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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Livro/Guerras híbridas: militarização da teoria do caos



William Nozaki

Neste livro, Guerras Híbridas: das Revoluções Coloridas aos Golpes, o analista político russo Andrew Korybko desvenda um novo conceito para explicar as atuais táticas dos
EUA para a desestabilização e a derrubada de governos. A guerra híbrida é a combinação de revoluções coloridas e guerras não convencionais como forma de alinhar Estados e sociedades aos interesses da política de segurança e defesa norte-americanas. Partindo do estudo de caso da Síria e da Ucrânia, o autor demonstra um modus operandi que também pode ser facilmente identificado em outros conflitos travados, por exemplo, no Oriente Médio e na América Latina. Nesse sentido, a guerra híbrida é o novo modelo de intervenção político-militar do século XXI.

A guerra híbrida é o emprego do poder através de um conjunto de intervenções de toda ordem

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Na rota das contra-revoluções "coloridas"

04 setembro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/v_carvalho/c_revolucoes_coloridas.html


por Daniel Vaz de Carvalho*
 
As ações contra-revolucionarias do imperialismo que diretamente não usam meios militares, ditas por perverso eufemismo necessário à manipulação, "revoluções coloridas" levam-nos a colocar as clássicas questões do: "quem, como, quando, onde e porquê". É este o tema que nos propomos abordar. 
 

1 - QUEM
Não esqueço uma frase de um filme francês de 1958, que vi ainda adolescente, num cinema de bairro, intitulado "As grandes famílias" (segundo o romance homólogo de Maurice Druon). Num diálogo entre dois donos de uma fábrica, dizia um deles (Jean Gabin) para o irmão (Pierre Brasseur): "Eu sou de direita para defender os meus interesses, tu és de direita porque odeias os operários."

Esta frase, define muito de "quem" lidera e apoia, sobretudo financeiramente, movimentos contra-revolucionários. Para além destes juntam-se as massas do lumpen proletariado, os contaminados pelo anticomunismo, os que seduzidos pela propaganda da direita se revoltam contra o que

terça-feira, 20 de agosto de 2019

BRICS, China e Rússia/Muralha sino-russa contra a intromissão dos EUA


19 agosto 2019, Resistir.info (Portugal)  https://www.resistir.info/china/bhadrakumar_11ago19.html

por M.K. Bhadrakumar
Analista político, indiano

A China acusou explicitamente os Estados Unidos e a Grã-Bretanha de fomentarem os protestos "pró-democracia" em Hong Kong. Pequim assumiu o assunto por meio do canal diplomático exigindo que a inteligência dos EUA pare de incitar e encorajar os manifestantes de Hong Kong. Na semana passada, evidências fotográficas apareceram nos media mostrando a conselheira política do consulado dos EUA em Hong Kong, Julie Eadeh, a confabular no átrio de um hotel de luxo local com os líderes estudantis envolvidos neste movimento "pró-democracia" de Hong Kong.

Washington ficou ressentida pelo facto de a cobertura de Julie ter sido explodida. Ela é aparentemente uma especialista que organizou "revoluções coloridas" em outros países e foi revelado que estava envolvida na trama de "atos subversivos" na região do Médio Oriente. O Global Times escreveu um editorial furioso . Dizia:

"O governo dos EUA desempenhou um papel vergonhoso nos distúrbios de Hong Kong. Washington apoia publicamente os protestos e nunca condena a violência que atinge a polícia. O consulado geral dos EUA em Hong Kong está a aumentar a sua interferência directa na situação de Hong Kong. A administração dos EUA está a instigar

quarta-feira, 30 de março de 2016

BRICS, БРИКС/BRASIL, ASSIM COMO A RÚSSIA, ESTÁ SOB ATAQUE DA ‘GUERRA HÍBRIDA’



29 março2016, Sputnik Brasil http://br.sputniknews.com (Rússia)

Em seu mais recente artigo, o analista de geopolítica internacional Pepe Escobar analisa o atual cenário político do Brasil à luz da influência externa sobre o país. Para ele, tanto o Brasil, como a Rússia, estão sob ataque do que o autor chama de ‘Guerra Híbrida’, uma mistura de ‘revolução colorida’ com ‘guerra não-convencional.

Para o analista, a matriz ideológica e o modus operandi das ‘revoluções coloridas’ – como as manifestações na Ucrânia — hoje são uma questão de domínio público. Não tanto o conceito de Guerra Não-convencional.

Este conceito foi explicitado no Manual de Forças Especiais de Guerra Não-convecional (2010) da seguinte forma: “A intenção dos esforços dos Guerra Não Convencional dos EUA é explorar uma vulnerabilidade de hostis poderes políticos, militares, econômicos e psicológicos, através do desenvolvimento e sustentação de forças de resistência para realizar os objetivos estratégicos dos EUA… Para o futuro próximo, as forças americanas estarão predominantemente envolvidas operações irregulares de guerra não-convencional".

Escobar argumenta que os poderes "hostis" são classificados não só no sentido militar; qualquer Estado que

sábado, 19 de setembro de 2015

Brasil/CIA financia Policia Federal para construir democracia extrema que levaria à tirania oligárquica, afirma historiador Moniz Bandeira

14 setembro 2015,  Brasil Popular http://www.brpopular.com.br (Brasil)

A crise política, na avaliação do historiador Moniz Bandeira, autor de “A segunda guerra fria”, “Presença dos Estados Unidos no Brasil”, entre dezenas de outros publicações relevantes, tem acelerado a crise econômica por diversas razões, como, por exemplo, Operação Lavajato, cujas consequências colocam em xeque atuação de grandes empresas nacionais, criando instabilidades, que produzem associações de interesses antinacionais, internos e externos, contrários às opções geopolíticas feitas pelo governo brasileiro de aliar-se às forças internacionais que contrariam as grandes potências, Estados Unidos e Europa. A criação dos BRICs, Banco Brics, moeda dos Brics, alternativa ao dólar como equivalente monetário global etc, é, certamente, o principal incômodo para Tio Sam.

O modo de atuação de juízes de primeira instância, como o juiz Moro, de Curitiba, de pautar investigações mediante métodos semelhantes aos utilizados por Hitler, pela Gestapo, na segunda Guerra Mundial, como é o caso de delação premiada, por meio da qual são feitas prisões sem dispor de provas concretas, configurando ações aparentemente legais, produz, segundo Bandeira, o que Aristóteles denominou de democracia extremada. Trata-se, nada mais nada menos, de praticar tirania oligárquica, algo semelhante ao que ocorrem nas ditaduras.

Os agentes nacionais de segurança, como a Polícia Federal, financiados, diz Bandeira, pela CIA e DEA, estão deturpando o processo democrático, em meio às dificuldades econômicas, agravando-as. Eles estão favorecendo, com tal atuação extremada, que lança dúvidas sobre sua legalidade, interesses financeiros internacionais, contrários às políticas nacionalistas, ancoradas em

sábado, 6 de junho de 2015

BRICS, БРИКС/RÚSSIA: SOBERANIA, SEDIÇÃO E AS VELHAS E DETESTÁVEIS ONGS


4 junho 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

31/5/2015, F. William Engdahl*, New Eastern Outlook – NEO
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Dia 23 de maio de 2015, o presidente Vladimir Putin da Rússia sancionou nova lei, proposta pelo Parlamento, que dá aos Procuradores de Justiça o direito de declarar “indesejáveis” na Rússia, e mandar fechá-las, organizações estrangeiras e internacionais que se intrometam na política russa. Como se podia prever, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Marie Harf, disse que os EUA estariam “profundamente perturbados” ante a nova lei, a qual, na opinião dela, seria “mais um exemplo dos ataques crescentes do governo russo contra vozes independentes, para isolar o povo russo, do resto do mundo”.
 
A nova lei dá poderes às autoridades russas para banir do país ONGs declaradas indesejáveis e para processar os empregados e responsáveis, que correm risco de serem condenados a seis anos de cadeia ou a serem expulsos do país, para não mais voltar. A União Europeia fez coro ao Departamento de Estado dos EUA, e disse que a lei seria “preocupante passo numa série de restrições contra a sociedade civil, a imprensa independente (sic) e a oposição política”.

A ONG mantida por George Soros, Human Rights Watch (HRW), condenou a lei. E a Amnesty International, idem.

Com tanta coisa no mundo em que vivemos, em que impera o duplo-falar, é conveniente compreender o contexto da nova lei. Longe de ser salto na direção de converter a Rússia em estado fascista, a nova lei pode ajudar a proteger a democracia e a soberania da nação russa, num momento em que está em estado de guerra de facto contra,

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Brasil/MARINA SILVA, GEORGE SOROS E A MORTE DE EDUARDO CAMPOS

1º. setembro 2014, Mercosul & CPLP http://mercosulcplp.blogspot.com (Brasil)

Por Mercosul & CPLP

No dia 13 de agosto passado, o candidato presidencial Eduardo Campos morria em um desastre de avião, sendo substituído por Marina Silva, a ex-musa dos escologistas e agora uma aliada do agronegócio. Nesta edição são publicados artigos sobre o desastre e as consequências para a política interna e externa do Brasil, na eventualidade de Dilma Rousseff não conseguir a reeleição para um segundo mandato.

Os textos publicados falam, direta ou indiretamente, de George Soros, um dos principais financiadores da campanha de Marina Silva. Este falso filantropo fez sua meteórica carreira de especulador nas finanças internacionais com o apoio da CIA que, em troca, sempre contou com a sua colaboração. Evocar o seu nome é enveredar por um mundo feito de espionagem e traições, corrupção e chantagem, fraudes financeiras e falências fraudulentas, “revoluções coloridas” e golpes de estado, “terapias de choque” e invasões de países, sequestros, torturas e assassinatos políticos.