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domingo, 25 de setembro de 2016

Portugal/O GOLPE EM CURSO

15 setembro 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Carlos Carvalhas

Há um golpe em curso. 

Como no Brasil não se trata de um golpe militar, mas um golpe de pantufas, lento, burocrático, hipócrita. 

A opinião pública vem há muito a ser preparada e intoxicada para o aceitar, designadamente através dos meios de comunicação oficiais com destaque para a RTP. 

O país está em estagnação desde que o Euro entrou em circulação. Com o governo PSD /CDS a economia afundou-se, o PIB teve uma queda histórica, bem como o investimento público e

terça-feira, 22 de setembro de 2015

OS BANCOS PREPARAM A PRÓXIMA CRISE GLOBAL

13 setembro 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Por Susan George, no site Outras Palavras:

Sempre otimista, não acreditei que os bancos sairiam da crise de 2007 a 2008 mais fortes que antes, sobretudo em termos políticos. É verdade que alguns pagaram multas que os fizeram cambalear -- um total de 178 bilhões de dólares para os bancos norte-americanos e europeus -- mas consideram que tais desembolsos são “o preço de fazer negócios”. Nenhum líderes do setor que quebrou a economia mundial passou uma só noite na prisão, nem teve que pagar, pessoalmente, uma única multa.

Ainda não superamos os efeitos do terremoto financeiro vivido em 2007-2008, mas os políticos e os próprios banqueiros já estão preparando o cenário para a próxima crise. Estudos matemáticos mostraram a densa teia interconectada dos atores financeiros mundiais, na qual a falha de um deles poderia desencadear o colapso de todos. Nos colocaram no fio da navalha, e temos boas razões para ser pessimistas:

-- Os governos e as instituições financeiras internacionais não demonstraram nenhuma intenção de regular os bancos, o que nos expõe ao perigo de ter que suportar uma repetição da jogada. Os bancos e os banqueiros não só são grandes demais para falir -- ou para ser presos --, mas também para ser desafiados. Por isso, permitem-se

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Portugal/O CRESCIMENTO ECONÓMICO É ANÉMICO, MAS AINDA ASSIM DEVE-SE AO CONSUMO

21 agosto 2015, ODiario.info httpː//www.odiario.info (Portugal)

Eugénio Rosa

Uma das teorias mais matraqueadas pela “troika”, pelo governo e pelos seus “papagaios” na comunicação social é que a recuperação da economia só seria possível através do aumento das exportações e nunca pelo crescimento do consumo interno. Cortam nos salários, nas pensões, e na despesa pública essencial, porque isso reduziria o consumo e aumentaria a competitividade da economia e as exportações. Mas a verdade é que o anémico crescimento económico verificado se deve ao aumento da procura interna, e não da procura externa, desdizendo o governo e a “troika”. É o próprio INE a afirmar isso.



sexta-feira, 17 de julho de 2015

'POLÍTICA IMPOSTA PELA ALEMANHA É CRIME CONTRA A HUMANIDADE'

15 julho 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)


Sujeitar o povo a condições de asfixia -- criando premeditadamente as condições para uma catástrofe humanitária -- viola todas as convenções internacionais.

InfoGrécia

A poucas horas da votação das medidas prévias de austeridade, a presidente do Parlamento grego voltou a apelar ao Governo para que não aceite a chantagem dos credores para um acordo em que já nem o FMI acredita. Leia aqui o discurso de revolução no sistema financeiro mundial”. É o que defende Maria Lucia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal, que fez parte, no início do ano, das primeiras atividades da comissão internacional que realizou a auditoria da dívida grega, a convite da presidente do Parlamento grego, Zoe Konstantopoulouna semana passada a justificar a abstenção na proposta, traduzido pelo blogue Aventar.

«Minhas senhoras e senhores, caros colegas,

Nos momentos como este, devemos agir e falar com sinceridade institucional e coragem política. Devemos assumir, cada um, a responsabilidade que nos cabe.

Protegendo, como a nossa consciência nos obriga, as causas justas e os direitos sagrados, invioláveis e não negociáveis do nosso povo e da nossa sociedade.

Salvaguardando a herança legada por aqueles que deram a sua vida e a sua liberdade para que hoje possamos ser livres.

Preservando a herança das novas gerações e das vindouras, bem como a civilização humana, o mesmo acontecendo com os valores inalienáveis que caracterizam e dão sentido à nossa existência individual e colectiva.

O modo como cada um opta por decidir e agir pode variar, mas ninguém tem o direito de zombar, degradar, denegrir ou usar com uma finalidade política as decisões emanadas de um processo e de uma decisão difícil e consciente, intimamente ligados ao

'REVELAR ORIGEM DA DÍVIDA GREGA PROVOCARIA REVOLUÇÃO FINANCEIRA MUNDIAL'

15 julho 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)

Vanessa Martina Silva -- Opera Mundi


Membro da comissão que auditou parte da dívida pública grega, Maria Lúcia Fattorelli questiona: é 'rídiculo' culpar Atenas pela crise europeia

A pressão realizada pelos credores europeus para que a Grécia aceitasse o acordo para um resgate financeiro foi, na verdade, uma tentativa de impedir que se conheçam as origens “ilegais e ilegítimas” da dívida, uma vez que isso provocaria “uma revolução no sistema financeiro mundial”. É o que defende Maria Lucia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal, que fez parte, no início do ano, das primeiras atividades da comissão internacional que realizou a auditoria da dívida grega, a convite da presidente do Parlamento grego, Zoe Konstantopoulou.

As conclusões iniciais a que o levantamento, do qual Fattorelli fez parte nas primeiras sete semanas de investigação, revelam que “os mecanismos inseridos nesses acordos [de resgate do país] eram para beneficiar os bancos e não a Grécia. (…) A questão é: por que eles [troika] têm que jogar tão pesado?”. Ela responde: “Porque a Grécia pode revelar o que está por trás. A tragédia da Grécia esconde o segredo dos bancos privados. Ela poderia colocar a nu as estratégias utilizadas para salvar bancos e colocar em risco

O ATAQUE FINANCEIRO À GRÉCIA – Para onde vamos a partir daqui?

13 julho 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Michael Hudson

O maior problema financeiro que dilacerou economias ao longo do século passado estava mais do lado da dívida oficial inter-governamental do que do da dívida do sector privado. Eis porque a economia global de hoje enfrenta uma ruptura semelhante à de 1929-31, quando ficou evidente que o volume de dívidas oficiais inter-governamentais não podia ser reembolsado. O Tratado de Versalhes impôs reparações impossíveis à Alemanha e os Estados Unidos impuseram exigências igualmente destrutivas aos Aliados quanto ao pagamento de dívidas [pelo fornecimento] de armas utilizadas na I Guerra Mundial. [1] 

Há procedimentos legais bem estabelecidos para enfrentar bancarrotas corporativas e pessoais. Tribunais cancelam parcialmente (write down) dívidas de pessoas e de negócios tanto sob o procedimento "devedor no controle" como pelo arresto e os credores assumem uma perda sobre empréstimos que correram mal. A bancarrota pessoal permite a indivíduos retomarem a vida.

É muito mais difícil cancelar parcialmente dívidas possuídas ou garantidas por governos. A dívida de empréstimos a estudantes dos EUA não pode ser anulada, mas permanece de modo a impedir os diplomados de ganharem o suficiente para terem um salário líquido (depois de o serviço da dívida e a retenção na fonte da contribuição para a Segurança Social ser deduzida dos seus cheques de pagamento) de modo a casarem, constituírem família e comprarem casas para

terça-feira, 14 de julho de 2015

O ATAQUE FINANCEIRO À GRÉCIA– Para onde vamos a partir daqui?

13 julho 2015, Resistir.info resistir.info (Portugal)

por Michael Hudson

O maior problema financeiro que dilacerou economias ao longo do século passado estava mais do lado da dívida oficial inter-governamental do que do da dívida do sector privado. Eis porque a economia global de hoje enfrenta uma ruptura semelhante à de 1929-31, quando ficou evidente que o volume de dívidas oficiais inter-governamentais não podia ser reembolsado. O Tratado de Versalhes impôs reparações impossíveis à Alemanha e os Estados Unidos impuseram exigências igualmente destrutivas aos Aliados quanto ao pagamento de dívidas [pelo fornecimento] de armas utilizadas na I Guerra Mundial. [1]

Há procedimentos legais bem estabelecidos para enfrentar bancarrotas corporativas e pessoais. Tribunais cancelam parcialmente (write down) dívidas de pessoas e de negócios tanto sob o procedimento "devedor no controle" como pelo arresto e os credores assumem uma perda sobre empréstimos que correram mal. A bancarrota pessoal permite a indivíduos retomarem a vida.

É muito mais difícil cancelar parcialmente dívidas possuídas ou garantidas por governos. A dívida de empréstimos a estudantes dos EUA não pode ser anulada, mas permanece de modo a impedir os diplomados de ganharem o suficiente para terem um salário líquido (depois de o serviço da dívida e a retenção na fonte da contribuição para a Segurança Social ser deduzida dos seus cheques de

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O QUE A GRÉCIA ENSINA AO BRASIL?

7 julho 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Qualquer comparação entre distintas realidades nacionais nasce morta se omitidas ou negligenciadas as realidades concretas, mas a pátria do Syriza também traz lições universais.

Por BrenoAltman*, no Opera Mundi

Estratégias de mudanças sem conflito são eficazes apenas em períodos de bonança, quando a interseção entre transformação e paz se amplia porque o Estado tem mais recursos para investir na melhoria da vida dos pobres sem afetar a fortuna e os interesses dos ricos.

Nas épocas de escassez, esta zona de conforto desaparece.

Somente há mudanças se houver conflito, o instrumento político pelo qual a sociedade distribui renda, poder e riqueza.

Se a regra central for

terça-feira, 23 de junho de 2015

RELATÓRIO PRELIMINAR DO COMITÊ DA DÍVIDA GREGA

junho 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

17/6/2015, Tyler Durden* – Zero Hedge
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

O que a Troika exige receber da Grécia é “dívida ilegal, ilegítima e odiosa”

Em abril desse ano, lembrei-me de um postado que publicamos em abril de 2011, no qual se define o conceito de Dívida Odiosa, conceito que começa assim:

Dívida Odiosa  Na lei internacional, Dívida Odiosa é conceito pelo qual a lei afirma que não é exigível a dívida assumida por governo cujos objetivos não servem aos melhores interesses de um país. A doutrina entende que essas são dívidas que o governo assumiu, não o Estado. Em alguns aspectos, é conceito análogo ao que afirma que não são válidos contratos assinados sob coerção (...). A doutrina foi formalizada em tratado de 1927, por Alexander Nahum Sack, teórico da legislação internacional, russo emigrado, baseado em precedentes do século 19 sobre dívidas feitas pelo regime do Imperador Maximiliano, que o governo do México repudiou; e dívidas que o regime espanhol fizera em Cuba, as quais foram declaradas não exigíveis, pelos EUA (...).

Previmos então que, mais cedo ou mais tarde, esse termo legal seria aplicável à Grécia, porque meses antes (8/4/2015) a deputada grega Zoé Konstantopoulou, presidente do Parlamento grego e membro do SYRIZA, anunciara que acabava de instalar uma nova Comissão da Verdade sobre a Dívida Pública, cujo objetivo era investigar o quanto daquela dívida seria “ilegal, com vistas a cancelar partes da dívida grega, ou toda ela”.

Há alguns momentos, aquela Comissão do Parlamento Grego distribuiu umrelatório preliminar [ing. e gr.]. E aqui vai a conclusão daquele relatório:

Todas as provas que reunimos nesse relatório mostram que a Grécia

ARGENTINA, GRECIA Y EL CHANTAJE FINANCIERO

21 de junio de 2015,  La Jornada http://www.jornada.unam.mx (México)

La presidenta de Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, refrendó ayer la decisión de su gobierno de no pagar la deuda que reclaman los llamados fondos buitre, tenedores de bonos de deuda del país austral que no aceptaron los términos en los que el débito fue renegociado en 2005 y 2010.

Debe recordarse que Argentina alcanzó, en esos años, acuerdos con la gran mayoría de sus acreedores para restructurar los pasivos externos y en ese proceso logró importantes reducciones de los montos a pagar. En ese entonces algunos especuladores internacionales compraron una pequeña fracción de los títulos de deuda al 10 por ciento de su valor, para posteriormente desconocer las renegociaciones y se acogieron a instancias judiciales estadunidenses para exigir a Buenos Aires el pago de 100 por ciento del valor nominal de tales bonos, unos mil 300 millones de dólares.

La Suprema Corte de Justicia de Estados Unidos, por su parte, tomó partido y decidió proteger a una porción minoritaria de acreedores de Argentina; sumó con ello un factor de inestabilidad a la economía mundial por cuanto puso a la nación rioplatense en un virtual incumplimiento de pagos –si bien en esta ocasión no se debe a la falta de recursos, sino a una decisión judicial– y sentó, de paso, un precedente nefasto para la

segunda-feira, 22 de junho de 2015

CUMBRE DE LOS PUEBLOS: DECLARACIÓN DE BRUSELAS

17 junho 2015, ADITAL Agencia de Información Fray Tito para América Latina (Brasil)



Nosotros y nosotras, parlamentarios, intelectuales, y luchadores sociales, provenientes de América Latina y El Caribe y de Europa, reunidos en la ciudad de Bruselas, Bélgica, el 10 de junio de 2015, en la Cumbre de los Pueblos paralela a Cumbre CELAC-UE, proclamamos:

El rechazo a la ofensiva del capital, en la llamada Doctrina Obama, que enmarca las nuevas reacciones del imperialismo a través de una geopolítica del miedo, que amenaza en términos políticos, económicos y sociales a todo el mundo y particularmente a los pueblos y fuerzas insurgentes de Nuestra América y Europa, sacrificados a la lógica de los ajustes neoliberales, ejemplificado en el proceso de Grecia, a quién expresamos nuestra solidaridad por su resistencia a los ajustes, como han sido afrontados por las sociedades de América Latina.
Condenamos la tergiversación y la manipulación de los poderes mediáticos sobre los procesos de cambio en América Latina y las luchas de las fuerzas progresistas en Europa.

Denunciamos la agresión imperial desarrollada en forma ininterrumpida desde hace quince años, a través de una feroz campaña, de parte de la prensa al servicio de la reacción internacional contra Venezuela, que ha sido sometida a una guerra económica sin cuartel, por medio, del acaparamiento, de los sobreprecios y precios de transferencia aplicados por las trasnacionales, los incidentes violentos que generaron 43 muertos y centenares de heridos, entre los meses de febrero y abril de 2014, buscando socavar la credibilidad y el papel histórico que juega la patria de Bolívar.

Rechazamos enérgicamente una intervención militar foránea o un golpe de Estado, estimulado y amparado por la extrema derecha nacional e internacional, y la

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Portugal/O mito da redução da TSU para acabar com o trabalho precário e o novo contrato do PS (?) para facilitar o despedimento individual

17 maio 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Eugénio Rosa*

No chamado relatório "Uma Década para Portugal"   feito a pedido de António Costa existem medidas que merecem uma reflexão e um debate objetivo e sereno até para ficar claro para os portugueses as suas consequências no caso de serem implementadas. 

Como já referimos, a redução das contribuições patronais para a Segurança Social (TSU) , ou seja, dos "custos do trabalho", é uma das medidas que tem sido objeto de maior debate no espaço público, e tem sido defendida por economistas neoliberais como forma de promover a competitividade e o investimento, e de criar emprego. 

João Galamba, um dos doze economistas que elaborou o relatório, que se assume como não neoliberal, num artigo publicado no Diário Económico de 11/5/2015 procurou responder a um artigo nosso onde provamos, utilizando dados do INE sobre a estrutura de custos das empresas não financeiras, que a descida da TSU não teria quaisquer efeitos

sábado, 21 de março de 2015

Portugal/AS DIVIDAS À SEGURANÇA SOCIAL DISPARAM, AS PRESTAÇÕES SOCIAIS BAIXAM, O GOVERNO INCENTIVA O INCUMPRIMENTO

18 março 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

Apesar do esforço do governo para ocultar uma situação que tem efeitos graves na sustentabilidade da Segurança Social, é possível concluir que, com a “troika” e o governo PSD/CDS, as dívidas à Segurança Social dispararam. E o que o Governo oculta são os grandes devedores



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

CAUSAS DA DEGRADAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM PORTUGAL

24 fevereiro 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Eugénio Rosa*


A degradação crescente dos serviços públicos prestados à população é visível já para a opinião pública. Cerca de 1.700.000 portugueses estão sem médico de família reconheceu o próprio ministro da Saúde já em 2011. Nos hospitais, o número de mortes por falta de assistência médica multiplicam-se e diretores de serviço de vários hospitais (S. João, Amadora-Sintra, Santa Maria) demitem-se por falta de condições de trabalho. Enfermeiros e Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica fazem greve devido à falta de condições de trabalho e a insuficiência de profissionais face à carga de trabalho. Nas escolas, onde já faltam 6.000 auxiliares de educação, os que estão em funções fazem greve por melhores condições de trabalho. No IMT, por falta de funcionários, chega-se a levar cerca de um ano para renovar uma simples carta de condução.

Os sindicatos da Função Pública decidem realizar uma greve nacional dos trabalhadores da Função Pública no dia 13 de Março 2015 em defesa dos serviços públicos prestados à população e

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

EUROPA CAMINHA, TRÔPEGA, RUMO À ANGÚSTIA E À GUERRA

2 fevereiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Pepe Escobar*, Russia Today - RT, Moscou

A Europa, que a União Europeia supostamente representa, está combatendo guerra dupla, que pode devastá-la a ponto de a tornar irreconhecível – contra a Grécia, dentro das suas fronteiras europeias, e contra a Rússia, na Ucrânia.

Uma exposição em Roma não poderia ser mais clara expressão – perfeito acaso de viagem – do zeitgeist: “A Era da Angústia – de Cômodo a Diocleciano” [orig. The Age of Anxiety – from Commodus to Diocletian. Ora, os imperadores romanos mal imaginariam que a coisa poderia ficar muito pior em tempos de União Europeia (UE).

encontro impressionantemente tenso entre o presidente do EUROGROUP, Jeroen Dijsselbloem, e o novo ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis demarcou o campo de batalha: a UE não aceitará uma Grécia “unilateral”; e a Grécia não aceitará uma extensão do “resgate” ou os diktats da troika (UE, Banco Central Europeu, FMI).

Desse material se fazem as lendas. Depois de ter dito que nada-de-conversa com a “troika” – em termos de terrorismo-econômico-nunca-mais – ao final da conferência de ambos com a imprensa em Atenas, Dijsselbloem murmurou algo no ouvido do ministro grego, que funcionários gregos interpretaram ao estilo Pulp Fiction como “Eu-medieval, você vai ver é no seu traseiro”. Vídeo a seguir:


Assim sendo, agora é Atenas contra os Masters of the Universe (setor UE). Observadores independentes seriam tentados a ver a coisa como um Perseu pós-moderno tentando derrotar a UE-Medusa – um monstro tão assustador que

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

DRAGUI, OU O FRACASSO DA EUROPA

10 setembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Juan Torres López

Quando há pouco mais de dois anos Mario Dragui acabou com a especulação que fazia subir tão perigosamente o prémio de risco de vários países europeus, dentre eles a Espanha, foi aclamado como um herói ao conseguir travá-la com uma simples frase:  "Farei o que for necessário para salvar o euro, e será suficiente". Escrevi neste mesmo diário que em lugar de aplauso merecia ser processado porque acabava de demonstrar que o Banco Central Europeu podia ter evitado o custo financeiro tão impressionante que se estava a gerar para os governos e que toda a Europa se encaminhasse de novo para a recessão e a crise ( Dragui debe ser procesado ).

Agora torna a passar-se praticamente o mesmo. Aplaudem Dragui e o BCE por ser valente e colocar as taxas de juro num nível histórico, supondo que assim vão facilitar que o crédito flua finalmente às empresas e que isso permita levantar a economia europeia. Mas mais uma vez se vão equivocar aqueles que tenham a ingenuidade de acreditar que as coisas vão ser assim.

Na realidade, esta medida in extremis do BCE é a manifestação palpável do seu fracasso e o de toda a Troika na hora de

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Portugal/RESPOSTAS ÀS PERGUNTAS FEITAS PELO SEMANÁRIOEXPRESSO – mas este diz que não as recebeu e por isso não publica(ou)

2 junho 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Eugénio Rosa*

Em 26 de Maio de 2014, recebi do Expresso um email a solicitar a minha participação num artigo que o semanário estava a preparar sobre o livro de Thomas Piketty, "Capital no século XXI", com cinco perguntas para eu responder. E pedia-me o envio das respostas até 4ª feira (28 de Maio) por correio eletrónico, o que fiz, cumprindo assim o prazo estabelecido. Como não recebesse a confirmação da receção das minhas respostas, apesar de ter solicitado, enviei nova mensagem pedindo uma resposta, tendo só então sido informado que não tinham recebido as minhas respostas (!!!) e que por isso não tinham sido incluídas no artigo do Expresso, e não seriam publicadas. Para que os leitores possam ler e avaliar as respostas às perguntas feitas pelo semanário Expressoque não serão publicadas na edição de 31/05/2014 decidi divulgá-las, até porque é previsível que no Expresso do próximo sábado serão publicadas opiniões diferentes sobre as mesmas questões e, assim, os leitores interessados no contraditório, essencial para uma informação objetiva, poderão confrontá-las.

1º PERGUNTA FEITA PELO EXPRESSO : A principal contradição do capitalismo (pág. 571 do livro de Piketty) faz sentido? É de esperar que se mantenha no futuro?

RESPOSTA QUE O EXPRESSO AFIRMA NÃO TER RECEBIDO. O agravamento da desigualdade na repartição do rendimento entre o Capital e o Trabalho, que tem aumentado ao longo dos anos, e que se agravou com o domínio do capital financeiro, facilitada pela liberdade total dos movimentos do capital, e a apropriação parasitária por este de uma parcela crescente da riqueza, que Piketty prefere designar, para suavizar, por "uma taxa de retorno do capital superior ao crescimento do PIB". não é em si uma causa, mas sim uma consequência de uma contradição mais profunda que carateriza o capitalismo: o domínio da economia, quer nacionais quer mundial, pelos grandes grupos económicos e financeiros e, consequentemente, a concentração numa minoria cada vez mais reduzida (os 0,1% da população

quinta-feira, 22 de maio de 2014

PORTUGAL É O PAÍS QUE MAIS DINHEIRO DEVE AO FMI EM TODO O MUNDO

22 maio 2014, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)

Luís Reis Ribeiro, Dinheiro Vivo

As instituições da troika têm, nas últimas semanas, sinalizado algumas dúvidas e preocupações sobre a capacidade de Portugal vir a crescer bem no futuro e conseguir pagar a dívida oficial. Um dos elementos da missão externa, o Fundo Monetário Internacional (FMI), tem algumas razões de peso: Portugal é a sua maior operação em termos mundiais.

Até agora, o país deve 25,9 mil milhões de euros. Quando vier a última tranche (final de Junho) ficará a dever 26,8 mil milhões de euros. Será ultrapassado por pouco pela Grécia, mas apenas

segunda-feira, 3 de março de 2014

Portugal/ABRIL É O FUTURO*

27 fevereiro 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Os desencantos de hoje e respectivas frustrações nada têm a ver com o 25 de Abril. São fruto duma coligação de interesses e conjugação de factores internos e externos a jusante da essência e natureza dum sistema predador responsável pela miséria, pela fome e pela doença de milhões de seres humanos. Chama-se capitalismo. O mesmo sistema que, com a mentira, a ganância e o vírus mortal da austeridade está hoje a destruir as Liberdades e as Democracias e perigosamente a lançar as bases do recrudescimento duma extrema – direita fascista por diversos locais da Europa e do planeta.

1.-Deixai que me dirija em primeiro lugar à Direcção e restantes membros dos órgãos sociais desta casa para lhes dar os parabéns pelos 131 anos de vida da Voz do Operário.

Cento e trinta e um anos de sucesso ao serviço da educação e da cultura, do movimento associativo e do desporto, pugnando pela dignificação e elevação dos trabalhadores e dos seus associados.

É com grande satisfação, estamos certos, que aqui juntos – militantes da liberdade, da solidariedade e do progresso

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Portugal/UM ORÇAMENTO IMORAL



5 novembro 2013,Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

– prolonga a recessão económica
– agrava ainda mais as desigualdades de rendimento e as dificuldades das famílias


por Eugénio Rosa*

RESUMO DESTE ESTUDO

O original encontra-s em http://www.resistir.info/e_rosa/orcamento_imoral_03nov13.html

A política de austeridade, que se tem traduzido por um enorme aumento de impostos e por cortes brutais na despesa pública, tem fracassado no seu objetivo principal. Um dos mais importantes era a redução do défice orçamental para assim, primeiro, conter a divida pública e, depois, reduzi-la. Ora o que tem acontecido como consequência da política de austeridade foi precisamente o contrário: a divida pública disparou com o governo PSD/CDS e "troika ". Segundo o Eurostat, entre 2001 e 2004 (governos de Durão Barroso e Santana Lopes), a divida púbica cresceu, em média, 3.950 milhões € por ano; com os governos de Sócrates (2005-2010), a divida pública aumentou, em média, 9.100 milhões € por ano; em 2011 e 2012 (governo de Passos Coelho e "troika") a dívida pública cresceu 25.300 milhões € por ano, ou seja, a um ritmo 6,4 vezes superior ao verificado durante os governos de Durão Barroso e Santas Lopes, e 2,7 vezes superior ao registado durante os governos de Sócrates. É um autêntico descalabro e a prova de que a chamada "política de austeridade" de cortes brutais aos trabalhadores e pensionistas fracassou no seu objetivo principal. Em Agosto de 2013, segundo o Banco de Portugal, a divida das Administrações Públicas atingiu 254.638 milhões € (155,2% do PIB) e a divida pública na ótica de Maastricht que não inclui a totalidade da divida, alcançou 214.880 milhões € (131,4% do PIB), um valor nunca antes atingido.

Apesar do total fracasso da política seguida nos últimos dois anos, a proposta de OE-2014, prevê, para 2014, mais um corte na "Educação" de 467 milhões €; na "Saúde" de 271 milhões €, e na Segurança Social de 235 milhões €; portanto, nas três mais importantes Funções Sociais do Estado o corte em 2014 atinge 973 milhões €.