Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
sábado, 2 de julho de 2016
EUROPA, BREXIT E BRASIL
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
COMO BANCOS TORNARAM-SE AMEAÇA GLOBAL
Nobel de Economia alerta: sob hegemonia do Ocidente, sistema financeiro bloqueia metas da ONU, sabota inovações dos BRICS e quer, agora, punir países que promovam mudanças sociais.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
'POLÍTICA IMPOSTA PELA ALEMANHA É CRIME CONTRA A HUMANIDADE'
15 julho 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)
Sujeitar o povo a condições de asfixia -- criando premeditadamente as condições para uma catástrofe humanitária -- viola todas as convenções internacionais.
«Minhas senhoras e senhores, caros colegas,
Nos momentos como este, devemos agir e falar com sinceridade institucional e coragem política. Devemos assumir, cada um, a responsabilidade que nos cabe.
Protegendo, como a nossa consciência nos obriga, as causas justas e os direitos sagrados, invioláveis e não negociáveis do nosso povo e da nossa sociedade.
Salvaguardando a herança legada por aqueles que deram a sua vida e a sua liberdade para que hoje possamos ser livres.
Preservando a herança das novas gerações e das vindouras, bem como a civilização humana, o mesmo acontecendo com os valores inalienáveis que caracterizam e dão sentido à nossa existência individual e colectiva.
O modo como cada um opta por decidir e agir pode variar, mas ninguém tem o direito de zombar, degradar, denegrir ou usar com uma finalidade política as decisões emanadas de um processo e de uma decisão difícil e consciente, intimamente ligados ao
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Brasil/DILMA, POLÍTICA ECONÔMICA E A CHANTAGEM ELEITORAL DOS ESPECULADORES
Proporcional à subida foi a queda do índice Bovespa na
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
China/FRACASSO FISCAL NOS EUA OBRIGA A TRABALHAR PARA UM MUNDO DES-AMERICANIZADO
Com sua aparentemente invencível força econômica e militar, os EUA declararam que têm interesse nacional vital de proteger, em quase todos os cantos do globo, e habituaram-se a imiscuírem-se nos negócios de outros países e regiões distantes de suas praias.
Ao mesmo tempo, o governo dos EUA muito se tem esforçado para mostrar-se ao mundo como nação que se regeria por altos princípios morais, apesar de, clandestinamente, atrever-se a torturar prisioneiros de guerra, massacrar civis em ataques de drones e espionar líderes mundiais.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
DESGOVERNO MUNDIAL TOTALITÁRIO
02. Depressão, desemprego crescente, concentração e financeirização absurdamente elevadas - incompatíveis sequer com o pouco que restava do estado de direito - têm levado ao Estado totalitário, cujas instituições aplicam meios e armas tecnológicas, nunca dantes vistas, para desinformar, espionar e reprimir as pessoas.
03. Poucos países, como Rússia, China e Irã, não se comportam como capachos do império angloamericano, sofrendo, por isso, pressões militares, políticas e constante campanha denigridora, apesar de com ele colaborarem em muitos terrenos e questões
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Brasil/Embargo a Cuba não tem base política e ética, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que os embargos econômicos a Cuba não têm sustentação política, ética e moral. Em discurso de recepção ao presidente cubano Raúl Castro, no Itamaraty, Lula voltou a defender a revogação do ato de afastamento de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pedir o fim do bloqueio à ilha imposto pelos Estados Unidos. "É por isso que o Brasil vai se empenhar para a volta de Cuba à OEA", disse o presidente brasileiro.
Em seu discurso, Lula lembrou que a revolução cubana de 1959 serviu de fonte de inspiração para uma geração brasileira durante o regime militar (1964-1985). "O patrimônio desse povo revolucionário (cubano) nos inspirou nos tempos terríveis da opressão e continua a nos motivar na construção de um mundo melhor", disse. "Muitas gerações de brasileiros, inclusive a minha, celebraram as transformações sociais que Cuba realizou, nesses últimos 50 anos, e estas mudanças colocaram o seu país na condição de nação extremamente desenvolvida em matéria de saúde e educação."
No discurso, Lula pediu mudanças no sistema econômico e político internacional. "Quando a ganância de uns poucos ameaça as legítimas aspirações de bem-estar de muitos, torna-se inadiável uma profunda revisão no sistema financeiro internacional", afirmou o presidente. "Isso exige que os países em desenvolvimento tenham a voz mais ativa nas decisões que afetam toda a humanidade."
Lula ainda elogiou Raúl Castro pela adesão de Cuba a tratados internacionais nas áreas de direitos civis, políticos, econômicos e sociais e culturais. "Isso demonstra que o caminho é o da negociação e não apenas o enfrentamento", disse.
O presidente brasileiro observou que a balança comercial entre os dois países se multiplicou cinco vezes desde 2002. No ano passado, a corrente de comércio somou US$ 412 milhões. Ele defendeu parcerias comerciais e tecnológicas, principalmente nas áreas de agricultura, saúde e exploração de petróleo e gás em águas profundas.
Fidel Castro
Após o discurso de Lula, Raúl Castro agradeceu o governo brasileiro pela "permanente rejeição" ao bloqueio econômico imposto a Cuba pelos EUA. Ele defendeu a integração dos países do continente. "Nós, os latinos americanos, somos maiores de idade e já podemos ter voz própria e dizer para os vizinhos do norte do nosso continente, da Europa, da Ásia, do mundo inteiro que podemos dar passos que nos conduzam a outra situação." Ele lembrou que o irmão, o ex-presidente Fidel Castro, tem muito afeto pelo povo brasileiro e por Lula.
Raúl Castro disse que Cuba e Brasil trabalham para que os países do continente não tenham intermediários e possam lutar pelo multilateralismo e pela livre determinação dos seus povos. O presidente cubano ainda agradeceu a Lula pela ajuda do governo brasileiro às vítimas de furacões que, neste ano, causaram danos à ilha. Segundo ele, essas perdas representaram 20% do Produto Interno Bruto (PIB) cubano.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Brasil/Lula reafirma que sistema financeiro internacional precisa de regulação dos Estados
Brasília, 10 novembro 2008 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar hoje (10) que o sistema financeiro internacional precisa de regulação dos Estados e que não deve ser visto como um “cassino”. Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele destacou que os países devem acumular riquezas com a geração de riqueza e de empregos e não apenas com a especulação.
“Sabemos de onde veio a crise, sabemos o que foi que gerou essa crise e sabemos que o sistema financeiro internacional tem que ter um certo controle do Estado. Tudo na vida é regulado. O que queremos é que o sistema financeiro exista cada vez mais forte para ajudar o desenvolvimento do país, da indústria e da agricultura.”
Lula afirmou ainda esperar que no próximo encontro do G-20 – grupo composto pelas maiores economias mundiais – em Washington, possam ser discutidos temas como a atuação da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Rodada Doha. Ele afirmou ter consciência de que a reunião não vai definir “tudo o que precisamos que defina” mas que caracteriza “um início extraordinário” para que chefes de Estado assumam a responsabilidade de trazer para si a discussão de soluções futuras capazes de evitar outras crises.
Ao comentar a viagem à Itália, Lula afirmou que terá “uma forte agenda empresarial” que inclui encontros com uma delegação de empresários brasileiros e uma de empresários italianos. A idéia, segundo ele, é discutir possibilidades de investimentos no Brasil. Lula irá reunir-se também com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e pelo presidente do país europeu, Giorgio Napolitano, além de um encontro com políticos da oposição com o Papa Bento XVI para assinar um acordo entre Brasil e Vaticano.
“Vou fazer uma convocação para que os países ricos coloquem mais dinheiro para ajudar os países pobres como, por exemplo, o Haiti e os países africanos. Precisamos ter a consciência de que ou os países mais ricos ajudam os países mais pobres a se desenvolver ou vamos enfrentar um problema muito sério de migração”, alertou.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/10/materia.2008-11-10.0865041495/view
sábado, 18 de outubro de 2008
A CRISE FINANCEIRA E O DESAFIO DE UM MUNDO NOVO
16 outubro 2008/Vermelho/Editorial
A percepção de que o mundo está mudando não é nova. Na última década, as mudanças econômicas, com a disparada do crescimento da China e o fortalecimento das economias de países como Brasil, Índia e África do Sul, deixaram para trás os tempos em que a locomotiva do crescimento mundial era formada pelos EUA e pela Europa. Novos protagonistas fortalecem a relação Sul-Sul, abrindo um espaço maior de independência para os países chamados ''em desenvolvimento''. A mais grave crise financeira desde a década de 1930 escancarou aquilo que já era visível: o papel de vanguarda da economia mundial passou agora para os países ''emergentes'', com destaque para a China, encarados por autoridades econômicas e financeiras do ''primeiro mundo'' como os salvadores da economia mundial.
Mas esta passagem não será simples, como se pode concluir da 3ª Cúpula do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), encerrada ontem, dia 15, em Nova Delhi (Índia). A própria participação direta dos chefes de estado indica a importância com que os três países encararam a reunião. E, ao final, o clima de concordância e consenso entre o primeiro ministro Manmohan Singh (Índia), o presidente Kgalema Motlanthe (África do Sul), e o brasileiro Luís Inácio Lula da Silva, sinaliza que aquela articulação, criada em 2003, enfrenta bem a prova que a crise, que se espalha pelo mundo, significa.
Em primeiro lugar, eles fizeram uma avaliação comum, criticando a incúria dos países ricos, que levou à gestação e eclosão da crise, e recusando aceitar que seu preço seja pago pelos países pobres. E ironizaram aqueles que sempre davam lições de boa governança aos países pobres mas tem sido incapazes de salvar seu próprio sistema financeiro.
Em segundo lugar, e dando conseqüência a esta avaliação, exigiram um novo acordo internacional com reformas estruturais no sistema financeiro mundial, incluindo os países em desenvolvimento na tomada de decisões. A crise, diz a declaração final do encontro, não pode ''ser superada com medidas paliativas'', mas com uma reforma que inclua sistemas mais eficientes de vigilância e consulta multinacional, além de aplicar a ética à economia.
Finalmente, começando a transformar essas intenções em iniciativas, querem uma estratégia coordenada para enfrentar a crise, enfatizando a necessidade de aproveitá-la para fortalecer o comércio entre os três paises. De concreto, os dirigentes aceitaram convocar uma reunião de emergência dos ministros da Fazenda e Comércio e presidentes dos Bancos Centrais dos três países - ''uma coisa nova'', comemorou o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim.
São passos que podem indicar o início da ''construção de uma nova arquitetura internacional'', como disse o presidente Lula; uma nova ordem em que a distribuição do poder entre as nações seja mais eqüânime. Este é o desafio que aqueles que tem mandado nos últimos séculos enfrentam com a atual crise. E cuja solução pode gerar um mundo muito diferente daquele que tem prevalecido até hoje. Tudo indica que esta realidade está sendo deixada para trás.
http://www.vermelho.org.br/base.asp
terça-feira, 14 de outubro de 2008
A HORA DO BANCO DO SUL
Emir Sader
13 outubro 2008/http://www.cartamaior.com.br
A UNASUR deveria convocar imediatamente uma reunião de caráter excepcional, para discutir como os países do continente devem reagir diante da crise internacional. Não há outra atitude que não seja aprofundar os processos de integração, para diminuir a fragilidade e os riscos da região diante da crise, forjada no centro do capitalismo e que deseja fazer com que os pobres de cada país e os países da periferia do sistema, paguem o preço pelos remédios cavalares que os governos centrais colocam em prática.
Uma série de supostos consensuais requerem que o nosso continente fortaleça seus mecanismos de defesa diante da crise internacional. Esta está caracterizada claramente como resultado da farra especulativa dos países do centro do sistema, dos EUA em particular. A desregulação financeira é a fonte dessa gigantesca bolha especulativa. Desregulamentando – segundo as fórmulas do FMI, da OMC e do Banco Mundial – promoveu-se rapidamente a hegemonia do capital financeiro sob sua forma especulativa, ao mesmo tempo que se propiciou a livre circulação de capitais.
Os resultados estão à mostra. Os países que participam dos processos de integração regional na América Latina estão menos expostos à crise, porque incrementaram o comércio e os intercâmbios entre si, porque diversificaram suas relações internacionais. Agora se trata de dar novos passos adiante, para não serem vitimas passivas da crise internacional.
É a hora de avançar e aprofundar o processo de integração. É a hora de avançar na construção do Banco do Sul, na direção da criação da moeda única regional, de um Banco Central único, de mecanismos de controle da circulação do capital financeiro, de proteção dos mercados internos, de avançar para políticas econômicas únicas, de desenvolver projetos de integração industrial e tecnológica, de elaborar um plano de desenvolvimento regional.
É a resposta latino-americana à crise, fortalecendo os mecanismos de integração, a diversificação das relações internacionais, o desenvolvimento dos mercados internos de consumo, acentuando a coordenação dos sistemas bancários e financeiros dos países da UNASUR.
Os países centrais do capitalismo, responsáveis pela exportação das políticas de livre comércio e de livre circulação dos capitais, desejam comprometer-nos com suas soluções, que consistem apenas em injetar grande quantidade de capital para resgatar um sistema falido, sem introduzir modificações fundamentais nas políticas que levaram à gigantesca crise atual.
Devemos ter nossa própria resposta que, no plano internacional, deve propor formas de regulação da circulação do capital financeiro – impostos sobre essa circulação, da forma como a ATTAC propõe, como um imposto cidadão para políticas sociais -, de controle estatal sobre o sistema financeiro, de penalização dos responsáveis pelos processos especulativos que conduziram à crise atual.
Mas nada substitui nossas alternativas que, coerentemente com o que tem sido o processo de integração regional, devem fazer desse processo nossa forma de defesa e de ação autônoma diante de um sistema financeiro internacional falido. Avançar na construção de um mundo multipolar política e economicamente e a hora é a de avançar na construção do Banco do Sul, com reservas próprias, moeda única e Banco Central único. Chega de termos nossas reservas a perigo nos bancos do norte, é hora de que elas financiem diretamente nosso desenvolvimento, sob nosso controle. Avançar ao mesmo tempo em todas as formas de integração do desenvolvimento regional.
Senão seremos vítimas, uma vez, das soluções dos próprios responsáveis pela crise, que tratam de socializar os prejuízos de um sistema baseada na privatização dos lucros. Ficou claro como não se pode ter nenhuma confiança nos supostos do sistema financeiro internacional fundado na chamada “livre circulação de capitais”.
É a hora do Banco do Sul, a hora de aprofundar e consolidar todos os mecanismos de integração regional, hora de impedir que exportem sua crise e de fazer prevalecer o desenvolvimento regional sobre as ruínas do neoliberalismo e da hegemonia imperial estadunidense.
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=216


