amnésie, en rien innocente, empêche à l'Europe de se rappeler qu'elle ne serait pas l'Europe sans la main-d'œuvre bon marché venue de l'extérieur et sans les services que le monde entier lui rend : l'Europe ne serait pas l'Europe sans le massacre des indigènes des Amériques, et sans l'esclavage des enfants de l'Afrique, pour ne donner ici que deux exemples de ces oublis.
L'Europe devrait demander pardon au monde, ou tout au moins lui dire merci, plutôt que de consacrer par une loi la chasse et le châtiment aux travailleurs qui arrivent à sa solde, chassés par la faim et les guerres que les maîtres du monde leur offrent en cadeau.
Depuis les Amériques,
Cordialement
***********
Honorable European Governments and Parliamentarians
Some of our ancestors, a few, or many, or all of them, came from
The world received these immigrant workers from
Now, with the new European Directive on Forced Return of Migrants, dictated by the looming economic crisis,
There is nothing strange about this, because foreign workers have always been used as scapegoats for the periodic crises of a system that uses them when necessary, and then discards them in the in the dustbin when no longer needed.
It is not strange, but it is shameful.
It seems that a convenient amnesia prevents Europe from remembering what
Europe should apologize to the world, or at the very least give thanks for what the world has given her, instead of legalizing the hunting down and punishment of hard working people who have come to
From the
cordially,
***********
An die Regierungen und Parlamentarier Europas
Einige unserer Vorfahren - wenige, viele oder alle - kamen aus Europa.
Überall auf der Welt wurden die Arbeiter, die von dort kamen, großzügig aufgenommen.
Ein neues europäisches Gesetz, diktiert von der wachsenden Wirtschaftskrise, macht jetzt den freien Personenverkehr, der seit langem in der internationalen Gesetzgebung ein unantastbares Recht ist, zu einer strafbaren Handlung.
Das ist nicht überraschend, weil ausländische Arbeitskräfte immer als Sündenböcke für die Krisen eines Systems verantwortlich gemacht werden, das sie gebraucht solange sie nützlich sind, um sie dann in den „Müllkübel" zu werfen!
Daran ist nichts überraschendes, aber sehr viel Schändliches!
Das - keineswegs unschuldige - Vergessen hindert Europa daran, sich zu erinnern, das es nicht dieses Europa wäre ohne die billige Arbeitskraft von außen und die Reichtümer, die aus allen Teilen der Welt geholt wurden. Europa wäre nicht Europa ohne den Genozid an den indigenen Völkern Amerikas und ohne die Versklavung der Kinder Afrikas, um nur zwei vergessene Beispiele zu nennen!
Europa sollte die Länder des Südens um Vergebung bitten, oder ihnen zumindest danken, anstatt mittels Gesetz ausländische ArbeiterInnen zu verfolgen und zu bestrafen, die aus ihren Heimatländern durch Hunger und Kriege vertrieben werden, die ihnen die Herren der Welt aufzwingen.
(Übersetzung: Johann Kandler- Áustria)
Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
Para receber o Boletim de Notícias da Adital escreva a adital@adital.com.br


