Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Angola e China prioritárias na diversificação de relações económicas de Cabo Verde
quinta-feira, 21 de maio de 2015
BRICS, БРИКС∕A ALIANÇA ESTRATÉGICA ENTRE BRASIL E CHINA E SEU IMPACTO NO MUNDO
Apenas o acordo firmado entre os bancos de Desenvolvimento e de Comércio da China com a Petrobras vai garantir um aporte de US$ 10 bilhões.
Destaca-se o compromisso chinês de investir na Ferrovia Transcontinental, que irá cruzar o nosso país no sentido Leste-Oeste, cortando o continente sul-americano, ligando o Oceano Atlântico ao Pacífico.
Esta obra não só abrirá caminho para um imenso incremento das importações brasileiras para a Ásia, como contribuirá decisivamente para a integração da América Latina.
O primeiro-ministro chinês também estará na Colômbia, no Peru e no Chile onde tratará com estes países sobre a cooperação em setores de mineração, energia, agricultura, finanças, ciência, tecnologia, aeronáutica e infraestrutura.
Recentemente, quando a Argentina estava sendo atacada pelos chamados fundos “abutres” (rentistas que pagam um valor irrisório por títulos da dívida de um país e depois exigem
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Angola/Timor-Leste agradece ajuda
Taur Matan Ruak disse aos jornalistas que aproveitou o encontro com Manuel Vicente para reforçar as relações de cooperação entre os dois países, que
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Brasil/Samuel Guimarães: "EUA APOSTAM EM MARINA"
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
A ALIANÇA DO PACÍFICO, UMA ALTERNATIVA?
terça-feira, 11 de junho de 2013
CUBA OU A GLOBALIZAÇÃO DA SOLIDARIEDADE: O PROGRAMA “YO, SÍ PUEDO”
6 junho 2013, Global Research http://www.globalresearch.ca (Canada)
Cuba elaborou um programa que permitiu que mais de 5 milhões de pessoas aprendessem a ler, escrever e somar
segunda-feira, 10 de junho de 2013
CUBA OU A GLOBALIZAÇÃO DA SOLIDARIEDADE: O INTERNACIONALISMO HUMANITÁRIO
3 junho 2013, Global Research http://www.globalresearch.ca (Canada)
Desde a Revolução de 1959, Cuba elaborou uma política para ajudar países pobres; resultados são espetaculares
quarta-feira, 29 de maio de 2013
União Africana, Brasil/Dilma destaca autonomia da África e América Latina em discurso na Etiópia
quinta-feira, 16 de julho de 2009
O G8 E O NOVO LUGAR DO BRASIL NO MUNDO
Foi preciso o diário econômico alemão Handelsblatt chamar a atenção: atrás da mesa de trabalho do chanceler Celso Amorim, no Itamaraty, há uma intrigante tapeçaria, um mapa-múndi de 1503, onde o hemisfério Sul, e portanto o Brasil, fica na parte de cima.
Enquanto os visitantes de Amorim ''olham, perplexos, o mapa, ele mesmo já transmitiu sua mensagem. O Brasil deixou de ser periferia'', escreveu o jornal.
A cúpula do G8+G5, realizada em L'Aquila, Itália, voltou a emitir sinais de que o mapa do ministro é mais que uma excentricidade. O Brasil está mudando seu lugar no mundo.
Esta é uma análise onde qualquer chauvinismo emproado só pode atrapalhar. O fenômeno faz parte de uma redefinição de conjunto do tabuleiro global, num planeta em transição. Os Estados Unidos perdem posições, empurrados pela crise e pelos fracassos de sua política unilateral. O G8 agoniza, mesmo que diplomatas ligados à direita, no Brasil, recusem-se a reconhecer este fato. Outros atores mundiais se adiantam, a começar pela China, com suas três décadas de crescimento de dois dígitos, desacelerado em 2009 para 8%.
Mas é notável a desenvoltura com que o Brasil se movimenta nesse cenário, e ganha terreno. A mídia estrangeira registra que nunca ele teve um peso tão elevado na cena internacional.
Em L'Aquila discutiu-se a mudança climática. O Brasil defendeu que os países têm que se comprometer a reduzir a emissão de gases, mas com responsabilidades diferenciadas, entre os ricos, que se industrializaram há 100 ou 200 anos, e os pobres, que mal começam a se industrializar - uma tese já tradicional da diplomacia brasileira, e que agora começa a ser acatada até pelos mais ricos.
L'Aquila não foi um raio em céu azul. Este mesmo protagonismo se reflete nas negociações sobre o livre comércio e crise global, reforma da ONU, os direitos humanos, o recente golpe em Honduras e o espinhoso conflito do Oriente Médio.
A mídia local torce o nariz, menospreza, mofa. Mas a despeito dela, o lugar do Brasil já não é o de antes, em um canto do mundo, no Extremo Ocidente, à sombra dos EUA. A cena mundial em transição propiciou a base para esse deslocamento. Mas há aqui também engenho e arte.
O Itamaraty, dentro de uma tradição que vem desde o barão do Rio Branco, diplomata e capoeirista, há muito se preparava para tal papel. Tanto que a política externa brasileira em geral situou-se alguns passos à frente de outras esferas da política de Estado.
Porém com Lula a disposição avançada da diplomacia encontrou um presidente que a endossa, impulsiona e encarna. Primeiro, por atacar calcanhar de Aquiles do país e de sua imagem, que são as iniquidades sociais. Segundo, por redefinir prioridades, pondo à frente a relaçãocom os vizinhos sul-americanos, seguida pelas parcerias Sul-Sul, com a África, a China, a Índia, o mundo árabe.
Há ainda um terceiro elemento, mais impalpável e subjetivo: Lula, formado na exigente escola negociadora sindical, revela-se um excepcional diplomata, que não só assimilou as manhas do ofício mas dá a ele seu aporte pessoal. Ao tourear George W. Bush, ou constatar que Ahmadinejad venceu a eleição iraniana, ou presentear camisas da seleção canarinha a chefes de Estado, ''o cara'' tem conferido à diplomacia brasileira um rosto que a ajuda a avançar.
terça-feira, 17 de março de 2009
Brasil garante doação de antiretrovirais a países lusófonos
Segundo a Agência Brasil, o anúncio da doação aconteceu num encontro que aconteceu até domingo - em Fortaleza, no Ceará - e reuniu autoridades do setor de saúde para discutir a cooperação entre os países do sul e outras entidades.
A rede Laços Sul-Sul é composta ainda por Bolívia, Paraguai e Nicarágua, nações que também serão beneficiados com a doação dos medicamentos.
A rede Laços Sul-Sul foi criada em 2004 - por iniciativa do governo brasileiro, através do Programa Nacional de DST/Aids - e tem como objetivo contribuir com o fortalecimento das políticas e dos esforços nacionais em apoiar o acesso universal ao tratamento antiretroviral.
Em declarações à Agência Brasil, a representante do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) no Brasil, Alana Armitage, afirmou que durante o encontro cada país apresentou um plano de ação para o tratamento, a prevenção e o controle da Aids pensado nas necessidades de cada país.
"O objetivo era fortalecer os processos de cooperação entre os países membros, trocar experiências sobre os progressos, avanços e desafios e discutir os obstáculos comuns para criar fundos de prevenção e tratamento", afirmou Armitage.
"A Unfpa ainda vai realizar a doação de preservativos masculinos e femininos", disse.
A representante da agência da ONU explicou que este ano o número de casos de Aids entre as mulheres foi um tema importante.
"Os países estão a reconhecer a feminilização da doença e a questão da mulher está a ser mais observada, principalmente nos países que requerem uma maior atenção no assunto", acrescentou Armitage.
Participam ainda na rede entidades como o Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV/Aids, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para o combate à Aids (Onusida) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
sábado, 18 de outubro de 2008
A CRISE FINANCEIRA E O DESAFIO DE UM MUNDO NOVO
16 outubro 2008/Vermelho/Editorial
A percepção de que o mundo está mudando não é nova. Na última década, as mudanças econômicas, com a disparada do crescimento da China e o fortalecimento das economias de países como Brasil, Índia e África do Sul, deixaram para trás os tempos em que a locomotiva do crescimento mundial era formada pelos EUA e pela Europa. Novos protagonistas fortalecem a relação Sul-Sul, abrindo um espaço maior de independência para os países chamados ''em desenvolvimento''. A mais grave crise financeira desde a década de 1930 escancarou aquilo que já era visível: o papel de vanguarda da economia mundial passou agora para os países ''emergentes'', com destaque para a China, encarados por autoridades econômicas e financeiras do ''primeiro mundo'' como os salvadores da economia mundial.
Mas esta passagem não será simples, como se pode concluir da 3ª Cúpula do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), encerrada ontem, dia 15, em Nova Delhi (Índia). A própria participação direta dos chefes de estado indica a importância com que os três países encararam a reunião. E, ao final, o clima de concordância e consenso entre o primeiro ministro Manmohan Singh (Índia), o presidente Kgalema Motlanthe (África do Sul), e o brasileiro Luís Inácio Lula da Silva, sinaliza que aquela articulação, criada em 2003, enfrenta bem a prova que a crise, que se espalha pelo mundo, significa.
Em primeiro lugar, eles fizeram uma avaliação comum, criticando a incúria dos países ricos, que levou à gestação e eclosão da crise, e recusando aceitar que seu preço seja pago pelos países pobres. E ironizaram aqueles que sempre davam lições de boa governança aos países pobres mas tem sido incapazes de salvar seu próprio sistema financeiro.
Em segundo lugar, e dando conseqüência a esta avaliação, exigiram um novo acordo internacional com reformas estruturais no sistema financeiro mundial, incluindo os países em desenvolvimento na tomada de decisões. A crise, diz a declaração final do encontro, não pode ''ser superada com medidas paliativas'', mas com uma reforma que inclua sistemas mais eficientes de vigilância e consulta multinacional, além de aplicar a ética à economia.
Finalmente, começando a transformar essas intenções em iniciativas, querem uma estratégia coordenada para enfrentar a crise, enfatizando a necessidade de aproveitá-la para fortalecer o comércio entre os três paises. De concreto, os dirigentes aceitaram convocar uma reunião de emergência dos ministros da Fazenda e Comércio e presidentes dos Bancos Centrais dos três países - ''uma coisa nova'', comemorou o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim.
São passos que podem indicar o início da ''construção de uma nova arquitetura internacional'', como disse o presidente Lula; uma nova ordem em que a distribuição do poder entre as nações seja mais eqüânime. Este é o desafio que aqueles que tem mandado nos últimos séculos enfrentam com a atual crise. E cuja solução pode gerar um mundo muito diferente daquele que tem prevalecido até hoje. Tudo indica que esta realidade está sendo deixada para trás.
http://www.vermelho.org.br/base.asp
quarta-feira, 23 de julho de 2008
MATÉRIAS-PRIMAS INCENTIVAM CORRIDA DE CHINA E ÍNDIA À CPLP
Por Paulo Guilherme Figueiredo, da Agência Lusa
Lisboa, 23 julho 2008 (Lusa) - China e Índia, as duas potências asiáticas que se agigantam na economia mundial, encontraram nos países lusófonos, em particular em Angola e Moçambique, uma importante fonte de matérias-primas de que necessitam para seu crescimento.
Angola já é, desde o primeiro trimestre do ano, o maior fornecedor de petróleo da China (688 mil barris diários), à frente da Arábia Saudita, e as petrolíferas Sonangol e Sinopec continuam associadas em diversos outros projetos, como o desenvolvimento do campo petrolífero "Grande Plutônio" (Bloco 18), que tem produção diária prevista de 200 mil barris este ano.
O apoio financeiro chinês aos projetos de reconstrução do país é apontado nas estatísticas oficiais como em torno dos US$ 7,9 bilhões, mas o Banco Mundial calcula que só o Fundo Internacional da China tenha um montante total previsto de US$ 9,8 bilhões, sem contar com as duas linhas de crédito disponibilizadas pelo banco chinês de promoção do comércio externo (Eximbank).
O investimento chinês em Angola tem sido aplicado principalmente em infra-estrutura, como em outros países da região ricos em recursos naturais - Nigéria é exemplo -, segundo o estudo "Fazer a ponte: o crescente papel da China como financiador de infra-estruturas na África Subsaariana".
Segundo os economistas do Banco Mundial que elaboraram o documento, o investimento chinês em linhas ou centrais hidrelétricas na África Subsaariana disparou de US$ 1 bilhão anuais em 2004 para perto de US$ 11,5 bilhões em 2006.
"A crescente cooperação Sul-Sul está sendo conduzida por fortes complementaridades entre a China e a África. A procura chinesa por recursos naturais tem paralelo nas reservas petrolíferas e minerais da África, significativas, mas muitas vezes não-aproveitadas. A necessidade urgente de infra-estruturas na África tem paralelo na indústria de construção chinesa, competitiva à escala mundial", afirmou a economista do Banco Mundial Vivien Foster, co-autora do relatório.
Apesar de não ter relações diplomáticas oficiais com São Tomé e Príncipe, que reconhece a independência de Taiwan, a China tem a petrolífera Sinopec envolvida na exploração de petróleo no arquipélago lusófono, na zona de desenvolvimento conjunto com Nigéria.
Cabo Verde também já manifestou o desejo de ser uma plataforma para trocas comerciais da China na região, e a macaense Geocapital pretende investir nos biocombustíveis em todo o espaço africano lusófono.
O grande parceiro comercial da China na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) continua sendo o Brasil.
Nos seis primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2007, as exportações chinesas para o Brasil aumentaram 71,7%, para US$ 5,21 bilhões, enquanto as exportações brasileiras para a China cresceram 50,7%, para US$ 7,41 bilhões, segundo estatísticas oficiais.
No entanto, o crescimento das trocas comerciais com a China foi superior no conjunto da CPLP: 80,3% nos primeiros quatro meses do ano, para um total de US$ 21,14 bilhões.
Índia
Um estudo recente do Instituto Real de Relações Internacionais britânico destaca que, além da China, também a Índia procura se implantar na África, em particular na costa africana do Oceano Índico.
Em países como Moçambique, o interesse indiano é econômico, mas também estratégico e cultural, devido aos laços históricos e étnicos com as grandes comunidades de origem indiana na região.
"Moçambique atrai crescente interesse de investimento por parte dos empresários indianos e está, atualmente, entre os principais destinos de investimentos. Em julho de 2007, a cidade de Maputo foi escolhida para acolher a reunião de 2007 da parceria Índia-África, um sinal de que a classe empresarial indiana vê Moçambique como um ponto de acesso ao mercado da África Austral", adianta o estudo.
Por esse motivo, "a expansão econômica e diplomática da China no Oceano Índico é olhada muito de perto pela Índia", que se esforça por manter a China de fora do Fórum de Diálogo Índia, Brasil, África do Sul (IBSA), alegando a falta de fundamentos democráticos do gigante asiático.
As empresas indianas demonstram estar particularmente atentas às extensas e praticamente intocadas reservas moçambicanas de carvão.
O ministro indiano do Carvão anunciou recentemente no Parlamento a criação de uma joint-venture para compra de ativos no exterior, integrada por empresas estatais de energia e recursos minerais como NTPC, Steel Authority of India, NMDC, Rashtriya Ispat Nigam e Coal India.
Entre as empresas que já asseguraram posição na exploração de carvão em Moçambique estão a Bharat Earth Movers e a Global Steel Holdings (grupo Ispat), que comprou dois blocos para a exploração de carvão, com uma área de 30 mil hectares e reservas comprovadas de 70 milhões de toneladas.
Em Angola, a abordagem indiana nas licitações de licenças de exploração de petróleo foi, até agora, suplantada pela China, mas a Índia manifesta grandes ambições para o próximo leilão, tendo proposto a Angola uma parceria entre as petrolíferas estatais dos dois países - Sonangol e ONGC Videsh.
A proposta indiana, apresentada no final do ano passado ao ministro angolano das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda, envolve também projetos de exploração de petróleo na Índia e nos países de língua oficial portuguesa.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Angola/Ministro João Miranda considera êxito o périplo pela América do Sul
Em declarações à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o chefe da diplomacia angolana disse terem sido alcançados os objectivos que motivaram as visitas, entre os quais a assinatura, no Chile, de três protocolos de cooperação.
Adiantou que no Paraguai foi assinado um acordo geral de cooperação e um memorando de entendimento sobre consultas entre os ministérios das Relações Exteriores dos dois países.
No Brasil, analisou com as autoridades locais questões ligadas ao incremento das relações Sul-Sul, tendo em conta a complementaridade das economias de ambos os países.
Ainda no Brasil, abordou com o seu homólogo local, Celso Amorim, assuntos relacionados com a zona de paz e cooperação do Atlântico Sul e o seu alargamento a outros estados latino-americanos banhados pelo mesmo oceano.
João Miranda regressou hoje ao país, mas já seguiu para a Cidade de Durban, África do Sul, a fim de participar, ainda hoje, na 10ª conferência ministerial do Órgão de Política, Defesa e Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). (AngolaPress)
sábado, 18 de agosto de 2007
Cabo Verde/Universidade Lusófona arranca em Setembro na segunda cidade do país
A autorização de funcionamento da Universidade Baltasar Lopes da Silva e de todos os seis cursos foi comunicada esta semana à Lusófona pelo Ministério da Educação e Ensino Superior cabo-verdiano.
No despacho, o Ministério realça que deve ser observado "o cronograma indicado de adequação e melhoria das instalações e futura ampliação".
De acordo com o reitor Manuel Damásio, foi sobretudo a disponibilização de instalações por parte da Câmara do Mindelo - um antigo quartel militar e hotel, já renovadas - a atrair a Lusófona para aquela cidade cabo-verdiana, na ilha de São Vicente.
Além disso, afirma Manuel Damásio, Mindelo é "a capital cultural de Cabo Verde", e onde estão situadas algumas importantes instituições de ensino do arquipélago.
Contudo, a Lusófona admite vir a transferir-se mais tarde para a Praia, capital e maior cidade do país.
O projecto representa um investimento de um milhão de euros, suportado pela filial cabo-verdiana da cooperativa COFAC.
Está prevista a oferta de quatro licenciaturas - direito, serviço social, ciências da comunicação e gestão de empresas - e dois bachaleratos - contabilidade, administração e auditoria; gestão de empresas turísticas e hoteleiras.
Mas, referiu Manuel Damásio, a abertura dos cursos ficará dependente de haver número de alunos suficiente.
Até ao momento, há perto de 200 alunos inscritos, o que o reitor da Lusófona considera satisfatório "tendo em conta que a autorização é recente e não foi feita publicidade" dos cursos.
A meta são 600 alunos, 100 por cada curso, mas "se tivéssemos 400 já ficávamos contentes", diz Manuel Damásio.
"O único problema teórico é saber se vamos ter alunos suficientes para abrir todos os cursos", disse.
Além da Lusófona, também o português Instituto Piaget está presente em Cabo Verde.
Actualmente, está também a ser ultimada a abertura da universidade pública do arquipélago.
A Lusófona continua à espera de autorização para abrir uma universidade em Angola, onde já actua na formação de quadros do Estado.
Recentemente, em Moçambique viu autorizada a passagem do Instituto Superior Politécnico a Universidade Politécnica.
O grupo Lusófona é ainda responsável pela Universidade Amílcar Cabral, na Guiné-Bissau e duas instituições de ensino superior brasileiras. (Noticias Lusófonas)
