Mostrando postagens com marcador recursos naturais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recursos naturais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Vaticano/Papa Francisco diz que desmatamento é ameaça global


7 de setembro de 2019, 13:34 h, Brasil 247 https://www.brasil247.com/mundo/papa-francisco-diz-que-desmatamento-e-ameaca-global

O Papa Francisco disse neste sábado que o rápido desmatamento e a redução da biodiversidade em cada país não devem ser tratados como assuntos locais, pois ameaçam o futuro de todo o planeta.

DCM - O Papa Francisco disse neste sábado que o rápido desmatamento e a redução da biodiversidade em cada país não devem ser tratados como assuntos locais, pois ameaçam o futuro de todo o planeta.

Francisco fez seu apelo em visita a Madagascar, a quarta maior ilha do mundo, que institutos de pesquisa e agências de ajuda humanitária dizem ter perdido cerca de

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Moçambique será 2º maior produtor mundial de gás liquefeito

2 de Novembro de 2014, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz

O governo moçambicano está satisfeito com um acordo alcançado entre duas companhias estrangeiras para a construção conjunta de complexos de liquefacção de gás no norte do país, disseram fontes da indústria de exploração de gás. O acordo preliminar foi alcançado entre a companhia americana Anadarko e a italiana ENI.

Fontes da indústria de gás disseram que o acordo de colaboração é algo de invulgar na indústria de exploração de gás mas que ao assinarem o acordo, a Anadarko e a ENI respondiam a pressões do governo moçambicano que quer impedir que na exploração do gás se repita o que aconteceu na exploração do carvão na província de Tete com as a companhias a desenvolverem separadamente as suas próprias infra-estruturas.

Segundo um comunicado da

segunda-feira, 12 de maio de 2014

São Tomé e Príncipe e Timor-Leste reforçam cooperação

12 maio 2014, http://www.macauhub.com.mo (China)

São Tomé e Príncipe e Timor-Leste pretendem reforçar a cooperação bilateral nos sectores petrolífero e comercial, de acordo com o anúncio efectuado sexta-feira no final da visita ao arquipélago do presidente do parlamento timorense, Vicente Guterres.

O texto da declaração final da visita que terminou sexta-feira sublinha a vontade de se “intensificar o diálogo político visando ampliar os vínculos institucionais e comerciais bem como outros, designadamente no sector petrolífero”, numa perspectiva de

sábado, 3 de maio de 2014

MOVIMENTO DE ABRIL E TRAIÇÕES

2 maio 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Goulão

Um tal Devin Nunes, congressista dos Estados Unidos da América identificado como descendente de portugueses dos Açores, anunciou recentemente que a Base das Lajes, no território português da Ilha Terceira, vai passar a funcionar como principal posto “avançado” da AFRICOM, força operacional norte-americana para África.

Assim, sem mais. A notícia apareceu, nela o tal Nunes explicou que nos Açores vão ser reunidos serviços militares norte-americanos de intervenção até agora concentrados na Alemanha e nas bases espanholas de Rota e Morón de La Frontera, e em Portugal nada aconteceu. Silêncio do governo, silêncio na comunicação social do regime e, como resultado, indiferença absoluta em todo o país.

No entanto, para que se saiba, o AFRICOM é o ramo do exército imperial dos Estados Unidos da América para intervir em África.

terça-feira, 4 de março de 2014

CPLP/Timor-Leste propõe exploração petrolífera em terra com parceiros de língua portuguesa

3 março 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)
A empresa petrolífera de Timor-Leste está a consultar os parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para o estabelecimento de um consórcio para exploração petrolífera em terra em Timor-Leste, revelou sábado o presidente da Timor Gap.
Francisco Monteiro disse ainda que o objectivo é “mobilizar os Estados-membros para exploração petrolífera na zona terrestre de Timor-Leste”, principalmente na costa sul.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Abya Yala, Patria Grande, Honduras/EUA QUEREM TOMAR RECURSOS NATURAIS DO BRASIL E DA REGIÃO, DIZ LÍDER DA RESISTÊNCIA HONDURENHA



26 novembro 2013, Opera Mundi http://operamundi.uol.com.br (Brasil)

Carlos H. Reyes vê fraudes na eleição de Honduras e analisa consequências desse movimento na América Latina

Um dia depois de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) hondurenho considerar “irreversível” a liderança do candidato governista, Juan Orlando Hernández, sobre Xiomara Castro, do partido Libre (Liberdade e Refundação), as principais missões de observação eleitoral começaram a divulgar seus relatórios.

Nos documentos, representantes da UE (União Europeia) e da OEA (Organização dos Estados Americanos) reconheceram a presença de diversas irregularidades, tais como os repetidos casos de compra de votos e de uma campanha eleitoral muito desigual e nada transparente.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Moçambique/Mineração gera 15 mil empregos



Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Cerca de 15 mil postos de trabalho foram abertos nos últimos cinco anos, nos diversos projectos de exploração de recursos naturais no país.

Os empregos geraram-se em resultado de investimentos na ordem de cinco biliões de dólares norte-americanos oriundos de várias partes do mundo, de acordo com Esperança Bias, Ministra dos Recursos Minerais.

A governante, que falava ontem em Maputo na abertura de um seminário de auscultação pública sobre políticas e estratégias de recursos minerais e de responsabilidade social empresarial na indústria extractiva,

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Luísa Diogo contra "euforia e entusiasmo" sobre recursos naturais em Moçambique



17 outubro 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Lisboa (AIM) --- Luísa Dias Diogo, antiga Primeira-ministra moçambicana, juntou a sua voz aos que apelam para a necessidade dos moçambicanos conterem a 'euforia e entusiasmo' sobre os recursos naturais.

A visão de Luísa Diogo vem juntar-se aos apelos do chefe do Estado moçambicano que, não sendo novos, são sempre recorrentes nos discursos de Armando Guebuza, reafirmando que o advento da contínua descoberta de recursos naturais, nomeadamente carvão mineral e gás natural, não deve servir para 'nos dividir'.

Em Março deste ano, durante a visita a Austrália, Armando Guebuza, advertiu aos moçambicanos radicados naquele país para que não se deixem 'baralhar' com a abundância de recursos naturais que se anunciam no horizonte, evitando que se criem expectativas acima daquilo que é real e do que é possível.

Em Lisboa para participar, como uma das oradoras, na Conferência Internacional 'O futuro da Agenda Global de Desenvolvimento: visões para a CPLP',

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Abya Yala, Patria Grande/UNASUL AVANÇA NAS QUESTÕES DE SEGURANÇA E DEFESA



8 de Setembro de 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O secretário da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Ali Rodriguez, assegurou que os maiores avanços do organismo regional estão nos temas de defesa e segurança. Destacou que nesses pontos que poderiam gerar debate e contradições, pelo contrário se avançou visivelmente e atualmente já existe um centro de estudos estratégicos localizado em Buenos Aires, Argentina.

Em uma conversa com vários meios de imprensa através de uma teleconferência, Rodriguez indicou que está sendo organizado um seminário para abordar os temas relacionados com os recursos naturais e com a defesa.

É o Conselho que mais avançou e no qual se trabalha com maior fluidez, pois aí predominam os princípios da paz e não da guerra, de forma que todo esse tema está sustentado na realidade da região pelo qual pode o problema econômico ser atacado para facilitar a superação das realidades sociais.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

América Latina e Caribe/QUALIDADE DAS RELAÇÕES AL-CHINA DEVERÁ SER MELHORADA, DIZ CEPAL



23 agosto 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)  

Durante a última década, a China se converteu em uma sócia chave para a América Latina e o Caribe. O comércio com o país asiático e a região se multiplicou por 22 entre os anos 2000 e 2012, sempre com déficit para os países latino-americanos.

“É importante iniciar um debate sobre a forma de melhorar a qualidade das relações entre América Latina e China”, disse a Secretária Executiva da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, durante a inauguração do seminário Fazendo negócios com a China: Experiências da América Latina, na sede do organismo em Santiago.

Bárcena assinalou que a América Latina e o Caribe têm ativos importantes para suas relações comerciais com a China, como as melhoras de seus indicadores macroeconômicos, bem como a redução da pobreza e o desemprego, o crescimento da classe média e a dotação de recursos naturais.

No entanto, ressaltou que existe uma importante assimetria entre os fluxos de comércio e os de investimento da região com a China: a “América Latina e o Caribe registram em 2011 valores de participação no comércio mundial que

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Golfo da Guiné: Angola reitera vocação de ser factor de paz na região



9 agosto 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Malabo - A determinação de Angola em manter a sua vocação de ser factor de Paz, estabilidade e desenvolvimento no continente, através das organizações sub-regionais a que pertence, entre as quais a Comissão do Golfo da Guiné (CGG), foi reiterada pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti.

O governante intervinha quinta-feira, em Malabo, na abertura da VIII sessão do Conselho de Ministros da Comissão do Golfo da Guiné,

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Moçambique/Exploração de recursos naturais: PR defende equilíbrio com benefícios internos



26 julho 2013, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Numa conferência internacional bastante concorrida realizada ontem, na cidade de Aberdeen, Escócia, sobre o desenvolvimento de infra-estruturas de petróleo e gás em Moçambique o Presidente Armando Guebuza alertou que, para se colher os benefícios dos recursos naturais será necessário ter a certeza de haver, por um lado, um equilíbrio entre a exportação das matérias-primas e, por outro lado, fazer-se com que essas matérias-primas fiquem disponíveis para o mercado interno de maneira que seja social e economicamente viável e sustentável. 

A conferência de dois dias, especialmente dedicada a Moçambique,

sexta-feira, 17 de maio de 2013

África do Sul/CONTRATOS INJUSTOS QUEBRAM ECONOMIA AFRICANA



15 de Maio, 2013, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao

África perde, a cada ano,  38 mil milhões de dólares (3,8 triliões de kwanzas) a favor de empresas estrangeiras em contratos injustos para a exploração de recursos naturais, refere um relatório divulgado pelo ex-secretário geral da ONU Kofi Annan.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Bolivia/Evo recomenda nacionalização dos recursos na Cúpula do G77



7 maio 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Nesta terça-feira (7), o presidente boliviano, Evo Morales, chamou os países membros do Grupo dos 77 (G77) à nacionalização dos recursos naturais como única via para potencializar o desenvolvimento.

Em seu discurso perante a Cúpula que ocorre em Fiji, Morales expôs os avanços da política social e econômica de seu país, depois das mudanças estabelecidas com sua chegada ao poder em 2006.

O presidente boliviano destacou que seu país deixou de ser, desde então, uma nação mendiga para converter-se em um Estado digno e soberano.

Equador/Renegociação petroleira gera lucro ao Equador de um bilhão de dólares por ano



6 maio 2013, ANDES --- Agencia Pública de Noticias del Ecuador y Suramérica http://www.andes.info.ec (Ecuador)

Enviado por Robertson Vinueza

Quito (Andes). – O Ministério de Recursos Naturais Não-renováveis lançou o primeiro exemplar da revista Petro Minas, uma publicação especializada que expõe, em sua edição inaugural, o volume do lucro obtido em conseqüência da renegociação petroleira, realizada no Equador em 2010.

Passados dois anos da renegociação que mudou a modalidade contratual de 14 dos 23 contratos petroleiros – de “Participação” para “Prestação de serviços com Taxas” –

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Moçambique/Minérios não ofuscarão agricultura --- Guebuza



12 abril 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, reafirmou que as descobertas de vastos recursos naturais, tais como carvão e gás natural, não vão desfocar a atenção que o executivo presta ao sector agrário, muito menos ofuscar a prioridade conferida ao melhoramento das tecnologias agrárias.

A determinação do governo, segundo o Chefe de Estado, visa fundamentalmente aumentar a produtividade agrária no contexto da luta contra a pobreza que é a agenda da actualidade do executivo, porquanto ela (agricultura) entra numa relação simbiótica com os recursos naturais para assegurar a viabilização da sua exploração bem-sucedida.

Guebuza reafirmou a convicção na cerimónia de lançamento havida hoje, em Maputo, do Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário (PNISA), que será executado durante o quinquénio 2013/17 e está avaliado em cerca de quatro mil milhões de dólares americanos.

“O peso da agricultura na nossa economia é sublinhado pelo facto de cerca de 88 por cento dos agregados familiares praticarem esta actividade, que emprega mais de 81 por cento da população activa”, explicou o presidente, apontando que o sector agrário contribui com cerca de 25 por cento para o Produto Interno Bruto (PIB).

O PNISA, cuja visão é tornar o sector agrário integrado, próspero competitivo e sustentável, reveste-se de elevada importância por constituir um complemento à materialização das acções de curto e médio prazos, do compromisso assumido pelo país no quadro dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Ao abrigo do Plano, que já conta com uma fatia orçamental no valor de 820 milhões de dólares americanos, anunciados pelos parceiros de cooperação (Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Mundial, Estados Unidos da América, União Europeia e Japão), há cinco pilares que serão a essência para a sua execução.

Trata-se da produção alimentar que salvaguarda questões como as culturas alimentares e de rendimento, pesca, pecuária, investigação agrária, extensão agrária, aproveitamento hidroagrícola e a mecanização agrícola.

O segundo pilar, acesso ao mercado e melhoria de infra-estruturas e serviços, contempla a gestão pós-colheita e comercialização, serviços financeiros, desenvolvimento do agronegócio (incluindo processamento industrial), estradas rurais e sistema de informação de mercado e estatísticas agrárias.

No terceiro, que diz respeito a segurança alimentar e nutricional, o objectivo é melhorar o acesso e a utilização de alimentos de alto valor nutritivo e a monitoria e coordenação multissectorial.

O PNISA, que será implementado nos corredores de Pemba, Lichinga, Nacala, Vale do Zambeze, Beira, Limpopo e Maputo vai, no terceiro pilar, contemplar questões que têm a ver com a terra e água para fins agrários, florestas e fauna bravia, desenvolvimento institucional, cartografia e teledetecção e cadastro único de terras.

A sua implementação será feita através de parcerias público-privadas e a própria população, por via de mecanismos formais de monitoria e avaliação já estabelecidos pelo governo no Plano Económico Social (PES), Plano de Acção para Redução da Pobreza (PARP), Plano Quinquenal do Governo (PQG), bem como através de fóruns consultivos e de diálogo.

A cerimónia de lançamento PNISA contou ainda com a presença dos chefes de várias missões diplomáticas acreditadas no país, quadros do sector da agricultura entre outros convidados. (RM/AIM)

sábado, 27 de outubro de 2012

Exploração de recursos naturais: Moçambique defende fortalecimento das instituições de formação


Moçambique defendeu ontem, em Addis Abeba, Etiópia, a necessidade do fortalecimento das instituições de ensino nacionais para poderem formar os técnicos e especialistas necessários para a correcta exploração dos seus recursos naturais.

24 de Outubro de 2012, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz

A ideia foi apresentada pelo vice-Ministro dos Recursos Minerais, Abdul Razak, na segunda sessão de debates do VIII Fórum para o Desenvolvimento de África sobre o tema “Recursos Minerais para o Desenvolvimento de África: uma Nova Visão”.


Na ocasião, Abdul Razak explicou que a ideia é que para além de as companhias exploradoras de recursos nos países africanos formarem os seus quadros no estrangeiro, contribuírem para fortalecer as instituições de ensino locais para que também possam formar técnicos da área.

“Se os países onde são explorados os recursos naturais também estiverem em condições de formar técnicos superiores e médios de várias áreas de exploração de recursos naturais poderá reduzir a dependência externa de mão-de-obra especializada na matéria”, explicou Razak.

Na sua explanação, aquele governante afirmou que esse papel não deve ser apenas das grandes multinacionais que operam em África, mas é preciso que os Governos se empenham mais em criar condições para uma correcta exploração de seus recursos.

Abdul Razak apontou o exemplo de Moçambique, onde estão a ocorrer descobertas de diferentes recursos naturais com destaque para os hidrocarbonetos, onde o Governo está a trabalhar com as empresas que operam na área para a necessidade de se alargar e expandir a capacidade de formação em gestão e exploração de recursos naturais.

“Estas companhias já estão a formar técnicos nacionais dentro e fora do país, mas nos estamos a incentivar a instalação de uma maior capacidade de formação interna em todos os níveis de ensino”, acrescentou Razak, apontando as companhias Vale Moçambique, Rio Tinto, ENI, Petronas entre outras como as que estão a aderir a essa iniciativa.

Abdul Razak apresentou essa posição reforçando a ideia do painel de debates que defendeu a pertinência de os países africanos estabelecerem mais capacidades e competências para poderem estar em melhores condições de negociar a exploração de seus recursos e na elaboração de leis consentâneas com as necessidades de cada país.

Sobre a participação de Moçambique no VIII Fórum para o Desenvolvimento de África, Abdul Razak, afirmou que a ocasião serve para ouvir as experiencias de outros países na exploração de recursos naturais e com base nisso aproveitar alguns conhecimentos que sirvam de exemplo para que possam aplicados no país, bem como apresentar a experiencia nacional.

No mesmo debate falou-se ainda da necessidade os países procurarem melhorar a gestão de seus recursos para que possam ter mais benefícios, com destaque para as receitas, desenvolvimento interno, envolvimento de empresas nacionais na exploração e prestação de outros serviços.

A delegação moçambicana a este fórum é composta por Abdul Razak, vice-Ministro dos Recursos Minerais, Amélia Muendane, vice-Ministra da Planificação e Desenvolvimento, alguns quadros superiores desses ministérios incluindo das finanças bem como por representantes da Sociedade Civil e dos órgãos das Nações Unidas baseados no país. (Alcides Tamele, em Addis Abeba)

terça-feira, 31 de março de 2009

Alkatiri disse aos chefes das empresas petrólíferas que o gás do Sunrise tem de ser canalizado para Timor-Leste

Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (FRETILIN)

Comunicado à Imprensa

24 de Março de 2009 - Dili, Timor Leste

O secretário – geral da FRETILIN e ex-primeiro-ministro, Dr. Mari Alkatiri, disse hoje a uma delegação de executivos de alto nível de varias empresas parceiras do Greater Sunrise que o gás do Greater Sunrise tem de ser canalizado e transformado em Timor Leste.

O Dr. Alkatiri também avisou que a AMP, o Governo de Gusmão, comprometeu as negociações do Sunrise ao fazer negociações secretas com terceiros que não estavam ligados às empresas do Greater Sunrise.

O Dr. Alkatiri falou aos jornalistas, depois da reunião de hoje, em Dili, com os representantes das empresas parceiras do Sunrise, Woodside, Shell, Osaka Gas and Conoco Philips.“Os Governos vêm e vão mas nós, timorenses, vamos continuar a fazer forca para exercer o nosso direito de processar o gás do Sunrise em Timor. Este foi o objectivo das nossas negociações, que resultou na assinatura do tratado entre o Governo da Austrália e o de Timor, “Certos Arranjos Marítimos relacionados com o Mar de Timor”, em Janeiro de 2006”, disse Mari Alkatiri.

O tratado “Certos Arranjos Marítimos relacionados com o Mar de Timor” é especificamente acerca do Sunrise. Se o Sunrise não fôr em frente então as negociações entre os dois países voltam à estaca zero. As companhias de petróleo sabem disso. E eu disse às companhias exactamente isto”, disse Alkatiri.

Desde a assinatura do tratado a questão de onde o gás será canalizado e processado continua por ser resolvido.

Alkatiri disse que o progresso neste assunto foi estagnado devido à incompetência do primeiro-ministro de facto, Xanana, nas negociações, e também a sua falta de vontade em construtivamente e transparentemente negociar com os principais interessados no Greater Sunrise, nomeadamente as empresas parceiras e o Governo Australiano.

“De forma como as coisas estão a decorrer agora o gasoduto e o processamento em Timor Leste do gás do Sunrise, em gás natural liquidificado, não irá ocorrer nos próximos cinco anos. As negociações estão estagnadas. Gusmão cortou totalmente com os principais parceiros interessados na opção de trazer o gasoduto para Timor Leste . Ele tem ignorado os legítimos interesses dos parceiros e está envolvido em “acções clandestinas” ou tácticas de “guerrilha” ao negociar com terceiros”, disse Alkatiri.

O Dr. Alkatiiri acrescentou ainda que “Não há nada de errado em envolver terceiros que possam estar interessados no desenvolvimento do Sunrise. Nós estávamos bastante avançados nas negociações e na implementação de um estudo independente antes de Agosto de 2008.”

“Contudo, acordos secretos não são a melhor maneira de o fazer. Esses acordos são tão secretos que ao povo timorense e aos seus representantes no Parlamento tem repetidamente sido negado o acesso aos detalhes destes acordos.” Acrescentou o Dr. Alkatiri.

Em Junho de 2008, o secretario de estado de facto dos recursos naturais, Alfredo Pires, confirmou ao Parlamento que foram assinados acordos com um consorcio que envolveu a Coreia do Sul e um Chinês com interesses petrolíferos e, confirmou também o envolvimento da Malásia no estudo do gasoduto, mas que ele não iria dar detalhes ou cópias dos acordos porque estes eram “confidenciais”.

“Tudo isto vai contra o regime transparente que nós construímos enquanto fomos Governo”, disse Alkatiri.

“Nós não temos nenhuma maneira de saber se o que foi acordado tinha em vista os interesses de Timor Leste e também se foi legal ou contratualmente apropriado”, adiantou ainda Alkatiri.

“Mas esta é a maneira como Gusmão faz as coisas; secretamente e com desdém para com o papel de fiscalização do Parlamento. A impunidade tornou-se no modus operandi de Gusmão.”

“Não houve concursos públicos ou outros processos competitivos, ou outro processo licitório aberto e competitivo como é exigido pela nossa legislação. Em vez disso, sem ter falado com os parceiros, a administração de Gusmão deu direitos do mercado do gás do Sunrise a uma t erceira parte; mas a que preço e com que lucro ou beneficio e em que termos?”, disse Alkatiri.

“O direito de construir uma unidade de transformação do LNG foi também garantido, mas a que retorno e qual o benefício para Timor, nós não sabemos. O que é que estas entidades receberam em troca de serem parte deste “exército fantasma” de Xanana e da sua “ clandestina campanha de guerrilha” contra as entidades do Sunrise?”, perguntou o Dr. Alkatiri.

O Sr. Gusmão parece gostar de atropelar a Constituição no Estado de Direito, mas depois dele e dos seus amigos saírem deste Governo outros terão de enfrentar a difícil tarefa de reconstruir a soberania deste pais, que está em risco, e a qual parece que ele vai deixar em farrapos,” avisou o Dr. Alkatiri.

Alkatiri disse que a FRETILIN irá sempre lutar pelo direito de processar o gás do Sunrise, em Timor Leste.

“A FRETILIN notificou previamente as companhias de que não reconhece a legitimidade do Governo de facto da AMP. Eles foram todos notificados que nós teremos de ter uma obrigação legal e constitucional de rever caso a caso e depois decidir se concordamos em ficar vinculados aos supostos acordos da AMP”, disse Alkatiri.

“A nossa atitude vai depender de se os supostos acordos irão passar os testes de transparência legal ou comercial e ainda se tem eficácia jurídica. Nós devemos isso ao nosso povo, aos interesses deste e ao Estado de Direito Democrático,” concluiu o Dr. Alkatiri.

Para mais informações, contacte com José Teixeira pelo telefone +61 438 114
960

sábado, 14 de março de 2009

Paraguai/Religiosos acreditam que América Latina vive sua última chance

“A vida humana não está garantida. E o planeta, como sistema, está sob uma ameaça extremamente forte, que nunca houve antes”, afirmou Leonardo Boff no encontro realizado na capital do Paraguai

Daniel Cassol, correspondente em Assunção (Paraguai)

12 março 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

A chegada pela via democrática de presidentes do campo progressista na América Latina representa a “última chance” para o continente superar a pobreza e estabelecer um novo tipo de relação com o meio-ambiente. E os religiosos têm papel importante no cultivo de valores humanistas e de respeito à natureza, na opinião dos religiosos presentes no diálogo social do Mercosul.
“A vida humana não está garantida. E o planeta, como sistema, está sob uma ameaça extremamente forte, que nunca houve antes”, afirmou Leonardo Boff no encontro realizado na capital do Paraguai.
Para o teólogo brasileiro, só uma relação de respeito à vida e à natureza, presente nos valores religiosos, poderá evitar que os recursos naturais sejam exauridos. “Chegamos ao limite da Terra, que é o limite do capital”, disse. “Esta atitude de respeito à vida é urgente hoje se queremos salvar a Terra”, finalizou.
Para Frei Betto, a “primavera democrática” em curso na América Latina, depois de um ciclo de ditaduras militares e outro de governos neoliberais, representa a última chance do continente para realizar reformas estruturais pela via democrática. “Não temos outra chance. Fora disso é a volta das ditaduras. Os movimentos sociais têm de reforçar esses governos democráticos populares”, declarou.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/agencia/internacional/religiosos-acreditam-que-america-latina-vive-sua-ultima-chance

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Papel da China em África semelhante ao do Japão na Ásia, diz especialista americano

Macau, China, 15 dezembro 2008 - A China tem a possibilidade de, tal como o Japão na Ásia Oriental, ser o principal motor do desenvolvimento africano no curto prazo, afirma o especialista em política externa chinesa Edward Friedman, na publicação Yale Global, do centro de Estudos para a Globalização da Universidade de Yale, Estados Unidos

Friedman, professor de Ciência Política na Universidade de Wisconsin, também nos Estados Unidos, defende que o envolvimento da China em África poderá fazer a economia do continente crescer seguindo o padrão dos “gansos selvagens”, imagem que diversos académicos usaram no passado para, tal como voo em formação daquelas aves, explicar o desenvolvimento asiático promovido pelo Japão no pós-guerra.

A teoria dos “gansos selvagens” argumenta que o processo de industrialização dos países é feito em pirâmide, havendo um país que lidera o esforço (o topo da pirâmide), sendo seguido por outras economias menos avançadas e estas por economias menos industrializadas ainda, beneficiando cada uma a seu tempo das suas vantagens comparativas - nomeadamente os custos da mão-de-obra - e recebendo investimento das economias do nível superior.

“A China está a criar em estufa este desenvolvimento com o padrão dos gansos selvagens. Pequim está a aplicar dinheiro em África para tudo, desde a construção de infra-estruturas até ao estabelecimento de laços económicos”, afirma Friedman, destacando o papel das Zonas Económicas Especiais (ZEE) que a China já começou a criar no continente africano.

“Destas áreas, o dinamismo económico vai espalhar-se, à medida que os africanos sejam atraídos pelas ZEE. Os governos vão construir então infra-estruturas e competir para atrair as empresas com mais sucesso”, diz.

Apesar de admitir que, tal como o Japão na Ásia do pós-guerra, a China não está interessada em promover a democracia e os direitos humanos em África e segue sobretudo “imperativos económicos”, Friedman realça os benefícios económicos do esforço chinês para liderar o novo bando de gansos.

“Visto de Pequim, a China em África no século 21 será como o Japão na Ásia Oriental e do Sudeste no meio século depois da Segunda Grande Guerra…Ao ligar-se ao dínamo económico, há benefícios. As melhores práticas aprendem-se quase inconscientemente. As vantagens do líder dinâmico espalham-se pelos países que vêem atrás”, afirma o especialista.

Para Edward Friedman, o processo entre a China e África ganhará cada vez mais intensidade à medida que a economia chinesa subir na escala de valor e que os custos da mão-de-obra na China aumentem, perdendo os produtores chineses competitividade nos mercados de preços mais baixos. A solução, afirma, será transferir a produção para os “gansos do nível seguinte” cuja economia, assim, vai também crescer.

“Os africanos que vêm a China como um salvador podem de facto beneficiar por se juntarem à China e seguirem a sua liderança”, afirma.

Friedman destaca por isso o número cada vez maior de chineses que vem emigrando para África levando consigo uma mentalidade empresarial e ligações a fábricas que produzem bens para os mercados mais baratos e que, para se manterem competitivas, encaram uma mudança para África, onde os salários são mais baratos.

“Já há mais chineses que portugueses na antiga colónia portuguesa de Angola”, diz mesmo Edward Friedman.

Friedman não nega a possibilidade de que o papel da China em África possa vir a ter no futuro algumas consequências negativas, como o esgotamento dos recursos naturais ou a manutenção no poder de elites corruptas, mas no geral aposta nas consequências benignas da relação económica entre as economias chinesa e africana.

“Os africanos estão dispostos a dar à China a oportunidade de reproduzir em África os processos criadores de riqueza que fizeram da Ásia a região do mundo que mais cresceu desde 1945” , afirma.

“Talvez os chineses e os africanos estejam certos e, tal como o Japão transformou a Ásia, também a China possam transformar África”, conclui Edward Friedman. (macauhub)