Mostrando postagens com marcador genocídio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador genocídio. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Brasil/Cimi obtém status consultivo na ONU: "Denúncia das atrocidades contra os povos indígenas no Brasil atingirá outro patamar", diz presidente



1 julho 2016, Conselho Indigenista Missionário-CIMI http://www.cimi.org.br (Brasil)

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) obteve status consultivo especial no Conselho Econômico e Social (ECOSOC) da Organizações das Nações Unidas (ONU). A entidade foi informada da decisão nesta semana. Após dois anos de análise de documentos e relatórios realizado pelo Comitê de ONGs, o ECOSOC aprovou a concessão. Ao conceder o status, o organismo internacional reconhece a competência especializada e a experiência prática da entidade na temática indígena, permitindo que ela contribua nos trabalhos das Nações Unidas.

Ao ser considerada uma entidade consultiva e de competências técnicas, o Cimi poderá ser requerido pelo Conselho da ONU, suas comissões ou por um de seus Estado membros que buscam informações especializadas ou pareceres sobre assuntos e situações relacionadas aos povos indígenas

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Brasil/Teia realiza encontro para articular luta por terra e território no Maranhão



26 julho 2016, Conselho Indigenista Missionário-CIMI* http://www.cimi.org.br (Brasil)

A Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão realizou no último final de semana seu primeiro encontro, na aldeia Geralda Toco Preto, do povo Krepym Katejê, município de Itaipava do Grajaú. A mensagem foi direta: "Esses projetos que conhecemos com os nomes de Programa Grande Carajás e Plano de Desenvolvimento Agropecuário do MATOPIBA integram o modelo de desenvolvimento capitalista”.

O encontro foi permeado pela construção de estratégias comuns entre os povos e comunidades tradicionais para o enfrentamento àquilo chamado de dor da Mãe Terra. "Por isso, estamos retomando nossos territórios, revitalizando a nossa cultura, nossos rituais, nossas próprias organizações com a transmissão da sabedoria dos anciãos e anciãs às novas gerações”, diz trecho na

sábado, 2 de julho de 2016

Brasil/Povos indígenas denunciam nomeação de general golpista para presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai)*

1 julho 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


 A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB, entidade nacional que congrega organizações indígenas das distintas regiões do país, emitiu uma nota nesta quinta-feira (30) rechaçando a nomeação do general Roberto Sebastião Peternelli para presidir a Fundação Nacional do Índio (Funai). “A só cogitação do general para a presidência do órgão indigenista gerou revolta e indignação entre os povos e organizações indígenas.” 


Confira a íntegra da nota

Nota pública
Não aos retrocessos, não à indicação de militar na presidência da Funai

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB, entidade nacional que congrega organizações indígenas das distintas regiões do país, vem de público manifestar seu veemente repúdio às articulações fechadas entre o líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado André Moura, do Partido Social Cristão (PSC)**, e o deposto ministro do Planejamento e réu da Operação Lava Jato, senador Romero Jucá (PMDB), de longa trajetória anti-indígena, que culminaram, nesta semana, com a indicação, ainda não consumada, do general Roberto Sebastião Peternelli ao cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio – Funai.

A só cogitação do general para a presidência do órgão indigenista gerou revolta e indignação entre os povos e organizações indígenas e suas redes de aliados no Parlamento e em amplos setores da sociedade. Nada por acaso. Sabe-se que o indicado, que foi candidato a deputado federal pelo PSC em São Paulo em 2014, e não conseguiu se eleger, é a favor da PEC 2015, portanto contra a demarcação das terras indígenas, além de enaltecedor do golpe militar de 1964 e dos feitos da ditadura. Certamente ele virá, se efetivamente nomeado, a militarizar a política indigenista, com todas suas imprevisíveis consequências, fortalecendo a perspectiva do Estado policial que está sendo instalado no país, com a criminalização dos movimentos

Brasil/Nota de repúdio das servidoras e servidores da Funai contra a indicação do General da Reserva Roberto Peternelli (PSC) à presidência do órgão indigenista



6, Racismo Ambiental http://racismoambiental.net.br




Nós, servidoras e servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai), manifestamos nossa profunda indignação à indicação que vem sendo noticiada do General da Reserva Roberto Peternelli (PSC) para o cargo de presidente do órgão indigenista.

Filiado ao Partido Social Cristão (PSC), integrante da bancada evangélica* no Congresso Nacional, o General Peternelli, cuja indicação se dá a partir da articulação de parlamentares  anti-indígenas,  exalta  publicamente  nas  redes  sociais  o  período  da  ditadura civil- militar  que perdurou no Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

Nesse período, conforme o Relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), pelo menos 8.350 indígenas foram mortos em decorrência da ação direta ou da omissão de agentes governamentais. O Relatório afirma que o número real de indígenas mortos no período deve ser exponencialmente maior, tendo em vista que apenas uma parcela muito restrita dos povos indígenas afetados foi analisada e que

terça-feira, 14 de junho de 2016

Angola/OS DESAFIOS DOS GRANDES LAGOS



14 junho 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Desde a semana passada que a cidade de Luanda passou a ser a capital da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e hoje é o ponto mais alto com a realização da VI Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da instituição idealizada em Novembro de 2004.

Sob a presidência do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, enquanto Presidente em exercício da CIRGL, as lideranças dos “doze”, referência ao número de Estados que compõem a organização sub-regional, sentam-se à mesma mesa para discutir e aprovar documentos e estratégias.Trata-se de um marco importante na medida em que é a primeira vez que os Chefes de Estados e de Governos estão

quinta-feira, 19 de maio de 2016

NAKBA: 68 ANOS DE OCUPAÇÃO SIONISTA DA PALESTINA



19 maio 2016, Odiario.info http://www.odiario.info (Portugal)














Miko Peled
55 anos, israelense natural de Jerusalém, escritor e ativista da paz

Não foi por esquecimento que os media portugueses – rádios, jornais e televisões – ignoraram a criminosa ocupação da Palestina pelos sionistas fez dia 15 de maio passado 68 anos. Tinham a agenda, se quisessem recordar a data. As agendas servem precisamente para isso. Foi um propósito que os qualifica.

O texto que hoje publicamos, de um escritor israelense, ativista da luta pela Paz, nascido em Jerusalém, em 1961, é uma denúncia, do comportamento sionista que o autor compara ao comportamento dos nazis para com os judeus.

15 de maio de 2016 em Nova Iorque

Sessenta e oito anos depois da ocupação da Palestina as pessoas começam a referir-se à violação e à pilhagem sionistas da Palestina como um “conflito”. É o “conflito israelo-palestino” ou a “questão” israelo-palestina; alguns até lhe chamam de “disputa” e outros de “problema”.

Mads Gilbert disse-me recentemente que se alguém na Noruega se referisse à ocupação alemã da Noruega como um “conflito” ou “disputa”, seria expulso da sala. Espero que isso se torne verdade em França ou na Bélgica e até na ilha de Jersey.

Ninguém se referirá à ocupação alemã, para não mencionar as políticas alemãs para com os judeus sob o regime nazi, como um conflito. No entanto, ao falarem da Palestina ocupada, onde a limpeza étnica e o genocídio têm sido uma realidade desde há 68 anos, as pessoas muitas vezes abstêm-se de usar o termo ocupação – sobretudo relativamente a 1948, quando a parte do leão da Palestina foi ocupada.

Há duas coisas que não estamos autorizados a dizer sobre a Nakba palestina. Duas coisas que a sociedade ocidental “civilizada” acha pouco educadas. A primeira é

quarta-feira, 29 de abril de 2015

CRIMEN DE LESA HUMANIDAD: LA UE QUIERE LAS RIQUEZAS DE ÁFRICA, PERO A LAS PERSONAS NO

29 abril 2015, El Muro Invisible http://elmuroinvisible.blogspot.com

Por Cecilia Zamudio


Miles de personas fallecen todos los años en su intento de llegar a Europa. Personas huyendo de la miseria a la que el saqueo perpetrado por el gran capital transnacional somete a África. No van hacia el “sueño europeo”, huyen de la Pesadilla en que las transnacionales han convertido a África; siguen la ruta que previamente han seguido las inmensas riquezas extraídas de sus países. Pero la UE quiere las riquezas de África, pero a las personas no. La Dictadura del Capital obliga a las personas a emprender éxodos terribles, en condiciones de peligro extremas. 

En la madrugada del 19 de abril 2015, un barco en proveniencia de Libia, con más de 900 personas migrantes, se hundió en el estrecho de Sicilia, a unos 110 Km de la costa. La Fiscalía de Catania señaló que se estima que podrían haber fallecido unas 950 personas; los procuradores expresan que "aún es imposible determinar con precisión el número de muertes" (1). Se han encontrado 24 cadáveres, y solamente 28 supervivientes. Los Guardacostas italianos habían recibido una llamada de socorro en la noche, avisándoles de que el barco se encontraba en peligro. Pero, según informaron los guardacostas, cuando se inició la operación de rescate, el barco naufragó porque todos los que iban a bordo se colocaron del mismo lado en la desesperación por sobrevivir (2).

Las fauces de un mar sorprendido se tragaron la vida de otras 900 personas. En el mismo mes de abril de 2015, más de 400 personas migrantes desaparecieron y unas 150

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Brasil/DISCURSO ANTIINDÍGENA DE KÁTIA ABREU SERÁ A MARCA DA POLÍTICA INDIGENISTA DO SEGUNDO MANDATO DE DILMA?

8 janeiro 2015, Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)


A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) manifesta publicamente a sua preocupação e repúdio às declarações dadas ao jornal Folha de S. Paulo, no último dia 5 do presente, pela senhora Kátia Abreu, latifundiária, presidente licenciada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e ministra de Agricultura do governo Dilma. É inadmissível, o preconceito e a discriminação explicitados por esta representante do poder econômico agroexportador, inclusive contra outras organizações e movimentos sociais, que não esconde seus propósitos de restringir ou suprimir os direitos indígenas em favor do império do setor que ela representa sobre as terras e os territórios indígenas.

O discurso neocolonizador, autoritário e etnocêntrico da senhora Kátia Abreu que tenta justificar a inversão de direitos, a invasão, espoliação e esbulho das terras indígenas, dizendo que foram os índios que “saíram da floresta e passaram a descer nas áreas de produção”, preocupa, não só por

sábado, 20 de dezembro de 2014

Brasil/Movimentos comemoram fim de acordo entre Governo do Rio Grande do Sul e empresa israelense

16 dezembro de 2014, ADITAL (Brasil)

Jardson Castro

Os movimentos sociais do Estado do Rio Grande do Sul comemoram a decisão do governo estadual de cortar o apoio institucional à subsidiária da empresa israelense Elbit Systems, a AEL Sistemas, localizada em Porto Alegre. O memorandum do governo, recebeu fortes críticas dos movimentos sociais, autoridades palestinas e da sociedade civil brasileira, sobretudo, por causa da construção de muros separatistas em território palestino pela referida empresa, bem como do uso e desenvolvimento de armas para as forças armadas de Israel.

O apoio governamental à subsidiária foi firmado em abril de 2013, quando o governo gaúcho abriu espaço para que a AEL Sistemas pudesse acessar dinheiro público e tecnologias desenvolvidas pelas universidades do Rio Grande do Sul. Com isso, pretendia-se subsidiar um projeto da Elbit Systems que visava à construção de um parque aeroespacial militar em território brasileiro.

Em carta divulgada recentemente, o governador do Rio Grande do Sul,Tarso Genro (Partido dos Trabalhadores – PT), afirma que

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Un ataque letal de Israel arrasa un barrio de Gaza en una hora

Publicado: 29 jul 2014
Fuente: Gaza Watch


Un ataque con fuego de artillería del Ejército de Israel en un barrio de Gaza se saldó el pasado sábado, según el portal Arab Net, con la muerte de 72 personas, cientos de heridos y la destrucción total de decenas de edificios. Este video muestra cómo en una hora la nueva ofensiva israelí cambió por completo esta zona. Desde que comenzara la ofensiva militar israelí el pasado ocho de julio más de mil personas de Gaza han fallecido, la mayoría de ellos civiles.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mais de 80 organizações pedem que Brasil rompa relações com Israel

28 julho 2014, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço


São Paulo -- Um manifesto com mais de 80 assinaturas de organizações da sociedade civil e de ativistas políticos pede ao governo brasileiro medidas mais enérgicas em relação a Israel como forma de sanção pelos ataques à Faixa de Gaza. O documento, protocolado no escritório da Presidência da República em São Paulo no dia 25, é encabeçado pelo movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e pede o rompimento imediato das relações militares, comerciais e diplomáticas com Israel. As entidades cobram também o fim do Acordo de Livre Comércio do Mercosul com o país e de contratos com empresas israelenses.

No texto, as entidades lembram que os ataques iniciados por Israel no início deste mês já

O FIM DE ISRAEL/THE END OF ISRAEL

28 julho 2014, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

21/7/2014, Gilad Atzmon 

No discurso que fez à nação o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu reconheceu ontem que a guerra contra Gaza é uma batalha pela existência do Estado Judeu. Netanyahu está certo. E Israel não pode vencer essa batalha; não pode sequer definir que vitória poderia advir dessa batalha.

Claro que a batalha não se trava pela posse dos tuneis ou pela operação subterrânea da resistência: os tuneis são armas da resistência, não são a resistência. Os militantes do Hamás e de Gaza atraíram Israel para uma zona de batalha na qual Israel jamais vencerá; e o Hamas impôs as condições, escolheu o campo e escreveu os termos que exige para concluir esse ciclo de violência. 

Por dez dias, Netanyahu fez tudo que pôde para evitar a operação por terra, pelo exército de Israel. Ele sabia que Israel não conhece resposta militar à resistência palestina. Netanyahu sabia que uma derrota em solo erradicaria o pouco que resta do poder de contenção que

domingo, 20 de julho de 2014

MILHARES SAEM ÀS RUAS EM TODO O MUNDO EM PROTESTO CONTRA O ATAQUE DE ISRAEL A GAZA

20 julho 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Vanessa Martina Silva, Opera Mundi

Presidente do Conselho Mundial da Paz avalia que manifestações devem aumentar em “tom, quantidade e contundência das denúncias”


Ato em Londres tomou diversas ruas da cidade

Milhares de pessoas em todo o mundo saíram às ruas neste sábado (19/07) para protestar contra a ofensiva realizada por Israel a Gaza, que desde o começo da operação a doze dias deixou mais de 340 mortos e milhares de feridos e deslocados. Em Londres, mais de cem mil pessoas protagonizaram um dos maiores protestos dos últimos anos. Para a presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, em entrevista a Opera Mundi, a tendência é que esses “protestos aumentem em tom, quantidade e contundência das denúncias” no Brasil e no mundo.

Na capital inglesa, milhares de pessoas juntaram-se à passeata que foi do gabinete do primeiro-ministro David Cameron até a embaixada israelense. Os manifestantes carregavam cartazes pedindo para Israel cessar os ataques aos palestinos em um dos maiores atos realizados na cidade nos últimos anos.

Na capital francesa, a polícia reprimiu violentamente a manifestação. Pelo menos 38 pessoas

segunda-feira, 23 de junho de 2014

COMO ACTUA A CONTRA-INSURREIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS

20 junho 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Entre as similitudes do fascismo clássico com os regimes de George W. Bush e Barack Obama, López y Rivas destaca a componente militarista das cruzadas neocoloniais actuais, a fé cega na tecnologia bélica, o favoritismo concedido às grandes corporações do chamado complexo militar-industrial, o ultranacionalismo, o racismo genocida que aniquila povos inteiros e o social darwinismo resultante da imposição a ferro e fogo das políticas neoliberais. 

Com base em dois manuais do Pentágono e num «guia cultural» das forças especiais dos Estados Unidos, Gilberto López y Rivas dá-nos uma obra [1] de grande actualidade que nos permite compreender, se também lermos as entrelinhas, o que se passou no quadro de uma falsa guerra às drogas durante o mandato de Felipe Calderón [N.do T.: presidente do México de 2006 a 2012], e o que está agora a acontecer em termos de segurança e violência, no regime autoritário de Enrique Peña Nieto.

O texto parte do conceito de «terrorismo global de Estado» para caracterizar a violenta política do capitalismo na sua actual fase, e mostra alguns traços neofascistas das guerras coloniais dos Estados Unidos e dos seus aliados europeus da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nos começos do século XXI.

Para isso, o autor recorre a uma definição clássica de fascismo formulada em 1935 pela Internacional Comunista, que coloca ser «o fascismo no poder uma ditadura clara e terrorista dos elementos mais reaccionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro».

domingo, 8 de junho de 2014

Brasil/AS MALOCAS DA PRAÇA DE MAIO

2 junho 2014, Pátria Latinahttp://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Coluna de José Ribamar Bessa Freire

Na Argentina, elas foram reprimidas por baionetas quando indagaram, em 1977, pelos filhos presos. Os generais golpistas debocharam: "son las locas de Plaza de Mayo". Obstinadas, não desistiram. Desafiaram o terror e continuaram ocupando a Praça de Maio, desfilando o seu protesto semanal diante da Casa Rosada e da catedral até que, finamente, reconhecidas pela sociedade, contribuíram para o fim da ditadura e a prisão dos torturadores.

No Brasil, vários movimentos nos fizeram ouvir a voz de quem foi silenciado. No entanto, como ninguém entende línguas indígenas, nem se interessa por aprendê-las, não se escuta o clamor dos índios, seja de mães indígenas por seus filhos ou de índios por seus pais desaparecidos. Desta forma, os índios, sempre invisíveis na historia do Brasil, ficaram de fora das narrativas e não figuram nas estatísticas dos desaparecidos políticos. Na floresta, não há praças de maio.

Mas agora isso começa a mudar. Relatório do Comitê Estadual da Verdade do Amazonas, que será em breve publicado pela Editora Curt Nimuendajú, de Campinas (SP), dá voz aos índios e mapeia os estragos, comprovando que na Amazônia, mais do que militantes de esquerda, a ditadura eliminou índios, entre outros, Cinta-Larga e Surui (RO/MT), Krenhakarore na rodovia Cuiabá-Santarém, Kanê ou Beiços-de-Pau do Rio Arinos (MT), Avá-Canoeiro (GO), Parakanã e Arara (PA), Kaxinawa e Madiha (AC), Juma, Yanomami e Waimiri-Atroari (AM/RR).

O foco do primeiro relatório,

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Brasil/Indígenas dão continuidade a protestos interrompidos pela violência policial

29 maio 2014, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)

Natasha Pitts


As manifestações que tiveram início em Brasília (DF) na última segunda-feira, 26 de maio, e foram reprimidas violentamente pela polícia nesta terça-feira, 27, já recomeçaram. Cerca de 500 indígenas juntamente com entidades sociais de apoio estão cercando, desde as 8h desta quinta-feira, 29, o Ministério da Justiça a fim pressionar o ministro José Eduardo Cardozo. A intenção das lideranças indígenas é conseguir marcar uma audiência e apresentar suas demandas, que não são novas ou desconhecidas para o poder público. Os movimentos sociais também darão continuidade na sexta-feira, 30, às manifestações.
"Hoje, existem 36 procedimentos de demarcação parados só esperando para serem assinados, por isso, nesda Mobilização Nacional Indígena estão sendo reivindicadas as demarcações, a suspensão de

terça-feira, 22 de abril de 2014

Brasil/RESPEITAR OS POVOS INDÍGENAS SIGNIFICA RESPEITO PELA HUMANIDADE

22 abril 2014, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil http://portalctb.org.br (Brasil)


Marcos Aurélio Ruy



“Todo dia era dia de índio. Mas agora eles só têm o dia dezenove de abril”, diz a canção Todo Dia Era Dia de Índio, de Jorge Ben Jor e Tim Maia, ao denunciar a sofreguidão na qual viviam os povos indígenas algumas décadas atrás. A situação dos índios brasileiros melhorou um pouco recentemente, mas os problemas da falta de demarcação de suas terras persistem. Os conflitos agrários são permanentes com costumeiros assassinatos de índios por capangas de latifundiários que se sentem ameaçados em suas posses ou desejam ampliá-las tomando as Terras Indígenas para si.

O desrespeito aos direitos dos inúmeros povos indígenas é tão grande no país que o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou em 2013 o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil com dados intrigantes. O quesito Violência Contra o Patrimônio mostra crescimento de 26% das violações das Terras Indígenas. Em 2011 ocorreram 99 e em 2012, 125. Já no caso de Violência por Omissão do Poder Público os índices são alarmantes com avanço de 72%. Em 2012 tivemos 106.801 vítimas, enquanto em 2011, 61.988 vítimas. Em Violência Contra a Pessoa é ainda pior. O aumento foi de 237%, sendo registradas 378 violações em 2011 e 1.276 em 2012. Neste item são consideradas as ameaças de morte, homicídios, tentativas de assassinato, lesões corporais e violência sexual.

Somente em 2012 foram assassinados 60 índios, nove a mais do que em 2011, 37 apenas no Mato Grosso do Sul, onde têm ocorrido os maiores conflitos recentes por posse da terra.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Brasil/ATY GUASU: INFORME SOBRE A REUNIÃO DAS LIDERANÇAS COM O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SECRETARIA GERAL DA PRESIDÊNCIA DO BRASIL



1 dezembro 2013, Facebook GUARANI/KAIOWÁ - Apelos pela Vida

Aty Guasu informa que no dia 29/11/2013, na aldeia Jaguapiru-Dourados-MS, ocorreu uma reunião das lideranças da Aty Guasu com os representantes Dr. Marcelo Veiga, representante do Ministério da Justiça, e Dr. Nilton é da Secretaria Geral da Presidência da República.

Na ocasião dessa reunião, nós, lideranças da Aty Guasu, mais uma vez ressaltamos e relatamos aos representantes do Governo Federal que as organizações dos fazendeiros, SOBRETUDO AGRONEGÓCIO (FAMASUL, ACRISSUL, APROSOJA) juntamente com os políticos anti-indígenas continuam financiando as violências, discriminação, racismo e ódio contra as vidas dos povos Guarani e Kaiowá no MS.

Destacamos que povo Guarani e Kaiowá apenas reivindica uma parcela de território tradicional. Além disso, mencionamos que o povo Guarani e Kaiowá é paciente e sempre respeita o Governo e Justiça do Brasil, por isso mesmo o povo aguarda pacientemente pela demarcação e posse de suas terras tradicionais, há mais de vinte (20) anos e trinta (30) anos, mas no último caso, quando não há paralisação da demarcação das terras, os Guarani e Kaiowá começaram a fazer reocupação das terras tradicionais.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Brasil/Terena: Ônibus escolar indígena é incendiado em Miranda



28 novembro 2013, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)

Inserido por: Administrador em 28/11/2013.
Fonte da notícia: Assessoria Cimi/MS

 

Ruy Sposati, de Campo Grande (MS)



Um ônibus que realizava transporte de alunos Terena foi incendiado, na madrugada desta quinta-feira, 28, em Miranda (MS), região do Pantanal. O ônibus levava diariamente cerca de 30 estudantes do ensino fundamental e médio de toda a terra indígena Cachoeirinha. O veículo estava vazio. Ninnguém ficou ferido. Indígenas temem que o ataque esteja relacionado às ameaças de fazendeiros da região.

O veículo estava estacionado na frente da casa do motorista, que presta depoimento à Polícia Civil na manhã de quinta. Segundo informações colhidas por lideranças de Cachoeirinha, o responsável pelo veículo acredita que o ônibus tenha sido intencionalmente incendiado com

Brasil/CNBB divulga nota sobre Povos Indígenas e Agricultores



27 novembro 2013, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, durante entrevista coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira, 27 de novembro, uma nota oficial sobre Povos Indígenas e Agricultores. No texto, os bispos se unem "à angústia dos povos indígenas e agricultores diante da inércia do governo federal e dos respectivos governos estaduais em solucionar verdadeira e definitivamente os crescentes conflitos fundiários".

De acordo com a CNBB, "o momento é crítico e exige urgente e efetiva ação por parte do governo brasileiro em defesa da vida, da justiça e da paz entre indígenas e agricultores no país".

A seguir, a íntegra da nota:

Brasília, 27 de novembro de 2013

Nota da CNBB sobre Povos Indígenas e Agricultores