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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Brasil/POR QUE QUEREM ME CONDENAR -- Lula

18 outubro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.




Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial.
 Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e

terça-feira, 31 de março de 2015

Brasil/Dilma: Prefiro barulho da democracia ao silêncio oprimido da ditadura

31 março 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


No discurso de posse de Edinho Silva como novo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, nesta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff ressaltou que as liberdades de expressão e de imprensa são a grande conquista do processo de redemocratização do país.

Agência Brasil
“Desejo ao ministro Edinho imenso sucesso em suas novas funções. Vão lhe exigir muito trabalho, muita dedicação”, disse Dilma ao dar posse ao ministro Edinho Silva.

Ela salientou que a população deve ter o direito de criticar e de apoiar o governo sem consequências e sem repressão. “É preciso ter liberdade de ir às ruas reivindicar direitos ou simplesmente protestar. No Brasil, nós temos de saber conviver com isso”, destacou. “Tenho reiterado, em várias circunstâncias, que preferimos o barulho das vozes na democracia ao silêncio oprimido das falas escondidas nas ditaduras”,

sábado, 8 de novembro de 2014

Portugal/COMUNICAÇÃO SOCIAL E RECUPERAÇÃO CAPITALISTA*

7 novembro 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


No final da década de 80, com os governos do bloco central e de Cavaco Silva, deu-se um poderoso movimento de concentração da propriedade, levando a que meia dúzia de grandes grupos económicos tomasse conta de praticamente tudo o que é mais influente na imprensa, na rádio e na TV, e depois também na informação online. Quase tudo mudou. A autonomia jornalística foi drasticamente posta em causa, os critérios jornalísticos tornaram-se cada vez mais dependentes das «leis do mercado» e da busca do máximo lucro. Lucro este que, no caso da comunicação social, é financeiro mas também político e ideológico.

Comunicação social e recuperação capitalista têm sido duas realidades intimamente ligadas nos últimos 38 anos. A comunicação social dominante – isto é, a que é dominante na influência sobre a opinião pública e, simultaneamente, está nas mãos da classe dominante – tem constituído um apoio decisivo à política de recuperação capitalista, ao mesmo tempo que a recuperação capitalista se tem acentuado dentro da própria comunicação social, tanto em termos de natureza da propriedade e de lógica empresarial como do sentido da informação produzida.

Foi no final da década de 80, com os governos do bloco central e de Cavaco Silva, que se deu um poderoso movimento de concentração da propriedade, levando

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Festival de Veneza/Para Stone, rei Juan Carlos deveria se calar e ouvir Chávez




"Ele não é um ditador": No Festival de Veneza, Oliver Stone defende Chávez em filme (Foto AFP)

Madri, Espanha, 8 setembro 2009 (AFP) - O diretor americano Oliver Stone, que apresentou no Festival de Veneza um documentário sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que o rei Juan Carlos da Espanha deveria se calar e ouvir o chefe Estado venezuelano.

"Vosso rei deveria calar-se e escutar mais a Chávez", afirmou Stone em entrevista ao jornal El País.

O cineasta americano, que apresentou em Veneza o documentário "South of the Border" (Ao Sul da Fronteira), sobre as mudanças na América Latina depois da chegada ao poder de Chávez, fez referência assim ao famoso "por quê não te calas?", que o rei Juan Carlos disse ao presidente venezuelano na Cípula Iberoamericana de 2007.

Stone também recordou o ex-chefe de Governo conservador espanhol José María Aznar, que acusou de colaborar na tentativa de golpe de Estado contra Chávez em 2002.

"Aznar era muito ruim e ajudou a planejar o golpe de Estado na Venezuela", afirmou Stone, para quem "Chávez é um homem extraordinário que conseguiu reducir à metade a pobreza do país".

"Estou cansado da imprensa do meu país chamá-lo de ditador, porque ele não é", disse o cineasta.

Stone também negou uma perseguição na Venezuela à imprensa independente.

"Isto que você fala são besteiras, que censura à imprensa? Diga a seus colegas que viagem a estes países, Argentina, Nicarágua, Venezuela, e que depois contem", afirmou ao repórter.

"Não acredite no que lê na imprensa, nem na europeia nem na americana", declarou, antes de criticar a publicação que o entrevistava e afirmar que o El País é "o jornal com mais negatividade em relação a Chávez, muito mais que qualquer outro" e que "tudo é questão de interessess".

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Presidente deposto de Honduras chega ao Brasil pedindo reação contra governo golpista

11 agosto 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Alex Rodrigues, repórter

Brasília - Há 44 dias longe do cargo, o presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, chegou esta noite ao Brasil pedindo que os governos norte-americano e de países da América Latina adotem medidas mais enérgicas contra o grupo que assumiu o poder depois de ter liderado um golpe de Estado.

Afirmando que sua detenção por militares, em 28 de junho, e posterior deposição do cargo é “um delito que afeta a todo o Continente Americano”, Zelaya pede sobretudo aos Estados Unidos - com que Honduras mantém cerca de “70% de suas atividades econômicas, culturais, militares e políticas” - que demonstrem seu repúdio ao governo de Roberto Micheletti de forma mais dura.

“Reconhecemos o esforço norte-americano, mas cremos que as ações foram demasiadamente tíbias, não sendo suficientes. Consideramos que o presidente [Barack] Obama pode tomar medidas mais enérgicas nos aspectos econômicos, comerciais, migratórios e mesmo em relação a diversos tratados econômicos que têm com Honduras”, afirmou Zelaya.

Ele veio ao Brasil a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o receberá na tarde de amanhã (12), em Brasília. Diplomaticamente, o gesto do governo brasileiro demonstra o reconhecimento de Zelaya como o legítimo mandatário hondurenho. Ele foi recebido, em Brasília com cerimonial reservado aos chefes de governo.

“Meu encontro com o presidente Lula e com o [ministro das Relações Exteriores] chanceler Celso Amorim é precisamente para tratarmos de uma estratégia para que as medidas contra o regime golpista sejam mais enérgicas, tanto as medidas norte-americanas quanto as latino-americanas”, disse, logo após pousar na Base Aérea de Brasília, a bordo de um jato Falcon 50, de registro venezuelano.

Zelaya também agradeceu à “firmeza com que Lula e Amorim, além de movimentos sociais e setores da imprensa brasileira, condenaram o golpe de Estado em Honduras”, um delito que, para ele, deve ser considerado um crime contra a humanidade.

“O povo hondurenho completa hoje mais de 40 dias de resistência cívica pacífica. Ele foi duramente reprimido, há uma dúzia de assassinatos, mais de mil presos políticos em todo o país. Há tortura e a liberdade de imprensa foi suprimida. O povo sofreu primeiro com o golpe de Estado e agora com a instalação de uma ditadura”, comentou o hondurenho. “Não há, no âmbito internacional, legislação específica sobre golpes de Estado e o Brasil é um dos países dispostos a lutar pela tipificação de golpes de Estado como um delito de lesa-humanidade”, disse.