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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Aya Yala, Nicarágua/Revolução Sandinista: 40 anos enfrentando o império


Dia: 19/07/2019 às 13:01:39, Portal Vermelho http://www.vermelho.org.br/noticia/322104-1

A Nicarágua festeja nesta sexta-feira (19) os 40 anos da Revolução Sandinista. Forças progressistas de todo o mundo acorrem a Manágua para prestar seu tributo a esta epopeia popular que “tocou o céu com as mãos”. Márcio Cabreira, membro da Comissão Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP), entre outros, participam da comemoração a convite da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

Abaixo, reproduzimos, somando-nos a esta justa celebração, importante artigo publicado originalmente no site La Voz del Sandinismo. Nele, a autora, a jornalista argentina Stella Calloni, testemunha ocular da Revolução Sandinista, desnuda o papel do imperialismo estadunidense na Nicarágua, desde a Revolução até os dias atuais.

“Desde a gesta pungente de Revolução Sandinista até o contexto atual do governo de Daniel Ortega, é permanente o papel dos Estados Unidos e de suas políticas de contra insurgência”


Por Stella Calloni


Em 19 de julho de 1979, apenas 48 horas após o voo para Miami do ditador Anastasio Somoza Debayle e seus colaboradores em aviões de sua empresa familiar, chegaram a Manágua as primeiras tropas – a maioria delas muito jovens, quase crianças – da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), criada nos anos 60, e o povo foi às ruas,

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A PRIMAVERA ÁRABE AFOGA-SE NO MEDITERRÁNEO

1 agosto 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Não faltam reportagens sobre a tragédia da emigração clandestina no Mediterrâneo. O que as câmaras não mostram e os jornais não contam é onde começou a penúria desses desgraçados. Todos consideram normal que na África sempre tenham existido miseráveis e que muitos dos seus filhos abandonem os seus lares. Que no Médio Oriente sempre tenham existido guerras e os seus filhos procurem outra vida abandonando as suas terras. Porém, nunca tantos como nestes últimos anos. Em 2014 foram resgatados do mar entre cento e cinquenta e cento e setenta mil migrantes. E acredita-se que cerca de seis mil e quinhentos morreram afogados em sucessivos naufrágios.

O mundo chora quando em todos os jornais, em todos os shows periódicos, nas redes sociais, pelo menos do Ocidente, são mostrados os naufrágios do Mediterrâneo e aqueles que não tiveram a sorte de chegar sem que se note, ainda que tenham tido a sorte de chegar ao local seco, porém molhados.

Despojando-os da pouca dignidade que ficava, as câmaras gravam os olhares apagados, os olhos vermelhos, os semblantes quebrados, as peles rachadas, os gestos titubeantes daqueles que se aventuraram a abandonar a miséria e a violência de seus países.

Com medo, com terror, com fome, com angústia, com desespero, os resgatados recebem das mãos dos socorristas as mantas térmicas e até a primeira sopa quente como aviso de que suas penúrias terminaram por um segundo. Depois, terão outras, porém secos e em terra firme. Sem dúvida, para os imigrantes o pior já passou.

Em um ano já são mais de quarenta e dois mil resgatados do mar e mais de dois mil os que não tiveram essa sorte. Nada se sabe de quantos chegaram com êxito a

quarta-feira, 29 de abril de 2015

CRIMEN DE LESA HUMANIDAD: LA UE QUIERE LAS RIQUEZAS DE ÁFRICA, PERO A LAS PERSONAS NO

29 abril 2015, El Muro Invisible http://elmuroinvisible.blogspot.com

Por Cecilia Zamudio


Miles de personas fallecen todos los años en su intento de llegar a Europa. Personas huyendo de la miseria a la que el saqueo perpetrado por el gran capital transnacional somete a África. No van hacia el “sueño europeo”, huyen de la Pesadilla en que las transnacionales han convertido a África; siguen la ruta que previamente han seguido las inmensas riquezas extraídas de sus países. Pero la UE quiere las riquezas de África, pero a las personas no. La Dictadura del Capital obliga a las personas a emprender éxodos terribles, en condiciones de peligro extremas. 

En la madrugada del 19 de abril 2015, un barco en proveniencia de Libia, con más de 900 personas migrantes, se hundió en el estrecho de Sicilia, a unos 110 Km de la costa. La Fiscalía de Catania señaló que se estima que podrían haber fallecido unas 950 personas; los procuradores expresan que "aún es imposible determinar con precisión el número de muertes" (1). Se han encontrado 24 cadáveres, y solamente 28 supervivientes. Los Guardacostas italianos habían recibido una llamada de socorro en la noche, avisándoles de que el barco se encontraba en peligro. Pero, según informaron los guardacostas, cuando se inició la operación de rescate, el barco naufragó porque todos los que iban a bordo se colocaron del mismo lado en la desesperación por sobrevivir (2).

Las fauces de un mar sorprendido se tragaron la vida de otras 900 personas. En el mismo mes de abril de 2015, más de 400 personas migrantes desaparecieron y unas 150

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Angola/PRIMEIRA GRANDE VITÓRIA MILITAR DOS ANGOLANOS DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA

24 novembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Artur Queiroz, Pereira Dinis e Adalberto Ceita

A Batalha do Ebo foi travada a 23 de Novembro de 1975, apenas 12 dias após a Independência Nacional.

As tropas invasoras sul-africanas tentavam desesperadamente chegar a Luanda, porque o alto comando de Pretória já sabia que a invasão a Norte tinha sido um fracasso e os mercenários associados às tropas zairenses abandonavam Angola vergados ao peso da derrota. As FAPLA bateram-se heroicamente para impedir o avanço do inimigo. O general Faceira “Defunto” viveu esses dias na linha da frente e partilhou as suas memórias com o Jornal de Angola.
 
A coluna invasora sul-africana avançou rapidamente desde a fronteira de Santa Clara, lançando o caos. O comando da Frente Sul ficou desfeito e

segunda-feira, 23 de junho de 2014

COMO ACTUA A CONTRA-INSURREIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS

20 junho 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Entre as similitudes do fascismo clássico com os regimes de George W. Bush e Barack Obama, López y Rivas destaca a componente militarista das cruzadas neocoloniais actuais, a fé cega na tecnologia bélica, o favoritismo concedido às grandes corporações do chamado complexo militar-industrial, o ultranacionalismo, o racismo genocida que aniquila povos inteiros e o social darwinismo resultante da imposição a ferro e fogo das políticas neoliberais. 

Com base em dois manuais do Pentágono e num «guia cultural» das forças especiais dos Estados Unidos, Gilberto López y Rivas dá-nos uma obra [1] de grande actualidade que nos permite compreender, se também lermos as entrelinhas, o que se passou no quadro de uma falsa guerra às drogas durante o mandato de Felipe Calderón [N.do T.: presidente do México de 2006 a 2012], e o que está agora a acontecer em termos de segurança e violência, no regime autoritário de Enrique Peña Nieto.

O texto parte do conceito de «terrorismo global de Estado» para caracterizar a violenta política do capitalismo na sua actual fase, e mostra alguns traços neofascistas das guerras coloniais dos Estados Unidos e dos seus aliados europeus da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nos começos do século XXI.

Para isso, o autor recorre a uma definição clássica de fascismo formulada em 1935 pela Internacional Comunista, que coloca ser «o fascismo no poder uma ditadura clara e terrorista dos elementos mais reaccionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro».

terça-feira, 13 de maio de 2014

SÍRIA, 2014: "O IRÃ E O PRESIDENTE ASSAD VENCERAM A GUERRA"

13 maio 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Muitos já dizem que a estratégia ocidental na Síria encorajou radicais e saiu-lhe pela culatra, fazendo aumentar a ameaça contra a segurança da Europa, agora que os jihadistas começam a fugir da Síria para seus países de origem. Altos funcionários iranianos dizem que "Os norte-americanos só falavam de substituir Assad, mas... por quem? A única coisa que conseguiram foi encorajar grupos radicais, e tornar as fronteiras muito menos seguras." 

O Irã e o presidente Bashar al-Assad, íntimo aliado dos iranianos venceram a guerra na Síria, e a campanha orquestrada pelos EUA em apoio à tentativa da oposição para derrubar o regime sírio fracassou completamente -- disseram ao Guardian vários altos funcionários iranianos.

Em séries de entrevistas em Teerã, altos funcionários, dos que modelam a política externa iraniana, dizem que a estratégica do ocidente na Síria pouco fez além de estimular radicais, gerar e alimentar o caos e, feitas as contas certas, saiu-lhes pela culatra, agora que as forças do governo sírio, comandandas pelo presidente Assad, já assumem total controle da situação em campo.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

«QUÍMICOS» PASSAM PELAS BRECHAS DO «EIXO» OCIDENTAL CONTRA A SÍRIA



29 agosto 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Finian Cunningham*

«O resultado de investigações independentes e o que se descobre nelas sobre massacres na Síria, jamais chegam às primeiras páginas dos veículos da imprensa-empresa ocidental. A névoa inicial criada pelas manchetes pejorativas e vastíssima desinformação «midiática» deixa, como planejado, uma impressão residual de culpa contra o governo de Assad.

O suposto ataque, semana passada, com armas químicas, em três subúrbios de Damasco segue o mesmo padrão. Washington capitaneou o ocidente na condenação do governo sírio, sem contudo oferecer qualquer prova. Mas a pergunta realmente interessante, agora, é: qual o contexto político significativo, desta vez?»

Padrão recorrente ao longo da crise síria é a coincidência entre massacres de origem suspeita e momentos em que há mudança no contexto político. É importante ter isso em mente ao avaliar relatos publicados semana passada de um massacre, com uso de armas químicas,

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Síria/“O QUE DIRÃO AO PRÓPRIO POVO SOBRE A INTERVENÇÃO MILITAR?”



27 agosto 2013, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Bashar al-Assad aponta extremistas da Al-Qaeda como peças-chave para compreensão do conflito interno no país e vê caso do pretexto criado por potências do Ocidente para guerra

de Damasco (Síria)

Na iminência de um ataque bélico comandado pelos Estados Unidos, o presidente da Síria Bashar al-Assad fala sobre a delicada situação que vive seu país. Assad ressalta desde vultoso influxo de “rebeldes” islâmicos que vêm de outros países – estimados em dezenas de milhares –, até a possibilidade de ter o seu território atacado por forças da OTAN.

Sobre o ataque químico em que a mídia ocidental o denuncia como mandante do assassinato de centenas de civis, ele se defende, pontuando que se trata de uma jogada política que tenta legitimar uma intervenção militar. “E que país usaria armas químicas em áreas na qual estão suas próprias forças? É ridículo! São acusações completamente politizadas e vêm na sequência e como reação contra os avanços que o Exército Sírio alcançou contra os terroristas”, argumenta Assad. Abaixo a entrevista.

Sr. Presidente, a questão mais premente no mundo hoje é a situação atual na Síria. Que partes do país continuam sob controle dos rebeldes?
Bashar al-Assad: De nosso ponto de vista, não se trata de rotular algumas áreas como controladas pelos terroristas. Não estamos lidando com uma ocupação convencional, que permita que se contextualizem as coisas desse modo. Estamos combatendo contra terroristas infiltrados em algumas áreas, cidades, áreas periféricas de cidades. Eles atacam, vandalizam, destroem infraestrutura e matam civis inocentes, simplesmente porque a população os denuncia. O exército se mobiliza para essas áreas com as forças de segurança e agentes policiais para erradicar os terroristas; os que sobrevivem, mudam-se para outras áreas. Portanto, a essência de nossa ação é conter terroristas.

Enfrentamos o desafio, que complica a situação, de um influxo de grande número de terroristas que vêm de outros países – estimados em dezenas de milhares de terroristas, pelo menos. Enquanto continuarem a receber ajuda financeira e militar, nós continuaremos a atacá-los. Posso confirmar que não houve nenhum caso que o Exército Sírio tenha planejado desalojar terroristas de uma dada locação, e não tenha sido bem sucedido.

A maioria dos terroristas que nos atacam são Takfiris, que adotaram a doutrina da al-Qaeda, além de um pequeno número de bandidos comuns.