Mostrando postagens com marcador espionagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador espionagem. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Abya Yala*/Fórmula da guerra híbrida deu certo, mas novos ventos sopram sobre América Latina


Por Denise Assis*, para o Jornalistas pela Democracia 

Jornalista Denise Assis as desestabilizações políticas na América Latina desde 2009 com a retirada o presidente de Honduras Manuel Zelaya e a ação dos Estados Unidos nos diversos episódios. "Como a roda da história gira, esse quadro começa a mudar. Nos próximos dias a Argentina se livra de Macri. Evo Morales deve conseguir retornar ao poder, nas próximas eleições", diz ela, mencionando também o Equador

O presidente do Equador, Lenín Moreno, que desde a semana passada colocou o próprio país em convulsão, quando reduziu direitos trabalhistas, retirou os subsídios do petróleo e aumentou o preço dos combustíveis em estratosféricos 123%, acusou o ex-aliado e ex-presidente, Rafael Correa, a quem traiu ao assumir o poder, de estar por trás das manifestações que colocam em risco o seu cargo. Ao mesmo tempo, diz que Nicolás Maduro

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Brasil/CARTA ABERTA À EMBAIXADA DOS EUA EM BRASÍLIA



24 abril 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)
 
Edu Montesanti

Conforme seu próprio governo historicamente reconhece (e nem se precisaria disto), o gigante sul-americano desempenha papel crucial não apenas para a economia dos Estados Unidos, mas também para o próprio futuro da região:  "Para onde o Brasil for, o resto da América Latina irá", disse em 1971 o presidente de seu país, Richard Nixon, dos baixos da história quem renunciaria ao cargo, dois anos mais tarde, a fim de não ser impedido por escândalos envolvendo corrupção e espionagem.

Tal raciocínio tem sido parte fundamental da política externa estadunidense, além do propalado interesse dos senhores, integrantes do regime de Washington, em democracias e direitos humanos alheios que os leva às mais absurdas ingerências em todo o mundo -- inclusive na América Latina desde o século XIX sabotada, boicotada, invadida,vítima de golpes e genocídios pelos Estados Unidos,

terça-feira, 22 de março de 2016

Abya Yala, Pátria Grande/América Latina se levanta contra golpe articulado no Brasil por interesses estrangeiros



22 março 2016, Sputnik Brasil http://br.sputniknews.com (Rússia)

Robson Fernandjes

Diversos líderes da América Latina têm se manifestado contra a iminência de um golpe no Brasil. Por trás das campanhas midiáticas a favor do impeachment de Dilma e da prisão do ex-presidente Lula, ganha força a tese de uma articulação de interesses estrangeiros com movimentos de direita para desestabilizar governos de esquerda no continente.


Na sexta-feira (18), o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, defendeu a continuidade da Operação Lava Jato, mas reiterou que não há fundamento jurídico para tirar a presidenta Dilma Rousseff do cargo. Segundo ele, a líder da nação demonstra, pelo contrário, um claro compromisso com a transparência institucional e com a defesa dos ganhos sociais alcançados pelo país na última década.

“Neste momento, a sua coragem e honestidade são ferramentas essenciais para a preservação e o fortalecimento do Estado de Direito”, disse Almagro.

Também na sexta-feira, os governos do Uruguai, da Bolívia e da Venezuela se manifestaram contra o golpe orquestrado no Brasil.

Uruguai
"Fiel defensor do princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros Estados, mas ao mesmo tempo respeitoso do Estado de Direito e dos valores democráticos, o Uruguai confia

terça-feira, 23 de junho de 2015

COMO SE DEFENDE A PAZ E A DEMOCRACIA

21 junho 2015, Jornal de Angola (Angola)

José Ribeiro

A grande vitória dos angolanos em 40 anos de Independência foi terem acabado com a guerra. Mas outro grande sucesso foi terem gorado qualquer tentativa de regresso ao caos e à situação que provocou o conflito armado.

Nisto reside o grande “milagre” de Angola.

O caos precede a violência e mina o exercício das liberdades. Num ambiente caótico, as expectativas sociais tornam-se inviáveis. Ninguém deve ignorar o pecado original que foi a instabilidade gerada no período que se seguiu ao 25 de Abril. Nessa altura juntou-se a revolta contra a repressão colonial às manobras contra a Independência e criou-se o caldo que conduziu à escalada de guerra, que se prolongou por mais 30 anos. Apesar de todos os esforços de Agostinho Neto, em pouco tempo a destruição atravessou o país, como uma lança que nos rasga a carne e tudo desfaz. A Independência exigiu o sacrifício dos heróis, mas muitas vidas teriam sido poupadas se a voz da razão tivesse sido ouvida.

A História Mundial está cheia de exemplos de países que caíram em guerras ou no totalitarismo após um processo de degeneração social. E todos devemos aprender com isso. A subida de Hitler ao poder na Alemanha, em 1932, teve como pano de fundo a crise económica, o crescimento da miséria, da prostituição e do desemprego em massa. No Chile, em 1973, o general Pinochet apoiou-se

quinta-feira, 11 de junho de 2015

NÓS MUDAMOS A FORMA COMO O MUNDO PERCEBE A VIGILÂNCIA EM MASSA -- Snowden

7 junho 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Acabar com a vigilância em massa de telefonemas privados sob a Lei Patriota dos EUA é uma vitória histórica para os direitos de cada cida

Edward Snowden*

Há exatamente dois anos, três jornalistas e eu trabalhamos intensamente em um quarto de hotel em Hong Kong, esperando para ver como o mundo reagiria à revelação de que a Agência de Segurança Nacional (NSA) vinha fazendo registros de quase todas as chamadas de telefone nos Estados Unidos. Nos dias que se seguiram, aqueles jornalistas e outros publicaram documentos revelando que governos democráticos monitoravam as atividades privadas de cidadãos comuns que não tinham feito nada de errado.

Em poucos dias, o governo dos Estados Unidos respondeu, fazendo acusações contra mim nos termos da legislação de espionagem da 1ª Guerra Mundial. Os jornalistas foram aconselhados por advogados a não voltar aos Estados Unidos, pois corriam o risco de serem presos ou intimados. Os políticos correram para condenar os nossos esforços como antiamericanismo ou mesmo traição.

Em segredo, houve momentos em que eu me preocupei por ter colocado nossas vidas privilegiadas em risco a troco de nada – pois talvez o público

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Brasil/MARCO AURÉLIO GARCIA CRITICA PROPOSTAS DE POLÍTICA EXTERNA DE MARINA

24 setembro 2014, Contraponto PIG* http://contrapontopig.blogspot.com (Brasil)

Marina disse que Brasil precisa retomar relações com Washington e que o povo cubano precisa compreender que pode fazer a transição para a democracia.

Carta Maior - 21/09/2014 

Pablo Giuliano, Radio Intereconomia (Espanha)

São Paulo -- O assessor especial para assuntos internacionais da presidenta Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia, afirmou sábado (20) que o Brasil não tem uma "vocação imperial", em resposta ás declarações da candidata opositora Marina Silva, sobre Cuba. "O Brasil não tem vocação imperial, não é uma agência de certificação que distribuiu definições sobre outros países. Respeitamos Cuba, assim como respeitamos Estados Unidos, França e China, por exemplo", disse Garcia em uma entrevísta à Agência EFE.

Marco Aurélio García, que mantem seu cargo desde a época de Luiz Inácio Lula da Silva (2003 - 2010) e foi presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), objetou a declaração de Marina à imprensa dos Estados Unidos

quarta-feira, 30 de abril de 2014

A ESPIONAGEM E OS DIREITOS DO HOMEM

27 abril 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filomeno Manaças

O Brasil voltou a colocar a questão da espionagem na Internet no centro da atenção mundial ao albergar em S. Paulo, durante dois dias, a cimeira internacional NETMundial.

Cerca de mil participantes condenaram por unanimidade a espionagem na Internet e pediram que a vigilância ilegal dos dados pessoais seja punida pela lei.

A questão da espionagem na Internet ganhou foros de escândalo mundial com as revelações feitas pelo ex-analista da Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana, Edward Snowden, quando veio a público relatar casos de violação abusiva por parte do Governo dos Estados Unidos da privacidade dos seus cidadãos ao ter acesso sem o seu consentimento aos seus dados pessoais.

Foi tão só o primeiro passo para uma série de denúncias que evoluiu para

quarta-feira, 26 de março de 2014

Brasil/Pelo Twitter, Dilma comemora aprovação do Marco Civil da Internet

26 março 2014, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Luana Lourenço, Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff comemorou hoje (26) a aprovação do Marco Civil da Internet (PL 2.126/11) pela Câmara dos Deputados na noite de ontem (25) e disse que o projeto mostra o protagonismo do Brasil nas discussões sobre a rede mundial.

“A aprovação do Marco Civil da Internet pela Câmara dos Deputados é uma vitória de toda a sociedade brasileira. O projeto mostra o protagonismo do Brasil em um tema que o mundo debate: a segurança, a privacidade e a pluralidade na rede”, escreveu Dilma há pouco em seu perfil no Twitter.

O marco civil define os direitos e deveres de usuários e provedores de serviços de conexão e aplicativos na internet. A aprovação abre caminho para que os internautas brasileiros possam ter garantido o direito à privacidade e à não discriminação do tráfego de conteúdos.

“O marco civil é uma ferramenta da liberdade de expressão, da privacidade do indivíduo e do respeito aos direitos humanos”, escreveu Dilma no microblog.

Entre os principais pontos da proposta estão a garantia do direito à privacidade dos usuários, especialmente à inviolabilidade e ao sigilo de suas comunicações pela internet. Atualmente, as informações são usadas livremente por empresas que vendem esses dados para os setores de marketing ou vendas.

Os provedores não poderão fornecer a terceiros as informações dos usuários, a não ser que haja consentimento do internauta;

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

48 BASES MILITARES DOS EUA NA ITÁLIA PARA GUERREAR NA ÁFRICA E NO ORIENTE MÉDIO



12 novembro 2013, Correio da Cidadania http://www.correiocidadania.com.br (Brasil)

Escrito por Achille Lollo*, de Roma para o Correio da Cidadania   

Durante a guerra fria os generais do Pentágono acreditavam que a Alemanha e a Itália eram as regiões geoestratégicas mais importantes da Europa e do Mar Mediterrâneo à causa de suas características geográficas, políticas e econômicas. Por isso, até 1990, os EUA aquartelaram na Alemanha 200.000 fuzileiros e 50.000 “especialistas”, isto é: pilotos, técnicos de radares, de telecomunicações e, sobretudo, as unidades operativas dos grupos especiais. Após a reunificação alemã, somente os “especialistas” permaneceram na Alemanha.

Aquartelamento da Itália pelos EUA
Na Itália, o contingente de militares estadunidenses permaneceu intacto até 1990, com seus 13.000 “especialistas”. Depois, houve um aumento gradual até 2001, quando 20.000 “especialistas” operavam nas 48 bases militares (da USArmy, USAF, USNavy e da OTAN), nas 40 estações radar e centros de telecomunicações (USAF e NSA) e nos 15 depósitos e polígonos que o Pentágono obteve do governo italiano graças aos acordos bilaterais ou no âmbito da OTAN. Uma maquina bélica que, em 1999, jogou um papel fundamental na “guerra humanitária nos Bálcãs” (Bósnia, Croácia, Macedônia, Sérvia e Kossovo) para a completa desestabilização da Federação Iugoslava. É suficiente lembrar que as duas esquadrilhas de F-16 do 31º Esquadrão de Caça da USAir Force (31st Fighter Wing) realizaram 9.000 missões de combates e bombardeios nos céus da Iugoslávia a partir da base italiana de Aviano em apenas 78 dias!!

Depois, em 2011, o sistema logístico e operacional criado pelo Pentágono na Itália teve uma importância decisiva na destruição do exército de Gheddafi, pois, sem o suporte do referido sistema -- em particular das bases de Aviano, de Pisa (Camp Darby), de Vicenza (Camp Ederle) e de Sigonella na Sicília ---, a aviação francesa e a britânica e os navios lança-foguetes da VIª frota estadunidenses nunca teriam conseguido bombardear sem interrupção, durante 29 dias, as cidades onde se havia entrincheirado o exército de Gheddafi .

De fato, a Casa Branca, antes de criar as conjeturas diplomáticas e políticas para derrubar o governo dos Talebani no Afeganistão, para destruir fisicamente o Iraque de Saddam, para manter em estado de assédio o Irã, a Síria e o Líbano e, depois, em 2011, acabar com o regime de Gheddafi, precisava exercer o controle total no Mar Mediterrâneo e, portanto,

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

NOVO JOGO, NOVA OBSESSÃO, NOVO INIMIGO – AGORA É A CHINA



31 outubro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Para Obama há uma causa premente – a China. A África é a história de êxito da China. Onde os americanos trazem drones, os chineses constroem estradas, pontes e barragens. O que os chineses querem é recursos, especialmente combustíveis fósseis. O bombardeamento da Líbia pela NATO expulsou 30 mil trabalhadores chineses da indústria petrolífera. Mais do que o jihadismo ou o Irão, a China é agora a obsessão de Washington na África e para além dela.

Países são “peças num jogo de xadrez sobre o qual está a ser efectuado um grande jogo para a dominação do mundo”, escreveu Lord Curzon, vice-rei da Índia, em 1898. Nada mudou. O massacre no centro comercial em Nairobi foi uma fachada sangrenta por trás da qual uma invasão em grande escala da África e uma guerra na Ásia constituem o grande jogo.

Os assassinos do centro comercial al-Shabaab vieram da Somália. Se algum país é uma metáfora, este é a Somália. Partilhando uma língua e religião comuns, os somalis foram divididos entre os britânicos, franceses, italianos e etíopes. Dezenas de milhares de pessoas foram passadas de uma potência para outra. “Quando se faz com que se odeiem entre si”, escreveu um responsável colonial britânico, “a boa governação está assegurada”.

Hoje, a Somália é um parque temático (theme park) de divisões artificiais brutais, um país há muito empobrecido pelos programas de “ajustamento estrutural” do Banco Mundial e FMI e saturado de armas modernas, nomeadamente aquela da preferência pessoal do presidente Obama: o drone.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Portugal e Espanha entre os países em quem a NSA mais confia para partilhar dados



31 outubro 2013, Público http://www.publico.pt (Portugal)


Documento obtido por Edward Snowden reforça a ideia de que as secretas de alguns países europeus mantêm uma colaboração próxima com a Agência de Segurança Nacional dos EUA.

A Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana inclui Portugal numa lista de 20 países com quem mantém ou pretende manter uma "colaboração focada" para a partilha de informações, ao lado de Espanha, onde foram interceptados dados sobre dezenas de milhões de chamadas telefónicas.

Um documento secreto da NSA, obtido pelo analista informático Edward Snowden e divulgado pelo jornal espanhol El Mundo, mostra que os serviços secretos americanos dividem os países que consideram aliados em quatro grupos, consoante as suas relações de proximidade, confiança e capacidade dos respectivos serviços de espionagem.

No primeiro lote estão apenas quatro países: Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Reino Unido. Juntamente com os EUA, estes cinco países são designados Five Eyes (Cinco Olhos), fruto de um acordo de cooperação em vigor há décadas, com implicações políticas e militares.

Com esses quatro países, Washington mantém uma "colaboração abrangente", resultado de "um historial de confiança devido aos sacrifícios e riscos assumidos na aliança com os Estados Unidos", lê-se no documento, intitulado Sharing Computer Network Operations Cryptologic Information With Foreign Partners (Partilha de informação codificada em redes de computadores com parceiros estrangeiros). São também países que "já provaram ter a mais próxima e abrangente aliança política e militar" com os EUA.

O documento inclui num segundo nível de colaboração outros 20 países, entre os quais Portugal, Espanha, Itália, Japão ou Coreia do Sul.

Sem estabelecer qualquer distinção entre estas duas dezenas de nações (a lista é apresentada por ordem alfabética), a NSA coloca Portugal no grupo de "aliados seguros",

Abya Yala, Patria Grande, Venezuela/Mercosul condena espionagem global dos Estados Unidos



31 outubro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
 

O Mercosul condenou a "espionagem global" dos Estados Unidos a líderes de vários países e organizações internacionais, insistindo na necessidade de garantir a segurança das telecomunicações na região e combater as ações que ameaçam a soberania.

Em reunião em Caracas, países do Mercosul rechaçam atitudes do governo dos EUA.

A condenação foi feita nesta quarta-feira (30), em Caracas, durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores de países membros do Mercosul, na qual participaram a Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela e que foi encerrada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"Ratificou-se a condenação da espionagem global realizada pelo governo dos Estados Unidos e foram abordadas as medidas necessárias que devem tomar os governos e os setores da nossa sociedade",

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Brasil/UE BAIXA A CABEÇA PARA OS EUA. ÚNICA REAÇÃO FORTE PARTIU DE DILMA



26 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Cúpula da União Europeia limitou-se a manifestar preocupação com espionagem dos Estados Unidos. Única medida forte até agora partiu do governo do Brasil.

Eduardo Febbro

Paris - Que susto! Os europeus por pouco se enojaram dos Estados Unidos, mas no final se acalmaram. Os espiões de Washington podem dormir tranquilos. As galinhas põem ovos, a União Europeia um punhado de palavras onde fica retratada sua assombrosa, pusilânime e temerosa posição ante os Estados Unidos. Os serviços de inteligência norte-americanos interceptaram na França mais de 70 milhões de comunicações entre dezembro e janeiro de 2013, grampearam o telefone celular da chanceler alemã Angela Merkel, além de outras incontáveis interceptações de todos os tipos de que foram alvo os demais membros da União Europeia.

No entanto, ao final da cúpula realizada em Bruxelas entre os 28 chefes de Estado e o governo da UE não saiu mais do que uma “preocupação” e uma proposta franco-alemã para negociar, no prazo de um ano, um acordo de boa conduta e de cooperação entre os serviços de inteligência norte-americanos, franceses e alemães. Os demais países da UE que quiserem poderão se somar à iniciativa. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, foram os mais firmes em suas posições. Ao lado do silêncio e da covardia dos outros membros do grupo, Hollande e Merkel tinham uma auréola de subversivos.

“A confiança foi seriamente danificada e precisa ser reconstruída”, disse a chanceler alemã quando começou a cúpula.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Brasil/Ativistas pedem ações de Estado contra espionagem praticada pela Vale S.A

24 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Ativistas políticos reivindicam que o Estado brasileiro emita um posicionamento acerca da espionagem praticada pela maior mineradora do mundo.

Najla Passos

Brasília - Após a presidenta Dilma Rousseff denunciar à ONU a espionagem praticada pelos Estados Unidos contra seu governo e empresas brasileiras como ato de violação dos direitos humanos, ativistas políticos reivindicam que o Estado brasileiro emita um posicionamento tão contundente quanto acerca da espionagem praticada pela maior mineradora do mundo, a Vale S.A., contra suas lideranças, jornalistas e de funcionários da empresa.
 
Em audiência pública realizada nesta quinta (24) pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, eles apresentaram provas bastante convincentes -- como planilhas, fotos e até recibos de pagamento a agentes infiltrados -- de que a antiga estatal brasileira, privatizada durante os anos FHC*, mantem em funcionamento um verdadeiro centro de espionagem ilegal, inclusive com apoio de setores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

As provas foram repassadas aos movimentos por uma espécie de Snowden brasileiro: o ex-funcionário da multinacional, André Almeida, que atuou justamente na área de segurança, onde teve acesso às comprovações. Segundo ele, mesmo antes de ser privatizada, a Vale já espionava seus potenciais “adversários”, mas a prática foi intensificada na gestão de Roger Agnelli, entre 2001 e 2011, e continua na atual administração. Entre as vítimas estão a ONG Justiça nos Trilhos e o MST.

Almeida afirma que, para tentar escamotear as violações que comete contra os direitos humanos e o meio ambiente, a multinacional suborna agentes públicos, quebra sigilos bancários, grampeia telefones, e elabora dossiês contra políticos, jornalistas, lideranças sociais e seus próprios funcionários.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Brasil/"GOVERNOS DOS EUA, INGLATERRA E CANADÁ MENTEM O TEMPO TODO"



11 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

Elizângela Araújo, Especial para Carta Maior

Brasília - A afirmação é do jornalista britânico Glenn Greenwald, correspondente do jornal The Guardian, ouvido pela CPI da Espionagem, do Senado, nesta quarta (9/10). Greenwald reafirmou que os governos dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra têm coletado informações de países em desenvolvimento movidos por interesses econômicos. "Sem dúvida não estão preocupados com segurança nacional ou terrorismo, como sempre alegam, mas em obter vantagens comerciais para suas empresas".

Para Glenn Greenwald, os governos desses três países têm feito o que sempre acusam a China de fazer. “A China espiona seus parceiros comerciais, mas esses governos têm usado o discurso da segurança para justificar seu aparato de espionagem". O jornalista disse que analisou apenas cerca de 2% do material obtido com o ex-colaborador da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA), Edward Snowden, exilado na Rússia desde 1º de agosto.

Em vários momentos, Greenwald afirmou que se o Brasil, assim como qualquer outro país, quiser obter mais informações sobre os arquivos que estão em poder de Snowden, terá que lhe oferecer proteção. Segundo ele, ninguém entende tanto sobre o aparato de espionagem montado pela NSA quanto seu ex-colaborador.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Brasil/ Defesa e Segurança: Ministro defende desenvolvimento de tecnologia para proteção de dados


14 outubro 2013, Portal Brasil http://www.brasil.gov.br (Brasil)

por Portal Brasil

Felipe Barra

Setor cibernético é uma das áreas definidas como prioritárias pela Estratégia Nacional de Defesa

O ministro da Defesa, Celso Amorim, voltou a defender a necessidade de o Brasil desenvolver tecnologias próprias para a proteção de suas infraestruturas e redes de transmissão de dados. “Só teremos segurança nesse campo se desenvolvermos tecnologias nacionais, tanto em hardware quanto em software, suscetíveis de evitar a existência dos chamados backdoors”, disse.

A manifestação de Amorim ocorreu na manhã da última sexta-feira durante aula magna proferida aos alunos dos cursos de graduação e pós-graduação em Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) no bairro da Gávea, na capital fluminense.

Durante sua exposição, intitulada Segurança Internacional: Novos Desafios e o Papel do Brasil (acesse a íntegra da aula magna), o ministro enfatizou a relevância da área cibernética no mundo atual. “A cibernética tem sido tratada por muitos autores como uma nova dimensão da guerra, para além das dimensões terrestre, naval, aérea e espacial”, observou.

Amorim lembrou que o setor cibernético é, ao lado do nuclear e do espacial, uma das áreas definidas como prioritárias pela Estratégia Nacional de Defesa (END), documento que contém as diretrizes da defesa brasileira, e cuja atualização foi recentemente aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo o ministro, o setor cibernético é parte do esforço que vem sendo empreendido pelo país para ampliar sua dissuasão e nacionalizar sua produção. “Hoje o desenvolvimento de capacidades autônomas na indústria de defesa é um objetivo fundamental de nossa política”, ressaltou.

No decorrer da aula, o ministro da Defesa mencionou as recentes denúncias de espionagem eletrônica de cidadãos, empresas e órgãos estatais brasileiros, incluindo a Presidência da República, pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês). Essa denúncias levaram a presidenta Dilma Roussef a adiar a viagem que faria este mês a Washington.

Amorim reproduziu as palavras da presidenta do Brasil na abertura da 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas, no mês passado, alertando a comunidade internacional para a necessidade de se evitar o uso do espaço cibernético como arma de guerra, por meio da espionagem e ataques contra sistemas de outros países.

Ele também classificou como “infundada e descabida” a utilização da ideia de combate ao terrorismo como justificativa para a coleta de informações de cidadãos e órgãos públicos de países como o Brasil.

Grupo de defesa cibernética
No início de setembro, o Ministério da Defesa criou um grupo de trabalho para estudar medidas com o objetivo de fortalecer os mecanismos de proteção das redes das instituições que compõem

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Brasil/Certificado digital vai garantir a segurança de e-mails do governo federal



14 outubro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – A partir do ano que vem, todos os funcionários do governo federal, inclusive a presidenta Dilma Rousseff, terão que usar um certificado digital para acessar a conta de e-mail. O sistema, chamado de Token, funciona como um pen drive, que deve ser inserido no computador a cada uso e serve para dar mais segurança e proteger o e-mail de invasões. 

O sistema de e-mail chamado Expresso V3, desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), será universalizado para todos os ministérios, autarquias e fundações até o fim do primeiro semestre do ano que vem. A Petrobras também entrará na lista dos órgãos que passarão a usar o sistema de segurança eletrônica, que permite o uso de e-mails, calendário, mensagens instantâneas para chat e videoconferência.

Além do Token, todas as mensagens enviadas serão criptografadas e a aplicação é toda desenvolvida em software livre. "É um sistema totalmente desenvolvido em software livre, portanto conhecemos tudo o que acontece dentro desses códigos. E isso nos dá a garantia de que os códigos fazem aquilo a que se propõem, não tem nenhuma porta dos fundos fazendo outras coisas. E toda a infraestrutura é do Serpro, operada pelos técnicos do Serpro. Então temos a garantia de que o tráfego das informações que estarão circulando são altamente protegidas”, explicou hoje (14) o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Brasil/Obama responderá até quarta-feira sobre denúncias de espionagem, afirma Dilma



6 setembro 2013, Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)  

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (6), em São Petersburgo, na Rússia, em entrevista coletiva após participar de reunião de cúpula do G20, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11) sobre as denúncias de espionagem. Obama e Dilma se reuniram na noite desta quinta-feira (5) antes do jantar de trabalho em homenagem aos chefes de Estado do G20.

Dilma afirmou que a denúncia de espionagem é incompatível com a convivência democrática entre países amigos e que Barack Obama assumiu responsabilida de direta e pessoal pela investigação e esclarecimento dos fatos. A presidenta afirmou que a realização da viagem de Estado para Washington, marcada para outubro, dependerá das condições políticas que serão criadas por Obama.

Brasil/Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, em São Petersburgo



6 setembro 2013, Portal do Planalto http://www2.planalto.gov.br

São Petersburgo – Rússia, 06 de setembro de 2013

Presidenta: Oi, gente. Tudo bom? Boa tarde. Então vamos para a nossa entrevista.

Jornalista: Podemos começar com três perguntas (...) assenhora avisou ao presidente Obama que não vai mais aos Estados Unidos? O que conversou ...

Presidenta: Vamos conversar sobre o presidente Obama. Como vocês viram, o presidente Obama marcou uma reunião comigo, logo após a primeira sessão do G20, entre a primeira sessão do G20 e o jantar. Nessa ocasião, nesse encontro, eu transmiti ao presidente Obama a posição brasileira sobre a questão das denúncias de espionagem. Qual era a posição brasileira? Primeiro, a minha indignação pessoal e a do conjunto do meu país com as denúncias de espionagens praticadas contra o governo, contra as embaixadas, contra empresas e cidadãos brasileiros pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. Fiz ver a ele que esse tipo de relacionamento que nós tínhamos, que é baseado no fato de sermos grandes democracias nesta parte do mundo, é incompatível com um ato de espionagem ou atos de espionagem. Portanto, que era incompatível com a convivência democrática entre países amigos.

Ocorrer no Brasil era um fato gravíssimo. Por que é um fato gravíssimo ocorrer no Brasil? Porque o Brasil é uma forte, uma sólida e uma grande democracia. O Brasil vive há mais de 140 anos em harmonia e de forma pacífica com seus vizinhos lá da região. O Brasil é um país que não tem conflitos étnicos, não tem conflitos religiosos, não abriga grupos terroristas, e tem, na sua Constituição, expressamente, que nós vedamos o uso e a fabricação de armas nucleares. Portanto, que todas essas características jogavam por terra qualquer justificativa de que tais atos de espionagem seriam uma forma de proteção contra os terroristas. E só nos permitia uma conclusão: que essa espionagem, como não tinha nada a ver com segurança nacional, tinha a ver com fatores geopolíticos, tinha a ver com fatores estratégicos ou com fatores comerciais e econômicos e que isso era inadmissível, principalmente porque se tratava de países com uma tradição de relacionamento histórico.

E o fato de só poder ser esse interesse jogava por terra qualquer, qualquer alegação, qualquer alegação de segurança ou de qualquer outro aspecto ligado ao que geralmente se divulga, que é ligada à segurança, à proteção contra o terrorismo. E, portanto, afetava interesses econômicos brasileiros, afetava a soberania do país e afetava direitos chamados direitos humanos ou civis, e que era estarrecedor, partindo de um país que tinha na sua fundação, por característica principal esse respeito à liberdade e aos direitos humanos. Privacidade é um direito fundamental.

O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos, e que proporia para exame do Brasil, medidas para sanar o problema.

Diante do meu ceticismo devido à falta de resultados do encontro entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o vice-presidente Biden, ocorrido semana passada, o presidente Obama me reiterou que ele assumia, novamente ele reiterou que assumia a responsabilidade direta e pessoal tanto para a apuração das denúncias como para oferecer as medidas que o governo brasileiro considerasse adequadas.

Como eu disse que esse processo era um processo lento, que eu não queria esclarecimentos técnicos, não era só uma questão de desculpas, que era uma questão de não admissão desse nível de intrusão e que era importante que fosse solucionado com rapidez, chegou-se a uma data, quarta-feira.

Brasil/Lula: Obama deve desculpas ao mundo por violação de soberania



6 de Setembro de 2013,Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em entrevista na última quarta-feira (4), ao jornalista indiano Shobhan Saxena, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as recentes descobertas sobre espionagens estadunidenses em diversos países do mundo. Lula afirmou que a primeira medida que se espera do presidente dos EUA, Barak Obama, é um pedido de desculpas "pela insensatez americana de achar que pode controlar as comunicações do mundo inteiro sem levar em conta a soberania de cada país".

Ele classificou como 'muito graves' a espionagem dos Estados Unidos aos e-mails e telefonemas da presidenta Dilma Rousseff, mas disse que não opinará sobre o modo que a mandatária brasileira deve agir em torno da questão

"Nós, que passamos a vida inteira lutando por soberania, lutando por democracia, nós não podemos admitir, a pretexto nenhum, que um país se dê o luxo de ficar tentando gravar, copiar e-mails, telefonemas de um país como fizeram com a Dilma. Acho que a resposta americana não pode ser uma resposta via diplomacia porque a espionagem não foi via diplomacia. Espionagem foi espionagem. Cabe ao Obama humildemente pedir desculpas à presidenta Dilma e pedir desculpas ao Brasil",