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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Moçambique/Confirmada ocorrência de diamantes em Moçambique



11 julho 2016, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Moçambique acaba de confirmar a ocorrência de diamantes no distrito de Massangena, na província de Gaza, sul do país.

Naquela região decorrem trabalhos de pesquisa, envolvendo empresas nacionais e estrangeiras.

A edição de hoje do jornal Notícias, editado em Maputo, a capital moçambicana, cita o director nacional de Minas, Elias Daude, a afirmar que Moçambique está a trabalhar para formalizar a sua adesão ao processo Kimberley, que permite a exportação formal deste minério.

“O que devo dizer é que Moçambique é um país rico em quase todo o tipo de recursos minerais, incluindo

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Angola/ESTAMOS UM PASSO À FRENTE NA VISÃO MINEIRA AFRICANA

3 agosto 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Kumuênho da Rosa

Há sensivelmente um ano, Luanda acolhia a reunião do Bureau de Ministros Responsáveis pelos Recursos Minerais em África, na qual foi reforçado o compromisso de uma acção conjugada pela apropriação dos recursos naturais pelos africanos.

Na entrevista que concedeu ao Jornal de Angola, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, faz uma radiografia do sector mineiro africano e traça um quadro optimista em relação ao futuro do continente.

Jornal de Angola - Depois da reunião do Bureau de Ministros Responsáveis pelos Recursos Minerais em África, há sensivelmente um ano, a que distância ficou o continente da materialização da Visão Mineira Africana? 

Francisco Queiroz
 -  O objectivo desse Bureau foi cumprir uma deliberação dos Chefes de Estado e de Governo africanos sobre a criação de um Centro Africano para o Desenvolvimento Mineiro, como resultado da Visão Mineira Africana, aprovada na reunião de Adis Abeba em 2008. A Visão Mineira Africana é um conjunto de princípios que devem ser adoptados pelos Estados nas suas políticas de exploração dos recursos naturais. É desse conjunto de princípios que avulta o conceito “África 2063”. Na reunião de Luanda ficou definido que

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Moçambique contrata empresa de consultoria para estudar venda de gás natural

30 setembro 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O governo de Moçambique lançou um concurso público internacional para contratar uma empresa de consultoria para avaliar o potencial de venda de gás natural nos mercados doméstico e regional, de acordo com um anúncio do Ministério dos Recursos Minerais.

Colocado no jornal estatal Notícias, de Maputo, o anúncio informa que

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Moçambique/Governo aprova termos de concessão do terminal de carvão

29 julho 2014, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Maputo (AIM) – O governo moçambicano aprovou hoje, através de um decreto, os termos do contrato de concessão das infra-estruturas do terminal portuário de carvão, no porto da Beira, centro do país, à Sociedade Comercial New Coal Terminal Beira, que comporta investimentos público-privados.

O facto aconteceu durante a 19ª sessão Ordinária do Conselho de Ministros, que também analisou outras matérias da vida sócio-económico e

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Prospecção de carvão no Médio Zambeze, Moçambique, reservada a nacionais

16 junho 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O governo de Moçambique vai abrir um concurso público reservado às empresas nacionais que pretendam obter títulos mineiros de prospecção e pesquisa geológica de carvão na bacia do Médio Zambeze, na província de Tete, informou o Ministério dos Recursos Minerais.

De acordo com o comunicado oficial as licenças de prospecção e pesquisa geológica serão atribuídas às pessoas singulares e colectivas nacionais elegíveis que

quinta-feira, 27 de março de 2014

Impostos sobre negócios com activos minerais deverão render a Moçambique 3 mil milhões de dólares

27 março 2014, http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Moçambique poderá arrecadar até ao final do ano 3 mil milhões de dólares ou o dobro dos impostos sobre mais-valias colectados até à data relativos a processos de compra e venda de activos em recursos minerais, afirmou quarta-feira em Maputo Rosário Fernandes.

O presidente da Autoridade Tributária de Moçambique afirmou pretender concluir, até ao final do ano, os processos de cobrança a sete grupos internacionais que venderam na totalidade ou em parte as participações que detinham em projectos de exploração de carvão e de gás natural em território nacional.

Moçambique já arrecadou, desde 2012, cerca de 1,3 mil milhões de dólares com a cobrança do imposto

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Moçambique/África reúne-se em Maputo para reflectir sobre sector mineiro



27 novembro 2013, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Maputo (AIM) – Maputo acolhe em Dezembro próximo a terceira Conferência dos Ministros Responsáveis pelo desenvolvimento dos Recursos Minerais da União Africana (CAMRMRD), um evento que irá reflectir sobre o desenvolvimento deste sector ao nível do continente.

Segundo um comunicado de imprensa da Comissão Económica para África (ECA), os participantes do encontro irão reflectir sobre a elaboração e implementação de estratégias e políticas eficazes de recursos minerais no continente, através da Visão Africana para o Sector Mineiro, incluindo a promoção de adição de valor e transformação económica, capaz de reduzir a dependência em relação as exportações e

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Moçambique/Mineração gera 15 mil empregos



Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Cerca de 15 mil postos de trabalho foram abertos nos últimos cinco anos, nos diversos projectos de exploração de recursos naturais no país.

Os empregos geraram-se em resultado de investimentos na ordem de cinco biliões de dólares norte-americanos oriundos de várias partes do mundo, de acordo com Esperança Bias, Ministra dos Recursos Minerais.

A governante, que falava ontem em Maputo na abertura de um seminário de auscultação pública sobre políticas e estratégias de recursos minerais e de responsabilidade social empresarial na indústria extractiva,

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Governo de Moçambique lança portal com cadastro mineiro



3 outubro 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O Ministério dos Recursos Minerais de Moçambique lançou um portal que divulga informações sobre o cadastro mineiro do país e cujo objectivo é o “aumento da transparência e a promoção de investimentos no sector”, anunciou o departamento público.

Desenvolvido pela empresa sul-africana Spatial Dimension, o “Portal do Cadastro Mineiro de Moçambique” [acessível no endereço electrónico http://portals.flexicadastre.com/Mozambique/EN/] permite visualizar “todos os títulos e contratos mineiros do Estado” moçambicano,

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Moçambique: Gás natural poderá gerar US$ 10 biliões de por ano de receita



4 setembro 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

A exploração de gás natural, descoberto na Bacia do Rovuma, norte de Moçambique, poderá gerar uma receita anual superior a 10 biliões de dólares, anunciou hoje, a ministra dos recursos minerais, Esperança Bias.

“Foram até aqui avaliadas reservas de mais de 75 triliões de pés cúbicos (TCF) para a Área 4 e mais 95 TCF para a Área 1, estando-se no processo de elaboração do plano optimizado da extracção deste recurso por forma a permitir a construção, instalação e operação de quatro unidades de Gás Natural Liquefeito com uma capacidade total anual de 20 milhões de toneladas,

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Areias pesadas: Qualidade e capacidade de oferta referenciam Moçambique



12 abril 2013, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Moçambique  está a assumir-se uma potencia no mercado mundial de matérias primas de titânio, e em Maio próximo será dado um passo importante no sentido de confirmação desse facto que se vai traduzir pelo arranque das operações da fase de expansão do empreendimento de areias pesadas em Topuito, distrito de Moma, província de Nampula por parte do consorcio de capitais irlandeses a Kenmare, cuja produção vai passar dos actuais cerca de 150 toneladas de concentrado por hora para um volume global estimado em 230 toneladas em igual período.

De acordo com Délio Darsamo, director geral adjunto da Kenmare Moma Mining, o minério de Ilmenite vai continuar a constituir prioridade no que a extracção diz respeito, com uma quota de 70 por cento em relação a produção global seguido do zircão com 17 por cento e a restante percentagem para o rutilo.

Acrescentou que o arranque das actividades mineiras previstas no quadro da expansão do empreendimento de areias pesadas em Moma que absorveu um montante estimado em 300 milhões de dólares acontece numa altura em que o mercado internacional regista uma demanda cada vez crescente de matérias primas de titânio a qual é influenciada pela dinâmica das industrias de construção e de aeronáutica.

“Mas internamente temos objectivos claros que passam pela conquista de novos mercados fieis e consolidar aqueles que já conquistamos, nomeadamente na China e nos Estados Unidos da América entre outros”-  sublinhou Délio Darsamo que explicou ser fiel significa ser comprador permanente dos produtos fornecidos pela Kenmare independentemente do agravamento do seu custo por razoes conjunturais.

O informador realçou que a qualidade dos minérios nas jazidas de Topuito, no sul da província de Nampula, tornam a Kenmare um consorcio sem concorrentes neste momento, consorcio que aposta na conquista da referencia  de maior fornecedor no mercado mundial de matérias primas de titânio. Outros mercados concorrentes de matérias primas de titânio em África são a África do Sul, Senegal, Quénia, e Serra Leoa.
Noutro desenvolvimento Délio Darsamo revelou que a segunda fase do empreendimento de extracção de areias pesadas de Topuito que já tem a nova draga colocada na lagoa artificial na área de Namalope onde vai acontecer a actividade de extracção de minérios, exigiu o recrutamento de um total de 480 trabalhadores para o reforço da mão-de-obra necessária para garantir o funcionamento pleno do empreendimento. Actualmente a Kenmare conta com 1.280 trabalhadores afectos em diferentes áreas.

Alem da nova draga os trabalhos de expansão incluem a montagem por uma empresa contratada, de uma nova unidade de separação magnética molhada de alta intensidade e uma outra auxiliar para a produção de Ilmenite. Os trabalhos de montagem das referidas unidades estão na fase final e espera-se que o processo de comissionamento, sou seja de assegurar que os sistemas e componentes de uma edificação ou unidade industrial estejam projectados instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais do proprietário vão arrancar do final do mês em curso.

De referir que as melhorias registadas no mercado imobiliário e na industria automóvel sobretudo nos Estado Unidos da América e à estabilização que se assiste na economia Chinesa, a Kenmare espera que o segundo trimestre possam surgir condições de oferta de melhores preços em relação as matérias primas de titânio tendência que se espera venha a manter-se até o final do ano em curso.

O balanço relativamente as exportações efectuadas pela Kenmare Moma Mining ao longo do ano passado indica para quantidades estimadas em 680.900 toneladas de produtos acabados o que favoreceu ao encaixe de uma receita estimada em 234,5 milhões de dólares norte americanos, contra 167,5 milhões de dólares arrecadados em 2011.

Transmissão de energia eléctrica vai ser melhorada
Com a segunda fase em plena actividade, exige-se que o empreendimento de areias pesadas de Moma esteja a ser alimentado com energia eléctrica fiável, pois, trata-se do aumento de unidades e equipamentos em necessidade constante de energia.  Segundo Délio Darsamo a Kenmare vai manter a capacidade actualmente instalada para fornecer o empreendimento através da linha exclusiva de transmissão que parte de Nampula com 110 kva d potencia.

Contudo adianta que a linha que está a servir o empreendimento que dirige tem estado a  registar flutuações constantes no processo de transmissão de corrente eléctrica e este facto que tem se traduzido na paralisação da actividade sobretudo no processo de extracção e separação em algum momento, com todos os prejuízos que tal fenómeno acarreta para as finanças do consorcio.

“Por isso estamos neste momento a trabalhar de forma constante com a empresa de electricidade de Moçambique no âmbito de um memorando rubricado, no sentido de colocarmos equipamentos de estabilização de tensão conhecidos por SVC, na subestação localizada no distrito de Alto Molócue, na vizinha Zambézia, que está a ser completamente reformada operação que vai concorrer para a melhoria substancial da energia eléctrica transmitida”- disse a fonte.

A Kenmare também está a instalar bancos de capacitores nas subestações de Alto Molócue e na capital provincial, Nampula. Estas medidas irão proporcionar uma melhor protecção da mina no que respeito a falhas de energia, que ocorrem em diferentes linhas de transmissão do sistema interligado nacional.

Além dessas medidas, a Kenmare está a instalar um sistema de estabilização de tensão na subestação de Topuito, o que reduzirá o efeito de picos ou quebras de energia através de outros dispositivos de protecção no sistema de transmissão da EDM.

Salientar que a Kenmare investiu um montante estimado em 14 milhões de dólares norte americanos para a construção de uma linha de transmissão de energia eléctrica de alta tensão partindo da subestação de Nampula até ao seu empreendimento de extracção de areias pesadas em Topuito.
A outra opção para a garantia do fornecimento de energia eléctrica de grande fiabilidade que o vasto equipamento do empreendimento da Kenmare em Moma exige para a garantia do seu normal funcionamento é aquela que passaria pela construção de uma segunda linha de transmissão com igual potencia em relação a actual. No entanto essa opção já foi colocada de parte pois, estudos desenvolvidos sobre a sua viabilidade referem que a mesma  acarretaria custos elevados para o empreendimento que está apostado na rentabilidade das suas operações.

Sangaje não está posta de lado
A Kenmare Moma Mining é detentor de uma licença de exploração de areias pesadas na localidade de Sangaje, distrito de Angoche, ainda na província de Nampula, onde fontes seguras da direcção geral daquele consórcio garantem que a qualidade o minério lá existente é de alto padrão que tem as condições para se projectar no mercado internacional de matérias-primas de titânio.

A nossa reportagem questionou ao director geral adjunto da Kenmare Moma Mining as razões que poderão estar por detrás do alegado atraso no arranque da exploração do potencial de areias pesadas em Sangaje ao que Délio Darsamo explicou que “não desistimos de Sangaje, pelo contrário estamos a preparar as condições necessárias para investir na exploração”- disse.

Darsamo salientou que apostar neste momento para a implantação da Kenmare em Sangaje, significa investir forte em infra-estruturas sobretudo ligadas ao escoamento do produto final. “Sangaje carece de condições em termos de infra-estruturas para garantir a evacuação do produto final, mas antes disso é carente em energia eléctrica de qualidade para que um empreendimento de vulto como é a mineração possa funcionar sem sobressaltos”- disse o entrevistado.

A potência de energia eléctrica que é transmitida através da linha que fornece actualmente ao distrito de Angoche é de muita fraca qualidade e impõe-se a construção de uma nova infra-estruturas dotada das condições necessárias e segundo o entrevistado isso significa um investimento alto que agora a Kenmare não está disposta a fazer atendendo outras prioridades.

Darsamo lembrou que o consórcio Kenmare tem obrigações com a sindicância de bancos que concedeu crédito no valor estimado em 900 milhões de dólares norte americanos até o momento para financiar a implantação do empreendimento que já vai na fase de expansão forçada para responder a demanda de rutilo, zircão e Ilmenite no mercado internacional.

A satisfação desse desafio passa pelo aumento da capacidade global de produção como agora foi feito com o aumento em cerca de cinquenta por cento do potencial de extracção em relação a capacidade inicialmente instalada. (Carlos Tembe)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Bancos Centrais de Moçambique e China aprofundam cooperação

30 março 2013, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Maputo (AIM) – Delegações dos bancos centrais de Moçambique e da China, chefiadas pelos respectivos governadores, Ernesto Gove e Zhou Xiaochuan, respectivamente, reuniram-se esta semana, em Maputo, para analisar a cooperação económica e financeira entre ambos os países, com destaque para as actividades das duas instituições bancárias.

O governador do Banco Central da República Popular da China realizou nos dias 28 e 29 de Março corrente a Moçambique, a convite de seu homólogo moçambicano, Ernesto Gove, tendo as delegações dos dois países trocado impressões sobre aspectos inerentes a concepção e implementação da Política Monetária.
Um comunicado de imprensa do Banco de Moçambique recebido pela AIM, refere que no encontro Gove e Zhou passaram em revista o estágio de desenvolvimento do sistema financeiro e as oportunidades para aprofundar o relacionamento bilateral entre as duas instituições e países.
Na ocasião, o Governador do BM destacou a dinâmica da economia moçambicana, apontando o crescimento económico de cerca de sete por cento em média e uma inflação de um dígito que se situou em menos de três por cento em 2012 como exemplos inequívocos.
A China é o segundo maior investidor em Moçambique com projectos de elevado valor económico e social, com destaque para a cooperação nas áreas de Finanças, Assistência para o Desenvolvimento no Quadro do Fórum Sino-Africano, Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, Ciência e Tecnologia, Planificação e Desenvolvimento, Recursos Minerais, Agricultura e Florestas, Turismo, Saúde, Educação, Cultura, área empresarial, apoio mútuo Humanitário e aos Governos Locais.
As partes manifestaram interesse em aprofundar os laços de cooperação em diversas áreas de actuação dos Banco Centrais, Sistema Financeiro, Sistema Nacional de Pagamento e formação de quadros em diversas especialidades da actividade bancária incluindo a extensão dos serviços para as zonas rurais como forma de assegurar a inclusão financeira da população.
Participaram no encontro o embaixador da China em Moçambique, a conselheira política da embaixada, os administradores do BPC para as áreas de relações internacionais, política monetária II, administradores do BM, a representante do ministro das finanças e directores do gabinete do governador e da divisão do departamento internacional, para além do representante para a África do Banco Central Chinês. 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Moçambique/ITIE: Governo prepara requerimento para validação de candidatura

31 março 2012/Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Quelimane (AIM) – O governo já concluiu e lançou o segundo Relatório de Reconciliação sobre os pagamentos efectuados pela indústria extractiva e das receitas provenientes do sector no exercício de 2009, e prepara-se para apresentar o requerimento de validação da candidatura de Moçambique à Iniciativa de Transparência da Indústria Extractiva (ITIE). 

A elaboração de um relatório sobre os pagamentos e receitas provenientes da indústria extractiva é um requisito fundamental para adesão `a ITIE. 

Para o efeito, o governo contratou a empresa de consultoria “Ernst &Young” para elaborar o segundo relatório de reconciliação dos valores pagos pelas companhias mineiras e recebidos pelo governo, que foi divulgado na sexta-feira desta  semana na cidade de Quelimane, capital da província central da Zambézia.

De acordo com o coordenador nacional do ITIE, Benjamim Chilenge, o Executivo moçambicano está muito optimista sobre a aceitação da candidatura de Moçambique como país cumpridor da iniciativa. 

Com a adesão de Moçambique à ITIE, o Governo pretende que o país seja reconhecido como membro cumpridor das regras de boa governação e gestão de recursos naturais. 

Segundo Chilenge, Moçambique já começou a preparar-se para apresentar o requerimento de validação da sua candidatura e, a qualquer momento, poderá submeter a documentação ao Comité Internacional.

“Decorrente das novas regras da iniciativa e na sequência da publicação do segundo relatório hoje efectuado, Moçambique pode solicitar antes de 15 Fevereiro de 2013 a revisão do processo de validação e ser acreditado como país cumpridor. Já iniciamos a preparação para o requerimento. Hoje fizemos a publicação do relatório e vamos disseminar em todo o país, enquanto arrolamos todos os documentos exigidos para a solicitação da validação da candidatura e, brevemente, vamos apresentar o requerimento” explicou.

Segundo Chilenge, estão criadas todas as condições para que Moçambique seja aceite como um país cumpridor. 

Moçambique apresentou a sua candidatura ao secretariado internacional da ITIE em Maio de 2009 e entregou o relatório sobre a indústria extractiva no país em Fevereiro de 2011.

Entretanto, a candidatura de Moçambique ao estatuto de país cumpridor da transparência no sector da indústria extractiva não foi aceite por ter cumprido apenas seis dos 18 requisitos de integridade exigidos.

A recusa do estatuto de “país cumpridor” da transparência na indústria extractiva teve em conta a necessidade de o Governo seguir padrões internacionais na “auditoria às receitas provenientes da exploração dos recursos minerais, bem como uma definição clara de pagamentos e recebimentos relevantes”. 

A participação de todas as entidades que efectuam ou recebem pagamentos no sector é também essencial para que se considere Moçambique transparente ao nível da indústria extractiva.

Outro argumento do comité internacional da ITIE para a “não-aceitação” da candidatura de Moçambique foi a ausência de informação sobre o sector do petróleo e gás natural no relatório da sua candidatura. 

Assim, no segundo relatório o número de empresas arroladas aumentou de 6 para 36 e incluiu àquelas que actuam no sector de hidrocarbonetos. 

De acordo com o vice-ministro dos Recursos Mineiras e Presidente do comité do ITIE em Moçambique, Abdul Razak, todas as recomendações foram acatadas, razão pela qual acredita que não existem mais motivos que impeçam o reconhecimento de Moçambique como país cumpridor. 

“Os aspectos considerados problemáticos foram resolvidos e o relatório foi elaborado tendo em conta as novas regras e recomendações deixadas ao país para ser considerado cumpridor da iniciativa. Portanto, desta vez não haverá razões para o país não ser aceite”, asseverou.

Moçambique aderiu a ITIE em 2009, tendo já sido realizadas um conjunto de actividades, com destaque para a criação do comité de coordenação que integra membros do Governo, sector privado e sociedade civil. Estas actividades também incluíram, em 2011, a organização de seminários de divulgação e de capacitação em todo o país, e publicação do primeiro relatório de reconciliação com dados relativos ao exercício de 2008.  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Angola/Potencial mineiro do país divulgado na África do Sul

Luanda, 1 fenereiro 2008 – O potencial mineiro de Angola vai ser apresentado, de três a oito do mês em curso, na Cidade do Cabo, África do Sul, durante uma conferência anual de investimentos para a área mineira, designada “Indapa”, avançou hoje, sexta-feira, em Luanda, o vice-ministro da Geologia e Minas, Mankenda Ambroise.
A conferência, a decorrer sob o lema “Investimentos na mineração para descobrir a riqueza mineira angolana”, é organizada por uma instituição norte- americana, e prevê a captação de investimentos para o sector mineiro angolano.
Em breves declarações prestadas à Angop, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o responsável, que seguiu hoje para a África do Sul, pontualizou que neste fórum vão identificar os projectos que precisam de investimentos dos operadores privados estrangeiros.
Angola é um país reconhecido como sendo especialmente rico em recursos minerais, estimando-se que possam ser encontrados no seu subsolo 35 dos 45 minerais mais importantes do comércio mundial, com especial destaque para o petróleo, gás natural, diamantes e fosfatos, mas também ferro, magnésio, ouro e rochas ornamentais, entre outros.
Os estudos realizados indicam que Angola possui reservas de fosfatos estimadas em 150 milhões de toneladas nas províncias de Cabinda e do Zaire, no norte do país, que não estão actualmente em exploração.
Por outro lado, nas províncias do Namibe e da Huíla, no sudoeste do país, existem importantes reservas de mármore, granito e quartzo, cujos actuais níveis de exploração podem ser substancialmente aumentados.
Relativamente ao ferro, a produção anual chegou a atingir quase seis milhões de toneladas antes da independência de Angola, através de explorações situadas nas províncias de Malanje, Bié, Huambo e Huíla.
A delegação chefiada por Makenda Ambroise, integra membros da direcção da Endiama e da Terrangol.
O regresso da comitiva angolana está previsto para o próximo dia oito de Fevereiro. (AngolaPress)