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segunda-feira, 6 de abril de 2015

FEUDALISMO FINANCEIRO

29 março 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

24/3/2015, Dmitry Orlov*, Club Orlov

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Era uma vez, há muito, muito tempo, quanto todas as partes mais densamente ocupadas do mundo tinham uma coisa que se chamava “feudalismo”. Era um modo de organizar hierarquicamente a sociedade. Tipicamente, no topo ficava um soberano (rei, príncipe, imperador, faraó, combinado com alguns altos sacerdotes). Abaixo do soberano havia vários estratos de nobres, com títulos hereditários. Abaixo dos nobres vinham os plebeus, que também herdavam o seu lugar na vida, fosse um pedaço de terra sobre o qual se sangravam de tanto trabalhar, ou o direito de trabalhar em algum tipo de oficina de produção ou comércio, no caso de artesãos e mercadores. Todos aí eram fixados às respectivas posições por laços de fidelidade, impostos e deveres consuetudinários: impostos e deveres consuetudinários fluíam de baixo para cima na pirâmide social, e privilégios e proteção, de cima para baixo.

Foi sistema notavelmente resiliente, que se autoperpetuava, largamente baseado no uso da terra e de outros recursos renováveis, todos, de fato, movidos a energia solar. A riqueza era basicamente derivada da terra e dos vários usos da terra. Aí abaixo, está um organograma simplificado da muito estimada ordem de uma sociedade medieval.


O feudalismo foi sistema de estado essencialmente estável. As pressões propulacionais eram aliviadas principalmente por emigração, guerra, pestes e, falhando todas as anteriores, fomes gerais periódicas. Vez ou outra, guerras de conquista abriam novas vias temporárias para que houvesse crescimento econômico, mas dado que terra e sol são finitos, a coisa resultava, mesmo,

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

CAUSAS DA DEGRADAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM PORTUGAL

24 fevereiro 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Eugénio Rosa*


A degradação crescente dos serviços públicos prestados à população é visível já para a opinião pública. Cerca de 1.700.000 portugueses estão sem médico de família reconheceu o próprio ministro da Saúde já em 2011. Nos hospitais, o número de mortes por falta de assistência médica multiplicam-se e diretores de serviço de vários hospitais (S. João, Amadora-Sintra, Santa Maria) demitem-se por falta de condições de trabalho. Enfermeiros e Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica fazem greve devido à falta de condições de trabalho e a insuficiência de profissionais face à carga de trabalho. Nas escolas, onde já faltam 6.000 auxiliares de educação, os que estão em funções fazem greve por melhores condições de trabalho. No IMT, por falta de funcionários, chega-se a levar cerca de um ano para renovar uma simples carta de condução.

Os sindicatos da Função Pública decidem realizar uma greve nacional dos trabalhadores da Função Pública no dia 13 de Março 2015 em defesa dos serviços públicos prestados à população e

quarta-feira, 26 de março de 2014

Cabo Verde tinha 222 estabelecimentos hoteleiros em 2013

26 março 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Cabo Verde dispunha em 2013 de 222 estabelecimentos hoteleiros, um acréscimo de 7,2% relativamente às unidades existentes no final de 2012, de acordo com o inventário anual realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Divulgado segunda-feira na Praia, o inventário anual acrescenta que aquele conjunto de estabelecimentos dispunha de 9 mil quartos e

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Número de empresas em Cabo Verde atingiu 9736 em 2012



11 outubro 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O número de empresas em Cabo Verde aumentou 11% entre 2007 e 2012 de 8714 para 9736, de acordo com os dados preliminares do 4º recenseamento empresarial quinta-feira divulgados na Praia pelo Instituto Nacional de Estatística.

O presidente do Instituto Nacional de Estatística, António Duarte, adiantou que a maior parte das empresas fica localizada

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

OCULTANDO A DEPRESSÃO ECONÔMICA COM CONVERSA FIADA – COMO O GOVERNO DOS EUA MANIPULA AS ESTATÍSTICAS



5 agosto 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Por Paul Craig Roberts*

A decadência da falida cidade de Detroit. O tempo está a esgotar-se para a economia e o povo americano. A imprensa financeira e os comentadores económicos, com poucas exceções, fazem um bom trabalho ao esconder este facto do público.

Considere por exemplo à conversa fiada sobre a "estimativa antecipada" da taxa de crescimento real do PIB para o segundo trimestre anunciada em 31 de Julho. A taxa anual de crescimento de 1,7% do PIB real para o segundo trimestre de 2013 foi apresentada de modo optimista como uma aceleração do PIB real em relação à taxa de crescimento de 1,1% do primeiro trimestre. Contudo, a razão para a "aceleração" no crescimento é que a estimativa do primeiro trimestre foi revista baixando de 1,8% para 1,1%. A taxa de crescimento do PIB real do segundo trimestre também é sujeita a estimativas revistas. Mais provavelmente,

terça-feira, 30 de julho de 2013

Moçambique/Explorações agro-pecuárias ascedem a quarto milhões



26 julho de 2013, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Moçambique possui cerca de 3,83 milhões de explorações agro-pecuárias. Destas, cerca de 99 por cento são classificadas como pequenas explorações, que cultivam 96,4 por cento de um total de cerca de 5,6 milhões de hectares cultivados em Moçambique.

Cerca de 2 por cento da área total é cultivada pelas médias explorações,

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Moçambique /Perfil do Desenvolvimento Humano: INE reporta crescimento assinalável nas províncias



26 abril 2013, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O Instituto Nacional de Estatística (INE) realizou recentemente um estudo visando examinar o perfil e as variações do índice de desenvolvimento humano (IDH) da população moçambicana, Reportando ao período que vai de 1997 a 2011.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Trocas comerciais entre a China e a CPLP em recuperação após início do ano em quebra

Macau, China, 7 setembro 2009 – Depois de terem atingido em 2008 um recorde absoluto, as trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa recuaram no primeiro semestre, mas nos meses mais recentes já dão sinais de recuperação.

De acordo com as estatísticas dos Serviços da Alfândega da China a que o macauhub teve acesso, entre Janeiro e Junho as trocas comerciais entre a China e países lusófonos caíram 35 por cento em relação ao primeiro semestre de 2008, para 23.522 milhões de dólares, com Angola e Brasil a registarem as maiores quebras e Timor-Leste e Guiné-Bissau os maiores aumentos.

A crise económica e financeira internacional teve entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2009 um impacto muito negativo no preço das matérias-primas, que são a base das trocas chinesas com o mercado angolano ou o brasileiro, os dois mais importantes para o gigante lusófono entre os “oito”.

Com um crescimento superior a 66 por cento, as trocas comerciais ficaram em 2008 acima dos 77 mil milhões de dólares, e já este ano a China tornou-se no maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos.

Graças aos recordes de preço de matérias-primas energéticas, como o petróleo, ou agrícolas, como a soja, nos mercados de “commodities” ao longo de 2008, veio justamente de Angola e Brasil o principal impulso para as trocas no espaço sino-lusófono, permitindo ultrapassar antecipadamente a meta definida para 2009: 50 mil milhões de dólares.

Os Serviços da Alfândega da China indicam que, até Junho, a maior descida entre os diversos fluxos e países registou-se nas exportações de Angola para o gigante asiático: menos 63,9 por cento, para 4,4 mil milhões de dólares.

As exportações da China para Angola cresceram 17 por cento, para 1,37 mil milhões de dólares, situando-se a quebra nas trocas bilaterais em 56,8 por cento, para os 5,77 mil milhões.

No caso do Brasil, a quebra ascendeu a 23,3 por cento, para 16,52 mil milhões de dólares, com as exportações da China a recuarem 40,1 por cento e as importações 12,5 por cento, para 11,45 mil milhões de dólares.

Também as trocas com Portugal evoluíram negativamente, mas bem mais ligeiros 9,1 por cento, para 1,04 mil milhões de dólares, com as importações da China a subirem 21,7 por cento e as exportações a perderem 14 por cento.

Em relação a todos os outros mercados, mais pequenos, a variação foi positiva, e nalguns casos de grande expansão.

Timor-Leste, por exemplo, regista uma variação positiva de 119,6 por cento no primeiro semestre, para 6,43 milhões de dólares, com as exportações da China a crescerem 119,5 por cento.

O comércio com a Guiné-Bissau expandiu-se 43,4 por cento, sobretudo graças ao comportamento das exportações da China, enquanto que Cabo Verde regista uma subida de 29,8 por cento nos seis primeiros meses do ano.

Mais ligeiras são as subidas nas trocas com São Tomé Príncipe (2,1 por cento) e Moçambique (6,2 por cento).

O mercado moçambicano continua a ser o quarto mais importante para a China no espaço lusófono, com trocas avaliadas em 169,9 milhões de dólares e as exportações chinesas a crescerem mais de 30 por cento.

O total do primeiro semestre nas trocas sino-lusófonas representa uma redução de 12.583 milhões de dólares face ao mesmo período de 2008 (36.105 milhões de dólares). No total, as importações da China somaram 16.082 milhões de dólares, menos 37 por cento, e as exportações 7.440 milhões de dólares, menos 31 por cento.

As estatísticas alfandegárias revelam que em Junho, quer as importações, quer as exportações estavam em franca recuperação.

O valor apurado em Junho - 5.603 milhões de dólares - representa um aumento de 807 milhões de dólares, 17 por cento, face ao mês anterior (4.796 milhões de dólares).

As importações subiram 20 por cento face ao mês de Maio, enquanto as exportações da China para os países lusófonos ganhavam 9 por cento.

Entre 2003 e 2006, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos mais do que triplicaram, para um total de 34 mil milhões de dólares no final de 2006.

Em 2007, o aumento homólogo ficou-se pelos 46,9 por cento, e no ano passado acelerou para 66 por cento. (macauhub)