Revista do Brasil
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Lisboa, Portugal, 28 julho 2008 - A empresa brasileira de aeronáutica Embraer anunciou sábado em Lisboa que vai investir 148 milhões de euros em duas fábricas na cidade de Évora, em Portugal, em cerimónia que contou com a presença do seu presidente executivo, Frederico Curado.
A instalação das duas unidades na cidade, um projecto que estava ser negociado há mais de dois anos, pode ser um primeiro passo para a Embraer, que já é a maior accionista das Ogma - Indústria Aeronáutica de Portugal, decidir instalar, também em Portugal, uma fábrica de montagem de pequenos aviões a jacto para uso privado, de acordo com o jornal Diário de Notícias, de Lisboa.
O jornal adianta que este investimento da Embraer conta com 30 por cento de incentivos financeiros e fiscais do Estado português.
As duas fábricas de componentes e estruturas para aviões poderão criar cerca de 500 postos de trabalho e quase toda a sua produção é para exportação.
A escolha de Évora para a instalação das duas unidades resultou de uma avaliação que teve em conta o potencial de acesso a mão-de-obra qualificada na região, infra-estruturas logísticas e um parque tecnológico dedicado à indústria aeronáutica, previsto no plano director municipal, informou a Embraer, empresa onde o Estado brasileiro detém uma "golden-share". (macauhub)
São Paulo, Brasil, 30 janeiro 2008 - O primeiro avião a jacto desenvolvido por empresas chinesas deve entrar em concorrência com os aparelhos da Embraer apenas a partir de 2015, afirmou terça-feira em São Paulo à macauhub um director da empresa.
Luiz Sérgio Chiessi, director de "Inteligência de Mercado" da Embraer, disse que a produção do ARJ21 700, um modelo de 90 lugares, deverá ter como foco o mercado chinês, pelo que a concorrência nos mercados internacionais só acontecerá a longo prazo.
“Devido à grande procura do mercado chinês, entendo que durante alguns anos após a primeira entrega, que ocorrerá em finais de 2009, a produção do ARJ21 deverá estar quase que totalmente dedicada a clientes chineses, adiando a competição fora da China para 2015”, declarou o responsável à macauhub.
Segundo Chiessi, “há uma grande necessidade de aeronaves desta capacidade na China” e é possível que “o volume de produção da AVIC I talvez não consiga nem dar resposta às entregas necessárias às empresas aéreas chinesas”.
No final de 2007, a Embraer atingiu a marca de 764 aeronaves como encomendas firmes na família dos E-Jets, entre 30 e 120 assentos, tendo já entregue mais de 330 unidades para 30 clientes em mais de 20 países.
“A Embraer é a empresa líder em aeronaves comerciais entre 30 e 120 assentos e tem sido uma importante promotora deste segmento de capacidade de entre as empresas aéreas em todo o mundo. O projeto do ARJ21 é mais uma confirmação do sucesso deste segmento”, afirmou o diretor de "Inteligência de Mercado".
O responsável realçou ainda a importância da parceria com a China para chegar à entrega da milésima aeronave ERJ 145, por meio da "joint-venture" com a chinesa AVIC II, para a companhia Grand China Express, que aconteceu no terceiro trimestre de 2007.
“Muitos poucos programas de aviação comercial no mundo tiveram sucesso suficiente para poder chegar à marca atingida pela família ERJ 145. Temos consciência que conseguimos atingir esta marca com a ajuda de nossos parceiros chineses”, disse Chiessi.
Desde 2002, a companhia brasileira tem uma "joint-venture" com a chinesa AVIC II para construção de jactos de 50 lugares em Harbin.
“Esta parceria já produziu e entregou 20 aeronaves e tem ainda uma carteira de pedidos contratada de 46 aviões”, afirmou.
Ainda de acordo com Chiessi, “no segmento de 100 assentos, a Embraer já tem contratada pelo grupo HNA, de Hainan, 50 aeronaves Embraer 190, com a primeira entrega programada para 2008”. (macauhub)