Mostrando postagens com marcador revolução. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador revolução. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

COMANDANTE FIDEL CASTRO, PRESENTE!

26 de Novembro de 2016, EDITORIAL http://vermelho.org.br (Brasil)

“Bolívar lançou uma estrela que junto a Martí brilhou e Fidel a dignificou para andar por estas terras.”

Impossível não recordar estes versos, da Canção para a unidade latino-americana, no momento em que Fidel Castro se despede da vida.
 

Neles o compositor Pablo Milanês colocou, com felicidade, na mesma linha histórica, três gigantes da luta pela liberdade em nossas terras: Bolivar, José Martí e Fidel Castro.

Tristeza e consternação -- estas palavras indicam o sentimento provocado pelo fim de uma vida longa dedicada à construção de um mundo novo, de justiça, liberdade e igualdade.

A luta de Fidel Castro começou faz mais de meio século, quando era ainda estudante e

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Brasil/Mostra em SP exibe filmes sobre independência de países africanos

17 novembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O cinema africano, com seus filmes raros e pouco vistos ao redor do mundo, ganhou uma mostra especial no Caixa Belas Artes de São Paulo. A Mostra “África(s), Cinema e Revolução” foi aberta a semana passada, mas segue até a próxima quarta-feira (23). O evento exibe 39 filmes, muitos deles inéditos para o público brasileiro, que tratam dos processos de independência de Moçambique, Guiné-Bissau e Angola.

Para a exibição na mostra, a curadora Lúcia Monteiro dividiu os filmes em três eixos. “No primeiro concentram-se longas dos anos 1960 e 1970, na maior parte das vezes vindos de fora, como brasileiros, franceses, cubanos e iugoslavos, que foram atraídos pelas lutas emancipatórias do período e registraram com o olhar de estrangeiros. Até Jean-Luc Godard filmou

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Cuba/O LÍDER "IMORTAL" QUE OBCECOU A CIA




15 de Agosto, 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Portugal)

Sara Gómez Armas, EFE

Charutos explosivos, bebidas envenenadas, um traje de mergulho letal e uma “Mata Hari” apaixonada. Nada pôde acabar com Fidel Castro, líder da revolução cubana que fez 90 anos no sábado e burlou mais de 600 complôs homicidas orquestrados pela CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos).

Fidel Castro, nêmesis por décadas do “imperialismo ianque”, transformou-se desde os preâmbulos da revolução que triunfou em 1959 num obstáculo para os EUA e a principal ameaça aos seus interesses na América Latina, onde

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

DEMITAM-NOS!

26 novembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Daniel Vaz de Carvalho

Temos de remover os economistas (neoliberais e neoclássicos) das suas posições de poder e influência. Tira-los dos bancos centrais, ministérios, comunicação social, universidades, onde quer que eles estejam e espalhem a sua perniciosa ignorância. Eles não fazem a mínima ideia do que estão a falar e fazem por ignorar toda a evidência que contradiz as suas teorias. (p.2-3)

De acordo com o mito capitalista todo o progresso está dependente dos capitalistas. Eles são os únicos capazes de conduzirem a iniciativa e os grandes esquemas. (…) Sem eles nós cairíamos na estagnação e as nossas sociedades colapsariam na anarquia. Todos os déspotas, monarcas e imperadores através dos tempos venderam esta história. (p.133)
in Sack the economists 
[1]

1- O pensamento neoliberal: uma pseudo ciência económica 
Os economistas a que Geoff Davies se refere são os neoliberais e os neoclássicos. Trata-se de uma obra que à semelhança de outros trabalhos, por exemplo de Mike Whitney, Michael Hudson, Paul Craig Roberts, James Petras, J. Stiglitz, só mencionando não marxistas, não deixam pedra sobre pedra do edifício neoliberal, o capitalismo atual, na sua fase senil, incapaz de dar solução aos problemas que cria.

Para G. Davies o pensamento neoliberal “está centrado no mercado “livre” e no

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Brasil/Boff: NÃO HOUVE APENAS UMA ALTERNÂNCIA DE PODER, MAS DE CLASSE

17 de setembro de 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O teólogo Leonardo Boff foi um dos intelectuais que lideraram na noite da última segunda-feira (15) o ato de apoio à reeleição de Dilma Rousseff.
Boff ressaltou que foi realizada uma "revolução pacífica democrática" em 12 anos de governos progressistas, e o desempenho econômico do país em meio a uma crise econômica mundial, com a criação de empregos enquanto as grandes economias desempregavam.



"Quando percebemos conquistas fundamentais que beneficiam o povo, o intelectual não pode ficar equidistante, não pode ficar neutro, ele tem que tomar posição", destacou Boff.

Não deixou de destacar, também, o "longo caminho a percorrer", com urgências como a reforma política e a agrária, além de um melhor planejamento das cidades.

"É próprio dos intelectuais, que tentam pensar o todo, manter certa distância e certa equidade face aos partidos (políticos). Mas há um momento na história em que, quando

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PORTUGAL: O POVO JÁ NÃO TEM MEDO

10 junho 2014, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)

Raquel Varela*, Revista Rubra

O Povo já não tem medo foi  a capa de um dos jornais publicados no 12º de Maio de 1974. No dia 25 de Abril de 1974, um golpe levado a cabo pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), em discórdia com a guerra colonial que durava há treze anos, em Moçambique, Guiné e Angola, põe fim à ditadura portuguesa. Tinham sido 48 anos de ditadura, primeiro sob a direcção de António Salazar e — depois de 1968 — sob a chefia de Marcelo Caetano. De imediato, e contra o apelo dos militares que dirigiram o golpe — que insistiam pela rádio para as pessoas ficarem em casa —, milhares de pessoas saíram de suas casas, sobretudo em Lisboa e Porto, e foi com as pessoas à porta, a gritar «morte ao fascismo», que no Quartel do Carmo, em Lisboa, o Governo foi cercado; as portas das prisões de Caxias e Peniche abriram-se para saírem todos os presos políticos; a PIDE/DGS, a polícia política, foi desmantelada; atacada a sede do jornal do regime A Época e a censura abolida.

No dia 28 de Abril, três dias depois do golpe, os moradores do bairro social (pobre) da Boavista ocupam casas vagas e recusam-se a sair, apesar de intimados pelos militares e pela polícia; os bancários começam a controlar a saída de capitais dos bancos a partir do dia 29 de Abril e montam

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O 25 DE ABRIL E O DIREITO À REBELIÃ0

25 abril 2014,ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Acredito que as sementes de Abril germinarão após a sua longa hibernação. Os trabalhadores não esqueceram as prodigiosas conquistas da geração revolucionária, nos dias em que Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves -- dois grandes portugueses do século XX - deram uma contribuição fundamental para o avanço da revolução democrática e nacional. A maré da resistência enche a cada semana.

Transcorreram 40 anos desde o 25 de Abril de 1974.

O povo português festejará hoje em todo o país o aniversário do derrubamento do fascismo.

O golpe militar daquela madrugada foi concebido para pôr fim à guerra colonial. Mas a participação torrencial do povo alterou em poucas horas o rumo e o objetivo do movimento. As massas, tomando as ruas, empurraram os capitães de Abril para uma revolução na qual a aliança Povo-MFA desempenhou papel decisivo.

Foi uma revolução diferente de tudo o que se conhecia. Em 18 meses, no contexto de uma luta de classes exacerbada, permanente, Portugal avançou mais na História do que nos três séculos anteriores. Não há precedente na Europa Ocidental desde a Comuna de Paris para conquistas sociais tão importantes como as da breve Revolução de Abril. Reforma Agrária tão ambiciosa não acontecera antes.

Até onde iria essa revolução?

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Portugal/1974: “25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA” E “OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL” *

*Título de Mercosul & CPLP

25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA
25 abril 2007, Instante Fatal http://instantefatal.blogspot.com (Portugal)


GRÂNDOLA, VILA MORENA
Zeca Afonso

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

---------------------


Portugal/ 1974: OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL
Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra http://www1.ci.uc.p (Portugal)

(O M. F. A. ATRAVÉS DO RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS)

Antes das 4 h
Aqui (Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa

Portugal/MENSAGEM DA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL POR OCASIÃO DO 40º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CONTRA O REGIME FASCISTA*

25 abril 2014, Associação 25 de Abril http://www.25abril.org (Portugal)

*Título de Mercosul & CPLP

Passados 40 anos depois da madrugada que deu origem a “o dia inicial inteiro e limpo/onde emergimos da noite e do silêncio/e livres habitamos a substância do tempo” qual o tempo que hoje nos é dado?

Cada dia que passa, assistimos à destruição do positivo que foi construído, em resultado da acção libertadora de há 40 anos!

O país está vendido, em grande parte e a pataco, ao estrangeiro!

A emigração de muitos portugueses consuma-se, levando consigo muito do saber e da capacidade indispensáveis à desejada recuperação de Portugal!

Portugal/O AJUSTE DE CONTAS COM O 25 DE ABRIL

24 abril 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

Por que são os tempos tão escuros. Que os homens não se conhecem uns aos outros.
Mas os governos mudam. De mal a pior, como se vê? O tempo passado era bem melhor.
Que reina? A aflição e o desgosto. A justiça e a lei não se aplicam
Poema de Eustache Deschamps (1340-1406) [1]

por Daniel Vaz de Carvalho


Não tenham ilusões meus senhores acerca do vosso papel. Os senhores não são mais que uma reação e nem sequer tendes a gloríola de a ter provocado. (…) Compreenderam claramente que essas liberdades não podem exercer-se senão em detrimento da vossa situação pessoal.
O Drama de João Barrois, Roger Martin du Gard, Ed Ulisseia, p. 332 e 333.

1 - QUEM NÃO QUER SER FASCISTA NÃO LHE VESTE A PELE

Eis um ditado que se aplica ao neoliberalismo e portanto à política do governo PSD-CDS. O branqueamento do fascismo está bem expresso nas palavras de Passos Coelho ao considerar que o PSD é o herdeiro da "ala liberal" da Assembleia Nacional fascista. Ou então nas de Durão Barroso sobre o "regime anterior" (sic) considerando que "apesar de algumas liberdades cortadas", "havia na escola uma cultura de mérito, dedicação e trabalho". A exclusão social, a baixíssima taxa de escolaridade, elevado analfabetismo, perseguições a professores e estudantes, passam a "cultura de mérito".

Quando a ministra das Finanças diz que não vamos voltar ao país que tínhamos, expressa o ajuste de contas com o 25 de Abril. O primeiro-ministro fala da nova "normalidade". A normalidade da recessão e estagnação económica, do subemprego, da precariedade, do empobrecimento, da desigualdade crescente, dos salários de miséria, da arbitrariedade patronal, do fim do "Estado Social".

Normal é, pois, os sucessivos Orçamentos de Estado serem anticonstitucionais. Normal é governar contra a Constituição, mentir no que se promete e não haver

Portugal/ABRIL VIVE ABRIL VIVERÁ

25 abril 2014, Partido Comunista Português Avante! EDITORIAL http://www.avante.pt (Portugal)

Comemoramos esta semana os 40 anos desse acontecimento maior da nossa história, o 25 de Abril de 1974. Dia em que um levantamento militar logo seguido de um levantamento popular, culminando uma prolongada e heroica luta antifascista, punham fim à mais longa ditadura fascista da Europa. 48 anos de terror que tolheram o desenvolvimento do País, comprometeram a nossa soberania e independência nacionais, colocaram as alavancas da nossa economia nas mãos de grandes monopolistas e latifundiários, foram responsáveis por uma das maiores vagas de emigração da nossa história, conduziram a uma guerra colonial em três frentes com muitos milhares de mortos e feridos dos dois lados, deixaram um imenso rasto de miséria, atraso, obscurantismo e isolamento.

Vários factores fundamentais intervieram nesta viragem, como reconhecia Álvaro Cunhal, em entrevista a L'Humanité em 29.04.1974: «a crise interna do regime fascista, as consequências económicas, sociais e políticas da guerra colonial, o isolamento e condenação internacional do fascismo e do colonialismo português, os êxitos dos movimentos de libertação na Guiné-Bissau, em Moçambique e Angola e o grande ascenso da luta do povo português».

Gloriosa data em que um povo, que muitos diziam despolitizado, apático e conformado, invadia as ruas e os campos, e, lado a lado com os militares do MFA,

MÚSICA PARA PENSAR PORTUGAL E BRASIL PÓS REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

25 abril 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os gelados dias do mês de abril, primavera em Portugal, ajudam a perceber a importância que tem para os portugueses o 25 de abril, registrado no calendário como o Dia da Liberdade, estabelecido há 40 anos, em 1974. É a data da Revolução dos Cravos, o grito de basta contra a ditadura de Antônio Salazar, mantida no País por quase 50 anos, apesar da doença e morte do ditador, em 1970.

Por  Washington José de Souza Filho*

Por diversos motivos, mas sem o mesmo sentido daquele dia, os portugueses ainda saem às ruas nesta data. Há, por certo, um sentimento do que poderia ter sido o País, com o fim da ditadura, estabelecida pela ação de militares portugueses, predominantemente, do Exército. É uma evocação, destacada, principalmente, através de diversas publicações, lançadas ao mercado neste momento.
 
Uma boa parte é reedição – como Alvorada de Abril, de Otelo Saraiva de Carvalho, o comandante operacional da ação dos militares, major à época. A nova edição é numerada, um total de 1974 exemplares – uma óbvia referência ao ano da Revolução. O que comprei tem o número 923. Os livros ajudam a encontrar uma referência que é uma marca da Revolução dos Cravos, a música. Uma delas é especifica sobre a música, e os seus autores: Os cantores de abril, editada, pela primeira vez, em 2000, à venda neste 25 de abril, na compra de um exemplar de Público, jornal portugês.

Entre as reedições publicadas, uma é o livro Livra-te do medo. Uma biografia do músico Zeca Afonso, de autoria do jornalista José A.Salvador. Zeca Afonso é o autor de Grândola,vila morena - -, a música-senha para o início da ação dos militares – gravada no disco Cantigas de Maio, de 1971.



A música, na verdade, serviu como uma segunda senha, para que as tropas fossem para as ruas. E, reconhecidamente, um hino à libertação, para os portugueses.

Para não despertar a reação dos que ainda apoiavam o regime português, a opção escolhida pelos militares para anunciar o início da movimentação foi

terça-feira, 30 de julho de 2013

Portugal/INVERSÃO DA ESPADA



28 julho 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por César Príncipe

Portugal, em mais de oito séculos, atravessou agudas crises de identidade nacional e de consolidação da independência. Três ciclos marcam o Livro Negro da Nacionalidade. Os dois primeiros têm calendário definido: 1383-1385/1580-1640. O terceiro iniciou-se em 2011. Portugal voltou a ficar intervencionado, manietado, tutelado. Desta vez, o inimigo dispensou o constrangimento da ocupação militar: recorreu à arma monetária. Nos períodos de sujeição aos ditames e vexames de Castela, coube às arraias miúdas e a certos elementos da nobreza e da burguesia levantar do chão o projecto nacional. Em textos subscritos nos últimos dois anos, tenho refocado as figuras do conde Andeiro, do bispo Martinho, do Mestre de Avis, do poboo meudo , episódios do cerco de Lisboa: a revolução de quatrocentos. Nesse regresso ao passado, tracei um paralelismo com a actual transferência dos centros de decisão, a quebra de soberania, o nosso status de protectorado, a nossa condição de garroteados pelo défice, pela dívida, pela penúria. Na continuação do relançamento deste olhar pela história, evocarei hoje um dos sustentáculos de Castela em Portugal no séc. XVII: a Casa dos Marqueses de Vila Real, progénie liderante da Corte de Trás-os-Montes. [1] Durante os preparativos da Restauração, houve quem pretendesse cortar pela raiz a árvore genealógica da Casa Grande, que urdira estreitos e fundos laços familiares e patrimoniais com o abocanhador peninsular e mantinha uma rede de cúmplices que,

domingo, 14 de julho de 2013

PROBLEMAS NO PARAÍSO



8 julho 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Problemas no Inferno parecem compreensíveis – sabemos por que as pessoas estão protestando na Grécia ou na Espanha, mas por que é que há problemas no Paraíso, em países prósperos ou que, ao menos, passam por um período de rápido desenvolvimento, como a Turquia, a Suécia e o Brasil? Por Slavoj Žižek

Slavoj Žižek  

Em seus textos de juventude, Marx descreveu a situação alemã como aquela em que a solução de problemas particulares só era possível através da solução universal (revolução global radical). Ali reside a fórmula mais resumida da diferença entre um período reformista e um revolucionário: em um período reformista, a revolução global continua a ser um sonho que, na melhor das hipóteses, sustenta nossas tentativas para aprovar alterações locais – e, no pior dos casos, impede-nos de concretizar mudanças reais –, ao passo que uma situação revolucionária surge quando se torna claro que apenas uma mudança global radical pode resolver os problemas particulares. Nesse sentido puramente formal, 1990 foi um ano revolucionário: tornou-se claro que as reformas parciais dos Estados comunistas não seriam suficientes, que era necessário uma ruptura global radical para resolver até mesmo problemas parciais (fornecimento adequado de alimentos etc.).

Então onde é que estamos, hoje, em relação a essa diferença? Seriam os problemas e protestos dos últimos anos sinais de uma crise global que está gradual e inexoravelmente se aproximando, ou seriam estes apenas pequenos obstáculos que podem ser contidos, se não resolvidos, por meio de intervenções precisas e específicas? A característica mais estranha e ameaçadora sobre eles é que não estão explodindo apenas (ou principalmente) nos pontos fracos do sistema, mas também em lugares que eram até agora tidos como histórias de sucesso.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

COMO A MEDICINA CUBANA MELHOROU A VIDA DOS ARGELINOS



24 junho 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Climas contrastantes como invernos muito frios e úmidos, e verões secos e áridos caracterizam Djelfa, uma província situada a 300 quilômetros ao sul da capital argelina, onde funciona desde 2008 um hospital oftalmológico com pessoal médico cubano.

Por Carmen Esquivel*, no Diálogos do Sul

Atualmente existem mais de 700 médicos cubanos na Argélia, distribuídos em 12 wilayas ou províncias.

Amizade Argélia Cuba é o nome do moderno centro, fruto da cooperação entre os dois países, que atende gratuitamente a população, não só dessa região, como também de muitas outras partes do país.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Brasil/REVOLUCIONAR É PRECISO: A CRISE PORTUGUESA (E NÓS?)




6 junho 2013, Correio da Cidadania http://www.correiocidadania.com.br (Brasil)

Escrito por Marcelo Badaró Mattos*

Entre o Brasil e Portugal há laços históricos e, em muitas de nossas famílias, sanguíneos, que nos fazem ter uma sensação muito própria de proximidade. No entanto, não temos visto muito espaço na imprensa empresarial brasileira para notícias e análises da crise por que passa a sociedade portuguesa no momento atual. Nem mesmo a esquerda brasileira parece muito interessada em prestar atenção ao que acontece daquele lado do Atlântico.
A direita, porém, está sempre atenta ao que lhe parece ameaçador.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pátria Grande/A ESTRATÉGIA DE PAZ PARA ENFRENTAR A BARBÁRIE IMPERIALISTA



15 maio 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Entre os dias 9 e 14 de abril foram realizadas em Moca, República Dominicana, na sede da Universidade de Tecnologia, dois eventos importantes promovidos pelo Conselho Mundial da Paz (CMP).

Por  Rina Bertaccini*

Uma reunião regional de trabalho das organizações do continente americano ligadas ao Conselho Mundial da Paz- CMP e uma Conferência Continental pela Paz e Direitos Humanos " presidente Hugo Chávez" com o caráter de homenagem ao líder da Revolução Bolivariana. A presença de pelo menos duas centenas de jovens que lotaram a sala de reuniões foi um fator de animação permanente e de discussões, consequência exitosa dos esforços feitos pela União Dominicana de Jornalistas pela Paz anfitriã destas reuniões.

Ambos os eventos aconteceram em um momento de tensão internacional aguda

terça-feira, 30 de abril de 2013

PORTUGAL 2013, O DIREITO À REBELIÃO



28 abril 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


O desemprego galopante, a miséria de centenas de milhares de famílias, numa sociedade onde a fome já é uma realidade, a convergência de uma multiplicidade de sofrimentos numa angústia colectiva anunciam a proximidade de uma situação de ruptura, num desembocar da indignação das massas.

A Assembleia da Republica, no dia 25 de Abril, tornou-se cenário de um espetáculo que foi ofensa ao povo português.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Venezuela/Vitória de Nicolás Maduro abre nova fase na Revolução Bolivariana



15 abril 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Com uma participação acima dos 78% do eleitorado, a Venezuela viveu neste domingo (14) mais uma festa democrática, culminando uma campanha eleitoral que só ocorreu devido a uma fatalidade – a morte do comandante-presidente Hugo Chávez, em 5 de março último. A participação maciça, a mobilização popular, o vigor democrático das massas, o ambiente de tranquilidade e paz, o perfeito funcionamento do sistema de votação e apuração – atestado por observadores internacionais – são fatos reveladores do amadurecimento da democracia na Venezuela, um dos resultados mais significativos da colossal Revolução Bolivariana iniciada e dirigida pelo ex-presidente.

O candidato chavista Nicolás Maduro venceu o pleito por estreita margem – menos de 2% – impondo mais uma derrota ao concorrente Henrique Capriles, um açodado, aventureiro e ambicioso líder direitista, antichavista até a medula, que não hesitou em especular com a memória, a imagem e a simbologia do líder, querido pelas massas, a fim de tergiversar e confundir.

A vitória de Nicolás Maduro representa a continuidade da construção da pátria venezuelana segundo os princípios e objetivos da Revolução Bolivariana, que ingressa em nova etapa. A Revolução está longe de ter chegado ao final e se pode dizer mesmo, se se analisa com a perspectiva histórica, que apenas começou.

O fio condutor do mandato de Maduro, que segundo a Constituição irá até 2019, será, como ele próprio anunciou, o Plano da Pátria, a mesma plataforma política, econômica e social anunciada por Chávez na campanha eleitoral vitoriosa de 7 de outubro do ano passado, que prevê o desenvolvimento econômico, o aprofundamento de políticas sociais inclusivas e de universalização de direitos, o fortalecimento da soberania nacional, o aumento do protagonismo popular, a ampliação da integração latino-americana e caribenha, a luta anti-imperialista no plano internacional e o aprofundamento do caminho para o socialismo.

A vitória de Nicolás Maduro, à frente do Grande Polo Patriótico – coalizão das forças patrióticas, populares, democráticas, socialistas, revolucionárias e comunistas - credencia o país a dar passos seguros nessa direção. A estreita margem com que foi alcançada em nada diminui o seu alcance nem muito menos ensombrece a perspectiva.

Em 14 anos, o chavismo venceu 17 de 18 eleições disputadas, perdendo apenas uma consulta popular sobre a emenda de determinados artigos da Constituição. É isto que atesta o vigor político do chavismo e o respaldo do povo a essa corrente de pensamento e ação.

A margem estreita da vitória mostra a dimensão e a complexidade dos desafios a enfrentar. No discurso que pronunciou logo após a proclamação dos resultados, Maduro se mostrou consciente deles e disposto a “construir um governo poderoso, do povo, construir uma nova, ampla e poderosa maioria da Revolução Bolivariana”. Referiu-se também à necessidade de “empreender mudanças”, “renovar e dar novo impulso à revolução”. Nestes dois enunciados – a construção de nova, mais ampla e poderosa maioria política e a renovação e impulso ao processo revolucionário – podem estar a chave para a nova arrancada do chavismo, o que implica a consolidação e o aprofundamento das conquistas.

Em face de mais uma vitória da Revolução Bolivariana, as forças da oposição anunciaram sua disposição para fabricar crises, usando o apoio que obtiveram junto a quase metade do eleitorado, para questionar o resultado, turvar as águas e levar o país a mergulhar no que supõem ser o imponderável que lhes propiciaria empalmar o poder pela via do golpe.

Mas na Venezuela Bolivariana há fatores previsíveis a favor da neutralização e derrota de intentonas golpistas – a enorme capacidade de mobilização popular, a força das ideias do chavismo, a legitimidade da Constituição Bolivariana e a adesão das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas à Revolução.