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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

POR QUE A TURQUIA APUNHALOU A RÚSSIA PELAS COSTAS

29 novembro 2015, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity
Courtesy of Blog do Alok Translated by  Coletivo de tradutores Vila Vudu

Pepe Escobar ПепеЭскобар 

Os objetivos de Rússia e Turquia na luta contra o grupo 'Estado Islâmico' são diametralmente opostos.

É absolutamente impossível compreendermos por que o governo turco abraça a estratégia suicidária de derrubar um SU-24 russo sobre território sírio – tecnicamente uma declaração de guerra da OTAN à Rússia –, sem a considerarmos no contexto real o jogo de poder de Erdogan no norte da Síria. 

O presidente Vladmir Putin disse que a derrubada do jato russo havia sido uma "punhalada nas costas". Vejamos como os fatos em solo levaram àquela punhalada. 

Ancara usa, financia e arma uma coleção de grupos extremistas em todo o norte da Síria, e precisa, a qualquer custo, manter abertas linhas de suprimentos para eles a partir do sul da Turquia; afinal, tudo de que aqueles grupos tem de fazer é conquistar Aleppo, o que abriria caminho para o Santo Graal de Ancara: a 'mudança de regime' em Damasco.

Ao mesmo tempo, Ancara teme mortalmente as YPG – Unidades de Proteção do Povo Curdo Sírio – organização irmã do PKK, partido curdo de esquerda. Esses todos têm de ser contidos a qualquer preço. 

Assim sendo, o grupo 'Estado Islâmico' – contra o qual a ONU declarou guerra – é apenas um detalhe, na estratégia geral de Ancara, dirigida, essencialmente a combater, conter ou mesmo bombardear curdos; a apoiar de todas as maneiras os Takfiris e jihadistas-salafistas, inclusive o grupo 'Estado Islâmico'; e a conseguir mudança de regime em Damasco. 

Não supreendentemente, os curdos sírios das YPG são fortemente demonizados na Turquia, acusados de, no mínimo, tentarem fazer uma limpeza étnica nas vilas árabes e turcomenas no norte da Síria. 

O que os curdos sírios estão tentando – e, para grande alarme em Ancara, apoiados de certo modo pelos EUA –, é conectar o que, por enquanto são três áreas separadas de terra curda no norte da Síria. 

Exame rápido, mesmo nesse mapa turco imperfeito, basta para mostrar como duas daquelas áreas curdas (em amarelo) estão já conectadas, a nordeste. Para conseguir isso, os curdos sírios, com ajuda do PKK, derrotaram o grupo 'Estado Islâmico' em Kobani e arredores. Para conseguir a terceira área da terra que consideram deles, os curdos sírios têm de chegar a Afryn. Mas no caminho (em azul) há várias cidades turcomenas ao norte de Aleppo.


Essas terras turcomenas são gigantescamente importantes. É precisamente aí, até 35 km para dentro da Síria, que Ancara sonha com instalar a sua chamada "zona segura", que será na prática uma zona aérea de exclusão, em território sírio, ostensivamente para abrigar refugiados sírios, e com tudo pago pela Comissão Europeia, que já desbloqueou 3 bilhões de euros, que podem ser

terça-feira, 28 de abril de 2015

África/2044 O EL DESCALABRO

27 abril 2015, Rebelión http://www.rebelion.org (México)

TomDispatch.com

Las misiones militares alcanzan niveles record después de que Estados Unidos haya echado una firmita para permanecer durante décadas en África

Traducido del inglés para Rebelión por Sara Plaza

Vestidos con un caleidoscopio de modelos de camuflaje, estuvieron tres días apiñados en una base militar de Florida. Pertenecían al Mando de Operaciones Especiales de Estados Unidos (SOCOM, por sus siglas en inglés) y al Mando de Operaciones Especiales del Ejército de Estados Unidos, y también había fuerzas de Francia y Noruega, de Dinamarca, Alemania y Canadá: 13 países en total. Vinieron a planear una campaña militar "centrada en operaciones especiales" con el apoyo de fuerzas convencionales, una operación multilateral que –de llevarse a cabo– podría costar cientos, tal vez miles de millones de dólares y quién sabe cuántas vidas.

Pregunten a los participantes y hablarán de tener en cuenta las "sensibilidades" y las "diferencias culturales", de la importancia de la "colaboración" y la "coordinación", del valor de la diversidad de opiniones, de las "perspectivas" y las "asociaciones". Sin embargo, a puerta cerrada y sin que lo sepa la mayoría de la población de sus propios países, no digamos la de los países que han marcado como objetivos, un grupito de estrategas de operaciones especiales occidentales bosquejaron un posible futuro militar multilateral para una región de África llena de problemas.

Entre el 13 y el 15 de enero, representantes de Estados Unidos y 12 países aliados se reunieron en la base aérea MacDill en Tampa, Florida, para

domingo, 11 de janeiro de 2015

QUEM FOI O MANDANTE DO ATENTADO CONTRA O CHARLIE HEBDO?

9 janeiro 2015,, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

UM 11 DE SETEMBRO FRANCÊS?

por Thierry Meyssan

Quando numerosos franceses reagem ao atentado cometido contra o Charlie Hebdo denunciando o islamismo e manifestando-se nas ruas, Thierry Meyssan sublinha que a interpretação jihadista é impossível. Apesar de que teria todo o interesse em denunciar, também ele, uma operação da Al-Qaida ou da Daesh (ISIS), ele considera uma outra hipótese, muito mais perigosa.

Dia 7 de Janeiro de 2015 um comando irrompeu, em Paris, na sede do Charlie Hebdo e assassinou 12 pessoas. Quatro outras vítimas continuam em estado grave.

Nos vídeos ouve-se os assaltantes a gritarem "Allah Akbar!", depois que "vingaram Maomé". Uma testemunha, a desenhista Coco, afirmou que eles se reclamavam da Al-Qaida. Não foi preciso mais para que numerosos franceses denunciassem um atentado islamista.

Ora, esta hipótese é ilógica.

A missão deste comando não tem ligação com a ideologia jihadista

Com efeito, membros ou simpatizantes dos Irmãos Muçulmanos, da al-Qaida ou de Daesh não se teriam contentado em matar desenhistas ateus, eles teriam primeiramente destruído os arquivos do jornal sob

terça-feira, 13 de maio de 2014

SÍRIA, 2014: "O IRÃ E O PRESIDENTE ASSAD VENCERAM A GUERRA"

13 maio 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Muitos já dizem que a estratégia ocidental na Síria encorajou radicais e saiu-lhe pela culatra, fazendo aumentar a ameaça contra a segurança da Europa, agora que os jihadistas começam a fugir da Síria para seus países de origem. Altos funcionários iranianos dizem que "Os norte-americanos só falavam de substituir Assad, mas... por quem? A única coisa que conseguiram foi encorajar grupos radicais, e tornar as fronteiras muito menos seguras." 

Irã e o presidente Bashar al-Assad, íntimo aliado dos iranianos venceram a guerra na Síria, e a campanha orquestrada pelos EUA em apoio à tentativa da oposição para derrubar o regime sírio fracassou completamente -- disseram ao Guardian vários altos funcionários iranianos.

Em séries de entrevistas em Teerã, altos funcionários, dos que modelam a política externa iraniana, dizem que a estratégica do ocidente na Síria pouco fez além de estimular radicais, gerar e alimentar o caos e, feitas as contas certas, saiu-lhes pela culatra, agora que as forças do governo sírio, comandandas pelo presidente Assad, já assumem total controle da situação em campo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

MONIZ BANDEIRA COLOCA EM XEQUE "ATAQUE QUÍMICO" NA SÍRIA



3 setembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 

Em entrevista ao jornal O Estado de Minas, no último domingo (1º/9), o professor Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira é um dos que coloca em xeque os relatos sobre o ataque químico na Síria.

Doutor em ciência política, professor aposentado de história da política externa do Brasil e autor de vários livros premiados sobre relações internacionais, ele não tem dúvidas em afirmar que o ataque da madrugada de quarta-feira foi “montado” por opositores ao governo de Bashar al-Assad.

Diferentemente dos países árabes, onde ocorreram mudanças de regime na chamada Primavera Árabe, o conflito na Síria envolve questões mais complexas e confronta interesses estratégicos de diversos atores.

É dado como certo que algum tipo de arma química foi utilizado no ataque realizado nos subúrbios de Damasco. No entanto, há incertezas sobre quem foi o responsável por desferir a operação.

Os Estados Unidos e seus aliados atribuíram imediatamente a autoria do bombardeio ao governo de Al-Assad, que sempre negou o uso de tais armas. Além da própria Síria, Rússia e Irã acusam os rebeldes pelo crime.

As imagens e declarações a respeito do massacre encheram os noticiários. As informações mais veiculadas relatam 1,3 mil mortos, centenas delas crianças. O credito dado é sempre “de acordo com ativistas”, ou seja, um lado do conflito. Às vezes, mais responsavelmente, fala-se em centenas de vítimas.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Síria: AS ARMAS QUÍMICAS FORAM FORNECIDAS PELOS SAUDITAS



2 setembro 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

– "Rebeldes" e residentes locais em Ghouta acusam o príncipe saudita Bandar bin Sultan de fornecer armas químicas a um grupo ligado à al-Qaida

por Dale Gavlak e Yahya Ababneh*

Ghouta, Síria – Quando a maquinaria para uma intervenção militar dos EUA na Síria ganha ritmo após o ataque de armas químicas da semana passada, os EUA e seus aliados podem estar a visar o culpado errado.

Entrevistas com pessoas em Damasco e Ghouta, um subúrbio da capital síria, onde a agência humanitária Médicos Sem Fronteiras disseram que pelo menos 355 pessoas morreram na semana passada devido ao que acreditaram ser um agente neurotóxico, parecem indicar isso.

Os EUA, Grã-Bretanha e França bem como a Liga Árabe acusaram o regime sírio do presidente Bashar al-Assad de executar o ataque com armas químicas, o qual atingiu principalmente civis. Navios de guerra dos EUA estão estacionados no Mediterrâneo para lançar ataques militares contra a Síria como punição por executar um ataque maciço com armas químicas. Os EUA e outros não estão interessados em examinar qualquer prova em contrário, com o secretário de Estado John Kerry a dizer que a culpa de Assad era "um julgamento ... já claro para o mundo".

Contudo, das numerosas entrevistas com médicos, residentes em Ghouta, combatentes rebeldes e suas famílias, emerge um quadro diferente.