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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

BRICS/Porque Rússia e China permanecem unidas


por Andre Vltchek*

O mundo capitalista está em decadência. O ocidente está apodrecendo. Raiva e niilismo surgem no império imperialista cujos cidadãos estão frustrados e não em paz consigo mesmos.

A América do Norte e a Europa imperialistas estão furiosas com países como a Venezuela e Cuba, porque os seus pensadores e líderes estão expondo a terrível deterioração dos valores dos países neocolonialistas e historicamente imperialistas.

São a China e a Rússia que estão na vanguarda, apesar da malevolência dos países do ocidente e dos seus propagandistas. E tudo se tornou grotesco. A Rússia que salvou o mundo do nazismo e ajudou a descolonizar dezenas de nações, agora é o "país menos apreciado" da Europa. A Alemanha, que matou milhões de judeus, ciganos, eslavos e outros, é a mais apreciada. No ocidente, ninguém parece importar-se com o facto de a Alemanha ainda pilhar nações como a Venezuela, enquanto usa o seu poder industrial e bancário para espoliar as riquezas de nações indefesas.

A China, um poderoso país comunista (ou diga-se, "país socialista com características chinesas"), está a ser ridicularizada e humilhada pela propaganda ocidental. A arrogância dos doutrinadores europeus e norte-americanos e a maioria de seus pseudo-intelectuais servis, do chamado centro até à direita, não tem fronteiras. A maioria deles

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Abya Yala*, BRICS/Venezuela e Rússia consolidam alianças estratégicas


Caracas, 5 out (Prensa Latina) Rússia e Venezuela consolidam hoje suas relações e alianças estratégicas depois de uma intensa semana de intercâmbios bilaterais enfatizados pela recente visita do presidente, Nicolás Maduro, à nação euroasiática.

A celebração da XXI Reunião Ministerial do Foro de Países Exportadores de Gás, em Moscou e da Comissão de Alto Nível Intergubernamental em Caracas, marcou o panorama informativo do país sul-americano devido à trascendencia de ambos encontros.

O Foro, no que participam os países líderes mundiais em termos de reservas e exportações de gás natural, é presidido pelo ministro do Petróleo de Venezuela, Manuel Quevedo, e tem como objetivo impulsionar o uso dos recursos energéticos em benefício do desenvolvimento dos povos.

A sua chegada à capital russa e em reunião prévia ao conclave, o servidor público venezuelano destacou os laços que unem a ambos países e o interesse comum em promover a complementariedade

terça-feira, 17 de setembro de 2019

BRICS, Rússia/Intervenção do Presidente Vladimir Putin na sessão plenária do Fórum Económico Oriental, nos dias 6 e 7, em Vladivostok

12.09.2019, Pravda.ru (Rússia) http://port.pravda.ru/russa/12-09-2019/48548-vladimir_putin-0/

Vladimir Putin participou na sessão plenária do Fórum Económico Oriental.
O encontro decorreu, nos dias 6 e 7, em Vladivostok, capital do Território Primorye e, agora, de todo o Distrito Federal do Extremo Oriente da Rússia
Foram enviados convites para o fórum a Chefes de Estado e de Governo estrangeiros, chefes de grandes empresas russas e estrangeiras, além de políticos e especialistas.
Tema do fórum: O Extremo Oriente -- Horizontes de Desenvolvimento.

Ilha Russky, Território do Primorye

Excertos da transcrição da sessão plenária do Fórum Económico Oriental

Presidente da Rússia, Vladimir Putin: Presidente Battulga, Primeiro Ministro Narendra Modi, Primeiro Ministro Mahathir Bin Mohamad, Primeiro Ministro Shinzo Abe,

Senhoras e Senhores, Amigos,

Antes de mais, gostaria de falar com os nossos convidados estrangeiros, dirigentes dos países representados neste Fórum e com os nossos parceiros estrangeiros na plateia. Obrigado por mostrarem tanto respeito pela Rússia e pelo vosso interesse em desenvolver relações entre os nossos países.

Espero e tenho a certeza de que o nosso trabalho durante este fórum, será muito produtivo e gratificante para todos. Sinto-me feliz por receber todos vós, no Fórum Económico do Leste.

É a quinta vez que Vladivostok, capital do Território Primorye e, agora, de todo o Distrito Federal do Extremo Oriente da Rússia, reúne os Chefes dos principais Estados da Região da Ásia-Pacífico, os maiores investidores, os empresários, os representantes do público e comunidades especializadas.

Este ano, estamos a receber mais de 8.500 participantes de 65 países. Desde o primeiro fórum, a representação aumentou

terça-feira, 10 de setembro de 2019

BRICS, Rússia/O poder da diplomacia e da parceria no Fórum de Vladivostok


07 Setembro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/russia/vladivostok_06set19.html  

por Strategic Culture Foundation

 

– Silenciado pelos media ocidentais

Várias nações participaram esta semana do Fórum Económico Oriental (Eastern Economic Forum, EEF) anual, em Vladivostok. O encontro mostra o poder da diplomacia e da parceria para o desenvolvimento multilateral. Seria desejável que as potências ocidentais pudessem aprender.

Com mais razão porque muitas das nações participantes do EEF tiveram disputas desde longa data: Rússia-Japão, Coreia do Sul-Coreia do Norte, China-Índia, Mongólia-Japão, entre outras. Mas a disposição desses países de se empenharem e promoverem o desenvolvimento mútuo é um indicador claro dos benefícios da diplomacia e do multilateralismo.

O principal objectivo do EEF – agora no seu quinto ano – é

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

BRICS/China e Rússia prometem aprofundar cooperação militar


2019-09-05 19:25:04, Xinhua (China) http://portuguese.xinhuanet.com/2019-09/05/c_138367939.htm

Moscou, 5 setembro (Xinhua) -- Oficiais militares de alto escalão da China e da Rússia concordaram em fortalecer a cooperação nesta área entre os dois países para manter conjuntamente a paz e estabilidade globais.

Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central, e o ministro russo da Defesa Nacional, Sergei Shoigu, atingiram o acordo durante uma reunião em Moscou nesta quarta-feira.

Zhang, que também é membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), elogiou o desenvolvimento das relações China-Rússia nos últimos 70 anos de

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

BRICS, China e Rússia/Porta-voz critica interferência estrangeira nos assuntos da Rússia e de Hong Kong


2019-08-21 12:51:5, Xinhua (China) http://portuguese.xinhuanet.com/2019-08/21/c_138325965

Beijing, 21 ago (Xinhua) -- As recentes ações tomadas por algumas forças estrangeiras dentro da Rússia são exatamente como as que vêm acontecendo em Hong Kong, afirmou na terça-feira um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

Geng Shuang fez o comentário em uma coletiva de imprensa quando foi pedido a comentar sobre a real interferência de alguns países ocidentais nas recentes manifestações ilegais na Rússia.

Segundo publicado na mídia, a Embaixada dos Estados Unidos na Rússia acusou o país de restringir o exercício de direitos básicos dos cidadãos. O site da embaixada também publicou o mapa de rota da manifestação programada no centro de Moscou.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que publicar tal rota foi "um ato encorajando a participação e um convite para a manifestação, o que constitui

terça-feira, 20 de agosto de 2019

BRICS, China e Rússia/Muralha sino-russa contra a intromissão dos EUA


19 agosto 2019, Resistir.info (Portugal)  https://www.resistir.info/china/bhadrakumar_11ago19.html

por M.K. Bhadrakumar
Analista político, indiano

A China acusou explicitamente os Estados Unidos e a Grã-Bretanha de fomentarem os protestos "pró-democracia" em Hong Kong. Pequim assumiu o assunto por meio do canal diplomático exigindo que a inteligência dos EUA pare de incitar e encorajar os manifestantes de Hong Kong. Na semana passada, evidências fotográficas apareceram nos media mostrando a conselheira política do consulado dos EUA em Hong Kong, Julie Eadeh, a confabular no átrio de um hotel de luxo local com os líderes estudantis envolvidos neste movimento "pró-democracia" de Hong Kong.

Washington ficou ressentida pelo facto de a cobertura de Julie ter sido explodida. Ela é aparentemente uma especialista que organizou "revoluções coloridas" em outros países e foi revelado que estava envolvida na trama de "atos subversivos" na região do Médio Oriente. O Global Times escreveu um editorial furioso . Dizia:

"O governo dos EUA desempenhou um papel vergonhoso nos distúrbios de Hong Kong. Washington apoia publicamente os protestos e nunca condena a violência que atinge a polícia. O consulado geral dos EUA em Hong Kong está a aumentar a sua interferência directa na situação de Hong Kong. A administração dos EUA está a instigar

USA/O fracasso total da diplomacia de Washington


14 agosto 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/eua/fracasso_09ago19.html

por Strategic Culture Foundation
 

Aparentemente já não há qualquer tentativa, ou simulacro, de diplomacia por parte de Washington. Sanções e agressões são exercidas com descaramento. A Rússia, a China e mesmo os supostos aliados europeus dos Estados Unidos são sujeitos a sanções por Washington – numa rejeição arrogante a qualquer diálogo para resolver alegados diferendos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, evoluiu para uma certa atitude maximalista estridente nas relações internacionais. Ela pode ser resumida assim: do meu modo ou de modo nenhum.
Um exemplo recente é

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

BRICS/Ataque ao Irão seria ataque à Rússia


14 de agosto de 2019, Página Global (Portugal) https://paginaglobal.blogspot.com/2019/08/ataque-ao-irao-seria-ataque-russia-pepe.html

Pepe EscobarAsia Times

A Rússia está avançando meticulosamente nos movimentos sobre o tabuleiro de xadrez eurasiano, movimentos que têm de ser observados em conjunto, com Moscovo propondo ao Sul Global abordagem diametralmente oposta às sanções, ameaças e guerra económica que lhes faz o ocidente. Aqui vão três exemplos recentes.


Moscovo destaca que “o trabalho prático de lançar o processo para criar um sistema de segurança no Golfo Persa” deve começar com “consultas bilaterais e multilaterais entre partes interessadas, incluindo países da região e também de fora dela,” além de

terça-feira, 6 de agosto de 2019

BRICS, China/Carta astral de Esper


5 agosto 2019, Cubadebate (Cuba) http://www.cubadebate.cu/opinion/2019/08/05/carta-astral-de-esper/#boletin20190805
Círculo de Periodistas Cubanos contra el Terrorismo

Por: Elsa Claro

De ser cierto que cada persona nace con un destino prefijado, Mark Esper es de aquellos con un karma pendenciero. Durante su época de estudiante emprendió tesis referidas a temas militaristas, algo que no es malo si de buscar la paz, o cierta armonía, se trata. Su ascenso en julio al cargo de secretario de defensa,  acentuó el nada extraño influjo  de las tendencias belicosas tan pródigas siempre en los meandros del poder real o a la sombra de Estados Unidos.

El abandono por la Casa Blanca del tratado entre Washington y Moscú destinado a frenar la creación o tenencia de cohetes de corto y mediano alcance (INF, por sus siglas en inglés) materializado este 2 de agosto, quizás no se deba anotar en los pecados del flamante jefe del Pentágono, aunque pudo influir, en la toma de esas decisiones, desde su puesto como  máximo responsable de las fuerzas de tierra norteamericanas.

Esper realiza en este momento una gira por países asiáticos a los cuales desea convencer

OS APROVEITADORES DA GUERRA E O FIM DO COMPLEXO MILITAR-INDUSTRIAL DOS EUA


30 julho 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/eua/orlov_16jul19.html

por Dmitry Orlov


No interior da vasta burocracia do Pentágono existe um grupo encarregado de monitorar o estado geral do complexo militar-industrial e a sua capacidade contínua de cumprir os requisitos da estratégia de defesa nacional. O gabinete para a aquisição e manutenção e o gabinete para a política industrial gastam cerca de US$100 mil por ano para produzir um Relatório Anual ao Congresso. Ele está disponível para o público em geral . Está disponível até para o público em geral e especialistas russos divertiram-se muito a examiná-lo.

De facto, o relatório encheu-os de optimismo. Como se sabe, a Rússia quer a paz mas os EUA parecem desejar a guerra e continuam a fazer gestos ameaçadores contra uma longa lista de países que se recusam a cumprir suas ordens ou simplesmente não compartilham seus "valores universais". Mas agora verifica-se que aquelas ameaças (e sanções económicas cada vez mais sem garra) são quase tudo o que os EUA ainda são capazes de oferecer – isto apesar dos níveis absolutamente astronómicos dos gastos com defesa. Vamos ver com o que parece o complexo militar-industrial dos EUA através de lentes russas.

É importante observar que os autores do relatório não pretendiam forçar legisladores a financiar algum projecto específico. Isso o torna mais valioso do que inúmeras outras fontes, cujo principal

terça-feira, 23 de julho de 2019

BRICS, Rússia/Entrevista do ministro das Relações Exteriores Sergey Lavrov publicada no jornal Argumenty i Fakty, Moscou


18/7/2019, http://oempastelador.blogspot.com/2019/07/min-sergey-lavrov-das-relacoes.html

Na página do Ministério de Relações Exteriores da Rússia (Doc. 1486-17-07-2019)

Pergunta: Pode-se esperar no futuro próximo alguma melhora nas relações com os EUA?

Sergey Lavrov: Dificilmente haverá qualquer melhora em breve, já que se pode dizer qualquer coisa da confusão em que estão nossas relações, menos que seja fácil. Não por nossa culpa. Afinal, relações bilaterais demandam esforços recíprocos. Temos de nos encontrar no meio do caminho.

A Rússia está pronta para andar nessa direção, como já dissemos em diversas ocasiões. Partimos da premissa de que Rússia e EUA têm uma responsabilidade especial. Somos as duas maiores potências nucleares, membros fundadores das Nações Unidas e membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. A cooperação entre nossos dois países é fundamental para garantir estabilidade e previsibilidade nos assuntos internacionais. No entanto, nem tudo depende de nós. Como diz o ditado, só se dança um tango, se os dois quiserem.

A situação é bastante complicada no setor norte-americano. Por um lado, o presidente Donald Trump fala de buscar boas relações com a Rússia, mas essa atitude está longe de ser prevalente em Washington. Vemos isso em movimentos hostis, como várias acusações sem fundamento, que a Rússia enfrenta, imposição de sanções econômicas e financeiras, confisco de propriedades diplomáticas, sequestro de cidadãos russos em terceiros países, oposição aos interesses da política externa da Rússia, e tentativas de

terça-feira, 9 de julho de 2019

União Europeia/Novos hierarcas não eleitos da UE darão continuidade à desordem actual


04/Julho/2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/europa/escolhas_ue_03jun19.html

por John Laughland*

Apesar de tudo o que aconteceu na UE nos últimos cinco anos, os seus estados membros resolveram seleccionar quatro políticos que encarnam a continuidade total com todas as políticas que levaram a UE à desordem actual.

Nenhuma das recentes calamidades persuadiu o bloco a alterar, ainda que ligeiramente, a sua rota. Nem a ascensão de partidos anti-sistema na Itália, Alemanha, França, Finlândia e alhures. Nem a ascensão de forças [ditas] patrióticas na Polónia e na Hungria. E nem o Brexit, o qual em termos económicos é o equivalente à perda não de um estado membro mas sim de 20 – e que destruirá as actuais disposições orçamentais da UE.

Os quatro homens e mulheres cujas nomeações foram marteladas na terça-feira estão todos determinados a criar uns "Estados Unidos da Europa" (para citar a futura nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von de Leyen) e portanto a prosseguir exactamente com a mesma integração europeia que está a provocar tanta tensão interna em estados membros da UE e suas instituições. Além disso, três dos quatro vêm dos estados nucleares da UE, os membros fundadores originais em 1951, sem nenhum da "nova Europa" no Leste ou no Centro da mesma. É como se, neste tempo de crise profunda, a UE quisesse retornar às suas fontes de cerca de 70 anos atrás, ao invés de

terça-feira, 30 de abril de 2019

BRICS/A histeria do Russiagate: Um caso de russofobia aguda



por Serge Lavrov

HISTERIA
"Se a democracia americana for destruída na próxima geração, não será destruída pelos russos ou pelos chineses, mas por nós próprios, pelos mesmos meios que usamos para a defender"
Senador J. William Fulbright
"American Militarism", 1970, Epilogue

"É uma tentativa de atirar as culpas para cima de outrem. O problema não é nosso. O problema está na política dos EUA… Quem perdeu foi a outra equipa. Não querem reconhecer o erro. É mais fácil dizer "A culpa não é nossa, a culpa é dos russos, eles interferiram nas nossas eleições". Faz-me lembrar o antissemitismo: a culpa é dos judeus, toda a culpa. Sabemos onde podemos chegar com estes sentimentos. Não chegamos a nada de bom. O que há a fazer é simplesmente trabalhar e pensar como endireitar as coisas"
Vladimir Putin
Presidente da Federação Russa,
(em resposta a uma pergunta da jornalista americana Megyn Kelly na reunião plenária do Fórum Económico Internacional em S. Petersburgo, a 2 de junho de 2017).


Em 18 de abril de 2019 a Embaixada da Federação Russa nos EUA divulgou o documento "A histeria do Russiagate: Um caso de russofobia aguda", com 121 páginas – o qual foi ignorado pela maior parte dos media corporativos.   Os interessados em ler a íntegra do documento poderão descarregá-lo AQUI .   O presente texto, agora publicado, é o prefácio de autoria do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serge Lavrov.

"Acredito que este problema tem raízes nos desenvolvimentos internos nos Estados Unidos.

"Não estamos a gostar dos atuais desenvolvimentos, mas não fomos nós que os iniciámos. É distorcer a verdade dizer que isto é o castigo pela Ucrânia e pela Crimeia. Tudo começou com o Presidente Barack Obama, muito antes de Washington lançar o seu projeto da "revolução colorida" na Ucrânia. Começou com Edward Snowden, que ficou preso na Rússia porque não podia fugir para outro sítio qualquer – o passaporte dele foi cancelado. O Presidente dos EUA, o secretário de Estado e os diretores do FBI e da CIA pressionaram-nos para o entregar sem demora. Dissemos que não o podíamos fazer porque todas as informações disponíveis indicavam que ele enfrentava a pena de morte. Foi por isso que Obama proibiu contactos bilaterais e cancelou a sua visita antes da cimeira dos G20 em S. Petersburgo. A propósito, estávamos a preparar para essa reunião um acordo sobre mais uma redução de armas estratégicas ofensivas, que devia ser feita a seguir ao Tratado de Praga de 2010, assim como uma declaração que estabelecia uma agenda sobre estabilidade estratégica para muitos anos seguintes. A incapacidade de Obama de renunciar ao seu ressentimento pessoal enterrou um documento muito importante, que podia ser hoje de muita utilidade.

"A seguir, foram impostas sanções sobre o processo Magnitsky. Um olhar mais atento sobre o problema revelou que Bill Browder, que criou o alarido, teve problemas com a lei e não só com a lei russa. O gabinete do procurador-geral da Rússia fez acusações contra Browder nos Estados Unidos. Os tribunais americanos tiveram de reconhecer numerosos factos que apoiam as nossas suspeitas. Mas houve uma nítida interferência nos trabalhos do tribunal por aqueles não queriam aliviar a pressão sobre a Rússia, ou seja, pelo próprio Browder e pelos seus apoiantes. Por outras palavras, a Ucrânia não passou de mais um pretexto.

"A elite norte-americana não gostou das alterações verificadas na Rússia depois de Vladimir Putin se ter tornado nosso presidente, quando voltámos a pôr-nos de pé e reconquistámos a nossa independência. Mais importante ainda, começámos a pensar de forma independente e deixámos de dar ouvidos aos conselheiros que estavam infiltrados nos nossos ministérios principais nos anos 90.

"A derrota eleitoral do Partido Democrático forneceu o pretexto para impedir a normalização das relações com a Rússia. Três semanas antes de sair da Casa Branca, Barack Obama confiscou propriedade diplomática da Rússia. Isto aconteceu num país onde isso não pode acontecer por nenhuma razão, onde a propriedade privada é um direito sagrado e a propriedade de terceiros nunca pode ser tomada. Foi uma bomba relógio e esse relógio ainda está a trabalhar. Os Democratas fizeram o melhor que puderam para usar a carta russa a fim de criar o máximo prejuízo à atual administração. Quando uma grande nação gasta três anos a especular sobre a interferência estrangeira que, alegadamente, pré-determinou o resultado das eleições presidenciais, vemos isso como falta de respeito para com o grande povo americano.

"Por falar da turbulência eleitoral, gostava de me referir ao Partido Democrático. Contrariamente ao que a investigação chefiada pelo assessor especial Robert Mueller está a tentar provar, há factos sólidos que mostram que o Partido Democrático violou a lei quando usou de métodos ilegais para forçar Bernie Sanders a abandonar a corrida. Todos já se esqueceram disso, falando só sobre a Rússia em vez de falarem sobre o que está a acontecer nos Estados Unidos.

"Estamos abertos ao diálogo contanto que os Estados Unidos também estejam. O Presidente Vladimir Putin já disse isto mais de uma vez na sua reunião com o Presidente Donald Trump em Hamburgo, em 2017, em Helsínquia, no ano passado, assim como durante os seus contactos na cimeira dos G20 em Buenos Aires. Não queremos interferir, e não queremos dar razões para nos acusarem de interferências nas lutas e conflitos internos nos Estados Unidos. Temos uma agenda construtiva. Definimos uma série de áreas de cooperação, incluindo o establishment, com aprovação do nosso presidente, de um conselho comercial incluindo cinco, seis ou sete altos funcionários de cada uma das maiores empresas russas e norte-americanas. Tenho a certeza de que um conselho de alto nível como este seria um importante fator de estabilização, pelo menos para as nossas comunidades comerciais.

"Também propusemos a criação, se o nosso presidente o aprovar, de um conselho de importantes cientistas políticos russos e norte-americanos que podem ser encarregados de preparar uma agenda política. Apresentámos um extenso programa para um diálogo sobre estabilidade estratégica, incluindo o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (Tratado INF) e um futuro acordo sobre armas estratégicas ofensivas, assim como sobre a cooperação no espaço e sobre formas de impedir a sua militarização com consequências imprevisíveis. Puseram tudo isto em segundo plano. Não recebemos uma clara resposta a estas propostas. Quando os Estados Unidos iniciaram o processo de retirada do Tratado INF, o Presidente Putin disse, numa reunião com o ministro da Defesa, Sergey Shoigu e comigo, que havíamos falado, mais de uma vez, aos nossos parceiros americanos sobre todas estas nossas iniciativas, e que os nossos parceiros já as conheciam. Se optavam por ignorar essas iniciativas, não vamos continuar a bater a uma porta fechada e vamos deixar de falar aos nossos parceiros sobre as nossas iniciativas. Os nossos colegas americanos podem avisar-nos quando estiverem preparados. Estaremos dispostos a começar as conversações". 

Serge Lavrov
Ministro dos Estrangeiros da Rússia
(Notas sobre uma reunião com a Associação Europeia de Negócios, Moscovo, 2/fevereiro/2019)

O original encontra-se em 
resistir.info/russia/the_russiagate_hysteria.pdf .
Tradução de Margarida Ferreira. 

Abyayala/Washington monta guerra colonial na América Latina



por José Goulão

Os acontecimentos sucedem-se em cascata nos últimos dias tendo como alvos a Venezuela e, por arrastamento, a Nicarágua e Cuba – a "troika da tirania", citando o triunvirato fascista que comanda Trump: Michael Pompeo, John Bolton e Michael Pence. Os movimentos militares não estão apenas em cima das mesas de conspiração, conforme reconhece a própria CNN, as sanções económicas e políticas multiplicam-se, as ondas de choque extravasam em muito a região latino-americana e desconcertam até alguns dos mais fiéis súbditos de Washington, como a União Europeia.

A CNN, citando fontes próprias do interior do establishment norte-americano, revelou a existência de actividades militares orientadas para a América Central e do Sul resultantes da coordenação do Estado-Maior conjunto do Pentágono com o Comando Sul (SouthCom), aprofundando a interacção com países vizinhos – sobretudo Colômbia e Brasil. De acordo com as mesmas fontes, trata-se de dissuadir a alegada penetração da Rússia e da China na região, que recentemente o secretário de Estado, Michael Pompeo, qualificou como "uma provocação" além de, imagine-se, uma "ingerência nos assuntos internos" da Venezuela.

Tais razões serão válidas apenas para consumo propagandístico e agitação de fantasmas; porque, em termos práticos, o que continua a ganhar forma, depois do espaço dado à vocação "humanitária", são os preparativos de uma agressão militar norte-americana contra a Venezuela, que Washington continua a preferir por procuração, isto é, através de exércitos e mercenários alheios. As movimentações militares, especialmente navais, serviriam de enquadramento das operações ofensivas e teriam igualmente cariz intimidatório.

Os sinais de reactivação da "opção militar coincidem com os fracassos sucessivos de outras formas de desestabilização da Venezuela testadas desde que o vice-presidente dos Estados Unidos, Michael Pence, telefonou a Juan Guaidó para este se auto-designar "presidente interino" da Venezuela, em 23 de Janeiro.

Um mês depois registou-se o falhanço estrondoso da intervenção contra Caracas a partir da Colômbia, sob capa de "ajuda humanitária", que acabou por se virar contra os promotores e deixar Guaidó em maus lençóis perante os patrocinadores de Washington.

Mais recentemente, em 6 de Abril, esteve programado o início de um "levantamento de massas" através da Venezuela, que deveria ir ganhando projecção e manter-se até à queda do governo eleito de Nicolás Maduro. Foi montada uma rede de células que deveria agitar manifestações em todo o país, mas tudo indica que a operação morreu no ovo: a resposta "das massas" está longe de ter o vigor ambicionado.

A conspiração de Washington
A perspectiva de novo fracasso parece ter esgotado a já pouca paciência de Washington. Em 10 de Abril, as estruturas conspirativas norte-americanas montaram uma "mesa-redonda" na capital federal, sob a capa do Centro de Estudo Estratégicos e Internacionais (CEEI), com um ponto único na ordem de trabalhos: "Avaliar a utilização da força militar na Venezuela".

A reunião deveria ter sido "privada", o que de facto aconteceu, mas o jornalista de investigação Max Blumenthal logrou acesso à lista de participantes – honrando a liberdade de imprensa e provando que a luta dos jornalistas dedicados à investigação e à busca da verdade foi ferida mas não liquidada com a prisão de Julian Assange.

A "lista de participantes" expõe uma autêntica associação de malfeitores, um conluio de índole mafiosa, gente para quem "a mudança de regime na Venezuela só é possível castigando a população", o que "não tem qualquer importância" – segundo palavras anteriormente proferidas por um dos presentes, o embaixador William Brownfield.

Desconhece-se o teor das intervenções na reunião sobre a intervenção militar na Venezuela. Mas averiguando o que pensam os conspiradores, pelo menos os principais, ficaremos com uma noção do que foi dito e preparado.

O já citado William Brownfield foi embaixador dos Estados Unidos na Venezuela a seguir ao golpe de 2002 contra Hugo Chávez e não descansou um momento no ataque à democracia venezuelana, sucessivamente como membro das administrações de George W. Bush, Obama e agora Trump. "Mais do que um narco-Estado, a Venezuela é um Estado mafioso", considera Brownfield. Por isso, "a melhor solução é acelerar o colapso, nem que produza um período de maior sofrimento durante meses, talvez anos".

Não será descabido supor, perante este tipo de afirmações, que o "combate ao narcotráfico" venha a ser um dos argumentos a brandir para justificar uma agressão militar contra a Venezuela. Já não seria a primeira vez, conhecendo o tipo de alegações que conduziram à invasão do Panamá e até do Afeganistão, país onde, desde a instalação da NATO, o comércio de estupefacientes floresce como nunca. O que acontece também com um dos grandes aliados norte-americanos na América Latina, a Colômbia, um narco-Estado que não necessita de ser invadido porque Washington já está presente e tirando proveito. 

Uma reunião que não foi académica
Olhando a lista de participantes na reunião promovida em 10 de Abril deduz-se que a intenção de "avaliar a utilização da força militar na Venezuela" fica muito aquém do que efectivamente se passou. Tratou-se muito provavelmente de uma reunião operacional, pois figuras como o almirante Kurt Tidd, o embaixador Brownfield ou o terrorista Roger Noriega não são pessoas de perder tempo e gastar experiência com debates académicos. E a presença de membros em funções no Departamento de Estado de Pompeo, como Stephen Dreikorn e Keith Mines, de um alto quadro do Conselho Nacional de Inteligência, como David Tapia, de três representantes da USAID, uma agência da CIA para mudanças de regimes, além de vários "assessores" da equipa usurpadora de Juan Guaidó indiciam um estado mais avançado de preparação do que uma simples troca de opiniões. Sem esquecer o significado da presença de delegações oficiais representativas da Colômbia e do Brasil.

O almirante Kurt Tidd foi, até há quatro meses, o comandante do Comando Sul das Forças Navais norte-americanas (SouthCom), com tarefas de controlo sobre a América Latina.

A sua presença numa reunião deste tipo tem enorme importância, não há outra interpretação possível; porque trata-se de alguém com anos de práticas desestabilizadoras e intimidatórias contra a Venezuela, incluindo planos golpistas organizados como o que esteve previsto para 2016 e foi frustrado pela Revolução Bolivariana.

"Há que continuar a manipular o cenário em que a Venezuela 'está à beira do colapso e da implosão', reforçando "a matriz mediática que liga a crise eléctrica à responsabilidade exclusiva de Maduro", incitou o almirante em ocasiões anteriores que não estão, porém, desactualizadas. A multiplicação de actos terroristas para provocar apagões que afectam a Venezuela é actual e provavelmente continua a ser testada não apenas para minar a situação interna mas também para ser uma arma em situação de agressão militar.

O terrorista Noriega 
A presença de uma figura como Roger Noriega na reunião de 10 de Abril, ainda que na discreta posição de representante do American Enterprise Institute, é todo um programa de conspiração operacional.
Noriega é um intervencionista veterano dos tempos do escândalo Irão-Contras, um braço executivo de Elliot Abrams no apoio a grupos de mercenários e esquadrões da morte patrocinados pelos Estados Unidos para lançar o terror contra as revoluções na Nicarágua e em El Salvador nas duas últimas décadas do século passado.

Sendo Elliot Abrams, actualmente, o enviado especial norte-americano para a entronização de Guaidó e o derrube de Maduro, a presença de Roger Noriega numa reunião sobre o uso da força militar na Venezuela significa que a sua realização tem de ser levada muito a sério.

Os planos contra Caracas desenvolvidos sob a alçada do almirante Kurt Tidd prevêem desde sempre o recurso a mercenários e esquadrões da morte que, para o efeito, continuam a ser preparados nas bases norte-americanas de Tona e Tolemaida, na Colômbia.

Perante os acontecimentos em cascata que se têm sucedido nos últimos dias torna-se evidente que Roger Noriega reaparece agora como uma peça-chave dos planos de Pompeo, Bolton e Adams para a América Latina - e que vão além da Venezuela.

O recentíssimo reforço das sanções contra a Nicarágua e, sobretudo, contra Cuba representam o agravamento de uma filosofia colonial intervencionista no "quintal das traseiras" e que tem vindo a ser considerada como a restauração plena da velha Doutrina Monroe. À luz da qual, obviamente, quaisquer apoios a países da região por parte de potências como a China e a Rússia são "provocações", como já declarou Michael Pompeo, o secretário de Estado e ex-director da CIA.

Além de antigo e actual colaborador próximo de Elliott Abrams na definição da estratégia terrorista contra a Venezuela, existem outras poderosas razões para considerar relevante o papel de Noriega em tudo o que está a passar-se na América Latina. Ele foi exactamente um dos autores da lei anti-cubana Helms-Burton, em 1996, agora restaurada em todo o seu articulado para agravar as sanções contra Havana.

Existe uma unidade estratégica na política de Pompeo, Bolton e Adams para a América Latina. E Roger Noriega é um dos elementos fulcrais da equipa que a desenvolve e aplica. Por isso, a sua presença na reunião de 10 de Abril, juntamente com o almirante Kurt Tidd e o embaixador William Brownfield, confirma o carácter operacional desta.

Roger Noriega, o terrorista que em tempos lamentou o facto de "os Estados Unidos se terem enganado ao não dar a devida importância a Hugo Chávez", defende que a mudança de regime é a única opção a tomar em relação à Venezuela. "Quando existe um regime cruel, não há outra solução", afirma.

A restauração plena da chamada Lei Helms-Burton é mais um reforço do bloqueio contra Cuba mas afecta também numerosas empresas e importantes negócios de outras regiões e entidades, incluindo a União Europeia.

Ora a União Europeia tem-se identificado com a estratégia latino-americana do triunvirato fascista que envolve Trump. O alargamento dessa estratégia a vários países, designadamente Cuba, afecta ainda mais directamente vastos e importantes interesses da União Europeia. Interesses que realmente contam para Bruxelas, como os dos negócios privados e das propriedades e lucros das empresas.

A imprensa espanhola revelou que a alta representante para a política externa da União Europeia, Federica Mogherini, escreveu uma carta para a Casa Branca garantindo que Bruxelas fará queixa dos Estados Unidos à Organização Mundial de Comércio se a aplicação da lei de Noriega contra Cuba for até às últimas consequências. O cenário resultante desta demanda europeia, se for concretizada, poderá criar atritos muito sérios entre a União e Washington.

Resta agora saber se este rasgo de "atrevimento" de Mogherini segue os seus trâmites ou não passará de um papel perante o qual Trump irá rir-se às gargalhadas.

Os acontecimentos dos últimos dias em relação a América Latina, incluindo a reunião de guerra efectuada em 10 de Abril, colocam, afinal, um dilema à União Europeia: reage à doutrina colonial de Washington ou continua, como até aqui, a sustentar uma figura golpista e cada vez mais desacreditada como Guaidó?

Tendo em consideração os antecedentes próximos ou afastados e o que está em jogo – não apenas regionalmente – é difícil acreditar que Bruxelas chegue a desafiar Washington. Nada faz prever que tenha chegado o dia das surpresas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

BRICS, БРИКС/Especialista: Admiral Kuznetsov salvou Síria de ataques de mísseis de cruzeiro dos EUA

3 noviembre 2016, Sputnik Brasil http://br.sputniknews.com (Rússia)

A decisão da Rússia de enviar um grupo de navios militares, liderado pelo porta-aviões Admiral Kuznetsov, a leste do Mediterrâneo, pode ter salvado os militares sírios de bombardeios dos EUA.

Eis a opinião do especialista russo em questões militares, Vladimir Evseev.

Durante coletiva de imprensa na agência Rossiya Segodnya, Evseev destacou que

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A VERDADEIRA CRISE HUMANITÁRIA NÃO É ALEPO

24 outubro 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Uma retrospectiva da intervenção dos EUA no Médio Oriente desde o 11 de Setembro mostra uma implacável marcha em direcção à trágica perspectiva hoje colocada: o confronto militar com a Rússia, a segunda maior potência nuclear. A previsível eleição de Hillary Clinton será um passo mais em direcção a essa catástrofe.

Porque será que apenas ouvimos falar da “crise humanitária em Alepo” e não da crise humanitária em todo o resto da Síria, onde a perversão que governa Washington desencadeou os seus mercenários do ISIS para trucidarem o povo sírio? Porque será que não ouvimos falar da crise humanitária no Iémen onde os EUA e o seu vassalo saudita estão a massacrar mulheres e crianças? Porque será que não ouvimos falar da crise humanitária na Líbia onde Washington destruiu um país deixando o caos em seu lugar? Porque será que não ouvimos falar na crise humanitária no Iraque, que já se arrasta há 13 anos, ou a crise humanitária no Afeganistão, que já vai em 15 anos?

A resposta é que a crise em Alepo é a crise de Washington estar a perder os seus mercenários do ISIS perante o exército sírio e a força aérea russa. Os jihadistas enviados por Obama e pela assassina criatura Hillary (“We came, we saw, he died”; “Viemos, vimos, ele morreu”) para destruir a Síria

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O ULTIMATO DE PUTIN AOS ESTADOS UNIDOS

7 outubro 2016, Resistir.info http://resistir.info (Brasil)

por Rostislav Ishchenko*

– Não só exigiu desculpas como uma mudança de toda a política estado-unidense 

– Mas os media corporativos silenciam isto


Depois de o presidente da Federação Russa decretar que a Rússia suspendia a implementação do acordo com os EUA sobre a eliminação de plutónio apto a fins militares, e após a apresentação ao parlamento de um projecto de lei nesse sentido, os media começaram a perguntar se isto estava relacionado com a ruptura de cooperação na Síria. A segunda pergunta era a razão porque a Rússia, sabendo que os Estados Unidos não estavam a cumprir a sua parte do acordo, respondeu só vários anos depois. 

Alguns peritos nucleares dizem que o acordo beneficiou a Rússia. É possível; não sou um perito e assim não posso dizer se eles estão a ser objectivos. Além disso, o que é lucrativo para a indústria nuclear pode ser não benéfico para a segurança. 

Embora pense que a Rússia não tem problemas especiais de segurança, ela tem suficiente poder nuclear para infligir um golpe mortal aos EUA, e

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

BRICS, БРИКС/Quarenta milhões de russos tomam parte em ensaio de "desastre nuclear"

5 outubro 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Tyler Durden

 

OS MEDIA OCIDENTAIS PRATICAMENTE IGNORARAM ESTA NOTÍCIA


Quando as relações entre a Rússia e os EUA se desintegram em consequência da escalada na guerra proxy na Síria, a qual culminou hoje com uma paralisação por Putin do esforço de limpeza do Plutónio em conjunto com os EUA, pouco antes de o Departamento de Estado dos EUA ter anunciado que cessaria negociações com a Rússia sobre a Síria, amanhã (5/Out) um número sem precedentes de 40 milhões de cidadãos russos, bem como 200 mil especialistas de "divisões de resgate de emergência" e 50 mil unidades de equipamentos começarão a tomar parte num ensaio com quatro dias de duração de defesa civil, evacuação de emergência e preparação para desastres, informou o ministro russo da Defesa Civil no seu sítio web. 

De acordo com o ministro, amanhã (5) de manhã haverá um ensaio de defesa civil por toda a Rússia envolvendo autoridades executivas federais, regionais e governos locais denominado "Organização da defesa civil durante grandes desastres naturais e causados pelo homem na Federação Russa em todos os territórios da Federação e perdurará até 7 de Outubro. Apesar de o ministro não ter especificado que espécie de "desastre causado pelo homem" ele imagina, este teria de ser substancial para 40 milhões de russos tomarem parte no ensaio de preparação de

GUERRA CONTRA A SÍRIA: DOIS LADOS PARTEM PARA O "PLANO B"

4 outubro 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

Considerado o fracasso total da política dos EUA para mudar o regime na Síria e derrubar o presidente Assad, os EUA têm agora de fazer uma escolha fundamental: negociar ou subir a aposta. Aparentemente, Kerry e outros até tentaram negociar, mas o Pentágono decidiu de outro modo, e traiçoeiramente quebrou o compromisso que o país assumira e (ilegalmente) bombardeou forças sírias. Nesse ponto, Kerry, Power e os outros sentiram que não tinham escolha além de "unir-se" ao Pentágono e subir a aposta. +

30/9/2016, The Saker, Unz Review

Agora, os EUA "avisam" a Rússia de que a ofensiva de Aleppo prossegue e os EUA não voltarão às negociações. É ameaça das mais bizarras, considerando que os EUA não cumprem acordo e que os russos já concluíram que os EUA "não são capazes para acordos". A reação russa era previsível: Lavrov admitiu que já nem leva a sério o que os norte-americanos digam.

Certo. Os dois lados cansaram-se um dos outro. E o que se faz agora?

Os EUA enviarão mais armas para o Daech, inclusive MANPADs, TOWs e