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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Abya Yala*/Fórmula da guerra híbrida deu certo, mas novos ventos sopram sobre América Latina


Por Denise Assis*, para o Jornalistas pela Democracia 

Jornalista Denise Assis as desestabilizações políticas na América Latina desde 2009 com a retirada o presidente de Honduras Manuel Zelaya e a ação dos Estados Unidos nos diversos episódios. "Como a roda da história gira, esse quadro começa a mudar. Nos próximos dias a Argentina se livra de Macri. Evo Morales deve conseguir retornar ao poder, nas próximas eleições", diz ela, mencionando também o Equador

O presidente do Equador, Lenín Moreno, que desde a semana passada colocou o próprio país em convulsão, quando reduziu direitos trabalhistas, retirou os subsídios do petróleo e aumentou o preço dos combustíveis em estratosféricos 123%, acusou o ex-aliado e ex-presidente, Rafael Correa, a quem traiu ao assumir o poder, de estar por trás das manifestações que colocam em risco o seu cargo. Ao mesmo tempo, diz que Nicolás Maduro

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Brasil/O Brazilgate transforma-se no Russiagate 2.0


25 Junho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/brasil/escobar_22jun19.html

por Pepe Escobar*

 

– "Ridiculamente, a bomba de The Intercept acerca da corrupção brasileira está a ser alardeada pelos media e militares do país como uma conspiração russa".


Foi um vazamento, não um hack. Sim: o Brazilgate, lançado por uma série de bombas revolucionárias publicadas por The Intercept, pode estar a transformar-se num Russiagate tropical.

O Garganta Funda de The Intercept – uma fonte anónima – finalmente revelou em pormenores o que qualquer um com meio cérebro no Brasil já sabia: que a máquina judicial/legal da investigação unilateral do Lava Jato era de facto uma farsa maciça e uma trapaça criminosa destinada a realizar quatro objectivos.

·                     Criar as condições para o impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016 e a subsequente ascensão de seu vice, o fantoche manipulado pela elite Michel Temer.
·                     Justificar a prisão do ex-presidente Lula em 2018 – exactamente quando ele estava para vencer a eleição presidencial seguinte com uma vitória esmagadora.
·                     Facilitar a ascensão da extrema-direita brasileira via Steve Bannon (ele o chama de "capitão") Jair Bolsonaro.
·                     Instalar o ex-juiz Sergio Moro como ministro da Justiça com esteroides capazes de promulgar uma espécie de Patriot Act brasileiro – pesado em espionagem e ligeiro quanto a liberdades civis.

Moro, lado a lado com o promotor Deltan Dallagnol, o qual liderava as 13 forças-tarefa do Ministério Público, são as estrelas vigilantes da trapaça do lawfare . Ao longo dos últimos quatro anos, os hiperconcentrados media de referência brasileiros, afundados num pântano de fake news,

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O golpeachment no Brasil, a nova revolução colorida



18/05/2016, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

por Pepe Escobar*
– Depois dos golpes em Honduras e no Paraguai chega agora a vez do Brasil 
Nunca na moderna história política foi tão fácil “abolir o povo” e simplesmente apagar 54 milhões de votos obtidos numa eleição presidencial livre e justa.
Esqueça recontagens de votos (hanging chads), como na Florida em 2000. Este é um dia que viverá na infâmia em todo o Sul Global – aquela que era uma das mais dinâmicas democracias tornou-se um regime plutocrático, sob um delgado verniz parlamentar/judicial, com garantias legais e constitucionais agora à mercê de desprezíveis elites compradoras.

Após a maratona proverbial, o Senado brasileiro votou por 55 a 22 colocar a presidente Dilma Rousseff em julgamento por “crimes de responsabilidade” – relativos a alegadas cosméticas do orçamento do governo.

Isto é o culminar de um processo contínuo que começou ainda antes de Rousseff vencer a reeleição no fim de 2014, com mais de 54 milhões de votos. Descrevi o bando de perpetradores que a criatividade brasileira alcunhou “golpeachment” (golpe + impeachement) como Guerra Híbrida das hienas.

O golpeachment refinado – apoiado pelo equivalente a um Conselho de Inquisição Eleitoral – impeliu a Guerra Híbrida a níveis inteiramente novos.

A Guerra Híbrida aplicada no Brasil exibiu elementos clássicos de uma revolução colorida. Naturalmente

quinta-feira, 5 de maio de 2016

BRASIL: O IMPÉRIO DO CAOS ATACA OUTRA VEZ


2 maio 2016, Resistir.info http://resistir.info  (Portugal)

O original encontra-se em www.strategic-culture.org/...

Pepe Escobar*


Logo depois de a moção de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff ter sido aprovada no Congresso brasileiro, no que denominei Guerra híbrida das hienas , o ansioso para ser presidente Michel "Brutus" Temer, um dos articuladores do golpe, despachou um senador para Washington como garoto de recados especial a fim de dar notícias do golpe em curso. O senador em causa não ia em missão oficial do Comité de Relações Exteriores do Senado.
 
Brutus Temer estava alarmado pela reacção global dos media, os quais estão progressivamente a interpretar o que ele está a fazer – aliado a Brutus Dois, o notoriamente corrupto líder da câmara baixa Eduardo Cunha – como aquilo que realmente é: um golpe.

A missão do senador, alegadamente, era lançar uma ofensiva de RP a fim de contrariar a narrativa do golpe, a qual, segundo Brutus Um, "desmoralizava instituições brasileiras".

Asneirada. O senador garoto de recados foi enviado para contar ao Departamento de Estado dos EUA que tudo estava processar-se de acordo com

quarta-feira, 30 de março de 2016

BRICS, БРИКС/BRASIL, ASSIM COMO A RÚSSIA, ESTÁ SOB ATAQUE DA ‘GUERRA HÍBRIDA’



29 março2016, Sputnik Brasil http://br.sputniknews.com (Rússia)

Em seu mais recente artigo, o analista de geopolítica internacional Pepe Escobar analisa o atual cenário político do Brasil à luz da influência externa sobre o país. Para ele, tanto o Brasil, como a Rússia, estão sob ataque do que o autor chama de ‘Guerra Híbrida’, uma mistura de ‘revolução colorida’ com ‘guerra não-convencional.

Para o analista, a matriz ideológica e o modus operandi das ‘revoluções coloridas’ – como as manifestações na Ucrânia — hoje são uma questão de domínio público. Não tanto o conceito de Guerra Não-convencional.

Este conceito foi explicitado no Manual de Forças Especiais de Guerra Não-convecional (2010) da seguinte forma: “A intenção dos esforços dos Guerra Não Convencional dos EUA é explorar uma vulnerabilidade de hostis poderes políticos, militares, econômicos e psicológicos, através do desenvolvimento e sustentação de forças de resistência para realizar os objetivos estratégicos dos EUA… Para o futuro próximo, as forças americanas estarão predominantemente envolvidas operações irregulares de guerra não-convencional".

Escobar argumenta que os poderes "hostis" são classificados não só no sentido militar; qualquer Estado que