Mostrando postagens com marcador Cuito Cuanavale. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuito Cuanavale. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Angola/DEMOCRACIA E BRANQUEAMENTO POLÍTICO

29 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filomeno Manaças

Não há país sem história e os angolanos orgulham-se de terem uma das mais ricas e brilhantes, apesar do pouco tempo de independência que têm. A proclamação da independência deu-se em meio a batalhas ferozes contra forças invasoras apoiadas por mercenários e aliados internos que pretendiam impedir a consagração desse momento histórico.

Esse feito está devidamente registado e os heróis dessa nova madrugada para Angola são conhecidos e merecem todo o nosso reconhecimento.

Agostinho Neto foi o timoneiro dessa grande epopeia e como político visionário cedo percebeu e conclamou que “Na Namíbia e na África do Sul estavam a continuação da nossa luta”.

Angola tem uma das histórias mais ricas e brilhantes porque além da luta pela sua libertação do jugo colonial fascista português, uma vez conquistada a independência nacional mergulhou no combate pela emancipação de outros povos. E isso foi alcançado com bravura.

A batalha do Cuito Cuanavale, que

sexta-feira, 27 de março de 2015

Angola/A SEGUNDA DERROTA DO APARTHEID

27 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro e Artur Queiroz

O abandono de soldados sul-africanos mortos nos campos de batalha tem uma justificação: os generais do apartheid estavam convencidos de que iam tomar a vila do Cuito Cuanavale, “mais hora menos hora”.

No dia 23 de Março de 1988, enquanto o comando avaliava a situação, o comandante dos tanques, Gerhard Louw, fazia esforços para recuperar os tanques imobilizados. Um deles foi puxado com sucesso por um veículo blindado de recuperação, mas ficou claro que era impossível recuperar os outros Oliphant. Louw pediu autorização para destruir os tanques imobilizados pelo fogo de artilharia das FAPLA. Mas o general Liebenberg ordenou que os tanques não fossem destruídos, mas abandonados, para serem recuperados mais tarde, quando fosse tomado o Cuito Cuanavale.

Gerhard Louw estava encurralado nos campos de minas do Triângulo do Tumpo. O fogo que caía à volta era tão intenso, que as tripulações dos tanques nem sequer tinham tempo para recuperar os seus objectos pessoais com segurança. O tanque de Gerhard Louw e um veículo blindado de recuperação não conseguiram mover um Oliphant que

segunda-feira, 23 de março de 2015

Angola/CUITO CUANAVALE MUDOU A HISTÓRIA

23 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Adalberto Ceita


A Batalha do Cuito Cuanavale faz hoje mais um aniversário. Há 27 anos, os invasores sul-africanos e as tropas da UNITA foram derrotados no assalto final ao Triângulo do Tumpo.

Com suporte dos super-tanques de guerra “Oliphant” e os canhões G5, os invasores estavam convencidos do aniquilamento das FAPLA, que asseguravam a defesa do Cuito Cuanavale. Foram derrotados, e de um total de 20 super-tanques “Oliphant” que trouxeram para dentro de Angola só 13 conseguiram regressar e com sérias avarias. Alguns apenas andavam 500 metros por hora. Por isso, a retirada dos derrotados foi penosa. Outros três, um dos quais encontrado no teatro das operações militares em Dezembro de 2014, estão nas terras do Cuando Cubango e simbolizam a derrota dos invasores.
 
Estamos em Março de 1988. A 25ª Brigada comandada pelo capitão Valeriano e composta por valorosos combatentes das FAPLA tem a missão de defender o Triângulo do Tumpo, no Cuito Cuanavale, e impedir o avanço do exército sul-africano em

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Angola/BATALHA DE TANQUES DITOU UMA DAS MAIS IMPORTANTES VITÓRIAS

15 de Novembro, 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

Novembro de 1987. Junto à nascente do rio Chambinga as tropas angolanas, ainda sem o saberem, estão a construir os alicerces da nova Angola e a libertar África do apartheid.

O comandante Fidel Castro no seu livro “My Life” descreve o Cuito Cuanavale e não se esquece que ali existiu uma Base Aérea de helicópteros rodesianos e sul-africanos que participavam nas operações dos “comandos” e paraquedistas portugueses contra os guerrilheiros do MPLA.

Naquele Novembro de 1987 “não havia lá um único cubano e como tinha acontecido noutras ocasiões, neste caso nós também dissemos aos dirigentes angolanos: não contem connosco”, diz Fidel no livro de entrevistas a Ignacio Ramonet.

As tropas angolanas enfrentaram sozinhas a “Operação Moduler” na

sábado, 4 de outubro de 2014

Angola/Rússia lança filme sobre Batalha do Cuito Cuanavale

3 outubro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Nicolau Vasco, Menongue 

O governo da Rússia vai, no próximo ano, produzir um filme sobre a histórica Batalha do Cuito Cuanavale, intitulado “A Guerra Desconhecida dos Soviéticos em África”, para homenagear os heróis angolanos, cubanos e do seu país que participaram, até 23 de Março de 1988, na luta contra as tropas do regime do apartheid da África do Sul.

Esta intenção foi manifestada, terça-feira, no Cuito Cuanavale, pelo presidente do Conselho do Fundo dos Veteranos de Angola na Rússia (CFVA), Vadim Sagatchko, no final de uma visita de trabalho efectuada ao município.

Vadim Sagatchko, que chefiou uma delegação composta por cinco membros do CFVA, incluindo três jornalistas da televisão estatal da Rússia, disse que a produção deste filme tem como objectivo informar aos cidadãos angolanos, cubanos, russos e dos outros países do mundo sobre a importância e a verdadeira história da Batalha do Cuito Cuanavale.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Angola/AS CONDIÇÕES DA LIBERDADE

12 maio 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Maio é um mês fértil de acontecimentos históricos para a Humanidade.

Um deles salvou a Europa e provavelmente todo o mundo, da escravidão. No dia 9 de Maio de 1945, as hordas nazis de Hitler foram derrotadas na Frente Russa. Milhões de civis e militares soviéticos deram a sua vida pela liberdade dos povos. Depois da rendição, o mundo foi surpreendido pelos campos de extermínio. Há cemitérios das vítimas do nazismo nos países Aliados, para que a Terra não esqueça. Nós em Angola também vencemos os nazis. E temos no Cuito, capital do Bié, o cemitério das nossas vítimas, que representa todos os angolanos com ou sem sepultura.

A derrota dos nazis na então União Soviética é para recordar, não para esquecer. O mesmo acontece com a Batalha do Cuito Cuanavale. No Triângulo do Tumpo foi destroçado o regime de apartheid, em tudo igual ao nazismo de Hitler. A diferença é que os monstros que dirigiram o III Reich eliminavam as minorias étnicas ou raciais em nome da “raça ariana” e os sanguinários chefes do apartheid eliminavam a maioria negra, do alto da “superioridade da raça branca”.  Os Heróis da Batalha do Cuito Cuanavale escreveram as mais belas páginas da História Universal contemporânea,

sábado, 10 de maio de 2014

Moçambique/ATAQUES DA RENAMO CONTRA A DEMOCRACIA

10 maio 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Samora Machel disse uma vez que os “vizinhos não se escolhem”. O primeiro Presidente de Moçambique justificava assim as divergências insanáveis com Pretória.

Devido ao injusto regime de segregação racial vigente no país mais rico do continente africano, a África do Sul sofreu durante décadas um bloqueio internacional, com a aplicação de sanções em todos os sectores. Moçambique pagou uma pesada factura por ter um vizinho agressivo e reaccionário.

O Governo de Moçambique nunca aceitou a lógica de um regime que prendia e condenava à morte ou a pena perpétua os seus opositores políticos. E quando não podia usar essas “armas”, fazia atentados mortíferos contra aqueles que davam tudo pela libertação do povo, das garras do “apartheid”. Angola sabe bem o que isso significa, porque a aviação do regime racista de Pretória bombardeou comunidades civis, assassinando milhares de angolanos e namibianos.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Angola/Heróis da África Austral

24 março 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Bernardino Manje, Cuito Cuanavale

O ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira Van-Dúnem, prestou ontem homenagem a todos os combatentes das então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) que participaram na Batalha do Cuito Cuanavale, em particular aqueles que perderam a vida na célebre epopeia, decorrida entre 15 Novembro de 1987 e 23 de Março de 1988.

A homenagem consistiu na deposição de uma coroa de flores no Triângulo do Tumpo, local onde há 26 anos as FAPLA travaram encarniçados combates contra o exército regular do regime racista sul-africano, que pretendia invadir o território angolano.

Durante o acto, que serviu para assinalar o 26º aniversário da Batalha do Cuito Cuanavale, Cândido Pereira Van-Dúnem agradeceu o apoio dado pelos internacionalistas cubanos e os instrutores russos.
 
“A superioridade empreendida pelo exército sul-africano, com o uso de artilharia de longo alcance e da aviação sofisticada, dificultava qualquer espécie de manobra por parte das FAPLA, o que obrigou, posteriormente, o envolvimento de forças cubanas, que se situavam nas cercanias da cidade de Menongue, para se juntarem às ex-FAPLA que, de forma brilhante e com uma grande performance, já travavam duras acções ofensivas contra o invasor”,

quarta-feira, 19 de março de 2014

Angola/Acções do executivo têm o apoio das FAA

19 março 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Carlos Bastos, Soba Matias

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general de Exército Geraldo Sachipengo Nunda, garantiu, na localidade do Soba Matias, a cerca de 60 quilómetros da cidade de Menongue, Cuando Cubango, o total apoio do efectivo às estruturas do Governo e do Estado na solução dos  problemas para a melhoria das condições de vida das populações.

O general Nunda, que falava durante um encontro com os efectivos da 50.ª Brigada de Infantaria e Motorizada, disse que a atenção deve estar centrada sobretudo na desminagem, as calamidades naturais, para as quais, defendeu, as FAA têm a obrigação de se preparar para intervir. “As Forças Armadas Angolanas são uma tropa heróica  que realizou uma grande proeza, sendo a continuação das diversas forças que durante muitos anos combateram para que pudéssemos libertar o nosso país do colonialismo português e, depois de vários anos, para manter a integridade territorial de Angola”,

segunda-feira, 10 de março de 2014

ANGOLA: A BATALHA QUE PÔS FIM AO APARTHEID

5 janeiro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O general Magnus Malan escreve nas suas memórias que a campanha foi uma grande vitória para as forças de defesa da África do Sul (SADF), mas a opinião de Nelson Mandela não podia ser mais diferente: "Cuito Cuanavale marcou a viragem da luta de libertação do meu continente e do meu povo contra o flagelo do apartheid".

Por Piero Gleijeses*, no Diário.Info

"Nós não lutamos nem pela glória nem pelas condecorações, nós lutamos pelas ideias que consideramos justas". -- Fidel Castro

O debate acerca do significado de Cuito Cuanavale foi intenso, em parte porque os principais documentos sul-africanos relativos a esta operação foram classificados. Todavia, pude consultar os documentos dos arquivos cubanos, bem como os documentos dos Estados-Unidos. Apesar do fosso ideológico que separa Havana e Washington, estes documentos fascinam pela sua semelhança.

Examinemos os fatos. Em julho de 1987 o exército angolano (FAPLA) lança uma ofensiva de grande envergadura no sudeste de Angola contra as forças de Jonas Savimbi. Constatando que esta operação se desenvolvia com sucesso, as SADF que controlavam as zonas mais meridionais do sudoeste do país intervieram no sudeste. No início do mês de novembro, as SADF tinham cercado as melhores unidades angolanas na aldeia de Cuito Cuanavale e preparavam-se para as destroçar.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas exigia a retirada incondicional das SADF de Angola, mas a administração Reagan encarregou-se de agir de forma a que esta exigência fosse entendida como mais uma resolução a não ser respeitada.

O secretário de Estado adjunto encarregado de África, Chester Crocker, assinalou ao embaixador dos EUA na África do Sul: "A resolução não exige sanções e não prevê qualquer assistência a Angola. Isto não se verifica por acaso, é fruto dos nossos esforços para manter a resolução dentro de certos limites".

quinta-feira, 28 de março de 2013

ANGOLA: 25 ANIVERSARIO DE LA BATALLA DE CUITO CUANAVALE



28 marzo 2013, Rebelión http://www.rebelion.org (Mexico)

La “Ayacucho” de África

Barómetro Internacional

Durante esta semana se conmemoran un cuarto de siglo del fin de la Batalla de Cuito Cuanavale desarrollada entre diciembre de 1987 y marzo de 1988 en el sudeste de Angola.
Para los que no están familiarizados con el nombre, el lugar o el hecho histórico, vale decir que la misma fue la batalla conclusiva contra las fuerzas sudafricanas que habían invadido Angola y significó en lo inmediato la liberación total del territorio angolano, en el mediano plazo condujo a la independencia de Namibia y su constitución en Estado independiente, pero sobre todo Cuito Cuanavale es considerada la “Batalla de Ayacucho” africana, aquella que llevó al fin del apartheid en Sudáfrica y del régimen de separación y marginación racial en todo el continente africano, lo que a su vez permitió entronizar una nueva manera de relacionarse internamente en el continente y de éste con el mundo.
Vale recordar el contexto internacional de la época para insertar en su lógica dimensión la hazaña lograda por los combatientes angolanos y namibios que contaron con la invaluable ayuda de Cuba, su pueblo y sus Fuerzas Armadas.
El año 1988 fue el último de Ronald Reagan como presidente de Estados Unidos, su sucesor, George Bush (padre), elegido para el cargo el 8 de noviembre de ese año iba a dar continuidad a la política ultra conservadora que Reagan había desarrollado haciendo mancuerna con la primera ministra británica Margaret Thatcher cuyo objetivo estratégico (logrado unos años después) fue la desaparición de la Unión Soviética y el campo socialista.
La contraparte polar estaba en sus últimos estertores, la férrea estructura de poder soviético “hacía aguas” y se desvanecía paulatinamente. A finales de 1988, las tropas soviéticas habían sido derrotadas en Afganistán y preparaban su retirada de ese país, lo cual se concretaría a partir del año siguiente. Mijaíl Gorbachov que había asumido el poder en la Unión Soviética como presidente del Soviet Supremo comenzó a implementar una serie de medidas de apertura para los cuales el país no estaba preparado, lo que creó condiciones para su debilitamiento y posterior desaparición.
En ese contexto, varios hechos señalaban el derrotero de los próximos años, un acuerdo de paz para finalizar la guerra entre Irán e Irak fue firmado en julio de ese año y en agosto se dio por concluida esa conflagración bélica, mientras que durante ese mismo mes la Agencia Central de Inteligencia (CIA) en momentos en que fenecía la intervención militar soviética en Afganistán, reunió a guerrilleros fundamentalistas de diverso origen que habían combatido en ese país y creó la Organización Al Qaeda para consumar la derrota militar soviética en el país musulmán del Asia Central.
De manera tal que la Batalla de Cuito Cuanavale se desarrolla en un contexto internacional de debilitamiento del mundo bipolar y de merma del papel y poderío de la Unión Soviética que había sido el principal soporte de abastecimiento de armamento, municiones y equipos al gobierno de Angola, país que había declarado su independencia de la metrópoli colonial portuguesa en noviembre de 1975.
Desde la independencia, Angola había sufrido una larga guerra civil que fue apoyada por el régimen racista de Sudáfrica, incluso con la participación directa de sus tropas que ocupaban Namibia. La economía del país se encontraba devastada por la paralización de la producción en las regiones norte y sur del país. Al retirarse los europeos en 1975, dejaron abandonado e inservible el aparato productivo angolano. En ese contexto, el gobierno del Movimiento Popular de Liberación de Angola (MPLA) liderado por Agostinho Neto, se dio a la tarea de recuperar la economía a partir de la creación de un fuerte sector estatal. La banca y las actividades estratégicas fueron nacionalizadas.
En 1981, Sudáfrica, utilizando como argumento que Angola servía de refugio a las fuerzas guerrilleras namibias de la Organización Popular del Sudoeste de África (SWAPO), lanzaron el operativo “Smokeshell” y ocuparon en Angola un territorio de 200 km. de profundidad desde la frontera. Su objetivo era la creación de una “zona liberada” en la que se erigiera otro gobierno angolano que al tener reconocimiento internacional pudiera dividir el país para crear un estado títere sostenido por Sudáfrica, tal como ocurría en Namibia.
Durante años, los intentos angolanos por desalojar a las tropas sudafricanas fueron insuficientes y a finales de 1987, la seguridad de Angola fue amenazada seriamente ante el incremento de la intervención militar sudafricana. Las principales agrupaciones de las fuerzas armadas angolanas corrían el riesgo de ser cercadas y aniquiladas. La propia existencia e independencia del país se puso en juego.
A pesar que el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas exigió que las fuerzas armadas sudafricanas se retiraran incondicionalmente de Angola, la administración Reagan se aseguró de que esta exigencia fuera una Resolución sin mayor trascendencia. Según cita el analista italiano Piero Gleijeses en el portal Cubadebate “El secretario de estado adjunto para África de Estados Unidos, Chester Crocker, le dijo al embajador de Sudáfrica en Estados Unidos: ´la resolución no reclama sanciones y no plantea ninguna asistencia para Angola. Esto no es por casualidad sino el resultado de nuestros esfuerzos para mantener la resolución dentro de determinados límites`”.
Ante esa situación, el gobierno angolano solicitó apoyo a Cuba, que a partir del 15 de noviembre de 1987 comenzó lo que se denominó “una compleja operación de refuerzo del contingente internacionalista cubano en Angola y en particular de rechazo a los invasores sudafricanos y sus servidores internos, en lo que habría de convertirse en la victoriosa operación de Cuito Cuanavale”. Decenas de miles de los mejores soldados y oficiales de las fuerzas armadas cubanas apertrechados y dotados de todo el armamento necesario acudieron al sur de Angola a hacer práctica la máxima de Fidel cuando dijera “Ser internacionalistas es saldar nuestra propia deuda con la humanidad”
En la batalla comenzada en diciembre de 1987 y desarrollada hasta el 23 de marzo del año siguiente en un frente de más de 400 km. de extensión y en la que participaron decenas de miles de combatientes, más de 500 tanques, cientos de cañones, alrededor de 1.000 armas antiaéreas y decenas de aviones se selló la derrota sudafricana.
Pero, el fin de la batalla no garantizaba la independencia de Namibia ni mucho menos el fin del apartheid, por lo que la amenaza quedaría latente. Sudáfrica trataría de conseguir en la mesa de negociaciones lo que no pudo obtener en el terreno de los combates. Una vez asegurado el flanco sudeste, las tropas angolanas y cubanas avanzaron impetuosas en el sudoeste y el sur hacia la frontera con Namibia.
Estados Unidos intentó excluir a Cuba de las negociaciones, pero finalmente se vio obligado a admitir su presencia junto a la delegación de Angola. En ese contexto las conversaciones tuvieron un carácter cuatripartito: Angola y Cuba de un lado y Sudáfrica con su mentor imperial del otro. Las negociaciones se iniciaron en Londres en mayo y concluyeron en New York el 22 de diciembre de 1988.
Los acuerdos diplomáticos fueron expresión de lo que se había ganado en el combate. Se acordó la inmediata retirada de las tropas sudafricanas de Angola (aún quedaban algunas fuerzas diseminadas en el extenso territorio del sur del país), reconocimiento de las fronteras estatales, la soberanía e integridad territorial de la República Popular de Angola y, compromiso de aplicar la resolución 435/78 del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas que consagraba la independencia de Namibia. Este fue uno de los dos puntos más resistidos por la delegación sudafricana que se negaba a perder el rico territorio del sudoeste de África en el que se mantenía como potencia ocupante. Así mismo, se estableció que debía haber condiciones de seguridad necesarias para el retiro gradual y completo del contingente militar cubano a partir de un acuerdo bilateral entre Angola y Cuba en el que Sudáfrica ni Estados Unidos tendrían injerencia. Este fue el otro punto resistido por Sudáfrica y Estados Unidos que reclamaban la salida inmediata de Cuba.
Aunque Estados Unidos y Sudáfrica hicieron ingentes esfuerzos para minimizar la importancia estratégica de la victoria de Cuito Cuanavale, la vida se ha encargado de demostrar con creces que la historia de África tiene un punto de inflexión en la batalla desarrollada en este lejano poblado del sudeste de la República Popular de Angola.
Si alguien tiene dudas, de la importancia de esta batalla, basten las palabras del Padre de África, Nelson Mandela quien dijera “Cuito Cuanavale fue el viraje para la lucha de liberación de mi continente y de mi pueblo del flagelo del apartheid”.

sergioro07@hotmail.com

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Angola e África do Sul/Embaixador considera excelente cooperação com África do Sul

Joannesburg 31 agosto 2011 - O embaixador cessante de Angola na África do Sul, Miguel Gaspar Fernades Neto, avaliou hoje, quarta-feira, em Sandton, Joannesburg, o nível das relações de cooperação entre os dois países como excelentes, reforçadas com a ascenção ao poder do Presidente Jacob Zuma.

O diplomata angolano, que falava durante o encontro de despedida com a presidente do partido no poder na África do sul, Congresso Nacional Africano (ANC), Baleka Mbete, sublinhou que os dois Estados têm relações de longa data que vão desde os acontecimentos históricos, culturais aos de irmandade.

Em sua opinião, estes laços que datam desde os primórdios da luta de libertação nacional são cada vez mais evidentes, uma vez que “muitos sul-africanos consideram Angola sua segunda casa”.

O embaixador referiu existir acordos nos mais variados domínios entre os dois países que passam pela diplomacia, polícia, questões migratórias, saúde e ensino, comunicação social, urbanismo, ambiente, pescas, juventude e desportos, entre outros.

O diplomata sublinhou que outras áreas de cooperação que as autoridades angolanas gostariam ver dinamizadas com a África do Sul têm a ver com a agricultura, assistência social, energia e águas, geologia e minas, comércio, indústria e habitação.

A África do Sul é potencial em termos de recursos humanos e Angola quer aproveitar toda esta gama para troca de experiência - argumentou Miguel Neto.

Na sua visão, aquele país pode ser útil, por exemplo, na reconstrução da parte sul de Angola, uma área que até então se encontrava devastada devido ao conflito armado.

Além da habitação, os sul-africanos também têm uma boa experiência na construção de estradas e pontes, o que poderá ajudar a atenuar os mais variadíssimos problemas que a população angolana enfrenta.

Depois do embaixador angolano agradecer a hospitalidade das autoridades sul-africanos e a sua cooperação no exercício da missão que lhe foi incumbida, as duas individualidades falaram dos efeitos da batalha do “Cuito Cuanavale”.

Como reconhecimento do sacrifício consentido pelo povo angolano na luta de libertação da África Austral, a presidente Nacional do ANC disse que a África do Sul adoptou um “Projecto Histórico” que inclui, entre outros, o suporte educacional e visita anual à cidade angolana do Cuito Cuanavale.

As autoridades sul-africanas pretendem igualmente contribuir no projecto de desminagem e conceder apoio médico-psicologico às vítimas da guerra e das minas.

“A batalha do “Cuito Cuanavale” vai ser motivo de referência durante os 100 anos do ANC a ser celebrado proximamente em toda a África do Sul” - concluiu Baleka Mbete.

A batalha do “Cuito Cuanavale” ocorreu em 23 de Março de 1988, cujo confronto terminou a favor das Forças Armadas Angolanas, o que forçou a promoção de conversações quadripartidas que levou a assinatura do acordo de Nova Iorque e, consequentemente, a independência da Namíbia.

O embaixador Miguel Gaspar Fernandes Neto vai representar Angola no Reino Unido e na Irlanda do Norte.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Angola/Botswana apoia celebração regional da Batalha do Cuito Cuanavale

Gaberone, 10 maio 2011 – O Botswana concorda e apoia incondicionalmente a iniciativa do Executivo Angolano de elevar o dia 23 de Março, marco da histórica Batalha do Cuito Cunavale, a categoria de data a ser celebrada a nível da África Austral, afirmou segunda-feira o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional daquele país, Phandu Skelemani.

Segundo uma nota oficial, o chefe da diplomacia do Botswana transmitiu esse apoio durante uma audiência que concedeu ao embaixador Nelson Cosme, na sua qualidade de enviado especial e portador de uma mensagem escrita do ministro das Relações Exteriores da República de Angola, Georges Rebelo Pinto Chikoty.

Após tomar conhecimento da mensagem do chefe da diplomacia angolana, o governante tswanês disse reconhecer a importância histórica daquela batalha, que marcou a viragem na luta contra o apartheid e permitiu a emancipação dos povos da região, advogando a necessidade da disseminação e estudo do seu legado histórico, cultural e político-diplomático para benefício das próximas gerações.

À margem da audiência, o ministro Phandu Sekelemani transmitiu ao embaixador Nelson Cosme algumas questões bilaterais para conhecimento do governante angolano, tendo manifestado interesse de realizar encontros com o seu homólogo angolano.

A missão do enviado especial ao Botswana foi precedida de outras que o levaram já a Namíbia e a África do Sul e visaram auscultar os governos destes países membros da SADC com o objectivo de preparar a agenda da próxima cimeira da organização a realizar-se em Luanda, durante a qual Angola assumirá a sua presidência rotativa.

Durante a sua estada em Gaberone, o embaixador Nelson Cosme foi igualmente recebido na passada sexta-feira na sede regional da SADC pelo seu secretário executivo, o moçambicano Tomás Salomão, a quem fez igualmente a entrega de uma mensagem do chefe da diplomacia angolana.

De acordo com a nota da Missão Diplomática angolana no Botswana, Tomás Salomão mostrou grande receptividade e manifestou interesse na divulgação da data que consagra a celebração da data da batalha do Cuito Cuanavale a nível da região.

O secretário-executivo da SADC falou ainda da necessidade de desenvolvimento de projectos comunitários de impacto local e regional, citando como exemplo o Projecto da Bacia Hidrográfica do rio Okavango.

Nas duas audiências, o embaixador Nelson Cosme foi acompanhado pelo encarregado de negócios da Missão Diplomática Angolana, Evaristo Dias da Silva.

O enviado especial deixou hoje a capital do Botswana de regresso a Luanda.

Angola e o Botswana fazem parte da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e mantêm relações diplomáticas há mais de duas décadas.