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quinta-feira, 25 de julho de 2019

CPLP/Governado pela esquerda, Portugal atinge desemprego mais baixo em 27 anos


24 de julho de 2019, 12:01 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/mundo/governado-pela-esquerda-portugal-atinge-desemprego-mais-baixo-em-27-anos 

O governo de Portugal, que tem como primeiro-ministro António Costa, informou que, pela primeira vez, em mais de 27 anos, o desemprego registado ficou abaixo das 300 mil pessoas; o número de desempregados inscritos nos serviços de emprego, em junho de 2019, desceu para as 298,2 mil; na atual legislatura, o desemprego registado já desceu 46,3%

247 - O governo de Portugal informou que, pela primeira vez, em mais de 27 anos, o desemprego registado ficou abaixo das 300 mil pessoas. O número de desempregados inscritos nos serviços de emprego, em junho de 2019, desceu para as 298,2 mil. Ao longo da atual legislatura, o desemprego registado já desceu 46,3%, o equivalente a menos

terça-feira, 5 de abril de 2016

Brasil/Lula: Não permitiremos que rasguem a Constituição, vamos às ruas



4 abril 2016, Agência PT http://www.pt.org.br (Brasil)

 
Em ato no Sindicato dos Metalúrgicos, o ex-presidente afirmou que povo tem que estar nas ruas para impedir o impeachment da presidenta Dilma Rousseff

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou a população às ruas para defender a Constituição no dia em que  a Câmara dos Deputados marcar a votação do impeachment. Lula discursou em casa, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em ato pela democracia que reuniu ao menos 5 mil pessoas em São Bernardo dos Campos, nesta segunda-feira (4). “Não vamos permitir que a nossa Constituição seja rasgada. Temos que estar nas ruas”, conclamou Lula.

Lula afirmou que aceitou o convite para ajudar a presidenta Dilma Rousseff a governar o país e que pretende ampliar a conversa com os movimentos sociais, ouvir a população e conversar muito para

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Brasil/Em pronunciamento, Dilma defende união em torno dos interesses do povo

7 setembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (7), a presidenta Dilma Rousseff voltou a afirmar que o país vive um momento de “dificuldades”, mas salientou que elas serão superadas.


“O que eu quero dizer, com toda a franqueza, é que estamos enfrentando os desafios, essas dificuldades, e que vamos fazer essa travessia. Se cometemos erros, e isso é possível, vamos superá-los e seguir em frente", disse

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Brasil/Governadores defendem estabilidade democrática após reunião com Dilma

31 julho 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
 Nesta postagem: Brasil/Dilma aos governadores: É possível incluir e crescer

Presidenta Dilma posa para foto oficial com os governadores 
antes da reunião desta quinta-feira no palácio da Alvorada.

Os governadores dos 27 estados brasileiros saíram da reunião com a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (27), deixando clara a posição de unidade em favor da governabilidade e em defesa da democracia, do Estado de Direito e da manutenção do mandato legítimo da presidenta e dos eleitos em 2014.

“Existe uma preocupação conjunta, em primeiro lugar, com a agenda política. Primeiro, a defesa clara e inequívoca da estabilidade institucional, da ordem democrática, do Estado de Direito e contra qualquer tipo de interrupção das regras constitucionais vigentes. Portanto, defendemos a manutenção do mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff”, afirmou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em entrevista à imprensa após o encontro.

“Achamos isso fundamental para ativação do ciclo econômico e manutenção do nível de emprego, com prioridade às operações de crédito já contratadas, mas também para novas operações de crédito. Defendemos que sim, haja uma reforma do ICMS, porém com fundos garantidores que tenham outras fontes que não sejam apenas o imposto sobre o repatriamento, nós defendemos a tributação sobre repatriamento, porém consideramos a necessidade de que haja outras fontes de compensação”, completou o governador. 

Para o governador de Goiás,

terça-feira, 28 de julho de 2015

Portugal/PASSOS COELHO MENTE SOBRE O DESEMPREGO E SOBRE O EMPREGO

23 julho 2015, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Não há mentira a que o governo PSD-CDS não recorra para demonstrar os sucessos da sua política. Agora (com a ajuda do IEFP) manipulam os dados do desemprego, e aldrabam sobre a “criação de emprego”.



Moçambique/Para jovens necessitados: País poderá ter escola de formação e emprego

28 Julho 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz

Um projecto-piloto denominado Escola Jovem Aprendiz poderá ser implantado ainda este ano no país para ajudar os jovens necessitados a conseguir manter-se na escola e a integrar no mercado de emprego com vista à melhoria das suas condições de vida e das respectivas famílias.

Para tal a delegação moçambicana, chefiada pela Primeira-Dama, Isaura Nyusi, que se encontra desde domingo até sexta-feira em Brasília, capital política do Brasil, visitou ontem a sede da Rede Brasileira de Aprendizagem, Promoção Social e Integração ou Rede Pró-Aprendiz, onde colheu experiências sobre como é que aquele país resolve o problema de abandono escolar e desemprego, sobretudo entre os jovens.

Na ocasião Valdinei Valério, responsável da rede, fez saber que

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Moçambique/Asssembleia anual do BAD: Nyusi fala da exclusão como causa de instabilidade

28 de maio 2015, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)  

O Presidente da República, Filipe Nyusi, considera que a exclusão, a pobreza e a falta de transparência no funcionamento das instituições são algumas das principais causas da instabilidade político-militar que afecta alguns países africanos.

Filipe Nyusi fez estas declarações, terça-feira, em Abidjan, durante um painel subordinado ao tema “Desenvolvimento e Segurança: enfrentar novas ameaças”, inserido na 50ª Assembleia Anual do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e na 41ª Anual do Fundo Africano de Desenvolvimento, que decorrem desde segunda-feira até amanhã, na capital costa-marfinense.

Durante o painel que contou também com a participação da Presidente da Comissão União Africana, Nkhosazana Dlamine Zuma e do antigo Presidente da Nigéria, Olesugun Obasanjo,

terça-feira, 3 de março de 2015

Argentina/A ÚLTIMA FALA DE CRISTINA AO PARLAMENTO COM 400 MIL PESSOAS

2 março 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


Por Francisco Leite Filho*, no Café na Política



A presidenta Cristina Kirchner dirigiu-se neste domingo (1º), pela última vez, no seu segundo mandato, ao Congresso da Argentina. Foi acompanhada de uma multidão de 400 mil pessoas e falou durante quase quatro horas.

A concentração na Praça Congresso, que se destacava pelo colorido da juventude, em contraste com a assepsia e encardimento dos engravatados da marcha elitista opositora de 18 de fevereiro, quis desagravá-la da campanha de infâmias, engendradas pelas corporações econômicas e midiáticas, praticamente, desde o primeiro dia de seu primeiro mandato em 2007.

A última dessas infâmias consistiu em uma denúncia fajuta que tinha como escopo a sua destituição por um golpe judicial-midiático, no bojo de um tumulto de rua, com a produção de muitos mortos e feridos. O golpe foi, finalmente, abortado na quinta-feira (26/02/15) pela desassombrada postura da chefa de Estado do país irmão, e culminou na

sábado, 20 de dezembro de 2014

Brasil/Dilma: Ofereço a luta renovada por justiça social e igualdade

19 dezembro 2014, Vermelho (Brasil)
Diplomada nesta quinta-feira (18) para o próximo mandato à frente do Executivo federal, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o processo eleitoral brasileiro tem sido uma “prova permanente” da solidez da democracia brasileira.

“É da própria natureza da disputa eleitoral resultar em vitória e resultar em derrota. Mas como uma eleição democrática não é uma guerra, ela não produz vencidos. O povo, na sua sabedoria, escolhe quem ele quer que governe e quem ele quer que seja oposição. Simples assim”, afirmou Dilma, em seu discurso.

“Cabe a quem foi escolhido para governar, governar bem. Cabe a quem foi escolhido para ser oposição, exercer da melhor forma possível o seu papel”, reforçou.

Compromissos
Durante a solenidade, a presidenta enfatizou a continuidade dos compromissos de seu governo com políticas sociais e com o crescimento sustentado.

“O que mais quero oferecer ao meu país é a luta renovada por justiça social, educação de qualidade, igualdade de oportunidades, estabilidade econômica e política, e

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O BRASIL NÃO ESTÁ DIVIDIDO -- Jaques Wagner

6 novembro 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

por Jaques Wagner*, Carta Capital online

Ao vencedor é negada a soberba. Ao perdedor, o rancor. 

A democracia brasileira saiu fortalecida das urnas. Pela primeira vez desde a retomada das eleições diretas em 1989 tivemos um segundo turno superdisputado. É um alerta para quem ganha e uma esperança para quem perde. Ao vitorioso é negada a soberba e são obrigatórias a humildade e a generosidade. A quem perde, é negado o rancor e demandada a disposição do debate construtivo.

O Brasil não se dividiu. O País empolgou-se com dois projetos políticos apresentados. As nossas diferenças existem e devem ser assumidas para que possam ser superadas, mas na pluralidade a nossa unidade deve ser sempre protegida.

A democracia é nosso bem maior. E a democracia é o território do diálogo, do contraditório e do embate de ideias. Ela não resiste à intolerância e a qualquer tipo de fundamentalismo. E nosso país é uma democracia complexa, com múltiplas tonalidades. Tentar reduzi-la é

sábado, 20 de setembro de 2014

Brasil/Dilma comemora "o ano do crescimento da renda média”

18 setembro 2014, http://www.vermelho.org.br Vermelho (Brasil) 

A presidenta Dilma Rousseff comemorou nesta quinta-feira (18) os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “É um retrato do Brasil naquele momento, em 2013, que mostra que foi o ano da qualidade do trabalho e do crescimento da renda média”, disse a presidenta.


 Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13


“Todos os brasileiros tiveram aumento de renda real (acima da inflação) no período. Ninguém perdeu. Mas, na classe média o crescimento foi maior”, exaltou Dilma. Segundo a presidenta, a pesquisa aponta melhoria na qualidade do emprego, com aumento da formalização dos trabalhadores com carteira assinada, inclusive entre os trabalhadores domésticos, por efeito da Lei.

“Diminuiu o trabalho entre os jovens de 15 a 29 anos. Isso quer dizer que mais jovens passaram a estudar”, explicou a presidenta. Por outro lado, houve aumento no índice de empregados em todas as faixas da população acima de 30 anos. A tendência

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Moçambique∕Educação técnico-profissional: Produzir quadros à altura do mercado




O governo está a implementar desde 2006 um amplo programa de reforma que visa transformar a educação profissional num instrumento de desenvolvimento de competências para o sector produtivo, levando-o a responder melhor e estar alinhado com as necessidades do mercado de trabalho.

Segundo o director nacional do Ensino Secundário, Ivaldo Quincardete, que falava ontem no lançamento da Semana do Ensino Técnico-Profissional, a reforma em curso consiste na reabilitação de instituições de formação técnico-profissional, na revisão dos programas de ensino, na aquisição do

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Moçambique/CPLP acelera luta contra fome

21 Fevereiro 2014,  Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) procedeu, ontem, em Maputo, ao lançamento oficial da Campanha “Juntos Contra a Fome!”, que visa desenvolver acções para promover o investimento na agricultura familiar sustentável com a finalidade de aliviar o sofrimento de 28 milhões de cidadãos do espaço lusófono afectados pela fome.

Falando na cerimónia de lançamento oficial da Campanha da CPLP, o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, defendeu que já não faz sentido que ainda existam cidadãos nos países da comunidade a sofrer de fome crónica, pelo que as nações devem arregaçar as mangas e encontrarem formas de combater o flagelo.
“Um dos desafios mais prementes que se coloca à nossa frente prende-se com a erradicação de uma das formas mais cruéis da pobreza: a fome!”, disse Vaquina que acrescentou que “não se justifica, porque não faz sentido, que ainda tenhamos cidadãos nos nossos países e no mundo que não sabem onde e quando ter a próxima refeição e com que qualidade nutritiva”.
“Este é o momento de agir! Não podemos ficar indiferentes a uma realidade que a todos nos diz respeito!”, desafiou Vaquina no arranque da campanha “Juntos Contra a Fome!”, que atingirá o seu auge a 16 de Outubro próximo, quando se celebrar o Dia Mundial da Alimentação.

Angariação de fundos
Esta campanha tem como objectivo central a angariação de fundos que, a par com outras fontes de financiamento, vão permitir a viabilização dos compromissos da comunidade com a erradicação da fome.
A “Juntos contra a Fome!” será para a criação de fundo para financiar projectos com o objectivo de melhorar a segurança alimentar e nutricional e as condições de vida das famílias e comunidades rurais.

O Fundo da Campanha vai ser constituído por contribuições voluntárias por parte do público em geral e das demais entidades, através de doações, chamadas telefónicas de valor acrescentado e outros meios.
Segundo Hélder Muteia, representante da FAO junto a CPLP, os recursos a serem angariados nesta campanha servirão para complementar os esforços dos governos e outros parceiros no apoio aos camponeses a cultivarem as suas terras, dotando-os de tecnologias, crédito agrícola e mercado favoráveis, gerando não só mais disponibilidade de alimento, mas também melhores oportunidades de emprego e geração de renda.
Paradoxalmente, 80 por cento das pessoas que passam fome em África são agricultores, que pratica um agricultura rudimentar que não permite sequer alimentar condignamente as suas famílias.

“Apoiando essas pessoas, estaremos a resolver dois problemas ao mesmo tempo, nomeadamente o da disponibilidade dos alimentos e o da pobreza dos próprios agricultores”, frisou Muteia.

A campanha “Juntos Contra a Fome!” e os objectivos nos quais se encontra alicerçada são desígnios centrais da comunidade, num momento em que se debate o futuro da CPLP e em que se quer uma CPLP de futuro e com futuro. (Manuel Mucári)


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Moçambique/Mineração gera 15 mil empregos



Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Cerca de 15 mil postos de trabalho foram abertos nos últimos cinco anos, nos diversos projectos de exploração de recursos naturais no país.

Os empregos geraram-se em resultado de investimentos na ordem de cinco biliões de dólares norte-americanos oriundos de várias partes do mundo, de acordo com Esperança Bias, Ministra dos Recursos Minerais.

A governante, que falava ontem em Maputo na abertura de um seminário de auscultação pública sobre políticas e estratégias de recursos minerais e de responsabilidade social empresarial na indústria extractiva,

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Brasil/Dilma propõe ao Papa uma frente ampla contra exclusão social



23 julho 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Dilma Rousseff durante chegada do Papa Francisco ao Rio de Janeiro. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A proposta foi feita por Dilma no encontro reservado que ela e o papa tiveram na sede do governo fluminense. Fontes do Vaticano e do governo brasileiro anteciparam à 'Carta Maior' que esse assunto seria discutido na audiência privativa e que a posição do papa seria a priori favorável a essa iniciativa.


A presidente Dilma Rousseff propôs ao papa Francisco, na segunda-feira (22), no Palácio Guanabara, a organização de uma frente ampla de luta contra a exclusão social e contra todas as formas de miséria no mundo.

A proposta foi feita por Dilma no encontro reservado que ela e o papa tiveram na sede do governo fluminense. Fontes do Vaticano e do governo brasileiro anteciparam à Carta Maior que

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Moçambique/Ministros do Trabalho da SADC reúnem-se em Maputo



17 maio 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Os Ministros do Trabalho, Emprego e de Assuntos Sociais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), bem como os Empregadores e Sindicatos da região, reúnem-se esta sexta-feira em Maputo, na sua Reunião anual de 2013.

Com a excepção de Madagáscar, suspenso da SADC, os outros 13 países da SADC

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Desemprego em Portugal com novo recorde de 17,7% no 1º trimestre



10 maio 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)
 
A taxa de desemprego em Portugal atingiu um novo máximo histórico de 17,7% no primeiro trimestre de 2013, um acréscimo de 2,8 pontos percentuais em termos homólogos, informou quinta-feira em Lisboa o Instituto Nacional de Estatística (INE).

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Portugal/PORQUE DEVEMOS SAIR DO EURO, um livro indispensável

9 maio 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por José Ferrer*

Tive a sorte, ainda na minha adolescência, de conhecer, pela mão do Jorge de Sena, o poema Cena do ódio , do Almada Negreiros.

Entre outras passagens do poema, nunca esqueci a seguinte:

Ó Horror! Os burgueses de Portugal

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Portugal/GOVERNO PS RETIRA AJUDAS AOS MAIS POBRES E DIREITOS AOS DESEMPREGADOS

19 agosto 2010/ODiário.info http://www.odiario.info

Eugénio Rosa*

Depois da fusão ideológica do PS com a direita e da sua rendição incondicional ao neoliberalismo, todo o dinheiro é pouco para ajudar o grande capital: para que a banca pague 4,3% de IRC (como sucedeu em 2009) é preciso retirar direitos e subsídios aos que deles precisam. Qualquer pessoa percebe isto, que o dinheiro não é elástico, não é senhores economistas do sistema?

Com o pretexto de que a economia portuguesa está a recuperar, mas fundamentalmente com o objectivo de reduzir o défice orçamental de 9,3% para apenas 2% do PIB entre 2009 e 2013, o que corresponde a uma redução da despesa publica de 12.234,8 milhões € em 4 anos, que significa um corte muito grande, o governo, através do Decreto-Lei 77/2010, eliminou as medidas extraordinárias de apoio aos desempregados que eram para vigorar durante a crise, e que foram as seguintes:

(a) Eliminação da prorrogação por mais 6 meses do subsídio social de desemprego inicial e subsequente;

(b) Eliminação da redução do prazo de garantia (número de dias de descontos para a Segurança Social) para se ter acesso ao subsídio de desemprego que era de 365 dias e que agora passou para 450 dias;

(c) Eliminação da majoração de 10% do subsídio de desemprego para os desempregados com dependentes a seu cargo. Portanto, medidas que vão atingir profundamente todos os portugueses que não têm trabalho, reduzindo ainda mais os que têm direito a receber o subsídio de desemprego. E isto quando o número de desempregados a receber subsídio de desemprego não para de diminuir. De acordo com o Ministério do Trabalho, em Fevereiro de 2010 eram 370.658, mas em Junho de 2010 já apenas 352.846, ou seja, menos 17.812.

Para além destas medidas extraordinárias que o governo tinha aprovado no inicio do ano para vigorarem até ao fim de 2010, mas que eliminou em Junho deste ano, este governo aproveitou a “embalagem” e eliminou também uma medida que não era extraordinária, que tinha sido implementada através do Decreto-Lei 245/2008, portanto muito antes das chamadas medidas extraordinárias, que era a seguinte: “Os titulares do direito a abono de família para crianças e jovens, de idade compreendida entre 6 e 16 anos durante o ano civil que estiver em curso, têm direito a receber, no mês de Setembro, além do subsídio que lhes corresponde, um montante adicional de igual quantitativo que visa compensar as despesas com encargos escolares, desde que matriculados em estabelecimento de ensino”. Após a publicação do Decreto-Lei 77/2010, passaram a ter direito, não todas as famílias que recebiam abono como acontecia, mas apenas as beneficiários pertencentes ao 1º escalão do abono de família, ou seja, passaram a ter direito a este adicional de abono a receber em Setembro de cada ano apenas as famílias cujo rendimento familiar a dividir pelo número de filhos com idade entre os 6 e 16 anos seja inferior a 209,61€/mês, o que reduziu drasticamente o número de famílias com direito ao adicional do abono de família.

E como tudo isto já não fosse suficiente, este governo aprovou dois outros decretos – o Decreto-Lei 70/2010 e 72/2010 – que entram em vigor dois meses após a sua publicação, ou seja, em 1 de Agosto de 2010, que reduzem o apoio aos portugueses com rendimentos insuficientes, portanto próximos ou mesmo no limiar da pobreza, e aos desempregados. E são esses dois decretos que entrarão em vigor no inicio de Agosto, que revelam um profunda insensibilidade social, que vamos analisar seguidamente procurando tornar claros os seus efeitos.

O DECRETO –LEI Nº 70/2010 - A alteração da chamada condição de recursos vai reduzir significativamente o direito a apoios sociais
O acesso em Portugal a muitas prestações de apoio social (abono de família, abono pré-natal, subsídio social de desemprego, complemento solidário de idoso, rendimento social de inserção, acção escolar, taxas moderadoras, comparticipações nos medicamentos, comparticipação nas despesas dos utentes de cuidados continuados, etc.), de quem não possua recursos suficientes depende de cumprir a chamada “ condição de recursos”, que é definida com base no rendimento “per capita” do agregado familiar.

O governo para reduzir o número daqueles que têm direito a esses apoios sociais alterou a formula como se calcula o rendimento “per capita”.

Até aqui só eram considerados como pertencentes ao agregado familiar aqueles em que se verificava uma relação dependência económica. Após 1 de Agosto de 2010, com a entrada em vigor do Decreto-Lei 70/2010, são consideradas todas as pessoas em economia comum, ou seja, que residem no mesmo alojamento e suportem em conjunto as despesas fundamentais ou básicas, portanto muitas mais, o que fará aumentar o rendimento familiar, e quanto maior seja o rendimento familiar menos é a probabilidade de ter direito a apoios sociais.

Para além disso, até aqui o rendimento “per capita” era obtido dividindo o rendimento do agregado familiar pelo número de pessoas que o constituíam. Após 1 de Agosto de 2010, com a entrada em vigor do Decreto-Lei 70/2010, já isso não acontece. O 1º adulto “vale” 1, mas cada adulto seguinte vale apenas 0,7; e as crianças, cada uma somente 0,5.

Um exemplo, para tornar as consequências desta alteração mais claras. Imagine-se um agregado familiar cujo rendimento é de 1000€/mês, constituído por 2 adultos, em que um foi despedido, e por duas crianças. Até aqui o rendimento “per capita” do agregado familiar obtinha-se dividindo os 1000€ pelas 4 pessoas, o que dava 250€. Agora divide-se apenas por 2,7 (o 1º adulto=1; o 2º adulto =0,7; cada criança =0,5), e obtém-se já 370€, de rendimento “per capita”. Para se ter acesso ao subsídio social de desemprego é obrigatório que o rendimento “per capita” do agregado familiar do desempregado seja inferior a 80% do IAS, ou seja, a 335€. Pela forma como antes era calculado o rendimento “per capita” o desempregado daquele agregado familiar tinha direito ao subsídio social de desemprego. Após a a entrada em vigor do Decreto-Lei 70/2010 este mesmo desempregado já não tem direito ao subsídio social de desemprego. O que acontece com este subsídio sucede como muitos outros apoios sociais a pessoas a viver no limiar da pobreza. Portanto, o número de portugueses com insuficiência de recursos com direito a apoios sociais (abono de família, abono pré-natal, subsídio social de desemprego, complemento solidário de idoso, rendimento social de inserção, acção escolar, taxas moderadoras, comparticipações nos medicamentos, comparticipação nas despesas dos utentes de cuidados continuados, etc.) vai diminuir significativamente. Mas é desta forma que este governo pretende reduzir as despesas do Estado, para assim reduzir o défice orçamental.

O DECRETO-LEI Nº 72/2010: Reduz o subsídio de desemprego e determina a diminuição geral dos salários no futuro
E como tudo isto já não fosse suficiente, o governo também alterou a lei do subsídio de desemprego, ou seja, o Decreto-Lei nº 187/2007. Segundo o nº2 do artº 29 do Decreto-Lei 72/2010, que também entra em vigor em 1 de Agosto de 2010, o valor máximo do subsídio de desemprego vai baixar de 65% do salário ilíquido que o trabalhador recebia antes de ser despedido para apenas 75% desse salário liquido, ou seja, depois de deduzir o desconto para a Segurança Social (11%) e a retenção do IRS. Para além disso, o desempregado passa a ser obrigado a aceitar qualquer emprego, sob pena de perder o direito ao subsídio, desde que o salário oferecido nos primeiros 12 meses seja igual ao subsídio de desemprego mais 10%, e depois basta que seja igual ao subsídio de desemprego, que no máximo corresponde a 75% do salário liquido que o trabalhador recebia no emprego anterior.

Portanto, e repetindo para ficar claro, a partir de 1 de Agosto de 2010, com a entrada em vigor do Decreto-Lei 72/2010 não é só o subsídio de desemprego que vai diminuir (passa de 65% do salário ilíquido que o trabalhador tinha antes de ser despedido para apenas 75% desse salário liquido), mas também o salário do desempregado em futuro emprego já que ele ficará obrigado a aceitar um emprego cujo salário seja apenas igual ao subsídio de desemprego após mais 10% nos primeiros 12 meses de desemprego, e depois desse período é obrigado a aceitar um emprego desde que o salário seja igual ao subsídio de desemprego que está receber, o qual no máximo é igual a 75% do salário liquido que recebia antes de cair no desemprego. E se não aceitar perde o direito ao subsídio de desemprego (artº 13º, artº 41, nº1, alínea a; artº 49,nº1, alínea a). É de prever que os patrões aproveitem esta disposição da lei, ou seja, esta ajuda do governo para baixar ainda mais os salários. Mas é desta forma que este governo pretende promover o emprego em Portugal, reduzindo ainda mais a qualidade do emprego e os salários.

O CARÁCTER RECESSIVO DO PEC E A INSENSIBILIDADE SOCIAL DESTAS MEDIDAS
O PEC:2010-2013 é um programa recessivo porque reduz a despesa e o investimento publico e diminui o poder de compra da população através do congelamento dos salários e das prestações sociais, ou da sua eliminação, e da subida dos impostos (só a subida do IVA e do IRS reduz o poder de compra da população em mais de 1.260 milhões €/ano). Como se está a verificar igual corte de despesas públicas em todos os países da U.E. (mais de 200.000 milhões €), as exportações tornar-se-ão mais difíceis, e o desemprego vai continuar a aumentar. A saída de Portugal da crise torna-se assim mais difícil.

Para além de tudo isso, pelas medidas analisadas neste artigo que também constam do PEC, fica claro que ele é também um programa que revela uma profunda insensibilidade social.

Numa altura como esta é necessário que o País e também as famílias façam uma aplicação rigorosa dos seus recursos, não se endividando mais (as taxas de juro estão a aumentar), e que ninguém cruze os braços, não deixando de participar em movimentos da sociedade civil para que a politica do governo português e da U.E. deixe de se preocupar apenas com a redução do défice orçamental e em “agradar os mercados” e passe a se preocupar com as pessoas, em particular com as que menos têm.

*Economista

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Governo de Angola criou 330 mil postos de trabalho em 2009, afirma ministro

Luanda, Angola, 26 fevereiro 2010 - O governo criou em 330 mil postos de trabalho em 2009, com destaque para o sector da agricultura onde surgiu metade dos empregos criados, garantiu quinta-feira em Luanda o ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social.

Pitra Neto, citado pela agência estatal angolana Angop, quando falava na abertura do Conselho Consultivo Alargado deste ministério na Escola Nacional de Administração (ENAD), disse ainda que, para além da agricultura, as Obras Públicas, o Comércio, o Turismo e os Transportes, foram os sectores que mais empregos geraram.

Pitra Neto apontou a coordenação entre os ministérios da Agricultura, da Indústria, das Obras Públicas, das Pescas, da Geologia e Minas, do Comércio e da Hotelaria e Turismo como sendo a razão para o elevado número de posto de trabalho criados em 2009.

Neste encontro, Pitra Neto defendeu ainda ser necessário dotar a Inspecção-Geral do Trabalho com as capacidades que lhe permitam estar “à altura dos desafios da modernização e desenvolvimento da economia e das empresas”. (macauhub)