7 março de 2016, http://www.vermelho.org.br Vermelho (Brasil) O Secretário Executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso), Pablo Gentili, rechaçou as ofensivas da direita para exterminar o projeto político do campo progresista, que teve seu ápice na última sexta-feira (4), com o show midiático, que, a mando do Juiz Sérgio Moro, levou o ex presidente Lula em mandado de condução coercitiva para prestar depoimento na operação Lava Jato.
Hoje, no Brasil, foi dado mais um passo no processo de desestabilização institucional que tentam perpetrar um setor do Poder Judiciário, da Polícia Federal, dos monopólios dos meios de comunicação e as forças políticas que foram derrotadas nas últimas eleições nacionais. Uma desestabilização da ordem democrática que tem como objetivo principal impedir que as forças progressistas sigam governando o país e, especialmente, acabar definitivamente com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com sua figura mais emblemática, o ex-presidente Lula.
Isso é o que está em jogo e o que explica as múltiplas ações judiciais, denúncias da imprensa nunca comprovadas, insultos, ameaças, ataques públicos e uma persistente ofensiva parlamentaria por parte das forças mais conservadoras e reacionárias do país.
Tenta-se criminalizar e responsabilizar o PT e o seu presidente de honra em atos de corrupção, usando fatos que a justiça ainda investiga como se fossem parte de um plano orquestrado no próprio núcleo do poder. Isto é, nos mandatos presidenciais de Lula e Dilma Rousseff. Encontrar uma conexão entre ambos os presidentes e os fatos de corrupção analisados pela Justiça é a grande obsessão e, talvez, a única carta que a direita brasileira tem hoje para voltar ao poder, destruindo os avanços democráticos da última década.
O que está em jogo é o futuro do Brasil como nação democrática.
Obviamente, a oposição tem todo o direito de aspirar ao poder. Mas, depois de 30 anos de democracia, já deveria ter aprendido que a única forma de fazer isso é pelo voto popular.