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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Argentina/Papa adere à campanha por solução negociada sobre soberania das Malvinas

20 agosto 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

por Agência Brasil

O Papa Francisco se uniu a outros sete ganhadores do Prêmio Nobel em uma campanha que pede o diálogo entre Argentina e Reino Unido para encontrar uma solução pacífica para as Malvinas.

O papa Francisco aderiu a uma campanha que pede ao Reino Unido que aceite dialogar com a Argentina sobre a posse das Ilhas Malvinas – ou Falkland Islands para os britânicos. O remoto arquipélago, no Atlântico Sul, é motivo de disputa entre os dois países há dois séculos. Em 2013, a Argentina já havia pedido a intervenção do Papa na disputa pelas Ilhas Malvinas.

Os argentinos reivindicam a soberania das ilhas, que herdaram da Espanha e

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Inglaterra/O RACISMO À FLOR DA PELE

19 de Agosto, 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Goulão

Os grupos declaradamente racistas e xenófobos do Reino Unido, como por exemplo o UKIP, não conseguiram transformar os seus milhões de votos em deputados, mas a mensagem segregacionista não se perdeu e foi tomada em mãos pelo primeiro-ministro David Cameron e respectivo governo.

Reeleito de fresco, Cameron soltou a língua e escancarou o que lhe vai na alma a propósito da “ameaça” que a “praga” da emigração representa para a loira pureza britânica.

“Praga” foi a palavra escolhida pelo chefe do governo de Sua Majestade para citar o movimento de refugiados desejando entrar no Reino Unido, onde muitos têm familiares, a partir do porto francês de Calais. Autorizado pela franqueza do discurso do seu chefe, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Philip Hammond, assumiu essa preocupação de maneira mais abrangente, em nome de toda a Europa, durante uma entrevista à BBC. “A Europa não conseguirá proteger-se e preservar o seu estilo de vida e a sua estrutura social se absorver os milhões de imigrantes vindos de África”, disse. E logo a comunicação social tablóide e não só se sentiu encorajada a soltar os impropérios racistas, até agora tão dificilmente recalcados, para associar os refugiados e imigrantes a “pilhagens”, “marés de desordeiros”, “correntes de malfeitores” – enfim, a escalada verbal corresponde

quarta-feira, 8 de abril de 2015

ALVOS DE GUERRA

7 abril 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


A Venezuela e a Argentina são vítimas de brutal ofensiva da direita, dos sectores oligárquicos e de Washington.

Depois de mais de uma década de sucessivas vitórias de candidatos e governos de esquerda e progressistas, era de se esperar uma contra-ofensiva da direita e dos setores oligárquicos, apoiados politicamente pelos seus porta-vozes da “grande mídia” local e internacional e coordenados estratégica e logisticamente por Washington.

A partir da ascensão de Hugo Chávez ao governo da Venezuela em duas sucessivas eleições presidenciais de 1998 e 2000, a maioria dos países da região passou a ter no comando governos eleitos democraticamente, dedicados a pôr em marcha políticas públicas voltadas às camadas pobres da sociedade, a executar planos de fortalecimento da economia afastados do modelo neoliberal e modernização da infra-estrutura, ao mesmo tempo que marcavam sua posição internacional de soberania, independência e integração de povos e países do continente.

Presidentes com este perfil foram eleitos e reeleitos no Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Venezuela, Nicarágua. O mesmo ocorreu em países cuja constituição não permite reeleição como Uruguai, Chile, Peru, Paraguai, El Salvador. Alguns desses governos eleitos

sexta-feira, 11 de abril de 2014

MALVINAS REPRESENTAM ATENTADO CONTRA A SOBERANIA ARGENTINA E LATINO-AMERICANA

4 abril 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)


Foto: Reprodução"As Malvinas são uma ferida aberta da nossa geração.”. (Declaração de Julian Domingues, presidente da Câmara dos Deputados, à Agência Paco Urondo)
Mateus Ramos/Adital

No aniversário de 32 anos da tomada da capital das Malvinas, Stanley, pela Grã Bretanha, entidades sociais argentinas emitem um informe reivindicando a posse das Ilhas ao povo argentino e latino-americano. De acordo com o documento, "as Malvinas, hoje, são, sem sombra de dúvidas, uma das maiores bases militares da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no mundo. Tal base militar, conhecida como Mount Pleasant, está localizada a apenas 60 quilômetros do Porto Argentino e a 700 quilômetros da costa patagônica, ocupando a região mais plana da Ilha de Soledad, perto do mar e apta para movimentações de aviões e helicópteros. Na Ilha operam, de modo permanente, pelo menos 1.500 militares e 500 civis britânicos.”

Além disso, também há a informação de que a ilha serve de local de treinamento para o exército britânico, "soldados que estiveram em conflitos no Oriente Médio passaram lá seis semanas

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Brasil/Mostra África Hoje acontece a partir do dia 26 em Salvador



24 novembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

De 26 de novembro a 01 de dezembro Salvador recebe, na Caixa Cultural, a 2a edição da mostra de documentários “África Hoje”. Com idealização de Marco Abujamra, realização e coordenação de Mariana Marinho e curadoria de Luciana Hees, o evento oferece um vasto panorama da produção africana contemporânea de documentários, realizados por cineastas de diversas nacionalidades como Senegal, Tunisia, Moçambique, Portugal, Egito, Inglaterra, EUA entre outros.

A mostra “África Hoje” exibirá 18 filmes - entre longas e médias metragens – a maioria inédito no circuito comercial. Os documentários abordam temas múltiplos do universo dos países africanos, alguns muito próximos da realidade brasileira, despertando uma reflexão sobre as diversas maneiras de lidar com questões complexas.

Entre eles, está o filme de abertura “Rouge Parole” (Tunísia/ 2011), um dos principais relatos sobre a Revolução da Tunísia, eleito um dos 12 melhores documentários de 2012 pelo MOMA (Museu de Arte Moderna de NY).

Outro destaque da mostra é o filme “Onde a Água Encontra o Céu” (Reino Unido/2008). Narrado pelo vencedor do Oscar, Morgan Freeman, e escrito por Jordan Roberts (Marcha dos Pinguins), o longa conta a inspiradora história de um grupo de mulheres em uma região remota do norte da Zâmbia que alcançam o inimaginável: aprender a fazer um filme como uma forma de falar sobre suas vidas, levantando uma questão que ninguém vai discutir - a situação das mulheres jovens órfãs devido à AIDS.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PAÍSES DO CARIBE EXIGEM DA EUROPA UMA COMPENSAÇÃO PELA ESCRAVATURA



4 agosto 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Tráfico de escravos pintado num quadro de George Morland/Museu das Artes Africanas e Oceánicas, Paris

Os cálculos mais conservadores indicam que pelo menos 12 milhões de africanos foram sequestrados na costa ocidental do seu continente e transportados em barcos negreiros europeus até às colónias da América, entre os séculos XVI e XVIII. Nem todos sobreviveram a travessia e aqueles que chegaram com vida, trabalharam em condições de escravatura nas plantações dos impérios da Espanha, Inglaterra, Holanda, França e Portugal no Novo Mundo. As nações que integram a Comunidade do Caribe (Caricom) atribuem a origem da sua actual pobreza material à escravatura e ao genocídio perpetrado naqueles tempos. Por isso, decidiram levantar um processo jurídico contra a Inglaterra, Espanha, França, Holanda e Portugal, reclamando uma compensação económica e de investimento em planos de desenvolvimento.

“Estamos a enquadrar a exigência das reparações numa discussão sobre o desenvolvimento. Não estamos a falar de uma confrontação, mas se necessário levaremos o nosso caso para a Corte Internacional de Justicia para negociar”, explicou a historiadora Verene Sheperd, que

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O QUE O PAPA VEM FAZER NO BRASIL?



18 julho 2013, Blog do Emir Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

Emir Sader

 

Estava na programação do papa anterior, que o novo papa cumpre, a visita ao Brasil. É claramente parte de um plano do Vaticano para tentar recuperar terreno perdido nas últimas décadas no continente considerado o mais católico do mundo.

O Papa João Paulo II havia feito uma opção estratégica de alinhamento com os EUA e a Inglaterra, para protagonizar, junto com Ronald Reagan e Margareth Thatcher, a ofensiva final contra a URSS, para provocar o desenlace favorável ao bloco imperialista na guerra fria. Fez parte disso a repressão e o enfraquecimento fundamental da teologia da libertação – que poderia ter sido a versão popular do catolicismo.

A forte ofensiva do Vaticano contra a teologia da liberação matou a galinha dos ovos de ouro do catolicismo e abriu campo para todas as variantes evangélicas, que ocuparam o espaço que poderia ter sido ocupado pela teologia da libertação. Ao invés de se fortalecer, a Igreja Católica entrou numa profunda – e provavelmente irreversível – decadência.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Equador/Acusação contra Assange é falsa, revela inteligência britânica


20 maio 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, revelou o conteúdo de uma mensagem interna de um serviço secreto britânico que qualifica como "montagem" a acusação de assédio sexual contra ele feita na Suécia, como revelou a imprensa britânica nesta segunda-feira (20).

 
Jordi Évole entrevista Assange na Embaixada do Equador em Londres

O jornal The Guardian publicou a entrevista concedida por Assange na véspera pelo programa de televisão espanhola "Salvos", na qual revelou documentos da Inteligência Britânica.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

AS DESCULPAS DA INGLATERRA E A TORTURA NO BRASIL

16 junho 2010/Vermelho EDITORIAL http://www.vermelho.org.br

Trinta e oito anos depois do massacre do Domingo Sangrento, no qual soldados ingleses mataram a tidos 13 pessoas (e feriram 14, uma das quais morreu tempos depois devido aos ferimentos) que participavam de uma passeata em Londonderry, na Irlanda do Norte, a justiça inglesa concluiu que a ação dos militares foi criminosa.

Foi uma longa caminhada até que esta conclusão fosse oficialmente aceita e tornada pública. No dia 15, quando o Relatório da investigação foi apresentado ao Parlamento britânico, não restou outra saída ao governo do primeiro ministro David Cameron senão reconhecer a culpa das tropas inglesas de ocupação e pedir desculpas pelo ataque injustificado contra aquela passeata pacífica em 30 de janeiro de 1972.

O Relatório que repõe a verdade e condena a ação militar resulta de uma investigação iniciada em 1998, quando o acordo entre irlandeses católicos e protestantes e o governo britânico formou um governo de coalizão no Ulster (como os norte-irlandeses chamam seu país) que pôs fim a uma das mais longas e sangrentas guerras de libertação nacional do século XX. A investigação consumiu 200 milhões de libras (293 milhões de dólares), foi o mais longo processo judicial britânico, e ficou pronta seis anos depois, em 2004, e esperou outros seis anos até seus resultados serem finalmente divulgados.

A manifestação pacífica de 30 de janeiro de 1972 estava prevista para ser um grande protesto dos patriotas norte-irlandeses pelos direitos civis (eles não tinham o direito de voto em seu próprio país) e pelo fim do domínio estrangeiro. Eles enfrentavam as tropas britânicas de ocupação e também seus aliados internos, os protestantes, favoráveis à união com a Grã-Bretanha.

Mas o comandante das tropas de ocupação na ocasião, tenente coronel Derek Wilford, pensava de outra maneira e decidiu dar uma "lição" aos patriotas irlandeses para colocar um fim nas manifestações de rua que se intensificavam. Usou a costumeira "pedagogia da bala" de todas as repressões: os soldados atiraram contra manifestantes pacíficos. Depois, o comando montou sua própria versão fantasiosa, alegando que os soldados agiram em legitima defesa e responderam a tiros disparados pelos "terroristas", tentando justificar assim o sangue derramado.

É a mesma versão arrogante e simplória de todas as ditaduras para ações criminosas cometidas por agentes da repressão, e que foi desmontada pela disposição da justiça inglesa em restabelecer a verdade e apontar os verdadeiros responsáveis pelo derramamento de sangue inocente.

O Relatório da investigação conduzida por lord Mark Saville demonstrou de maneira clara e sucinta que a ação repressiva "não foi uma resposta justificável”, mas “um caso de soldados atirando sem motivos", conclusão acatada pelo próprio chefe do Estado Maior do Exército britânico, general David Richards. Atribuindo toda responsabilidade aos militares ingleses, que abriram fogo sem aviso, o Relatório recomenda ao Ministério Público da Irlanda do Norte que tome as medidas judiciais para responsabilizar os soldados que participaram do massacre.

A disposição inglesa de colocar o dedo na ferida da história, mesmo que tardiamente, merece ser saudada pelos patriotas e democratas. Ela não deixa de ser limitada: refere-se a um acontecimento ocorrido há quase meio século e ocorre num contexto onde violências sangrentas semelhantes são cometidas por tropas de ocupação em vários pontos do mundo. Não apaga a mancha representada pela participação inglesa na ocupação do Iraque, que é uma agressão tão grande, violenta e injustificável como a cometida na Irlanda. Não limpa também a cumplicidade britânica com a agressão israelense contra os palestinos, cujo último episódio sangrento (o ataque à Flotilha da Liberdade) foi justificado com alegações falsas semelhantes às usadas em 1972 pelos ingleses para explicar o tiroteio contra a passeata pacífica em Londonderry.

Apesar destas limitações, a disposição britânica de rever o passado precisa ser levada em conta, no Brasil, por aqueles que resistem em levar os torturadores da ditadura aos tribunais. Em 1972 a repressão no Brasil estava no auge, e a ditadura militar mandou agentes policiais para a Inglaterra para tomar aulas de tortura, que o general Hugo Abreu chamou eufemisticamente o general Hugo Abreu de “métodos ingleses de interrogatório”. Métodos desenvolvidos pela repressão inglesa justamente na luta contra os patriotas norte-irlandeses. Os agentes da repressão brasileira aprenderam aquelas lições, que usaram contra democratas e patriotas em nosso país. Aqueles que os defendem hoje e resistem em responsabilizar os que torturaram e mataram aprenderam essa nova lição que vem dos tribunais ingleses?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Unasur reitera su respaldo a derechos de Argentina sobre las Malvinas

Agencia Bolivariana de Noticias (ABN) http://www.abn.info.ve

Caracas, 4 mayo 2010 (ABN) - Los jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), reunidos este martes en una cumbre extraordinaria en la provincia de Buenos Aires, reiteraron su firme respaldo a los “legítimos derechos de la República Argentina en la disputa de soberanía con el Reino Unido de Gran Bretaña e Irlanda del Norte, referida a las Islas Malvinas”.

Una declaración aprobada por los doce países integrantes del bloque regional recuerda el permanente interés de Suramérica en que las naciones involucradas en el diferendo territorial reanuden las negociaciones a fin de encontrar, a la mayor brevedad posible, una solución pacífica y definitiva sobre la soberanía de las Islas Malvinas, Georgias del Sur y Sándwich del Sur y los espacios marítimos circundantes.

Unasur también destaca la constante actitud constructiva y la disposición del Gobierno argentino para alcanzar, por la vía de las negociaciones, una solución pacífica y definitiva a esta “anacrónica situación colonial en suelo americano”.

Los países suramericanos rechazaron, igualmente, las actividades de exploración de recursos naturales no renovables de la plataforma continental argentina, que “ilegalmente desarrolla el Reino Unido de Gran Bretaña e Irlanda del Norte, en abierta oposición a lo dispuesto por la Resolución 31/49 de la Asamblea General de las Naciones Unidas”.

Dicha resolución insta a las dos partes a que se abstengan de adoptar decisiones que entrañen la introducción de modificaciones unilaterales en la situación, mientras se mantiene la disputa.

Argentina anunció en febrero pasado que impondrá licencias para los buques que pasan a través de sus aguas con destino a las Malvinas, como respuesta a la decisión de varias compañías británicas de comenzar tareas de exploración de petróleo y de gas.

Según expertos, en las aguas que rodean las Islas, puede haber hasta 60 mil millones de barriles de petróleo, que suponen miles de millones de dólares de ganancias.

La guerra de 1982 por las Malvinas, Georgias del Sur y Sándwich del Sur causó la muerte de 649 militares argentinos, 255 británicos y 3 civiles isleños.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MALVINAS, COLONIALISMO E SOBERANIA DA AL

19 fevereiro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

A política internacional costuma ser uma estranha combinação de dramaticidade e de tédio, deslocando-se de uma excitante promessa de mudança para uma triste perspectiva de monotonia. De forma recorrente, trafega-se de conhecidas petições sobre “sinceros desejos de uma nova ordem mundial sustentável" para reiterações de hegemonismos e Destinos Manifestos.


Por Gilson Caroni Filho*, em Carta Maior

Enquanto analistas buscam fornecer conceitos atualizados de Estado e soberania, a realidade continua sendo moldada pelo antigo conceito de imperialismo: aquele que era definido como expressão de uma fase monopolista do capital.

A decisão do governo britânico de explorar petróleo e gás nas Ilhas Malvinas, reavivando tensões entre a Argentina e o Reino Unido, 28 anos depois da guerra travada entre os dois países por esse arquipélago do Atlântico Sul, reafirma o léxico colonialista que faz tábua rasa das resoluções da ONU. A conhecida virulência do antigo império, sempre amparado no apoio dos Estados Unidos, não afronta apenas o povo argentino. Para além das fortes evidências de uma rica província de hidrocarbonetos na região, o que está em xeque é a soberania da América Latina. Elaborar estratégia para a defesa de suas riquezas energéticas, como o pré-sal brasileiro, é imperativo e inadiável.

Como denunciou a presidente Cristina Kirchner, “não é aceitável que as regras do mundo não sejam iguais para todos. As Nações Unidas podem tomar medidas, inclusive de força, contra países que não cumprem certas normas, mas quando são os poderosos que não as cumprem, nada acontece. A permanência de um enclave colonial não tem sentido". Afirmar que tudo não passa de “um assunto de política interna tanto para Cristina quanto para Gordon Brown" é jogar cortina de fumaça sobre questões mais profundas. Trata-se de, agindo com má-fé, estabelecer paralelos equivocados entre o passado e o presente.

Se, em 1982, o desespero foi o conselheiro que inspirou a ditadura militar a um salto no vazio, isto é, a ocupação das Malvinas, o que hoje move o governo argentino é a preservação de um espaço político soberano. Não há um general Galtieri tentando abrir um caminho para escapar do beco sem saída, mas uma presidente eleita reivindicando legítimos direitos nacionais. Um país renascido diante da recuperação de suas liberdades e consciente da importância da autodeterminação.

Não há solução de "meio-termo" quando a ofensiva imperialista não esconde mais seus objetivos. O golpe em Honduras, a ofensiva dos grandes proprietários na Argentina, a ação desestabilizadora da direita paraguaia, e as bases militares na Colômbia e no Panamá são fatos por demais suficientes para afastar a perigosa inércia analítica. Aquela que ignora, entre outras coisas, a crescente militarização das relações dos Estados Unidos com a América Latina.

As Ilhas Malvinas e suas adjacências são argentinas. Devem ser descolonizadas e reintegradas ao país. Têm que ser liberadas da ocupação estrangeira que se propõe a explorar suas riquezas e, provavelmente, instalar bases militares apontando para toda a América Latina e seu projeto de integração regional.

A luta deve prosseguir no plano político, diplomático, e em todos os terrenos apropriados, até a definitiva recuperação do arquipélago. É preciso afrontar todas as responsabilidades exigidas para o cumprimento de um programa de ação democrática e antiimperialista.

Não nos iludamos. Os piratas ingleses fazem parte de uma missão precursora no Atlântico Sul. A gravidade da situação obriga a coordenação no esforço de todos os partidos democráticos e populares para uma ação em conjunto com as correntes militares dispostas a não abdicar na luta contra o colonialismo.

* Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Angola pede sistema monetário internacional mais 'justo'

Luanda, 29 setembro 2009 (Lusa) - O vice-ministro angolano da Economia, Job Graça, disse que Angola defende um sistema monetário e financeiro internacional "funcional e justo" para o desenvolvimento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Graça discursou na abertura, nesta terça-feira, da 13ª edição das Jornadas Técnico-Científicas da Fundação Eduardo dos Santos (Fesa), que durante três dias acontecerão em Luanda sob o tema "Angola Face à Nova Ordem Econômica Mundial".

Segundo o vice-ministro, o Governo angolano tem defendido políticas que têm como objetivo reconstruir e desenvolver as infraestruturas para a integração física dos vários países da SADC, que levam à redução de custos de operação e à promoção do comércio regional, com a ajuda do setor privado.

"Na medida em que o desenvolvimento da sub-região exige financiamentos em forma de concessão de instituições internacionais, Angola advoga um sistema monetário e financeiro internacional funcional e justo", afirmou.

Job Graça falou sobre os efeitos da crise econômica e financeira internacional em Angola e às medidas adotadas pelo Governo para minimizar suas perdas, e destacou que o plano elaborado pelas autoridades já permitiu reduzir a pressão sobre as reservas internacionais, sob a expectativa de que este ano a economia não tenha contração.

Palestrantes brasileiros participam das jornadas da Fesa, assim como de Portugal, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, China, Índia, Inglaterra, Canadá e Nigéria.

O evento ainda terá a participação de representantes da União Africana (UA) e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Chile/Revelan existencia de cuentas secretas de Pinochet en Reino Unido

25 agosto 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Un informe de la Brigada Investigadora de Lavado de Activos (Brilac) sobre una gran cantidad de dinero guardada en bancos británicos a nombre del ex dicatador chileno se da a conocer luego de dos años y medio de su muerte, causando revuelo entre seguidores y opositores a la dictadura de Pinochet.

Gran conmoción causó en Chile la denuncia hecha por un diario británico sobre las cuentas secretas que tuvo el fallecido dictador Augusto Pinochet en Reino Unido. Se afirma que su fortuna llegó casi a los mil 500 millones de dólares.

La publicación del diario The Independent cita un informe de la Brigada Investigadora de Lavado de Activos (Brilac), del departamento de la Policía de Investigaciones de Chile (PDI), y se da a conocer luego de dos años y medio de la muerte del dictador, en diciembre de 2006.

Según el reporte del cuerpo policial, las autoridades financieras británicas guardaron los datos sobre las cuentas del fallecido militar, aun cuando por ley estaban obligadas a detallar su situación en el momento que el juez español Baltasar Garzón lo solicitó al pedir su extradición en 1998, mientras estaba detenido en Londres.

La información publicada señala que el dinero de la familia Pinochet fue repartido en territorios británicos de ultramar, circunscripciones controladas y bajo soberanía del Reino Unido ubicados fuera de ésta, como Gibraltar, las islas Caimán y las islas Vírgenes, Bahamas o Hong Kong. En estos paraísos fiscales, la fortuna se mantuvo y creció hasta un monto que en Chile llamó mucho la atención.

El juez Manuel Antonio Valderrama, encargado de investigar los casos sobre las cuentas secretas del banco estadounidense Rigs, manifestó estar sorprendido por las altas sumas de dinero reportadas por el diario británico.

El magistrado señaló que un grupo de expertos de la Universidad de Chile, en calidad de peritos adjuntos, debería entregar en octubre próximo los resultados de su investigación, "a fin de determinar la fortuna del señor Pinochet", señaló.

Por lo pronto, la postura del juez es la única certeza ante esta información, ya que desde la jefatura de Asuntos Públicos de la PDI dijeron a la prensa que por el momento no habrá un pronunciamiento oficial sobre el documento que citan en Inglaterra.

A raíz de esta publicación, diversas han sido las reacciones en contra y a favor de esta denuncia, desde personalidades cercanas a la familia Pinochet, quienes se oponen a la vinculación de la fortuna del ex dictador con casos de droga y tráfico de armas, tal como lo plantea la publicación del periódico, hasta los opositores del ex gobernante quienes señalan que, de ser cierta esta información, se comprobarían las teorías de que el militar no sólo violó los derechos humanos sino también se enriqueció con el golpe de Estado que derrocó al difunto Salvador Allende.

La información entregada por Estados Unidos permitió establecer que el fallecido militar llegó a contar con 128 cuentas bancarias a su nombre, el de su familia o el de identidades ficticias como Daniel López o J. Ugarte, por un total de 27 millones de dólares.

Actualmente se habla de un total de mil 500 millones de dólares, y el juez Valderrama tiene como prioridad aclarar cuál es el monto de la fortuna de la familia Pinochet Hiriart, mientras las nuevas cuentas y empresas ficticias reportadas en el Reino Unido podrían dar mayores impulsos a la investigación.

Augusto Pinochet asumió en 1973 el cargo de Comandante en Jefe del Ejército de Chile y, el 11 de septiembre de ese mismo año, dirigió un golpe de Estado que derrocó al gobierno de Salvador Allende. Desde ese momento, Pinochet asumió el gobierno del país suramericano, primero bajo el cargo de Presidente de la Junta Militar de Gobierno, que ocupó hasta 1981, al que se sumó el título de Jefe Supremo de la Nación el 27 de junio de 1974, que le confería el poder Ejecutivo.

El 16 de diciembre del mismo año, asumió el cargo de Presidente de la República, que sería ratificado al promulgarse la Constitución de 1980. Su gobierno terminaría tras la derrota en el Plebiscito Nacional de 1988, para ser sustituido por Patricio Aylwin en 1990. Pinochet se mantuvo como Comandante en Jefe del Ejército hasta el 10 de marzo de 1998, y al día siguiente asumió el cargo de senador vitalicio que ejercería efectivamente por un par de meses.

La dictadura de Pinochet ha sido ampliamente criticada tanto en el país como en el resto del mundo por las graves y diversas violaciones a los derechos humanos cometidas en el período denominado como Régimen Militar, por lo que Pinochet debió enfrentar juicios hasta la fecha de su muerte. Sus simpatizantes lo califican como un héroe que salvó al país del hipotético régimen comunista que, según ellos, hubiera instaurado Salvador Allende, así como de una eventual guerra civil.