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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Mercosul, Brasil/Ataque à educação vai tirar o país da sociedade do conhecimento, diz Marilena Chaui



Por Helder Lima e Cláudia Motta

Para professora de Filosofia da USP, Bolsonaro está devastando a educação no país, o que terá graves consequências e levará um bom tempo para ser recuperado


São Paulo – O mundo vive uma época em que conhecimento se traduz em poder. Ciência, pesquisa e tecnologia tornaram-se forças produtivas, capazes de reinserir o homem no cenário econômico, social e político. Com base nessa visão, a professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Marilena Chaui, uma das principais referências do pensamento progressista no país, lança suas críticas ao governo Bolsonaro, pelo recorte de seus ataques à educação.

“Mas o que está sendo feito pelo Weintraub?”, pergunta indignada a professora, referindo-se ao ministro da Educação, Abraham Weintraub. “Ele está devastando a educação brasileira, devastando a pesquisa e, portanto, ele está nos tirando da sociedade do conhecimento. Ele nos fará, portanto, apenas servidores daquilo que os criadores de conhecimento farão na metrópole. E nós somos a periferia da periferia.”

Referência também nas discussões sobre estratégias de mobilização da luta em defesa da democracia, a professora afirma que precisamos abandonar a posição de vítimas dos ataques do governo de inspiração totalitária e

terça-feira, 26 de julho de 2016

Angola/África discute em Luanda capital humano



25 de Julho, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Moçambique)

Mazarino da Cunha

Especialistas de vários países do continente analisam, quarta e quinta-feira, o desenvolvimento do capital humano em África, os caminhos para a concretização dos objectivos do milénio e a situação da educação, ciência, tecnologia e inovação no continente.

Denominada consulta regional para a Trienal da Associação do Desenvolvimento da Educação em África (ADEA), o encontro tem a participação de 116 especialistas e decorre sob o lema “Revitalizar a Educação na Perspectiva do Programa Universal 2030 e da Agenda 2063 para África”.

Do programa constam debates e

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Moçambique/Desenvolvimento nacional: PM defende promoção da ciência e tecnologia

7 agosto 2014, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O Primeiro-ministro, Alberto Vaquina, reafirmou que a ciência e tecnologia devem ser vistas como ferramentas que devem ser usadas para a solucionar os problemas que o país enfrenta e para a execução bem-sucedida dos programas de desenvolvimento.

Para tal, segundo Alberto Vaquina, é preciso que continuem a ser levadas a cabo acções de promoção das ciências e tecnologias junto dos cidadãos, sobretudo nas

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Moçambique vai terminar presidência da CPLP com “chave de ouro”

15 abril 2014, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Maputo (AIM) – O ministro da Ciência e Tecnologias de Moçambique, Luís Pelembe, afirma que o país vai entregar o exercício da presidência da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) ao Timor-Leste, este ano, com a aprovação, hoje, de um plano estratégico de cooperação multilateral.

O referido documento é um instrumento que vai guiar a cooperação entre os países membros da comunidade nos domínios do ensino superior e da ciência e tecnologia.

O plano integra pontos tais como a formação e capacitação de recursos humanos para várias áreas de interesse dos países e colaboração de instituições científicas e de educação superior dos países da CPLP,

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Brasil/Cientista Carlos Nobre é o primeiro brasileiro em conselho consultivo da ONU



21 novembro 2013, Brasilidade http://palaciodoplanalto.tumblr.com (Brasil)


Carlos Nobre é Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação e tornou-se o primeiro brasileiro convidado a integrar o Conselho Consultivo Científico da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem o papel de formular estudos e análises para tentar aconselhar o secretário-geral da entidade sobre sustentabilidade, abarcando

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Angola/MINCT defende uniformização de acordos da comunidade científica



30 Agosto de 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MINCT) defende a uniformização dos acordos de investigação científicas entre as instituições de pesquisa nacionais e congéneres estrangeiras, para se evitar a assinatura de vários protocolos com uma mesma finalidade.

Esta pretensão foi apresentada hoje (sexta-feira), em Luanda, pelo director nacional do Intercâmbio e Relações Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, Alexandre Costa, durante uma reunião que manteve com os responsáveis dos institutos e centros de investigação e desenvolvimento tecnológicos nacionais.

De acordo com o director,

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Abya Ayala, Patria Grande, Argentina/ALIANZA ESTRATÉGICA CON BRASIL



12 agosto 2013, ALAI América Latina en Movimiento http://alainet.org


El profesor emérito de la Universidad de Buenos Aires Dr. Aldo Ferrer, expuso la visión argentina de Brasil y de su política externa de la última década, remarcando la necesidad de una sólida densidad nacional de ambos países, porque de ese modo habrá una mayor posibilidad de construir el sendero de la integración. El texto completo que reproducimos fue expuesto en la Conferencia nacional “2002-2013. Una Nueva Política Externa” en la Universidad Nacional del ABC, Sao Bernardo do Campo (15/18 de julio de 2013).

La visión argentina de Brasil y de su política externa de la última década depende de cómo los argentinos vemos el mundo y a nosotros mismos. En tal sentido, existen dos perspectivas principales y opuestas: la neoliberal y la nacional.

La visión neoliberal
La misma considera a la Argentina como un segmento del mercado mundial, que debe organizarse conforme con las señales del orden internacional. De este modo, su estructura productiva y su inserción en la división internacional del trabajo están determinadas por sus ventajas competitivas estáticas, fundadas en la abundancia de sus recursos naturales y subdesarrollo tecnológico e industrial. Este enfoque supone, asimismo, que, dada la concentración del poder en los mercados y los países dominantes, Argentina carece de la capacidad decisoria necesaria para trazar su sendero de desarrollo, industrializarse, participar plenamente en la revolución científica y tecnológica y, consecuentemente, establecer una relación simétrica, no subordinada, con el orden mundial. Esta visión responde al convencimiento histórico del neoliberalismo de que Argentina no cuenta con factores autónomos de desarrollo. Debe asociarse, necesariamente, a un centro hegemónico externo que impulse su crecimiento. Esta fue, en efecto, la posición que el país mantuvo, hasta la crisis mundial de la década de 1930, con Gran Bretaña. Posteriormente, la pretendida durante las frustradas “relaciones carnales” con los Estados Unidos. Actualmente, la considerada conveniente con Brasil y, en mayor medida, con China. Se trata del “realismo periférico” de un país, que sólo podría aspirar a conseguir lo posible, dentro de la posición subordinada que inevitablemente ocupa en el orden mundial.
Desde esta perspectiva, es preferible que

sexta-feira, 19 de julho de 2013

MERCOSUL, A NOVA ALCA E A CHINA



18 julho 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Samuel Pinheiro Guimarães*

1. Todo o noticiário sobre Mercosul, Aliança do Pacífico, Parceria Transpacífica e China tem a ver com um embate ideológico entre duas concepções de política de desenvolvimento econômico e social.

2. A primeira dessas concepções afirma que o principal obstáculo ao crescimento e ao desenvolvimento é a ação do Estado na economia.

3. A ação direta do Estado na economia, através de empresas estatais, como a Petrobrás, ou indireta, através de políticas tributárias e creditícias para estimular empresas consideradas estratégicas, como a ação de financiamento do BNDES, distorceria as forças de mercado e prejudicaria a alocação eficiente de recursos.

4. Nesta visão privatista e individualista, uma política de eliminação dos obstáculos ao comércio e à circulação de capitais; de não discriminação entre empresas nacionais e estrangeiras; de eliminação de reservas de mercado; de mínima regulamentação da atividade empresarial, inclusive financeira; e de privatização de empresas estatais conduziria a uma eficiente divisão internacional do trabalho em que todas as sociedades participariam de forma equânime e atingiriam os mais elevados níveis de crescimento e desenvolvimento.

5. Esta visão da economia se fundamenta em premissas equivocadas. Primeiro, de que todos os Estados partem de um mesmo nível de desenvolvimento, de que não há Estados mais e menos desenvolvidos. Segundo, de que as empresas são todas iguais ou pelo menos muito semelhantes em dimensão de produção, de capacidade financeira e tecnológica e de que não são capazes de influir sobre os preços. Terceiro, de que há plena liberdade de movimento da mão-de-obra entre os Estados. Quarto, de que há pleno acesso à tecnologia que pode ser adquirida livremente no mercado. Quinto, de que todos os Estados, inclusive aqueles mais desenvolvidos, seguem hoje e teriam seguido no passado esse tipo de políticas.

6. Como é óbvio, estas premissas não correspondem nem à realidade da economia mundial, que é muito, muito mais complexa, nem ao desenvolvimento histórico do capitalismo.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

UNESCO lança livro sobre comércio de escravos



19 abril 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Paris (França ) - A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)  lançou esta quinta-feira, em Paris, o livro “Comércio de Escravos Transatlântico e Escravatura: Novas Orientações para Ensinar e Aprender” destinado ao ensino do comércio de escravos e da escravatura.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Angola e Argentina/Assinado acordo na área da ciência e inovação


Buenos Aires, 5 julho 2011 (AngolaPress) - Angola e Argentina assinaram hoje em Buenos Aires, um acordo para promover a cooperação no domínio da ciência, tecnologia e inovação, na base da igualdade e do mutuo beneficio.

Rubricaram o documento, Maria Cândida Teixeira, ministra do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia de Angola, e Lino Salvador Barañao, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina.

As partes decidiram incrementar as relações de cooperação entre as suas comunidades e instituições cientificas, tecnológicas e inovadoras em áreas prioritárias como agro-pecuária, segurança alimentar, infra-estruturas de investigação cientifica e no reforço da capacidade nacional em biotecnologia.

As modalidades de cooperação entre os dois países abrangem nove áreas no qual se destacam o desenvolvimento de forma conjunta ou coordenada de projectos específicos de investigação cientifica, tecnológica e de inovação, intercâmbio e formação de investigadores, cientistas, inovadores e técnicos no âmbito de programas e projectos conjuntos de cooperação.

Integra a investigação cientifica fundamental aplicada e inovação, a submissão conjunta de candidaturas para financiamento de investigação cientifica e/ou apoio à investigação, à organização de conferências, seminários, cursos de formação avançada, especialização, assim como aperfeiçoamento profissional e treinamento, desenvolvimento dos recursos humanos ligados à ciência, tecnologia e inovação e á implementação de projectos conjuntos de investigação e desenvolvimento.

Os programas e projectos, previstos no âmbito do acordo assinado, serão seleccionados e implementados de acordo com os procedimentos padronizados de qualidade, aplicados pelas partes consoantes as suas disponibilidades financeiras. Será dada, sublinha-se no documento, preferências aos projectos que incluem jovens investigadores e estudantes que estejam preparando teses de mestrado ou doutoramento.

O documento refere também que os resultados científico-tecnológicos obtidos a partir do presente acordo que possam ser objecto de patentiamento, utilizados para a sua aplicação industrial, e que estejam relacionados com a propriedade intelectual, não poderão ser publicados ou comercializados, excepto com o consentimento manifesto das partes cooperantes e segundo com a legislação internacional e nacional da propriedade intelectual dos respectivos países.

O presente acordo terá uma duração de cinco anos e será renovado automaticamente por idêntico período e estipula que as partes se reunirão uma vez por cada dois anos, alternadamente em Angola e na Argentina a fim de avaliar o andamento dos projectos e do programa de cooperação.

A ministra angolana do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, está deste domingo na Argentina, onde cumpre uma visita oficial que termina quinta-feira, dia 6.

A governante angolana e delegação que a acompanha visitaram, antes de rubricar o acordo de cooperação com seu homólogo argentino, a Fundação Instituto Leloir, instituição que se dedica à investigação cientifica na biociência (neurociência, biologia celular, doença infecciosa e plantas) onde foi recebido pelo seu director, Luís Ielpe.

Posteriormente visitou o Fundo para Investigação Cientifica e Tecnológica e a Agência Nacional de Promoção Cientifica e Tecnológica, onde recebeu uma informação sobre a natureza das referidas instituições, por parte dos seus directores, Jorge Blackhall e Mariana Marzocca.

A ministra finalizou o dia de hoje com uma reunião com o presidente do Conselho Nacional de Investigação Cientificas e Técnicas, Martha Rovira.

Para quarta-feira, último dia da sua visita oficial, Maria da Cândida Teixeira desloca-se no período da manhã ao Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária onde terá um encontro com o seu presidente, Carlos Casamiquela, depois a sede Castelar, localidade que alberga os Institutos de Biotecnologias e de Clima e Águas.

Tem reservado para o período da tarde uma visita ao Instituto Nacional de Tecnologia Industrial, onde vai reunir-se com Douglas Williams, de seguida encontra-se com a directora do Programa de Assistência e Cooperação Internacional, Graciela Muset.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Angola/Ministério do Ensino Superior pretende consolidar subsistema

Luanda, 23 fevereiro 2010 - A consolidação da visão e da estratégia a privilegiar no subsistema do ensino superior e o reforço da base jurídico- institucional são algumas das prioridades do recém-criado Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia.

A informação foi prestada nesta terça-feira, em Luanda, pela titular da pasta, Maria Cândida Teixeira, durante a apresentação dos secretários de Estado para o Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia, Adão do Nascimento e João Sebastião Teta, respectivamente.

Segundo a governante, o pelouro ficará mais fortificado com a inclusão das duas secretarias que terá como missão melhorar os recursos humanos, materiais e financeiros do subsistema de ensino superior, bem como promover actividades académicas e pedagógicas nas distintas universidades do país.

Transformar a ciência, tecnologia e inovação num elemento estratégico da política de desenvolvimento, criar e consolidar um sistema nacional de ciência e tecnologia e de inovação eficaz, assim como fomentar uma cultura tecnológica em Angola constituem igualmente propósitos da instituição.

De acordo com a ministra, apresenta-se também como trabalho primordial a actualização do estatuto orgânico do Ministério, a elaboração da política de ciência e tecnologia, a construção do edifício sede, de forma a concentrar todos funcionários numa só unidade e a construção do Museu da Ciência e Tecnologia.

Para que a convivência laboral seja salutar, acrescentou, é necessário ter presente o princípio deontológico dos serviços públicos para se evitar práticas contrárias ao estatuído, quer seja por desconhecimento ou instigação de terceiros com objectivos meramente pessoais.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Moçambique/De cientistas africanas: Busca-se promoção na investigação agrária

Mulheres de vários países africanos que trabalham na área de investigação em agricultura estão desde ontem reunidas em Maputo, num encontro que visa dotá-las de ferramentas de forma a fazer com que o resultado do seu trabalho tenha impacto e relevância sociais.

19 janeiro 2010/Notícias

Financiado pela Fundação Bill e Melinda Gate, o treino faz parte de um vasto programa implementado pelo Grupo Internacional e Consultivo de Investigação em Agricultura (CGI) e, em Maputo, irá decorrer até a próxima semana.
O objectivo do encontro é a promoção da carreira de mulheres africanas que trabalham na área de agricultura porque, tal como mostra a experiência, maior parte da força laboral nesta área é constituída por mulheres.

Dácia Correia, docente da Faculdade de Veterinária, da Universidade Eduardo Mondlane, explicou, a-propósito, que apesar da tendência da mulher se formar até ao nível superior, muitas vezes não consegue mostrar a sua relevância como investigadora na agricultura.

O programa tem vários pacotes baseados em três áreas fundamentais: orientação onde o mentor, homem ou mulher, dá subsídios sobre como crescer profissionalmente na investigação agrária; liderança e gestão para além da escrita científica e comunicação.

O treino em curso cinge-se na componente escrita científica e comunicação.
“Muitas de nós já somos cientistas, mas muitas vezes não conseguimos mostrar aquilo que fazemos no laboratório e ou no campo. Aqui na formação a ideia é transmitir ensinamentos capazes de permitir a divulgação de trabalhos científicos, tanto em revistas internacionais, para os fazedores de políticas e, ainda, divulgar esses resultados para a comunidade de forma a serem usados pelos agricultores, com recurso a uma linguagem de fácil acesso para os diferentes segmentos. Isso vai aumentar a relevância social do investigador”, referiu Dácia Correia.

Alem de Moçambique, participam no encontro representantes dos Camarões, Malawi, Gana, Tanzania Zâmbia, Nigéria, Quénia e Uganda.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

CPLP lança Centro UNESCO para Formação Avançada em Ciências

31 agosto 2009 - A CPLP aposta na formação avançada conjunta para incentivar desenvolvimento científico e tecnológico dos países e evitar ‘fuga’ de especialistas e cientistas do espaço lusófono.

Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste vão partilhar Centro UNESCO para a Formação Avançada em Ciências. Uma intenção agora acordada e que consta na Declaração Final da Reunião Extraordinária de Ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da CPLP, que decorreu a 29 de Agosto em Lisboa, no âmbito da Presidência portuguesa da CPLP.

A criação de um Centro onde sejam partilhados recursos e conhecimentos para aumentar a capacitação científica e formação avançada dos cidadãos e evitar a fuga de capacidades científicas do espaço da CPLP, nasce da iniciativa de Portugal e recebe agora o total apoio dos restantes Estados-membros da Comunidade.

O Centro UNESCO vai ser criado para conjugar a formação de alto nível, designadamente «através de programas de doutoramento, com a formação para a responsabilidade social dos cientistas, a comunicação pública da ciência e a integração em redes e programas internacionais de investigação», pode ler-se na Declaração Final da Reunião.

O Centro funcionará como um entidade independente, distribuída e aberta «à formação dos investigadores em instituições com as capacidades necessárias de qualquer dos membros da CPLP».

Na Reunião Extraordinária, os Ministros da Ciência definiram ainda as áreas de trabalho e de cooperação científica prioritárias no espaço da CPLP, com destaque para agricultura e produção de alimentos e para o desenvolvimento dos Sistemas de Observação da Terra com forte aposta em trabalhos de investigação em instrumentos de inventário de recursos, estudo e previsão do clima e gestão ambiental.

Os domínios das Ciências Biológicas e da Saúde, das Tecnologias de Informação e Comunicação, Computação Avançada e desenvolvimento de infra-estruturas avançadas de redes de comunicação com vista ao trabalho cooperativo ou a área das Ciências Sociais e Humanas, são também destacados na Declaração dos Ministros da Ciência da CPLP.

No Ensino Superior, os Ministros reconhecem os avanços realizados nos últimos anos em termos da qualidade de ensino e cooperação entre os vários Estados-membros da CPLP, mas definem um reforço no que se refere ao «intercâmbio e mobilidade de estudantes, docentes e investigadores e na promoção da cooperação interinstitucional no espaço lusófono».

Com vista ao reforço da qualidade do ensino e o reconhecimento mútuo e internacional dos cursos de ensino superior ministrados no espaço da CPLP, os Ministros definem ainda a criação de uma Rede de Informação Mútua e de Avaliação do Ensino Superior.

Uma rede que funcionará com base num «mecanismo de informação e cooperação entre as entidades responsáveis pela avaliação e acreditação de cursos e instituições de ensino superior e pelo reconhecimento de diplomas em cada país da CPLP», indicam os Ministros da Ciência CPLP na Declaração Final da Reunião Extraordinária.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Moçambique/Procura-se protecção para conhecimentos genéticos

20 agosto 2009, Notícias

Uma melhor protecção e utilização dos conhecimentos genéticos, tradicionais e expressões de folclore, incluindo a medicina tradicional, constitui um dos principais objectivos de um workshop que está a ter lugar em Maputo, envolvendo participantes do nosso país, de Angola, Botswana, Lesotho, Malawi, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.
O Ministro da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, que procedeu à abertura do encontro, referiu que na área dos conhecimentos tradicionais o Governo aprovou a Política de Medicina Tradicional e criou um departamento responsável por esta área no Ministério da Saúde. Acrescentou que o seu ministério criou igualmente um Centro de Investigação e Produção em Etnobotânica, “num esforço para explorar, cientificamente, o manancial de recursos genéticos” que o nosso país oferece.
Foi ainda referido que a protecção do folclore nacional é garantida pela Lei dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, que confere poderes sobre a sua exploração, tutela e partilha dos benefícios ao Conselho de Ministros.
“Os esforços do Governo foram compensados pelo reconhecimento por parte da UNESCO que, em 2005, declarou uma das mais importantes expressões culturais, nomeadamente a ‘timbila’ e o “gule wankulu” dos membros da etnia ‘nyau’, obras primas do património oral e imaterial da humanidade”, disse ainda, na ocasião, Venâncio Massingue.
O encontro, que termina amanhã e que tem a participação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), do Centro de Formação da Organização Africana Regional da Propriedade Intelectual (ARIPO), para além de especialistas da Nigéria e da China, conta com os préstimos do Instituto moçambicano da Propriedade Industrial, um organismo do Ministério da Indústria e Comércio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Portugal/Cientistas lusos descobrem proteção natural contra malária

Lisboa, 17 agosto 2009 (Lusa) - Uma equipe de pesquisadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) descobriu que um remédio com efeitos idênticos aos de uma enzima natural protege contra formas graves da malária sem favorecer o aparecimento de estirpes resistentes do parasita.

A descoberta, descrita num estudo publicado nesta segunda-feira pela revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), teria implicações diretas no tratamento desta doença causada pelo Plasmodium e que é uma das principais causas de mortalidade a nível mundial.

Miguel Soares e a sua equipe do Laboratório de Inflamação do IGC já tinham observado anteriormente que a multiplicação do parasita dentro dos glóbulos vermelhos leva à sua ruptura e à libertação de hemoglobina no sangue, onde por sua vez liberta os chamados grupos heme, causadores dos sintomas graves da doença.

No estudo agora publicado, os cientistas mostram que ratos infectados com o parasita produzem níveis elevados da enzima heme-oxigenase-1 (HO-1), que degrada os grupos heme livres e, deste modo, protege ratos infectados das formas mais graves de malária.

O mesmo efeito desta enzima pode ser obtido através da administração a ratos infectados do fármaco anti-oxidante N-acetilcisteína (NAC).

O efeito anti-oxidativo da enzima HO-1 faz parte do sistema de defesa natural do hospedeiro contra o parasita da malária, pelo que lhe confere uma forte proteção contra a doença, sem, surpreendentemente, interferir diretamente com o parasita, segundo Miguel Soares.

Na sua perspectiva, "esta observação abre caminho a terapias alternativas contra a malária, que, ao contrário dos tratamentos existentes, não interfiram diretamente com o parasita mas antes reforcem o estado de saúde do hospedeiro, assegurando que seja capaz de eliminar o parasita sem pôr em risco a sua própria sobrevivência".

Outro dado importante é que o remédio poderia proteger contra formas graves da malária, salvando vidas, sem favorecer o aparecimento de estirpes de parasitas resistentes, salienta o pesquisador, num comunicado do IGC.

O seu Laboratório de Inflamação está agora investigando as implicações desta descoberta nos tratamentos de outras doenças inflamatórias.

O estudo - iniciado no contexto de um projecto transversal sobre malária da Fundação Calouste Gulbenkian - contou com o apoio financeiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, do projeto Xenome do 6º Programa Quadro (FP6) da Comissão Europeia e do fundo Gemi Fund (Linde Healthcare).

Miguel Soares, 41 anos, é doutorado em Biologia Celular pela Universidade de Lovaina (Bélgica) e pesquisador principal no IGC e no Laboratório Associado de Oeiras.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Moçambique/Computador “Dzowo” atrai Uganda e Swazilândia

Os computadores de marca nacional “Dzowo”, estão a interessar instituições públicas e privadas do Reino das Suazilândia. A revelação foi feita ontem ao “Notícias”, pelo Ministro da Ciência e Tecnologia de Moçambique, Venâncio Massingue, que avançou estarem já em curso negociações visando concretizar o negócio.

31 julho 2009/Notícias

O governante explicou que a intenção foi manifestada semana passada no Uganda, ä margem dos trabalhos do Diálogo de Parceria Inteligente, que decorreu na semana em curso em Munyuyo, no Uganda, sob o lema “Rumo a Um Universo mais Inteligente- A maneira de parcerias inteligentes na realização da transformação socioeconómica, através da integração regional”.
Revelou também que o Uganda também manifestou interesse em ser o revendedor do computador montado no nosso país.
“No encontro do Diálogo de Parceria Inteligente que decorre em Munyonyo, no Uganda, Moçambique foi ovacionado pelo lançamento do “Dzowo”, um computador de marca nacional e que se espera singre no mercado interno e externo”, informou Venâncio Massingue.
Inaugurada em Junho do ano corrente, a fábrica de montagem de computadores “Dzowo”, vai no primeiro ano de funcionamento montar 48 unidades por dia, o correspodente a 960 aparelhos por mês e 11.520 unidades ano.
No segundo ano de produção e deverá subir para 80 unidades diárias , 1600 por mês e 19.200 por ano.
Os computadores já estão a ser comercializados no mercado interno a um preço mais baixo comparativamente aos produtos similares e de outras marcas importadas ao país.
Um computador portátil , por exemplo, é comercializado a um preço de 17.190 meticais, enquanto que o de mesa custará 16.845 meticais a unidade, preço que incluiu o Imposto sovbre o Valor acrescentado (IVA).
O parceiro do Ministério da Ciência e Tecnologia nesta iniciativa, a SAHARA é especializada no ramo do fabrico e montagem de computadores e está sediada em Joanesburgo, na Africa do Sul, com escritórios e centros de investigação e desenvolvimento em diferentes países africanos como o Botswana, Quénia, Namíbia e ainda Inglaterra, China, Dubai e India.
O Ministro Venâncio Massingue, considerou que a montagem destes aparelhos em território nacional é o marco de uma nova era da história do país, que deixa de ser um mero consumidor das tecnologias de ponta, passando também a produtor, numa altura em que a competitividade com o mundo desenvolvido é um facto.

terça-feira, 31 de março de 2009

Bispo português aconselha a pacientes com Aids que usem preservativos

28 março 2009

Lisboa, Portugal (AFP) — O bispo católico português Ilidio Leandro afirmou, em mensagem divulgada pela internet, que os pacientes com Aids devem usar preservativos se decidirem manter relações sexuais, dias depois do escândalo causado pelas declarações do Papa Bento XVI nesse sentido quando viajava à África.
A pessoa infectada com o vírus HIV "que não pode evitar ter relações sexuais está moralmente obrigada, para não transmitir a doença, a usar preservativo", escreveu o monsenhor Ilidio Leandro, da diocese de Viseu (centro de Portugal).
O prelado afirma, no entanto, que compreende a posição de Bento XVI.
"Quando o Papa fala da Aids e de outros aspectos da vida humana, não pode estabelecer uma doutrina para situações individuais ou casos concretos", explicou o monsenhor ao jornal Diario de Noticias. "O Papa não poderia dizer outra coisa sendo chefe da Igreja católica", acrescentou, dizendo não temer que suas declarações vão provocar outra polêmica.
O início da viagem do Sumo Pontífice pelo continente africano foi marcado por suas polêmicas declarações sobre o uso de preservativos, quando afirmou que não se podia "solucionar o problema da Aids", pandemia devastadora na África, "com a distribuição de preservativos". "Ao contrário, sua utilização agrava o problema", enfatizou.
Isso levou à reação de várias ONGs, como o Movimento Camaronês pelo Acesso aos Tratamentos (MOCPAT).
"O Papa vive no século XXI?", questionou seu diretor, Alain Fogue. "As pessoas não vão fazer o que o Papa disse. Ele vive no céu e nós vivemos na Terra", acrescentou.
Na véspera, uma das publicações médicas mais respeitadas do mundo, a revista britânica Lancet, acusou Papa Bento XVI de ter distorcido as evidências científicas em suas declarações sobre o uso do preservativo e exigiu que faça uma retratação.
"Ao dizer que os preservativos aumentam o problema do HIV/Aids, o Papa publicamente distorceu evidências científicas para promover a doutrina católica nessa questão", afirmou a Lancet nesse artigo.
"Se o erro do Papa se deveu à ignorância ou a uma tentativa deliberada de manipular a ciência para sustentar a ideologia católica não é claro.
A publicação britânica acrescenta: "Quando uma pessoa influente, seja uma figura religiosa ou política, faz uma falsa declaração científica que pode ser devastadora para a saúde de milhões de pessoas, ela deveria se retratar".
"Qualquer coisa a menos da parte do Papa Bento XVI seria um imenso desserviço ao público e aos defensores da saúde, incluindo milhares de católicos que trabalham incansavelmente para tentar evitar a propagação do HIV/Aids no mundo".


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Mesmo assunto


Publicação médica acusa papa de 'distorcer ciência'

27 março 2009/Globo

Uma das publicações médicas com maior prestígio internacional, a The Lancet, acusou o papa Bento 16 de "distorcer a ciência" em seus comentários sobre a eficiência do uso de preservativo no combate à Aids.
Em editorial divulgado nesta sexta-feira, a The Lancet afirma que um recente comentário de Bento 16 - de que as camisinhas exacerbam o problema da Aids - é errado, escandaloso e pode ter consequências devastadoras.
Em recente viagem para a África, o papa disse que a "cruel epidemia" deveria ser combatida com a abstinência e a fidelidade e não com o uso de preservativos.
Bento 16 afirmou que a Aids é "uma tragédia que não pode ser superada apenas com dinheiro e que não pode ser superada com a distribuição de preservativos, que podem até aumentar o problema".
Leia mais na BBC Brasil sobre a declaração do papa
Segundo a The Lancet, o papa "distorceu publicamente provas científicas para promover a doutrina católica nesta questão".
De acordo com a revista, o preservativo masculino é a maneira mais eficiente de reduzir a transmissão sexual do vírus HIV.
"Não está claro se o erro do papa se deve à ignorância ou uma deliberada tentativa de manipular a ciência para apoiar a ideologia católica", diz o editorial.
"Quando qualquer pessoa influente, seja uma figura política ou religiosa, faz uma declaração científica falsa que pode ser devastadora para a saúde de milhões de pessoas, elas devem se retratar ou corrigir o registro público."
A revista afirma que qualquer coisa menor que uma retratação "seria um imenso desserviço ao público e defensores da saúde, inclusive milhares de católicos, que trabalham incansavelmente em vários países para tentar evitar que o HIV se espalhe".

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Portugal/Pesquisador brasileiro vence competição mundial da Microsoft

Coimbra, 25 fevereiro 2009 (Lusa) - A adaptação de resultados da pesquisa realizada na Universidade de Coimbra na área de transportes inteligentes possibilitou ao engenheiro brasileiro Jackson Matsuura vencer uma competição mundial promovida pela Microsoft e Kia Motors.

Matsuura, pesquisador do Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), e docente do Instituto Tecnológico da Aeronáutica do Brasil (ITA), venceu neste mês a competição conhecida por KIA Urban Challenge.

Ele disse à Agência Lusa que, tendo em conta que um critério de desempate era o tempo, decidiu “simplificar algoritmos de pesquisas realizadas na FCTUC, no domínio dos transportes inteligentes, como várias técnicas aplicadas a veículos reais, como sensores laser de distância, para veículos e peões, e de visão por computador”.

“Optei por uma solução rápida e eficaz, adaptando técnicas mais elaboradas para cenários mais simples”, disse Matsuura, o que lhe permitiu desenvolver a aplicação em apenas três dias, quando o terceiro classificado demorou mais de duas semanas.

O desafio lançado pela Microsoft aos cientistas de todo o mundo era programar um automóvel virtual da KIA Motors para circular sozinho na cidade, sem chocar em nenhum objeto, não provocar acidentes e obedecer aos sinais de trânsito.

Com a tecnologia desenvolvida pelo brasileiro, o automóvel cumpriu todas as regras estipuladas no concurso e obteve a pontuação máxima. Esta competição é uma versão simulada inspirada no DARPA Urban Challenge.

Segundo o FCTUC, para cumprir as exigências recorreu a sensores, câmeras, medidores de distância por laser, GPS, entre outro material, e criou “uma solução inovadora que garantiu um comportamento irrepreensível do automóvel inteligente”.

Modelo real
Sobre a eventual possibilidade de transformar o modelo virtual em modelo real, Matsuura diz ser possível, “embora o kit desenvolvido necessite de diversos ajustes, exigindo muito mais tempo de pesquisa, mas alguns modelos utilizados neste ambiente virtual já poderiam ser aplicados em automóveis reais”.

Para ele, vencer a KIA Urban Challenge “assume particular relevância porque, por regra, é um americano ou um japonês a conquistar este tipo de competições porque têm muito mais recursos para a investigação. Este prêmio reconhece a qualidade tecnológica do Brasil e de Portugal”.

Na sua perspectiva, o prêmio que conquistou poderá ajudar a encontrar novas parcerias com a indústria para o Instituto de Sistemas e Robótica da FCTUC, e para o grupo de investigação de transportes inteligentes.

O prêmio consistiu num veículo Kia de 15 mil euros. Como em Portugal e na Europa a empresa não comercializava veículos com esse valor, a distinção acabou por ser monetária.

Matsuura é docente do Instituto Tecnológico da Aeronáutica do Brasil (ITA) e encontra-se há quatro meses cursando pós-doutorado na FCTUC, na área de Sistemas Inteligentes.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Brasil tem avançado muito na pesquisa de células-tronco, diz Mayana Zatz

Flávia Albuquerque, repórter da Agência Brasil

11 fevereiro 2009/http://www.agenciabrasil.gov.br

São Paulo - O Brasil tem tido vários avanços no campo das pesquisas sobre células-tronco e conseguido publicar suas descobertas em revistas de impacto, afirmou Mayana Zatz, responsável pelo Centro de Estudos sobre o Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), que participou hoje (11) do Encontro Nacional sobre Células-Tronco, na capital paulista. Segundo ela, novos recursos que vêm sendo aprovados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia são a chance de o país dar um salto qualitativo muito importante na área.

“Entre nossos projetos para 2009 temos um novo centro de células-tronco ligado às doenças genéticas. Nós temos o maior centro de doenças genéticas da América Latina e, a partir desse centro, vamos poder estudar como os genes causam essas doenças, testar novas drogas, comparar pacientes com a mesma mutação e que, muitas vezes um deles não tem nada e um deles tem uma forma grave da doença. Nós vamos poder responder inúmeras perguntas visando futuras terapias”, garantiu Mayana Katz.

Segundo um dos organizadores do encontro, José Xavier Neto, pesquisador do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração da USP, o potencial das células-tronco é incrível e, no futuro, sem dúvida haverá diversas terapias utilizando esse recurso. “O que está claro para nós agora é que os benefícios das terapias de células-tronco são limitados hoje e transitórios para a maioria delas. O tratamento é bom apenas no transplante de medula, pele e córnea. Nesse caso, está se usando as células desses tecidos para reproduzir células iguais”.

O que os pesquisadores perseguem agora é o resultado favorável para a transformação de células-tronco em tecidos diferentes. Nesse caso, esse tipo de tratamento está associado a benefícios pequenos e transitórios, sem muitas evidências de que as células estejam adquirindo a identidade que os pesquisadores desejam. “Isso nos leva a concluir que, hoje, terapia com célula-tronco é experimental. Não necessariamente os tipos de células-tronco que estão sendo utilizadas hoje serão os que vão dar sucesso alguns anos na frente”.

Por conta da necessidade de estudos mais profundos e dos diferentes estágios, que diversas comunidades cientificas estão fazendo nesse sentido, o encontro tem o objetivo de reunir os pesquisadores para um intercâmbio de experiências. “Por isso elaboramos o projeto de um curso para jovens cientistas, que estão começando suas carreiras agora. Colocamos juntos aqueles, que desenvolvem pesquisas básicas, com aqueles que tentam desenvolver terapias, para que os dois se complementem, troquem informações e façam convênios bilaterais”. No curso, os jovens cientistas da América Latina e do Reino Unido ficarão 16 dias no programa.

Para Xavier Neto, o Brasil está em um caminho bastante interessante nos estudos sobre as células-tronco, mas ainda não lidera esses estudos. “Na minha avaliação, isso acontece porque não temos ainda uma tradição forte em biologia de desenvolvimento, que é uma ciência relativamente nova. Estamos tentando com todos esses programas estimular o aparecimento de grupos”. Por outro lado ele destaca grupos muito bons, que trabalham em outras áreas, e que dão vantagem competitiva por sua criatividade e interesse em terapias.

Xavier Neto destacou que muitas pessoas esperam o tratamento com células-tronco e esses tratamentos ainda demorarão muito. “Às vezes achamos que uma coisa vai demorar muito e surge alguém com uma abordagem brilhante e demora menos. O que podemos dizer com segurança é que tem muito chão pela frente, muita pesquisa. O certo é que o potencial existe, mas quando chegaremos lá, é difícil dizer”.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/02/11/materia.2009-02-11.0647920749/view

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Portugal/Fundação Ciência e Tecnologia aberta a criação programa apoio a ciências sociais

Braga, 7 fevereiro 2009 (Lusa) - A Fundação para a Ciência e Tecnologia está aberta à criação de apoios anuais permanentes a iniciativas na área das ciências sociais, envolvendo investigadores portugueses, brasileiros e dos Palops, disse, hoje em Braga a sua vice-presidente.

Lígia Amâncio afirmou, em declarações à agência Lusa, que a FCT defende a criação de um programa específico, "institucionalizado" para a mobilidade de cientistas sociais no espaço da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa, "a exemplo do que já foi feito pelo Governo brasileiro".

A responsável falava à Lusa no final da sessão de encerramento do X Congresso Luso-Afro-Brasileiro que decorreu durante quatro dias na Universidade do Minho, em Braga, e que juntou 1600 investigadores de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe, e Timor-Leste.

Lígia Amâncio salientou que a FCT já apoia iniciativas diversas que envolvem investigadores dos Palops, como congressos, bolsas de doutoramento, seminários e estágios, mas - acentuou - a criação de um programa anual daria "sustentabilidade" aos intercâmbios.

"Lançámos o desafio aos investigadores, às associações, universidades e centros de investigação e ficámos, agora, à espera que nos sejam apresentadas propostas para que o programa possa ser lançado", referiu.

Lígia Amâncio havia participado na sessão de encerramento do X Congresso, durante a qual o presidente da Comissão Organizadora do Congresso lamentou a falta de apoios, já que, para além da FCT - que deu um apoio substancial - e de pequenas contribuições da Universidade do Minho, da Câmara de Braga (na logística), apenas a Câmara Municipal da Ponte da Barca deu 500 euros para ajudar a custear o evento.