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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Angola e China prioritárias na diversificação de relações económicas de Cabo Verde

10 agosto 2015, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Cabo Verde está a procurar diversificar as suas relações económicas, com particular ênfase no eixo “Sul-Sul” e em Angola e na China, para reduzir a dependência em relação aos países europeus, de acordo com a Economist Intelligence Unit.

Devido à dependência em relação a Portugal ou Itália, países que passaram por crises nos últimos anos afectando o importante sector do turismo, a economia cabo-verdiana perdeu o impulso que estava a registar, acreditando o governo que pode recuperá-lo reforçando as ligações “Sul-Sul”.

Em Junho, Cabo Verde e Angola assinaram em Luanda um memorando de entendimento para expandir a cooperação e investimento bilateral, na sequência de

quinta-feira, 21 de maio de 2015

BRICS, БРИКС∕A ALIANÇA ESTRATÉGICA ENTRE BRASIL E CHINA E SEU IMPACTO NO MUNDO

20 maio 2015, Vermelho EDITORIAL http://vermelho.org.br (Brasil)

Os 35 acordos bilaterais entre Brasil e China, assinados nesta terça-feira (19) pela presidenta Dilma Rousseff e pelo primeiro-ministro Li Keqiang, têm um significado que vai muito além de uma parceria comercial e econômica, embora este seja, sem dúvida, um aspecto fundamental.

Apenas o acordo firmado entre os bancos de Desenvolvimento e de Comércio da China com a Petrobras vai garantir um aporte de US$ 10 bilhões.

Destaca-se o compromisso chinês de investir na Ferrovia Transcontinental, que irá cruzar o nosso país no sentido Leste-Oeste, cortando o continente sul-americano, ligando o Oceano Atlântico ao Pacífico.

Esta obra não só abrirá caminho para um imenso incremento das importações brasileiras para a Ásia, como contribuirá decisivamente para a integração da América Latina.

O primeiro-ministro chinês também estará na Colômbia, no Peru e no Chile onde tratará com estes países sobre a cooperação em setores de mineração, energia, agricultura, finanças, ciência, tecnologia, aeronáutica e infraestrutura.

Recentemente, quando a Argentina estava sendo atacada pelos chamados fundos “abutres” (rentistas que pagam um valor irrisório por títulos da dívida de um país e depois exigem

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Angola/Timor-Leste agradece ajuda

24 abril 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

João Dias, Jacarta

O Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, agradeceu ontem em Jacarta o apoio prestado por Angola na presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que o país assume desde Julho do ano passado.

Taur Matan Ruak manifestou o reconhecimento do seu país depois de um encontro com o Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, à margem da Cimeira Ásia-África, no quadro das celebrações dos 60 anos da Conferência de Bandung.

Taur Matan Ruak disse aos jornalistas que aproveitou o encontro com Manuel Vicente para reforçar as relações de cooperação entre os dois países, que

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Brasil/Samuel Guimarães: "EUA APOSTAM EM MARINA"

Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br (Brasil)
Embaixador e ex-secretário-geral do Itamaraty no governo Lula, diz que "os estrategistas dos EUA seguramente estão de acordo com as diretrizes da política externa defendida pela candidata Marina Silva; Se ela for eleita, será a vitória de um modelo diplomático similar ao que tivemos nos anos 90”, avalia.
Por Darío Pignotti, da Carta Maior
“Os estrategistas dos Estados Unidos seguramente estão de acordo com as diretrizes da política externa defendida pela candidata Marina Silva. Se ela for eleita, será a vitória de um modelo diplomático similar ao que tivemos nos anos 90”, declarou à Carta Maior o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário-geral do Itamaraty no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Junto do ex-chanceler Celso Amorim e do assessor Marco Aurélio Garcia, Pinheiro Guimarães integrou a troika responsável por planejar de diplomacia com sotaque nas relações Sul-Sul aplicada

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A ALIANÇA DO PACÍFICO, UMA ALTERNATIVA?

26 fevereiro 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br/  (Brasil)

A Aliança do Pacífico é a versão para o século XXI de outros projetos fracassados dos EUA para estender a todo o continente uma área de livre comércio.

por Emir Sader/Carta Maior

Há um grande lobby midiático internacional – em que o grupo espanhol Prisa, que publica El País, desempenha um papel motor – que, incomodado com o sucesso dos governos progressistas latino-americanos e para defender os interesses das grandes corporações internacionais na região, busca fazer dos seus sonhos realidade. A Aliança do Pacífico seria o setor dinâmico da América Latina e, como corolário, o Mexico e não o Brasil, seria o grande líder continental.

A Aliança do Pacifico é a versão para o século XXI de outros projetos fracassados dos EUA para estender a todo o continente uma área de livre comercio. A primeira versão foi o Nafta – Area de Livre Comércio da America do Norte -, assinado entre os EUA, o Canadá e o México, em 1994, cujos planos iniciais eram ir incorporando a países do continente, conforme seus governos correspondessem às normas do Consenso de Washington.

Depois do México, o Chile se apresentou como o próximo pretendente a ingressar no Nafta. Porém, no mesmo ano da assinatura do acordo, o Mexico viveu uma grande crise – a primeira crise especificamente neoliberal na América Latina -, ao mesmo tempo que o levante de Chiapas alçava seu grito conclamando à resistência contra o neoliberalismo.

terça-feira, 11 de junho de 2013

CUBA OU A GLOBALIZAÇÃO DA SOLIDARIEDADE: O PROGRAMA “YO, SÍ PUEDO”



6 junho 2013, Global Research http://www.globalresearch.ca (Canada)

 

 

Cuba elaborou um programa que permitiu que mais de 5 milhões de pessoas aprendessem a ler, escrever e somar



Global Research, June 06, 2013

Segundo a Unesco, há no mundo 796 milhões de adultos analfabetos, ou seja, 17% da população mundial. Mais de 98% se encontram nos países do Terceiro Mundo. Dois terços são mulheres. Os países da África subsaariana e do sul e o este da Ásia contam com “73% do déficit mundial de alfabetização de adultos”. Em cifras absolutas, o número de analfabetos nessas regiões continua crescendo. Quanto às crianças, apenas 44% estão matriculadas na pré-escola (148 milhões), ou seja, 66% não têm acesso a esse tipo de ensino (222 milhões). Em nível primário, 67 milhões de crianças não estão na escola. A Unesco lançou então um chamado para reduzir em 50% o número de analfabetos até 2015. O organismo da ONU aponta que os progressos realizados nesse campo “foram, no melhor dos casos, decepcionantes e, no pior, esporádicos”. Segundo a Unesco, “para reverter essa tendência, é necessário que os governos do mundo atuem com determinação”.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

CUBA OU A GLOBALIZAÇÃO DA SOLIDARIEDADE: O INTERNACIONALISMO HUMANITÁRIO



3 junho 2013, Global Research http://www.globalresearch.ca (Canada)

 

Desde a Revolução de 1959, Cuba elaborou uma política para ajudar países pobres; resultados são espetaculares


Global Research, June 03, 2013

Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba se comprometeu a cuidar das populações pobres do planeta em nome da solidariedade internacionalista. As missões humanitárias cubanas se estendem por quatro continentes e apresentam um caráter único. Com efeito, nenhuma outra nação do mundo, nem sequer as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária no planeta. Desde seu lançamento, cerca de 132.000 médicos cubanos, além do pessoal sanitário, atuaram voluntariamente em 102 países.  No total, os médicos cubanos atenderam cerca de 100 milhões de pessoas no mundo e salvaram um milhão de vidas. Atualmente, 37.000 médicos colaboradores oferecem seus serviços em 70 nações do Terceiro Mundo.

A ajuda internacional cubana se estende a dez países da América Latina e às regiões subdesenvolvidas do planeta. Em outubro de 1998, o furacão Mitch havia assolado a América Central e o Caribe. Os chefes de Estado da região lançaram um chamado à solidariedade internacional. Segundo o PNUD, Cuba foi a primeira a responder positivamente, cancelando a dívida da Nicarágua de 50 milhões de dólares e propondo os serviços de seu pessoal sanitário.

Foi elaborado, então, o Programa Integral de Saúde, sendo ampliado a outros continentes, como África e Ásia.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

União Africana, Brasil/Dilma destaca autonomia da África e América Latina em discurso na Etiópia



25 maio 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Mariana Tokarnia, repórter da Agência Brasil

Brasília - Em discurso na comemoração do aniversário de 50 anos da União Africana, a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância da autonomia tanto do Continente Africano quanto da América Latina, assim como a importância da cooperação entre ambos. "Os avanços da União Africana, como os da Unasul [União de Nações Sul-Americanas] encerram um ensinamento fundamental: quem deve resolver os problemas das nossas regiões somos nós mesmos, respeitando sempre as diferenças que porventura existem entre nós", disse.

Dilma Rousseff representa a América Latina no encontro da União Africana

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O G8 E O NOVO LUGAR DO BRASIL NO MUNDO

14 julho 2009/EDITORIAL/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Foi preciso o diário econômico alemão Handelsblatt chamar a atenção: atrás da mesa de trabalho do chanceler Celso Amorim, no Itamaraty, há uma intrigante tapeçaria, um mapa-múndi de 1503, onde o hemisfério Sul, e portanto o Brasil, fica na parte de cima.
Enquanto os visitantes de Amorim ''olham, perplexos, o mapa, ele mesmo já transmitiu sua mensagem. O Brasil deixou de ser periferia'', escreveu o jornal.
A cúpula do G8+G5, realizada em L'Aquila, Itália, voltou a emitir sinais de que o mapa do ministro é mais que uma excentricidade. O Brasil está mudando seu lugar no mundo.
Esta é uma análise onde qualquer chauvinismo emproado só pode atrapalhar. O fenômeno faz parte de uma redefinição de conjunto do tabuleiro global, num planeta em transição. Os Estados Unidos perdem posições, empurrados pela crise e pelos fracassos de sua política unilateral. O G8 agoniza, mesmo que diplomatas ligados à direita, no Brasil, recusem-se a reconhecer este fato. Outros atores mundiais se adiantam, a começar pela China, com suas três décadas de crescimento de dois dígitos, desacelerado em 2009 para 8%.
Mas é notável a desenvoltura com que o Brasil se movimenta nesse cenário, e ganha terreno. A mídia estrangeira registra que nunca ele teve um peso tão elevado na cena internacional.
Em L'Aquila discutiu-se a mudança climática. O Brasil defendeu que os países têm que se comprometer a reduzir a emissão de gases, mas com responsabilidades diferenciadas, entre os ricos, que se industrializaram há 100 ou 200 anos, e os pobres, que mal começam a se industrializar - uma tese já tradicional da diplomacia brasileira, e que agora começa a ser acatada até pelos mais ricos.
L'Aquila não foi um raio em céu azul. Este mesmo protagonismo se reflete nas negociações sobre o livre comércio e crise global, reforma da ONU, os direitos humanos, o recente golpe em Honduras e o espinhoso conflito do Oriente Médio.
A mídia local torce o nariz, menospreza, mofa. Mas a despeito dela, o lugar do Brasil já não é o de antes, em um canto do mundo, no Extremo Ocidente, à sombra dos EUA. A cena mundial em transição propiciou a base para esse deslocamento. Mas há aqui também engenho e arte.
O Itamaraty, dentro de uma tradição que vem desde o barão do Rio Branco, diplomata e capoeirista, há muito se preparava para tal papel. Tanto que a política externa brasileira em geral situou-se alguns passos à frente de outras esferas da política de Estado.
Porém com Lula a disposição avançada da diplomacia encontrou um presidente que a endossa, impulsiona e encarna. Primeiro, por atacar calcanhar de Aquiles do país e de sua imagem, que são as iniquidades sociais. Segundo, por redefinir prioridades, pondo à frente a relaçãocom os vizinhos sul-americanos, seguida pelas parcerias Sul-Sul, com a África, a China, a Índia, o mundo árabe.
Há ainda um terceiro elemento, mais impalpável e subjetivo: Lula, formado na exigente escola negociadora sindical, revela-se um excepcional diplomata, que não só assimilou as manhas do ofício mas dá a ele seu aporte pessoal. Ao tourear George W. Bush, ou constatar que Ahmadinejad venceu a eleição iraniana, ou presentear camisas da seleção canarinha a chefes de Estado, ''o cara'' tem conferido à diplomacia brasileira um rosto que a ajuda a avançar.

terça-feira, 17 de março de 2009

Brasil garante doação de antiretrovirais a países lusófonos

Brasília, 16 março 2009 (Lusa) - O governo brasileiro comprometeu-se a doar medicamentos antiretrovirais a Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor Leste e para países da rede Laços Sul-Sul, divulgou nesta segunda-feira a imprensa brasileira.

Segundo a Agência Brasil, o anúncio da doação aconteceu num encontro que aconteceu até domingo - em Fortaleza, no Ceará - e reuniu autoridades do setor de saúde para discutir a cooperação entre os países do sul e outras entidades.

A rede Laços Sul-Sul é composta ainda por Bolívia, Paraguai e Nicarágua, nações que também serão beneficiados com a doação dos medicamentos.

A rede Laços Sul-Sul foi criada em 2004 - por iniciativa do governo brasileiro, através do Programa Nacional de DST/Aids - e tem como objetivo contribuir com o fortalecimento das políticas e dos esforços nacionais em apoiar o acesso universal ao tratamento antiretroviral.

Em declarações à Agência Brasil, a representante do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) no Brasil, Alana Armitage, afirmou que durante o encontro cada país apresentou um plano de ação para o tratamento, a prevenção e o controle da Aids pensado nas necessidades de cada país.

"O objetivo era fortalecer os processos de cooperação entre os países membros, trocar experiências sobre os progressos, avanços e desafios e discutir os obstáculos comuns para criar fundos de prevenção e tratamento", afirmou Armitage.

"A Unfpa ainda vai realizar a doação de preservativos masculinos e femininos", disse.

A representante da agência da ONU explicou que este ano o número de casos de Aids entre as mulheres foi um tema importante.

"Os países estão a reconhecer a feminilização da doença e a questão da mulher está a ser mais observada, principalmente nos países que requerem uma maior atenção no assunto", acrescentou Armitage.

Participam ainda na rede entidades como o Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV/Aids, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para o combate à Aids (Onusida) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

sábado, 18 de outubro de 2008

A CRISE FINANCEIRA E O DESAFIO DE UM MUNDO NOVO

16 outubro 2008/Vermelho/Editorial

A percepção de que o mundo está mudando não é nova. Na última década, as mudanças econômicas, com a disparada do crescimento da China e o fortalecimento das economias de países como Brasil, Índia e África do Sul, deixaram para trás os tempos em que a locomotiva do crescimento mundial era formada pelos EUA e pela Europa. Novos protagonistas fortalecem a relação Sul-Sul, abrindo um espaço maior de independência para os países chamados ''em desenvolvimento''. A mais grave crise financeira desde a década de 1930 escancarou aquilo que já era visível: o papel de vanguarda da economia mundial passou agora para os países ''emergentes'', com destaque para a China, encarados por autoridades econômicas e financeiras do ''primeiro mundo'' como os salvadores da economia mundial.

Mas esta passagem não será simples, como se pode concluir da 3ª Cúpula do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), encerrada ontem, dia 15, em Nova Delhi (Índia). A própria participação direta dos chefes de estado indica a importância com que os três países encararam a reunião. E, ao final, o clima de concordância e consenso entre o primeiro ministro Manmohan Singh (Índia), o presidente Kgalema Motlanthe (África do Sul), e o brasileiro Luís Inácio Lula da Silva, sinaliza que aquela articulação, criada em 2003, enfrenta bem a prova que a crise, que se espalha pelo mundo, significa.

Em primeiro lugar, eles fizeram uma avaliação comum, criticando a incúria dos países ricos, que levou à gestação e eclosão da crise, e recusando aceitar que seu preço seja pago pelos países pobres. E ironizaram aqueles que sempre davam lições de boa governança aos países pobres mas tem sido incapazes de salvar seu próprio sistema financeiro.

Em segundo lugar, e dando conseqüência a esta avaliação, exigiram um novo acordo internacional com reformas estruturais no sistema financeiro mundial, incluindo os países em desenvolvimento na tomada de decisões. A crise, diz a declaração final do encontro, não pode ''ser superada com medidas paliativas'', mas com uma reforma que inclua sistemas mais eficientes de vigilância e consulta multinacional, além de aplicar a ética à economia.

Finalmente, começando a transformar essas intenções em iniciativas, querem uma estratégia coordenada para enfrentar a crise, enfatizando a necessidade de aproveitá-la para fortalecer o comércio entre os três paises. De concreto, os dirigentes aceitaram convocar uma reunião de emergência dos ministros da Fazenda e Comércio e presidentes dos Bancos Centrais dos três países - ''uma coisa nova'', comemorou o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim.

São passos que podem indicar o início da ''construção de uma nova arquitetura internacional'', como disse o presidente Lula; uma nova ordem em que a distribuição do poder entre as nações seja mais eqüânime. Este é o desafio que aqueles que tem mandado nos últimos séculos enfrentam com a atual crise. E cuja solução pode gerar um mundo muito diferente daquele que tem prevalecido até hoje. Tudo indica que esta realidade está sendo deixada para trás.

http://www.vermelho.org.br/base.asp

quarta-feira, 23 de julho de 2008

MATÉRIAS-PRIMAS INCENTIVAM CORRIDA DE CHINA E ÍNDIA À CPLP

Por Paulo Guilherme Figueiredo, da Agência Lusa

Lisboa, 23 julho 2008 (Lusa) - China e Índia, as duas potências asiáticas que se agigantam na economia mundial, encontraram nos países lusófonos, em particular em Angola e Moçambique, uma importante fonte de matérias-primas de que necessitam para seu crescimento.

Angola já é, desde o primeiro trimestre do ano, o maior fornecedor de petróleo da China (688 mil barris diários), à frente da Arábia Saudita, e as petrolíferas Sonangol e Sinopec continuam associadas em diversos outros projetos, como o desenvolvimento do campo petrolífero "Grande Plutônio" (Bloco 18), que tem produção diária prevista de 200 mil barris este ano.

O apoio financeiro chinês aos projetos de reconstrução do país é apontado nas estatísticas oficiais como em torno dos US$ 7,9 bilhões, mas o Banco Mundial calcula que só o Fundo Internacional da China tenha um montante total previsto de US$ 9,8 bilhões, sem contar com as duas linhas de crédito disponibilizadas pelo banco chinês de promoção do comércio externo (Eximbank).

O investimento chinês em Angola tem sido aplicado principalmente em infra-estrutura, como em outros países da região ricos em recursos naturais - Nigéria é exemplo -, segundo o estudo "Fazer a ponte: o crescente papel da China como financiador de infra-estruturas na África Subsaariana".

Segundo os economistas do Banco Mundial que elaboraram o documento, o investimento chinês em linhas ou centrais hidrelétricas na África Subsaariana disparou de US$ 1 bilhão anuais em 2004 para perto de US$ 11,5 bilhões em 2006.

"A crescente cooperação Sul-Sul está sendo conduzida por fortes complementaridades entre a China e a África. A procura chinesa por recursos naturais tem paralelo nas reservas petrolíferas e minerais da África, significativas, mas muitas vezes não-aproveitadas. A necessidade urgente de infra-estruturas na África tem paralelo na indústria de construção chinesa, competitiva à escala mundial", afirmou a economista do Banco Mundial Vivien Foster, co-autora do relatório.

Apesar de não ter relações diplomáticas oficiais com São Tomé e Príncipe, que reconhece a independência de Taiwan, a China tem a petrolífera Sinopec envolvida na exploração de petróleo no arquipélago lusófono, na zona de desenvolvimento conjunto com Nigéria.

Cabo Verde também já manifestou o desejo de ser uma plataforma para trocas comerciais da China na região, e a macaense Geocapital pretende investir nos biocombustíveis em todo o espaço africano lusófono.

O grande parceiro comercial da China na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) continua sendo o Brasil.

Nos seis primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2007, as exportações chinesas para o Brasil aumentaram 71,7%, para US$ 5,21 bilhões, enquanto as exportações brasileiras para a China cresceram 50,7%, para US$ 7,41 bilhões, segundo estatísticas oficiais.

No entanto, o crescimento das trocas comerciais com a China foi superior no conjunto da CPLP: 80,3% nos primeiros quatro meses do ano, para um total de US$ 21,14 bilhões.

Índia

Um estudo recente do Instituto Real de Relações Internacionais britânico destaca que, além da China, também a Índia procura se implantar na África, em particular na costa africana do Oceano Índico.

Em países como Moçambique, o interesse indiano é econômico, mas também estratégico e cultural, devido aos laços históricos e étnicos com as grandes comunidades de origem indiana na região.

"Moçambique atrai crescente interesse de investimento por parte dos empresários indianos e está, atualmente, entre os principais destinos de investimentos. Em julho de 2007, a cidade de Maputo foi escolhida para acolher a reunião de 2007 da parceria Índia-África, um sinal de que a classe empresarial indiana vê Moçambique como um ponto de acesso ao mercado da África Austral", adianta o estudo.

Por esse motivo, "a expansão econômica e diplomática da China no Oceano Índico é olhada muito de perto pela Índia", que se esforça por manter a China de fora do Fórum de Diálogo Índia, Brasil, África do Sul (IBSA), alegando a falta de fundamentos democráticos do gigante asiático.

As empresas indianas demonstram estar particularmente atentas às extensas e praticamente intocadas reservas moçambicanas de carvão.

O ministro indiano do Carvão anunciou recentemente no Parlamento a criação de uma joint-venture para compra de ativos no exterior, integrada por empresas estatais de energia e recursos minerais como NTPC, Steel Authority of India, NMDC, Rashtriya Ispat Nigam e Coal India.

Entre as empresas que já asseguraram posição na exploração de carvão em Moçambique estão a Bharat Earth Movers e a Global Steel Holdings (grupo Ispat), que comprou dois blocos para a exploração de carvão, com uma área de 30 mil hectares e reservas comprovadas de 70 milhões de toneladas.

Em Angola, a abordagem indiana nas licitações de licenças de exploração de petróleo foi, até agora, suplantada pela China, mas a Índia manifesta grandes ambições para o próximo leilão, tendo proposto a Angola uma parceria entre as petrolíferas estatais dos dois países - Sonangol e ONGC Videsh.

A proposta indiana, apresentada no final do ano passado ao ministro angolano das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda, envolve também projetos de exploração de petróleo na Índia e nos países de língua oficial portuguesa.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Angola/Ministro João Miranda considera êxito o périplo pela América do Sul

Luanda, 18 julho 2008 – O ministro das Relações Exteriores, João Miranda, considerou hoje, sexta-feira, em Luanda, um êxito o périplo que o levou ao Chile, Paraguai, Uruguai e Brasil.
Em declarações à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o chefe da diplomacia angolana disse terem sido alcançados os objectivos que motivaram as visitas, entre os quais a assinatura, no Chile, de três protocolos de cooperação.
Adiantou que no Paraguai foi assinado um acordo geral de cooperação e um memorando de entendimento sobre consultas entre os ministérios das Relações Exteriores dos dois países.
No Brasil, analisou com as autoridades locais questões ligadas ao incremento das relações Sul-Sul, tendo em conta a complementaridade das economias de ambos os países.
Ainda no Brasil, abordou com o seu homólogo local, Celso Amorim, assuntos relacionados com a zona de paz e cooperação do Atlântico Sul e o seu alargamento a outros estados latino-americanos banhados pelo mesmo oceano.
João Miranda regressou hoje ao país, mas já seguiu para a Cidade de Durban, África do Sul, a fim de participar, ainda hoje, na 10ª conferência ministerial do Órgão de Política, Defesa e Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). (AngolaPress)

sábado, 18 de agosto de 2007

Cabo Verde/Universidade Lusófona arranca em Setembro na segunda cidade do país

Praia, 16 Agosto 2007 - A Universidade Lusófona de Cabo Verde vai arrancar no final de Setembro no Mindelo, segunda maior cidade do arquipélago, disse hoje o reitor da instituição de ensino superior portuguesa.

A autorização de funcionamento da Universidade Baltasar Lopes da Silva e de todos os seis cursos foi comunicada esta semana à Lusófona pelo Ministério da Educação e Ensino Superior cabo-verdiano.


No despacho, o Ministério realça que deve ser observado "o cronograma indicado de adequação e melhoria das instalações e futura ampliação".


De acordo com o reitor Manuel Damásio, foi sobretudo a disponibilização de instalações por parte da Câmara do Mindelo - um antigo quartel militar e hotel, já renovadas - a atrair a Lusófona para aquela cidade cabo-verdiana, na ilha de São Vicente.

Além disso, afirma Manuel Damásio, Mindelo é "a capital cultural de Cabo Verde", e onde estão situadas algumas importantes instituições de ensino do arquipélago.


Contudo, a Lusófona admite vir a transferir-se mais tarde para a Praia, capital e maior cidade do país.


O projecto representa um investimento de um milhão de euros, suportado pela filial cabo-verdiana da cooperativa COFAC.


Está prevista a oferta de quatro licenciaturas - direito, serviço social, ciências da comunicação e gestão de empresas - e dois bachaleratos - contabilidade, administração e auditoria; gestão de empresas turísticas e hoteleiras.


Mas, referiu Manuel Damásio, a abertura dos cursos ficará dependente de haver número de alunos suficiente.


Até ao momento, há perto de 200 alunos inscritos, o que o reitor da Lusófona considera satisfatório "tendo em conta que a autorização é recente e não foi feita publicidade" dos cursos.


A meta são 600 alunos, 100 por cada curso, mas "se tivéssemos 400 já ficávamos contentes", diz Manuel Damásio.


"O único problema teórico é saber se vamos ter alunos suficientes para abrir todos os cursos", disse.


Além da Lusófona, também o português Instituto Piaget está presente em Cabo Verde.

Actualmente, está também a ser ultimada a abertura da universidade pública do arquipélago.

A Lusófona continua à espera de autorização para abrir uma universidade em Angola, onde já actua na formação de quadros do Estado.


Recentemente, em Moçambique viu autorizada a passagem do Instituto Superior Politécnico a Universidade Politécnica.


O grupo Lusófona é ainda responsável pela Universidade Amílcar Cabral, na Guiné-Bissau e duas instituições de ensino superior brasileiras. (Noticias Lusófonas)