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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Timor-Leste/Taur Matan Ruak apela ba uniaun no estabilidade ba dezenvolvimentu timoroan nian/Taur Matan Ruak apela à união e à estabilidade para desenvolvimento timorense

20 de Maio de 2015, SAPO Noticias http://noticias.sapo.tl/tetum (Portugal)

Ohin Prezidente Repúblika apela ba uniaun no reforsu estabilidade, ingrediente esensiál sira ba estratéjia dezenvolvimentu nasaun nian, ne’ebé ohin kumpri tinan 13 restaurasaun nia independénsia.

"La iha estabilidade la iha dezenvolvimentu. Dame, seguransa ema no bens nian, konfiansa iha justisa no respeitu ba lei indispensável hodi atrai investimentu no promove dezenvolvimentu", tenik Taur Matan Ruak.

"Ita tenki hamutuk no reforsa estabilidade, hodi implementa ita nia estratéjia dezenvolvimentu nian no hasoru sé maka hakarak aat ba ita ", nia afima.

Xefe Estadu ne’e ko’alia iha Maliana iha ne’ebé ohin nia prezidi serimónia ofisiál sira aniversáriu ba dala-13 restaurasaun independénsia timoroan.

Konsidera esensiál fortalese "konfiansa no respeitu internasionál" iha nasaun, Taur Matan Ruak hatete katak

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Timor-Leste/Sei hala’o selebrasaun ofisiál 13º aniversáriu independénsia iha Maliana

18 maio 2015, Noticias Sapo http://noticias.sapo.tl/tetum (Portugal)

Sidade Maliana, kapitál munisípiu fronteira hosi Bobonaro, iha loron-Kuarta sei hala’o komemorasaun ofisiál 13º aniversáriu restaurasaun independénsia Timor-Leste, ne’ebé sei partisipa hosi individualidade timoroan importante sira.

Prezidente Repúblika, Taur Matan Ruak, prezide komemorasaun ne’ebé sei hala’o ho parada militár ida no serimónia ofisiál hasa’e bandeira.

Hafoin hala’o tiha minutu de silénsiu sira sei entrega, simbolikamente, kartaun espesiál identifikasaun nian hosi kombatente libertasaun nasionál no prémiu ba suku sira

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Moçambique/Ciência contribui para manutenção da paz


Os cientistas e pesquisadores podem prestar o seu contributo para a manutenção da paz nos países do mundo através da identificação e promoção de formas de diálogo como o mecanismo ideal para solucionar os diferendos que causam instabilidades.

Esta posição foi defendida ontem pelo investigador Armindo Ngunga, director do Centro dos Estudos Africanos (CEA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na abertura da III conferência internacional do CEA subordinada ao tema “Dinâmicas Sociais em África: rupturas e continuidades”.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Angola no Conselho de Segurança

17 outubro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)



Angola foi ontem eleita membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para um mandato de dois anos, a contar de 1 de Janeiro de 2015.

A eleição foi decidida no 25º plenário da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que se reuniu para escolher os cinco países que vão ocupar os lugares do Ruanda, Argentina, Luxemburgo, Austrália e Coreia do Sul, que

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Angola/Facilitadas viagens a Maputo

29 agosto 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Josina de Carvalho

A dívida pública de Moçambique a Angola vai ser parcialmente perdoada no âmbito do acordo estabelecido ontem, em Luanda, pelos Governos dos dois países, no encerramento de três dias de reuniões bilaterais. 

“Há um acordo sobre isso, que é uma parte perdão de dívida e a outra parte para investimentos de Angola em Moçambique”, disse o ministro moçambicano. Agora,

terça-feira, 1 de julho de 2014

ÁFRICA SEM GUERRA

30 junho 2014, Jornal de Angola EDITORIAL http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

A segurança e a estabilidade em África são um assunto que permanece na agenda dos dirigentes do continente, que não deixam de concertar acções em diferentes fóruns, no sentido de se encontrarem as soluções apropriadas para se pôr fim aos conflitos que ocorrem nos Estados.

Os dirigentes africanos acreditam ser possível resolver muitos problemas no continente, se houver vontade para se atacar as reais causas dos conflitos armados para um envolvimento nos processos internos que levem à promoção da reconciliação e do respeito das instituições.

É um dado adquirido que só a estabilidade de África cria as condições para

quinta-feira, 26 de junho de 2014

PALOP, Angola/Laços com Timor são aproveitados

26 junho 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Manuela Gomes

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste assinaram ontem em Luanda uma declaração para o desenvolvimento de acções conjuntas na área económica e social, integração regional e luta contra a pobreza.

Rubricado pelos ministros da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social de Angola, Cabo Verde e pelos representantes dos ministros de São Tomé e Príncipe, da Guiné-Bissau e Timor-Leste, o documento

terça-feira, 27 de maio de 2014

Cabo Verde e Moçambique analisam oportunidades de cooperação

27 maio 2014, Portal do Governo Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

 

Maputo -- A análise de novas oportunidades de cooperação, sobretudo na área económica e empresarial, é o objectivo da visita de três dias que Oldemiro Baloi efectua ao arquipélago, segundo fonte do Ministério cabo-verdiano das Relações Exteriores, citada pela Panapress.

No entanto, a fonte diplomática reconhece que, em matéria de cooperação bilateral, 'o saldo é modesto, não obstante a importante comunidade cabo-verdiana em Moçambique'.

sábado, 10 de maio de 2014

Angola e China em sintonia

10 maio 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Kumuênho da Rosa e Bernardino Manje 


Os governos de Angola e China deram ontem um passo importante no aprofundamento da cooperação bilateral, ao assinarem seis acordos de parceria em vários domínios que vão impulsionar as relações político-diplomáticas, técnico-económica e comercial.

A assinatura dos instrumentos jurídicos, com realce para o acordo de isenção de vistos de entrada em passaportes diplomáticos e de serviço e o de cooperação económica e técnica, aconteceu no Palácio da Cidade Alta, após conversações oficiais entre delegações governamentais, no âmbito da visita oficial do Primeiro-Ministro do Conselho de Estado da China, Li Keqiang.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Galiza e PALOP/Aline Frazão e o projeto Cacimbo achegam as crianças galegas à Lusofonia africana - Cultura e desportos

31 janeiro 2012/Diário Liberdade http://www.diarioliberdade.org http://www.diarioliberdade.org (Galiza)
PGL - A relatora usará a sua variante angolana num formato de língua próximo, em termos lexicais, ao das crianças.


A equipa de ateliês e cursos da AGAL lança um novo projeto: Cacimbo. Cacimbo é uma viagem pelos países que falam português na África, detendo-se nas suas músicas, a sua paisagem, a sua fauna e suas gentes e onde os conteúdos áudio-visuais terão um especial destaque.

A relatora dos ateliês é Aline Frazão, cantora angolana e estudante de jornalismo a morar em Santiago de Compostela, e que em 2010 participou nos Cantos da Maré. Acaba de lançar o seu primeiro álbum, Clave Bantu.

Os destinatários do ateliê são as crianças de ensino primário, entre os 9 e 12 anos. O objetivo é mostrar a África de expressão lusófona para que os alunos e alunas se podam achegar a essa cultura por meio da variante galega, o que tornará esta uma vantagem, redundando num reforço para o seu estatuto e o dos seus falantes.

A relatora usará a sua variante angolana num formato de língua próximo, em termos lexicais, ao das crianças. O ateliê terá uma duração de 50 minutos e a metodologia será ativa a procurar o envolvimento das miúdas e dos miúdos.

Mais informações:

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PALOP/Países africanos de língua oficial portuguesa deviam 1 556 milhões de euros a Portugal no final de 2009

Lisboa, Portugal, 5 outubro 2010 - A dívida oficial dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) a Portugal aumentou 120 milhões de euros em 2009 para 1 556 milhões de euros, informou segunda-feira em Lisboa o Banco de Portugal.

A dívida oficial (dívida directa mais dívida garantida pelo Estado) de Angola a Portugal aumentou 70,12 milhões de euros para 989,32 milhões de euros, representando 63,6 por cento do do total da dívida oficial dos PALOP a Portugal no final de 2009.

De acordo com o relatório sobre a evolução das economias dos PALOP e Timor-Leste e as relações comerciais e balanças de pagamentos de Portugal com estes países, a dívida de Angola foi impulsionada, tal como em anos anteriores, pelo aumento dos empréstimos de médio e longo prazo garantidos pelo Estado português.

Moçambique, por seu turno, começou no ano passado a utilizar as linhas de crédito acordadas com Portugal em 2008 e 2009 e no final de Dezembro a sua dívida era de 318 milhões de euros, mais 31,42 milhões de euros do que um ano antes.

A dívida de Cabo Verde aumentou para 123,3 milhões de euros, neste caso devido ao aumento da dívida directa ao Estado português, relacionada com novos desembolsos de empréstimos para infra-estruturas rodoviárias.

A dívida oficial da Guiné-Bissau a Portugal aumentou para 97,8 milhões de euros, com acumulação de juros em atraso e devido à depreciação do dólar face ao euro.

No caso de São Tomé e Príncipe, manteve-se a dívida directa, mas o aumento da dívida garantida fez com que o total subisse para 27 milhões de euros. (macauhub)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

S. Tomé e Príncipe/Telecomunicações nos PALOP e em Espanha estiveram em discussão

30 novembro 2009 -- Teve lugar em São Tomé e Príncipe a segunda reunião do Comité Permanente para a Rede de Centros de Excelência dos Países de Expressão Portuguesa e Espanhola em África.

A Autoridade Geral de Regulamentação de São Tomé e Príncipe acolheu o evento no Hotel Pestana durante dois dias. Estiveram presentes representantes da União Internacional das Telecomunicações, da Autoridade de Comunicações de Portugal, da Agência Nacional de Comunicações de Cabo Verde, do Instituto de Comunicações da Guiné-Bissau, do Instituto de Comunicações de Angola, do Instituto de Comunicações de Moçambique e da Associação de Reguladores de Comunicações e Telecomunicações da CPLP, assim como dois representantes de Portugal e Espanha.

O Centro de Excelência tem como objectivo principal dar assistência às preocupações partilhadas pelas entidades acima referidas relativamente ao papel das telecomunicações no desenvolvimento de África de forma a garantir programas de formação nas áreas de elevada prioridade como a regulação e políticas de telecomunicações, novos serviços e tecnologias, gestão de negócios, serviços universais e desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação.

O Presidente da Autoridade Geral de Regulação de São Tomé e Príncipe, Orlando Fernandes, assumiu a presidência do centro, que estava localizado em Moçambique. Também houve na sala de conferências da Biblioteca Nacional uma reunião preparatória do Comité Permanente e do subgrupo de Madrid, que aprovou uma proposta para discussão no encontro de Espanha marcado para 2010.

Paralelamente à referida reunião e no quadro do Programa Anual de Cooperação para 2010 com Portugal, a ANACOM, principal parceiro da AGER, a Autoridade de Comunicação de Portugal e de São Tomé e Príncipe, assinou mais um acordo com vista à definição do referido programa. Para além do acordo assinado com a AGER, a ANACOM fez a entrega formal de um conjunto de equipamentos no sentido da sofisticação da sua congénere santomense.

Ficou decidido que a partir da reunião de São Tomé, a representação no Comité Permanente deverá ser aberta a todas as partes interessadas constituídas em delegação liderada pelo Regulador ou Administração.

O subcomité para peritos deverá reconverter-se em Comité de Gestão do Comité Permanente, agindo em nome do Comité Permanente durante o intervalo das reuniões do mesmo. Este subcomité será alargado, passando a incluir a presença de Cabo Verde como pólo assim como a presidência do Comité Permanente.

O prazo de resposta à abertura pública da vaga para Coordenador do Projecto é alargado até 20 de Janeiro de 2010. A ITU desenvolverá uma página para o projecto no sítio da ITU Academy mantendo-a actualizada com toda a informação necessária. A plataforma de ensino à distância (e-learning ) será instalada em Moçambique, devendo ser asseguradas ligações a todos os países beneficiários.

A próxima reunião do Comité Permanente terá lugar em Cabo Verde no último trimestre de 2010. (Notícias Lusófonas/Fonte: Jornal Digital)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PALOP/ESTABILIDADE E SEGURANÇA DESTACAM PAÍSES LUSÓFONOS DOS SEUS PARES AFRICANOS

Washington, Estados Unidos da América, 27 outubro 2009 – A estabilidade e segurança e o nível de participação cívica e respeito pelos direitos humanos distingue os países africanos de língua oficial portuguesa, principalmente Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, em relação aos seus pares do continente.

É nestes dois indicadores que o “bloco” lusófono obtém a melhor avaliação por parte de um amplo painel do mundo académico, político e económico que, com base nas mais recentes estatísticas disponíveis, elabora o “Índice de Governação Africana 2009”, recentemente divulgado pela Universidade de Harvard e a Fundação para a Paz Mundial (WPF, na sigla inglesa) e a que o Macauhub teve acesso.

Na lista geral do estudo, também conhecido como o “Índice Ibrahim” devido ao apoio que foi dado à sua criação (2007) pela Fundação Mo Ibrahim, é Cabo Verde o país lusófono mais bem colocado: 3º lugar entre 53 países, apenas atrás das ilhas Maurícias e Seichelles.

Mas também São Tomé e Príncipe consegue um lugar no “top 10”, logo atrás da África do Sul e à frente do Gabão e Marrocos.

Para a elaboração do índice são considerados cinco tópicos: “Estabilidade e Segurança”, “Lei, Transparência e Corrupção”, “Oportunidades Económicas Sustentáveis”, “Desenvolvimento Humano” e “Participação Cívica e Direitos Humanos”.

Moçambique surge já na segunda metade da tabela, na 31ª posição, à frente da Guiné-Bissau (36º) e Angola (46º).

No que diz respeito a Estabilidade e Segurança, Cabo Verde surge na primeira posição e também São Tomé e Príncipe surge no grupo de países com pontuação máxima (100).

Moçambique está logo abaixo do “top 10”, em 11º, a Guiné-Bissau queda-se pela 26ª posição e Angola pela 29ª.

São Tomé e Príncipe é batido apenas pelas ilhas Maurícias quanto à Participação Cívica e Direitos Humanos, ficando Cabo Verde na 4ª posição, a Guiné-Bissau na 15ª e Moçambique na 25ª.

Também em Lei, Transparência e Corrupção Cabo Verde está em primeiro lugar, mas neste caso bem mais distante do que os outros países lusófonos, sendo os melhores Moçambique (32º) e São Tomé e Príncipe (35º).

Angola destaca-se nas Oportunidades Económicas Sustentáveis, surgindo na 12ª posição, logo à frente São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, e bem à frente de Moçambique (24ª) e Guiné-Bissau (52º).

Este item é calculado a partir das estatísticas relativas à criação de riqueza (PIB per capita e crescimento do PIB per capita), estabilidade macroeconómica e integridade financeira (inflação, défice ou excedente orçamental em relação ao PIB, solidez das instituições financeiras, ambiente de negócios) e também as vias de comunicação (estradas, telecomunicações).

Cabo Verde merece o título de “grande reformador”, atribuído também às Maurícias, Seichelles e Botsuana, mesmo com a inclusão em 2009 de países do norte de África geralmente bem cotados, como a Tunísia.

Mas também Angola merece uma palavra de apreço dos responsáveis do estudo, pela prestação no longo prazo.

“Tendo em conta todos os anos cobertos pelo Índice, desde 2000, e comparando com o mais recente, o país que teve mais melhorias foi o Burundi, seguido do Ruanda e Angola. Cada um destes países pós-conflito alcançaram grandes melhorias em termos de segurança até 2007, apesar dos continuados desafios”, sublinha. (macauhub)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Diamantes representaram dois por cento das exportações de Angola em 2008

Luanda, Angola, 30 setembro 2009 - Os diamantes representaram apenas 2 por cento do total das exportações angolanas em 2008, segundo dados incluídos num relatório divulgado pelo Banco de Portugal (BdP).

De acordo com as últimas estimativas do Banco Nacional de Angola (BNA) e do Fudo Monetário Internacional (FMI), em 2008 as exportações totais de Angola (em dólares) cresceram 46,6 por cento, enquanto as importações terão crescido 35,8 por cento.

Os números, que constam do relatório "Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste 2008-2009", indicam que o petróleo «foi responsável por mais de 96 por cento do total das exportações angolanas, enquanto os diamantes ocupam um distante segundo lugar com cerca de 2 por cento».

O incremento em valor nas exportações de crude (de 42 para 62 mil milhões de dólares) permitiu acomodar crescimentos substanciais na importações e défices líquidos nas balanças de serviços e rendimentos e, ainda, um comportamento negativo nos fluxos do IDE, garantindo – mesmo assim – um excedente da balança global (5,8 mil milhões de dólares), ou o equivalente a 7 por cento do produto, refere o documento do BdP.

Em 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola cresceu 14,8%, em termos reais, segundo estimativas do BNA e do FMI.(macauhub)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

PALOP e Timor-Leste absorvem 30% das exportações portuguesas

De um total, em 2008, de 2.701,4 milhões de euros, Angola foi responsável por 84%

29 setembro 2009 -- As exportações portuguesas para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste continuaram a subir em 2008, na ordem dos 30 por cento, enquanto o investimento teve uma alta de 7,8 por cento, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

“As relações comerciais de Portugal com os PALOP e Timor-Leste continuaram em 2008 a trajectória de crescimento dos últimos anos, embora mantenham ainda um peso relativo bastante reduzido no total do comércio externo português”, refere o BdP no relatório Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste para 2008 e 2009.

Em 2008, segundo o BdP, as exportações para este grupo de países representaram 0,7 por cento das exportações, enquanto as importações, que também estiveram em alta, corresponderam a 0,76 por cento do valor global.

O total das exportações no ano passado foi de 2.701,4 milhões de euros, sendo Angola o maior mercado (84 por cento do total) e também o que registou melhor evolução em relação ao período homólogo (mais 34,8 por cento).

Todos os seis países registaram um aumento das exportações portuguesas, destacando-se ainda Cabo Verde (mais 31 milhões de euros, para 259,1 milhões de euros), o mesmo se registando nas importações portuguesas, que apenas no caso de São Tomé e Príncipe se mantiveram estáveis (300 mil euros).

Angola foi a principal origem das importações, representando 90 por cento do total das compras portuguesas a estes seis países.

As importações subiram mais modestamente, 12,1 por cento, para 452,2 milhões de euros, pelo que a balança comercial melhorou em 34,9 por cento o seu saldo positivo, para 2.244,4 milhões de euros.

Portugal exporta para estes países sobretudo máquinas e aparelhos, bens alimentares e metais comuns, e importa essencialmente combustíveis minerais (petróleo).

Influenciado pelas remessas de imigrantes africanos e timorenses em Portugal, a balança das transferências correntes é desfavorável a Portugal, mas em 2007 inverteu-se o sinal da contribuição líquida das remessas, devido às transferências de portugueses que trabalham em Angola, segundo o relatório.

O Banco de Portugal adianta ainda que o investimento directo de Portugal nos PALOP e Timor-Leste continuou a subir no ano passado, atingindo os 628,8 milhões de euros, mais 7,6 por cento do que no período homólogo e 6,2 por cento do total investido pelos agentes económicos portugueses no estrangeiro.

Contudo, salienta, o aumento do desinvestimento (12,2 por cento) fez com que o saldo líquido do investimento fosse negativo em 912,8 milhões de euros.

Novamente Angola responde por 92,5 por cento do total do investimento no período, enquanto Moçambique e Cabo Verde representaram totais bem mais modestos, de 5,1 por cento e 1,9 por cento, respectivamente.

Os sectores de destino do investimento foram construção (60 por cento) e comércio (27,7 por cento), ambos fortalecendo o seu peso em relação a anos anteriores.

Além de Angola, São Tomé e Príncipe foi o único país que registou uma variação positiva do investimento; Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e Moçambique registaram quebras, principalmente este último país, que viu o total cair de 112,6 milhões de euros em 2007 para 31,8 milhões de euros em 2008. (Fonte: Público/NL)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Portugal/Jogos da Lusofonia "celebram a universalidade da língua portuguesa", diz Cavaco Silva

Lisboa, 11 julho 2009 (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje que a segunda edição dos Jogos da Lusofonia, com a participação de oito países de expressão portuguesa e quatro nações convidadas, "celebram a universalidade da língua portuguesa".

Cavaco Silva presidiu à cerimónia de abertura dos Jogos da Lusofonia, realizada no Pavilhão Atlântico, e declarou aberta a segunda edição do maior evento multidesportivo jamais realizado em Portugal, com a presença de 1.300 atletas e oficiais.

Antes da breve intervenção do chefe de Estado, o presidente do Comité Olímpico de Portugal e da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa, Vicente de Moura, sublinhou que "a competição multidesportiva olímpica constitui um marco histórico nos anais da lusofonia e do movimento olímpico".

"Estes Jogos da Lusofonia são uma afirmação da capacidade organizativa de Portugal e a confirmação da vitalidade do associativismo e, mais importante, o laço de união que constitui a língua", afirmou.

O também presidente do comité organizador dos Jogos da Lusofonia Lisboa2009 aludiu ao "papel ímpar do desporto" nas relações entre os países que têm o património comum da língua portuguesa, em particular no desenvolvimento económico e na comunhão dos povos.

A cerimónia de abertura decorreu durante cerca de hora e meia, iniciada por um espectáculo em que se simbolizou o mar, a língua e a diversidade de culturas.

Depois do desfile das comitivas (os voleibolistas João Brenha e Miguel Maia foram os porta-bandeiras de Portugal), o atleta olímpico Nelson Évora transportou a tocha a representar a chama olímpica, após o que os cantores Kátia Guerreiro e Olavo Bilac interpretaram o hino oficial, acompanhados do coro de Santo Amaro de Oeiras.

Várias personalidades estiveram presentes na tribuna de honra, entre os quais Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, Rui Pereira, ministro da Administração Interna, Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Gonçalves Muandumba, ministro do Desporto de Angola, e outros governantes embaixadores dos PALOP.

A segunda edição dos Jogos da Lusofonia decorrem nos concelhos de Lisboa, Almada, Amadora, Sintra e Oeiras, com a presença de mais de um milhar de atletas, repartidos pelas modalidades de atletismo, basquetebol, desporto para deficientes, futebol, futsal, judo, taekwondo, ténis de mesa e voleibol.

Portugal acolhe 11 países nesta iniciativa, com o lema "A união mais forte que a vitória": Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Índia, Macau (China), Moçambique, São Tomé e Princípe, Sri Lanka e Timor-Leste.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Portugal está entre os que menos ajuda países pobres

Lisboa, 24 abril 2009 (Lusa) - Portugal destinou no ano passado 470 milhões de euros para ajuda aos países em desenvolvimento, um crescimento de 21,1% em relação a 2007. Contudo, a quantia foi insuficiente para retirar o país dos últimos lugares da lista de doadores.

Em 2008, Portugal destinou 0,27% do seu Rendimento Nacional Bruto (RNB) - riqueza criada que fica no país - à Ajuda Pública ao Desenvolvimento(APD), segundo os dados mais recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No ano passado, o Rendimento Nacional Bruto português ascendeu a 159 bilhões de euros.

A porcentagem coloca o país como o quinto pior doador entre 22 Estados que integram o Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da OCDE, a seguir à Grécia, Itália, Japão e Estados Unidos (que ocupa o último lugar em termos de porcentagem, mas é o país que mais recursos concede).

A lista dos países que maior porcentagem do seu RNB destinaram à ajuda ao desenvolvimento é liderada pela Suécia (0,98%), que com o Luxemburgo (0,92%), Noruega (0,88%), Dinamarca (0,82%) e Holanda (0,8%) ultrapassaram já a meta coletiva de 0,7% - estabelecida pelas Nações Unidas para 2015.

A porcentagem da ajuda portuguesa continua longe das metas de 0,33% definida pela União Europeia para cada estado em 2006 e de 0,51% para 2010.

Portugal está também entre os três países que menos dinheiro destinou à ajuda pública ao desenvolvimento, juntamente com Luxemburgo e Nova Zelândia.

Em montantes, os principais doadores foram os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França e Japão, enquanto o maior crescimento das verbas destinadas a APD se verificou nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Japão e Canadá.

A OCDE considera ainda "notáveis" os aumentos registrado por Portugal, Austrália, Bélgica, Grécia e Nova Zelândia.

África
Segundo a OCDE, o aumento de 21,1% em termos reais de Portugal deveu-se "ao aumento da ajuda bilateral, designadamente na África".

Dados do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) revelam que a ajuda bilateral representou, em média, 61% do total entre 2002 e 2007, com a cooperação técnica. Os setores da educação e formação foram os que mais receberam recursos, com uma média anual acima dos 50%.

Projetos de investimento, reorganização e perdão de dívidas e o apoio ao orçamento dos países são outras modalidades.

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste são os maiores beneficiários da ajuda bilateral, enquanto a multilateral é destinada à União Europeia, Nações Unidas (em média 8,7 milhões de euros entre 2002 e 2007) e Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio (uma média de cerca de 10,7 milhões de euros, no mesmo período).

Em 2007, Cabo Verde (39 milhões de euros) encabeçava o Top 10 dos maiores beneficiados da APD portuguesa, que integrava ainda Timor Leste (32 milhões de euros), Moçambique (16 milhões), Angola (15 milhões), Guiné-Bissau (11 milhões), Servia (10 milhões), São Tomé e Príncipe (9 milhões) Bósnia Herzegovina (6,8 milhões), Afeganistão (6,1 milhões) e Líbano (4,5 milhões).

A ajuda pública ao desenvolvimento (APD) da OCDE cresceu 10,2% em 2008 em comparação ao valor de 2007, atingindo os 90 mil milhões de euros.

O continente africano foi o destinatário da maior parte da ajuda, com 26 bilhões de euros, sobretudo a África subsaariana, que recebeu 22,5 bilhões de euros.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Portugal/Fundação Ciência e Tecnologia aberta a criação programa apoio a ciências sociais

Braga, 7 fevereiro 2009 (Lusa) - A Fundação para a Ciência e Tecnologia está aberta à criação de apoios anuais permanentes a iniciativas na área das ciências sociais, envolvendo investigadores portugueses, brasileiros e dos Palops, disse, hoje em Braga a sua vice-presidente.

Lígia Amâncio afirmou, em declarações à agência Lusa, que a FCT defende a criação de um programa específico, "institucionalizado" para a mobilidade de cientistas sociais no espaço da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa, "a exemplo do que já foi feito pelo Governo brasileiro".

A responsável falava à Lusa no final da sessão de encerramento do X Congresso Luso-Afro-Brasileiro que decorreu durante quatro dias na Universidade do Minho, em Braga, e que juntou 1600 investigadores de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe, e Timor-Leste.

Lígia Amâncio salientou que a FCT já apoia iniciativas diversas que envolvem investigadores dos Palops, como congressos, bolsas de doutoramento, seminários e estágios, mas - acentuou - a criação de um programa anual daria "sustentabilidade" aos intercâmbios.

"Lançámos o desafio aos investigadores, às associações, universidades e centros de investigação e ficámos, agora, à espera que nos sejam apresentadas propostas para que o programa possa ser lançado", referiu.

Lígia Amâncio havia participado na sessão de encerramento do X Congresso, durante a qual o presidente da Comissão Organizadora do Congresso lamentou a falta de apoios, já que, para além da FCT - que deu um apoio substancial - e de pequenas contribuições da Universidade do Minho, da Câmara de Braga (na logística), apenas a Câmara Municipal da Ponte da Barca deu 500 euros para ajudar a custear o evento.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Portugal/UAb organiza o 1º. Simpósio de Educação a Distância dos Países de Língua Oficial Portuguesa

NOTA DE IMPRENSA

A Universidade Aberta (UAb), sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, e com o apoio do Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), organiza, nos dias 30 e 31 de Outubro, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Portugal), o 1º Simpósio de Educação a Distância dos Países de Língua Oficial Portuguesa (
http://www.univ-ab.pt/eventos/simposio_ead/).

A iniciativa é realizada com o objectivo de proporcionar uma reflexão alargada que congrace instituições de ensino, agentes políticos, empresários, docentes e estudantes em torno da educação a distância, no seio da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O Simpósio visa também “criar uma oportunidade para o aprofundamento da cooperação entre aqueles países, com destaque para o domínio da educação”, sublinha o Reitor da UAb, Prof. Doutor Carlos Reis.

O evento apresenta três conferências plenárias, proferidas por personalidades de reconhecido prestígio, e cinco painéis moderados acerca dos seguintes temas: A Educação a Distância como factor de desenvolvimento; Metodologias de ensino a distância na formação de recursos humanos; A educação a distância e a produção de conteúdos em Língua Portuguesa; Um Modelo Pedagógico Virtual na Universidade Aberta; Por uma plataforma de ensino a distância nos Países de Língua Oficial Portuguesa.

“A UAb realiza este Simpósio consciente das suas responsabilidades no domínio do ensino a distância”, afirma o Reitor Carlos Reis, acrescentando que a Universidade Aberta, único estabelecimento universitário público português especificamente consagrado ao ensino a distância, “é uma das instituições que neste campo mais experiência acumulou, ao longo das duas décadas em que tem exercido a sua actividade”.

O Reitor lembra também que cerca de 30% dos alunos da UAb são cidadãos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). “Acresce a isto que, nos últimos tempos, a UAb estabeleceu contactos e firmou protocolos com instituições universitárias africanas e brasileiras, directa ou indirectamente empenhadas na educação a distância”, enfatiza.

Para mais informações, contacte Denise Henriques (Telf.: 00 351 21 391 63 32; Tlm: 00 351 969 053 669; E-mail:
deniseh@univ-ab.pt).

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Crise Financeira: Bancos centrais dos PALOP e Timor-Leste temem redução de investimento

Lisboa, 7 outubro 2008 (Lusa) - Os governadores dos bancos centrais dos países africanos lusófonos e Timor-Leste confiam na capacidade dos seus países enfrentarem a crise financeira internacional, mas temem uma redução de investimento e ajuda, e "esquecimento" da "outra crise", a da inflação.

No XVIII Encontro de Lisboa das delegações dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste à assembleia anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM), Miguens Oliveira, vice-governador do Banco Nacional de Angola, afirmou que a situação actual do país "permite encarar com optimismo a situação".

"Como todos vão sofrer, poderemos ir sofrendo" os efeitos da crise internacional - que está para já a implicar uma descida do preço do principal produto de exportação angolano, o petróleo - mas "não nos sentindo excessivamente afectados por ela", disse Miguens no encontro que teve o Banco de Portugal como anfitrião.

Oliveira elogiou a política governamental de aplicar as receitas petrolíferas "na diversificação da infra-estrutura económica", em vez de seguir o conselho de entesourá-las, que "teria significado colocar [o dinheiro] nos bancos que estão a falir e nas aplicações financeiras que não eram tão seguras quanto isso".

"É mais seguro investir num agricultor moçambicano do que num especulador de bolsa norte-americano", afirmou.

Preocupado com o investimento está o governador do Banco de Cabo Verde, Carlos Burgo, que afirmou já se sentir uma redução no imobiliário turístico e na dificuldade de obter financiamento.

"Não sentimos efeito directo da crise, mas sim indirectamente, nos fluxos financeiros e de financiamento", afirmou.

Apesar disso, afirmou, "a economia será capaz de absorver o impacto da crise sem recorrer ao financiamento externo" disponível, nomeadamente de Portugal e do FMI.

Também o governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe, Luís de Sousa, manifestou preocupação quanto a uma possível recalendarização de grandes projectos de investimento, como o porto de águas profundas e porto logístico, devido a problemas na obtenção de financiamento por parte dos investidores.

Mesmo antes desta crise, que afecta o arquipélago de forma indirecta, vivia-se uma "situação de desequilíbrio", tratando-se de uma economia "muito aberta ao exterior" e "dependente de donativos e empréstimos para a balança de pagamentos", que tem vindo a sofrer "preocupantes" impactos ao nível dos preços ao consumidor.

João Fadiá, director do Banco Central dos Estados da África Ocidental para a Guiné-Bissau salientou que "a grande preocupação" para os países da região é o nível de preços ao consumidor, hoje próximo dos 10 por cento.

Ernesto Gove, governador do Banco de Moçambique, deixou em Lisboa "um apelo" às autoridades internacionais para que "não desviem a atenção da outra crise", a da escalada da inflação nos bens essenciais para a população, que já causou conflitos civis de pequena dimensão.

"Apesar de algum abrandamento, estão num patamar elevado, não estamos ainda refeitos da primeira crise, dos bens alimentares e combustíveis, o que torna difícil a gestão das políticas macroeconómicos", afirmou.

Raquel Gonçalves Costa, directora da Autoridade Bancária de Pagamentos de Timor-Leste, salientou que os activos do sistema bancário têm vindo a aumentar, sobretudo graças a uma subida dos depósitos, deixando a banca timorense em boas condições para lidar com a situação de aperto financeiro.

"As reservas actuais são mais do que suficientes para fazer face à situação", afirmou.