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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Portugal/INSTRUCCIONES PARA HACER UNA REVOLUCIÓN

28 abril 2014, Sur y Sur http://www.surysur.net

“Valió la pena”. A tres días de conmemorar el 40 aniversario de la Revolución de los Claveles, en el marco de la Semana Gallega de Filosofía, Otelo Saraiva de Carvalho narró en Pontevedra su experiencia en las acciones que derribaron la dictadura en Portugal. “El 25 de abril ha quedado en la memoria de todos los portugueses y para nuestro mayor orgullo ha sido considerada la más bonita y la más romántica de las que el mundo ha conocido”, señaló, desarrollando durante su conferencia de una hora las decisiones, las anécdotas y los éxitos.


Los organizadores destacaron la importancia de contar con su presencia en esta semana de celebración y de múltiples actividades en Portugal y destacaron que Saraiva de Carvalho “hizo un esfuerzo dado el aprecio que tiene a Galicia, para contarnos como se hace una revolución.” Los asistentes a la conferencia interpretaron al final y de pie la Grandola Vila Morena.

Otelo Saraiva de Carvalho nos pone sobre aviso de que “el camino se halla abierto para cualquier dictador paternalista que aparezca por la derecha”.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Portugal/1974: “25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA” E “OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL” *

*Título de Mercosul & CPLP

25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA
25 abril 2007, Instante Fatal http://instantefatal.blogspot.com (Portugal)


GRÂNDOLA, VILA MORENA
Zeca Afonso

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

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Portugal/ 1974: OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL
Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra http://www1.ci.uc.p (Portugal)

(O M. F. A. ATRAVÉS DO RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS)

Antes das 4 h
Aqui (Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa

Portugal/MENSAGEM DA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL POR OCASIÃO DO 40º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CONTRA O REGIME FASCISTA*

25 abril 2014, Associação 25 de Abril http://www.25abril.org (Portugal)

*Título de Mercosul & CPLP

Passados 40 anos depois da madrugada que deu origem a “o dia inicial inteiro e limpo/onde emergimos da noite e do silêncio/e livres habitamos a substância do tempo” qual o tempo que hoje nos é dado?

Cada dia que passa, assistimos à destruição do positivo que foi construído, em resultado da acção libertadora de há 40 anos!

O país está vendido, em grande parte e a pataco, ao estrangeiro!

A emigração de muitos portugueses consuma-se, levando consigo muito do saber e da capacidade indispensáveis à desejada recuperação de Portugal!

Portugal/O AJUSTE DE CONTAS COM O 25 DE ABRIL

24 abril 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

Por que são os tempos tão escuros. Que os homens não se conhecem uns aos outros.
Mas os governos mudam. De mal a pior, como se vê? O tempo passado era bem melhor.
Que reina? A aflição e o desgosto. A justiça e a lei não se aplicam
Poema de Eustache Deschamps (1340-1406) [1]

por Daniel Vaz de Carvalho


Não tenham ilusões meus senhores acerca do vosso papel. Os senhores não são mais que uma reação e nem sequer tendes a gloríola de a ter provocado. (…) Compreenderam claramente que essas liberdades não podem exercer-se senão em detrimento da vossa situação pessoal.
O Drama de João Barrois, Roger Martin du Gard, Ed Ulisseia, p. 332 e 333.

1 - QUEM NÃO QUER SER FASCISTA NÃO LHE VESTE A PELE

Eis um ditado que se aplica ao neoliberalismo e portanto à política do governo PSD-CDS. O branqueamento do fascismo está bem expresso nas palavras de Passos Coelho ao considerar que o PSD é o herdeiro da "ala liberal" da Assembleia Nacional fascista. Ou então nas de Durão Barroso sobre o "regime anterior" (sic) considerando que "apesar de algumas liberdades cortadas", "havia na escola uma cultura de mérito, dedicação e trabalho". A exclusão social, a baixíssima taxa de escolaridade, elevado analfabetismo, perseguições a professores e estudantes, passam a "cultura de mérito".

Quando a ministra das Finanças diz que não vamos voltar ao país que tínhamos, expressa o ajuste de contas com o 25 de Abril. O primeiro-ministro fala da nova "normalidade". A normalidade da recessão e estagnação económica, do subemprego, da precariedade, do empobrecimento, da desigualdade crescente, dos salários de miséria, da arbitrariedade patronal, do fim do "Estado Social".

Normal é, pois, os sucessivos Orçamentos de Estado serem anticonstitucionais. Normal é governar contra a Constituição, mentir no que se promete e não haver

Portugal/ABRIL VIVE ABRIL VIVERÁ

25 abril 2014, Partido Comunista Português Avante! EDITORIAL http://www.avante.pt (Portugal)

Comemoramos esta semana os 40 anos desse acontecimento maior da nossa história, o 25 de Abril de 1974. Dia em que um levantamento militar logo seguido de um levantamento popular, culminando uma prolongada e heroica luta antifascista, punham fim à mais longa ditadura fascista da Europa. 48 anos de terror que tolheram o desenvolvimento do País, comprometeram a nossa soberania e independência nacionais, colocaram as alavancas da nossa economia nas mãos de grandes monopolistas e latifundiários, foram responsáveis por uma das maiores vagas de emigração da nossa história, conduziram a uma guerra colonial em três frentes com muitos milhares de mortos e feridos dos dois lados, deixaram um imenso rasto de miséria, atraso, obscurantismo e isolamento.

Vários factores fundamentais intervieram nesta viragem, como reconhecia Álvaro Cunhal, em entrevista a L'Humanité em 29.04.1974: «a crise interna do regime fascista, as consequências económicas, sociais e políticas da guerra colonial, o isolamento e condenação internacional do fascismo e do colonialismo português, os êxitos dos movimentos de libertação na Guiné-Bissau, em Moçambique e Angola e o grande ascenso da luta do povo português».

Gloriosa data em que um povo, que muitos diziam despolitizado, apático e conformado, invadia as ruas e os campos, e, lado a lado com os militares do MFA,

MÚSICA PARA PENSAR PORTUGAL E BRASIL PÓS REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

25 abril 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os gelados dias do mês de abril, primavera em Portugal, ajudam a perceber a importância que tem para os portugueses o 25 de abril, registrado no calendário como o Dia da Liberdade, estabelecido há 40 anos, em 1974. É a data da Revolução dos Cravos, o grito de basta contra a ditadura de Antônio Salazar, mantida no País por quase 50 anos, apesar da doença e morte do ditador, em 1970.

Por  Washington José de Souza Filho*

Por diversos motivos, mas sem o mesmo sentido daquele dia, os portugueses ainda saem às ruas nesta data. Há, por certo, um sentimento do que poderia ter sido o País, com o fim da ditadura, estabelecida pela ação de militares portugueses, predominantemente, do Exército. É uma evocação, destacada, principalmente, através de diversas publicações, lançadas ao mercado neste momento.
 
Uma boa parte é reedição – como Alvorada de Abril, de Otelo Saraiva de Carvalho, o comandante operacional da ação dos militares, major à época. A nova edição é numerada, um total de 1974 exemplares – uma óbvia referência ao ano da Revolução. O que comprei tem o número 923. Os livros ajudam a encontrar uma referência que é uma marca da Revolução dos Cravos, a música. Uma delas é especifica sobre a música, e os seus autores: Os cantores de abril, editada, pela primeira vez, em 2000, à venda neste 25 de abril, na compra de um exemplar de Público, jornal portugês.

Entre as reedições publicadas, uma é o livro Livra-te do medo. Uma biografia do músico Zeca Afonso, de autoria do jornalista José A.Salvador. Zeca Afonso é o autor de Grândola,vila morena - -, a música-senha para o início da ação dos militares – gravada no disco Cantigas de Maio, de 1971.



A música, na verdade, serviu como uma segunda senha, para que as tropas fossem para as ruas. E, reconhecidamente, um hino à libertação, para os portugueses.

Para não despertar a reação dos que ainda apoiavam o regime português, a opção escolhida pelos militares para anunciar o início da movimentação foi

Portugal/LA ILUSIÓN DE LOS CLAVELES ANTE EL DIKTAT DE LA TROIKA

25 abril 2014, Gara http://www.naiz.info (Euskal Herria, País Basco)

La conmemoración del 40 aniversario de la «última revolución del siglo XX» en Europa llega a Portugal condicionada por tres años de sometimiento a las políticas de la Troika. En términos económicos, los ajustes han degradado las condiciones de vida. En política, la soberanía permanece secuestrada en manos de las instituciones financieras internacionales. «Grandola Vila Morena» es ahora un símbolo contra las medidas de austeridad.

Alberto Pradilla Lisboa

Pasaban unos minutos de la medianoche del 25 de abril de 1974 y Radio Renascença, una emisora católica portuguesa, daba la primera señal: la emisión de ``Grandola Vila Morena'', canción vetada por la dictadura, suponía la llamada acordada por el Movimiento de las Fuerzas Armadas (MFA) para levantarse contra el «Estado novo», el régimen fascista inaugurado en 1926. Aquel fue el punto de partida de una revolución incruenta y popular, que quedaría retratada como un clavel en la boca de un fusil pero que no solo quiso tumbar las estructuras impuestas por Antonio de Oliveira Salazar, el dictador muerto cuatro años antes, sino que abrió las perspectivas para un cambio mucho más profundo.

No se trataba solo del derecho al voto, sino que los denominados «capitanes de abril», encabezados por Otelo Saravia de Carvalho, llegaron a ver la posibilidad de una «vía portuguesa al socialismo», con medidas radicales de nacionalización de empresas y ampliación de los derechos sociales. No pudo ser. O, al menos, la idea original no llegó a completarse. Cuatro décadas después, son los mercados quienes imponen su ley en Portugal. Desde 2011, cuando la Troika (Comisión Europea, Banco Central Europeo y Fondo Monetario Internacional) aprobó un rescate de 78.000 millones de euros, la democracia es un concepto relativo, condicionado al pago de los intereses de la deuda. Además, garantías como la Seguridad Social, las pensiones o la educación y la sanidad públicas son desmanteladas por las obligaciones contraídas ante las instituciones financieras internacionales. Al mismo tiempo que las calles de Lisboa se engalanan con imágenes en blanco y negro de soldados y claveles y los festejos oficiales conviven con marchas reivindicativas más acordes con el espíritu de abril de 1974, los periódicos lusos llevan a portada los nuevos recortes propuestos por el FMI: rebaja del salario mínimo, reducción de las compensaciones por despidos ilegales y la eterna advertencia de que las jubilaciones no se