14 outubro 2013, Portal Brasil http://www.brasil.gov.br (Brasil)
por Portal Brasil
Felipe
Barra
Setor
cibernético é uma das áreas definidas como prioritárias pela Estratégia
Nacional de Defesa
O ministro da Defesa, Celso Amorim, voltou a defender a necessidade de o
Brasil desenvolver tecnologias próprias para a proteção de suas infraestruturas
e redes de transmissão de dados. “Só teremos segurança nesse campo se
desenvolvermos tecnologias nacionais, tanto em
hardware quanto em
software,
suscetíveis de evitar a existência dos chamados
backdoors”, disse.
A manifestação de Amorim ocorreu na manhã da última sexta-feira durante aula
magna proferida aos alunos dos cursos de graduação e pós-graduação em Relações
Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
no bairro da Gávea, na capital fluminense.
Durante sua exposição, intitulada Segurança Internacional: Novos Desafios e
o Papel do Brasil (
acesse a íntegra da aula
magna), o ministro enfatizou a relevância da área
cibernética no mundo atual. “A cibernética tem sido tratada por muitos autores
como uma nova dimensão da guerra, para além das dimensões terrestre, naval,
aérea e espacial”, observou.
Amorim lembrou que o setor cibernético é, ao lado do nuclear e do espacial,
uma das áreas definidas como prioritárias pela Estratégia Nacional de Defesa
(END), documento que contém as diretrizes da defesa brasileira, e cuja atualização
foi recentemente aprovada pelo Congresso Nacional.
Segundo o ministro, o setor cibernético é parte do esforço que vem sendo
empreendido pelo país para ampliar sua dissuasão e nacionalizar sua produção.
“Hoje o desenvolvimento de capacidades autônomas na indústria de defesa é um
objetivo fundamental de nossa política”, ressaltou.
No decorrer da aula, o ministro da Defesa mencionou as recentes denúncias de
espionagem eletrônica de cidadãos, empresas e órgãos estatais brasileiros,
incluindo a Presidência da República, pela Agência de Segurança Nacional dos
EUA (NSA, na sigla em inglês). Essa denúncias levaram a presidenta Dilma
Roussef a adiar a viagem que faria este mês a Washington.
Amorim reproduziu as palavras da presidenta do Brasil na abertura da 68ª
Assembleia Geral das Nações Unidas, no mês passado, alertando a comunidade
internacional para a necessidade de se evitar o uso do espaço cibernético como
arma de guerra, por meio da espionagem e ataques contra sistemas de outros
países.
Ele também classificou como “infundada e descabida” a utilização da ideia de
combate ao terrorismo como justificativa para a coleta de informações de
cidadãos e órgãos públicos de países como o Brasil.
Grupo de defesa cibernética
No início de setembro, o Ministério da Defesa criou um grupo de trabalho para
estudar medidas com o objetivo de fortalecer os mecanismos de proteção das
redes das instituições que compõem