Mostrando postagens com marcador libertação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador libertação. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de outubro de 2019

BRICS, China/Discurso de Xi Jinping na celebração do 70º aniversário da fundação da República Popular da China


VIDEO

Meus compatriotas,

Camaradas, amigos:

Hoje, nos reunimos solenemente para celebrar o 70º aniversário da fundação da República Popular da China. Neste momento, o povo de todos os grupos étnicos e os chineses no território nacional e no exterior estão muito felizes, orgulhosos de nossa grande pátria, e sinceramente abençoam nossa grande pátria.

Aqui, em nome do Comitê Central do Partido Comunista da China, da Assembleia Popular Nacional, do Conselho de Estado, do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e da Comissão Militar Central, exprimo minha profunda gratidão a todos os antecessores revolucionários e mártires que estabeleceram feitos imortais para a independência nacional e a libertação do povo, bem como para a prosperidade e felicidade do país. Felicitações calorosas ao povo de todas as etnias e compatriotas patrióticos em território nacional e no exterior. Gostaria de expressar os meus sinceros agradecimentos aos amigos de todo o mundo que se preocupam e apoiam o desenvolvimento da China.

Há 70 anos, o camarada Mao Zedong declarou solenemente

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Moçambique/TRINTA ANOS SEM SAMORA MACHEL

2 outubro 2016, Jornal Domingo http://www.jornaldomingo.co.mz (Moçambique)

Um leão dedicado e determinado (palavras de Raimundo Pachinuapa, antigo combatente) deixou-nos já lá se foram três décadas. Seu ideário mantém-se aceso na mente da maioria dos moçambicanos, até porque “o que somos hoje, considera o general, devemos a ele”.

O General Raimundo Pachinuapa falava sexta-feira passada, em Maputo, numa palestra organizada pelo Ministério da Administração Estatal e Função Pública sobre a Vida e obra de Samora Moisés Machel, no quadro das celebrações do trigésimo aniversário da sua morte.

O antigo combatente destacou o papel do Marechal Samora Moisés Machel na luta contra a ocupação colonial em Moçambique, um líder político apontado por seu companheiro de trincheira como “um cidadão atento, que acompanhava as acções de Kwame NKrumah, no contexto do Gana, e

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Angola/Margarita Holness “Marga”, tradutora de Agostinho Neto, morre em Londres



6 julho2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)


Fotografia: Edições Novembro

O Secretariado do Bureau Político do Comité Central do MPLA exprimiu ontem sentimentos de pesar pelo falecimento de Margarita Holness “Marga”, intérprete do primeiro Presidente de Angola, ocorrido sábado, em Londres.

Num comunicado distribuído ontem, o secretariado do órgão de cúpula do partido no poder escreve que Margarita Holness foi uma cidadã inglesa e grande amiga do povo angolano, desde os anos da luta de libertação nacional de Angola, em 1963.

“Intérprete do saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto, Marga Holness foi, também, uma combatente pela libertação dos povos do continente africano

quarta-feira, 16 de março de 2016

Brasil/Apelo ao ex-presidente Lula para assumir um ministério no Governo Dilma



12 março 2016 Leonardo Boff https://leonardoboff.wordpress.com (Brasil)

Caro amigo-irmão Lula

Escrevo-lhe sob a premência da situação política atual e a pedido de muitos amigos comuns.
           
Direi poucas palavras.

Há o risco de que as conquistas sociais conseguidas para os mais vulneráveis de nosso país, graças a suas políticas de inclusão social produtiva, sejam anuladas e se percam. O projeto da macroeconomia global sob a pressão dos grupos neoliberais nacionais e internacionais, pode levar ao poder aqueles para os quais as grandes maiorias são peso morto da história e para as quais há apenas políticas pobres para os pobres. Esse projeto social do PT,  de seus aliados e também da Igreja da libertação que encontra apoio no amor aos pobres  do Papa Francisco, tem que ser salvo como ponto de honra, como imperativo ético e como  sentido da mais alta humanidade.

Por isso, sou da opinião de que

terça-feira, 28 de abril de 2015

HÁ 40 ANOS O HERÓICO POVO VIETNAMITA DERROTAVA A INVASÃO IMPERIALISTA NORTE-AMERICANA

24 abril 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


A libertação de Saigão (hoje Cidade Ho Chi Minh) em 30 de Abril de 1975 deu o remate final à prolongada luta, plena de sacrifícios e façanhas gloriosas, do povo vietnamita pela reunificação nacional. Na ocasião do 40º aniversario da histórica efeméride, a Agencia Vietnamita de Noticias (VNA) divulga o seguinte breve resumo das mais importantes campanhas desenvolvidas pelas forças patrióticas de 4 de Março a 30 de Abril de 1975.

A Libertação do Sul: vitória conducente à reunificação nacional
A campanha estratégica Tay Nguyen (Altiplano Ocidental) de 4 de Março a 3 de Abril de 1975, com o assalto ao ponto chave de Buon Ma Thuot, cabeceira da província planáltica de Dak Lak, iniciou a Ofensiva Geral e levantamentos populares da Primavera de 1975. 

Em Julho de 1954, sob a orientação do então secretário-geral do Partido Comunista de Vietnam (PCV), Le Duan, o Estado Maior Geral do Exército Popular do Vietnam iniciou a elaboração do plano estratégico de libertação do Sul.


Nos meses de Outubro e Dezembro, os membros do Bureau Político (BP) e a Comissão Militar Central do PCV realizaram duas reuniões, no decurso das quais ratificaram a sua orientação e aprovaram a estratégia. 

A decisão tomada pelo partido é de libertar o Sul em dois anos: 1975 e 1976. Os principais objectivos nesse período consistiram em consolidar as forças armadas e levar a cabo sucessivos ataques e sublevações populares a fim de

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Angola/DEMOCRACIA E BRANQUEAMENTO POLÍTICO

29 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filomeno Manaças

Não há país sem história e os angolanos orgulham-se de terem uma das mais ricas e brilhantes, apesar do pouco tempo de independência que têm. A proclamação da independência deu-se em meio a batalhas ferozes contra forças invasoras apoiadas por mercenários e aliados internos que pretendiam impedir a consagração desse momento histórico.

Esse feito está devidamente registado e os heróis dessa nova madrugada para Angola são conhecidos e merecem todo o nosso reconhecimento.

Agostinho Neto foi o timoneiro dessa grande epopeia e como político visionário cedo percebeu e conclamou que “Na Namíbia e na África do Sul estavam a continuação da nossa luta”.

Angola tem uma das histórias mais ricas e brilhantes porque além da luta pela sua libertação do jugo colonial fascista português, uma vez conquistada a independência nacional mergulhou no combate pela emancipação de outros povos. E isso foi alcançado com bravura.

A batalha do Cuito Cuanavale, que

sábado, 27 de setembro de 2014

Moçambique/FADM herdeiras dos ideais da geração de 25 de Setembro -- afirma presidente Guebuza

26 de Setembro de 2014, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O presidente da República, Armando Guebuza, disse ontem em Maputo que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) são herdeiras dos ideais da geração de 25 de Setembro, que ousou pegar em armas para lutar contra a dominação colonial portuguesa.

Falando no Estádio Nacional do Zimpeto por ocasião da celebração do jubileu de ouro da criação das ex-Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM), o Chefe do Estado destacou a coragem, a valentia e a determinação de homens e mulheres que a 25 de Setembro de 1964 decidiram que, face às injustiças, aos massacres e à opressão colonial, a única alternativa era pegar em armas até à vitória final.

Segundo o Presidente da República, esses homens e mulheres foram determinantes para a mudança do rumo da história de Moçambique, ao terem decidido

sábado, 20 de setembro de 2014

Angola/Neto deve permanecer na memória dos angolanos

19 setembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Mazarino da Cunha e Maximiano Filipe, Benguela

O secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, defendeu a necessidade de se criar uma disciplina em todos os níveis académicos sobre a dimensão política, humanista, poética e cultural de António Agostinho Neto, com o objectivo de transmitir às próximas gerações o legado do Fundador da Nação.

O político falava à impresa no Memorial António Agostinho Neto, durante a colocação de flores no busto do Fundador da Nação, em comemoração ao Dia do Herói Nacional, que se assinalou quarta-feira.

“Estamos aqui, mais uma vez, para homenagear esse grande homem cujos feitos transcedem as fronteiras de Angola, atingindo outros patamares

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Moçambique/Presidente Guebuza distingue entidades nacionais e internacionais

25 junho 2014, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Maputo (AIM) – O Presidente Armando Guebuza, galardoou dia 25 de Junho entidades singulares e colectivas com os mais variados títulos honoríficos por se terem destacado em acções a favor da libertação do povo moçambicano contra o jugo colonial português e na criação de um ambiente propício ao desenvolvimento económico e social do país.

Encontram-se na lista dos galardoados Julius Nyerere, antigo Presidente da Tanzânia; Kenneth Kaunda, antigo Presidente da Zâmbia; Hamed Bela, antigo Presidente da Argélia; Seretse Kama, antigo Presidente do Botswana. Receberam tambem o galardao a Academia de Ciências Policiais (ACIPOL)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Moçambique/ACADÉMICO BRITÂNICO DENUNCIA DHLAKAMA (1 e 2)

7 junho 2014, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Gustavo Mavie

O conceituado académico britânico Alex Vines publicou pouco antes das eleições autárquicas de 20 de Novembro último um estudo em que desvenda as verdadeiras intenções de Afonso Dhlakama.

No estudo, a que só agora tive acesso a ele aqui em Dublin e publicado contra a vontade da Renamo, Alex Vine, um dos peritos em assuntos político-militares africanos, deixa claro o que motivou o líder da Renamo a tentar recorrer de novo à guerra para ver se consegue, pela força, o que não tem conseguido por via das eleições ou das repetidas ameaças que fazia antes de enveredar pelos ataques esporádicos que leva a cabo desde Abril do ano passado.
Vines destaca que Dhlakama optou de novo pela violência por ter concluído que nunca mais chegará ao poder através de voto popular e mesmo aos gordos ganhos financeiros que amealhou entre 1992 e 2004.

Neste período ele chegou a receber de uma vez, como uma das formas de lhe comprar a paz que negava aos seus compatriotas, 17 milhões de dólares das Nações Unidas e cerca de 1,4 milhão de dólares anualmente de subsídios do Estado moçambicano. Ele recebia este montante do
Tesouro moçambicano por

domingo, 8 de junho de 2014

Moçambique/ACADÉMICO BRITÂNICO DENUNCIA DHLAKAMA (1)

7 junho 2014, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Gustavo Mavie

O conceituado académico britânico Alex Vines publicou pouco antes das eleições autárquicas de 20 de Novembro último um estudo em que desvenda as verdadeiras intenções de Afonso Dhlakama.

No estudo, a que só agora tive acesso a ele aqui em Dublin e publicado contra a vontade da Renamo, Alex Vine, um dos peritos em assuntos político-militares africanos, deixa claro o que motivou o líder da Renamo a tentar recorrer de novo à guerra para ver se consegue, pela força, o que não tem conseguido por via das eleições ou das repetidas ameaças que fazia antes de enveredar pelos ataques esporádicos que leva a cabo desde Abril do ano passado.
  
Vines destaca que Dhlakama optou de novo pela violência por ter concluído que nunca mais chegará ao poder através de voto popular e mesmo aos gordos ganhos financeiros que amealhou entre 1992 e 2004.

Neste período ele chegou a receber de uma vez, como uma das formas de lhe comprar a paz que negava aos seus compatriotas, 17 milhões de dólares das Nações Unidas e cerca de 1,4 milhão de dólares anualmente de subsídios do Estado moçambicano. Ele recebia este montante do

segunda-feira, 24 de março de 2014

Angola/Heróis da África Austral

24 março 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Bernardino Manje, Cuito Cuanavale

O ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira Van-Dúnem, prestou ontem homenagem a todos os combatentes das então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) que participaram na Batalha do Cuito Cuanavale, em particular aqueles que perderam a vida na célebre epopeia, decorrida entre 15 Novembro de 1987 e 23 de Março de 1988.

A homenagem consistiu na deposição de uma coroa de flores no Triângulo do Tumpo, local onde há 26 anos as FAPLA travaram encarniçados combates contra o exército regular do regime racista sul-africano, que pretendia invadir o território angolano.

Durante o acto, que serviu para assinalar o 26º aniversário da Batalha do Cuito Cuanavale, Cândido Pereira Van-Dúnem agradeceu o apoio dado pelos internacionalistas cubanos e os instrutores russos.
 
“A superioridade empreendida pelo exército sul-africano, com o uso de artilharia de longo alcance e da aviação sofisticada, dificultava qualquer espécie de manobra por parte das FAPLA, o que obrigou, posteriormente, o envolvimento de forças cubanas, que se situavam nas cercanias da cidade de Menongue, para se juntarem às ex-FAPLA que, de forma brilhante e com uma grande performance, já travavam duras acções ofensivas contra o invasor”,

terça-feira, 16 de julho de 2013

Organização da Mulher Angolana e da Venezuela analisam troca de experiências



16 julho 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)
  

Luanda – A Organização da Mulher Angolana e a Frente Bicentenária de Mulheres 200 (Organização da Mulher Venezuelana) mantiveram hoje, terça-feira, em Luanda, um encontro, no qual analisaram, entre outros assuntos, uma possível troca de experiências entre si.

No encontro, a OMA fez-se representar pela sua secretária-geral, Luzia Inglês Van-Dúnem, e de outras figuras da organização, enquanto que a da Venezuela, a Frente Bicentenária de Mulheres 200, foi chefiada pela vice-ministra para a Atenção de Adolescentes em Conflito com a Lei, Anahí Arizmendi.

Em declarações à imprensa no final do encontro,

domingo, 14 de julho de 2013

A PARTILHA DA ÁFRICA E A RESISTÊNCIA AFRICANA



Portal São Francisco http://www.portalsaofrancisco.com.br (Brasil)

O texto completo encontra-se em PARTILHA DA ÁFRICA http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/africa-do-sul/partilha-da-africa.php



A que pese o esgotamento e as conseqüências nefastas dos quais foram vítimas os povos africanos, diante do tráfico internacional de trabalhadores escravizados, longe ainda estava o território negro, ao longo do século XIX, de ter esgotado sua participação como continente vitimado por ações espoliativas, para a construção e a prosperidade dos atuais estados europeus, ditos civilizados.

O solo e o subsolo africanos eram um atrativo por demais poderosos à ganância imperialista das potências ocidentais, ávidas por aumentar seus domínios mundo a fora - o que hoje chamaríamos de globalização da economia.

O expansionismo europeu pode muito bem ser traduzido através do pensamento de Cecil Rhodes [Conquistador, político inglês, organizador da anexação por parte da Grã-Bretanha de extenso território na África do Sul, dono de grande fortuna conseguida através da exploração de diamantes e ouro na região do Transvaal.]. “... essas estrelas... esses vastos mundos que nunca poderemos atingir.”

E afirmava: “Se eu pudesse, anexaria os planetas.” A conquista ou partilha da África (1884/1885) não se deu, contudo, sem resistência, em que pese a superioridade bélica dos Estados espoliadores.

De todas as formas tentaram os africanos resistir à investida colonialista: lutando de forma aberta, criando sociedades secretas, realizando pactos, ou ainda individualmente. Os povos negros não deram tréguas aos conquistadores que,

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Livro/TWO NATIONS ONE VISION: A TRAJECTÓRIA COMUM DE MOÇAMBIQUE E ÁFRICA DO SUL



19 junho 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Um livro sobre as relações entre Moçambique e a África do Sul acaba de ser lançado em Maputo, no que é visto como um contributo para que ambas nações continuem a construir relações viradas para o bem comum dos dois países.

Da autoria da diplomata Thandi Lujabe-Rankoe, a obra, “Two Nations One Vision” (Duas nações, uma visão) aborda vários aspectos da trajectória comum dos dois países, sempre com enforque na multiplicidade de relações que vêm sendo construídas desde tempos passados.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

União Africana/ÁFRICA VAI VENCER – Guebuza na Etiópia



25 de Maio de 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

O Presidente da República, Armando Guebuza, destacou hoje, em Addis Abeba, a importância da solidariedade dos países africanos para a libertação do continente, tendo igualmente sublinhado o papel desempenhado por Moçambique na região.

Falando num debate sobre “Pan-Africanismo e Renascimento Africano”, inserido nas celebrações da passagem de 50 anos da criação da Organização da Unidade Africana (OUA) – hoje União Africana (UA), Guebuza falou do papel desempenhado por Moçambique numa altura em que o pais também lutava pela sua libertação do jugo colonial português.

“Retribuindo a solidariedade que recebemos, acolhemos nas zonas libertadas em Moçambique – quando também ainda lutávamos pela independência – movimentos de libertação que connosco vinham aprimorar os fundamentos da guerra de guerrilha”, disse o estadista moçambicano.

Depois da independência nacional, Moçambique continuou a prestar solidariedade aos povos irmãos, acolhendo cidadãos perseguidos por se oporem aos regimes ditatoriais que vigoravam nos seus respectivos países.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

PAN-AFRICANISMO E RENASCIMENTO AFRICANO*



18 maio 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Há meio século, a OUA tinha como objectivos fundamentais libertar a África do colonialismo e do apartheid e garantir a unidade continental. Hoje há 54 países africanos independentes e subsiste por resolver a situação da República Árabe Saharauí Democrática, proclamada pela Frente Polisário na ex-colónia espanhola do Sahara Ocidental, entretanto anexada por Marrocos. Os benefícios económicos, sociais, culturais e em todos os domínios que as independências trouxeram aos povos africanos são imensos. Do ponto de vista histórico, a derrota do colonialismo e a libertação nacional de África significam um avanço enorme. Os sacrifícios dos patriotas nas lutas emancipadoras não foram em vão.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Angola/Defesa pretende criar estrutura para dignificar heróis cubanos e namibianos



26 abril 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)


Lubango – O Ministério da Defesa Nacional pretende criar uma estrutura capaz de transmitir dignidade aos combatentes da Namíbia e de Cuba, falecidos em Angola, onde se possa venerar periodicamente estes heróis que lutaram em solo angolano, referiu quinta-feira, no Lubango (Huíla), o titular da pasta, Cândido dos Santos Pereira Van-Dúnem.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Moçambique/NÃO VAMOS ESQUECER O TEMPO QUE PASSOU



8 de Abril de 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Por Miguel de Brito, Académico moçambicano

Nenhum de nós é ou deve ser culpado pelos pecados dos nossos pais (ou antepassados). Não temos que carregar cruzes de pecados que não cometemos. No entanto, não devemos nem podemos, nesta rejeição da herança da culpa, apagar a realidade em que viviam os nossos pais e avós e em que alguns de nós também ainda vivemos.


À data de independência de Moçambique viviam em Moçambique cerca de 200 mil branc...os de origem portuguesa. Muitos nascidos em Portugal, outros já nascidos em Moçambique, descendenetes de 2 ou 3 gerações também já aqui nascidas.

Se é verdade que nem todos maltratavam os negros, que muitos sentiam-se moçambicanos e não portugueses e que muitos lutaram, de várias formas, para pôr fim ao colonialismo, a grande maioria ou beneficiou diretamente do colonialismo ou, pelo menos, aceitou silenciosamente as práticas coloniais.

O bem-estar de que muitos brancos usufruíram e a riqueza que muitos brancos acumularam só foram possíveis graças às relações políticas, sociais e económicas que existiam entre a minoria branca e a maioria negra. Se em Moçambique não houve apartheid formal, a separação das raças estava institucionalizada a todos os níveis: nas zonas residenciais, no acesso à educação e à saúde, no acesso aos serviços e ao emprego. Para não falar do poder político, claro!
Quem achar que isto é um exagero é só consultar as centenas de álbuns fotográficos da época, que tantos orgulhosamente têm compartilhado aqui na internet, e ver quão branca era a vida social e económica de Moçambique na época. Ou ler os relatos do trabalho forçado, das palmatoadas, dos insultos racistas, etc, etc.

Entre 1974 e 1976, mais de 90% dos brancos residentes em Moçambique abandonaram o país. O mesmo aconteceu nas outras colónias portuguesas. A esmagadora maioria foi para Portugal e constituíu a chamada comunidade dos retornados. Outros foram para a África do Sul e para o Brasil.

Desde essa altura até hoje, desenvolveu-se e cristalizou-se uma "narrativa retornada" sobre a vida colonial e sobre o período 1974/75. É uma narrativa ao mesmo tempo romantizada e amarga, saudosista e reivindicativa, seletiva e manipuladora. O principal fio dessa narrativa, independentemente de se aplicar a Angola, Moçambique ou Guiné-Bissau, é que os brancos nas colónias desenvolveram e civilizaram as colónias, criaram e deixaram riqueza, trataram bem os pretos e tiveram que fugir porque os pretos (comunistas) os iam matar e roubar. O outro fio entrelaçado desta narrativa é sobre a boa vida das colónias, onde todos tinham casas grandes, muitos criados, praias, boa comida, o Sol, etc.

Esta é sobretudo uma narrativa falaciosa, cega e filtrada. A vida de uns só era boa porque a vida de muitos era francamente má. Esta é uma correlação indissociável. Os pretos nunca foram vistos como mais do que seres subordinados, por vezes "acarinhados", muitas vezes humilhados e violentados na sua dignidade humana. Esta frase que encontrei num depoimento é ilustrativa do pensamento dessa época e que está subjacente a toda a "narrativa retornada": "o branco com seu espírito empreendedor e conhecimento técnico, o negro como trabalho braçal".

É exactamente essa correlação e essa relação entre brancos e negros na sociadde colonial que a "narrativa retornada" ignora e rejeita. Esta narrativa tem sido reproduzida de pais para filhos, de geração para geração, ao ponto de influenciar os que nunca cá viveram, nem são descendentes de que cá viveu.

Hoje é comum ouvir: eu também sou moçambicana, também lá nasci e hoje estou de volta para ajudar esta terra que me viu nascer. A pergunta que falta fazer é: o que levou a sua família a abandonar Moçambique em 1974/75? A honestidade da resposta a esta pergunta é crucial para começarmos a curar os pecados do colonialismo e o veneno da "narrativa retornada". A verdade é que a esmagadora maioria dos retornados de Moçambique abandonaram o país porque não queria ser "governada por pretos"!
Porquê? Aqui encontramos uma mistura de racismo, medo de represálias (se eram todos tão bons para com os pretinhos, tinham medo de quê?) e pavor do chamado comunismo. A resposta mais usada em geral é que os "turras" iam "matar-nos e violar as nossas mulheres, por isso tivemos que fugir e deixar tudo para trás".

A História mostra quão isto é falso. Talvez tenham ficado em Moçambique uns 20 mil brancos de origem portuguesa. Muitos tornaram-se ministros, diretores nacionais, diretores de escolas, diretores de hospitais, diretores de empresas, etc. Este não é, de certo, um quadro de vingança, retaliação, perseguição. Aliás, este "acarinhamento" dos "brancos que ficaram" veio criar problemas à liderança da FRELIMO, mais tarde, mas isso são outros quinhentos.
Posto isto tudo, vamos ser honestos: se os que agora chegam (ou regressam), não têm culpa dos que os seus antepassados fizeram, pelo menos reconheçam o que eles fizeram, que deixaram cicratizes, que nunca reconheceram o mal que fizeram e que, pelo contrário, até hoje acham-se injustiçados e incompreendidos. Sem isso, nunca haverá reconciliação. Pois é da necessidade de reconciliação que se trata. E como bons católicos, de certo a maioria dos portugueses está familiarizada com o conceito do perdão e da redenção com base na confissão.

Imagem de Ricardo Rangel: Menino guardador de gado no sul de Moçambique, a quem chamavam “o oito” porque tinha uma marca na testa com a forma de um 8 deitado. Um dia, Ricardo Rangel soube que um criador de gado colonialista tinha marcado o seu jovem guardador de gado com o ferro em brasa, que usava para marcar o seu gado, por ele ter perdido um dos seus bois. Então, Rangel foi para Changalane e procurou o jovem durante dois dias até finalmente o encontrar. Fotografou-o. O patrão do menino queria dar-lhe um tiro, mas Rangel, armado com a sua máquina fotográfica, não teve medo das armas do patrão daquele menino.Como Ricardo Rangel disse, a fotografia foi sempre a sua arma para defender, dignificar e eternizar o povo.

terça-feira, 9 de abril de 2013

OS NÃO-CATÓLICOS DEVEM SE PREOCUPAR COM UM PAPA?



7 abril 2012, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br  (Brasil)

Ao apontar que nomes como Frei Betto, no Brasil, Ernesto Cardenal, na Nicarágua, Hans Kung, na Alemanha, e Garry Wills, nos EUA, têm lutado para transformar a Igreja, Immanuel Wallerstein defende que não-catóticos como ele não devem 'desistir' do Vaticano, diante de sua enorme força geopolítica e de sua capacidade para mudar o comportamento humano.


Tal como toda a gente, pelo mundo afora, se preocupa com quem será o novo líder dos Estados Unidos, da Alemanha, da Rússia, da China ou do Brasil, também nos sentimos afetados pela escolha do novo Papa. Estaline terá supostamente perguntado: “quantas tropas tem o Papa?” Mas a força geopolítica é superior à força militar.

É verdade que o Papa é limitado pelos interesses de longo prazo da Igreja Católica e pela sua trajetória histórica. Mas também o são os líderes de cada estado principal. Também é verdade que faz diferença quem é o líder particular. Dentro destes limites, o líder pode inclinar as políticas numa direção ou noutra.

No caso do Vaticano, desde 1945 foram escolhidos cinco papas. As escolhas seguiram mais ou menos as expetativas – exceto uma. João XXIII foi supostamente escolhido para ser um papa idoso e interino que pouco faria, enquanto se resolviam as divergências entre os cardeais. Contudo, na sua relativamente curta carreira, ele desencadeou uma importante viragem nas políticas do Vaticano (tanto teológica quanto temporalmente) no que ele chamou um aggiornamento da Igreja no Concílio Vaticano Segundo. O seu impacto foi tão grande que se poderia dizer que o objetivo principal dos seus sucessores foi desfazer o que ele fez, ou pelo menos limitar o que consideravam serem os danos causados por ele.

Evidentemente, os debates teológicos no interior da Igreja, e eles foram variados e importantes, dizem respeito quase exclusivamente aos fiéis da Igreja. Mas os líderes da Igreja em todos os níveis – no Vaticano, ao nível das estruturas nacionais dos bispos, e localmente em cada diocese e paróquia – retiram as conclusões temporais da teologia, e por isso procuram influir no que ocorre na arena política.

Politicamente, faz uma grande diferença se os bispos e padres são adeptos da teologia da libertação ou, no outro extremo, se são partidários das visões da Opus Dei ou, ainda mais à direita, da Sociedade do Santo Pio X. A Igreja tem números variados de aderentes em diferentes zonas do mundo, mas há muitas nas quais constituem uma parte significativa das populações nacionais: nas Américas, grande parte da Europa ocidental e do sul, algumas partes da Europa do leste, vários pontos da África, algumas partes da Ásia do leste e do sudoeste, e na Austrália. É uma longa lista. Os católicos são hoje cerca de 16% da população mundial, sendo que o único grupo maior é o dos muçulmanos, que são cerca de 22%.

Nestes países, Os líderes da Igreja apoiam muitas vezes implicitamente candidatos à eleição. Regularmente assumem posições fortes sobre vários tipos de legislação afetando a moral social e a sua permissividade. Muitas vezes tomam posição sobre questões do bem-estar social. E às vezes tomam posição sobre questões de guerra e paz. No conjunto do sistema-mundo, e certamente no interior de muitos países, nós, os não-católicos, por vezes encontramos aliados em figuras da Igreja e às vezes encontramos opositores.

É óbvio quer os não-católicos nada têm a dizer acerca de quem é escolhido Papa. Mas muito poucos católicos também têm voz. O Vaticano é uma das últimas monarquias absolutas. E tem um sistema eleitoral muito especial, onde os membros do Colégio Cardinalício (todos escolhidos por algum Papa anterior) com menos de 80 anos de idade votam por voto secreto segundo a sua vontade, e repetidamente, até que um tenha a maioria.

Uma maioria dos membros com menos de 80 anos do presente Colégio Cardinalício foi escolhida pelo Papa Bento XVI, e parece que o seu principal critério foi o de partilharem em grande parte a maioria das posições teológicas que ele considerou de importância primacial. Mas, dito isto, parece haver muitas diferenças de pontos de vista e de ênfase entre eles, alguns dos quais podem ter consequências políticas.

É extremamente duvidoso que venhamos a ter outro João XXIII. Mas também era extremamente duvidoso que fôssemos ter o primeiro João XXIII. Num sistema eleitoral que apresenta algumas semelhanças estruturais com o do Vaticano, isto é, o da China, todos estávamos em dúvida, e até certo ponto ainda estamos, quais serão as recentes consequências das escolhas recentes da próxima camada de líderes.

Uma coisa que vale a pena assinalar é que mesmo aqueles católicos proeminentes que foram tratados mais duramente pela Igreja ou que estão mais desiludidos com o estado da Igreja – estou a pensar em Frei Betto do Brasil, Ernesto Cardenal da Nicarágua, Hans Kung da Alemanha, ou Garry Wills dos Estados Unidos – não renegam a sua pertença à Igreja. Continuam a tentar transformá-la ou, no seu ponto de vista, a trazê-la de volta à sua original e verdadeira missão.

Nós, os restantes, não podemos “desistir” do Vaticano, como não o podemos fazer em relação à China ou aos Estados Unidos ou a qualquer outro lugar que seja uma sede de comportamento humano e de potencial transformação social.

*Tradução, revista pelo autor, de Luis Leiria, para o Esquerda.net