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sexta-feira, 22 de julho de 2016

O CREPÚSCULO DA OTAN



12 de Julho de 2016, Rede Voltaire http://www.voltairenet.org  (França)

Thierry Meyssan*, Damasco (Síria)

A história da Otan e as suas acções actuais permitem compreender como o Ocidente construiu as suas mentiras e porquê está agora refém delas. Os elementos contidos neste artigo são chocantes, mas é impossível desmentir os factos. Quando muito podem-se agarrar às mentiras e persistir em manter-se nelas.


Aquando da reunião de Istambul, a 13 de Maio de 2015, os dirigentes da Otan terminam uma refeição bem regada. Eles troçam dos cretinos que acreditam no seu discurso de paz ao cantar «We are the world». Reconhece-se neste indecente vídeo o General Philip Breedlove, Jens Stoltenberg, Federica Mogherini e numerosos ministros da Defesa.

A cimeira dos chefes de Estado e de governo da Otan acaba de se realizar em Varsóvia (7 e 8 de Julho de 2016). O que devia marcar o triunfo dos Estados Unidos sobre o resto do mundo, foi, na realidade

sábado, 14 de novembro de 2015

PORQUE QUER A FRANÇA DERRUBAR A REPÚBLICA ÁRABE DA SÍRIA?

19 outubro 2015, Rede Voltaire http://www.voltairenet.org (França)

Thierry Meyssan

RETRO-COLONIZAÇÃO
Voltando à história da colonização francesa da Síria e comparando-a com a ação dos presidentes Sarkozy e Hollande, Thierry Meyssan põe em evidência a vontade de recolonizar o país por parte de certos dirigentes franceses actuais. Uma posição anacrónica e criminosa que faz a França do presente um estado cada vez mais odiado no mundo.

A França é, hoje em dia, o principal poder apelando ao derrube da República Árabe da Síria. Enquanto a Casa Branca e o Kremlin negoceiam, em segredo, o modo de se livrarem dos jiadistas, Paris persiste em acusar o " regime de Bashar" (sic) de ter criado o Daesh (E. I. -ndT), e em declarar que após a eliminação do Emirado Islâmico convirá derrubar a «ditadura Alauíta» (re-sic). A França é publicamente apoiada pela Turquia e Arábia Saudita, e às escondidas por Israel.

Como explicar este posicionamento de perdedor, quando a França não tem nenhum interesse económico ou político nesta cruzada, quando os Estados Unidos deixaram de treinar combatentes contra a República, e quando a Rússia está em vias de reduzir a cinzas os grupos jiadistas?

A maior parte dos comentadores sublinharam, com razão, os laços pessoais do presidente Nicolas Sarkozy com o Catar, patrocinador da Irmandade Muçulmana, e os do presidente François Hollande igualmente com o Catar, e, também, com a Arábia Saudita. Os dois presidentes financiaram, ilegalmente, uma parte das suas campanhas eleitorais com estes estados, e tem

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС/O Exército russo afirma a sua superioridade em guerra convencional

19 de outubro de 2015, Rede Voltaire, http://www.voltairenet.org (France)
Damasco (Síria) 

Thierry Meyssan*

A intervenção militar de Moscovo na Síria não revirou simplesmente a sorte das armas e semeou o pânico entre os jiadistas. Ela tem mostrado ao resto do mundo, em situação de guerra real, as actuais capacidades do exército russo. Para surpresa geral, este dispõe de um sistema de empastelamento capaz de tornar a Aliança Atlântica surda e cega. Apesar de um orçamento muito maior, os Estados Unidos acabam de perder a sua preponderância militar.

A intervenção militar russa na Síria, que devia ser uma aposta arriscada para Moscovo (Moscou-br) face aos jiadistas, transformou-se numa manifestação de poderio que altera o equilíbrio estratégico mundial [1]. Concebida à partida para isolar os grupos armados dos Estados que os apoiam, em violação das resoluções decisivas do Conselho de Segurança, depois destruí-los, a operação é conduzida para cegar o conjunto dos actores ocidentais e seus aliados. Estupefacto, o Pentágono está dividido entre os que tentam minimizar os factos, e encontrar uma falha no dispositivo russo, e aqueles que, pelo contrário, consideram que os Estados Unidos perderam a sua superioridade em matéria de guerra convencional e que lhes será necessário longos anos para a recuperar [2]

Lembre-se que em 2008, aquando da guerra da Ossétia do Sul, as Forças russas foram capazes de repelir o ataque georgiano, é certo, mas haviam mostrado ao mundo, sobretudo, o estado deplorável do seu equipamento. Ainda há dez dias atrás, o antigo secretário da Defesa, Robert Gates, e a antiga conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice, falavam do exército russo como uma força de «segundo nível» [3].

Como é que, então, a Federação da Rússia conseguiu reconstruir a sua indústria de defesa para conceber e produzir armas da mais alta tecnologia, sem que o Pentágono captasse a amplitude do fenómeno e se deixasse distanciar ? Os Russos utilizaram todas as suas novas armas na Síria, ou dispõem ainda de outras maravilhas de reserva? [4]

O mal-estar é tão grande em Washington que a Casa Branca acaba de cancelar a visita oficial do