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terça-feira, 10 de março de 2009

Angola foi o principal parceiro da China em África em 2008

Luanda, Angola, 10 março 2009 - Angola passou a ser o principal parceiro da China em África, com um fluxo de 25,3 mil milhões de dólares investidos em 2008, afirmou, em Luanda, a professora chinesa Liu Heifang, do Instituto de Estudos Africanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

À margem da conferência internacional “China em África”, Liu Heifang lembrou que o Estado chinês tem disponíveis 42 mil milhões de dólares só para a ajuda ao desenvolvimento, pouco menos de metade do montante das trocas comerciais entre a China e os países africanos, em 2007, que atingiram 72 mil milhões de dólares, segundo o responsável do Instituto Sul-Africano para as Relações Internacionais, Chris Alden.

Alden lembrou que as trocas comerciais entre o continente africano e a China têm crescido de forma contínua e nessa ligação destaca-se o petróleo, com Angola a assumir uma importância crescente. Guiné-Equatorial, Sudão e República Democrática do Congo são outros parceiros importantes da China no comércio do petróleo.

Segundo Chris Alden, a China tornou-se o maior consumidor de petróleo mundial e de outras matérias-primas necessárias ao seu desenvolvimento, como o alumínio, ferro, cobre, manganês, chumbo e zinco, no caso de África, provenientes de Angola, Líbia, República Democrática do Congo, Gabão, Guiné-Equatorial, Nigéria, Sudão, Zâmbia, Zimbabwe, Argélia e África do Sul.

Os contratos estabelecidos com os países africanos prevêem a incorporação de grandes quantidades de força de trabalho chinesa nos projectos de infra-estruturas para a redução dos riscos, sublinhou o também professor da London School of Economics. (macauhub)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa deverão ultrapassar este ano meta de 2009

Macau, China, 25 agosto 2008 - A meta de alcançar trocas comerciais de 50 mil milhões de dólares entre a China e os países de língua portuguesa em 2009 deve ser alcançada já este ano, graças a uma quase duplicação de transacções no primeiro semestre.

Dados divulgados este mês pelas estatísticas dos serviços da Alfândega da China indicam que entre Janeiro e Junho as trocas entre os "oito" países de língua portuguesa e a China cresceram 91,5 por cento, para 36,105 mil milhões de dólares, com Angola e Brasil a registarem os crescimentos mais destacados.

Este aumento traduz uma clara aceleração em relação ao ritmo de crescimento das trocas entre a China e os "oito" países lusófonos, que tem crescido na casa dos 30 por cento ao ano.

Face aos seis primeiros meses do ano passado, as exportações da China cresceram 79,9 por cento, para 10,735 mil milhões de dólares, enquanto as importações da China cifraram-se em 25,37 mil milhões de dólares, mais 96,9 por cento.

Até Junho, o Brasil manteve-se claramente como o principal parceiro comercial da China entre os "oito", com trocas avaliadas em 21,42 mil milhões de dólares, mais 78,4 por cento do que no período homólogo.

A China é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil em todo o mundo e este é para os bens e serviços chineses o maior mercado de destino na América Latina.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex Brasil) prevê que dupliquem nos próximos cinco anos as trocas comerciais entre os dois países, em que as matérias-primas brasileiras e os bens de consumo chineses têm grande peso.

Mas, nos seis primeiros meses do ano, o maior aumento nas trocas comerciais entre os "oito" e a China, não considerando os mais incipientes totais do arquipélago de São Tomé e Príncipe, registou-se com Angola - mais 137 por cento, para 13,346 mil milhões de dólares.

As exportações da China cresceram 130,3 por cento, para 1,168 mil milhões de dólares, enquanto em sentido inverso seguiram de Angola bens e serviços no valor de 12,178 mil milhões de dólares, mais 137,8 por cento do que no primeiro semestre do ano passado.

As exportações angolanas para a China são constituídas essencialmente por petróleo, enquanto os produtos chineses encaixam-se sobretudo nas categorias de materiais de construção, máquinas e automóveis e bens de consumo.

Entre 2003 e 2006, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos mais do que triplicaram, para um total de 34 mil milhões de dólares no final de 2006.

No ano passado, o aumento homólogo ficou-se pelos 46,9 por cento.

O crescimento das trocas comerciais, que deverá estar ligado à intensificação das trocas mas também a uma subida do preço das matérias-primas, faz antever que seja cumprida já este ano a meta assumida entre os "oito" e a China: transacções no valor de 50 mil milhões em 2009.

Entre os restantes países lusófonos, destaca-se no primeiro semestre o aumento das trocas comerciais com São Tomé e Príncipe (97,4 por cento) e Moçambique (35,1 por cento).

Foram principalmente as exportações da China que cresceram nas trocas com São Tomé (94,3 por cento, para 860 mil dólares) e também com Moçambique (mais 59,8 por cento, para 105,08 milhões de dólares).

Já nas trocas com a Guiné-Bissau foram principalmente as importações da China a crescer - 368,3 por cento, ainda que para pouco significativos 690 mil dólares.

Com as exportações da China a registarem um ligeiro decréscimo, as trocas entre os dois países subiram 17 por cento em termos homólogos.

Portugal manteve-se como o terceiro maior parceiro comercial chinês entre os "oito", com as exportações da China a crescerem 18 por cento e as importações a recuarem 33,3 por cento, numa balança que já é claramente favorável à China.

No total, as trocas sino-portuguesas ficaram-se por 1,145 mil milhões de dólares, mais 6,7 por cento do que no período homólogo.

Menos favorável foi a evolução das transacções com Cabo Verde (menos 3,4 por cento) e principamente com Timor-Leste (menos 43,1 por cento).

No caso cabo-verdiano, as trocas não passaram dos 7,47 milhões de dólares e no timorense dos 2,93 milhões de dólares - em ambos os casos transacções quase unicamente da China para estes dois países insulares. (macauhub)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

China investiu 60 milhões de dólares em Moçambique

Maputo, Moçambique, 11 Jul - A China investiu mais de 60 milhões de dólares em Moçambique, em 2007, tornando-se no sexto maior investidor no país, disse o embaixador chinês em Moçambique, Tian Guangfeng.

O diplomata, citado pela Xinhua, revelou que a China investiu em 69 "grandes projectos" em Moçambique e criou um centro de promoção de investimento.

As trocas comerciais entre a China e Moçambique atingiram 284,11 milhões em 2007, oito vezes mais do que em 2001, de acordo com o Ministério do Comércio chinês.

As exportações chinesas para Moçambique dispararam na sequência da Cimeira de Pequim destinada à cooperação entre a África e a China que decorreu na capital chinesa em Novembro de 2006.

O embaixador Tian Guangfeng disse à Xinhua que existe um grande potencial nas relações económicas e comerciais bilaterais nomeadamente nos sectores da agricultura, infra-estruturas e construção.

O diplomata lembrou que a China está envolvida na construção do estádio nacional, da Procuradoria-Geral da República e do aeroporto internacional no Maputo.

Tian Guangfenf referiu igualmente que Moçambique "está no caminho do desenvolvimento, das reformas e da abertura económica mostrando grande interesse pelo desenvolvimento e pela experiência das zonas económicas especiais chinesas" existentes nomeadamente em Zhuhai, Shenzhen e Xiamen.
(macauhub)