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terça-feira, 27 de maio de 2014

ANGOLA É PRIORIDADE NA CHINA

27 maio 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Angola é um dos países prioritários para a China em África, continente onde, nos próximos anos, vai continuar a aprofundar o seu envolvimento, de acordo com um centro de estudos dos Estados Unidos.

No artigo “África na Política Externa da China”, publicado pelo centro de estudos Brookings, o analista Yun Sun identifica como sinais de evolução, na relação entre a China e os países africanos, o aumento do investimento na formação de recursos humanos e o fomento de programas de responsabilidade social no continente.

“Nos próximos anos, o envolvimento da China em África deve crescer”, diz o analista, prevendo que o sistema actual se “actualize, adoptando soluções rápidas para alguns problemas sociais”.

Actualmente, “as actividades económicas da China estão a um nível sem precedentes”,

sábado, 10 de maio de 2014

Angola e China em sintonia

10 maio 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Kumuênho da Rosa e Bernardino Manje 


Os governos de Angola e China deram ontem um passo importante no aprofundamento da cooperação bilateral, ao assinarem seis acordos de parceria em vários domínios que vão impulsionar as relações político-diplomáticas, técnico-económica e comercial.

A assinatura dos instrumentos jurídicos, com realce para o acordo de isenção de vistos de entrada em passaportes diplomáticos e de serviço e o de cooperação económica e técnica, aconteceu no Palácio da Cidade Alta, após conversações oficiais entre delegações governamentais, no âmbito da visita oficial do Primeiro-Ministro do Conselho de Estado da China, Li Keqiang.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Multilateralismo da Rússia converge no Brics



12 novembro 2013, http://gazetarussa.com.br (Brasil, Бразилия)

Giovanni Lorenzon, especial para Gazeta Russa

Professor de relações internacionais prevê o fortalecimento das relações Brasil-Rússia, tanto bilateralmente como no âmbito dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), e não concorda em julgar a democracia russa apenas pela ótica ocidental.

Próxima cúpula com líderes dos Brics acontecerá no Brasil em 2014 Foto: RIA Nóvosti

Único brasileiro participante da reunião do Clube Valdai 2013, iniciativa que reuniu intelectuais, políticos e autoridades em setembro para discutir questões relacionadas à Rússia, o cientista político Fabiano Mielniczuk prevê o avanço das relações bilaterais entre Brasil-Rússia.

“Multilateralismo é a política que baliza a cooperação com a Rússia, inclusive no âmbito das iniciativas individuais do próprio país”, observa

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Petróleo e gás asseguram dinamismo da economia de Angola



19 agosto 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O sector petrolífero de Angola vai manter-se dinâmico nos próximos anos, com mais prospecção e produção, enquanto o gás natural inicia o seu contributo para o crescimento económico, de acordo com o banco português BPI.

O governo angolano pretende aumentar a produção média de petróleo para 1,84 milhões de barris este ano, mais 60 mil do que em 2012, mas os objectivos vão mais além, permitindo contrariar uma pressão de baixa dos preços, segundo o mais recente relatório do BPI sobre Angola.

“Nos próximos anos, o sector permanecerá dinâmico, sendo objectivo da Sonangol aumentar a produção até 2 milhões de barris por dia em 2015, através da atribuição de licenças para a prospecção de novos

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

“Forte” procura da Índia e China relança indústria de diamantes angolana



5 agosto 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

A indústria diamantífera angolana está a recuperar de uma recessão prolongada devido à “forte procura” da China e Índia, afirma a Economist Intelligence Unit.

“Os diamantes vão continuar a ser a segunda maior fonte de exportações, embora de pequena dimensão em comparação com as petrolíferas”, refere a EIU no seu relatório de Julho sobre

Exportação de carvão de Moçambique através de Nacala inicia-se em Dezembro



5 agosto 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O primeiro carregamento de carvão mineral para exportação no terminal carbonífero portuário de Nacala-a-Velha, actualmente em construção, terá lugar em Dezembro próximo, segundo uma previsão das empresas concessionárias do chamado Corredor de Nacala.

No decurso de um encontro promovido pelas sociedades Corredor de Desenvolvimento de Nacala (CDN) e Corredor Logístico Integrado de Nacala (CLIN), foi recordado

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Moçambique/Exploração de recursos naturais: PR defende equilíbrio com benefícios internos



26 julho 2013, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Numa conferência internacional bastante concorrida realizada ontem, na cidade de Aberdeen, Escócia, sobre o desenvolvimento de infra-estruturas de petróleo e gás em Moçambique o Presidente Armando Guebuza alertou que, para se colher os benefícios dos recursos naturais será necessário ter a certeza de haver, por um lado, um equilíbrio entre a exportação das matérias-primas e, por outro lado, fazer-se com que essas matérias-primas fiquem disponíveis para o mercado interno de maneira que seja social e economicamente viável e sustentável. 

A conferência de dois dias, especialmente dedicada a Moçambique,

terça-feira, 23 de julho de 2013

China/Entidades da Guiné-Bissau e do Brasil assinam protocolos de cooperação com Macau



23 julho 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Dois protocolos de cooperação foram segunda-feira assinados em Macau entre entidades locais e da Guiné-Bissau e uma empresa do Brasil, no encerramento do colóquio sobre gestão de empresas para os países de língua portuguesa promovido pelo Fórum Macau.

Um dos acordos foi assinado

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Comércio entre Brasil e África cresce 416% em 10 anos



7 junho 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil apontam uma alta substancial na relação brasileira com os países africanos (sem contar o Médio Oriente) na última década: houve um aumento de 416% no intercâmbio comercial entre as partes de 2002 a 2012. Além do crescimento bruto, os países africanos também aumentaram a sua parcela na absorção das exportações brasileiras: em 2002, eram destino de 3,91% dos produtos do Brasil; 10 anos mais tarde, o percentual cresceu para 5,03%.

Doutor em história das relações internacionais e professor-adjunto do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Pio Penna Filho justifica o crescimento por uma convergência de factores. O primeiro deles é a diminuição de conflitos no continente africano,

segunda-feira, 13 de maio de 2013

BRICS/Nova Publicação: Working Paper - "A China na América Latina: Investimentos em Infraestrutura Portuária"



10 maio 2013, Centro de Estudos e Pesquisas BRICS, BRICS Policy Center http://bricspolicycenter.org (Brasil)

Este Working Paper "A China na América Latina: Investimentos em Infraestrutura Portuária" escrito pela professora Adriana Erthal Abdenur analisa o papel de atores chineses, tanto o governo quanto empresas estatais e privadas,

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Portos de Cabo Verde disporão de infra-estruturas modernas em 2011

Praia, Cabo Verde, 26 agosto 2010 - O presidente da Enapor - Portos de Cabo Verde, Franklim Spencer, garantiu quarta-feira na Praia que no próximo ano 80 por cento dos portos do país disporão de infra-estruturas modernas.

Em declarações à agência noticiosa cabo-verdiana Inforpress, Spencer disse acreditar que, por essa altura, todos os portos do país terão capacidade para receber navios contentores e de tecnologias diferentes, nomeadamente de transporte horizontal.

Spencer disse ainda que o processo de modernização dos portos de Cabo Verde visa dotar o país de infra-estruturas portuárias que permitam cumprir o plano de desenvolvimento desenhado pelo governo e que passa pela concretização da sua vocação logística no Atlântico médio.

A Enapor - Portos de Cabo Verde é a empresa pública que gere as nove infra-estruturas portuárias marítimas, uma por cada ilha, destacando-se os três portos internacionais, Praia (Santiago), Porto Grande (São Vicente), que acolhem navios de grande calado, e Palmeira (Sal).

Em Agosto de 2009, Franklim Spencer apontara 2012 como o ano em que Cabo Verde estaria preparado para competir com quaisquer portos, destacando o de São Vicente, no qual o governo tenciona criar um "centro económico", com a oferta de uma zona franca com produtos em regime de isenção aduaneira.

A previsão é crescer de 150/200 para 400/500 navios e aumentar o número de contentores reexportados de 2 mil para 4/5 mil, enquanto pretende também servir de plataforma aos navios das empresas petrolíferas no Atlântico médio.

Segundo o presidente Enapor, em 2012, altura em que deverá ficar concluído o plano de investimentos no sector portuário em várias ilhas, que ascende a 300 milhões de euros, Cabo Verde terá um sector “muito mais dinâmico” e com “capacidade para projectar o seu desenvolvimento” económico. (macauhub)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Alfândegas de Angola vão punir funcionários que não cumpram com o disposto na lei

Luanda, Angola, 19 agosto 2010 - Os Serviços Nacionais das Alfândegas de Angola vão agravar as sanções contra os trabalhadores que continuam a não cumprir com os prazos de despacho de determinadas mercadorias, independentemente das causas da morosidade, afirmou o director da instituição, Sílvio Burity.

Em entrevista recente à agência noticiosa angolana Angop, em Luanda, Burity afirmou que os funcionários incumpridores têm manchado o nome e serviços da instituição, pelo que as medidas a serem adoptadas ajudarão a melhorar a disciplina e a actuação da Alfândega, que controla as mercadorias que entram e saem através dos portos, aeroportos e das fronteiras terrestres.

Apesar de não especificar o tipo de sanções, admitiu existir na empresa trabalhadores “malfeitores ou viciados em extorquir”, mesmo quando os interessados já cumpriram com todos os procedimentos ou transportam mercadorias legais, o que origina reclamações constantes dos serviços das Alfândegas.

“Um funcionário aduaneiro tem um prazo para cumprir determinadas tarefas. Se o importador chega com um despacho de importação de mercadorias existem períodos para a Alfândega responder. Portanto, esses padrões de serviço são públicos e as pessoas podem acompanhar e reclamar em canais apropriados”, salientou.

Por outro lado, apelou aos interessados para consultarem a página electrónica dos Serviços Nacionais das Alfândegas ou marcar audiência com o director nacional ou director do departamento da Promoção da Integridade Institucional para se inteirarem melhor do funcionamento da instituição, seus direitos e deveres e até mesmo fazerem reclamações.

Nos termos do decreto presidencial 94/10, que estabeleceu o novo estatuto orgânico do Ministério das Finanças, as Alfândegas deixaram de ser Direcção Nacional e passaram a Serviços Nacionais, o que lhes conferiu maior autonomia económica, financeira e patrimonial. (macauhub)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Moçambique/Castanha de Cajú: Necessários investimentos massivos para Moçambique recuperar o seu lugar de maior produtor mundial

26 abril 2010/Rádio Moçambique (RM)

Moçambique terá que fazer investimentos massivos para voltar a recuperar os elevados indices de produção de castanha de caju alcançados até finais da década de 70, quando atingiu mais de 200 mil toneladas/ano.

Face aos constrangimentos financeiros, as autoridades moçambicanas consideram ser utópico pensar que Moçambique possa voltar, a curto ou médio prazo, voltar a ocupar uma posição privilegiada na produção mundial da castanha de caju, que neste momento não atinge as 100 mil toneladas/ano, necessário para viabilizar qualquer indústria do sector.

“Moçambique não tem a mínima capacidade de fazer isso, ou seja, o país não tem recursos financeiros para investir 60 milhões de dólares na produção”, admitiu Raimundo Mathule, director adjunto do Instituto Nacional de Caju (INCAJU), uma instituição que, entretanto, está a apostar, fortemente, na produção de mudas, para a substituição dos cajueiros já envelhecidos.

Mathule frisou que “em menos de 10 anos, não vamos voltar a atingir as 215 mil toneladas que Moçambique produziu quando o país tinha árvores com idades variando de 10 a 20 anos no máximo, pelo que, para nós, é utópico pensar que podemos voltar a ocupar esses lugares cimeiros nos próximos tempos”.

Segundo vincou Mathule, para Moçambique voltar a recuperar os índices elevados de produção de castanha de caju alcançados até finais da década de 70 terá que fazer investimentos massivos na produção agrícola, tal como fez o Vietname, que nos últimos três anos, terá investido entre 60 e 70 milhões de dólares norte-americanos só na produção de castanha de caju.

Moçambique, durante a década de 70, chegou a ser considerado o maior produtor mundial de caju, mas em finais dos anos 80 o sector começou a registar uma redução drástica, devido a factores relacionados com o clima, envelhecimento dos cajueiros e, ainda, ao aparecimento de pragas e doenças, num cenário que acabou atingindo o colapso na década de 90, na sequência da implementação de políticas desajustadas recomendadas pelo Banco Mundial, um dos principais parceiros do Governo moçambicano.

Contudo, nos últimos anos, fruto de um trabalho desenvolvido e coordenado pelo INCAJU e outros sectores da sociedade, visando a pulverização das plantas, por um lado, e por outro, o replantio de novas espécies mais tolerantes e resistentes a pragas, o sector tem estado a registar melhorias, o que permite, actualmente, uma produção média anual de cerca de 90 mil toneladas de castanha. Na campanha finda, Moçambique produziu cerca de 95 mil toneladas de castanha.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Exportação de cacau rendeu 5,3 milhões de dólares a São Tomé e Príncipe

São Tomé, São Tomé e Príncipe, 22 abril 2010 - São Tomé e Príncipe obteve uma receita de 5,3 milhões de dólares em 2009 com a venda de cacau que representou 98,2 por cento de todas as exportações do arquipélago, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Os dados do INE indicam que em dobras, a moeda são-tomense, a venda de cacau proporcionou uma receita de 88 mil milhões de dobras (5,3 milhões de dólares), 20 por cento superior ao montante obtido em 2008 - 74 mil milhões de dobras ou 5,1 milhões de dólares.

A variação positiva de 20 por cento em valor ficou a dever-se, adianta o INE, "à cotação e boa qualidade do cacau são-tomense no mercado estrangeiro".

Em termos de quantidade, houve uma variação positiva 0,7 por cento com 2.727 toneladas exportadas em 2009 contra 2.709 toneladas registadas em 2008.

Portugal e Holanda lideraram a lista de uma dezena de compradores do cacau são-tomense em 2009 com aquisições no valor de 1,6 milhões de dólares, cada um, seguido da Bélgica com 1,1 milhões de dólares, bem como Angola, Bahamas, França, Sri Lanka e Países Baixos, cujos valores da importação foram marginais.

Considerado a base a economia de São Tomé e Príncipe, o cacau obteve em 1909 a sua maior produção de sempre com 30.300 toneladas. (macauhub)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Diamantes representaram dois por cento das exportações de Angola em 2008

Luanda, Angola, 30 setembro 2009 - Os diamantes representaram apenas 2 por cento do total das exportações angolanas em 2008, segundo dados incluídos num relatório divulgado pelo Banco de Portugal (BdP).

De acordo com as últimas estimativas do Banco Nacional de Angola (BNA) e do Fudo Monetário Internacional (FMI), em 2008 as exportações totais de Angola (em dólares) cresceram 46,6 por cento, enquanto as importações terão crescido 35,8 por cento.

Os números, que constam do relatório "Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste 2008-2009", indicam que o petróleo «foi responsável por mais de 96 por cento do total das exportações angolanas, enquanto os diamantes ocupam um distante segundo lugar com cerca de 2 por cento».

O incremento em valor nas exportações de crude (de 42 para 62 mil milhões de dólares) permitiu acomodar crescimentos substanciais na importações e défices líquidos nas balanças de serviços e rendimentos e, ainda, um comportamento negativo nos fluxos do IDE, garantindo – mesmo assim – um excedente da balança global (5,8 mil milhões de dólares), ou o equivalente a 7 por cento do produto, refere o documento do BdP.

Em 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola cresceu 14,8%, em termos reais, segundo estimativas do BNA e do FMI.(macauhub)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Moçambique vai proibir exportação de ouro em bruto

14 setembro 2009/Rádio Moçambique (RM)

O Governo moçambicano vai interditar ainda este ano a exportação de ouro em bruto, medida que prevê que reduza a comercialização informal e contrabando do mineral.

Abdul Razak, vice-ministro dos recursos minerais, diz que o país tem registado grandes perdas monetárias com a saída em bruto do mineral precioso e acrescenta que estão em curso acções para conter a situação.

"O país vai deixar de exportar ouro em bruto, e esperamos com isso poder ter mais controlo e maximizar os ganhos referentes à venda do mesmo, pois será um autêntico valor acrescentado à economia moçambicana", diz Abdul Razak.

Para tal entra em funcionamento até finais deste mês uma indústria de refinaria de ouro no distrito de Manica, província com o mesmo nome, num investimento privado sul-africano avaliado em cerca de 17,5 milhões de dólares (12 milhões de euros).

Numa fase piloto a fábrica de processamento de ouro, da empresa Tsozo Refinary, cuja estrutura já está concluída, vai processar 40 quilos de ouro em cada três horas, prevendo dobrar a produção quando entrar em pleno funcionamento, até ao final deste ano.

A empresa já montou vários postos de compra nas áreas de exploração mineira nas províncias de Manica e Tete (centro), e de forma faseada deverá chegar a todas as áreas mineiras potenciais fornecedoras de ouro, assegura Christo Bezarmanis, um dos administradores da fábrica. "Acho que com a fábrica a funcionar iremos baixar a comercialização ilegal do ouro, e as comunidades mineiras terão mercado para colocar o seu produto.

“Assim podemos controlar a saída desenfreada de ouro e em estado bruto", diz Christo Bezarmanis.

Ainda no quadro da necessidade de acabar com a exportação de ouro em bruto será aberto em paralelo, na província de Nampula, um centro de gemologia e lapidação, segundo Abdul Razak, que falava à margem da segunda parte da nona conferencia internacional de Mineração Artesanal e de Pequena Escala, que termina hoje em Chimoio, centro do país.

A reunião, com mais de 100 delegados representantes de 55 países de África, Europa, Ásia e América, serve para que peritos internacionais troquem experiências, procurando as melhores práticas e mais sustentáveis para tornar viável a exploração mineira artesanal.

Nos últimos tempos o Governo tem vindo a adoptar medidas tendentes a mitigar os efeitos negativos da actividade e a apoiar a constituição de associações.

Com base neste trabalho foram identificadas 61 associações, algumas das quais já formalizadas e outras em processo ao nível do país, a maior parte em Manica.

Calcula-se que cerca de 1.500 garimpeiros estejam envolvidos na actividade artesanal de exploração mineira na província de Manica.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Trocas comerciais entre a China e a CPLP em recuperação após início do ano em quebra

Macau, China, 7 setembro 2009 – Depois de terem atingido em 2008 um recorde absoluto, as trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa recuaram no primeiro semestre, mas nos meses mais recentes já dão sinais de recuperação.

De acordo com as estatísticas dos Serviços da Alfândega da China a que o macauhub teve acesso, entre Janeiro e Junho as trocas comerciais entre a China e países lusófonos caíram 35 por cento em relação ao primeiro semestre de 2008, para 23.522 milhões de dólares, com Angola e Brasil a registarem as maiores quebras e Timor-Leste e Guiné-Bissau os maiores aumentos.

A crise económica e financeira internacional teve entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2009 um impacto muito negativo no preço das matérias-primas, que são a base das trocas chinesas com o mercado angolano ou o brasileiro, os dois mais importantes para o gigante lusófono entre os “oito”.

Com um crescimento superior a 66 por cento, as trocas comerciais ficaram em 2008 acima dos 77 mil milhões de dólares, e já este ano a China tornou-se no maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos.

Graças aos recordes de preço de matérias-primas energéticas, como o petróleo, ou agrícolas, como a soja, nos mercados de “commodities” ao longo de 2008, veio justamente de Angola e Brasil o principal impulso para as trocas no espaço sino-lusófono, permitindo ultrapassar antecipadamente a meta definida para 2009: 50 mil milhões de dólares.

Os Serviços da Alfândega da China indicam que, até Junho, a maior descida entre os diversos fluxos e países registou-se nas exportações de Angola para o gigante asiático: menos 63,9 por cento, para 4,4 mil milhões de dólares.

As exportações da China para Angola cresceram 17 por cento, para 1,37 mil milhões de dólares, situando-se a quebra nas trocas bilaterais em 56,8 por cento, para os 5,77 mil milhões.

No caso do Brasil, a quebra ascendeu a 23,3 por cento, para 16,52 mil milhões de dólares, com as exportações da China a recuarem 40,1 por cento e as importações 12,5 por cento, para 11,45 mil milhões de dólares.

Também as trocas com Portugal evoluíram negativamente, mas bem mais ligeiros 9,1 por cento, para 1,04 mil milhões de dólares, com as importações da China a subirem 21,7 por cento e as exportações a perderem 14 por cento.

Em relação a todos os outros mercados, mais pequenos, a variação foi positiva, e nalguns casos de grande expansão.

Timor-Leste, por exemplo, regista uma variação positiva de 119,6 por cento no primeiro semestre, para 6,43 milhões de dólares, com as exportações da China a crescerem 119,5 por cento.

O comércio com a Guiné-Bissau expandiu-se 43,4 por cento, sobretudo graças ao comportamento das exportações da China, enquanto que Cabo Verde regista uma subida de 29,8 por cento nos seis primeiros meses do ano.

Mais ligeiras são as subidas nas trocas com São Tomé Príncipe (2,1 por cento) e Moçambique (6,2 por cento).

O mercado moçambicano continua a ser o quarto mais importante para a China no espaço lusófono, com trocas avaliadas em 169,9 milhões de dólares e as exportações chinesas a crescerem mais de 30 por cento.

O total do primeiro semestre nas trocas sino-lusófonas representa uma redução de 12.583 milhões de dólares face ao mesmo período de 2008 (36.105 milhões de dólares). No total, as importações da China somaram 16.082 milhões de dólares, menos 37 por cento, e as exportações 7.440 milhões de dólares, menos 31 por cento.

As estatísticas alfandegárias revelam que em Junho, quer as importações, quer as exportações estavam em franca recuperação.

O valor apurado em Junho - 5.603 milhões de dólares - representa um aumento de 807 milhões de dólares, 17 por cento, face ao mês anterior (4.796 milhões de dólares).

As importações subiram 20 por cento face ao mês de Maio, enquanto as exportações da China para os países lusófonos ganhavam 9 por cento.

Entre 2003 e 2006, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos mais do que triplicaram, para um total de 34 mil milhões de dólares no final de 2006.

Em 2007, o aumento homólogo ficou-se pelos 46,9 por cento, e no ano passado acelerou para 66 por cento. (macauhub)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

China/Macau: PME querem mais apoio do Governo para entrar nos países de língua portuguesa

Macau, China, 19 agosto 2009 (China) - A Associação de Pequenas e Médias Empresas de Macau (PME) propôs ao Governo a criação de um fundo com cerca de 44 milhões de euros, 50 por cento patrocinados pelo executivo, para apoiar investimentos nos países lusófonos.

De acordo com o presidente da Associação de Pequenos e Médios Empresários, Stanley Au, “o fundo poderia contar numa primeira fase com 500 milhões de patacas (44 milhões de euros)", em que o Governo contribuiria com 50 por cento do montante e os empresários com o restante.

“Se os negócios forem bem sucedidos, os investidores poderão cobrir o investimento do Governo, que poderá depois utilizar o dinheiro para outros fins de acordo com os lucros auferidos”, acrescentou Stanley Au que disputou o cargo de chefe do Executivo com Edmund Ho na primeira eleição após a transferência da administração de Macau de Portugal para a China.

Este fundo serviria, segundo o empresário, para aliviar as despesas de deslocação dos empresários de Macau aos países de língua portuguesa.

“Alguns dos países de língua portuguesa distam 20 horas de Macau. As viagens são muito caras, por isso sugerimos que o Governo dê incentivos aos empresários locais para iniciarem os negócios nesses países, pelo menos numa fase inicial”, justificou Stanley Au.

Outro tipo de ajuda requisitada pela Associação das Pequenas e Médias Empresas de Macau é o acompanhamento de tradutores de português nos contactos entre os investidores locais e os dos países lusófonos, sem o qual Stanley Au sublinha que “não se pode fazer nada”.

Também as embaixadas da China nos países lusófonos deveriam facultar protecção diplomática aos investidores de Macau caso sejam confrontados com algum problema, defende Stanley Au ao salientar que “o funcionamento da Justiça não é muito eficiente em alguns daqueles países”.

As propostas já foram entregues ao executivo, a Pequim e ao futuro chefe do Executivo, Chui Sai On, mas até ao momento a associação não obteve resposta.

A serem concretizadas, estas propostas poderão motivar um número considerável de investimentos dos empresários de Macau nos países de língua portuguesa, sublinhou.

"Se houver um bom plano, uma boa promoção, haverá muita gente interessada em investir nos países de língua portuguesa”, considerou Stanley Au, adiantando que a exportação de bens de consumo e o turismo são áreas privilegiadas de investimento na lusofonia.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Exportações argentinas para Angola ultrapassam 200 milhões de dólares

Luanda, Angola, 27 julho 2009 - O volume de exportações da República da Argentina para Angola atingiu em 2008 o valor de 212 milhões de dólares, afirmou domingo em Luanda, o encarregado de negócios da embaixada daquele país sul-americano, Ricardo Victor Roggero.

Em declarações à Angop, no final da visita de uma missão empresarial avícola da Argentina a Angola, o diplomata argentino referiu que estes números ultrapassam a facturação de 2006 ( 138,35 milhões de dólares ) e 2007 (165,86 milhõesde dólares).

A Argentina exporta anualmente para Angola produtos alimentares e material para a indústria petrolífera.

No ramo agrícola, adiantou, existe a possibilidade de Angola e Argentina estabelecerem, em comum, um polo agro-industrial, que poderá produzir cereais, como soja, milho e trigo.

De acordo com o diplomata, existem também possibilidades de parcerias em outras áreas como transporte, saúde, comércio e turismo. (macauhub)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cabo Verde/Exportações para Portugal representaram 43 por cento do total em 2008

Praia, Cabo Verde, 21 abril 2009 - Portugal manteve em 2008 o estatuto de maior parceiro comercial de Cabo Verde, tendo sido destino de 43 por cento das exportações cabo-verdianas, de acordo com dados divulgados segunda-feira na Praia pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados globais das importações e exportações de bens em 2008 - o INE apenas divulgou os valores em termos percentuais - apontam para um crescimento de 3,4 por cento e 71,9 por cento, respectivamente, face ao ano anterior.

No período em análise, o défice da balança comercial sofreu um agravamento de 1,6 por cento, enquanto a taxa de cobertura das importações pelas exportações, que em 2007 foi de apenas 2,4 por cento, melhorou em 2008, subindo para 4,3 por cento.

O pescado, vestuário e calçado continuam a ser os principais produtos da exportação cabo-verdiana, com o primeiro produto a triplicar, de 2007 para 2008, o montante global, constituindo actualmente 61 por cento do total.

No sentido oposto, o vestuário e o calçado tiveram evoluções negativas, diminuindo, respectivamente, 8 por cento e 12,4 por cento em relação a 2007.

Por zonas económicas e principais países, o continente europeu continuou a ser o maior parceiro de Cabo Verde, tendo reforçado a sua posição em termos de importância, passando de 79,2 por cento em 2007 para 88,5 por cento em 2008.

Sobre o comportamento das importações de Cabo Verde em 2008, a Europa mantém-se como a principal zona de proveniência de mercadorias, tendo o seu peso relativo subido de 79,6 por cento em 2007 para 80,6 por cento no ano passado.

Portugal, Países Baixos, Espanha, Brasil, Japão, Alemanha e França foram os principais parceiros comerciais de Cabo Verde, sendo responsáveis por 80,8 por cento o total de importações em 2008, contra 77,6 por cento em 2007. (macauhub)