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segunda-feira, 6 de abril de 2015

FEUDALISMO FINANCEIRO

29 março 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

24/3/2015, Dmitry Orlov*Club Orlov

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Era uma vez, há muito, muito tempo, quanto todas as partes mais densamente ocupadas do mundo tinham uma coisa que se chamava “feudalismo”. Era um modo de organizar hierarquicamente a sociedade. Tipicamente, no topo ficava um soberano (rei, príncipe, imperador, faraó, combinado com alguns altos sacerdotes). Abaixo do soberano havia vários estratos de nobres, com títulos hereditários. Abaixo dos nobres vinham os plebeus, que também herdavam o seu lugar na vida, fosse um pedaço de terra sobre o qual se sangravam de tanto trabalhar, ou o direito de trabalhar em algum tipo de oficina de produção ou comércio, no caso de artesãos e mercadores. Todos aí eram fixados às respectivas posições por laços de fidelidade, impostos e deveres consuetudinários: impostos e deveres consuetudinários fluíam de baixo para cima na pirâmide social, e privilégios e proteção, de cima para baixo.

Foi sistema notavelmente resiliente, que se autoperpetuava, largamente baseado no uso da terra e de outros recursos renováveis, todos, de fato, movidos a energia solar. A riqueza era basicamente derivada da terra e dos vários usos da terra. Aí abaixo, está um organograma simplificado da muito estimada ordem de uma sociedade medieval.


O feudalismo foi sistema de estado essencialmente estável. As pressões propulacionais eram aliviadas principalmente por emigração, guerra, pestes e, falhando todas as anteriores, fomes gerais periódicas. Vez ou outra, guerras de conquista abriam novas vias temporárias para que houvesse crescimento econômico, mas dado que terra e sol são finitos, a coisa resultava, mesmo,

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Festival de Veneza/Para Stone, rei Juan Carlos deveria se calar e ouvir Chávez




"Ele não é um ditador": No Festival de Veneza, Oliver Stone defende Chávez em filme (Foto AFP)

Madri, Espanha, 8 setembro 2009 (AFP) - O diretor americano Oliver Stone, que apresentou no Festival de Veneza um documentário sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que o rei Juan Carlos da Espanha deveria se calar e ouvir o chefe Estado venezuelano.

"Vosso rei deveria calar-se e escutar mais a Chávez", afirmou Stone em entrevista ao jornal El País.

O cineasta americano, que apresentou em Veneza o documentário "South of the Border" (Ao Sul da Fronteira), sobre as mudanças na América Latina depois da chegada ao poder de Chávez, fez referência assim ao famoso "por quê não te calas?", que o rei Juan Carlos disse ao presidente venezuelano na Cípula Iberoamericana de 2007.

Stone também recordou o ex-chefe de Governo conservador espanhol José María Aznar, que acusou de colaborar na tentativa de golpe de Estado contra Chávez em 2002.

"Aznar era muito ruim e ajudou a planejar o golpe de Estado na Venezuela", afirmou Stone, para quem "Chávez é um homem extraordinário que conseguiu reducir à metade a pobreza do país".

"Estou cansado da imprensa do meu país chamá-lo de ditador, porque ele não é", disse o cineasta.

Stone também negou uma perseguição na Venezuela à imprensa independente.

"Isto que você fala são besteiras, que censura à imprensa? Diga a seus colegas que viagem a estes países, Argentina, Nicarágua, Venezuela, e que depois contem", afirmou ao repórter.

"Não acredite no que lê na imprensa, nem na europeia nem na americana", declarou, antes de criticar a publicação que o entrevistava e afirmar que o El País é "o jornal com mais negatividade em relação a Chávez, muito mais que qualquer outro" e que "tudo é questão de interessess".