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quarta-feira, 16 de março de 2016

Brasil/LAVA JATO: TUDO COMEÇOU EM JUNHO DE 2013

10 março 2016, ADITAL Agencia de Información Fray Tito para América Latina http://site.adital.com.br (Brasil)

Por Luis Nassif

A operação fugiu do padrão escracho da Lava Jato. Lula foi conduzido em sigilo à sala VIP do aeroporto de Congonhas, na beira da pista, com um jatinho da Polícia Federal no hangar pronto para decolar. Pesados todos os fatos e possibilidades, a hipótese mais robusta foi levantada por José Gregori, ex-Ministro da Justiça do governo FHC: a intenção era, de fato, prender Lula e conduzi-lo a Curitiba.

No interrogatório havia quatro delegados da PF e quatro procuradores. À medida que o tempo avançou e divulgou-se a localização de Lula, de dentro da sala era possível ouvir os urros da multidão do lado de fora.

Seja lá o que ocorreu, a ida de deputados do partido a Congonhas, a aglomeração de manifestantes, o fato é que não se consumou a operação.

No final do dia, um Sérgio Moro visivelmente assustado com os riscos da operação, soltou a nota oficial explicando que o pedido partiu dos procuradores, enfatizando a intenção de preservar a imagem e a integridade de Lula e lançando um apelo pela paz e pela concórdia.
Mesmo com a perspectiva de acirramento de conflitos de rua, os procuradores da Lava Jato trataram de botar mais óleo na fervura, soltando a nota em que desmentiam as razões invocadas por Moro e se comportam como deuses ex-machina.

Aliás, a história reconhecerá no futuro a enorme contribuição do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima para expor a conspiração quase em tempo real. Seu estilo grosseiro, tosco, atropela e expõe uma estratégia muito mais refinada. Tão refinada que parece difícil que tivesse sido planejada em Curitiba.

A estratégia se completa com a matéria de ontem da Folha, de que a Lava Jato prepara um conjunto de ações de improbidade visando impedir Lula de concorrer novamente, confirmando, aliás, os cenários que venho traçando.

Os dois comunicados, mais as informações adicionais, colocam, de uma vez, quatro peças a mais no nosso quebra-cabeças.

Peça 1 – A radicalização é alimentada pelos procuradores da Lava Jato. Mais do que explicações, a nota oficial dos procuradores é um libelo, antecipando a peça final da acusação.

Peça 2 – Moro não é nem nunca foi o cérebro por trás da operação.
Uma operação dessa envergadura não poderia ter sido obra de um juiz de primeira instância, de um estado pouco relevante politicamente, conhecido por

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

IMPÉRIO DO CAOS EM TOTAL PANDEMÔNIO

25 outubro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Pepe Escobar
22 outubro 2015, Sputnik News

A zona aérea de exclusão já existe na Síria. É controlada pela Rússia e Washington não tem como invadi-la ou interferir nela.

A OTAN está desesperada. O Pentágono está desesperado. Imaginem acordar um dia em Washington e Bruxelas, só para descobrir que a Rússia tem a capacidade técnica necessária para invadir e desarticular -- detectar, rastrear, desabilitar, destruir -- todo o equipamento eletrônico da OTAN numa área de 600 km sobre a Síria (e o sul da Turquia).

Imaginem o pesadelo de ter o radar russo Richag-AV invadindo e desarticulando camada após camada e o sonar invadindo e desarticulando todos os sistemas montados em helicópteros e navios, desarticulando tudo que haja por ali, rastreando e localizando toda e qualquer fonte existente de radiação eletromagnética. Não só na Síria, mas também na Ucrânia.

O tenente-general Ben Hodges, comandante das unidades do Exército dos EUA na Europa, foi forçado, mesmo, a descrever as capacidades russas para guerra eletrônica na Ucrânia como "descomunais" [orig. eye-watering]."

Por sua vez, colhida no fogo cruzados como patas chocas ou galinhas sem cabeça, aquele gigantesco porta-aviões ideológico conhecido como

terça-feira, 29 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС/CHINESES NAVEGAM PARA A SÍRIA

26 setembro 2015, 24/9/2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Maxfux (trad. ru.-ing. Kristina Rus)

Fort Rus Арабские СМИ: к русским в Сирии присоединился Китай


Lembram-se dos exercícios militares conjuntos de Rússia e China no mar e em terra? Com exercícios de desembarque e combate contra terroristas em áreas litorâneas? Pois aqui está a resposta de por que treinaram juntas.

Rusvesna: "Veículo árabe [Al Masdar News] noticia que um contingente militar da República Popular da China está a caminho de Latakia, esperado a qualquer momento em portos sírios. Um navio chinês de transporte, com carga militar foi avistado na 3ª-feira pela manhã, cruzando o canal de Suez.

Informações sobre especialistas militares chineses a caminho de Tartus foram confirmadas pelo comandante do Exército Sírio. A matéria conclui que Moscou criará na Síria uma coalizão antiterror que será versão alternativa da aliança que os EUA formaram para abastecer e armar os terroristas do ISIS.

A entrada da China na luta pela Síria será importante acréscimo à declaração de hoje, do Ministério de Relações Exteriores do Irã. Em conferência de imprensa com RT, o vice-ministro de Relações Exteriores do Irã Hossein Amir Abdollahian declarou que

sábado, 19 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС/RÚSSIA EXPÕE A ESTRATÉGIA CLANDESTINA DOS EUA NA SÍRIA

16 setembro 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

MK Bhadrakumar, Indian Punchline
O problema dos refugiados sírios vinha amadurecendo lenta e continuadamente e teria sido o pretexto perfeito para uma 'intervenção humanitária' comandada pelos EUA ["Bombardear para Proteger"] na Síria.  Mas a Rússia chegou antes, e o róseo plano norte-americano pode ter gorado.

As políticas dos EUA para o Oriente Médio vêm-se mantendo obcecadamente fixas em 'mudança de regime' na Síria há pelo menos uma década, desde a invasão do Iraque em 2003. (A agenda neoconservadora original planejava 'mudar' regimes no Iraque, Irã e Síria, mas deu em nada, quando os campos de matança no Iraque começaram a ditar a geopolítica.)

Não é difícil entender e acreditar que a inteligência russa, sim, pôs fim à trama diabólica dos EUA para criar um fato consumado em solo, na Síria. O pacto 
faustiano entre Washington e a Turquia e a autorização do presidente Barack Obama para ataques aéreos na Síria (inclusive contra o Exército Árabe Sírio), o frenesi com que Grã-Bretanha e Austrália uniram-se às missões de bombardeios norte-americanos contra a Síria, declarações da OTAN, os incansáveis esforços dos EUA, por baixo dos panos, para minar o trabalho de Moscou para iniciar e pôr em andamento um processo de paz entre os próprios sírios – de todos os lados abundavam os indícios daquele sinistro plano político-militar.

Mas o suspense subiu à estratosfera, quando a inteligência russa entrou claramente em cena. Numa rara cena de 'revelação', domingo à noite, durante 
entrevista ao canal estatal de televisão– provavelmente pré-arranjada deliberadamente – o ministro de Relações Exteriores da Rússia semeou 'pistas' crucialmente importantes sobre a agenda norte-americana clandestina para a Síria escondida

sábado, 12 de setembro de 2015

O BRASIL TEM OS BRAÇOS ABERTOS PARA ACOLHER REFUGIADOS, afirma Dilma

10 setembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil. Artigo publicado originalmente no site do PT sob o título “Os refugiados e a esperança”

A crise dos refugiados do Oriente Médio e do norte da África, que assumiu contornos dramáticos nos últimos dias, arrasta-se há mais de quatro anos, especialmente a partir do início da guerra civil na Síria e da intervenção militar na Líbia.

A terrível foto de um menino de três anos de idade, Aylan Kurdi, morto em uma praia turca, ou a macabra descoberta de 71 homens, mulheres e crianças asfixiados em um caminhão numa estrada da Áustria são exemplos de uma tragédia de terríveis proporções e impõem desafios para toda a humanidade.

O conflito sírio já provocou a morte de mais de 240 mil pessoas, 4 milhões de refugiados – a maior parte em países vizinhos – e 8 milhões de deslocados internamente. É revoltante assistir à destruição humana e material da Síria e dos países contíguos, incluindo obras do patrimônio da humanidade.

O Iraque e a Síria se transformaram em base para grupos criminosos, como o autodenominado Estado Islâmico, que semeiam o terror entre populações golpeadas por guerras que destruíram seus Estados nacionais. Esses grupos realizam assassinatos em massa, recrutam

terça-feira, 12 de agosto de 2014

CRESCE O PETROYUAN (E A LENTA EROSÃO DA HEGEMONIA DO DÓLAR NORTE-AMERICANO)

7 agosto2014, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br

4 agosto 2014, *Flynt Leverett e Hillary Mann LeverettWorld Financial Review

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Por 70 anos, um dos pilares mais criticamente determinantes do poder norte-americano tem sido a posição do dólar como mais importante moeda do mundo. Nos últimos 40 anos, um dos pilares do primado do dólar tem sido o papel dominante das notas verdes nos mercados internacionais de energia. Hoje, a China está alavancando seu crescimento como potência econômica, e como o mais importante mercado em desenvolvimento para exportadores de hidrocarboneto no Golfo Persa e na ex-URSS, para circunscrever a dominação do dólar na energia global – com ramificações potencialmente profundas para a posição estratégica dos EUA.

Desde a IIª Guerra Mundial, a supremacia geopolítica dos EUA repousa não só na força militar, mas também na posição do dólar como principal moeda de negócios e de reserva do mundo. Economicamente, a primazia do dólar extrai “senhoriagem” – a diferença entre o custo de imprimir dinheiro e seu valor – de outros países e minimiza a taxa de risco cambial das empresas norte-americanas. Mas sua real importância é estratégica: a primazia do dólar permite que os EUA cubram seus déficits crônicos em conta corrente e fiscal, emitindo mais de sua própria moeda

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

48 BASES MILITARES DOS EUA NA ITÁLIA PARA GUERREAR NA ÁFRICA E NO ORIENTE MÉDIO



12 novembro 2013, Correio da Cidadania http://www.correiocidadania.com.br (Brasil)

Escrito por Achille Lollo*, de Roma para o Correio da Cidadania   

Durante a guerra fria os generais do Pentágono acreditavam que a Alemanha e a Itália eram as regiões geoestratégicas mais importantes da Europa e do Mar Mediterrâneo à causa de suas características geográficas, políticas e econômicas. Por isso, até 1990, os EUA aquartelaram na Alemanha 200.000 fuzileiros e 50.000 “especialistas”, isto é: pilotos, técnicos de radares, de telecomunicações e, sobretudo, as unidades operativas dos grupos especiais. Após a reunificação alemã, somente os “especialistas” permaneceram na Alemanha.

Aquartelamento da Itália pelos EUA
Na Itália, o contingente de militares estadunidenses permaneceu intacto até 1990, com seus 13.000 “especialistas”. Depois, houve um aumento gradual até 2001, quando 20.000 “especialistas” operavam nas 48 bases militares (da USArmy, USAF, USNavy e da OTAN), nas 40 estações radar e centros de telecomunicações (USAF e NSA) e nos 15 depósitos e polígonos que o Pentágono obteve do governo italiano graças aos acordos bilaterais ou no âmbito da OTAN. Uma maquina bélica que, em 1999, jogou um papel fundamental na “guerra humanitária nos Bálcãs” (Bósnia, Croácia, Macedônia, Sérvia e Kossovo) para a completa desestabilização da Federação Iugoslava. É suficiente lembrar que as duas esquadrilhas de F-16 do 31º Esquadrão de Caça da USAir Force (31st Fighter Wing) realizaram 9.000 missões de combates e bombardeios nos céus da Iugoslávia a partir da base italiana de Aviano em apenas 78 dias!!

Depois, em 2011, o sistema logístico e operacional criado pelo Pentágono na Itália teve uma importância decisiva na destruição do exército de Gheddafi, pois, sem o suporte do referido sistema -- em particular das bases de Aviano, de Pisa (Camp Darby), de Vicenza (Camp Ederle) e de Sigonella na Sicília ---, a aviação francesa e a britânica e os navios lança-foguetes da VIª frota estadunidenses nunca teriam conseguido bombardear sem interrupção, durante 29 dias, as cidades onde se havia entrincheirado o exército de Gheddafi .

De fato, a Casa Branca, antes de criar as conjeturas diplomáticas e políticas para derrubar o governo dos Talebani no Afeganistão, para destruir fisicamente o Iraque de Saddam, para manter em estado de assédio o Irã, a Síria e o Líbano e, depois, em 2011, acabar com o regime de Gheddafi, precisava exercer o controle total no Mar Mediterrâneo e, portanto,

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

GOVERNO SÍRIO DIVULGA NOTA SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL NO PAÍS



6 novembro 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

A Síria, partindo de sua convicção de que um Oriente Médio livre de armas de destruição em massa contribuirá para a estabilidade da região e, em consequência de sua posição contrária a todos os tipos de armas de destruição em massa, tanto pelo aspecto ético quanto político, deu um passo à frente com uma iniciativa para livrar a região das armas de destruição em massa, em 2003, quando ocupava a vaga de membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU. Na ocasião, confirmou sua disposição em se livrar das armas químicas. Porém, os Estados Unidos da América atuaram, desde então, no sentido de anular esta iniciativa como forma de continuar acobertando os crimes de Israel e seu arsenal que inclui os mais diversos tipos de armas químicas, biológicas e nucleares de destruição em massa e protegê-la politicamente nos fóruns internacionais.

Os Estados Unidos e seus aliados atuaram, desde o último trimestre de 2012, para acusar o Governo da Síria de fazer uso das armas químicas, como pretexto para atacar a Síria e ameaça-la com ações hostis, mas suas tentativas de derrubar o Estado sírio fracassaram. Seus instrumentos, os terroristas que atuam internamente na Síria, usaram estas armas contra o Exército Árabe Sírio e contra os civis em algumas localidades da Síria, sendo a última a região de Ghouta, em 21 e 24/08/2013, coincidindo com a chegada da missão de investigadores da ONU sobre o uso de armas químicas, a qual a Síria solicitou oficialmente que viesse ao país para investigar o ocorrido em Khan Al Assal. Os Estados Unidos e seus aliados protelaram a vinda desta missão por cerca de cinco meses e, neste ínterim, a Rússia propôs a sua iniciativa para livrar a Síria do programa químico, em 09/09/2013.

Vários debates sobre esta iniciativa foram realizados entre as autoridades sírias e russas. O Governo da Síria aceitou a iniciativa por estar de acordo com o que foi proposto pela Síria em 2003, em sua iniciativa para livrar o Oriente Médio das armas de destruição em massa, consolidando desta forma, em nível político, as posições da Rússia e da China de apoio à Síria e à sua posição no enfrentamento da crise pela qual atravessa. Ao mesmo tempo, ao aceitar a iniciativa, livrou os países da região e do mundo,

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Acordo com a Venezuela contribui para independência palestina



28 Agosto 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O exemplo internacionalista do ex-presidente e líder bolivariano Hugo Chávez está sendo implementado concretamente também para a Palestina. Diários latino-americanos citados pelo portal Middle East Monitor (MME), nesta terça-feira (27), informaram que a Venezuela e a Palestina assinaram um acordo energético que prevê a venda de petróleo será a “preço justo” para os palestinos, com vantagens mais abrangentes.

O convênio de cinco anos inclui o treinamento para o tratamento e distribuição do petróleo, assim como formas favoráveis de pagamento, semelhante ao que acontece no âmbito da aliança Petrocaribe, promovida pela Venezuela com os vizinhos caribenhos.

Os chanceleres Elias Jaua, da Venezuela, e Riad al-Maliki, da Palestina, assinaram o acordo em Caracas, capital venezuelana, no final de semana. Al-Maliki afirmou, na ocasião, que a proposta reflete o empenho da Venezuela na cooperação e solidariedade, e também ajudaria na redução da dependência da Autoridade Palestina com relação a Israel, na importação de combustível.

De acordo com o diário mexicano El Economista, citado pelo MME, o chanceler palestino disse que “a Venezuela está continuando o legado do falecido presidente Hugo Chávez, que sempre declarou o seu apoio ao povo palestino, e o mesmo comprometimento está sendo, agora, expressado pelo presidente Nicolás Maduro”.

Os países e governos progressistas da América Latina têm expressado regularmente o seu apoio aos palestinos, efetivado através do reconhecimento da Palestina como Estado observador não-membro na Assembleia Geral da ONU, em novembro de 2012. O único país independente da América do Sul que não votou favoravelmente pelo reconhecimento, na ocasião, foi a Colômbia

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

AS 10 RAZÕES PELAS QUAIS OS EUA MANTÊM SEU AUXÍLIO FINANCEIRO AO EGITO



22 agosto 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

As centenas e mortes e a agitação contínua fizeram crescer a pressão sobre a administração Obama para que corte a ajuda militar ao Egito. Essa é a única coisa legal e ética a ser feita. Mas aqui estão algumas razões que dificultam Washington a tomar essa decisão. Por Juan Cole, da Universidade de Michigan

Juan Cole*

Outras 80 pessoas morreram no Egito na última sexta-feira (16) durante as manifestações de grupos ligados à Irmandade Muçulmana contra o golpe militar que já custou centenas de vidas. Parte da violência foi causada pela truculência da polícia, outra parte foi causada por um ataque armado da Irmandade contra um posto policial. A agitação contínua fez crescer a pressão sobre a administração Obama para que corte a ajuda militar ao Egito. Essa é a única coisa legal e ética a ser feita. Mas aqui estão algumas razões que dificultam Washington a tomar essa decisão.

1. Os EUA não dão grande ajuda ao povo do Egito. Somente 250 milhões de dólares por ano, de um total de 1,55 bilhões, são para civis. A ajuda serve na verdade para consolidar um relacionamento entre os oficiais do exército egípcio e o Pentágono.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Brasil/Lula: O Foro de São Paulo foi crucial para a chegada da esquerda ao poder



2 agosto 2013, Partido dos Trabalhadores http://www.pt.org.br (Brasil)

“Na década de 90 era difícil conceber que a esquerda pudesse chegar ao poder por vias eleitorais”, começou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso na noite desta sexta-feira (2). Ele falou na abertura do XIX Foro de São Paulo que acontece na capital paulista.

Lula lembrou o papel crucial que o Foro de São Paulo teve na construção de governos de esquerda na América Latina. “Quero creditar parte da chegada da esquerda ao poder na América Latina ao Foro de São Paulo”. O ex-presidente ressaltou que ainda hoje há setores sociais que não admitem que um operário ou um índio tenham chegado à Presidência.

A necessidade de renovação também foi tema da fala de Lula. “Precisamos parar de reclamar dos meios de comunicação e criar nossos próprios meios de nos comunicar”, disse Lula ressaltando o papel crucial da internet na organização de uma comunicação eficiente.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Brasil/Lançamento: “O mundo falava árabe”



Diálogos do Sul http://www.dialogosdosul.org.br (Brasil)

O Espaço Cultural Diálogos do Sul e o Memorial da América Latina convidam para o lançamento do livro “O mundo falava árabe”, de Beatriz Bíssio. Nessa obra, produto de densa pesquisa acadêmica realizada para sua tese de doutoramento, Beatriz Bissio procura traçar, a partir de uma espécie de cruzamento dos textos do historiador Ibn Khaldun (1332-1406) e do viajante Ibn Battuta (1304-1368), um diagrama da civilização do islã clássico, neles encontrando os elementos característicos do autêntico amálgama cultural operado pelos árabes, uma das maiores comunidades de imigrantes radicadas em São Paulo.

 Entrada Franca. Dia 13 de junho, quinta-feira, às 19 horas, na Biblioteca Latino-americana do Memorial da América Latina. Informações: 11 38234780 – Av Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Metrô Barra Funda.



 

Participará da conversa com público o professor Mamede Mustafa Jarouche, titular de Letras Árabes da Universidade de São Paulo,

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Brasil/OS DOIS LADOS DO ATLÂNTICO SUL



29 maio 2013, Mauro Santayana  http://www.maurosantayana.com (Brasil)

Mauro Santayana

(HD)-A Presidente Dilma Roussef acaba de voltar da Etiópia, onde assistiu, como convidada, à Cúpula Presidencial do 50ª Aniversário da União Africana. Lá, além de reiterar os laços culturais e econômicos que nos ligam àquela região, ela anunciou, também, a eliminação de antigas dívidas de 12 países africanos com o Brasil, no valor de 980 milhões de dólares.

Aqui, muita gente ficou sem entender o gesto, assim como muitos ainda desconhecem as razões que justificam a nossa política africana.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pátria Grande/A ESTRATÉGIA DE PAZ PARA ENFRENTAR A BARBÁRIE IMPERIALISTA



15 maio 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Entre os dias 9 e 14 de abril foram realizadas em Moca, República Dominicana, na sede da Universidade de Tecnologia, dois eventos importantes promovidos pelo Conselho Mundial da Paz (CMP).

Por  Rina Bertaccini*

Uma reunião regional de trabalho das organizações do continente americano ligadas ao Conselho Mundial da Paz- CMP e uma Conferência Continental pela Paz e Direitos Humanos " presidente Hugo Chávez" com o caráter de homenagem ao líder da Revolução Bolivariana. A presença de pelo menos duas centenas de jovens que lotaram a sala de reuniões foi um fator de animação permanente e de discussões, consequência exitosa dos esforços feitos pela União Dominicana de Jornalistas pela Paz anfitriã destas reuniões.

Ambos os eventos aconteceram em um momento de tensão internacional aguda

quarta-feira, 15 de maio de 2013

BRICS, UM PERFIL EM ASCENSÃO



13 maio 2013, Gazeta Russa http://gazetarussa.com.br/brics (Rússia) Российская газета http://rg.ru (Россия)


Influência dos países-membros vai aumentar com entrada de brasileiro na direção-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio). Apesar de novos países demonstraram vontade de aderir ao grupo dos país em desenvolvimento, é preciso estabelecer critérios mais rigorosos.

Essa é a primeira vez desde a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 1995, que um membro do Brics irá liderar esse órgão internacional. Roberto Azevêdo já representa o Brasil na OMC desde 2008, e irá suceder o atual diretor-geral, o francês Pascal Lamy, a partir de setembro deste ano. 
“Para o Brasil, é claro que, devido ao seu empenho e experiência, o país será capaz de conduzir a organização em direção a uma ordem econômica mundial mais justa e dinâmica”, saudou a presidente Dilma Rousseff.

A escolha de Azevedo terá impacto sobre o foco da política do organismo internacional composto por 159 países-membros. As nações em desenvolvimento, lideradas pelos Brics, terão maior influência sobre questões controversas relacionadas com agricultura e subsídios; assuntos que não foram resolvidos devido à

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Brasil/Declaração à imprensa da Presidenta da República, Dilma Rousseff, após cerimônia de assinatura de atos com o Presidente do Egito, Mohamed Morsi




8 maio 2013, Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)  

Palácio do Planalto, 08 de maio de 2013

Excelentíssimo senhor Mohamed Morsi, presidente da República Árabe do Egito.
Senhoras e senhores ministros de Estado e integrantes das delegações do Egito e do Brasil.

Senhoras e senhores jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

Senhoras e senhores,

Tenho muita satisfação em receber o presidente Morsi na sua histórica visita de Estado ao Brasil, a primeira de um mandatário desse grande país amigo que é o Egito. 

Escolhido pela voz majoritária das urnas, o governo do presidente Morsi busca dar expressão às legítimas aspirações do povo egípcio por liberdade, justiça social e desenvolvimento. Todos nós acompanhamos com emoção e sentimento de solidariedade o desenrolar do processo transformador desencadeado pelas manifestações da Praça Tahrir. Vivemos no Brasil processo similar de redemocratização a partir dos anos 80

sexta-feira, 30 de março de 2012

Brasil/Países emergentes mostrarão que cenário econômico mundial mudou, diz Dilma


30 março 2012/Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - No penúltimo dia em Nova Delhi, na Índia, a presidenta Dilma Rousseff reiterou hoje (30) que os países do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – mostrarão que as perspectivas econômicas no mundo podem ser positivas. Mas ela condiciona esse quadro positivo ao fato de os emergentes passarem a ser mais respeitados e a ocupar espaços adequados nas instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Dilma disse que esse “quadro positivo de perspectivas” será apresentado pelo bloco do Brics durante a Cúpula do G20 (que reúne as 20 maiores economias do mundo), nos dias 18 e 19 de junho, no México. A previsão é que a presidenta participe dessas discussões, que antecedem a Conferência Rio+20, no Rio de Janeiro.

“Temos um quadro positivo de perspectivas”, disse Dilma, no encerramento do Fórum Empresarial, que reuniu mais de 110 empresários brasileiros de diversos setores. “Nosso processo de economia é virtuoso”, acrescentou ela, ao lembrar que a crise econômica internacional atingiu os emergentes como consequência dos “graves” problemas enfrentados pela Europa e os Estado Unidos.

A presidenta ressaltou que os países desenvolvidos, atingidos pelos impactos da crise econômica internacional, tiveram as dificuldades e fragilidades expostas. Como exemplo, ela citou o aumento das taxas de desemprego e a redução dos direitos sociais dos trabalhadores. “Nossas economias sofreram um processo de desaceleração em decorrência [dos efeitos da crise global].”

Segundo Dilma, os avanços alcançados pelos países em desenvolvimento indicam a construção de uma nova realidade mundial. “[O que] reforça uma tendência de profunda transformação que ocorre no mundo, nos fluxos do comércio e nos investimentos internacionais”, disse a presidenta, ressaltando o que chamou de “fonte de dinamismo internacional”.

A presidenta ratificou que é fundamental combater o protecionismo internacional, adotado principalmente pelos países desenvolvidos nas relações com os emergentes, e atuar no comércio multilateral na busca pela “complementaridade” de atividades, respeitando os direitos de cada região.

Leia também:

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BRICS: A AGENDA POSITIVA DE DILMA E O RECADO AO IMPERIALISMO
30 março 2012/EDITORIAL Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A viagem de Dilma Rousseff à Índia, onde participou da 4ª reunião de cúpula do Brics - que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - é mais uma demonstração da projeção internacional alcançada pelo Brasil depois que a política externa do abandonou o alinhamento automático e a subserviência aos EUA e países ricos e passou a fortalecer a parceria soberana com nações de idêntico nível de desenvolvimento.

Este salto, iniciado no governo de Luís Inácio Lula da Silva, consolida-se a olhos vistos e a interferência brasileira no contexto mundial avança em áreas decisivas, como a economia e a política internacional.

No balanço final da participação de Dilma naquela cúpula há três aspectos que precisam ser ressaltados e valorizados. O primeiro é a condenação das pressões contra o Irã e a Síria e a exigência de uma saída negociada para a crise criada pela intransigência norte-americana e europeia em impor seus próprios pontos de vista e interesses a nações soberanas.

O segundo aspecto é a exigência - reiterada por Dilma - de maior respeito ao novo papel mundial desempenhado pelo Brics, reconhecendo a eles maior influência e poder em organismos internacionais. Na ONU, a reforma do Conselho de Segurança e a incorporação de países chamados “emergentes”, como o Brasil, torna-se cada vez mais uma necessidade para conter o já capenga unilateralismo dos EUA. O fortalecimento da ONU e do respeito ao direito internacional nas relações entre todas as nações exige aquela reforma e a incorporação de países como o Brasil, mudança necessária inclusive para que aquele organismo internacional possa refletir a nova correlação de forças que vai sendo desenhada no mundo.

Dilma defendeu explicitamente a incorporação de Brasil e Índia aumentando, assim, a presença do Brics no Conselho de Segurança da ONU, onde Rússia e China já têm assento.

O terceiro aspecto da agenda positiva do Brics foi o anúncio da criação de seu banco de desenvolvimento. Desmentindo aqueles que torcem contra o entendimento entre estas nações, a criação do banco é uma ação concreta que terá efeitos a longo prazo e vai fortalecer sua autonomia e a soberania nacional, criando laços efetivos para a contraposição aos EUA e países europeus.

O banco do Brics vai financiar investimentos em infraestrutura e projetos de desenvolvimento e viabilizar, na prática, o uso das moedas próprias no comércio entre estes países que, hoje, representam um quarto do PIB mundial e, em breve, terão a metade da riqueza produzida no mundo. Vai levar também ao fortalecimento de uma visão alternativa ao monetarismo neoliberal predominante. A criação do banco, disse Dilma aprovando a iniciativa, é “indício positivo” e permitirá ao Brics demonstrarem a possibilidade do crescimento econômico com distribuição de renda e geração de empregos. O Brics, assegurou ela, é hoje “um elemento dinâmico no comércio internacional”, condição que vai avançar.

Estas três preocupações podem ser resumidas na ênfase com que Dilma Rousseff condenou qualquer iniciativa do imperialismo para impor sua própria visão e seus interesses à Síria e ao Irã. Ela reprovou a retórica da violência e das ameaças e defendeu a busca do entendimento, do diálogo e da negociação pacífica. Da mesma maneira, defendeu o reconhecimento do Estado Palestino como condição fundamental para a paz no Oriente Médio. O Brasil, disse, não concorda com protestos retóricos de elevação do nível da discussão, e considerou “extremamente perigosas as medidas de bloqueio de compras do Irã” pois “outros países precisam dessas compras”.

Isto é, as contradições atuais do mundo, acentuadas pela intransigência imperialista e pela tentativa de jogar sobre os ombros das nações e dos povos a solução para os graves problemas econômicos enfrentados pelos EUA e pela União Europeia, só encontrarão solução com o redesenho equitativo da geopolítica mundial que reconheça e respeite a importância crescente e o direito ao desenvolvimento dos demais países.

Falando sobre as ameaças ao Irã e à Síria, Dilma foi enfática. Ela condenou a retórica agressiva e defendeu uma atitude baseada “no direito internacional, no direito dos países de usarem energia nuclear para fins pacíficos, assim como nós fazemos”; pregou o fim do tom agressivo como o caminho para evitar conflitos e, assim, favorecer o desenvolvimento de todos. Este talvez seja o resumo adequado do recado de Dilma aos governos dos países imperialistas.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Portugal/PELA PAZ NO MÉDIO ORIENTE -- NÃO À INGERÊNCIA NA SÍRIA E NO IRÃO


7 fevereiro 2012/ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

Conselho Português para a Paz e a Cooperação

É com grande preocupação que assistimos ao alastramento da agitação política em grande número de países do Norte de África e Próximo e Médio Oriente, sendo essa agitação e violência apresentada como estando justificada, ou até falsamente determinada, por condições culturais, incluindo étnicas e religiosas.

A realidade é que o mapa de países que resultaram da descolonização desses espaços foi traçado pelas potências ocidentais colonizadoras, e que os respectivos regimes políticos foram aí inicialmente impostos. O potencial de conflitualidade é grande, e pode e está a ser manipulado, quer aberta quer dissimuladamente, pelas velhas e novas potências coloniais.

As riquezas naturais que se concentram nesta vasta região foram o principal objecto e motivo de cobiça desde há um século a esta parte, e continuam a ser hoje objecto de cobiça extrema.

As monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo - Bahrein, Kuwait, Qatar, Oman, Arábia Saudita e Emiratos Árabes Unidos - que compram a subserviência dos seus súbditos com as receitas prodigiosas da exploração do petróleo, são os aliados tradicionais dos EUA – que impôs o dólar como moeda de referência para a respectiva transacção – e demais potências ocidentais. Os restantes países muçulmanos da região procuraram percursos de desenvolvimento autónomo, secular e republicano, enfrentando repetidamente a hostilidade, a subversão e até a agressão militar dessas potências.

Assistimos ao aprofundamento da inquietação social em muitos desses países, no que não são diferentes da generalidade dos países de outros continentes no quadro da presente crise mundial. Mas para o imperialismo essa é uma oportunidade para, através do suborno, da conspiração e da guerra, tentar submeter e controlar politicamente os demais países do Médio Oriente. Esta estratégia insere-se na linha de agressão que conduziu à primeira e segunda guerras do Golfo, que destroçou o Iraque e o deixou em estado de guerra civil; bem como à invasão e ocupação do Afeganistão, responsável pela prática e alastramento da violência extrema nesse país, até ao Paquistão; como também ainda à agressão à Líbia, igualmente destroçada e lançada em estado de guerra civil. Sempre em nome de invocada “luta pela democracia” ou “protecção humanitária” ou “proliferação de armas de destruição maciça” ou “guerra ao terrorismo” - pretextos falsos e selectivamente invocados.

A ameaça agora iminente de intervenção militar externa directa na Síria, após persistente alimentação da dissensão interna, bem como a longa preparação de intervenção militar no Irão, após guerra de desgaste económico e diplomático (boicote e sanções), são razão de grande e renovada apreensão.

O apetite do imperialismo é enorme, porque o Golfo Pérsico é o epicentro das reservas e da produção de hidrocarbonetos, e a rota maior do seu tráfego. Ele tudo tem feito e fará para, um a um, neutralizar ou submeter os países e os grandes produtores dessa região. Para poder dominar todo o mundo também.

Esta é razão acrescida de apreensão, pois que o que acaba por estar em causa é o próprio equilíbrio económico e a própria paz mundiais. A actividade diplomática recente e o presente confronto no Conselho de Segurança da ONU revelam que as potências orientais, representadas no Conselho de Cooperação de Shangai, e os BRICS, se opõem aos desígnios da NATO, dos EUA e da UE quanto ao rumo dos negócios mundiais e em particular no que se refere ao Médio Oriente.

Rejeitamos a intromissão nos assuntos internos à Síria, rejeitamos a guerra económica e mediática ao Irão, e a ameaça de qualquer acção militar sobre estes países. Repudiamos a ingerência e a preparação de agressões militares no Médio Oriente, pelo respeito devido à soberania desses povos, e pela ameaça gravíssima que tais políticas significam para a paz mundial.