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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

CPLP, Portugal/Museu de Salazar, NÃO!


29 agosto 2019, Página Global (Portugal) https://paginaglobal.blogspot.com/

Helena Pato, Jornal Tornado

Esclarecimentos

I
No sítio da CMSCD está bem clara a intenção da autarquia de fazer um museu com o espólio do ditador (comprado ao sobrinho pelo autarca) e o equipamento escolar da época…Esse é o MUSEU DE SALAZAR, tão ansiado pela família fascista portuguesa e estrangeira.

II
Eu não sou contra um Centro Interpretativo do Estado Novo em Alpiarça ou em Monchique ou em Viana do Castelo. Ou em mil e outros locais. Repudio veementemente a sua localização na terra do Ditador, porque vai transformar-se num lugar de peregrinações de fascistas.

III
Serei só eu, ou ainda ninguém soube, pela boca dos próprios, quem são os historiadores que estão associados ao tal Centro, propagandeado pelo Presidente da Câmara de Santa Comba, em pré campanha eleitoral? Há um silêncio algo significativo

sexta-feira, 6 de maio de 2016

CONTRIBUTO DAS LUTAS DE LIBERTAÇÃO AFRICANAS PARA A REVOLUÇÃO DE ABRIL EM PORTUGAL



3 maio 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


O jornal operário norte-americano Worker’s World publicou, no passado dia 25 de Abril, o texto que hoje reproduzimos.

Trata-se de uma interessante e brevíssima síntese da Revolução de Abril, onde corretamente se aponta a interpenetração das lutas do povo português e dos povos das então colónias portuguesas, que se saldaram pela independência política das colónias e a derrota do fascismo em Portugal.

Era Abril de 1974. Uma canção popular serviu de sinal secreto aos chefes do Movimento das Forças Armadas de Portugal (MFA), tocada na Rádio Renascença de Lisboa. Unidades do exército dentro e perto de Lisboa tinham sido industriadas para sair para ações comuns. Agora tudo mudava.

Estimulados pelo crescente cansaço de guerra das suas tropas, a fraqueza crescente do regime de estado policial, a incapacidade de Portugal para ganhar a guerra contra os movimentos de libertação nas suas colónias africanas e o crescente isolamento internacional de Portugal, os capitães agiram.

Eles mantiveram os seus planos

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Portugal/VASCO GONÇALVES, SEMPRE CONNOSCO

23 junho 2015, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)



Os grandes patrões da comunicação social silenciam a figura de Vasco Gonçalves, falecido há 10 anos. Continuam a ter medo dele porque sabem que ele está presente, no meio dos trabalhadores, em todas as lutas que estes travam contra a ditadura do grande capital financeiro e contra as suas políticas atentatórias da dignidade dos povos.

Queridos Amigos e Companheiros

É uma honra, para mim, usar aqui da palavra como Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Conquistas da Revolução, nesta cerimónia evocativa do 10º aniversário da morte do General Vasco Gonçalves.

1. - Esta não é uma romagem de saudade. É uma jornada de luta.

Viemos hoje aqui porque este nosso companheiro general nunca abandonou os seus homens, nunca desertou das lutas necessárias em cada momento, e esteve sempre na linha da frente, ao lado do povo, no combate à injustiça, na luta por uma sociedade mais justa e mais fraterna, na defesa da dignidade da nossa Pátria.

Viemos hoje aqui porque temos a certeza de que Vasco Gonçalves tem estado sempre connosco, a dar força à nossa luta, fazendo greve quando nós fazemos greve, saindo à rua quando o povo sai à rua, como o fez no passado dia 6.

Esta foi uma manifestação como há muito não se via, a mostrar bem a força do povo! Os grandes jornais e as televisões fizeram tudo para a ignorar, mostrando bem o que é, para os grandes patrões da comunicação social, a liberdade de imprensa.

Pelas mesmas razões, não falam de Vasco Gonçalves, talvez convencidos de que conseguem ‘matá-lo’ pelo silêncio. Pura ilusão. Por mais que esforcem, não conseguem retirá-lo

terça-feira, 28 de abril de 2015

Portugal/ATÉ À VITÓRIA FINAL

25 , Consciência Visceral https://conscienciavisceral.wordpress.com (Portugal)



A cada 25 de Abril que passa, se olho para trás e vejo os anos e anos de luta contra o fascismo e contra a burguesia que o ergueu e o sustentava, não sei ser politicamente correcto. Não sei ser simpático e ver o lado positivo. Não sei contentar-me. Não sei achar que tudo correu como o previsto. A cada 25 de Abril que passa, penso sempre: «não foi para isto».

Homens e mulheres morreram, foram presos e torturados, foram forçados ao exílio, impedidos de exercer a sua profissão, de escrever os seus livros, de falar em público, de criar e de pensar, durante 48 anos. O seu sofrimento foi atroz. Ouvir as histórias de luta e heroísmo de tantos deles, sentir na nossa pele por empatia a descrição das sevícias, das amarguras, das dores e das crueldades, recorda-nos insensivelmente que não foi para que um dia os seus filhos e netos pudessem falar livremente – mas trabalhassem a recibo verde; pudessem fazer manifestações (usualmente…) sem medo da polícia – mas não pudessem sair de casa dos pais; pudessem organizar-se em associações, sindicatos, pudessem reunir-se sem pedir autorização, pudessem escrever

sábado, 8 de novembro de 2014

Portugal/COMUNICAÇÃO SOCIAL E RECUPERAÇÃO CAPITALISTA*

7 novembro 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


No final da década de 80, com os governos do bloco central e de Cavaco Silva, deu-se um poderoso movimento de concentração da propriedade, levando a que meia dúzia de grandes grupos económicos tomasse conta de praticamente tudo o que é mais influente na imprensa, na rádio e na TV, e depois também na informação online. Quase tudo mudou. A autonomia jornalística foi drasticamente posta em causa, os critérios jornalísticos tornaram-se cada vez mais dependentes das «leis do mercado» e da busca do máximo lucro. Lucro este que, no caso da comunicação social, é financeiro mas também político e ideológico.

Comunicação social e recuperação capitalista têm sido duas realidades intimamente ligadas nos últimos 38 anos. A comunicação social dominante – isto é, a que é dominante na influência sobre a opinião pública e, simultaneamente, está nas mãos da classe dominante – tem constituído um apoio decisivo à política de recuperação capitalista, ao mesmo tempo que a recuperação capitalista se tem acentuado dentro da própria comunicação social, tanto em termos de natureza da propriedade e de lógica empresarial como do sentido da informação produzida.

Foi no final da década de 80, com os governos do bloco central e de Cavaco Silva, que se deu um poderoso movimento de concentração da propriedade, levando

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PORTUGAL: O POVO JÁ NÃO TEM MEDO

10 junho 2014, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)

Raquel Varela*, Revista Rubra

O Povo já não tem medo foi  a capa de um dos jornais publicados no 12º de Maio de 1974. No dia 25 de Abril de 1974, um golpe levado a cabo pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), em discórdia com a guerra colonial que durava há treze anos, em Moçambique, Guiné e Angola, põe fim à ditadura portuguesa. Tinham sido 48 anos de ditadura, primeiro sob a direcção de António Salazar e — depois de 1968 — sob a chefia de Marcelo Caetano. De imediato, e contra o apelo dos militares que dirigiram o golpe — que insistiam pela rádio para as pessoas ficarem em casa —, milhares de pessoas saíram de suas casas, sobretudo em Lisboa e Porto, e foi com as pessoas à porta, a gritar «morte ao fascismo», que no Quartel do Carmo, em Lisboa, o Governo foi cercado; as portas das prisões de Caxias e Peniche abriram-se para saírem todos os presos políticos; a PIDE/DGS, a polícia política, foi desmantelada; atacada a sede do jornal do regime A Época e a censura abolida.

No dia 28 de Abril, três dias depois do golpe, os moradores do bairro social (pobre) da Boavista ocupam casas vagas e recusam-se a sair, apesar de intimados pelos militares e pela polícia; os bancários começam a controlar a saída de capitais dos bancos a partir do dia 29 de Abril e montam

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Portugal/INSTRUCCIONES PARA HACER UNA REVOLUCIÓN

28 abril 2014, Sur y Sur http://www.surysur.net

“Valió la pena”. A tres días de conmemorar el 40 aniversario de la Revolución de los Claveles, en el marco de la Semana Gallega de Filosofía, Otelo Saraiva de Carvalho narró en Pontevedra su experiencia en las acciones que derribaron la dictadura en Portugal. “El 25 de abril ha quedado en la memoria de todos los portugueses y para nuestro mayor orgullo ha sido considerada la más bonita y la más romántica de las que el mundo ha conocido”, señaló, desarrollando durante su conferencia de una hora las decisiones, las anécdotas y los éxitos.


Los organizadores destacaron la importancia de contar con su presencia en esta semana de celebración y de múltiples actividades en Portugal y destacaron que Saraiva de Carvalho “hizo un esfuerzo dado el aprecio que tiene a Galicia, para contarnos como se hace una revolución.” Los asistentes a la conferencia interpretaron al final y de pie la Grandola Vila Morena.

Otelo Saraiva de Carvalho nos pone sobre aviso de que “el camino se halla abierto para cualquier dictador paternalista que aparezca por la derecha”.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O 25 DE ABRIL E O DIREITO À REBELIÃ0

25 abril 2014,ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Acredito que as sementes de Abril germinarão após a sua longa hibernação. Os trabalhadores não esqueceram as prodigiosas conquistas da geração revolucionária, nos dias em que Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves -- dois grandes portugueses do século XX - deram uma contribuição fundamental para o avanço da revolução democrática e nacional. A maré da resistência enche a cada semana.

Transcorreram 40 anos desde o 25 de Abril de 1974.

O povo português festejará hoje em todo o país o aniversário do derrubamento do fascismo.

O golpe militar daquela madrugada foi concebido para pôr fim à guerra colonial. Mas a participação torrencial do povo alterou em poucas horas o rumo e o objetivo do movimento. As massas, tomando as ruas, empurraram os capitães de Abril para uma revolução na qual a aliança Povo-MFA desempenhou papel decisivo.

Foi uma revolução diferente de tudo o que se conhecia. Em 18 meses, no contexto de uma luta de classes exacerbada, permanente, Portugal avançou mais na História do que nos três séculos anteriores. Não há precedente na Europa Ocidental desde a Comuna de Paris para conquistas sociais tão importantes como as da breve Revolução de Abril. Reforma Agrária tão ambiciosa não acontecera antes.

Até onde iria essa revolução?

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Portugal/1974: “25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA” E “OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL” *

*Título de Mercosul & CPLP

25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA
25 abril 2007, Instante Fatal http://instantefatal.blogspot.com (Portugal)


GRÂNDOLA, VILA MORENA
Zeca Afonso

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

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Portugal/ 1974: OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL
Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra http://www1.ci.uc.p (Portugal)

(O M. F. A. ATRAVÉS DO RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS)

Antes das 4 h
Aqui (Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa

Portugal/MENSAGEM DA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL POR OCASIÃO DO 40º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CONTRA O REGIME FASCISTA*

25 abril 2014, Associação 25 de Abril http://www.25abril.org (Portugal)

*Título de Mercosul & CPLP

Passados 40 anos depois da madrugada que deu origem a “o dia inicial inteiro e limpo/onde emergimos da noite e do silêncio/e livres habitamos a substância do tempo” qual o tempo que hoje nos é dado?

Cada dia que passa, assistimos à destruição do positivo que foi construído, em resultado da acção libertadora de há 40 anos!

O país está vendido, em grande parte e a pataco, ao estrangeiro!

A emigração de muitos portugueses consuma-se, levando consigo muito do saber e da capacidade indispensáveis à desejada recuperação de Portugal!

Portugal/O AJUSTE DE CONTAS COM O 25 DE ABRIL

24 abril 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

Por que são os tempos tão escuros. Que os homens não se conhecem uns aos outros.
Mas os governos mudam. De mal a pior, como se vê? O tempo passado era bem melhor.
Que reina? A aflição e o desgosto. A justiça e a lei não se aplicam
Poema de Eustache Deschamps (1340-1406) [1]

por Daniel Vaz de Carvalho


Não tenham ilusões meus senhores acerca do vosso papel. Os senhores não são mais que uma reação e nem sequer tendes a gloríola de a ter provocado. (…) Compreenderam claramente que essas liberdades não podem exercer-se senão em detrimento da vossa situação pessoal.
O Drama de João Barrois, Roger Martin du Gard, Ed Ulisseia, p. 332 e 333.

1 - QUEM NÃO QUER SER FASCISTA NÃO LHE VESTE A PELE

Eis um ditado que se aplica ao neoliberalismo e portanto à política do governo PSD-CDS. O branqueamento do fascismo está bem expresso nas palavras de Passos Coelho ao considerar que o PSD é o herdeiro da "ala liberal" da Assembleia Nacional fascista. Ou então nas de Durão Barroso sobre o "regime anterior" (sic) considerando que "apesar de algumas liberdades cortadas", "havia na escola uma cultura de mérito, dedicação e trabalho". A exclusão social, a baixíssima taxa de escolaridade, elevado analfabetismo, perseguições a professores e estudantes, passam a "cultura de mérito".

Quando a ministra das Finanças diz que não vamos voltar ao país que tínhamos, expressa o ajuste de contas com o 25 de Abril. O primeiro-ministro fala da nova "normalidade". A normalidade da recessão e estagnação económica, do subemprego, da precariedade, do empobrecimento, da desigualdade crescente, dos salários de miséria, da arbitrariedade patronal, do fim do "Estado Social".

Normal é, pois, os sucessivos Orçamentos de Estado serem anticonstitucionais. Normal é governar contra a Constituição, mentir no que se promete e não haver

Portugal/ABRIL VIVE ABRIL VIVERÁ

25 abril 2014, Partido Comunista Português Avante! EDITORIAL http://www.avante.pt (Portugal)

Comemoramos esta semana os 40 anos desse acontecimento maior da nossa história, o 25 de Abril de 1974. Dia em que um levantamento militar logo seguido de um levantamento popular, culminando uma prolongada e heroica luta antifascista, punham fim à mais longa ditadura fascista da Europa. 48 anos de terror que tolheram o desenvolvimento do País, comprometeram a nossa soberania e independência nacionais, colocaram as alavancas da nossa economia nas mãos de grandes monopolistas e latifundiários, foram responsáveis por uma das maiores vagas de emigração da nossa história, conduziram a uma guerra colonial em três frentes com muitos milhares de mortos e feridos dos dois lados, deixaram um imenso rasto de miséria, atraso, obscurantismo e isolamento.

Vários factores fundamentais intervieram nesta viragem, como reconhecia Álvaro Cunhal, em entrevista a L'Humanité em 29.04.1974: «a crise interna do regime fascista, as consequências económicas, sociais e políticas da guerra colonial, o isolamento e condenação internacional do fascismo e do colonialismo português, os êxitos dos movimentos de libertação na Guiné-Bissau, em Moçambique e Angola e o grande ascenso da luta do povo português».

Gloriosa data em que um povo, que muitos diziam despolitizado, apático e conformado, invadia as ruas e os campos, e, lado a lado com os militares do MFA,

MÚSICA PARA PENSAR PORTUGAL E BRASIL PÓS REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

25 abril 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os gelados dias do mês de abril, primavera em Portugal, ajudam a perceber a importância que tem para os portugueses o 25 de abril, registrado no calendário como o Dia da Liberdade, estabelecido há 40 anos, em 1974. É a data da Revolução dos Cravos, o grito de basta contra a ditadura de Antônio Salazar, mantida no País por quase 50 anos, apesar da doença e morte do ditador, em 1970.

Por  Washington José de Souza Filho*

Por diversos motivos, mas sem o mesmo sentido daquele dia, os portugueses ainda saem às ruas nesta data. Há, por certo, um sentimento do que poderia ter sido o País, com o fim da ditadura, estabelecida pela ação de militares portugueses, predominantemente, do Exército. É uma evocação, destacada, principalmente, através de diversas publicações, lançadas ao mercado neste momento.
 
Uma boa parte é reedição – como Alvorada de Abril, de Otelo Saraiva de Carvalho, o comandante operacional da ação dos militares, major à época. A nova edição é numerada, um total de 1974 exemplares – uma óbvia referência ao ano da Revolução. O que comprei tem o número 923. Os livros ajudam a encontrar uma referência que é uma marca da Revolução dos Cravos, a música. Uma delas é especifica sobre a música, e os seus autores: Os cantores de abril, editada, pela primeira vez, em 2000, à venda neste 25 de abril, na compra de um exemplar de Público, jornal portugês.

Entre as reedições publicadas, uma é o livro Livra-te do medo. Uma biografia do músico Zeca Afonso, de autoria do jornalista José A.Salvador. Zeca Afonso é o autor de Grândola,vila morena - -, a música-senha para o início da ação dos militares – gravada no disco Cantigas de Maio, de 1971.



A música, na verdade, serviu como uma segunda senha, para que as tropas fossem para as ruas. E, reconhecidamente, um hino à libertação, para os portugueses.

Para não despertar a reação dos que ainda apoiavam o regime português, a opção escolhida pelos militares para anunciar o início da movimentação foi

Portugal/LA ILUSIÓN DE LOS CLAVELES ANTE EL DIKTAT DE LA TROIKA

25 abril 2014, Gara http://www.naiz.info (Euskal Herria, País Basco)

La conmemoración del 40 aniversario de la «última revolución del siglo XX» en Europa llega a Portugal condicionada por tres años de sometimiento a las políticas de la Troika. En términos económicos, los ajustes han degradado las condiciones de vida. En política, la soberanía permanece secuestrada en manos de las instituciones financieras internacionales. «Grandola Vila Morena» es ahora un símbolo contra las medidas de austeridad.

Alberto Pradilla Lisboa

Pasaban unos minutos de la medianoche del 25 de abril de 1974 y Radio Renascença, una emisora católica portuguesa, daba la primera señal: la emisión de ``Grandola Vila Morena'', canción vetada por la dictadura, suponía la llamada acordada por el Movimiento de las Fuerzas Armadas (MFA) para levantarse contra el «Estado novo», el régimen fascista inaugurado en 1926. Aquel fue el punto de partida de una revolución incruenta y popular, que quedaría retratada como un clavel en la boca de un fusil pero que no solo quiso tumbar las estructuras impuestas por Antonio de Oliveira Salazar, el dictador muerto cuatro años antes, sino que abrió las perspectivas para un cambio mucho más profundo.

No se trataba solo del derecho al voto, sino que los denominados «capitanes de abril», encabezados por Otelo Saravia de Carvalho, llegaron a ver la posibilidad de una «vía portuguesa al socialismo», con medidas radicales de nacionalización de empresas y ampliación de los derechos sociales. No pudo ser. O, al menos, la idea original no llegó a completarse. Cuatro décadas después, son los mercados quienes imponen su ley en Portugal. Desde 2011, cuando la Troika (Comisión Europea, Banco Central Europeo y Fondo Monetario Internacional) aprobó un rescate de 78.000 millones de euros, la democracia es un concepto relativo, condicionado al pago de los intereses de la deuda. Además, garantías como la Seguridad Social, las pensiones o la educación y la sanidad públicas son desmanteladas por las obligaciones contraídas ante las instituciones financieras internacionales. Al mismo tiempo que las calles de Lisboa se engalanan con imágenes en blanco y negro de soldados y claveles y los festejos oficiales conviven con marchas reivindicativas más acordes con el espíritu de abril de 1974, los periódicos lusos llevan a portada los nuevos recortes propuestos por el FMI: rebaja del salario mínimo, reducción de las compensaciones por despidos ilegales y la eterna advertencia de que las jubilaciones no se

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Portugal/12 DE ABRIL : DIA NACIONAL DE LUTA DOS REFORMADOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS

10 abril 2014, Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos, MURPI http://www.murpi.pt (Portugal)


REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS


Dia Nacional de Luta dos Reformados, Aposentados e Pensionistas

A Direcção da Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos, MURPI decide convocar uma Acção Nacional de Luta dos reformados, aposentados e pensionistas para o próximo dia 12 de Abril.

Esta Acção Nacional tem como objectivo a realização de acções em diversos pontos do País, sendo desde já convocada para o dia 12 de Abril uma Marcha de reformados, aposentados e pensionistas a realizar em Lisboa, a partir da Praça do Município, com o seguinte lema: POR ABRIL/CONTRA OS ROUBOS NAS PENSÕES/MARCHA DE INDIGNAÇÃO E PROTESTO.

No 40º Aniversário da Revolução de Abril, numa situação de forte ofensiva deste Governo contra os rendimentos e as condições de vida dos reformados, o MURPI ao promover esta Acção Nacional de Luta pretende, não só reforçar e ampliar a luta travada por diversos sectores de reformados, dando mais força à sua indignação e protesto, como valorizar a unidade da sua luta contra os roubos das suas pensões e dos seus direitos sociais.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Portugal/ABRIL É O FUTURO*

27 fevereiro 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Os desencantos de hoje e respectivas frustrações nada têm a ver com o 25 de Abril. São fruto duma coligação de interesses e conjugação de factores internos e externos a jusante da essência e natureza dum sistema predador responsável pela miséria, pela fome e pela doença de milhões de seres humanos. Chama-se capitalismo. O mesmo sistema que, com a mentira, a ganância e o vírus mortal da austeridade está hoje a destruir as Liberdades e as Democracias e perigosamente a lançar as bases do recrudescimento duma extrema – direita fascista por diversos locais da Europa e do planeta.

1.-Deixai que me dirija em primeiro lugar à Direcção e restantes membros dos órgãos sociais desta casa para lhes dar os parabéns pelos 131 anos de vida da Voz do Operário.

Cento e trinta e um anos de sucesso ao serviço da educação e da cultura, do movimento associativo e do desporto, pugnando pela dignificação e elevação dos trabalhadores e dos seus associados.

É com grande satisfação, estamos certos, que aqui juntos – militantes da liberdade, da solidariedade e do progresso

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Portugal/CRISE, DESTRUIÇÃO E “CLASSE MÉDIA”



19 agosto 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Apesar de todas as dificuldades subjectivas, vivemos um tempo de fim de ciclo, respira-se um ambiente de imperiosa necessidade de superação de uma formação económico-social velha, caduca, por uma outra nova. A realidade não está inerte, movimenta-se no sentido da superação dos antagonismos estruturais do capitalismo, como o demonstra o aprofundamento da sua crise estrutural, agora chegando a todos os rincões da Terra, o que não acontecia na crise de 1929.

A recente agudização da crise política em Portugal, despoletada pelas demissões de Vítor Gaspar (1 de Julho) e de Paulo Portas no dia seguinte, demonstrou a incapacidade do PSD, PS e CDS apresentarem soluções para enfrentar a crise sistémica do capitalismo; que o Presidente da República se deixou capturar pelo PSD e aceita, passivamente, o papel de “verbo-de-encher” do governo de Passos Coelho; o primarismo dos comentários e comentadores políticos nos órgãos de comunicação social portugueses ditos de referência que, como habitualmente, fugiram das questões essenciais para se aterem à dissecação do jogo de intriga política e pessoal.

A insaciabilidade da banca, a destruição da economia, o desemprego, a extrema degradação das condições de vida da classe trabalhadora, particularmente dos reformados, os 4 mil mortos a mais no 1º semestre deste ano em relação a período idêntico de 2012 agora noticiado, a degradação do Serviço Nacional de Saúde, a perda generalizada de direitos sociais e laborais são tratados nos meios de comunicação social como sectores estanques, como se não fossem parte da longa e feroz ofensiva global do grande capital contra a classe trabalhadora.

A questão das políticas de classe, os interesses comuns que os três partidos da política de direita defendem,

terça-feira, 30 de abril de 2013

PORTUGAL 2013, O DIREITO À REBELIÃO



28 abril 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


O desemprego galopante, a miséria de centenas de milhares de famílias, numa sociedade onde a fome já é uma realidade, a convergência de uma multiplicidade de sofrimentos numa angústia colectiva anunciam a proximidade de uma situação de ruptura, num desembocar da indignação das massas.

A Assembleia da Republica, no dia 25 de Abril, tornou-se cenário de um espetáculo que foi ofensa ao povo português.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Portugal/O POVO POR ABRIL, AS TROIKAS CONTRA ELE



26 abril 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


É bem provável que em 39 anos passados desde 1974 nunca se tenha verificado um tão chocante fosso entre as comemorações populares e as comemorações “oficiais” do 25 de Abril como o que ficou este ano à vista, nomeadamente na intervenção de Cavaco Silva na Assembleia da República.