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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Angola/Margarita Holness “Marga”, tradutora de Agostinho Neto, morre em Londres



6 julho2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)


Fotografia: Edições Novembro

O Secretariado do Bureau Político do Comité Central do MPLA exprimiu ontem sentimentos de pesar pelo falecimento de Margarita Holness “Marga”, intérprete do primeiro Presidente de Angola, ocorrido sábado, em Londres.

Num comunicado distribuído ontem, o secretariado do órgão de cúpula do partido no poder escreve que Margarita Holness foi uma cidadã inglesa e grande amiga do povo angolano, desde os anos da luta de libertação nacional de Angola, em 1963.

“Intérprete do saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto, Marga Holness foi, também, uma combatente pela libertação dos povos do continente africano

terça-feira, 12 de novembro de 2013

EL CAMPO POPULAR SE SUMA COMO ACTOR DE LA INTEGRACIÓN



11 noviembre 2013, Agencia Latinoamericana de Información (ALAI) http://alainet.org

Aram Aharonian* y Osvaldo León**

ALAI AMLATINA -- Organizaciones y movimientos sociales, así como medios y redes de medios alternativos, comunitarios y populares, acordaron en Quito tomar a la integración como eje orientador de los contenidos comunes y, como un paso por demás importante, se sumaron en un Foro Latinoamericano de Comunicación para la Integración.

Decenas de comunicadores, reunidos en Quito en el Encuentro Latinoamericano “Democratizar la palabra en la integración los pueblos”, convocado por la Agencia Latinoamericana de Información (ALAI) y la Asociación Latinoamericana de Educación Radiofónica (ALER), elaboraron una agenda de trabajo común que apunta a romper el aislamiento y la dispersión, para dotarlos de mayor capacidad para contribuir a afirmar una integración regional que genere justicia e igualdad entre pueblos.

Coincidieron, tras tres días de debates, propuestas y mesas de trabajo, que para que la integración se torne irreversible, es ineludible una fuerte participación social y popular y la incorporación de sus derechos; conscientes de que sin ésta la integración se convierte en un proceso frágil.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

China/CPLP quer unir esforços com Fórum Macau, diz Murade Murargy



7 novembro 2013, Ponto Final http://pontofinalmacau.wordpress.com (China, Macau)

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, afirmou ontem que a organização pretende conjugar esforços com o Fórum Macau, considerando esta plataforma como um complemento das suas acções políticas.

“Vejo o Fórum Macau como um complemento das acções políticas que a CPLP está a desenvolver. Nós temos já consolidada a nossa cooperação político-diplomática e o Fórum Macau vai é trazer um complemento novo, que é a parte empresarial, porque é um fórum essencialmente económico”, disse Murargy à agência Lusa, à margem de um seminário no Instituto Internacional de Macau.

Ao sublinhar que o objectivo é que a “CPLP e o Fórum Macau sejam complementares”,

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Abya Ayala, Patria Grande/SEÑALES ANTIMPERIALISTAS EN LA CUMBRE DEL MERCOSUR



8 agosto 2013, ALAI América Latina en Movimiento http://alainet.org

REACCIÓN URGENTE EN UN MOMENTO COMPLEJO

Por: Adrián Fernández

Balance: seis de los 12 países suramericanos llamaron a consulta a sus embajadores en Europa por la retención del presidente de Bolivia, Evo Morales; promovieron una denuncia ante la ONU y la OEA y finalmente lograron que España, Italia, Francia y Portugal pidieran disculpas. La vieja Europa tuvo que hacerlo: fiasco diplomático sin precedentes. Mercosur también condenó el espionaje de Estados Unidos y pidió a Washington explicaciones que nunca llegaron. Ambas respuestas conforman una acción política y diplomática inédita: el bloque actuó de manera uniforme para cuestionar las acciones ejecutadas por el Norte.
 
Dos cumbres presidenciales realizadas en apenas ocho días dejaron suficientes evidencias del momento que atraviesa Suramérica: una histórica presencia política internacional y contradicciones internas. La condena al Departamento de Estado por espionaje es un hecho diplomático inédito para una región históricamente dependiente de los humores del Imperio. También el llamado a consultas de embajadores en los países que negaron el tránsito aéreo al presidente de Bolivia implica una acción diplomática tomada en conjunto por los países del Mercosur.

La Declaración de Montevideo con la que se cerró la cumbre del Mercosur señaló: “la intercepción de las telecomunicaciones y las acciones de espionaje en nuestros países constituyen una violación de los derechos humanos, del derecho a la privacidad y del derecho a la información de nuestros ciudadanos y ciudadanas, y a su vez forman parte de una conducta inaceptable y violatoria de nuestras soberanías que perjudica al normal desempeño de las relaciones entre naciones”.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

China/Gestores de língua portuguesa em conferência em Macau



10 julho 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e da região autónoma chinesa de Guangxi Zhuang participam desde terça-feira em Macau na Conferência sobre Gestão de Empresas para os Países de Língua Portuguesa, informou fonte oficial.

A conferência vai permitir que empresários membros da Associação Comercial de Macau, “que dispõem de um saber profundo da forma de fazer negócios na China continental transmitam esse conhecimento”,

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Fundação sugere expansão conjunta de Portugal e Espanha

Lisboa, 28 julho 2009 (Lusa) - Depois de consolidada a aproximação, Portugal e
Espanha deviam passar à "segunda fase" de relacionamento que é a "internacionalização conjunta", afirmou nesta terça-feira o vice-presidente da Fundação Luso-Espanhola, a propósito da pesquisa de opinião pública feita nos dois países.

O diretor do Instituto Cervantes em Lisboa frisou, por sua vez, o "desenvolvimento extraordinário das relações entre os dois países a todos os níveis, mesmo de relacionamento entre as pessoas".

Com uma amostra de 876 pessoas (363 portugueses), o Barômetro de Opinião Luso-Espanhol foi realizado em abril e maio pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Salamanca com o apoio do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa de Lisboa.

No documento apresentado ao início da tarde, em Madrid, conheceu-se o que os dois povos pensam das relações bilaterais, da ideia de federação, dos problemas comuns e revelaram-se quais as personalidades mais famosas.

“Pessoalmente”, José María Martín Valenzuela, do Instituto Cervantes, considerou que "se têm desenvolvido muito e melhorado muito nos últimos anos".

O vice-presidente da Fundação Luso-Espanhola, José António Silva e Sousa, citou as cúpulas bilaterais entre governos como um "motor grande" para o crescimento das relações, exemplificando com o novo projeto de nanotecnologia.

"É um primeiro sinal que os dois países em conjunto podem fazer algo de grande. Agora o que me parece é que as boas relações entre os dois países só por si não são um fim, devem ser um princípio", defendeu.

O mesmo responsável falou na necessidade de uma "virada na competitividade internacional das duas economias" de países "extraordinariamente complementares" a nível geográfico e da "visão do mundo".

Falando em causa própria ao comentar a posição dos espanhóis preferirem o português como língua oficial e os lusos verem com bons olhos a obrigatoriedade do espanhol nos níveis de ensino básico e secundário, Valenzuela assinala a "complementaridade" das línguas e as vantagens para os dois lados.

No Instituto que dirige, a procura pela aprendizagem do espanhol tem aumentado, assim como se notam alterações no perfil dos estudantes.

"Já não são só os alunos universitários, mas também jovens e menos jovens profissionais que mesmo sem precisar vêm para incluir o conhecimento de espanhol no seu currículo e terem mais possibilidades profissionais", disse.

Comentando a ideia de federação, que recolheu o apoio de 30% de espanhóis e 40% de portugueses, o responsável espanhol lembrou a proximidade entre os países: "Para mim tudo o que seja essa aproximação, esta convivência fácil e fluida é bom. Se acontecesse uma formalização política, não sei se seria melhor".

Já Silva e Sousa argumentou não fazer sentido no século 21 e quando os dois países já escolheram estar na União Europeia, que, por sua vez, também não definiu "se quer ser uma federação ou uma comunidade de bons vizinhos".

Sobre os espanhóis mais reconhecidos em Portugal, qualificou de "engraçado" Júlio Iglésias surgir no mesmo pódio com o Rei Juan Carlos e a princesa Letizia.

Na Espanha, os lusos mais reconhecidos são Cristiano Ronaldo, Luís Figo e José Saramago.

Valenzuela não deixou, porém, de lembrar o escritor Lobo Antunes, colaborador habitual do jornal El Pais, e que cada vez mais "autores, músicos e pintores" portugueses são reconhecidos.

Silva e Sousa considerou que a preferência pela família real espanhola é uma "relação mais pessoal que institucional".

segunda-feira, 27 de julho de 2009

CPLP/«Dia da Língua Portuguesa e da Cultura» fixado em 5 de Maio

20 julho 2009

O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou hoje, na Cidade da Praia, em Cabo Verde, a data de 5 de Maio como o "Dia da Língua Portuguesa e da Cultura" do espaço lusófono, a celebrar obrigatoriamente todos os anos.

A iniciativa pretende reforçar os papéis do Português e da Cultura lusófona no mundo, contando com o apoio do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), através da planificação e execução de programas de promoção, defesa, enriquecimento e difusão do idioma oficial da comunidade.

O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa aprovou hoje também, em Cabo Verde, a nova visão estratégica de cooperação, que visa sobretudo dar maior coerência e eficácia ao alinhamento da cooperação comunitária entre os "oito".

Segundo disse o director de Cooperação da CPLP, Manuel Lapão, a nova visão estratégica da cooperação no espaço da CPLP "terminará com os projectos desgarrados e passam a existir projectos sectoriais", como o recente do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde (PECS).

"As reuniões ministeriais têm capacidade de criar fundos autónomos para os seus projectos e o que defendemos é que essa situação não se verifique sempre que os desembolsos estejam colocados dentro do fundo especial, que é o instrumento financeiro que já existe para o efeito", disse Manuel Lapão.

Durante a reunião, foi decidido também que Portugal vai receber no início do próximo ano a primeira reunião dos ministros da Coordenação dos Assuntos do Mar e dos Oceanos CPLP.

Na reunião ficou ainda definido o desenvolvimento de vários projectos, nomeadamente o da criação de um Centro de Estudos Marinhos da CPLP, a cargo de Cabo Verde, sendo que Portugal e Brasil se prontificaram a liderar o processo de extensão da plataforma continental, e o Brasil e Angola deverão tratar da questão da exploração dos recursos Marinhos.

Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar português, João Mira Gomes, explicou que os projectos serão desenvolvidos até à reunião em Portugal.

João Mira Gomes explicou ainda que a resolução sobre a estratégia da CPLP para os Oceanos foi discutida no encontro de hoje, mas a sua aprovação ficou adiada para 2010.

"Há um consenso sobre o documento, mas chegámos à conclusão que seria apropriado aprová-lo na primeira reunião formal dos ministros responsáveis pelos Assuntos do Mar da CPLP", avançou o secretário. (Notícias Lusófonas)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Portugal está entre os que menos ajuda países pobres

Lisboa, 24 abril 2009 (Lusa) - Portugal destinou no ano passado 470 milhões de euros para ajuda aos países em desenvolvimento, um crescimento de 21,1% em relação a 2007. Contudo, a quantia foi insuficiente para retirar o país dos últimos lugares da lista de doadores.

Em 2008, Portugal destinou 0,27% do seu Rendimento Nacional Bruto (RNB) - riqueza criada que fica no país - à Ajuda Pública ao Desenvolvimento(APD), segundo os dados mais recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No ano passado, o Rendimento Nacional Bruto português ascendeu a 159 bilhões de euros.

A porcentagem coloca o país como o quinto pior doador entre 22 Estados que integram o Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da OCDE, a seguir à Grécia, Itália, Japão e Estados Unidos (que ocupa o último lugar em termos de porcentagem, mas é o país que mais recursos concede).

A lista dos países que maior porcentagem do seu RNB destinaram à ajuda ao desenvolvimento é liderada pela Suécia (0,98%), que com o Luxemburgo (0,92%), Noruega (0,88%), Dinamarca (0,82%) e Holanda (0,8%) ultrapassaram já a meta coletiva de 0,7% - estabelecida pelas Nações Unidas para 2015.

A porcentagem da ajuda portuguesa continua longe das metas de 0,33% definida pela União Europeia para cada estado em 2006 e de 0,51% para 2010.

Portugal está também entre os três países que menos dinheiro destinou à ajuda pública ao desenvolvimento, juntamente com Luxemburgo e Nova Zelândia.

Em montantes, os principais doadores foram os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França e Japão, enquanto o maior crescimento das verbas destinadas a APD se verificou nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Japão e Canadá.

A OCDE considera ainda "notáveis" os aumentos registrado por Portugal, Austrália, Bélgica, Grécia e Nova Zelândia.

África
Segundo a OCDE, o aumento de 21,1% em termos reais de Portugal deveu-se "ao aumento da ajuda bilateral, designadamente na África".

Dados do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) revelam que a ajuda bilateral representou, em média, 61% do total entre 2002 e 2007, com a cooperação técnica. Os setores da educação e formação foram os que mais receberam recursos, com uma média anual acima dos 50%.

Projetos de investimento, reorganização e perdão de dívidas e o apoio ao orçamento dos países são outras modalidades.

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste são os maiores beneficiários da ajuda bilateral, enquanto a multilateral é destinada à União Europeia, Nações Unidas (em média 8,7 milhões de euros entre 2002 e 2007) e Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio (uma média de cerca de 10,7 milhões de euros, no mesmo período).

Em 2007, Cabo Verde (39 milhões de euros) encabeçava o Top 10 dos maiores beneficiados da APD portuguesa, que integrava ainda Timor Leste (32 milhões de euros), Moçambique (16 milhões), Angola (15 milhões), Guiné-Bissau (11 milhões), Servia (10 milhões), São Tomé e Príncipe (9 milhões) Bósnia Herzegovina (6,8 milhões), Afeganistão (6,1 milhões) e Líbano (4,5 milhões).

A ajuda pública ao desenvolvimento (APD) da OCDE cresceu 10,2% em 2008 em comparação ao valor de 2007, atingindo os 90 mil milhões de euros.

O continente africano foi o destinatário da maior parte da ajuda, com 26 bilhões de euros, sobretudo a África subsaariana, que recebeu 22,5 bilhões de euros.

terça-feira, 17 de março de 2009

Portugal/Galegos apresentam contribuição para vocabulário comum

Lisboa, 17 março 2009 (Lusa) - Um projeto de vocabulário com léxico comum a portugueses e galegos, sobretudo nas regiões da fronteira com a Galícia, norte de Portugal, foi entregue nesta terça-feira por uma delegação da Academia Galega da Língua Portuguesa na Academia de Ciências de Lisboa.

Responsáveis pelos dois institutos estiveram reunidos para uma análise da situação da língua e a coordenação na aplicação de alguns aspectos do acordo ortográfico, "com especial interesse na elaboração do vocabulário ortográfico comum".

Segundo Artur Anselmo, presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia, o projeto apresentado está contido no livro "Contribuição para o Vocabulário Comum da Língua Portuguesa" e vai ser lançado oficialmente em Portugal, juntamente com o Vocabulário elaborado pela Academia Brasileira de Letras.

A Academia galega participou como observadora nas negociações do acordo ortográfico.

"Estamos convencidos, e penso que não devemos deixar de pensar assim, de que, para que haja Acordo, é preciso que haja um documento de base, uma listagem de palavras, e isso só se consegue se todos derem as suas contribuições", disse Anselmo.

"O ideal seria, salvo melhor opinião, que todas as partes geográficas, desde Cabo Verde a Timor Leste, fizessem o mesmo que fez a Academia Galega, dessem também as suas contribuições", concluiu.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Parlamento da UE aprova tradução simultânea em português

Estrasburgo, 14 janeiro 2009 (Lusa) - O Parlamento Europeu decidiu que o português passa a ser uma das línguas oficiais nas cabines de tradução simultânea das reuniões periódicas entre deputados europeus e dos países da África, Caribe e Pacífico (ACP).

A decisão tomada pelo Legislativo europeu vem dar satisfação a uma reivindicação dos deputados portugueses que há muito queriam esta decisão.

Os eurodeputados portugueses e os deputados nacionais de países como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe vão passar a seguir os trabalhos da Assembléia Parlamentar Paritária na língua de Camões.

O português fica assim no mesmo nível de inglês, francês, alemão, italiano e espanhol na cabine de interpretação da Assembléia Parlamentar Paritária.

"Estou muito satisfeita por termos vencido esta batalha e consagrado a língua portuguesa a nível internacional", disse a eurodeputada socialista Edite Estrela.

Os eurodeputados portugueses membros desta instância são Carlos Coelho (PSD), Emanuel Jardim Fernandes (PS), Elisa Ferreira (PS), Ana Gomes (PS), José Ribeiro e Castro (CDS-PP).

ACP-UE

A Assembléia Parlamentar Paritária ACP-UE foi criada na seqüência da celebração de um acordo de associação designado por Convenção de Iaundé, em Camarões.

Este compromisso, chamado atualmente de Acordo de Cotonu, liga a União Européia a 77 países da África, Caribe e Pacífico.

A iniciativa foi concluída para melhorar os níveis de vida e de desenvolvimento econômico dos países ACP e instaurar uma cooperação estreita entre estes países e a União Européia.

Os representantes dos 77 países ACP se reúnem duas vezes por ano em sessão plenária alternadamente num país ACP e num país da União Européia, durante uma semana, com os deputados do Parlamento Europeu.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Pesquisa quer listar crioulos da Ásia com base no português

Macau, 14 outubro 2008 (Lusa) - O pesquisador Alan Baxter, da Universidade de Macau, lidera uma equipe que procura catalogar todos os crioulos da Ásia com base no português.

Estes crioulos estão localizados na Índia em Damão, Diu e Korlai, na Malásia em Malaca, e na China em Macau.

Alan Baxter, australiano, reconhecido como um dos mais importantes especialistas em crioulos de base lexical portuguesa e diretor do departamento de Português da Universidade de Macau, explica que o trabalho não é fácil.

Sobretudo, a situação do Sri Lanka é mais complicada, explicou Alan Baxter à Lusa, devido às dificuldades de contato com as comunidades de Trincamalee e Baticaloa, situadas na costa oriental e sob domínio tamil.

"Depois em 2004 aconteceu o tsunami que afetou vários países da Ásia entre os quais o Sri Lanka, e sendo estas comunidades costeiras não há informação sobre o que aconteceu", disse.

No entanto, Alan Baxter mantém viva a esperança de conseguir "estudar a tipologia lingüística destes crioulos para poder comparar e compreender melhor o seu desenvolvimento e até ligação".

"Há características em todos estes crioulos de base lexical portuguesa na Ásia que só podem ter vindo da Índia e aqui olhamos para o mapa dos Descobrimentos e percebemos que os crioulos foram sendo implantados e desenvolvidos com as transferências a partir da Índia, e de entreposto para entreposto, de grupos de pessoas relacionadas com o comércio e a administração do Estado", explicou.

sábado, 11 de outubro de 2008

Língua portuguesa é tema de festa francesa sobre leitura

Paris, 10 outubro 2008 (Lusa) - Várias iniciativas dedicadas à leitura e escrita em português serão desenvolvidas neste final de semana em Paris, no Centro Cultural Calouste Gulbenkian (CCCG) e na Residência André de Gouveia (RAG) da Cidade Universitária.

A iniciativa portuguesa, em colaboração com o Instituto Camões, surge integrada ao evento Ler em Festa, este ano sob o tema da juventude, ocasião em que durante três dias toda a França se dedica aos prazeres da leitura e da escrita.

"Tentamos manter viva a chama da língua portuguesa" junto aos luso-descendentes mas, numa perspectiva de novas audiências e de um maior impacto, "temos muito mais interesse em fazer as coisas em conjunto com os franceses", afirmou à Agência Lusa Maria de Fátima Ramos, diretora do Instituto Camões na França.

O início das atividades em português acontece nesta sexta-feira na RAG, onde é inaugurada a exposição de ilustração portuguesa contemporânea para a juventude, "As imagens que contam", com trabalhos de João Caetano, André Letria, José Miguel Ribeiro e Danuta, entre outros artistas.

"Itinerários de André de Gouveia" é outro dos momentos do dia na RAG, em que serão lidos textos de autores lusos.

"Esta é uma oportunidade de se realizarem leituras de textos portugueses, em francês e em português, permitindo uma difusão por um público não português", disse à Manuel Rei Vilar, diretor da RAG.

Sábado, o Ler em Festa acontece no Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris, com um recital de poesia onde Luís Machado lerá, em português e em francês, poemas de Natália Correia, Ruy Belo, Fernando Pessoa, António Ramos Rosa, Mário Cesariny de Vasconcelos, Sophia de Mello Breyner e Eugénio de Andrade.

No mesmo dia, serão lidos textos produzidos pelos estudantes de português da Universidade Paris X-Nanterre, cujo tema será "O meu encontro com a língua portuguesa".

Domingo, na RAG, Luís Machado, acompanhado ao piano por Inês Machado, fará um recital de poesia.

Ana Rita Mota e Ion Eminescu, vencedores da RAG nos "Jogos da Francofonia", lerão os textos que produziram com a seguinte temática: "O meu encontro com a língua francesa".

Grande evento

Naquela que é a sua 20ª edição, o Ler em Festa, que se estende por toda a França, terá em Paris, no Grande Mercado de La Villete, transformado para a ocasião em gigantesco livro aberto, o seu quartel-general.

Durante três dias, autores, ilustradores, videomakers, dramaturgos e atores libertam as palavras de seu suporte impresso para entregar a sua visão da escrita em todos os seus estados.

A Biblioteca Nacional de França (BNF) comemorará o evento com uma grande exposição intitulada "Babar, Harry Potter e companhia", sobre as personagens de culto do imaginário infantil.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Delegação parlamentar argentina visita Portugal em março

Por Eduardo Lobão, da Agência Lusa

Buenos Aires, 2 outubro 2008 (Lusa) - Uma delegação parlamentar argentina visita Portugal em março e pretende incluir empresários para avaliarem a possibilidade de investimento em Portugal, disse à Agência Lusa nesta quinta-feira o senador Juan Carlos Marino.

O senador argentino, que preside o recém-formado Grupo Parlamentar de Amizade Argentina-Portugal, falava à Agência Lusa no final do encontro que manteve nesta quinta-feira, em Buenos Aires, capital argentina, com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Antônio Braga, que iniciou na terça-feira uma visita de oito dias ao país.

"Vamos avaliar os investimentos argentinos em Portugal e por isso queremos levar empresários conosco. Os empresários dos dois países vão conversar e depois tudo é possível", disse.

Os investimentos argentinos em Portugal são praticamente inexistentes, mas o país é, atualmente, uma das nações com maior taxa de crescimento neste setor na Argentina.

Cerca de 20 empresas portuguesas atuam no país latino e o mais recente exemplo do interesse português, um projeto turístico no valor de 150 milhões de euros (R$ 415,5 milhões), localiza-se em San Carlos de Bariloche, no sul do país.

Questionado se o deslocamento da delegação parlamentar e de empresários poderá inverter a atual situação de inexistência prática de investimentos argentinos em Portugal, Juan Carlos Marino reconheceu que se trata de um desafio.

"Creio que é um desafio. E é um desafio tanto nosso, como dos parlamentares e empresários portugueses. A nossa ida (em março) poderá não se traduzir de imediato em resultados, mas há essa intenção", disse.

Filho de imigrantes italianos, o senador Juan Carlos Marino reconhece na comunidade portuguesa residente na Argentina "a vitalidade e interesse em trabalhar e ajudar a desenvolver" o país.

"A Argentina é um país com um registro migratório muito grande, de culturas totalmente diferentes. Somos um país em desenvolvimento e aproveitamos estas imigrações para sermos um país forte em crescimento", frisou.

No âmbito dos contatos com parlamentares, integrados na visita que está fazendo à Argentina, Antônio Braga encontrou-se quarta-feira à tarde com Ruperto Godoy, presidente da Comissão de Relações Externas do Congresso Nacional da Argentina.

Em entrevista à Agência Lusa, Godoy disse sentir a "grande relação" que Portugal mantém com a Argentina.

"Estamos a programar uma viagem a Portugal. Sentimos que Portugal tem uma grande relação com a Argentina e queremos, no Congresso Nacional, aprofundá-la e permitir a troca de experiências", disse.

Luso-descendentes ocupam atualmente posições de relevo na vida política argentina, sendo mais conhecidos os casos de Horácio Gonzalez, que preside a Câmara de Deputados da Província de Buenos Aires, e de Mário das Neves, governador da província de Chubut e considerado influente dirigente do Partido Justicialista, no poder.

Antônio Braga, que retorna na próxima terça-feira a Portugal, foi já recebido pelo ministro argentino da Justiça, Segurança e Direitos Humanos, Aníbal Fernandez, e tem agendada ainda para esta quinta-feira um encontro com o vice-ministro das Relações Exteriores, Victorio Taccetti.

Textos anteriores
Portugal se vê como plataforma de cooperação Argentina-UE