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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Macron chama Bolsonaro de mentiroso e diz que França sairá do acordo UE-Mercosul



Macron e Bolsonaro, o mentiroso

Ruralistas sofrem o primeiro grande prejuizo decorrente da insanidade bolsonarista. A França acaba de anunciar que irá se opor a um acordo comercial com o Mercosul, que poderia abrir mercados para os produtos nacionais. Presidente francês, Emmanuel Macron, justificou a não ratificação do acordo afirmando que Jair Bolsonaro “mentiu” sobre os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil durante a reunião de cúpula do G20, no Japão.

247 - Os incêndios florestais que devastam a Amazônia há 20 dias, incentivados pelo desmonte dos orgãos de fiscalização ambiental e pelas declarações de incentivo ao desmatamento feitas por Jair Bolsonaro, já resultaram no primeiro grande prejuízo internacional ao agronegócio. Segundo a Agência de Notícias France Press, A França acaba de anunciar que irá se opor ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, o que fecha a entrada de produtos agropecuários brasileiros nos principais mercados europeus.

Para o presidente francês, Emmanuel Macron, Bolsonaro “mentiu” sobre

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O MITO DE UMA EUROPA EM PAZ

14 outubro 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

 

por Nadine Rosa-Rosso*
Jornalista belga

No dia seguinte aos atentados de 13 de Novembro em Paris, perante o Congresso, François Hollande afirmou em tom grave: "a França está em guerra". A mesma frase repete-a sem cessar após cada atentado. Depois dos acontecimentos de Niza, acrescentou que a "guerra está fora e dentro da França". A terra sagrada dos direitos humanos, da paz e das Luzes amanheceu em estado de sítio, cobardemente atacada pela barbárie e o obscurantismo. 

Esta é a versão da história que se supõe que deveríamos aceitar e assumir, nós, os povos de uma Europa civilizada que temos conseguido viver em paz há setenta anos. 

Na realidade, nunca deixámos de estar em guerra. E a França é um bom exemplo do que é um estado de guerra permanente. Impõe-se a necessidade de recordar a história. 

Um período de guerras ininterruptas 
Mal acabara a II Guerra Mundial, o governo provisório francês surgido, das forças da resistência e tantas vezes representado como exemplo pela esquerda actual, envia ao Vietname (nessa época parte da Indochina francesa) um corpo militar expedicionário para tratar de acabar com

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Brasil/NETA DE MARC BLOCH RESPONDE A EDITORIAL DO ESTADÃO*



13 julho 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Suzette Bloch -- umhistoriador.wordpress.com


Marc Bloch
 

Conseguem imaginar a reação de meu avô diante do espetáculo dos deputados que votaram em nome de suas esposas, de Deus ou de um torturador?

Meu nome é Suzette Bloch. Sou jornalista e, além disso, neta e detentora dos direitos autorais do historiador e resistente Marc Bloch.

Eu li seu editorial do dia 14 de junho sobre o manifesto dos Historiadores pela democracia. Ele me deixou estupefata e indignada. Seu jornal utiliza o nome de meu avô para justificar um engajamento ideológico totalmente oposto ao que ele foi, um erudito que revolucionou a ciência histórica e um cidadão a tal ponto engajado na defesa das liberdades e da democracia que perdeu a vida, fuzilado pelos nazistas em 16 de junho de 1944.

O jornal recorre ao nome de Marc Bloch para responder aos historiadores brasileiros que se posicionaram contra o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. “Pensamento único, historiadores muito bem posicionados na academia, a serviço de partidos, bajuladores do poder etc.”; seu editorial não argumenta, apenas denigre. Eis porque tiveram necessidade de

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Brasil/A CONEXÃO FRANCESA



7 julho 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Por trás da imagem da pátria dos Direitos Humanos, a França colaborou com a ditadura de olho no milagre brasileiro e nas potencialidades econômicas.

João Roberto Martins Filho*

Há quase vinte anos, numa tarde fria de inverno, participei como convidado de um evento no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, cujo tema era a recente prisão de Pinochet em Londres.

Falei sobre as relações entre os militares dos Estados Unidos e os da América Latina, no período da guerra fria. Terminado o debate, um colega de mesa, o coronel reformado Geraldo Cavagnari, então pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos daquela universidade, me puxou para um canto e disse:

-- Esqueça os americanos. Procure os textos de Estado-Maior do começo dos anos 60. Ali você vai encontrar quem realmente importava: os autores militares franceses. Havia

quinta-feira, 7 de julho de 2016

França/Senado francês denuncia golpe de estado no Brasil



5 de julho de 2016, O Cafezinho http://www.ocafezinho.com (Brasil)

por Vanessa Oliveira, 
do Movimento Democrático 18 de Março (MD18)
  

Tribuna do Senado francês, no Palais du Luxembourg 
(Foto: Wice-Paris.org)

“Para mim, isso foi um golpe de Estado institucional. E eu considero que o governo de Michel Temer não tem nenhuma legitimidade”, disse a senadora do PCF de Val-de-Marne, Laurence Cohen, em entrevista ao Movimento Democrático 18 de Março (MD18). Ela, que preside o grupo França-Brasil no Senado francês, organizou na última sexta feira, 1º de julho,  a conferência "Golpe de Estado no Brasil: que tipo de solidariedade com os povos da América Latina?". A iniciativa contou com o apoio de vários movimentos de brasileiros residentes na França e franceses ligados ao Brasil -- entre eles, as associações France Amérique Latine e Autres Brésils, o Coletivo Solidarité France-Brésil, os amigos do MST e o próprio MD18.

Além de Cohen, participaram da abertura do evento Marie-Christine Blandin, senadora ecologista do Norte (Hauts- de- France) e o senador Antoine Karam, representante do Partido Socialista na Guiana Francesa. Diversas personalidades da política e da academia francesas compareceram para analisar a crise política brasileira e pensar formas de estabelecer internacionalmente

quinta-feira, 9 de junho de 2016

França/Trabalhadores franceses se manifestam contra o golpe no Brasil/Contre le coup d’Etat constitutionnel au Brésil



7 junho 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os trabalhadores da França estão em permanente luta contra a austeridade do governo diante da crise economica mundial que afetou em cheio o país. A classe trabalhadora em pé de guerra contra a reforma laboral em solidariedade aos brasileiros e à democracia, lançaram um manifesto dando apoio e relatando o ambiente de crise política instaurado no Brasil e o perigo de grande retrocesso de direitos conquistados pelo povo com um governo golpista no poder.

 



No texto, os franceses denunciam as novas formas de golpe de Estado que a classe política conservadora e neoliberal está aplicando na América Latina, o golpe institucional, sem uso de armas. Eles tratam ainda no texto sobre o conluio destas forças, aliados aos políticos corruptos para afastar a presidenta legitimamente eleita. Segundo a nota, o "novo" governo de Michel Temer foi formado por brancos, velhos e corruptos, muitos deles investigados por corrupção. Logo

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

MAIS TROPAS ALEMÃS E ESPANHOLAS NO MALI*

29 novembro 2015, Odiario.infohttp://www.odiario.info (Portugal)


A presença imperialista e neocolonial na África subsariana amplia-se. A acção dos bandos terroristas fornece uma justificação imediata para esse processo, numa articulação tão evidente que dificilmente se poderá considerar acidental. E essa crescente presença militar não tem reflexos na diminuição da violência.

Aumenta a presença e intervenção de tropas estrangeiras no Mali, contudo impotentes para travar a actividade dos grupos radicais islâmicos armados.

O recente ataque a um hotel em Bamako, com captura de reféns, bem como a operação de resgate e as investigações que se seguiram, evidenciam a crescente ingerência militar ocidental naquele país africano.

Há ainda dúvidas sobre o que se passou exactamente na sexta-feira, 20, no luxuoso Radisson Blu da capital maliana. O procurador que dirige o inquérito declarou que morreram 22 pessoas, incluindo dois atacantes. «Todos os testemunhos apontam para apenas dois terroristas», assegurou Boubacar Samaké.As primeiras notícias após o atentado, que envolveu 140 hóspedes de diversas nacionalidades e 30 empregados, referiam um maior número de vítimas e de assaltantes.

Segundo o inquiridor, os autores do atentado «beneficiaram de cumplicidades para entrar no hotel» e para «cometer o crime». Outras fontes, dos serviços secretos malianos, citadas pela revista Jeune Afrique, indicam que os atacantes eram «estrangeiros», de língua inglesa, e que teriam sido auxiliados por cúmplices locais,

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

UM MASSACRE MUITO CONVENIENTE

19 novembro 2015, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity

Source: http://cluborlov.blogspot.com/2015/11/a-most-convenient-massacre.html
Publication date of original article: 16/11/2015

Translated by  mberublue

Quanta diferença pode fazer um único massacre! 

a.       Apenas uma semana atrás a União Europeia não conseguia pensar em nada que pudesse fazer parar o fluxo de “refugiados” que vinham daqueles países que os Estados Unidos e a OTAN tinha bombardeado até a destruição. Mas agora, por que “Paris mudou tudo” as fronteiras da União Europeia estão sendo fechadas e os refugiados forçados a retornar.

b.      Apenas uma semana atrás parecia que os governos europeus estavam sendo afogados por um nacionalismo ressurgente que estava prestes a chegar ao poder através do voto. Mas agora, graças ao massacre em Paris, eles obtiveram uma sobrevida, porque podem abraçar tranquilamente as mesmas políticas que há uma semana chamavam de “fascistas”.

c.       Apenas uma semana atrás a União Europeia e os Estados Unidos não podiam

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O QUE PRECEDEU OS ATAQUES DO ESTADO ISLÂMICO NA FRANÇA

19 novembro 2015, Resistir.info resistir.info (Portugal)

por Moon of Alabama

Eis o que aconteceu dia 13 à noite: pelo menos 120 mortos nos ataques em Paris, Hollande decretou o estado de emergência.

Homens armados e bombistas atacaram restaurantes, uma sala de concertos e um estádio desportivo, em vários locais em Paris, sexta-feira, fazendo pelo menos 120 mortos, num ímpeto assassino que o presidente François Hollande, muito comovido, qualificou como um ataque terrorista sem precedentes.

O estado islâmico reivindicou o ataque .

Mas quem tem fornecido armas e financiado o Estado islâmico ou as organizações precedentes que na Síria e no Iraque lhe deram origem? Vejam vós mesmos.

Em 2012 - Hollande admite que armou os rebeldes sírios em violação do embargo existente .
"O Presidente francês reconheceu ter entregado armas

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A VOLTA DOS PASSAPORTES ABANDONADOS

17 novembro 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

Por Jean-Claude Paye*

É de rir ou de chorar:   desde o 11 de Setembro de 2001 não há atentado terrorista em que os supostos culpados não se deixem identificar deixando no seu rastro os respectivos documentos de identidade. 

Para o autor, esta aparente estupidez repetitiva dos terroristas deve ser interpretada como um artifício retórico utilizado pelo poder a fim de paralisar os cidadãos.   Como a narrativa oficial é a mais absurda possível, não é possivel contestá-la.

No quadro do inquérito sobre os massacres de Paris, um passaporte sírio foi encontrado perto de um dos kamikazes do Stade de France. Depois de o presidente ter designado "o Estado islâmico" (EI) como responsável dos atentados, este reconheceu estar na base destas acções. Para o executivo francês que havia declarado pretender intervir na Síria contra o EI, na realidade contra a República Árabe Síria e seu presidente constitucional Bachar el-Assad que "deve partir", trata-se de um indício importante que deve justificar uma acção militar. O discurso duplo – apoiar uma organização designada como inimiga e chamar de terroristas aqueles que anteriormente eram chamados de "combatentes da liberdade" – não é característico apenas do governo francês. Produzir seu inimigo tornou-se um eixo da estratégia ocidental, confirmando-nos que

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

MASSACRE DE 13/NOV EM PARIS: CUI BONO ?

15 novembro 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Pepe Escobar

Ontem à noite as coisas mudaram de repente em Paris . A evidência disponível sugere que os assaltos foram executados por um grupo de assassinos profissional que, entre outras armas, utilizou bombas vivas. A mensagem de hoje de Pepe Escobar na sua página do Facebook lança alguma luz sobre o simbolismo e o momento do massacre.

Examinando uma tonelada de reportagens descobri um cidadão dinamarquês que descrevia um dos atacantes: ultra-profissional, de negro da cabeça aos pés, AK-47, muito bem treinado. Este não fazia parte dos habituais bombistas camuflados de al-Zawahiri; era um assassino de precisão. Ele abandonou a cena sem ser perturbado e, ao contrário do que diz a polícia francesa, pode não ter sido capturado: Não usava colete de suicida.

A inteligência francesa jura que está a monitorar pelo menos 200 cidadãos nacionais que voltaram do "Siraque". Conversa acerca de um trabalho péssimo. Paris é hiper-policiada. Considere a ideia admirável de pelo menos oito jihadistas a passear à vontade numa sexta-feira à noite vestidos como assassinos profissionais.

Eles escolheram um conjunto de locais fortemente

A RESPONSABILIDADE DO EUA NA PERIGOSA VAGA DE TERRORISMO

15 novembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Os trágicos atentados terroristas de Paris foram condenados a nível mundial pela humanidade solidária com o povo francês, alvo da monstruosa e repugnante chacina.

Milhões de palavras sobre o acontecimento foram escritas ou pronunciadas em dezenas de países em muitas línguas.

Dirigentes políticos, personalidades destacadas, politólogos de serviço nos grandes media, comentaram os atentados.

Chama a atenção o facto de na Comunidade Europeia nenhum chefe de estado ou de governo ter nas suas intervenções abordado a questão fundamental das causas da vaga de terrorismo que assola o mundo. Obama também se absteve de tocar no tema.

Qual o motivo de tão estranha omissão? Resposta é simples, mas incómoda para os detentores do poder.

O principal responsável pelo alastramento do terrorismo

sábado, 14 de novembro de 2015

PORQUE QUER A FRANÇA DERRUBAR A REPÚBLICA ÁRABE DA SÍRIA?

19 outubro 2015, Rede Voltaire http://www.voltairenet.org (França)

Thierry Meyssan

RETRO-COLONIZAÇÃO
Voltando à história da colonização francesa da Síria e comparando-a com a ação dos presidentes Sarkozy e Hollande, Thierry Meyssan põe em evidência a vontade de recolonizar o país por parte de certos dirigentes franceses actuais. Uma posição anacrónica e criminosa que faz a França do presente um estado cada vez mais odiado no mundo.

A França é, hoje em dia, o principal poder apelando ao derrube da República Árabe da Síria. Enquanto a Casa Branca e o Kremlin negoceiam, em segredo, o modo de se livrarem dos jiadistas, Paris persiste em acusar o " regime de Bashar" (sic) de ter criado o Daesh (E. I. -ndT), e em declarar que após a eliminação do Emirado Islâmico convirá derrubar a «ditadura Alauíta» (re-sic). A França é publicamente apoiada pela Turquia e Arábia Saudita, e às escondidas por Israel.

Como explicar este posicionamento de perdedor, quando a França não tem nenhum interesse económico ou político nesta cruzada, quando os Estados Unidos deixaram de treinar combatentes contra a República, e quando a Rússia está em vias de reduzir a cinzas os grupos jiadistas?

A maior parte dos comentadores sublinharam, com razão, os laços pessoais do presidente Nicolas Sarkozy com o Catar, patrocinador da Irmandade Muçulmana, e os do presidente François Hollande igualmente com o Catar, e, também, com a Arábia Saudita. Os dois presidentes financiaram, ilegalmente, uma parte das suas campanhas eleitorais com estes estados, e tem

domingo, 18 de janeiro de 2015

Assange: 'O SERVIÇO SECRETO FRANCÊS TEM MUITAS PERGUNTAS PARA RESPONDER'

14 janeiro 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Em entrevista à Carta Maior, Julian Assange falou sobre vigilância massiva e as relações dos serviços secretos internacionais com os atentados de Paris.

Marcelo Justo, exclusivo para Carta Maior

Londres -- A interpretação do massacre da Charlie Hebdo se transformou em um território em disputa. A liberdade de expressão e a relação com a minoria muçulmana, a dicotomia entre multiculturalismo à britânica ou integração secular à francesa, a luta antiterrorista e privacidade são alguns dos eixos do debate.

No Reino Unido, o diretor do MI5 Andrew Parker propôs uma nova lei antiterrorista que concede mais poderes de vigilância eletrônica aos serviços secretos. Um importante editor e historiador conservador, Mark Hastings, não hesitou em acusar como corresponsáveis do que aconteceu o fundador do Wikileaks Julian Assange e o ex-agente da CIA Edward Snowden. Da Embaixada do Equador em Londres, onde está há dois anos e meio esperando uma autorização para deixar o país, Julian Assange falou à Carta Maior.

Qual é sua interpretação do massacre da Charlie Hebdo?
Como editor, foi um fato extremamente triste que aconteceu com uma publicação que representa a grande tradição francesa da caricatura. Mas agora temos que olhar adiante e pensar o que ocorreu e qual deve ser a reação. É preciso entender que a cada dia acontece um massacre dessa magnitude no Iraque e em outros países do mundo árabe. E isto aconteceu graças aos esforços desestabilizadores dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França. A França participou do fornecimento de armas para a Síria, Líbia e da recolonização do Estado africano de Mali. Isto estimulou

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

BRILHAM OS HIPÓCRITAS NA PASSARELA PARISIENSE

14 janeiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

12/1/2015, Pepe Escobar*, SputnikNews
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

PEQUIM – Que inigualável desfile de hipocrisia política. A visão do general Hollande, Conquistador do Mali; David “das Arábias” Cameron; Angela “Morram, ucranianos do leste!” Merkel; Ahmed “Assad tem de sair” Davutoglu; até o rei Sarkô Primeiro, Libertador da Líbia, para nem falar de Bibi “Solução Final contra o Islã” Netanyahu – todos em marcha pela “liberdade”, pelo “direito à livre expressão” e pela “civilização” contra “o barbarismo” pelas ruas de Paris, faria gemer de vergonha e de desgosto qualquer representante da tradição intelectual ocidental, de Diógenes a Voltaire e de Nietzsche a Karl Kraus.

Observado da Ásia, o “congresso” mundial de políticos pareceu ainda mais grotesco. E não surpreende que já circule viralizada, por todo o sudeste da Ásia, lar das redes sociais árabes, a imagem da “marcha pela unidade” em Paris, reunida, como numa colagem, com uma imagem de Hitler e seus nazistas desfilando também por lá, com a Torre Eiffel ao fundo. [1] Aí está, em resumo, todo o debate sobre a “liberdade de expressão”. Será que algum dia aquela imagem-colagem

O REGRESSO DO FASCISMO – A propósito do Charlie Hebdo

13 janeiro 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Jorge Beinstein

Como era de prever, o ataque contra o Charlie Hebdó desencadeou uma onde mediática global de condenação ao "terrorismo islâmico". Sente-se um certo fedor de "11 de Setembro à francesa" [1] . Como também era de prever, a direita ocidental capitaliza essa onda procurando orientá-la para uma combinação de islamofobia e autoritarismo, de justificação da cruzada colonial contra a periferia muçulmana e ao mesmo tempo de impulso no ocidente à discriminação interna contra as minorias de imigrantes árabes, turcos e outras. E como também era de prever, não faltaram cortesãos progressistas do sistema que – depois de abrir o guarda-chuva assinalando em primeiríssimo lugar que o "ataque terrorista"... "deve ser condenado sem atenuantes"atribuindo-o ao "fanatismo religioso" (obviamente islâmico) – passam sisudamente a enumerar algumas culpas ocidentais sem darem tempo para um mínimo de prudência e decoro diante de um assunto que cheira a podre.

O mínimo que se pode dizer é que o caso Charlie Hebdo ingressou velozmente no pântano da confusão. Os dois supostos atacantes foram liquidados dois dias depois dos ataque, ainda não se sabe bem como foram tão facilmente identificados numas poucas horas – salvo se aceitarmos a incrível versão policial de que um deles esqueceu o seu documento de identidade no automóvel utilizado no atentado. Paul Craig Roberts, ex-subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, assinala que "a polícia encontrou o cartão de identidade de Said Kouachi na cena do tiroteio (próximo da sede do Charlie Hebdo). Soa familiar? Recordem que as autoridades (estado-unidenses) afirmaram haver encontrado o passaporte intacto de um dos supostos sequestradores do 11 de Setembro entre as ruínas das torres gémeas. Uma vez que as autoridades descobrem que os povos ocidentais

A HIPOCRISIA DO MEME “EU SOU CHARLIE” E DA TAL “LIVRE MANIFESTAÇÃO”

13 janeiro 2015, Redecastorfoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

A miséria religiosa é, de um lado, a expressão da miséria real; de outro, é o protesto contra a miséria real. A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espirito. É o ópio do povo. (Marx)

O ataque à redação de Charlie Hebdo chocou o público, horrorizado pela morte violenta de 12 pessoas, no centro de Paris. As imagens de vídeo, vistas por milhões, dos pistoleiros disparando e matando um policial já ferido, deram extraordinária atualidade aos eventos da 4ª-feira (7/1/2015).

Imediatamente depois do tiroteio, estado e imprensa-empresa imediatamente se puseram a tentar explorar o medo e o estado de confusão em que a opinião pública foi lançada. Mais uma vez, aí está exposto o caráter do terrorismo, de total fracasso político e de ação essencialmente

SOBRE OS ASSASSINATOS NO CHARLIE-HEBDO

11 janeiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

9/1/2015, The Daily Star, Beirute − Líbano
Excerto traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Sua Eminência, Hassan Nasrallah, do Hezbollah: “Takfiris ofendem muito mais o Profeta que a tal revista”


Nasrallah em um telão no auditório do 
Imã Mahdi em Beirute em 9/1/2015

Grupos religiosos extremistas que seguem ideologia “takfiri” sempre ofenderam muito mais o Profeta Maomé que cartunistas ocidentais que zombem dele – disse hoje o secretário-geral do Hezbollah Hassan Nasrallah.

O comportamento

EU NÃO SOU CHARLIE, JE NE SUIS PAS CHARLIE

10 janeiro 2015, Leonardo Boff  https://leonardoboff.wordpress.com (Brasil)

Há muita confusão acerca do atentado terrorista em Paris, matando vários cartunistas. Quase só se ouve um lado e não se buscam as raízes mais profundas deste fato condenável mas que exige uma interpretação que englobe seus vários aspectos ocultados pela midia internacional e pela comoção legítima face a um ato criminoso. Mas ele é uma resposta a algo que ofendia milhares de fiéis muçulmanos. Evidentemente não se responde com o assassianto. Mas também não se devem criar as condições psicológicas e políticas que levem a alguns radicais a lançarem mão de meios reprováveis sobre todos os aspectos. Publico aqui um texto de um padre que é teóloogo e historiador e conhece bem a situação da França atual. Ele nos fornece dados que muitos talvez não os conheçam. Suas reflexões nos ajudam a ver

domingo, 11 de janeiro de 2015

TERRORISTAS ARMADOS PELA FRANÇA ATACAM PARIS

9 janeiro 2015, Redecastorfoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

7/1/2015, Tony Cartalucci*, Land Destroyer
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Jihadistas da al-Qaeda, armados pelos franceses e aliados,
desfilam alegremente em Raqqa, Síria

A França, parte de uma coalizão comandada pela OTAN, armou, financiou, ajudou e, por esses e outros meios, perpetua, há anos, os terroristas da Al Qaeda, a começar oficialmente na Líbia, com a derrubada do coronel Muammar Gaddafi; e prossegue há anos, até hoje, com a OTAN, que arma e protege e garante apoio aos terroristas da Al-Qaeda inclusive ao chamado “Estado Islâmico” (ISIS/ISIL) em território sírio e ao longo das fronteiras sírias.

No recente ataque em Paris, como no trabalho dos próprios terroristas que a França armou e apoiou no norte da África e no Oriente Médio, o responsável pela violência é o próprio governo francês, culpado de manter apoio material a uma organização terrorista que já assassinou cidadãos franceses, inclusive dois oficiais de Polícia, não apenas em solo francês, mas dentro da própria capital da França.