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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Portugal/1974: “25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA” E “OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL” *

*Título de Mercosul & CPLP

25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA
25 abril 2007, Instante Fatal http://instantefatal.blogspot.com (Portugal)


GRÂNDOLA, VILA MORENA
Zeca Afonso

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

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Portugal/ 1974: OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL
Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra http://www1.ci.uc.p (Portugal)

(O M. F. A. ATRAVÉS DO RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS)

Antes das 4 h
Aqui (Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa

Portugal/MENSAGEM DA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL POR OCASIÃO DO 40º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CONTRA O REGIME FASCISTA*

25 abril 2014, Associação 25 de Abril http://www.25abril.org (Portugal)

*Título de Mercosul & CPLP

Passados 40 anos depois da madrugada que deu origem a “o dia inicial inteiro e limpo/onde emergimos da noite e do silêncio/e livres habitamos a substância do tempo” qual o tempo que hoje nos é dado?

Cada dia que passa, assistimos à destruição do positivo que foi construído, em resultado da acção libertadora de há 40 anos!

O país está vendido, em grande parte e a pataco, ao estrangeiro!

A emigração de muitos portugueses consuma-se, levando consigo muito do saber e da capacidade indispensáveis à desejada recuperação de Portugal!

Portugal/O AJUSTE DE CONTAS COM O 25 DE ABRIL

24 abril 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

Por que são os tempos tão escuros. Que os homens não se conhecem uns aos outros.
Mas os governos mudam. De mal a pior, como se vê? O tempo passado era bem melhor.
Que reina? A aflição e o desgosto. A justiça e a lei não se aplicam
Poema de Eustache Deschamps (1340-1406) [1]

por Daniel Vaz de Carvalho


Não tenham ilusões meus senhores acerca do vosso papel. Os senhores não são mais que uma reação e nem sequer tendes a gloríola de a ter provocado. (…) Compreenderam claramente que essas liberdades não podem exercer-se senão em detrimento da vossa situação pessoal.
O Drama de João Barrois, Roger Martin du Gard, Ed Ulisseia, p. 332 e 333.

1 - QUEM NÃO QUER SER FASCISTA NÃO LHE VESTE A PELE

Eis um ditado que se aplica ao neoliberalismo e portanto à política do governo PSD-CDS. O branqueamento do fascismo está bem expresso nas palavras de Passos Coelho ao considerar que o PSD é o herdeiro da "ala liberal" da Assembleia Nacional fascista. Ou então nas de Durão Barroso sobre o "regime anterior" (sic) considerando que "apesar de algumas liberdades cortadas", "havia na escola uma cultura de mérito, dedicação e trabalho". A exclusão social, a baixíssima taxa de escolaridade, elevado analfabetismo, perseguições a professores e estudantes, passam a "cultura de mérito".

Quando a ministra das Finanças diz que não vamos voltar ao país que tínhamos, expressa o ajuste de contas com o 25 de Abril. O primeiro-ministro fala da nova "normalidade". A normalidade da recessão e estagnação económica, do subemprego, da precariedade, do empobrecimento, da desigualdade crescente, dos salários de miséria, da arbitrariedade patronal, do fim do "Estado Social".

Normal é, pois, os sucessivos Orçamentos de Estado serem anticonstitucionais. Normal é governar contra a Constituição, mentir no que se promete e não haver

MÚSICA PARA PENSAR PORTUGAL E BRASIL PÓS REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

25 abril 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os gelados dias do mês de abril, primavera em Portugal, ajudam a perceber a importância que tem para os portugueses o 25 de abril, registrado no calendário como o Dia da Liberdade, estabelecido há 40 anos, em 1974. É a data da Revolução dos Cravos, o grito de basta contra a ditadura de Antônio Salazar, mantida no País por quase 50 anos, apesar da doença e morte do ditador, em 1970.

Por  Washington José de Souza Filho*

Por diversos motivos, mas sem o mesmo sentido daquele dia, os portugueses ainda saem às ruas nesta data. Há, por certo, um sentimento do que poderia ter sido o País, com o fim da ditadura, estabelecida pela ação de militares portugueses, predominantemente, do Exército. É uma evocação, destacada, principalmente, através de diversas publicações, lançadas ao mercado neste momento.
 
Uma boa parte é reedição – como Alvorada de Abril, de Otelo Saraiva de Carvalho, o comandante operacional da ação dos militares, major à época. A nova edição é numerada, um total de 1974 exemplares – uma óbvia referência ao ano da Revolução. O que comprei tem o número 923. Os livros ajudam a encontrar uma referência que é uma marca da Revolução dos Cravos, a música. Uma delas é especifica sobre a música, e os seus autores: Os cantores de abril, editada, pela primeira vez, em 2000, à venda neste 25 de abril, na compra de um exemplar de Público, jornal portugês.

Entre as reedições publicadas, uma é o livro Livra-te do medo. Uma biografia do músico Zeca Afonso, de autoria do jornalista José A.Salvador. Zeca Afonso é o autor de Grândola,vila morena - -, a música-senha para o início da ação dos militares – gravada no disco Cantigas de Maio, de 1971.



A música, na verdade, serviu como uma segunda senha, para que as tropas fossem para as ruas. E, reconhecidamente, um hino à libertação, para os portugueses.

Para não despertar a reação dos que ainda apoiavam o regime português, a opção escolhida pelos militares para anunciar o início da movimentação foi

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Portugal/12 DE ABRIL : DIA NACIONAL DE LUTA DOS REFORMADOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS

10 abril 2014, Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos, MURPI http://www.murpi.pt (Portugal)


REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS


Dia Nacional de Luta dos Reformados, Aposentados e Pensionistas

A Direcção da Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos, MURPI decide convocar uma Acção Nacional de Luta dos reformados, aposentados e pensionistas para o próximo dia 12 de Abril.

Esta Acção Nacional tem como objectivo a realização de acções em diversos pontos do País, sendo desde já convocada para o dia 12 de Abril uma Marcha de reformados, aposentados e pensionistas a realizar em Lisboa, a partir da Praça do Município, com o seguinte lema: POR ABRIL/CONTRA OS ROUBOS NAS PENSÕES/MARCHA DE INDIGNAÇÃO E PROTESTO.

No 40º Aniversário da Revolução de Abril, numa situação de forte ofensiva deste Governo contra os rendimentos e as condições de vida dos reformados, o MURPI ao promover esta Acção Nacional de Luta pretende, não só reforçar e ampliar a luta travada por diversos sectores de reformados, dando mais força à sua indignação e protesto, como valorizar a unidade da sua luta contra os roubos das suas pensões e dos seus direitos sociais.